Apremavi adere à Declaração de Emergência Climática

Apremavi adere à Declaração de Emergência Climática

Apremavi adere à Declaração de Emergência Climática

A lastimável estimativa até agora é de que um bilhão de animais foram afetados e mais de 10,5 milhões de hectares de floresta foram devastados por incêndios no continente australiano. Especialistas afirmam que o estrago já supera em seis vezes a área das queimadas que atingiram a Amazônia em 2019. No caso australiano, o fogo é consequência de extremos climáticos decorrentes de uma grave seca e ondas de calor recordes. Já na Amazônia as queimadas foram associadas predominantemente ao desmatamento ilegal, que usa o fogo para limpar áreas de pastagem e abrir clareiras na floresta.

Na mesma direção dos extremos climáticos que sufocaram a Austrália e agora carregam a fumaça das queimadas para todos os cantos do mundo, em 2019 a Europa atravessou duas ondas de calor consecutivas, a Califórnia e a Rússia também sofreram com incêndios florestais devastadores, Moçambique enfrentou o pior ciclone já formado no Índico… sim, não tem mais como alguém em sã consciência dizer que o aquecimento global é uma invenção dos cientistas, muito menos acreditar que ela é uma ameaça para o futuro. A emergência climática já é uma realidade e, para confirmar isso, 2019 foi coroado o segundo ano mais quente da história.

O recorde foi anunciado pela Nasa, pela Noaa e pela Organização Meteorológica Mundial. Segundo a Nasa, no ano passado a Terra teve temperatura média 0,98oC mais alta do que a média do século 20. A Noaa, que usa uma metodologia ligeiramente distinta, pôs a diferença em 0,95oC – e 1,15oC acima da média pré-industrial. Em ambos os casos, trata-se do segundo ano mais quente desde o início das medições com termômetros, em 1880. Perde apenas para 2016, e por uma diferença pequena de 0,04o C. A década de 2010 foi a mais quente de todos os tempos – os últimos cinco anos foram todos os mais escaldantes desde o início das medições.

 

Declaração de Emergência Climática

Muito mais do que simbólica, as declarações de emergências climáticas assinadas ao redor do mundo por cidades, estados e alguns países são uma tentativa conjunta de assumir a responsabilidade e lançar uma série de compromissos para conter a crise climática e suas graves consequências. No Brasil, organizações da sociedade civil, empresas e representantes dos estados e dos municípios brasileiros lançaram no ano passado, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, que aconteceu no Recife (PE), a Carta de Recife.

Entre os objetivos comuns das declarações, um deles é cumprir as metas do Acordo de Paris, reduzindo a zero a emissão de gases de efeito estufa e limitando o aquecimento global em 1,5°C. Além disso, muitas se comprometem também à promover e implementar ações para a superação das vulnerabilidades climáticas, como a neutralização das emissões de carbono até 2030.

Concomitante ao exemplo do Secretário-Geral das Nações Unidas, do Papa Francisco, de cidades e estados ao redor do mundo e de centenas de instituições, empresas e organizações não-governamentais, e, diante dos cenários de catástrofes ambientais que vemos diariamente, a Apremavi sente a urgência de agir no tempo de agora e declara estado de emergência climática.

Isso significa que assumimos publicamente o compromisso de continuar executando nossos projetos de restauração ambiental e proteção da natureza com exímio; além disso promoveremos ações de neutralização de carbono para diminuir nossa pegada ecológica; faremos um esforço para mobilizar mais recursos para realização de atividades de cunho climático, como por exemplo o Projeto Clima Legal; incluiremos a crise climática em nossas atividades de educação ambiental para conscientizar o público envolvido em nossos projetos; e, reforçamos também nosso apoio institucional ao Grupo Plantando o Futuro, especificamente às atividades desenvolvidas no âmbito do #FridaysForFuture.

 

Seja você também parte da solução

Entendemos que os maiores esforços nessa luta contra a crise climática devem ser assumidos pelos governos e grandes empresas, mas acreditamos que cada pessoa na sociedade deve assumir uma postura mais altruísta e também colocar a mão na massa, afinal de contas não existe planeta B para nenhum de nós.

Pensando nisso, separamos algumas dicas do que você pode fazer em 2020 para contribuir na construção de um mundo mais sustentável para as florestas, para os animais, para o clima, para o planeta e para o nosso futuro!

Você também pode assumir compromissos em 2020 e tornar sua trajetória mais sustentável, veja algumas dicas que a Apremavi separou. Fonte: Arquivo Apremavi.

Autora: Carolina Schäffer.

Em meio a maré de calamidades, 2019 também trouxe conquistas

Em meio a maré de calamidades, 2019 também trouxe conquistas

Em meio a maré de calamidades, 2019 também trouxe conquistas

O ano de 2019 trouxe muitos desafios para a agenda socioambiental brasileira… ele foi repleto de altos e baixos – muuuuitos baixos nós diríamos.

Mas, em meio a maré de calamidades, a Apremavi se manteve ativa e fiel a um velho e honroso lema de muito tempo atrás: BOCA NO TROMBONE E MÃO NA MASSA.

Por acreditarmos que bons exemplos e ações são combustível, escrevemos este artigo para que você entre numa pequena retrospectiva junto com a gente e para que ela possa levantar a sua energia para receber 2020 com esperança.

 

Mini retrospectiva

O Viveiro Jardim das Florestas comemorou o Dia da Terra com a inauguração de novas instalações e novo sistema de produção de mudas.

