A restauração não pode parar. Apremavi lança campanha de reconstrução do viveiro

7 jul, 2020 | Notícias

Na tarde do dia 30 de junho, muitas regiões do sul do Brasil foram atingidas com a passagem de um ciclone-bomba. Entre os municípios afetados está Atalanta, onde ficam a sede e o viveiro da Apremavi.

Atalanta já sofreu com a passagem de outros eventos climáticos extremos, entretanto, não há dúvida de que este ciclone-bomba é um evento inédito, por ter deixado marcas de destruição em praticamente todo estado de Santa Catarina, e está ligado à crise climática, como aponta matéria do Observatório do Clima.

O ciclone atingiu a sede da Apremavi e destruiu as estruturas da estufa de mudas do viveiro. A estufa tinha sido inaugurada em abril de 2019. Além disso, o Centro Ambiental Jardim das Florestas também teve vidros quebrados por conta das fortes rajadas de vento que também derrubou árvores.

Felizmente os danos são só materiais. Nossa equipe toda está bem e as mudas estão intactas.

Ciclone-bomba destrói estrutura da estufa do Viveiro Jardim das Florestas inaugurada em abril de 2019. Fotos: Miriam Prochnow e Wigold Schäffer.

Esse evento climático extremo segue um período bem complicado de crise hídrica, com rios e córregos praticamente secos devido ao longo período de estiagem que vinha desde novembro de 2019. Além disso, o inverno chegou atípico, com temperaturas acima do normal para esta época do ano.

Infelizmente os cientistas alertam que esse deve ser o novo normal:  “o aumento de frequência e intensidade de eventos extremos como esse, já foi projetado pela comunidade científica há pelo menos 30 anos. Ainda assim estamos surpresos com a aceleração da chegada do caos climático, que antes fora previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, para ocorrer no final deste século ou no próximo”, aponta o pesquisador Antonio Nobre. Ele também chama a atenção para as ações que precisam ser implementadas o quanto antes: “por isso é tão importante protegermos as florestas e restaurar tudo que foi destruído. Vegetação densa de florestas ajuda a proteger zonas terrestres de ventos destrutivos”, complementa Nobre.

E esse é um dos motivos para que a Apremavi inicie imediatamente uma campanha de doações para a reconstrução das estruturas danificadas: “a produção de mudas nativas não pode parar, porque o trabalho de restauração é uma das ações mais eficientes para ajudar a mitigar os efeitos do aquecimento global”, salienta Edinho Schaffer, presidente da Apremavi.

Autoras: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow.