Organizações cobram fortalecimento do MPF contra crime ambiental na Amazônia

Organizações cobram fortalecimento do MPF contra crime ambiental na Amazônia

Organizações cobram fortalecimento do MPF contra crime ambiental na Amazônia

Carta enviada, por cinquenta e seis organizações da sociedade civil, entre elas a Apremavi, à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal destaca resultados da Força-Tarefa Amazônia, criada em agosto de 2018 e encerrada em fevereiro deste ano.

 

DA TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL BRASIL – Cinquenta e seis organizações da sociedade civil, entre elas a Apremavi, Transparência Internacional – Brasil, WWF-Brasil, Human Rights Watch, Conectas e Instituto Igarapé, enviaram uma carta à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal destacando a importância do fortalecimento da atuação do MPF no combate aos crimes e à degradação ambiental na Amazônia.

A carta cita a preocupação das organizações com a descontinuidade da Força-Tarefa Amazônia em fevereiro deste ano, sem haver sinalização acerca de sua renovação ou de alguma outra estrutura que pudesse substituí-la no combate às ilegalidades praticadas na região. De acordo com as organizações, além da medida representar um recuo na atuação do MPF, ela traz consigo a perda de uma ação mais coordenada e estratégica do órgão no combate a essas ilegalidades, benefícios que a Força-Tarefa proporcionava. Isso tudo em um cenário de avanço da degradação ambiental, que pode ser evidenciada pelo aumento das taxas de desmatamento e queimada no bioma, bem como pelo crescimento da exploração de madeira e garimpo ilegais.

As organizações também deixam claro no documento que os crimes ambientais não apenas trazem prejuízos à sustentabilidade socioambiental, mas também podem causar danos econômicos, como restrições dos produtos brasileiros no mercado internacional, fuga de investimentos e dificuldades na assinatura de acordos comerciais.

É momento de fortalecer as estruturas que investigam e punem o crime ambiental, sobretudo no momento em que as taxas de desmatamento e queimadas batem recordes. É isso que vai colocar o Brasil na rota exigida pelo século XXI e pelos desafios da crise climática. Do contrário, estaremos na contramão do mundo, correndo o risco de ver o fechamento dos mercados internacionais para as commodities agrícolas brasileiras” explica Michel Santos, gerente de políticas públicas do WWF-Brasil.

O texto enviado ao MPF e ao CSMPF enfatiza que por trás dos crimes ambientais também há uma estrutura que envolve grupos organizados que realizam diversas práticas criminosas que servem de “sustentação” à ilegalidade ambiental.

Os crimes ambientais na Amazônia não ocorrem de forma isolada. Muitas vezes estão associados a práticas ilícitas como corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes, evasão fiscal, formação de milícias e assassinatos. Combater os crimes ambientais é também promover a segurança pública, a integridade das instituições e o próprio Estado de Direito. O Ministério Público Federal tem um papel fundamental nisso e precisa fortalecer a sua atuação na região” comenta Renato Morgado, gerente de Meio Ambiente e Clima da Transparência Internacional – Brasil.

Recomendações apresentadas na carta – As organizações defendem que a Força-Tarefa Amazônia, que já apresentou resultados importantes no enfrentamento ao problema (foram mais de 19 operações contra crimes ambientais realizadas), seja fortalecida ao invés de ser descontinuada. No entanto, caso se mantenha a decisão pela sua não renovação, a proposta é que o MPF estabeleça uma estrutura permanente para a Amazônia, que permita maior coordenação e escala de atuação, especialmente dedicada ao combate dos crimes ambientais e da degradação ambiental, aproveitando, inclusive, da experiência da própria Força-Tarefa.

A política de enfraquecimento das ações de fiscalização ambiental e de proteção aos territórios indígenas, intensificadas a partir de 2019, deram sinal verde às redes criminosas que promovem a destruição ambiental, muitas vezes cometendo atos de violência contra aqueles que se colocam em seu caminho. É preocupante que num momento tão crítico o Ministério Público Federal não tenha uma estrutura dedicada ao combate ao desmatamento ilegal e outros crimes ambientais“, afirmou Anna Livia Arida, diretora adjunta da Human Rights Watch no Brasil.

Independentemente do formato institucional escolhido, as entidades demandam que tal estrutura tenha os recursos humanos e materiais necessários para a sua atuação, incluindo procuradores com dedicação exclusiva. Na mesma direção, reforçam que é necessário o fortalecimento de forma ampla do MPF na região, com mais ofícios e procuradores dedicados a temas ambientais e à proteção de direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

Por fim, as organizações sugerem a manutenção e o fortalecimento de iniciativas do MPF que incidem na região, como o Amazônia Protege, que de forma inovadora permite a instauração de ações civis públicas na escala necessária para o enfrentamento do desmatamento no bioma.

Acesse a íntegra da carta neste link.

Autor: Transparência Internacional Brasil via Observatório do Clima.

Programa Matas Sociais registra resultados de plantio em parceria com escolas de Ortigueira (PR)

Programa Matas Sociais registra resultados de plantio em parceria com escolas de Ortigueira (PR)

Programa Matas Sociais registra resultados de plantio em parceria com escolas de Ortigueira (PR)

Além da recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e do planejamento das propriedades, o Programa Matas Sociais também colabora com ações de educação ambiental, muitas vezes com resultados visíveis nas paisagens. A mudança que está ocorrendo no horizonte da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Ortigueira (PR), é um belo exemplo.

Em outubro de 2017, alunos, pais e professores de duas escolas da cidade, em conjunto com moradores da comunidade de Briolândia (Ortigueira – PR), se reuniram para restaurar APPs em torno de nascentes, colocando em prática os estudos sobre preservação ambiental e proteção dos recursos hídricos que aconteceram em sala de aula. Esse trabalho coletivo resultou no plantio de 3.300 mudas de árvores nativas. Confira o registro do plantio:

Matas Sociais

Plantio de restauração de nascente feito em parceria com escolas  comunidade local de Ortigueira (PR). Foto: Arquivo Apremavi.

No dia do plantio também foram realizadas explicações sobre a importância de preservar as nascentes, a fauna e flora local para o próprio bem-estar e qualidade de vida. Simone Calisti, diretora da Escola Municipal Ernesto Soares dos Santos, destacou a importância de momentos como esse para a comunidade: “A nascente que foi recuperada abastece a comunidade de Briolândia. Antes do plantio estava exposta, com pouca mata ciliar em volta. Depois de uma visita dos professores da escola no local, fizemos o pedido para o responsável pela área, Marcílio Regonato, para realizar um plantio em parceria com o programa Matas Sociais. O projeto trouxe um grande impacto positivo a toda a comunidade levando conscientização à população; no dia do plantio estavam presentes mais de 100 pessoas da comunidade. Hoje a nascente se encontra protegida. Matas Sociais, escola e comunidade: parceria que deu certo”.

Neste ano, a equipe da Apremavi visitou o local para conferir o progresso da restauração iniciada com a ajuda da comunidade do Colégio Teotônio Vilela e da Escola Ernesto Soares dos Santos. Veja o #AnteseDepois da área:

Antes e depois Matas Sociais

Antes e depois com fotos das visitas de monitoramento da restauração em volta de uma nascente. Fotos: Arquivo Apremavi.

O Programa Matas Sociais

O Programa Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis, é resultado de uma parceria entre a Klabin, a Apremavi, o SEBRAE, e as prefeituras dos municípios da região de atuação do projeto, entre eles Ortigueira (PR). Além da recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal e da conservação de remanescentes florestais, a iniciativa busca conciliar beleza e qualidade de vida com produtividade e rentabilidade, através da agricultura familiar, desenvolvimento da cadeia de produção e fortalecimento do empreendedorismo local.

Conheça mais sobre o programa aqui.

Autores: Marcos José Santos e Vitor L. Zanelatto.

34 anos construindo paisagens sustentáveis

34 anos construindo paisagens sustentáveis

34 anos construindo paisagens sustentáveis

Na última sexta-feira (09/07), a Apremavi completou 34 anos de fundação. Para contribuir com a proteção da Mata Atlântica, os fundadores da então “Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí” foram além das ações administrativas e começaram a colocar a mão na terra, semeando algumas sementes, que dariam origem a 18 mudinhas. O trabalho ganhou escala e pode-se afirmar que a produção de mudas nativas é parte do “DNA” da Apremavi. O potencial de produzir um milhão de mudas no Viveiro Jardim das Florestas têm papel essencial para o alcance das metas e da própria missão destacada nas primeiras linhas do estatuto da organização.

Assim como a relevância da organização para a preservação e conservação ambiental, as mudas nativas que foram colocadas na terra através dos diversos projetos desenvolvidos ao longo do tempo também cresceram, num processo contínuo. Entre muitos números e indicadores que podem ser citados para representar o trabalho da Apremavi, destaca-se o impacto nas paisagens, que representam o planejamento das propriedades rurais, a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade e até mesmo a diversificação da fonte de renda na agricultura familiar.

Confira alguns antes e depois propiciados pelos projetos da Apremavi em diferentes cidades, contextos e escalas ao longo do tempo.

Bosque dos Dez Anos da Apremavi

Em 1997, na data em que a Apremavi completou dez anos de fundação, os fundadores, colaboradores e sócios da organização reuniram-se para celebrar a década de trabalho e conquistas. Um bosque foi plantado em Atalanta (SC), no terreno da RPPN Serra do Pitoco, já com mudas do viveiro Jardim das Florestas. Confira como está a área agora:

Antes, em 1997, e depois, em 2021, de propriedade restaurada pela Apremavi em Atalanta (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Projeto Van Melle

Uma das primeiras parcerias que a Apremavi firmou foi com a Fundação Both Ends e a Van Melle Brasil, empresa da indústria alimentícia. A colaboração entre as organizações impulsionou a produção de mudas e a restauração de áreas degradadas.

Entre as muitas florestas plantadas entre 1997 e 1999, destaca-se a área de Anibo Sieves, que recebeu 1.757 mudas através do projeto e as plantou em sua propriedade rural, na comunidade de Alto Dona Luiza em Atalanta (SC). Em 2019, a Apremavi visitou a área para registrar a evolução da restauração iniciada com o plantio de 1997, veja:

34 anos

Antes, em1997, e depois, em 2021, de propriedade restaurada pela Apremavi no município de Atalanta (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Bosques de Heidelberg

Iniciado em 1998 através de uma parceria com a ONG alemã Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland (BUND), organização ambientalista sediada em Heidelberg, já nos primeiros anos começou a colocar em prática os principais objetivos do projeto: restaurar a Mata Atlântica e realizar atividades de educação ambiental. Com o passar dos anos e a parceria gerando cada vez mais resultados, já foram plantadas mais de 110 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, formando mais de 90 bosques, em 17 cidades.

Os primeiros bosques foram plantados em 1999. Um deles pode ser avistado pelos visitantes da Krüger Haus, em Trombudo Central (SC). Os proprietários da Krüger Haus desenvolvem atividades relativas à história da imigração alemã na região e também ações de educação ambiental com os visitantes. Confira o “antes e depois”:

Apremavi restaurando florestas

Antes, em 1999, e depois, em 2019, de propriedade restaurada pela Apremavi em Trombudo Centra (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Matas Legais SC

Exemplo de sucesso do Programa Matas Legais, a propriedade de Valmor Catafesta recuperou as áreas de preservação permanente (APPs) e espécies nativas como a canela-sassafrás, a aroeira, o araçá, a guabiroba, também foram plantadas próximas à residência, para o embelezamento do local.

Esse “antes e depois”, possibilitado através da parceria entre a Apremavi e Klabin, teve início em 2007. Para diversificar a renda da propriedade, entre o plantio de eucalipto ele apostou no plantio de espécies nativas, são cerca de 5ha, totalizando 9.000 mudas. A Apremavi fez o planejamento da propriedade, orientou sobre o local para o reflorestamento com exóticas e apontou os locais com necessidade de restauração com nativas.

O trabalho de restauração realizado por Valmor, bem como o seu cuidado com a área de silvicultura, lhe valeu o título de fomentado destaque no ano de 2008, bem como, uma matéria no programa Globo Rural.

Matas Legais 34 anos Apremavi

Antes, em 2007, e depois, em 2019, de propriedade restaurada pela Apremavi em Rio do Oeste (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Matas Legais PR

No Paraná, o Programa Matas Legais também realiza um trabalho intenso junto aos proprietários rurais. Em 2012, a equipe visitou pela primeira vez a área de Renato dos Santos Moreira no assentamento São Luiz II, na cidade de Sapopema (PR). A área a ser restaurada foi fotografada durante a visita e ilustra como a paisagem pode se regenerar rapidamente após o plantio de árvores nativas.

Além da recuperação de uma Área de Preservação Permanente de 0,22 hectares, foi implantada uma área com sistema agroflorestal. São praticamente 2 hectares que rendem à família segurança alimentar e diversificação na fonte de renda.

Renato destaca a importância da restauração: “Sem comer a gente até vive um tempo, mas sem água se dura bem pouquinho, sem a floresta o ser humano logo não vai sobreviver. A gente não tem que pensar hoje, tem que pensar daqui 20, 30 anos. A gente não sabe o que vai vir para a frente, tem que começar reflorestar hoje”.

Os trabalhos realizados no âmbito do Programa Matas Legais têm sido muito importantes na pauta da restauração e podem servir de exemplo para outras parcerias entre ONGs e setor privado, como menciona recente matéria publicada na Página 22: “Questão de Sobrevivência”.

34 anos Apremavi

Antes, em 2012, e depois, em 2021, de propriedade restaurada pela Apremavi em Sapopema (PR). Fotos: Acervo Apremavi.

Projeto Araucária

Desenvolvido entre 2013 e 2015 no Alto Vale e Oeste catarinense, o Projeto Araucária promoveu a conservação e recuperação de remanescentes florestais e espécies-chave da Mata Atlântica, através da implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas e enriquecimento de florestas secundárias, possibilitando o uso sustentável dos recursos naturais.

A iniciativa foi responsável pela recuperação e/ou conservação de mais de 250 hectares de áreas degradadas, algumas delas em Unidades de Conservação. Na Estação Ecológica da Mata Preta, em Abelardo Luz (SC), mais de 52.000 mudas foram plantadas em meados de 2015. Em passagem pela região, integrantes da equipe voltaram à ESEC da Mata Preta em 2019, e foi necessário o uso de drone para registrar parte dos resultados da restauração nos 25 hectares de floresta.

34 anos Apremavi Projeto Araucária

Antes, em 2015, e depois, em 2019, de área restaurada pela Apremavi na Estação Ecológica da Mata Preta, em Abelardo Luz (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Programa Matas Sociais

Além da recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e do planejamento das propriedades, o Programa Matas Sociais também colabora com ações de educação ambiental, muitas vezes com resultados visíveis nas paisagens.

Em visita a campo deste ano, a equipe do projeto resgistrou os resultados do plantio de 3.300 mudas nativas realizado em com escolas e comunidade local de Briolândia, em Ortigueira (PR).

Antes e depois Matas Sociais

Antes, em 2017, e depois, em 2021, de área restaurada pela Apremavi na comunidade de Briolândia, em Ortigueira (PR). Fotos: Acervo Apremavi.

Restaura Alto Vale

Ativo desde 2018, o Restaura Alto Vale pretende restaurar 320 hectares de floresta, e já cumpriu boa parte da meta, graças a parcerias de sucesso com prefeituras, escritórios da Epagri e sobretudo pequenos proprietários rurais. Um grande exemplo vem do casal Maria Hang Popenga e Ederson Resini, residentes em Presidente Nereu, no Alto Vale do Itajaí (SC).

Com as orientações para o plantio e doação das mudas necessárias, plantaram 920 mudas em áreas abertas e também para o enriquecimento ecológico, recuperando a nascente e o riacho da propriedade. O plantio foi realizado em 2018, e caminhando pela propriedade já é possível perceber a diferença que a ação fez. Confira nas fotos:

34 anos Apremavi

Antes, em 2018, e depois, em 2021, de propriedade restaurada pela Apremavi em Presidente Nereu (SC). Fotos: Acervo Apremavi.

Autor: Vitor L. Zanelatto.
Revisão: Miriam Prochnow.

Apremavi comemora 34 anos; nova diretoria é eleita

Apremavi comemora 34 anos; nova diretoria é eleita

Apremavi comemora 34 anos; nova diretoria é eleita

Criada por um grupo de jovens ambientalistas e outros não tão jovens mas igualmente preocupados, numa década em que a degradação da Mata Atlântica era quase tudo que se via em Santa Catarina, a Apremavi começou denunciando a destruição da terra Indígena Ibirama-La Klãnõ, de onde saiam diariamente centenas de caminhões de toras em direção às madeireiras.

O “boca no trombone” ao denunciar desmatamentos, caça e poluição, veio acompanhado de muita “mão na massa” ao mostrar que existem maneiras de proteger e utilizar os recursos naturais de forma sustentável.

A trajetória de 1987 para cá é marcada por muitas conquistas e graças ao trabalho de um time comprometido com um futuro sustentável, a colaboração de muitas pessoas, organizações e empresas, a Apremavi desenvolveu diversos projetos e parcerias de sucesso.

Wigold B. Schaffer, um dos fundadores e conselheiros da Apremavi, relembra e agradece aos pioneiros do ativismo ambiental na região do Alto Vale do Itajaí que estiveram presentes na reunião realizada nas dependências do Colégio Hamônia em Ibirama (SC) que culminou com a criação da Apremavi. “Reunimos um grupo que achou importante, naquela época, confrontar poderes públicos omissos e empresas que degradavam o meio ambiente e outros destruidores. A assembleia de aprovação dos estatutos e constituição da ONG contou com as seguintes pessoas: Miriam Prochnow; Lúcia Sevegnani; Frank Dieter Kindlein; Phillipp Stumpe; Ieda Maria Tambosi Klug; Orival Grahl; Amauri Vogel; Astor Bender; Jaci Soares; Nodgi Pellizzetti; José Vilson Frutuoso; José Cezar Pereira; Ademir Gilson Fink; Alberto Pessatti Primo; Noêmia Bohn; Marisa Mello da Silva; Duílio Gehrke; Nilto Antônio Barni; Eliane Stoll Barni; Wigold Bertoldo Schäffer. Com o tempo, [email protected] [email protected] [email protected] se juntaram a esse grupo e o resto é história, bem sucedida. Mas é fundamental destacar que os desafios para o futuro, embora diferentes dos que eram há três décadas, são gigantescos e igualmente exigirão empenho, dedicação e compromisso com o bem comum”, relembra Wigold.

A coragem dos pioneiros para enfrentar desafios continua motivando muita gente a ser ativista pela restauração e conservação da natureza. Carolina Schäffer, recém eleita vice-presidente, é motivada por essa coragem, “acompanhei muitos momentos da trajetória da Apremavi e percebo que sem esse protagonismo dos fundadores, o trabalho sério de toda a equipe e o engajamento da comunidade muitas das nossas lutas não teriam sido vitoriosas. É preciso ter coragem para fazer o ativismo acontecer na prática”.

 

A nova diretoria

Orientada pelo estatuto, que determina eleição a cada dois anos, a Assembleia Geral da Apremavi escolheu a nova Diretoria Executiva que toma posse no dia 22 de julho, junto com os novos integrantes do Conselho Fiscal e Conselho Consultivo. Confira aqui a composição da equipe gestora que estará à frente da Apremavi nos próximos dois anos.

Para Miriam Prochnow, fundadora e agora conselheira, “é muito bom ver a Apremavi entrando em uma nova fase, com a garotada assumindo cada vez mais o compromisso com um futuro sustentável e entendendo o valor de ser uma ONG ambientalista atuante. Tenho certeza de que essa nova gestão trará excelentes resultados na busca da missão coletiva.

A nova gestão assume com muitos desafios, mas também muitas oportunidades. Na pauta estão projetos que têm como metas a conservação e restauração da Mata Atlântica e o incremento da qualidade de vida para todas as espécies, num cenário de crise climática. Para o cumprimento dessas metas serão necessárias muitas parcerias e todas as pessoas dispostas a ajudar nessa empreitada serão muito bem-vindas, afinal a visão para 2030 é ambiciosa:

Visão 2030 da Apremavi

A visão 2030 faz parte do Reposicionamento Estratégico da Apremavi e foi elaborada durante as oficinas de planejamento realizadas entre novembro de dezembro de 2020.