Nossos projetos tiveram um ano repleto de trabalho e muitas agendas positivas. Bosques de Heidelberg comemoraram os 20 anos com inúmeras atividades e também palestras na Alemanha. Clima Legal celebrou a chegada de novos parceiros e o plantio de muitos bosques. Restaura Alto Vale fortaleceu parceriasrealizou dias de campo temáticos e capacitou a comunidade. Matas Legais e Matas Sociais divulgaram ações em congresso internacional.

Em 2019 nós tivemos que nos manter vigilantes, pois os retrocessos foram inúmeros. Nosso #AtivismoSim foi o que nos ajudou a superar as intempéries.

Apoiamos campanhas em prol dos animais, de belezas cênicas protegidas por Unidades de Conservação e de Unidades de Conservação. Assinamos manifestos para defender a democracia e também para chamar a atenção às tragédias associadas aos incêndios florestais. E quase na reta final do ano a Apremavi lançou uma nova campanha, #PlantadoresDeFlorestas, para identificar plantadores de florestas que estejam precisando de mudas para restaurar as suas propriedades.

Foi um ano intenso, mas nosso suor, e também algumas lágrimas, são parte do combustível que nos impulsiona a olhar para frente. Não podemos deixar de mencionar, ainda que por último, o surgimento de uma nova geração que emerge ao ativismo socioambiental e nos inspira a continuar fortes no nosso propósito. Também aproveitamos a oportunidade para mais uma vez agradecer o apoio imensurável da nossa rede de parceiros, da nossa comunidade e das pessoas que oferecem sua vida para construir com a gente um futuro para a humanidade.

Que venha 2020 e seus desafios, pois estamos preparados para continuar nosso trabalho em prol da conservação e restauração da Mata Atlântica!

Autora: Carolina Schäffer.
Foto da capa: Wigold Schäffer.

ONGs se posicionam sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia na COP 25

ONGs se posicionam sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia na COP 25

ONGs se posicionam sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia na COP 25

Assinada por 110 organizações da sociedade civil, redes e movimentos sociais, entre elas a Apremavi, declaração conjunta sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira é lançada na COP 25 da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em Madri.

Além de apresentar uma análise crítica das tendências recentes e fatores de desmatamento e queimadas na Amazônia, bem como consequências para a crise climática global e outros impactos sociais e ambientais, a declaração também faz um apelo à ação, destinado a mobilizar a sociedade brasileira e a comunidade internacional para que adotem medidas concretas em defesa da Amazônia e dos direitos de seus povos.

Veja declaração abaixo.

 

Declaração sobre a crise do desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira

Por ocasião do seminário “Desmatamento e Queimadas na Amazônia: Tendências, Dinâmicas e Soluções” e da COP 25 da Convenção da ONU sobre as Mudanças Climáticas

1. Com 7 milhões de quilômetros quadrados (km²) compartilhados por nove países, a Amazônia abriga a maior bacia hidrográfica e a maior floresta tropical do planeta. Junto com a sua imensa diversidade biológica e cultural, uma característica da Amazônia é a sua fantástica capacidade de atuar como um gigantesco coração, bombeando 20 trilhões de litros de água todo dia para a atmosfera. Por meio da evapotranspiração, a floresta lança enorme quantidade de vapor d’água que se transforma em “rios voadores” que alcançam outras regiões, ajudando a manter equilíbrio climático do continente sul-americano e de todo planeta. Mas este coração está sendo atacado por atividades predatórias que ignoram suas consequências desastrosas para presentes e futuras gerações e para o clima do planeta.

2. Nos últimos meses, um salto nos índices de desmatamento e queimadas na Amazônia brasileira (que abriga dois terços do bioma) provocaram espanto, indignação e protestos no Brasil e no mundo. Frente a esse quadro alarmante, foi realizado em Brasília, no dia 28/11/2019, o seminário “Desmatamento e Queimadas na Amazônia: Tendências, Dinâmicas e Soluções”, uma iniciativa da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados, contando com a participação de parlamentares, instituições públicas, cientistas e organizações da sociedade civil, onde foram apresentados e debatidos um conjunto de dados e análises sobre características, causas e consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia, assim como desafios para a sua superação, sob uma ótica de justiça socioambiental.i Seguem as principais conclusões das análises e debates desse evento:

Os Números e suas Consequências:

3. De acordo com dados oficiais do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), entre agosto de 2018 e julho de 2019 foram desmatados 9.762 km2 na Amazônia brasileira, área cerca de 30% maior que no período anterior. Entre agosto e outubro de 2019 foram identificados mais 3.429 km² sob alerta de desmatamento, contra 1.792 km² no mesmo trimestre de 2018, um aumento de 91%!2 De janeiro a agosto deste ano foram verificados 46.825 focos ativos de queimadas no bioma amazônico, um aumento de 111% em relação ao mesmo período no ano passado. Somente em agosto de 2019, foram registradas 30.901 queimadas, um aumento de 196% em comparação a agosto de 2018 e o maior número dos últimos 9 anos. Entre janeiro e agosto de 2019, a área total afetada pelo fogo foi de 4,3 milhões de hectares, 71% maior que a média nos mesmos meses dos últimos dez anos. Verificou-se que a maior parte dessas queimadas ocorreu em áreas recém-desmatadas.3

4. No ano de 2019, as terras públicas não destinadas e áreas protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) somaram 41% do total da área desmatada. Nas Unidades de Conservação federais, houve um salto de 84% no desmatamento em relação ao ano anterior. Isso demonstra um quadro de incentivo a grilagem de terras públicas pelo governo federal, com o descaso em proteger o patrimônio dos brasileiros, pelo qual é responsável.4

5. O aumento do desmatamento e queimadas na Amazônia, em conjunto com a grilagem de terras e a exploração ilegal de madeira e outros recursos naturais, está diretamente vinculado ao 2 aumento de atos de violência contra povos indígenas, comunidades tradicionais e movimentos sociais. Violência que têm ficado impune, na grande maioria dos casos.

