Apremavi participa de atividades de educação ambiental na APAE de Curitibanos
Ao longo do segundo semestre de 2025, a Apremavi participou e conduziu atividades de educação ambiental desenvolvidas em conjunto com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Curitibanos (SC).
O que é o “meio ambiente”? Seriam as florestas? Um espaço dividido ao meio? Ou todo o planeta em que vivemos e as relações que nele se estabelecem? Essas e outras reflexões conduziram o trabalho de educação ambiental realizado na APAE de Curitibanos por meio do projeto “Amigos da Natureza”.
A APAE de Curitibanos atende cerca de 300 pessoas com deficiência intelectual e/ou múltipla, com idade até 71 anos, provenientes dos municípios de Curitibanos, Ponte Alta do Norte, São Cristóvão do Sul, Brunópolis e Frei Rogério. As atividades do projeto são desenvolvidas por estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio de exposições lúdicas e dinâmicas práticas, que visam promover o envolvimento e o engajamento dos educandos.
O projeto tem como um de seus principais objetivos promover a inclusão social da pessoa com deficiência a partir da construção da consciência ecológica. Para isso, as ações são planejadas de forma acessível e interativa, abordando temas fundamentais, como a fauna e a flora locais, o espaço que ocupamos no planeta, os seres vivos que nos rodeiam e o papel que desempenham nos ecossistemas e na vida humana. Também são abordadas as diferenças entre animais e plantas, a importância dos microrganismos, a preservação do solo, o respeito aos animais e o cuidado com espécies ameaçadas.
Ao longo do segundo semestre de 2025, foram realizadas cinco atividades temáticas. A primeira abordou “O que faz o lixo desaparecer”, discutindo, de maneira leve e lúdica, os processos de degradação dos resíduos, incluindo fatores bióticos e abióticos. No segundo encontro, ainda com foco nos resíduos, os educandos aprenderam sobre a destinação correta do lixo, de acordo com o padrão nacional de cores, e exploraram o artesanato como alternativa para o reaproveitamento de materiais recicláveis.
O terceiro encontro teve como tema o solo e a fauna do solo, culminando na construção de minhocários para a prática da compostagem. Já o quarto e o quinto encontro tiveram como foco a fauna e a flora, com ênfase especial nos animais e plantas nativos da região. Nessa oportunidade, o trabalho da Apremavi foi apresentado por Marcelo Irmão, estagiário da instituição e estudante de engenharia florestal da Universidade Federal de Santa Catarina. Nesses momentos, os educandos aprenderam novos nomes e características das espécies, de forma dinâmica e divertida, por meio dos jogos Bingo dos Bichos e Quem Sou Eu.
“É apaixonante poder trabalhar temas importantes com um público tão engajado. Os olhos brilham quando a gente fala. Eles se interessam apaixonadamente pelos assuntos, se engajam como ninguém e riem constantemente. Eles gostam de construir coisas com as mãos e, por isso, nos esforçamos para que as atividades sejam também práticas. É impressionante o quanto eles sabem de tanta coisa. Sinto que há uma consciência ecológica latente, e o projeto oportuniza a germinação dessa consciência”, relata Marcelo Irmão, sobre a experiência.
Autor: Marcelo Irmão
Revisão: Thamara Santos de Almeida e Carolina Schäffer
Foto de capa: Marcelo Irmão