Para inspirar mais Meninas e Mulheres na Ciência e onde mais elas quiserem
Com o objetivo de combater a desigualdade de gênero, reconhecer a contribuição das mulheres e promover a participação delas na ciência, a ONU estabeleceu o dia 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência. A desigualdade de gênero na ciência é um desafio global, onde segundo a UNESCO, apenas 35% dos cientistas no mundo todo são mulheres.
O desafio é maior para algumas mulheres
A pandemia da Covid-19 aumentou ainda mais a desigualdade de gênero para além desse recorte. É o que aponta um estudo desenvolvido pelo Parent Science, composto por pesquisadores da UFRGS e outras Universidades, onde eles viram que as mulheres negras e mulheres brancas com filhos (principalmente pequenos) foram os grupos mais afetados pela pandemia em relação a sua produtividade acadêmica. Ou seja, é mais fácil para uma mulher branca que não tem filhos ser “bem sucedida” na ciência, do que para uma mulher que é mãe ou negra, demonstrando como além da questão de gênero o recorte de raça e a questão da maternidade também são importantes de serem considerados.
Para inspirar
Precisamos garantir que todas as mulheres tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem e de trabalho em condições de igualdade. Acreditamos que essa data representa uma luta por esses direitos, além de trazer a oportunidade de destacar as contribuições de mulheres para a ciência, mas também, em outros espaços que elas desejam estar, na política ambiental, no setor socioambiental, na restauração, na luta pelo direito à terra e moradia e nos espaços de tomada de decisão.
Confira uma série de iniciativas que separamos para você se inspirar em mulheres que fizeram ou têm feito a diferença em diversos espaços.
Maíra Ratuchinski, técnica ambiental da Apremavi manuseando um drone. Foto: Arquivo Apremavi
Série “Mulheres que Restauram”
A série foi lançada em 2021 pela Apremavi para a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, com apoio do GT de Gênero e Clima do Observatório do Clima. O objetivo foi divulgar histórias de mulheres protagonistas na restauração e no planejamento de propriedades e paisagens, como forma de conscientizar a sociedade sobre a importância da atuação feminina na mitigação da crise do clima e promover o plantio de árvores nativas e a recuperação de áreas degradadas.
Cartilha “Paisagens florestais e o protagonismo das mulheres”
Publicação desenvolvida pelo Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina e do interesse das (os/es) integrantes em colaborar com a pauta dePaisagens florestais e o protagonismo das mulheres gênero no setor florestal. A publicação tem apoio do Diálogo Florestal, na Década da Restauração de Ecossistemas.
Cartilhas “SEMEANDO EQUIDADE: perceptivas de gênero na restauração de paisagens florestais”
Lançado pelo GT de Gênero e Diversidade do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica as as publicações visam fomentar o debate sobre como se ter um ganho de escala na promoção de projetos de restauração que incluam a temática de gênero no Brasil.
Projeto “Mulheres na Conservação”
A iniciativa Mulheres na Conservação, idealizado pela jornalista Paulina Chamorro e pelo fotógrafo João Marcos Rosa, é uma iniciativa que envolve a produção de podcast, vídeos no YouTube e matérias especiais sobre a história de mulheres que se destacam em grandes projetos de conservação pelo Brasil.
Plataforma “Open Box da Ciência”
Criado pela organização Gênero e Número, que atua entre o jornalismo e a pesquisa de dados, a plataforma Open Box da Ciência apresenta um mapeamento de 250 mulheres que se destacam na pesquisa científica brasileira em cinco áreas do conhecimento: ciências sociais aplicadas, ciências exatas e da Terra, engenharias, ciências biológicas e ciências da saúde.
Teatro “Companhia delas de Teatro”
A Companhia Delas de Teatro é um grupo de produção e pesquisa teatral formado apenas por mulheres, dentro os espetáculos delas alguns contam a história de mulheres cientistas para crianças e estão disponíveis no YouTube. “Maria e os Insetos” conta a história de Maria Sybilla Merian, ilustradora e entomóloga alemã, que no início do século XVII decide explorar as enigmáticas florestas tropicais do Suriname. “Mary e os monstros marinhos” conta a história da mulher que era caçadora de fósseis e que se tornou uma pioneira da Paleontologia!
Publicação “Dossiê Temático: Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência”
A publicação reúne textos extraídos de vivências, depoimentos, entrevistas realizadas ao longo do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência e conta com a participação significativa de mulheres em espaços de liderança, pesquisa, educação e em áreas essenciais e estratégicas como a comunicação, a informação, a assistência e o planejamento e gestão em saúde.
Cartilha “Mulheres na Ciência, Meninas na Escola programa Mulheres na Ciência”
Uma publicação do Museu do Amanhã e o British Council é destinado aos professores e professoras da educação básica e traz informações e recursos que podem ser usados para incentivar o interesse das meninas e jovens por carreiras nas áreas da ciência
Livro “Pioneiras da Ciência no Brasil”
Lançado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência a obra conta a história de mulheres cientistas que foram importantes para o desenvolvimento científico do Brasil.
Jogo “Quem são elas? Cientistas que mudaram o mundo”
Neste jogo para crianças a partir de 6 anos de idade, a Rede Kunhã Asé traz 10 mulheres que fizeram história na ciência, para inspirar meninas e mulheres e mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive fazendo ciência!
Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.