6. As consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia são imensas: comprometem a manutenção do maior patrimônio dos brasileiros, o bem-estar da população e a estabilidade do clima regional e global. Em 2019, o desmatamento acumulado chegou a 800 mil km2 na Amazônia brasileira, cerca de 20% de sua área original, ponto considerado crítico por diversos cientistas. Os efeitos também são sentidos com o encurtamento da estação de chuvas em partes da Amazônia, a intensificação do derretimento de geleiras na região andina e a redução de chuvas em outras regiões do continente sul-americano, que impactam diretamente na vida da população e até mesmo na atividade agropecuária brasileira. A continuidade do desmatamento e queimadas na Amazônia e a destruição do imenso estoque de carbono armazenado nas florestas colocam em risco as contribuições brasileiras para o cumprimento do Acordo de Paris, prejudicando os esforços globais de manter o aumento das temperaturas médias abaixo de 1,5 Cº graus.

O papel do atual governo brasileiro

7. O problema do desmatamento indiscriminado na Amazônia vem de longa data, mas o agravamento desse quadro em 2019 é resultado direto de declarações, omissões e ações objetivas do governo federal. Entre os fatores de intensificação da crise ambiental amazônica produzidos pelo atual governo federal estão:

  • Declarações públicas do presidente e de alguns de seus ministros, associadas ao afrouxamento da fiscalização de atos ilegais, que deram um claro sinal de impunidade, incentivando fortemente a prática de crimes ambientais(5);
  • Desmantelamento do Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos vinculados, e de outras instituições públicas responsáveis pela proteção ambiental, por meio de cortes orçamentários(6), perseguição a funcionários(7), eliminação e desvio de atribuições institucionais, indicação para cargos de direção de pessoas desvinculadas da agenda ambiental e muitas vezes ligadas a interesses de setores regulados pelos órgãos ambientais; A recusa em identificar, demarcar e homologar territórios de povos indígenas, quilombolas e outras populações tradicionais que atuam como verdadeiros guardiões da floresta, acompanhada por iniciativas de abri-las para exploração por mineradoras, hidrelétricas e pelo agronegócio, em afronta à Constituição Federal(8);
  • Paralização da Reforma Agrária e despejo de centenas de famílias de pequenos agricultores, em lugares como a Fazenda Palotina, município de Lábrea, no sul do Amazonas e o Acampamento Nova Conquista, município de Nova Mamoré, Rondônia;
  • Iniciativas e apoio a retrocessos no marco legal de licenciamento ambiental de empreendimentos de infraestrutura, mineração e do agronegócio, de altíssimo risco e impacto ambiental(9);
  • Ações de descrédito público a instituições técnicas do governo responsáveis pelo monitoramento e divulgação de dados ambientais, como o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(10);
  • Abandono do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), lançado em 2004 e responsável, em grande parte, por 83% na queda dos índices de desmatamento entre 2004 e 2012, que deveria estar na sua 4ª fase de execução.

8. A criminalização de organizações da sociedade civil tem sido praticada pelo atual governo, ao ponto de acusá-las diretamente pelas queimadas na Amazônia, apesar do próprio presidente ter declarado no dia 30 de outubro, na Arábia Saudita, que o aumento das queimadas foi “potencializado” por ele, por rejeitar a políticas anteriores na Amazônia(11).

9. O que se constata é que o governo Bolsonaro – com a falsa justificativa de que por trás das manifestações de preocupação com a Amazônia existiriam interesses contrários à soberania brasileira na região – está colocando em curso um plano articulado de destruição da floresta, incentivando o desmatamento, as queimadas, a devastação e o saque dos seus recursos naturais por grileiros, madeireiros e garimpeiros ilegais, incluindo o ataque aos defensores da floresta, considerados por ele como empecilhos para o alcance de seus interesses.

10. O plano faz parte de uma escalada autoritária na Amazônia e de um ataque à democracia no Brasil que estão recrudescendo. O mês de novembro começou com a morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, um conhecido guardião da floresta e terminou com a prisão equivocada de brigadistas que combatem o fogo na região de Santarém – PA, acompanhada pela invasão e tentativa de criminalização de uma das organizações mais respeitadas da Amazônia, o Projeto Saúde e Alegria, que atua na bacia do Tapajós há três décadas e que, sem nenhuma acusação formal, teve sua sede invadida e seus documentos e computadores apreendidos pela Polícia do Pará. Mesmo sendo desmascarada, a controvertida prisão foi utilizada como novo ataque às organizações da sociedade civil brasileira.

Um Chamado Amazônico

11. Diante de tão dramáticas circunstâncias é fundamental que a sociedade brasileira se articule e se some aos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos para impedir a destruição da Amazônia e de seus povos tradicionais. É preciso o envolvimento dos Poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público Federal, governos estaduais, veículos de comunicação, organizações da sociedade como OAB, CNBB, igrejas, setores empresariais, e movimentos sociais para, além de estancar o desmatamento e as queimadas, estimule políticas e ações para uma economia com base na convivência com a natureza e não na sua destruição, que produza riqueza e bem-estar para todos, reconhecendo e valorizando o conhecimento e a sabedoria dos povos da floresta.

