Rede Sul de Restauração Ecológica realiza primeiro encontro presencial
Entre os dias 17 e 18 de março, em Porto Alegre, ocorreu o primeiro encontro presencial da Rede Sul de Restauração Ecológica, reunindo integrantes de diferentes setores engajados na recuperação da vegetação nativa da região Sul do Brasil.
A Rede Sul de Restauração Ecológica é um movimento coletivo formado por pessoas e instituições que atuam em toda a cadeia produtiva da restauração, desde coletores de sementes e viveiristas até pesquisadores, ONGs e associações. Seu foco está na recuperação dos ecossistemas dos biomas Pampa e Mata Atlântica subtropical.
Criada em 2021, a Rede Sul tem como principais objetivos articular os atores do setor, fortalecer a cadeia produtiva da restauração, incentivar pesquisas, promover ações de recuperação de áreas degradadas e ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância do tema. Atualmente, conta com mais de 200 pessoas e integra a Comissão Nacional para a Recuperação da Vegetação Nativa, além de ser capítulo da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica.
Segundo Ana Paula Rovedder, coordenadora da Rede Sul e professora da Universidade Federal de Santa Maria, o encontro marcou um momento importante para o fortalecimento do coletivo. “É uma oportunidade para nos encontrarmos presencialmente e debatermos os desafios e os avanços da restauração ecológica na região Sul, fruto da união dessa rede biomática”, destacou.
Programação
O evento contou com dois dias de atividades intensas, incluindo painéis, mesas-redondas e momentos de integração entre os participantes.
No primeiro dia (17), a programação abordou desde a trajetória da Rede Sul até os desafios estratégicos atuais. Destaque para os painéis sobre pesquisa-ação em restauração e práticas desenvolvidas na região, reunindo especialistas, representantes de organizações e atores locais, como agricultores e lideranças indígenas.
O segundo dia (18) foi dedicado à organização da restauração ecológica, com exemplos de arranjos institucionais e de mecanismos de fomento. Também houve a apresentação do PPPampa, das diretrizes estratégicas da Rede e discussões sobre o futuro da restauração no Brasil e no Sul.

Abertura do evento por Ana Paula Rovedder; Ana Paula Silva (Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Sociedade Chauá e Mater Natura) e Thamara Santos de Almeida (Apremavi e UFRGS); apresentação da Apremavi; exposições dos trabalhos da Rede Sul e de seus membros durante o evento. Fotos: Thamara Santos de Almeida e Leonardo Teixeira Fagundes
Participação da Apremavi
A Apremavi participou do evento, representada por Thamara Santos de Almeida, integrando a mesa sobre arranjos e fomento à restauração, ao lado do Instituto Socioambiental, do ICMBio e do IBAMA. Na oportunidade, foram apresentadas as experiências e projetos financiados por diferentes fontes, incluindo recursos dos setores público e privado e do terceiro setor, reforçando a importância do apoio multissetorial à restauração ecológica.
“A entrada da Apremavi na Rede Sul deve-se ao entendimento de que a atuação em rede fortalece as ações no território e nos dá a oportunidade de conectar com múltiplos atores para aprender com eles e compartilhar nossas experiências. Cabe agora trabalharmos em conjunto com a Rede para garantirmos maior participação dos restauradores de Santa Catarina e do Paraná, a fim de que a Rede tenha cada vez mais incidência na região Sul”, comenta Carolina Schaffer, vice-presidente da Apremavi.
Autora: Thamara Santos de Almeida
Revisão: Carolina Schaffer
Foto de capa: Leonardo Teixeira Fagundes