Mata Atlântica no Paraná – Destruição e Impunidade (1995)

Mata Atlântica no Paraná – Destruição e Impunidade (1995)

Mata Atlântica no Paraná – Destruição e Impunidade (1995)

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) resgatou e compartilha um importante documentário de 1995, que mostra a destruição da Floresta com Araucárias no estado do Paraná na década de 1990 em total desrespeito à legislação vigente, em especial o Decreto 750/93 (Decreto da Mata Atlântica).

Foi produzido num esforço conjunto do Instituto Socioambiental (ISA), Fundação SOS Mata Atlântica e Apremavi, com apoio da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), que realizaram uma vistoria em campo nos municípios de Turvo, Bituruna, Guarapuava e Mangueirinha, no período de de 03 a 05 de julho de 1995.

A vistoria, realizada pelos ambientalistas João Paulo Capobianco (ISA), Mario Mantovani (SOS Mata Atlântica), Wigold B. Schaffer e Odair Andreani (Apremavi) e pelo cinegrafista Ailton Costa (ISA), atendeu a denúncias do agricultor e ambientalista Bernardo Hakvoort (falecido em 1997), que relatava a destruição da Floresta com Araucárias por madeireiros com a conivência dos órgãos ambientais do Paraná e do Ibama.

“Não imaginávamos encontrar tamanha destruição da Floresta com Araucárias e tamanha conivência e conluio dos órgãos ambientais com os madeireiros”
Relata Wigold B. Schäffer, participante da vistoria de campo.

Naquela época também estava no auge a pressão de políticos e setores ruralistas e madeireiros do Paraná e Santa Catarina junto ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para revogar o Decreto 750/1993 que protegia a Mata Atlântica.

O vídeo foi lançado durante reunião Conama que havia sido convocada para discutir a aprovação de moção ao Presidente da República pedindo a revogação do Decreto. Após a apresentação do vídeo e a manifestação dos ambientalistas o Conama rejeitou a moção para revogação do Decreto. No mesmo dia a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou a proposta do Deputado Fabio Feldmann que transformava o teor do Decreto em Lei. O Decreto 750 foi fundamental para frear a sanha madeireira e vigorou até a aprovação definitiva da Lei 11.428 em 22 de dezembro de 2006.

Vale a pena conferir um pouco da história da Mata Atlântica.

Autor: Wigold Schäffer

Apremavi tem dia histórico com a Tocha Olímpica

Apremavi tem dia histórico com a Tocha Olímpica

Apremavi tem dia histórico com a Tocha Olímpica

O dia 09 de julho de 2016 foi histórico para a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi). Além de comemorar os 29 anos de fundação da associação, foi o dia em que Miriam Prochnow, fundadora e conselheira da Apremavi, conduziu a Tocha Olímpica, no revezamento que aconteceu na cidade de Araranguá (SC).

Equipe da Apremavi com a mudas de árvores nativas. Foto: Wigold Schaffer

Os preparativos começaram cedo, com a equipe da Apremavi chegando à cidade, trazendo mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para serem plantadas e também distribuídas para a populacão. Foram plantadas mudas de ipê na mata ciliar do Rio Araranguá, na praça Hercílio Luz e também na localidade de Morro dos Conventos. O objetivo dessas ações foi chamar a atenção para a causa da sustentabilidade, que precisa entrar na agenda do nosso dia a dia.

Árvore plantada na Praça Hercílio Luz. Foto: Wigold Schaffer

Realizar essas ações na região Sul de SC tem também um significado maior, porque a região é considerada uma das 14 áreas mais críticas ambientalmente do país em consequência da poluição gerada pela atividade carbonífera. Foi também a região epicentro do furacão Catarina, o primeiro do Atlântico Sul.

A ação ambiental foi uma atividade conjunta da Apremavi, com a ONG Sócios da Natureza, o FSC® Brasil(responsável pela indicação de Miriam para o revezamento), a Fundação de Meio Ambiente de Araranguá (FAMA) e o Comitê Olímpico Rio2016. Miriam é uma das condutoras “Abraça”, que representam as causas de Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016. Segundo Sabrina Porcher, do Comitê Organizador da Rio2016, o objetivo em Sustentabilidade sempre foi mexer com mentes e corações e com isso promover mudanças de atitudes e estabelecer novos paradigmas: “É isso que queremos também quando aliamos o esporte à sustentabilidade; engajar os jovens, crianças, idosos, a população em geral, nessa causa tão importante. Nossos 28 condutores representam com excelência essas causas pois são pessoas com trabalhos extremamente relevantes na área de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável“, completa.

Momento da condução. Foto: Rio2016/André Mourão.

A importância de ações como essa está registrada em depoimentos como o de Carlos Roxo, conselheiro do TFD (The Forests Dialogue – Diálogo Florestal Internacional) que declarou: “Santa Catarina fez uma acão integrada, linda e simbólica. Com o apoio da Apremavi, integrou o ato de carregar a Tocha Olímpica com o plantio de árvores na beira do rio e a distribuição de mudas para a população. Com isso, mostrou como o Esporte, que simboliza a saúde do Homem, está vinculado à restauração do verde, que simboliza a saúde do Planeta, que em uma era antropocênica como a que vivemos, são mutuamente dependentes em uma visão de curto e médio prazo. A longo prazo, como diz o Sergio Besserman, a saúde do Planeta triunfará, mesmo que por instinto precise extinguir a sociedade humana, tal como está organizada hoje”.

Mudas nativas e animação em Araranguá. Foto: Gabriela Schaffer.

Veja o vídeo resumo do dia 09 de julho, feito pela Rio2016, que mostra a ação ambiental realizada. Que mais ações como esta sejam realizadas por esse Brasil afora.

Sobre o FSC

É uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, que promove o manejo florestal responsável ao redor do mundo desde 1994. Com sede na Alemanha, está presente em mais de 80 países. O FSC é o sistema de certificação florestal de maior credibilidade internacional e o único que incorpora, de forma igualitária, os interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos.

Sobre a APREMAVI

Fundada em 1987, a Associação tem como missão trabalhar pela defesa, preservação e recuperação do meio ambiente, dos bens e valores culturais, buscando a qualidade de vida na Mata Atlântica e em outros biomas.

Sobre a Sócios da Natureza

O movimento ambientalista foi criado em 1980 para combater a intensa poluição na Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, Urussanga e Tubarão. Tem como objetivo principal a preservação da natureza e uma melhor qualidade de vida para a população da região sul de Santa Catarina.

Sobre o Comitê Organizador Rio 2016

É uma associação civil de direito privado, com natureza desportiva, sem fins econômicos, formada por Confederações Brasileiras Olímpicas, pelo Comitê Olímpico Brasileiro e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Sua missão é promover, organizar e realizar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, seguindo as diretrizes do Contrato da Cidade-Sede, do Comitê Olímpico Internacional, do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) e da Agência Mundial Antidoping, e respeitando a legislação brasileira, a Carta Olímpica e o Manual de Regras do IPC.

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