12. É preciso fazer entender ao atual governo, à maioria dos parlamentares brasileiros, de membros do Judiciário, de setores empresariais e da sociedade brasileira a importância fundamental da floresta, para que mudem a atual trajetória de incentivo ou de conivência com a devastação da floresta. Que o governo e outras instituições passem a adotar de forma urgente um posicionamento responsável, de respeito à Constituição, às leis e acordos internacionais firmados pelo Brasil, liderando e apoiando o conjunto de esforços de atores públicos, privados e da sociedade civil no enfrentamento desse gravíssimo problema, incluindo entre outras ações concretas:

  • Retomar o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM), com garantia de recursos financeiros adequados e da transparência e participação de entes federados e da sociedade civil;
  • Combater crimes ambientais associados à grilagem de terras públicas, desmatamento, queimadas e exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia e nos outros biomas brasileiros, por meio da retomada da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais – CICCIA, em vigor desde 2009, contemplando a retomada e recuperação de florestas de áreas griladas e sujeitas à devastação ambiental;
  • Retomar a identificação, demarcação e homologação de territórios indígenas, assim como o reconhecimento dos direitos territoriais de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais;
  • Dar continuidade à reforma agrária e a investigação e punição dos responsáveis dos assassinatos e agressões contra assentados e defensores da natureza;
  • Retirar de pauta todos os projetos de lei, em tramitação no legislativo, que representem retrocessos na legislação vigente de proteção ambiental do país – sobre temas como o licenciamento ambiental e a exploração de recursos naturais em terras indígenas – em consonância com a proposta apresentada recentemente por seis ex-Ministros do Meio Ambiente do Brasil ao Presidente da Câmara dos Deputados;
  • Retomar as atividades do Fundo Amazônia, com a reconstituição de seu Comitê Orientador, garantindo a participação efetiva de organizações da sociedade civil;
  • Garantir o acesso aos dados oficiais do governo federal que possam auxiliar no controle e combate ao desmatamento por todos os órgãos da administração pública, incluindo estados e municípios, e também por empresas e organizações da sociedade organizada engajados na agenda de proteção da Amazônia;
  • Revisar as metas brasileiras estabelecidas pelo Acordo de Paris, de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e o comprometimento com metas mais amplas na COP 25, que efetivamente contribuam para a contenção da elevação da temperatura do sistema climático global.

13. A defesa da Amazônia não deve ser só dos brasileiros e dos outros países amazônicos; a sociedade internacional que se beneficia sobretudo com a contribuição à manutenção da estabilidade climática global, também tem um papel importante nos esforços de proteção da Amazônia e dos direitos de suas populações. Sociedades de diversos países, empresas, instituições financeiras e governos de países, especialmente os mais ricos, precisam adotar, urgentemente, medidas concretas, entre elas:

  • Implementar mecanismos efetivos para garantir que as importações de commodities do agronegócio e da exploração madeireira e mineral sejam exclusivamente e estritamente legais e certificadas, evitando aquelas oriundas de áreas de grilagem de terras públicas, desmatamento ilegal e com violações dos direitos das populações locais;
  • Garantir que todos os investimentos na Amazônia contribuam para acabar com o desmatamento e fortaleçam uma economia de baixo carbono que respeite e valorize os modos de vida das populações locais; bloqueando investimentos que aumentem o risco de desmatamento e de violações dos direitos e o enfraquecimento da legislação ambiental. As medidas preventivas devem incluir a devida diligência, monitoramento transparente e divulgação de resultados de compromissos;
  • Contribuir com os esforços governamentais e da sociedade brasileira de prevenção e controle do desmatamento e queimadas, com transparência e participação, indo além dos compromissos estabelecidos no Acordo de Paris, de modo a evitar um aumento superior a 1,5o C da temperatura média global.

14. Sabemos que esses desafios somente poderão ser enfrentados e superados por meio de uma maior articulação e colaboração entre os diversos setores da sociedade brasileira e internacional. Assim, as redes, movimentos sociais e outras organizações civis abaixo assinadas conclamam os diversos níveis de governo, a sociedade brasileira e a comunidade internacional para que, com a urgência que a situação requer, seja estabelecida uma agenda de ações articuladas e efetivas – parte delas acima descritas – para reverter o processo de devastação em curso de um bioma essencial para a qualidade de vida de seus cidadãos e estratégico para a integridade do sistema climático global.

 

Para ver a íntegra do documento e também as entidades que o assinam, baixe o arquivo aqui.

Fonte: WWF.

Apremavi e outras organizações assinam manifesto “Em defesa da Democracia”

Apremavi e outras organizações assinam manifesto “Em defesa da Democracia”

Apremavi e outras organizações assinam manifesto “Em defesa da Democracia”

Publicado ontem, 10 de dezembro de 2019, Dia Mundial dos Direitos Humanos, durante a COP 25 em Madri (Espanha), o manifesto assinado por 124 instituições, entre elas a Apremavi, além de inúmeros artistas, cientistas e pessoas públicas, é um grito de alerta dos grupos da sociedade civil para com a defesa da democracia brasileira. Veja o manifesto abaixo.

 

Em defesa da democracia

Não existe democracia sem sociedade civil livre. É por meio de cidadãos atuantes e vigilantes que políticas são aprimoradas, desvios são denunciados e governantes são fiscalizados. Foi por meio da atuação de organizações da sociedade civil que o Brasil conseguiu reduzir drasticamente a mortalidade infantil, a miséria extrema e o desmatamento perdulário de suas florestas e tomar medidas cruciais contra a corrupção e pela transparência no poder público.

Qualquer regime no qual a sociedade não possa se manifestar livremente, sem receio de ser retaliada por sua atuação legítima, é um regime autoritário.

Há 35 anos, embalado num gigantesco movimento popular, o Brasil encerrava uma longa ditadura militar. Imaginava, com isso, haver deixado para trás, de forma definitiva, o uso do Estado para perseguições políticas e prisões arbitrárias de ativistas realizadas sem base em provas ou qualquer espécie de julgamento. Imaginava que, enfim, a liberdade teria vindo para ficar.

Porém, os rumos que estão sendo tomados pelo Brasil atual são extremamente preocupantes. Pela primeira vez, em mais de três décadas, vemos demonstrações de retrocesso em algumas liberdades fundamentais duramente conquistadas. Por exemplo, integrantes do Governo Federal declaram sua simpatia a instrumentos que restringiram a liberdade e direitos políticos e civis no período ditatorial; o governo envia ao Parlamento um projeto de lei que evita a punição de forças policiais que venham a matar manifestantes; ativistas ambientais são presos e têm suas casas invadidas e organizações da sociedade civil têm seus escritórios vasculhados por policiais com base em acusações e mandatos judiciais desprovidos de fundamentos fáticos.

Passa da hora de toda a sociedade brasileira dizer claramente: não toleraremos afrontas a nossos princípios democráticos! Não é aceitável conviver diariamente com ataques do Presidente da República, de seus ministros e auxiliares à imprensa livre, a organizações independentes e a direitos fundamentais individuais e coletivos. Não é aceitável conviver diariamente com massacres da população de maioria negra das nossas favelas e periferias, executados ou tolerados pelas forças de segurança pública que deveriam protegê-las. Não é aceitável ver manobras do poder público para fechar espaços cívicos. Não é aceitável a censura à cultura e à pesquisa.

Por essa razão, manifestamos nossa solidariedade e nosso apoio às instituições e pessoas que têm sido vítimas de abusos das autoridades e que fazem seu papel de enfrentamento dos desmandos e de preservação da nossa democracia e da ordem constitucional: as organizações da sociedade civil; a imprensa; o Congresso Nacional; o Ministério Público; os povos indígenas e as populações tradicionais; os servidores públicos das áreas científica, cultural e socioambiental; os professores e as universidades públicas.

Nossa democracia foi duramente reconquistada há apenas 35 anos. Não permitiremos que ela seja destruída mais uma vez.

 

Acesse o documento na íntegra aqui e confira o nome de todas as organizações que assinam o manifesto.

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Parceria com a Bloom Bits, firmada  no início do segundo semestre de 2019, prevê o plantio de bosques de árvores nativas da Mata Atlântica. 

De Balneário Camboriú (SC), a Bloom Bits é uma marca de superalimentos para pessoas que buscam nutrição inteligente e um estilo de vida cada vez mais consciente. Irmã mais nova da Ocean Drop, uma marca de vitaminas a base de algas e microalgas para pessoas que buscam alimentos de qualidade nutricional avançada e sustentável, a Bloom Bits tem como propósito investir 5% dos seus lucros na proteção da natureza.

E é aí que entra a parceria com a Apremavi. Interessados em doar parte desses lucros para a Apremavi, a Bloom Bits aderiu ao Clima Legal, um projeto da Apremavi que promove o plantio de árvores nativas para sequestro de carbono. A parceria tem como objetivo principal o plantio de mudas de árvores, com potencial inclusão de atividades de educação ambiental e campanhas de distribuição de mudas em escolas da região do Alto Vale do Itajaí (SC).

Para João Becker, diretor da marca, a expectativa é aproximar a Bloom Bits cada vez mais de movimentos que atuam de forma prática em contribuições positivas para o meio ambiente. “Nossa vontade é de estreitar os laços entre Bloom e Apremavi ao longo do tempo para que consigamos fortalecer ainda mais as atividades relacionadas ao tema. Como marca que trabalha com produtos vindos da natureza, onde a proposta é fornecer benefícios ao ser humano, nada mais justo do que retribuir à natureza de igual forma, realizando trabalhos que também forneçam benefícios ao meio ambiente“, complementa João.

É evidente que os projetos e ações da Apremavi são fortalecidos graças ao apoio de parceiros, patrocinadores e doadores, mas em cada nova parceria o ganho da Apremavi vai muito além do fortalecimento das ações ambientais que desenvolvemos. A cada nova parceria criamos uma verdadeira rede de amigos que lutam pela mesma causa e estão em busca da conservação e restauração das nossas florestas“, comenta Edinho Schäffer, presidente da Apremavi.

Parceria entre a Apremavi e a Bloom Bits prevê o plantio de bosques de árvores nativas no âmbito do Clima Legal, um projeto da Apremavi criado em 2007. Foto: Arquivo Apremavi.

Sobre o Clima Legal

Com mais de 110 mil mudas de árvores plantadas ao longo dos últimos 12 anos, o Clima Legal é um projeto que tem como objetivo realizar plantios de árvores nativas visando a neutralização de emissões de CO2, amenizando os efeitos das mudanças climáticas e contribuindo com a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica.

Dividido em 6 modalidades, cada uma com os seus benefícios e quantidades de mudas plantadas, podem aderir ao projeto tanto pessoas físicas quanto jurídicas​.

Saiba mais aqui.

Autora: Carolina Schäffer.

Jovens inglesas realizam trabalho voluntário na Apremavi

Jovens inglesas realizam trabalho voluntário na Apremavi

Jovens inglesas realizam trabalho voluntário na Apremavi

Os primeiros dias de novembro na Apremavi foram marcados pela presença de duas jovens inglesas que escolheram o Viveiro Jardim das Florestas para realizar trabalho voluntário. Falando apenas algumas palavras em português, a comunicação entre as jovens e a equipe foi um desafio superado, de um lado, pela enorme vontade de ajudar e de outro, pela grande vontade de passar conhecimentos.

Valeu a pena, como pode ser constatado no depoimento que Nina e Eloise deixaram para [email protected] da Apremavi: “Passamos momentos maravilhosos como voluntárias na Apremavi. Como duas jovens do Reino Unido, sem especialização prévia em florestas, aprendemos muito com nossas experiências aqui. Nossas tarefas variavam todos os dias, desde trabalhar no enorme viveiro de mudas com mais de 200 espécies nativas, plantar árvores no campo, coletar sementes, até fazer visitas de campo para envolver novos proprietários nos projetos. Além de testemunhar como a Apremavi trabalha para educar as gerações futuras. Também ficamos bem felizes em poder ver de perto o trabalho numa propriedade de produção orgânica. Estamos deixando a Apremavi inspiradas e com uma visão ampla dos muitos processos envolvidos na restauração e preservação da Mata Atlântica, do ponto de vista ecológico e também como um símbolo cultural e social. A equipe foi muito acolhedora e é apaixonada por seu trabalho e isso nos estimulava. Recomendamos a Apremavi para todas as pessoa interessadas em restauração e preservação de nossas florestas naturais.”

Nina Biddle está terminando o mestrado em Análise Cultural Comparada e Eloise Moench concluiu o mestrado de Filosofia, ambos na Universidade de Amsterdam.

Para Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi e responsável por acompanhar o trabalho das voluntárias, foi uma experiência gratificante: “recebi o pedido de trabalho voluntário para a Nina e a Eloise através da Tamara Mohr, da Both Ends, ONG holandesa parceira da Apremavi de longa data. É muito importante que as pessoas se disponham a conhecer de perto o trabalho que as ONGs fazem, para saber da importância que esse trabalho tem para a sociedade como um todo. Essas ocasiões também oferecem oportunidades de que novas ações em prol da natureza sejam realizadas, além da formação de laços de amizade que duram para sempre, mesmo enfrentando grandes distâncias. Como presente de despedida elas fizeram um bolo de mandioca com coco que ficou excelente”.

A Apremavi tem um programa de estágios e trabalhos voluntários. As pessoas interessadas podem obter informações aqui.

Duas jovens inglesas estiveram no Viveiro Jardim das Florestas para realizar um trabalho voluntário. Fotos: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow

Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

No dia 20 de setembro de 2019, mais de 4 milhões de pessoas participaram de protestos climáticos ao redor do mundo. Influenciada pelos jovens do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), a maior greve da história da humanidade foi só o começo. “A crise climática já é uma realidade e por isso nosso ativismo não pode parar. Governos e sociedade precisam juntos criar ações imediatas para conter o colapso ambiental, doutra forma não haverá futuro para o nosso planeta e nem para a humanidade“, relata Carolina Schäffer, ativista ambiental e sócia da Apremavi.

Novas manifestações globais foram convocadas para o próximo dia 29 de novembro. A 4 #GreveGlobalPeloClima espera reunir milhares de pessoas novamente, no Brasil algumas cidades já agendaram os seus protestos. Você tá esperando o quê para participar desse movimento?

A 4a Greve Global pelo Clima acontecerá dia 29 de novembro. Banner: Arquivo Fridays for Future Brasil..

Worldwide Unity

Recentemente o movimento #FridaysforFuture lançou um vídeo clipe mundial para a canção Unity, escrita por Mark Long e Andrew Charlewood do Fridays for Future de Viena. Inspirada na força e no potencial dos jovens que fazem parte do movimento, a canção traz um chamado para pessoas de todas as idades também aderirem a causa e lutarem por um futuro para o Planeta.

Com versos marcantes o vídeo clipe é ilustrado com imagens de manifestações, ações e atividades desenvolvidas pelos jovens do Fridays for Future ao redor do mundo. As imagens brasileiras foram gravadas em Atalanta (SC) por uma iniciativa da Apremavi e do Plantando o Futuro.

É muito gratificante para nós, jovens de Atalanta, fazermos parte do movimento e ver que nossas ações aqui no interior de Santa Catarina estão sendo divulgadas ao redor do mundo. Estamos todos juntos lutando em prol de justiça climática e da preservação do meio ambiente“, relata Jacson Floresti, ativista jovem e participante do Plantando o Futuro.