Edilaine Dick, nova integrante da diretoria, comenta que “é um grande desafio e uma grande oportunidade de contribuir ainda mais com o trabalho desenvolvido pela instituição que é referência no país. É ter um olhar amplo sobre os desafios e as oportunidades que se apresentam no dia-a-dia”.

 

34 anos em prol da natureza

A Apremavi é feita por um conjunto de pessoas, algumas já não fazem mais parte da nossa equipe, outras já deixaram o plano terrestre, mas o orgulho de ter feito parte da trajetória de 34 anos da instituição é comum com todas e todos que continuam trabalhando diariamente para o cumprimento da misão da instituição.

Filme construído coletivamente com depoimentos da equipe da Apremavi.

Autora: Carolina Schäffer.

Uma árvore para cada ano do Parque Nacional de São Joaquim

Uma árvore para cada ano do Parque Nacional de São Joaquim

Uma árvore para cada ano do Parque Nacional de São Joaquim

Urubici, Bom Jardim da Serra, Grão-Pará, Lauro Muller e Orleans, municípios abrangidos pelo Parque Nacional de São Joaquim, vão comemorar o aniversário do parque plantando 60 árvores em cada cidade.

A ação de plantar 60 árvores em cada município, que tem parte do seu território inserido na área do parque, faz parte da semana comemorativa do aniversário de 60 anos do Parque Nacional de São Joaquim, promovida pela Rede Amigas e Amigos do Parque. Veja aqui a programação completa.

As mudas foram doadas pela Apremavi e distribuídas ao longo da semana comemorativa pelo Observatório de Justiça e Conservação (OJC), que fez a ponte com as prefeituras. No caso de Orleans, já recebemos fotos das mudas plantadas. Lá a ação foi coordenada pela Fundação Ambiental Municipal de Orleans (FAMOR). Veja fotos da entrega e do plantio na galeria abaixo.

Parque Nacional de São Joaquim

Ação conjunta da Apremavi e do Observatório de Justiça e Conservação doa 60 mudas de árvores nativas para cada município que tem território inserido na área do Parque Nacional de São Joaquim. A ação faz parte da semana comemorativa do aniversário de 60 anos do parque.

A iniciativa de plantar 60 árvores em cada município tem o apoio e participação das prefeituras cujos territórios estão parcialmente no parque. Além de marcar o aniversário de 06 décadas do Parque, o propósito é mostrar que atualmente ele gera recursos para cada um desses municípios, onde o ecoturismo é uma das atividades econômicas mais importantes. Também queremos aumentar a divulgação das belezas e da importância do parque junto a população do entorno e assim, cada vez mais, envolver essa população na conservação e no desenvolvimento do turismo, gerando renda para todos“, diz Carolina Schaffer, Coordenadora de Comunicação da Apremavi, que está envolvida na organização das atividades da semana comemorativa.

A semana de mobilização tem sido intensa e gratificante. Entre conversas com especialistas e pesquisadores, diálogos entre ambientalistas, gestores e poder público, relatos de visitantes e guias de turismo, entrevistas com ícones da região, o objetivo dos eventos virtuais é celebrar as belezas e a biodiversidade do parque, mostrar porque ele é tão importante e também falar sobre as ameaças a esse patrimônio natural de os brasileiros que é um cartão postal da Serra Catarinense.

 

O Parque Nacional de São Joaquim

Criado em 06 de julho de 1961, com 49.800 hectares, o Parque Nacional de São Joaquim é um dos mais importantes e antigos parques nacionais do Brasil. Protege ecossistemas ameaçados como a Floresta com Araucárias e os Campos de Altitude, espécies da flora ameaçada como o Pinheiro-brasileiro e o Xaxim, e também espécies ameaçadas da fauna como a Onça-parda e o Papagaio-charão. Protege ainda as nascentes do Rio Pelotas e belezas cênicas impressionantes como a Pedra Furada e o Cânion do Funil. É também o motor do ecoturismo, uma das atividades econômicas que mais cresce nos municípios da região.

Autores: Carolina Schäffer e Wigold B. Schäffer.

Parque Nacional de São Joaquim celebra 60 anos

Parque Nacional de São Joaquim celebra 60 anos

Parque Nacional de São Joaquim celebra 60 anos

Começa amanhã, dia 05 de julho, a semana comemorativa do aniversário de 60 anos do Parque Nacional de São Joaquim.

Conversas com especialistas e pesquisadores, diálogos entre ambientalistas, gestores e poder público, relatos de visitantes e guias de turismo, entrevistas com ícones da região…

Esses são alguns dos eventos que compõe a programação virtual da semana comemorativa que pretende aproximar o Parque Nacional de São Joaquim da população. Sem sair de casa será possível conhecer as paisagens, as espécies de plantas recém descritas, a beleza incomparável do cânion do Funil e também se manter atualizado sobre as ameças e os desafios da unidade de conservação.

A programação é uma iniciativa da Rede Amigas e Amigos do Parque Nacional de São Joaquim, que reúne voluntários e organizações locais e de outras regiões, entre elas a Apremavi, com o propósito de comemorar as seis décadas do parque que é um patrimônio das/dos catarinenses e de todo o Brasil.

A programação completa pode ser acessada na página da iniciativa em: https://apremavi.org.br/60-anos-parna-sao-joaquim/.

Todas as lives da semana comemorativa serão transmitidas pelo YouTube da Apremavi e já estão agendadas nesta playlist, é só definir o lembrete para receber o aviso de quando cada uma delas vai começar!

O Parque Nacional de São Joaquim

Com 49,8 mil hectares, o Parque Nacional de São Joaquim está localizado na região serrana de Santa Catarina e abrange os municípios de Bom Jardim da Serra, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans e Urubici.

Protege ecossistemas ameaçados como a Floresta com Araucárias e os Campos de Altitude, bem como outros ecossistemas da Mata Atlântica. É morada para espécies ameaçadas da fauna como a Onça-parda (Puma concolor), o Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o Papagaio-charão (Amazona pretrei) e o Papagaio-de-peito-roxo, duas espécies de aves que dependem da sobrevivência da Floresta com Araucárias que é fonte de seu principal alimento, o pinhão.

Entre março e abril deste ano foram descritas oito novas espécies de plantas, três delas ocorrem somente na área do parque e uma delas já é considerada criticamente ameaçada em virtude da pressão e diminuição de seu habitat, tendo sua ocorrência restrita a menos de um quilômetro quadrado nas encostas dentro da área do parque. A estas recém descobertas plantas, somam-se outras ameaçadas como o Pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia) e o Xaxim (Dicksonia sellowiana) que também encontram no Parque Nacional de São Joaquim um refúgio.

Belezas Cênicas

Cravado na serra catarinense na região com as mais baixas temperaturas do Brasil, sob a proteção do Parque está parte dos Aparados da Serra, como são chamadas as escarpas da Serra Geral que formam o mais extenso conjunto de cânions da América do Sul com cerca de 200 km de extensão. Além do Cânion do Funil, o Morro da Igreja, com 1822 metros, e a Pedra Furada, portal rochoso medindo cerca de 30 metros de largura, recebem visitantes de todo País para conhecer momentos geológicos, considerados cartões postais das mais belas paisagens catarinenses. Fora do período da pandemia, o parque recebe entre 100 a 200 mil visitantes por ano.

A altitude, as formações geológicas, as baixas temperaturas e a influência da umidade vinda do oceano Atlântico estão entre os fatores que geraram a diversidade de ambientes de altitude raros e frágeis, tais como as matinhas nebulares, os campos de altitude, as matas de xaxim centenárias, assim como as florestas de araucária, que mantêm uma grande variedade de espécies de animais, plantas e fungos. A área protegida é local de recarga e descarga do Aquífero Guarani e das nascentes do Rio Pelotas, um dos principais formadores do Rio Uruguai, afluente da Bacia do Rio da Prata, a segunda maior bacia hidrográfica do Brasil.

PNSJ

O Parque Nacional de São Joaquim protege belezas cênicas impressionantes como a Pedra Furada e o Cânion do Funil e é o motor do ecoturismo, uma das atividades econômicas que mais cresce nos municípios da região. Foto: Wigold B. Schäffer.

Riscos

Mesmo diante de toda essa biodiversidade, belezas cênicas e importância para a economia, a unidade está na mira de um Projeto de Lei do Senado (PLS nº 208/2018) que propõem uma redução de 20% de sua área o que implicaria na redução do parque em 10.000 hectares que serão entregues a interesses privados em detrimento do interesse público.

Autora: Carolina Schäffer com informações da Rede Amigas e Amigos do Parque.

Apremavi e MST debatem ampliação de trabalho conjunto

Apremavi e MST debatem ampliação de trabalho conjunto

Apremavi e MST debatem ampliação de trabalho conjunto

No dia 25 de junho de 2021 a Apremavi teve a satisfação de receber a visita de Vilson Santin, diretor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Santa Catarina e Manoel Tiago Antunes, Vereador de São Cristóvão do Sul.

A visita teve o objetivo de ampliar a aproximação entre a Apremavi e o MST, visando a possibilidade da realização de uma parceria para execução de ações ambientais, especialmente o plantio de mudas de árvores nativas, para a restauração da Mata Atlântica. A Apremavi já desenvolve uma série de projetos em assentamentos rurais e o MST tem uma campanha de plantio de 100 milhões de mudas de árvores nos próximos 10 anos.

Os próximos passos incluem uma agenda de atividades a serem realizadas nos próximos meses, visando a construção e ampliação desse trabalho conjunto.

Para Vilson Santin esse é um momento muito importante e as parcerias serão fundamentais para a construção de um mundo fraterno, como prega o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si. “O desenvolvimento de atividades conjuntas auxiliará no alcance dos objetivos do MST: a campanha do plantio de árvores, a produção de alimentos de qualidade e a solidariedade entre as pessoas e com a natureza”, ressalta Santin.

Miriam Prochnow, conselheira da Apremavi, acredita que “a parceria tem um grande potencial de ampliar a escala da restauração, pensando no incremento da qualidade de vida das pessoas, na manutenção dos ambientes naturais e no combate à crise climática”.

