Canjerana. A árvore da madeira vermelha

7 ago, 2009 | Guia de Espécies

A canjerana, também conhecida como canjarana, ocorre desde Minas Gerais e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul. Apresenta ampla dispersão em Santa Catarina, sendo bastante comum em todas as formações florestais do estado.

Ocorre naturalmente em vários tipos de solos, de férteis aos de baixa fertilidade, principalmente os situados no alto dos morros, porém prefere solos úmidos e profundos, em terrenos planos ou suavemente ondulados, onde a drenagem é lenta.

Sua árvore é de grande porte, podendo atingir até 18 m de altura e 100 cm de diâmetro. Sua casca é de cor cinzenta escura, resinosa, com até 2 cm de espessura; levemente fendilhada e um pouco fibrosa.

A madeira da canjarana, que tem uma cor bem avermelhada, sempre foi considerada muito valiosa para a construção civil, por sua resistência ao ataque de pragas. Além disso, também é muito empregada na marcenaria, especialmente para a estrutura de móveis. Pode também ser utilizada para fins ornamentais, melíferos e medicinais. O suco dos frutos pode ser empregado como inseticida.

Seus frutos, de grande valor ecológico pelo alto teor nutricional, são muito apreciados por aves e pequenos mamíferos, fazem com que seja uma espécie facilmente disseminada. Este também é um dos motivos para que a canjerana seja utilizada em reflorestamentos e plantios de restauração ambiental.

A espécie é indicada para recuperação de matas ciliares por suportar bem áreas sujeitas à inundação temporária.

Mudas de Canjerana. Foto: Acervo Apremavi.

Canjerana

Nome científicoCabralea canjerana (Vell.) Mart.
Família: Meliaceae
Utilização: madeira utilizada em rodapés, construção civil, molduras e artesanato. Possuem frutos atrativos a avifauna.
Coleta de sementes: diretamente da árvore quando começar a abertura espontânea dos frutos.
Época de coleta de sementes: agosto a dezembro.
Fruto: carnoso deiscente.
Flor: branca.
Crescimento da muda: médio.
Germinação: normal.
Plantio: mata ciliar, área aberta, sub-bosque, solo degradado.

Fontes consultadas

DICK, Edilaine. Avaliação do crescimento das espécies arbóreas nativas em plantio de restauração localizada nas margens do reservatório Irai –- Pinhais, PR. Videira, 2005.

Autora: Geraldine Marques Maiochi.

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