Veja trechos da canção e também o vídeo o clipe abaixo:

Listen up as we say | Ouça o que estamos dizendo
Our future’s now it starts today | O nosso futuro é agora, ele começa hoje
Stand with us side by side | Fique conosco, lado a lado

Change is always possible | Mudar sempre é possível
Cause we are unstoppable | Porque nós somos invencíveis

Now the youth planet wide | Agora a juventude de todo o planeta
Take a stand on our mother’s side | Toma uma posição em favor da mãe terra
We’ll earn more by taking less | Ganharemos mais ao tomar menos
And now it’s time to give our best | E agora é hora de dar nosso melhor

“Change is always possible, ‘cause we are instopable – Mudar é sempre possível porque nós somos invencíveis” esse é o refrão que embala a música Unity, lançada recentemente pelo movimento Fridays for Future. Reparem que imagens feitas aqui em Atalanta (SC) estão incluídas no clipe. Vídeo: Arquivo Fridays for Future.

Autora: Carolina Schäffer.

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

O Cânion do Funil, um dos patrimônios geológicos brasileiros, pode ter sua beleza cênica única e selvagem afetada pela instalação iminente de um complexo eólico com 28 torres aerogeradoras no entorno do Parque Nacional (PARNA) de São Joaquim – a torre mais próxima fica a 60 metros dos limites do PARNA. Encravado no parque, em Bom Jardim da Serra, o cânion é uma das principais atrações turísticas da região junto com o Morro da Igreja.

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina abriu inquérito civil para apurar irregularidade no licenciamento prévio para instalação da usina eólica adjacente ao PARNA de São Joaquim, depois de receber representação da Comissão de Defesa dos Aparados da Serra e de organizações não governamentais que pedem a relocalização do empreendimento de modo a afastar as torres aerogeradoras dos limites do parque e das bordas do cânion, um dos cartões postais da Serra Catarinense.

O empreendimento, da Vilco Energias Renováveis, obteve licença prévia para instalar o parque eólico cujas torres podem interferir na paisagem e na experiência de avistamento do cânion pelos visitantes. O inquérito objetiva apurar, entre outros aspectos, a falta de discussão de alternativa locacional, conforme exige a legislação ambiental.

Por afetar área de um parque nacional, o Ministério Público Federal também recebeu a representação e abriu procedimento de investigação. Além da Comissão, assinam o documento junto com a Apremavi, a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), a Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (Agapan.), o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) e o Instituto Curicaca.

O turismo é um grande ativo econômico na região. Cidades como Urubici, em SC, e Cambará do Sul, no RS, tiveram grande impulso na economia devido a visitação dos parques. Esta última recebeu, em 2018, 217 mil visitantes aos cânions e outros atrativos dos parques nacionais, segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Cambará do Sul.

O empreendimento, que envolve a terraplanagem e a construção de estradas e de linhas de transmissão, também pode afetar a biodiversidade e nascentes de mananciais que abastecem a região. O parque localiza-se sobre os divisores de águas de quatro diferentes bacias hidrográficas e é o refúgio de espécies ameaçadas de extinção, como o puma (Puma concolor) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoartuicus), além de aves migratórias.

O Cânion do Funil, localizado dentro do Parque Nacional de São Joaquim (SC), faz parte do mais extenso conjunto de cânions da América do Sul com cerca de 200 km. Sua beleza cênica e biodiversidade estão ameaçadas pela instalação iminente de um complexo eólico e também pela proposta de retirada desta área de dentro dos limites do PARNA. Fotos: Carolina Schäffer.

Ameaça de redução

Ao mesmo tempo em que pode ser afetado pelo empreendimento de geração de energia, a área do cânion do Funil sofre ainda a ameaça de ser retirada do PARNA de São Joaquim. Medidas provisórias fracassaram em alterar a lei 13.273, que passou 15 anos em discussão, e aprovou a ampliação do parque. No entanto, a redução de 20% da área do Parque, que incluiria o monumento e foi proposta por parlamentares catarinenses, continua em discussão em Grupo de Trabalho criado pelo ICMBio.

Sobre o Funil

Com mais de 1400 de altitude, o Cânion do Funil faz parte do mais extenso conjunto de cânions da América do Sul com cerca de 200 km. A feição funil, cone de rocha que dá nome ao cânion, é a mais impressionante das escarpas erosivas basálticas de que se constituem os Aparados da Serra – notável quebra de relevo em paralelo à costa atlântica cuja origem está relacionada a abertura e separação dos continentes.

Publicado em 2017, este curta fala sobre a importância do Parque Nacional de São Joaquim e faz um alerta sobre a ameaça que o parque está sofrendo, inclusive a região do Cânion do Funil. Vídeo: Arquivo Apremavi.

Autora: Sandra Damiani.

Tem uma área para restaurar? A produção de mudas está a mil

Tem uma área para restaurar? A produção de mudas está a mil

Tem uma área para restaurar? A produção de mudas está a mil

A Apremavi modernizou a produção de mudas nativas aumentando sua capacidade para atender a demanda da restauração da Mata Atlântica.

Em abril de 2019 o Viveiro Jardim das Florestas passou a produzir mudas no sistema Ellepot, que utiliza embalagens de papel, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC. As embalagens de papel para espécies de árvores nativas, conhecidas como paperpot, duram de 5 a 18 meses no viveiro e possibilitam o plantio das mudas no campo com a embalagem. O novo sistema evita a deformação das raízes, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis, além de facilitar e otimizar o tempo do plantio.

O enchimento das embalagens é feito com máquina. Isso garante a uniformidade e facilita o processo de repicagem e manuseio das mudas no viveiro. A aquisição da máquina que faz o preenchimento das embalagens é resultado de uma parceria com a empresa fabricante, a Ellepot da Dinamarca. Para celebrar a parceria foi implantado em Atalanta, no terreno da Apremavi, o Bosque Ellepot.