Parceria MST

MST visita Centro Ambiental e Viveiro Jardim das Florestas para avançar parceria com a Apremavi. Fotos: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Diversidade na luta pela biodiversidade

Diversidade na luta pela biodiversidade

Diversidade na luta pela biodiversidade

O movimento #LGBTQIAP+ é um ato político social que tem como objetivo defender a diversidade, buscar representatividade, respeito e direitos para a comunidade. Mais do que isso, marca o combate ao preconceito que cada uma das letras sofrem por apresentar amor e orgulho de si mesmas.

Ainda que devagar, com o passar dos anos o movimento vem crescendo e cada vez mais pessoas são representadas, integrando a luta pela conquista do respeito e dignidade plena.

Aqui na Apremavi nossa missão é defender, preservar e recuperar o meio ambiente e os valores culturais, buscando a sustentabilidade em todas as dimensões e a melhoria da qualidade de vida. Isso significa que, para além da nossa Carta de Princípios, co-construir uma sociedade livre de preconceitos, com respeito a diversidade e igualitária é um compromisso nosso e precisa fazer parte do nosso dia-a-dia para que cumpramos nossa missão.

Nós acreditamos em um futuro onde seres humanos vivem em harmonia entre si e com a natureza e isso só é possível quando há acolhimento e aceitação de todas identidades, quando toda forma de amar e ser é soma e não exclusão.

Sinta orgulho de quem você é e das causas pelas quais você luta!

Autores: Carolina Schaffer, Gabriela Schaffer e Vitor L. Zanelatto.

Após inverno, propriedades da Coxilha Rica plantarão nativas com apoio do Matas Legais e Sociais

Após inverno, propriedades da Coxilha Rica plantarão nativas com apoio do Matas Legais e Sociais

Após inverno, propriedades da Coxilha Rica plantarão nativas com apoio do Matas Legais e Sociais

Estabelecer uma parceria de longo prazo que resulte na implantação de pomares com árvores nativas frutíferas, adequação ambiental, paisagismo e arborização em propriedades rurais na Coxilha Rica. Com esse anseio a equipe catarinense do projeto Matas Legais e Sociais pegou a estrada até a cidade de Lages, oeste de Santa Catarina, na última terça-feira (22/06).

Na Terra da Festa do Pinhão, Leandro Casanova e Daiana T. Barth, integrantes da Apremavi, reuniram-se na sede da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca com Thiago Cordeiro, Josie Moraes Mota e Felipe Mannrich, representantes da pasta. Também participou da reunião o servidor da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) José Luis Martins Alves. O debate resultou na definição de encaminhamentos para que sejam viabilizadas várias ações em prol do meio ambiente nos próximos meses.

Matas Sociais em Lages

Registro da reunião realizada na última terça-feira. Foto: Secretaria de Agricultura de Lages (SC).

Atividades na Coxilha Rica

Uma das atividades previstas é a prospecção de propriedades rurais na Coxilha Rica para a participação no Programa Matas Legais e Sociais, através da doação de mudas nativas para a implementação de bosques. Trata-se de um distrito caracterizado historicamente pela baixa densidade demográfica e atividades agrícolas, sobretudo a pecuária. A expectativa é que a entrega de mudas e plantios comecem a acontecer após o inverno, para proporcionar um melhor desenvolvimento às mudas.

Além disso, ficou acordado na reunião que as escolas da rede municipal de ensino de Lages também poderão se beneficiar da parceria, através das atividades de educação ambiental que o Matas Legais e Sociais promove, e também com a possibilidade de doação de mudas nativas. A Prefeitura de Lages se responsabiliza por realizar o levantamento das escolas interessadas para que as atividades ocorram em breve.

 

O Projeto Matas Legais

Fruto da parceria entre a Apremavi e a Klabin, objetiva desenvolver ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal, que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

As mudas produzidas pelo Viveiro Jardim das Florestas para as propriedades de Lages irão se somar as mais de 1.485.033 árvores plantadas ou doadas através da iniciativa, resultando na restauração de 398,83 hectares com plantios de mudas nativas, e impactando mais de 1.200 propriedades rurais. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Autores: Daiana Tânia Barth e Leandro Casanova
Revisão: Vitor Lauro Zanelatto
Foto da capa: Wigold B. Schaffer

Apremavi marca presença e faz sucesso na 1ª feira de mudas de Lontras

Apremavi marca presença e faz sucesso na 1ª feira de mudas de Lontras

Apremavi marca presença e faz sucesso na 1ª feira de mudas de Lontras

Quem passou pelo centro de Lontras (SC) no último sábado (12/06) conseguiu observar uma imensa variedade de formas, texturas e cores na praça central da cidade. Organizada pela administração municipal, ocorreu a primeira feira de mudas frutíferas, ornamentais e flores, responsável por reunir diversos viveiros, além de produtores de hortaliças e artesãs da cidade.

A Apremavi comercializou cerca de 500 mudas, de diferentes tamanhos e uma grande variedade de espécies. Além das tradicionais mudinhas nativas de árvores, o estande foi preenchido por algumas unidades da imponente Bromélia-imperial (Alcantarea imperialis). Confira algumas das espécies produzidas no Viveiro Jardim das Florestas e disponibilizadas para venda no último sábado:

Lista de mudas

Lista de espécies disponíveis durante a 1ª Feira de Mudas da cidade de Lontras (SC). 

O evento foi mais uma oportunidade para divulgar o projeto Restaura Alto Vale, que objetiva restaurar 320 hectares da Mata Atlântica no Alto e Médio Vale do Itajaí e no Planalto Norte de Santa Catarina através da restauração e enriquecimento ecológico. O projeto ainda está com o cadastro aberto para interessados em participar.

Para Taís Fontanive, colaboradora da Apremavi, a iniciativa só traz benefícios: “eventos como esse são ótimas oportunidades para os viveiros divulgarem os seus trabalhos e também conhecerem o trabalho de outros viveiros e pessoas. Além disso, estimulam as pessoas a plantarem árvores e flores, o que também faz bem à natureza”.

O Secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente do município, Edenilson Scherer, explicou melhor os objetivos do evento: “em outros anos realizamos o pedido das mudas com antecedência, com uma menor quantidade de espécies disponíveis. Isso nem sempre agradava a todos. Com a feira, a população poderá escolher entre diversos expositores e realizar a compra diretamente com eles”.

As vendas iniciaram às 8h e seguiram até o final da tarde, resultando na movimentação de milhares de mudas. Ao longo do dia o biólogo Marcos Adriano Hang orientou técnicamente sobre o plantio e a escolha da melhor espécie para cada tipo de plantio. “A feira de mudas de Lontras foi um sucesso, além da grande procura por mudas, os Lontrenses também puderam tirar suas dúvidas sobre as espécies que estavam adquirindo junto aos expositores”, confirma Edegold Schaffer, colaborador da Apremavi e um dos responsáveis pela ação em Lontras.

Feira de mudas de Lontras

A Feira de Mudas de Lontras (SC) ocorreu no dia 12 de junho. Fotos: Vitor Lauro Zanelatto.

Autores: Vitor L. Zanelatto e Taís Fontanive.

Doação de mudas nativas marca Semana do Meio Ambiente de Bom Retiro

Doação de mudas nativas marca Semana do Meio Ambiente de Bom Retiro

Doação de mudas nativas marca Semana do Meio Ambiente de Bom Retiro

Doação de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica marca celebração da Semana do Meio Ambiente em Bom Retiro (SC). Organizada pela Prefeitura Municipal com o apoio da Bueno Ecoturismo e Aventuras e do Programa Matas Legais, realizado em parceria pela Apremavi e pela Klabin, a ação ocorreu no dia 10 de junho na Praça 7 de Setembro.

A ação começou a tomar forma durante uma visita do Secretário de Turismo de Bom Retiro, Jeferson Ulisses Nunes, e do Secretário Adjunto de Turismo, José Luiz Leite Júnior, à Apremavi, no dia 21 de maio. Além de terem tido a oportunidade de conhecer o Centro Ambiental e o Viveiro Jardim das Florestas e de caminhar pela Trilha da Restauração, foram discutidas outras possibilidades de parcerias entre a Prefeitura e a Apremavi.

Para o evento realizado durante a Semana do Meio Ambiente, foram disponibilizadas 300 mudas de árvores nativas, entre elas espécies ornamentais e frutíferas, produzidas no viveiro da Apremavi. Além disso, a Prefeitura adquiriu outras 300 mudas. As 600 mudas foram doadas para a população do município e, em contrapartida, a Prefeitura realizou uma campanha de arrecadação de alimentos e agasalhos.

Para José Luiz Leite Junior o evento foi um sucesso; “muitos moradores compareceram e ao final do dia todas as mudas tinham sido distribuídas e muitos agasalhos e alimentos arrecadados. Uma parte das mudas foi doada para a APAE do município e os professores das escolas também garantiram algumas para plantar com os alunos durante ações de educação ambiental”.

Queremos agradecer pela doação das mudas. Cada atitude que realizamos na proteção do meio ambiente é o alicerce para construirmos um planeta melhor. A simples ação de plantar e conservar as árvores, cuidar da água, solo e da fauna são atitudes que podem ser incorporadas no nosso dia a dia. Plantar árvores é importante para o meio ambiente. Elas auxiliam na purificação e umidade do ar, já que capturam gases tóxicos como o CO2 e devolvem o oxigênio à atmosfera. Além disso, as árvores oferecem sombra, alimentos e outros benefícios”, mencionou o Secretário de Turismo.

Visita à Apremavi

Imagens feitas durante visita dos Secretário de Turismo e Secretário Adjunto de Turismo de Bom Retiro à Apremavi e imagens da ação de doação de mudas realizada pela Prefeitura Municipal no dia 10 de junho.

Autora: Gabriela Schäffer.

Parceria entre Apremavi, Mirador e 93.3FM resulta na doação de mudas no Dia do Meio Ambiente

Parceria entre Apremavi, Mirador e 93.3FM resulta na doação de mudas no Dia do Meio Ambiente

Parceria entre Apremavi, Mirador e 93.3FM resulta na doação de mudas no Dia do Meio Ambiente

Com sorrisos ocultos pelo uso de máscaras, moradores de Rio do Sul (SC) que estiveram na praça central da cidade receberam de forma gratuita mudas de árvores nativas. A atividade aconteceu no último sábado (05/06), como forma de celebrar o Dia do Meio Ambiente, e foi a primeira ação prática da parceria entre a Apremavi, Rádio Mirador e 93.3 FM, que deve resultar no plantio de centenas de árvores na cidade. A parceria é em prol da campanha A gente muda o mundo com a mudança da nossa mente, que iniciou a 10 anos e foi retomada em 2021, buscando formas de conscientizar a população  e os ouvintes sobre a importância da preservação e os cuidados com o meio ambiente.

Video de divulgação da campanha “A gente muda o mundo com a mudança da nossa mente”. Fonte: 93.3FM e Mirador.

Para Edegold, Coordenador de Projetos da Apremavi e um dos articuladores da campanha, o evento foi muito positivo: “Além de distribuir mudas de árvores nativas para a população, atividades como a que realizamos no Dia do Meio Ambiente contribuem também com a conscientização sobre a importância  da preservação da biodiversidade”.

Além de orientar a população sobre a forma correta de plantio e apresentar o trabalho da organização, os colaboradores Edegold e Taís aproveitaram a oportunidade para divulgar os benefícios do projeto Restaura Alto Vale, que está com inscrições abertas para que proprietários rurais possam recuperar áreas de Preservação Permanente (APPs) em suas propriedades. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Na oportunidade foram distribuídas mudas de Canela-sassafrás, árvore símbolo do município de Rio do Sul, Ipê-amarelo-da-serra, Ipê-amarelo-do-brejo, Cereja, Uvaia, Pitanga, Pacari, Araçá-amarelo, Araçá-vermelho, entre outras espécies nativas da Mata Atlântica.

Taís, que esteve na organização da atividade junto à Rádio Mirador, destaca o significado que a ação teve: “A realização da campanha em meio ao momento que estamos vivendo serve para mostrar a todos que não podemos deixar de cuidar da natureza, assim como não podemos deixar de nos cuidarmos,  como o próprio slogan da campanha diz, é mudando a nossa mente que podemos cuidar do mundo. A distribuição de árvores é apenas uma pequenina forma de tentar conscientizar as pessoas, pois o meio ambiente  não é só meu, ou seu, é de todos, e  também é  responsabilidade de todos”.

Ação Rádio Mirador e Apremavi

Ação realizada no dia 05 de junho em Rio do Sul (SC). Fotos: Edegold Schaffer.

Autora: Taís Fontanive.
Revisão: Vitor Lauro Zanelatto.

Após a Semana do Meio Ambiente, ecoa o convite para agir e repensar o futuro

Após a Semana do Meio Ambiente, ecoa o convite para agir e repensar o futuro

Após a Semana do Meio Ambiente, ecoa o convite para agir e repensar o futuro

Em meio à crise sanitária da pandemia, desmonte da participação social nos debates e sucessivas tentativas do Congresso em enfraquecer a legislação ambiental do Brasil, a semana da Mata Atlântica trouxe mais uma constatação acerca da ineficiência dos governos em cumprir o Artigo 225 e o compromisso constitucional com a vida: no último ano, o desmatamento na Mata Atlântica cresceu em dez estados.

As informações são do Atlas da Mata Atlântica, estudo realizado desde 1989 pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Os três estados que mais desmataram no período anterior seguem no topo do ranking, embora mostrem ligeiras reduções em seus índices: Minas Gerais (de 4.972 para 4.701 hectares), Bahia (de 3.532 para 3.230 hectares) e Paraná (de 2.767 para 2.151 hectares). Santa Catarina avançou uma posição em relação a 2019, com o desmatamento de 887 hectares de floresta, o que representa uma variação de 25% se comparado com o período anterior.

Enquanto a emergência climática, o início da Década da Restauração de Ecossistemas e a necessidade da implementação de medidas sustentáveis na retomada da economia pós-pandemia estão provocando mudanças na agenda de muitos países, o Estado brasileiro segue em negação e ignora todos os potenciais e benefícios que a floresta trás para o planeta e para a própria humanidade. Nesse cenário, com políticas imediatistas e visões de exploração da floresta de modo similar as do século XVIII, o Brasil tem desperdiçado todas as oportunidades de se beneficiar e protagonizar a proteção das florestas e da biodiversidade.

Guardiã da legislação ambiental que lutou para criar, a sociedade civil agora se organiza para evitar o desmonte das políticas e retrocessos à política ambiental. Entre debates, mobilizações e elaboração de soluções para os desafios do presente, as últimas semanas foram de atuação aguerrida das organizações e ativistas que se dedicam na preservação do Meio Ambiente.

Confira alguns destaques da Semana da Mata Atlântica e da Semana do Meio Ambiente e acompanhe as mobilizações que a Apremavi ajudou a construir.

Observatório do Código Florestal lança nova publicação

Breve História da Legislação Florestal Brasileira”, esse é o novo título produzido pelo Observatório do Código Florestal, coletivo de organizações do qual a Apremavi faz parte. Os autores investigaram os acontecimentos, articulações e movimentos desde o Brasil colônia até aprovação de um novo Código Florestal (Lei no 12.651/2012) para apresentar o surgimento da legislação florestal brasileira e todas as mudanças – positivas e nocivas – na política florestal.

O lançamento ocorreu em 25 de maio, dia do nono aniversário do novo Código Florestal, e reuniu os autores com a jornalista Sônia Bridi, conhecida nacionalmente por cobrir pautas ambientais, que conduziu um debate sobre os objetivos da publicação, destacando as reflexões que a história trás  para o cenário atual e meios para enfrentar os desafios do presente.

O livro proporciona aos leitores uma viagem ao passado e a descoberta da existência de normas de proteção florestal no Brasil desde a chegada dos europeus. Ao remontar a história da Lei Florestal, é possível perceber que ela se mistura com a história do próprio Brasil. Olhando para trás, buscamos compreender o cenário atual e meios para enfrentar os desafios de implementar essa Lei, que tem fortes raízes culturais” Roberta del Giudice, secretária executiva do OCF e co-autora do livro, disponível para download aqui.

Live de lançamento do livro “Breve História da Legislação Florestal Brasileira”, novo título produzido pelo Observatório do Código Florestal, coletivo de organizações do qual a Apremavi faz parte.

Década da Restauração de Ecossistemas: e eu com isso?

A Década da Restauração de Ecossistemas foi tema de uma live realizada pelo Comitê do Vale Europeu, para a Semana ODS em Pauta do Movimento ODS SC, no dia 26 de maio, véspera do Dia da Mata Atlântica.

O encontro virtual contou com a participação da Coordenadora de Comunicação da Apremavi, Carolina Schaffer, que fez uma apresentação ilustrada com um olhar específico sobre os ODS que estão associados ao tema da Restauração de Ecossistemas e como a pauta da restauração tem ajudado a alavancar a Agenda 2030. Além de Carolina, a live contou ainda com a presença de Ludmila Pugliese, Coordenadora Nacional do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que trouxe detalhes sobre as estratégias de ação para a Década da Restauração.

A Semana ODS em Pauta é uma iniciativa do Movimento ODS Santa Catarina e tem como objetivo disseminar informações de qualidade quanto aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A Apremavi é signatária do Movimento desde 2020.

Os ODS da Restauração de Ecossistemas, uma live da Semana ODS em Prática do Movimento ODS SC, iniciativa da qual a Apremavi é signatária.

Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios

Leandro Casanova, Coordenador de Projetos da Apremavi, participou de uma live voltada para discentes de Ciências Biológicas, Engenharias Florestal, Ambiental e Sanitária. O convite veio da FUNDAVE de Nova Veneza (SC) e da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, que oportunizaram o encontro de quatro profissionais que atuam e debatem a Mata Atlântica em Santa Catarina para a apresentação da legislação vigente e dos desafios que o estado tem para a  recuperação de áreas degradadas.

O colaborador da Apremavi, que atua há mais de vinte cinco anos com a recuperação de áreas degradadas, trouxe esperança e apontou caminhos em sua apresentação: disseminou os principais benefícios que a recuperação das florestas pode trazer para o Meio Ambiente, comunidades e até mesmo para a economia. 

O evento “Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios” foi transmitido ao vivo e contou também com a participação do biólogo Marcos Maes, servidor do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina – IMA; Donato Lucietti, Engenheiro Agrônomo da  EPAGRI e Carlyle Torres Bezerra de Menezes, professor da UNESC, tendo sido mediado por Júlia Sandri e JulianoDal Molin, da Fundação do Meio Ambiente de Nova Veneza.

Live “Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios” aconteceu no dia 27 de maio.

Lançamento da série “Conservação e Restauração Andam Juntas”

Manter em pé o que resta não basta
Já quase todo o verde se foi
Agora é hora de ser refloresta
Que o coração não destrói

– Refloresta, Gilberto Gil.

No primeiro Dia da Mata Atlântica na Década da Restauração, a Apremavi lançou a série “Conservação e Restauração Andam Juntas”. Com ilustrações originais e textos com linguagem acessível, pretende-se divulgar a importância da associação entre a conservação de remanescentes da Mata Atlântica com a recuperação de áreas degradadas.

As publicações semanais irão apresentar os principais benefícios que as florestas proporcionam, os chamados serviços ecossistêmicos. O equilíbrio dos recursos hídricos, a polinização de cultivos, a  preservação da biodiversidade e do relevo são apenas algumas funções dependentes da floresta.  Confira a matéria de lançamento da série aqui. 

Conservação e Restauração andam juntas

Live sobre Proteção das Florestas Urbanas

Realizado no dia 07 de junho, sob a coordenação da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC e do Movimento Salve o Morro do Céu, o evento teve como objetivo discutir a urgência de se proteger e preservar fragmentos de mata que constituem as florestas urbanas, em face da ocupação intensa de áreas de mata em ambiente urbano, ante as fragilidades da gestão pública na tutela do meio ambiente.

Sua realização vem ao encontro dos objetivos da mobilização social em torno da preservação do Morro do Céu, fragmento de mata no coração da cidade de Criciúma, que perdeu o caráter de Unidade de Conservação em face da recente revogação da lei que a instituiu, criada em 2008. Preservar o Morro do Céu é a garantia para a continuidade dos seus serviços ecossistêmicos.

Miriam Prochnow, que participou representando a Apremavi falou da importância de se preservar as áreas de Mata Atlântica inseridas em áreas urbanas, especialmente quando se trata de municípios como Criciúma, que tem apenas 6% de remanescentes. Esses remanescentes são fundamentais para a manutenção dos serviços ambientais que garantem a qualidade de vida da população. Miriam enfatizou que a criação, implantação e manutenção de Unidades de Conservação é também responsabilidade dos governos municipais e que a sociedade deve monitorar esses compromissos. 

João de Deus Medeiros, Coordenador Geral da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), explicou que os remanescentes existentes em áreas urbanas também devem seguir os preceitos legais exigidos pela Lei da Mata Atlântica, não apenas os que estão em áreas rurais e que nessas áreas também é aplicado o Código Florestal. Lembrou ainda que todos os municípios inseridos no Bioma, devem elaborar os Planos Municipais de Conservação e Restauração da Mata Atlântica, como forma de garantir a sua proteção e uso sustentável.

Live debateu a urgência de se proteger e preservar fragmentos de mata que constituem as florestas urbanas.

Autor: Vitor Lauro Zanelatto.
Revisão: Carolina Schäffer.

PL 984/19 NÃO: a estrada do colono não é o caminho

PL 984/19 NÃO: a estrada do colono não é o caminho

PL 984/19 NÃO: a estrada do colono não é o caminho

Infelizmente, às vésperas do Dia do Meio Ambiente, há deputados exigindo urgência para votação de um Projeto de Lei (PL 984/19) que pretende legitimar a abertura de uma estrada de cerca de 18 km que atravessaria o trecho mais ecologicamente sensível do Parque Nacional do Iguaçu, habitado por espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada.

A “estrada do colono”, uma rota ilegal aberta no meio do Parque Nacional do Iguaçu, foi fechada por decisão da justiça na década de 1990 justamente por reconhecer que ela era um vetor de desmatamento, caça, contrabando, tráfico de armas e drogas, entre outras atividades ilegais

A Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), coletivo que congrega 149 organizações não-governamentais, entre elas a Apremavi, divulgou hoje uma nota (abaixo) avaliando os termos do requerimento nº 1.929/19 que requer urgência na tramitação do referido PL.

Nota contrária ao PL 984/19

Com um misto de surpresa e extrema apreensão a Rede das Organizações Não-Governamentais da Mata Atlântica – RMA, coletivo que congrega 149 associações filiadas que trabalham pela proteção da Mata Atlântica, avalia os termos do requerimento nº 1.929/19, pautado para a sessão de 02 de junho, que requer urgência na tramitação do projeto de lei que pretende legitimar a abertura de uma estrada de cerca de 18 km no interior do Parque Nacional do Iguaçu (PL 984/19).

Além de não haver qualquer elemento que justifique a pretendida urgência na tramitação do referido PL, incluir na pauta o requerimento nº 1.929/19 na semana que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente é, no mínimo, de uma inconveniência e insensibilidade assustadoras. O PL 984/19 prevê alteração na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) para legitimar a abertura de uma estrada que irá cortar uma das últimas grandes reservas da Mata Atlântica, afetando diretamente o trecho mais sensível do PARNA do Iguaçu, refúgio atual de diversas espécies ameaçadas de extinção, e caso se concretize, representará mais um severo retrocesso para a política ambiental brasileira, atualmente já duramente atacada por diversão iniciativas do atual Governo Federal.

É necessário lembrar que com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil em 05 de outubro de 1988, ficou estabelecido que a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais (Art. 225, § 4º). Dentre aqueles patrimônios nacionais definidos na Constituição Federal, a Mata Atlântica foi o único que teve sua utilização regrada. Nesse contexto, seria razoável entender que estivesse o Legislativo Federal mais atento e disposto a garantir a necessária celeridade na regulamentação destes outros patrimônios nacionais que ainda carecem de um marco legal protetivo, estabelecendo urgência para a tramitação de tais projetos. O requerimento nº 1.929/19 representa uma inversão descabida, incompatível com as demandas impostas pela sociedade global, e inconcebível para o contexto da Mata Atlântica, bioma que já teve praticamente 90% de sua área original convertida para outros usos da terra. Além disso, a Mata Atlântica dispõe de instrumento legal especial, a Lei nº 11.428/2006 e, mesmo que aprovado o PL 984/19, a proposta de abertura da referida estrada não se mostra minimamente compatível com as determinações da referida norma especial. Basta lembrar que a Lei da Mata Atlântica determina que empreendimentos e atividades na área do bioma deverão sempre priorizar a utilização de espaços já alterados, não interferindo assim em remanescente de vegetação nativa. O polígono do PARNA do Iguaçu é hoje uma ilha de vegetação nativa inserida numa matriz de paisagem altamente antropizada, logo não há como alegar inexistência de alternativas locacionais para um empreendimento como este que o PL 984/19, de autoria do Deputado Vermelho (PSD/PR), pretende legitimar.

Esta obra jamais poderia ser entendida como uma Estrada-Parque, pois sua implementação promoverá desmatamento, com graves impactos ecológicos, econômicos e no próprio turismo na região. No passado esta estrada servia como rota ilegal no PARNA Iguaçu, constituindo forte vetor de desmatamento, caça, contrabando, tráfico de armas e drogas, entre outras atividades ilícitas. Por estas razões seu fechamento se deu decisão judicial na década de 1990.

Mesmo com a estrada fechada o Paraná é um dos estados que se mantém no vergonhoso ranking daqueles tidos como lideres no desmatamento da Mata Atlântica. O ultimo levantamento realizado, referente ao período 2019/2020 aponta que o Paraná eliminou 2.151 hectares de mata nativa, restando 13% da vegetação original da Mata Atlântica no Estado. Assim, atuar ativamente para comprometer a proteção até mesmo das áreas legalmente protegidas sob a forma de Unidades de Conservação da Natureza seria um enorme desserviço do Legislativo Federal, o que certamente será visto como algo inaceitável por significativa parcela da população brasileira.

Desse modo Senhor Presidente, é que a RMA clama pela sua devida intervenção no debate deste requerimento, ressaltando sua incontestável ausência de justificativas minimamente plausíveis para uma tramitação em regime de urgência. A crise global decorrente da perda de biodiversidade e da intensificação dos efeitos das mudanças climática impõe ao Legislativo Federal outras prioridades.

+ Acesse a íntegra da nota aqui.

PL 984

A Apremavi repudia, de forma veemente, todas as iniciativas que ameaçam a integridade do Parque Nacional do Iguaçu. Banner: WWF para tuitaço de 01/06/2021.

Autora: Carolina Schäffer.
Fonte: RMA e WWF.

Apremavi deverá voltar às ondas da rádio Mirador

Apremavi deverá voltar às ondas da rádio Mirador

Apremavi deverá voltar às ondas da rádio Mirador

No último dia 20 de maio, integrantes da equipe da Apremavi se reuniram com representantes das rádios Mirador e 93.4 FM da cidade de Rio do Sul (SC) com o propósito de retomar a campanha “A Gente Muda o Mundo com a Mudança da Nossa Mente”. A reunião aconteceu de forma presencial nas dependências da emissora, seguindo as normas de segurança em relação a Covid-19. Iniciado há 10 anos, o projeto contou com a parceria da Apremavi e tinha como objetivo principal compartilhar informações sobre temas ambientais ao público ouvinte das emissoras, além da distribuição de mudas nativas em eventos que aconteciam na Praça Central da cidade em que a rádio está sediada.

Reunião para definir nova etapa da Campanha “A Gente Muda o Mundo com a Mudança da Nossa Mente. Foto: Arquivo Apremavi.

A iniciativa

O lançamento da nova etapa da campanha deverá acontecer no dia 05 de junho, integrando uma programação especial alusiva à Semana do Meio Ambiente. Na prática, a Apremavi ganhará espaço na programação das rádios para difundir conteúdos, informar a população sobre a importância da preservação ambiental e divulgar suas ações e projetos em andamento. A parceria prevê ainda a realização de vários eventos durante o decorrer do ano. Entre eles, a distribuição de mudas nativas, atividades de educação ambiental e o plantio de um bosque em alguma área pública do município de Rio do Sul para homenagear as vítimas da Covid-19, seguindo o exemplo da Campanha Bosques da Memória.

Estamos felizes com a retomada dessa parceria, pois ela permite mais uma forma de conscientização ambiental para a população da região, principalmente em um momento de tantos desafios e de pautas urgentes e necessárias. Todos têm a ganhar com esta parceria mas, principalmente, a natureza”, relata Maria Luiza Schmitt Francisco, Coordenadora Administrativa da Apremavi.

O entusiasmo para reviver o projeto é compartilhado pela equipe da rádio, conforme sinalizou Fernanda Cardoso, colaboradora da Mirador: “alegria por retomar a parceria com a Apremavi. Estar lado a lado, mais uma vez, de uma das mais bem conceituadas e premiadas ONGs do Sul do Brasil é de grande importância para nós e com certeza nossa campanha de conscientização será novamente virtuosa”.

Parceria de longa data

A Apremavi tem um histórico extenso de colaboração com os veículos de imprensa do Alto Vale do Itajaí. Através da vontade compartilhada com jornais, rádios e emissoras de televisão em difundir a pauta ambiental para a sociedade civil foi possível produzir matérias, campanhas e até mesmo eventos.

Em parceria com a Mirador destaca-se as campanhas ambientais realizadas na Praça Ermembergo Pellizzetti, que viabilizou promoção de diversas entrevistas de membros da equipe Apremavi para a divulgação do trabalho da instituição e a distribuição de mudas de árvores nativas para a população de Rio do Sul.

Foto da 2ª edição da Campanha “A Gente Muda o Mundo com a Mudança da Nossa Mente, realizada em 2013. Foto: Arquivo Apremavi.

Autores: Edegold Schaffer e Taís Fontanive.
Revisão: Vitor Zanelatto.

A conservação e a restauração da Mata Atlântica andam juntas

A conservação e a restauração da Mata Atlântica andam juntas

A conservação e a restauração da Mata Atlântica andam juntas

De beleza e sons impressionantes, percebidos através das cores e formas da vegetação, do canto das aves, do rugir dos animais e dos ruídos da água e do vento, a Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do mundo, mas infelizmente, é também o segundo mais ameaçado de extinção. Mais de 70% da população brasileira mora sob seu domínio. Por isso, viver na Mata Atlântica é um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade. Esse foi um dos motivos para a criação do Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado hoje, 27 de maio.

A data foi instituída através do Decreto Presidencial de 21 de setembro de 1999. O dia 27 de maio foi escolhido em memória da famosa “Carta de São Vicente”, onde o Padre Anchieta teria descrito pela primeira vez as belezas e a biodiversidade das florestas tropicais do Brasil, em 1560.

Calcula-se que na Mata Atlântica já tenham sido descritas ao todo, mais de 20.200 espécies de vegetais (CNCFlora, 2013), muitos deles utilizados na alimentação humana ou com finalidades medicinais e ornamentais. Aproximadamente oito mil dessas espécies são consideradas endêmicas, ou seja, só existem na Mata Atlântica, e inúmeras estão ameaçadas de extinção, como a araucária, a canela-preta, o xaxim-bugio e a canela-sassafrás.

Quanto à presença de animais, estima-se que sejam encontradas mais de 1,6 milhões de espécies, incluindo os insetos e demais invertebrados. São 298 espécies de mamíferos, 600 espécies de anfíbios (Revisões em Zoologia, 2017), 200 espécies de répteis, 350 espécies de peixes e 992 espécies de aves (Pinto et al, 2012), sendo que é na Mata Atlântica que se concentra o maior nível de endemismo de aves do planeta.

A Mata Atlântica é considerada Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e abrange total ou parcialmente 17 Estados brasileiros e mais de 3.400 municípios. Originalmente, cobria 15% do território brasileiro, área equivalente a 1.310.299 Km2. Após o processo de colonização e industrialização do país, restam 12,4% de remanescentes originais (Atlas da Mata Atlântica, 2020). Se considerarmos fragmentos bem conservados, acima de 100 hectares, o número diminui, fica em apenas 8,5%.

Dados recentes mostram que os Estados de Santa Catarina e do Paraná figuram entre os cinco com maiores taxas de desmatamento, tendo respectivamente desmatado 887 e 2.151 hectares a mais do que quando comparados com o ano anterior. Esse cenário se agrava quando lembramos que existem muito poucos remanescentes primários de Mata Atlântica, a grande maioria dos remanescentes ainda existentes é composta de florestas secundárias em diferentes estágios de desenvolvimento.

A reversão da destruição da Mata Atlântica deve ser prioridade na política ambiental do país e ser inserida na agenda global do combate à crise climática.

Os eventos extremos causados pela crise do clima são o risco mais imediato pairando sobre a humanidade nos próximos dez anos. O Planeta está cada vez mais quente e por conta disso furacões, enchentes, enxurradas, crises hídricas, secas, queimadas e muitos outros eventos extremos já são uma constante na vida da população mundial. Essa crise também amplifica a perda da biodiversidade e aumenta a crise hídrica que já afeta milhões de pessoas em diversas partes do planeta.

Diante desse cenário de emergência climática, a conservação e a restauração de paisagens e ecossistemas tem se tornado prioridade em âmbito internacional. As florestas captam dióxido de carbono da atmosfera, refletem calor, ajudam a reter a água da chuva e trazem vários outros benefícios para os seres humanos e o meio ambiente. Por isso, muitos estudos apontam que evitar o desmatamento das florestas remanescentes, conservar a biodiversidade e plantar árvores são uma das melhores formas de ajudar a combater e mitigar os efeitos da mudança do clima.

Considerando-se os benefícios para a conservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas, a Mata Atlântica deve ser um dos Biomas com maior prioridade para a restauração no mundo,

Segundo estudo publicado na revista Nature, o bioma faz parte de um grupo de ecossistemas em que a restauração de 15% da sua área evitaria 60% da extinção de espécies previstas e, ao mesmo tempo, sequestraria o equivalente a 30% do CO2 lançado na atmosfera desde o início da revolução industrial.

Para maximizar os benefícios climáticos oferecidos pelas florestas, precisamos manter intactos os remanescentes de floresta nativa, conservar a biodiversidade, impulsionar a regeneração e restaurar as áreas que costumavam ter floresta. A conservação e restauração andam juntas!

Conservação e Restauração andam juntas

Conservação e Restauração andam juntas” é uma série criada pela Apremavi para mostrar que os dois processos são colaborativos e complementares e se pensados de forma conjunta, mais eficientes. Ilustracões: Vitor Sá.

Estamos na Década da Restauração e neste contexto a Apremavi se apresenta com uma experiência de mais de 30 anos em conservação e restauração. Já ajudou a criar e implantar várias Unidades de Conservação e executa projetos de restauração. Todas as mudas doadas e plantadas pelo projeto são produzidas pela Apremavi no Viveiro Jardim das Florestas.

Venha conosco. Cada árvore é importante. Cada muda conta. Cada atividade faz diferença.

Autoras: Miriam Prochnow e Carolina Schäffer.

Desmatamento sobe e SC é o 4° estado do ranking segundo Atlas da Mata Atlântica

Desmatamento sobe e SC é o 4° estado do ranking segundo Atlas da Mata Atlântica

Desmatamento sobe e SC é o 4° estado do ranking segundo Atlas da Mata Atlântica

A Mata Atlântica, bioma mais devastado do país, perdeu o equivalente a 18 mil campos de futebol entre 2019 e 2020, como mostram os dados do Atlas da Mata Atlântica divulgados nesta quarta-feira (26).

 

Da SOS – Entre 2019 e 2020, o desmatamento da Mata Atlântica se intensificou em dez dos 17 estados que compreendem o bioma: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Espírito Santo. Nos quatro últimos (RJ, MS, SP e ES), o aumento foi de mais de 100% em relação ao período anterior – sendo que em São Paulo e no Espírito Santo este ultrapassou 400%. A manutenção do alto patamar de perda da vegetação nativa, com o crescimento do desmatamento em diversos estados, ameaça intensamente o bioma e reforça a necessidade de ações de preservação e restauração florestal.

As informações são do Atlas da Mata Atlântica, estudo realizado desde 1989 pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, unidade vinculada ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (INPE/MCTI), lançado na quarta-feira, 26 de maio, véspera da data em que é celebrado o Dia Nacional da Mata Atlântica (27/5). A execução técnica ficou a cargo da Arcplan.

No total, foram desflorestados 13.053 hectares (130 quilômetros quadrados) da Mata Atlântica no período – dado que, apesar de 9% menor que o levantado em 2018-2019 (14.375 hectares), representa um crescimento de 14% em relação a 2017-2018 (11.399 hectares), quando se atingiu o menor valor da série histórica.

Os três estados que mais desmataram no período anterior seguem no topo do ranking, embora mostrem ligeiras reduções em seus índices: Minas Gerais (de 4.972 para 4.701 hectares), Bahia (de 3.532 para 3.230 hectares) e Paraná (de 2.767 para 2.151 hectares). Junto de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul, respectivamente o quarto e o quinto da lista, eles acumulam 91% da perda de vegetação da Mata Atlântica entre 2019 e 2020.

Mesmo que tenhamos uma diminuição de 9% do desmatamento em relação a 2018-2019, ali o aumento havia sido de 30%, então não podemos falar em tendência de queda”, explica Luís Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica. “Além disso, no que se refere à Mata Atlântica, 13 mil hectares é muito, porque se trata de uma área onde qualquer perda impacta imensamente a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, como regulação do clima e disponibilidade e qualidade da água”, afirma.

Segundo ele, a grande preocupação é ver estados que já estiveram muito próximos de zerar o desflorestamento voltando a mostrar aumentos expressivos. “São Paulo e Espírito Santo são os maiores exemplos disso, completa.

Oito dos 17 estados aparecem nessa condição próxima ao desmatamento zero, ou seja, menor de 100 hectares. Alagoas, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. No período de 2017-2018 e de 2018-2019, nove estados apareciam com menos de 100 hectares desflorestados.

Enquanto nos estados que abrangem a maior parcela de desmatamento do bioma no país a ocupação agrícola pode ser apontada como principal vetor, em regiões como as de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde, proporcionalmente, o desmatamento se mostrou muito acentuado, a pressão está no entorno das áreas metropolitanas e no litoral – ocorrendo, acima de tudo, por conta da expansão imobiliária e pelo turismo.

Para Luís Fernando, o principal problema é a falta de fiscalização. “Os governos precisam fazer valer a Lei da Mata Atlântica, que não permite a conversão de áreas florestais avançadas, e garantir o desmatamento ilegal zero por meio do combate às derrubadas não autorizadas”, explica.

Um estado que chama a atenção é o Piauí, que teve uma queda drástica no desmatamento neste último período. Entre 2017-2018 aparecia no quarto lugar da lista, com 2.100 hectares, no período 2018-2019 foram desflorestados 1.558 hectares e neste último período, apenas 372 hectares,76% de redução, caso a ser comemorado.

 

Desflorestamento (dec) da Mata Atlântica identificados no período 2019-2020 em comparação ao período anterior (em hectare):

UF Área UF UF na Lei MA % UF na LMA Mata 2020 % mata dec mata 19-20 variação do anterior dec mata 18-19
AL 2.783.066 1.523.382 55% 142.746 9,40% 7    
BA 56.476.046 17.988.591 32% 1.991.644 11,10% 3.230 -9% 3.532
CE 14.889.445 866.840 6% 63.489 7,30% 42 65% 25
ES 4.607.445 4.606.378 100% 482.260 10,50% 75 462% 13
GO 34.024.282 1.190.894 4% 31.177 2,60% 7 61% 5
MG 58.651.394 27.621.839 47% 2.814.998 10,20% 4.701 -3% 4.852
MS 35.714.708 6.386.440 18% 688.021 10,80% 851 127% 375
PB 5.646.724 599.370 11% 54.571 9,10%     85
PE 9.806.788 1.689.578 17% 192.309 11,40% 38 -52% 79
PI 25.175.549 2.661.852 11% 899.643 33,80% 372 -76% 1.558
PR 19.929.898 19.635.642 99% 2.314.954 11,80% 2.151 -22% 2.767
RJ 4.375.042 4.375.042 100% 819.868 18,70% 91 106% 44
RN 5.280.960 350.839 7% 12.136 3,50% 14    
RS 26.863.785 13.845.176 52% 1.083.234 7,80% 252 73% 146
SC 9.573.069 9.572.179 100% 2.183.862 22,80% 887 25% 710
SE 2.193.819 1.021.622 47% 69.100 6,80% 117 -16% 139
SP 24.821.948 17.071.791 69% 2.341.618 13,70% 218 402% 43
TOTAL  340.813.966 131.007.456 38% 16.185.632 12,40% 13.053 -9% 14.375

 

Acesse o Atlas da Mata Atlântica 2019-2020

O levantamento é realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o INPE/MCTI, por meio de imagens de satélite e tecnologias na área da informação, do sensoriamento remoto e do geoprocessamento. O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica pioneiro, estabelecido em 1989, voltado a determinar a distribuição espacial dos remanescentes florestais e de ecossistemas associados da Mata Atlântica, monitorar as alterações da cobertura vegetal e gerar informações permanentemente aprimoradas e atualizadas desse bioma.

Os avanços tecnológicos na área da informação, do sensoriamento remoto, do processamento de imagens de satélites e da geoinformática vêm contribuindo favoravelmente para a realização do Atlas, tornando-o mais preciso e detalhado, além de mais acessível ao público em geral”, afirma Silvana Amaral, coordenadora técnica do Atlas da Mata Atlântica pelo INPE.

Todos os dados também estarão disponíveis no aplicativo www.aquitemmata.org.br, com mapas interativos e gráficos que trazem a informação atualizada sobre o desmatamento e o estado de conservação de florestas, mangues e restingas nos 3.429 municípios da Mata Atlântica.

Mapa dos remanescentes de Mata Atlântica em Santa Catarina. Fonte: Atlas da Mata Atlântica 2019 – 2020.

Fonte: SOS Mata Atlântica.
Foto da capa: área desmatada em Santa Terezinha (SC), por Carolina Schäffer.

Clima e Sustentabilidade na cobertura jornalística em Santa Catarina

Clima e Sustentabilidade na cobertura jornalística em Santa Catarina

Clima e Sustentabilidade na cobertura jornalística em Santa Catarina

Entre os dias 10 a 13 de maio, a Apremavi teve a oportunidade de participar do curso “Clima e Sustentabilidade na cobertura jornalística”, realizado pelo Instituto ClimaInfo. O curso, que foi realizado virtualmente, teve foco na realidade catarinense, tratando dos principais temas de interesse da região sob a ótica ambiental, econômica e científica. As aulas foram ministradas por especialistas em Comunicação, Ciência, Sustentabilidade e Meio Ambiente e contaram com a facilitação da jornalista Silvia Marcuzzo. Miriam Prochnow, fundadora da Apremavi, fez uma apresentação sobre soluções baseadas na natureza e Carolina Schaffer, Coordenadora de Comunicação da Apremavi, participou do evento como aluna. No dia 14 de maio, Carolina já aplicou os aprendizados numa entrevista para a Rádio Jovem Pan News – Difusora Rio do Sul (a entrevista começa no minuto 5:32).

O Instituto ClimaInfo é uma organização sem fins lucrativos filiada ao Global Strategic Communications Council (GSCC), focada na comunicação da ciência climática e nos debates nacionais e internacionais sobre a mudança do clima e idealizou o curso para jornalistas e comunicadores de Santa Catarina interessados na cobertura ambiental e científica do tema.

Todas as aulas estão disponíveis no canal do ClimaInfoNews no YouTube.

Aula ministrada por Miriam Prochnow durante o curso de formação em clima para jornalistas de Santa Catarina. Fonte: ClimaInfo.

Sobre as aulas

Panorama Brasil e o Mundo – A emergência climática é um dos desafios da humanidade atualmente e envolve a necessidade de adoção de medidas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Paulo Artaxo, professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. É membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), deu uma aula sobre o Panorama Internacional das Mudanças Climáticas e o diretor-executivo no ClimaInfo sobre o Panorama Brasil.

Panorama do Clima em Santa Catarina e as soluções catarinenses – O estado de Santa Catarina vem sofrendo eventos extremos, como o ciclone bomba, que ocasionaram prejuízos à sociedade e à economia catarinense. O Panorama do Clima em Santa Catarina foi ministrado pelo professor Francisco Aquino , professor associado do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e as soluções catarinenses foram expostas pela ambientalista, ativista climática, pedagoga e especialista em Ecologia, a fundadora da Apremavi, Miriam Prochnow.

Clima e Economia em Santa Catarina – Energia é uma dos temas que envolve a economia catarinense, nesta aula foi traçado um panorama do tema no contexto de Clima e Sustentabilidade e como fazer uma transição justa para uma economia de baixa emissão de gases de efeito estufa garantindo empregabilidade e desenvolvimento da economia. Neste dia ministraram as aulas o coordenador Sênior do Portfólio de Energia do Instituto Clima e Sociedade (iCS) Roberto Kishinami e o diretor de Biodiversidade e Clima (DBLIC) da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA) do Estado de Santa Catarina, Luciano Henning.

Desafios da imprensa na cobertura do meio ambiente – As aulas fomentaram uma reflexão sobre as práticas jornalísticas na cobertura ambiental. O coordenador de Comunicação do Observatório do Clima, Claudio Angelo, trouxe em sua aula os principais desafios dos jornalistas. Também participaram professoras da faculdade e da pós-graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Raquel Longhi — que ministrou uma aula sobre Narrativas na cobertura do Clima — e Rita Paulino que ensinou sobre o uso de ferramentas de busca de dados para a cobertura sobre o tema.

Autora: ClimaInfo – Tatiane Matheus.
Comentários iniciais: Miriam Prochnow.

Equipe administrativa recebe formação e busca aumentar a eficiência

Equipe administrativa recebe formação e busca aumentar a eficiência

Equipe administrativa recebe formação e busca aumentar a eficiência

Buscar eficiência e inovação. Esse é o principal objetivo de uma longa parceria entre a Apremavi e a Databox Sistemas, empresa especializada em softwares para gestão empresarial, incumbida pelo desenvolvimento de várias tecnologias da informação utilizadas no departamento administrativo da Apremavi. Estas tecnologias permitem a otimização do trabalho e a obtenção de registros precisos sobre os processos gerenciais da instituição.

A partir de uma atualização do sistema fiscal, realizado para aprimorar e otimizar as atividades administrativas, Taís Fontanive e Sirlene Ceola, funcionárias da Apremavi, receberam um treinamento para uso da nova versão da ferramenta. A formação ocorreu no dia 19 de abril, na sede da Databox, seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19.

A partir do que aprendemos com a Databox será possível melhorar nossas rotinas de trabalho a fim de termos resultados mais precisos”, comenta Sirlene, que atua como auxiliar administrativo no escritório da Apremavi em Rio do Sul (SC).

Além de apresentar as atualizações e analisar o aproveitamento do sistema, foi possível sanar dúvidas e questionamentos que surgem no dia-a-dia do trabalho. Para as participantes, a formação foi sinônimo de muito aprendizado.“O treinamento foi importante para tirarmos dúvidas pontuais referentes às atividades corriqueiras dentro do sistema da Apremavi, é sempre bom estarmos atualizadas sobre o sistema”, relata Taís, que trabalha no setor administrativo no Centro Ambiental e Viveiro Jardim das Florestas, em Atalanta (SC).

Autoras: Sirlene Ceola e Taís Fontanive

Comitê da IUCN no Brasil tem novo secretariado

Comitê da IUCN no Brasil tem novo secretariado

Comitê da IUCN no Brasil tem novo secretariado

Como integrante da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a Apremavi participou no dia 28 de abril, dia em que se comemora o Dia Nacional da Caatinga, da Assembleia que elegeu o novo secretariado do Comitê Brasileiro da IUCN.

Quem assumiu a coordenação eleita pelo comitê brasileiro, para o triênio 2021-2024, foi Miguel Moraes, da Conservação Internacional Brasil. Angela Pellin, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), assumiu a vice-presidência e a secretaria executiva ficou com Roberto Palmieri, do Imaflora.

A IUCN tem grande abrangência internacional, influenciando tomadores de decisão a partir de suas comissões, que são: (1) Educação e Comunicação; (2) Políticas Públicas; (3) Espécies Ameaçadas; (4) Legislação Ambiental; (5) Manejo de Ecossistemas; e, (6) Áreas Protegidas. Milheres de voluntários compõem essas Comissões, sendo que muitos de seus integrantes estão dentre os maiores especialistas das suas áreas de conhecimento.

É a maior rede para a conservação do mundo, agregando membros governamentais,  organizações não governamentais povos e comunidades tradicionais, propiciando o diálogo e as trocas de informações e cooperações diversas entre todas as regiões do mundo. Hoje, a IUCN é uma referência na geração de conhecimentos, ao levantar questões e ajudar a fornecer dados para guiar ações nos mais diversos campos da conservação.

Destaca-se por seu potencial de orientar decisões e ajuda a influenciar rumos de questões variadas ligadas à conservação. Dentre suas inúmeras publicações está, por exemplo, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, que tem servido de base para governos, ONGs e empresas tomarem decisões que afetam os habitats naturais que remanescem no planeta.

O governo brasileiro não é mais membro da IUCN desde 2016. No entanto, há 26 membros brasileiros afiliados à IUCN que formam o comitê brasileiro dessa rede de organizações.

As pautas para este triênio são: 

  • Grupos de trabalho em: advocacy, comunicação e captação de recursos;
  • Campanha “Brazil Matters”;
  • Acompanhamento da implementação do programa no Brasil.
Reunião IUCN Brasil

Encontro virtual marca a assembleia que elegeu novo secretariado do Comitê Brasileiro na União Internacional para a Conservação da Natureza.

Autoras: Miriam Prochnow e Carolina Schäffer