O Viveiro foi modernizado e ampliado com a construção de estufa, bancadas metálicas, sistema de irrigação, galpão de trabalho e auditório para mais de 100 pessoas. Essa modernização teve o apoio do BNDES, através do projeto Restaura Alto Vale e investimentos da própria Apremavi.

Nesse curta você confere tudo o que rolou no dia do plantio do Bosque Ellepot. Vídeo: Arquivo Apremavi.

Campanha busca novas áreas para plantio

Com o aumento na capacidade de produção de mudas, a Apremavi está a procura de áreas que precisam de restauração e criou um espaço especial aqui no site para que os interessados conheçam as formas de participação e possam se cadastrar.

O plantio de árvores é uma das melhores formas de se combater a crise climática. Estudo publicado na revista Science, aponta que além de preservar as florestas existentes o Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus.

A Apremavi lhe oferece uma grande oportunidade de fazer parte do time de #PlantadoresDeFlorestas. Entre em contato!

Tem uma área para restaurar e quem fazer parte da campanha? Entre em contato! Conhece alguém que teria interesse em participar? Mande esse banner para ele! Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Apremavi e Plantando o Futuro participam de 6º Seminário do Galo Verde

Apremavi e Plantando o Futuro participam de 6º Seminário do Galo Verde

Apremavi e Plantando o Futuro participam de 6º Seminário do Galo Verde

Sexto encontro de ativistas da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), conhecido como Seminário do Galo Verde, aconteceu em Rodeio (SC) no último dia 9 de novembro de 2019 e contou com a participação da Apremavi, de jovens do Grupo Plantando o Futuro e de cerca de 30 membros da IECLB. O físico aposentado e ativista ambiental Johannes Gerlach, coordenador do Programa Ambiental Galo Verde, conduziu o encontro que teve como tema “As igrejas e o cuidado com a Criação de Deus”.

Na abertura do encontro o pastor Alan Schulz leu a carta pastoral da Presidência da IECLB para novembro que aborda, entre outros assuntos, o derramamento de petróleo no litoral brasileiro. “Que atitudes podemos tomar e que ações precisamos desenvolver para defender a criação? Cada pessoa pode começar com pequenas ações: consumo consciente, diminuir o uso de plásticos, não desperdiçar água, economizar energia”, aconselha o manifesto.

A partir daí, ao longo do dia, foram feitas falas sobre a situação das lutas socioambientais no Brasil e a contribuição das organizações cristãs na temática ambiental. O pastor Nilton Giese, que veio especialmente ao seminário para falar dos crimes das mineradoras Samarco, em Mariana (MG), e da Vale, em Brumadinho (MG), apresentou um dramático documentário com relatos de vítimas e dos principais dramas que até hoje são vivenciados. “O que fazer? Também não sabíamos”, confessou. “Percebemos que a doação de galões de água e de cestas básicas era enorme e por isso decidimos optar por enviar também palavras de aconchego e esperança através de cartas que chegavam para nós de todo o Brasil e foram direcionadas para as vítimas com apoio da IECLB de Belo Horizonte“, complementou Nilton.

O pastor Werner Fuchs, de Curitiba (PR), ativista histórico e ecumênico de causas socioambientais, destacou as parcerias com as igrejas evangélicas e pleiteou o aprofundamento da Teologia da Criação. “Nós também precisamos abraçar as lutas ambientais“, comentou Werner.

A irmã franciscana Lucia Gianesini (ICAR), vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário-CIMI, apresentou o Sínodo para a Amazônia. Ocorrido sob a liderança do Papa Francisco em Roma, em outubro, o encontro católico foi apresentado aos ativistas com um relato sobre o seu preparo, as resoluções e os desafios.

Recebidos com entusiasmo, os membros do Plantando o Futuro tiveram a oportunidade de apresentar algumas ações que o grupo vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos, bem como relatar os resultados das atividades de educação ambiental que são realizadas nas escolas, em especial na Escola de Educação Básica Doutor Frederico Rolla em Atalanta (SC). Além disso, ao relatarem a experiência de engajamento do grupo com o movimento global de jovens, Fridays for Future, ficou evidente a marcas de encorajamento que o Plantando o Futuro deixou nos participantes do seminário.

O grupo estava acompanhado do conselheiro e sócio-fundador da Apremavi, Wigold Schäffer, que aproveitou a oportunidade para destacar a necessidade de todos, em todos os lugares e todos os momentos trabalhamos em prol do meio ambiente para o bem do futuro do nosso Planeta. “As igrejas ainda tem uma inserção muito grande na comunidade, muitas pessoas as tem como referencia e elas alcançam um público que os ambientalistas às vezes tem um pouco de dificuldade de alcançar”, complementa Wigold que acha fundamental a abordagem da temática ambiental também nos centros religiosos.

Após o seminário, o núcleo do Galo Verde realizou uma reunião para avaliar as ações e planejar passos futuros. Ficou definido que a principal ação será concluir e distribuir uma cartilha para ajudar comunidades interessadas a organizar eventos e festas que cuidem da questão ambiental.

Imagens dos participantes do 6º seminário do Galo Verde realizado no dia 9 de novembro, no Centro de Eventos Rodeio 12, em Rodeio (SC). Fotos: Arquivo Galo Verde.

Autores: Carolina Schäffer e Clovis Horst Lindner.

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

No último dia 30 de outubro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 1 da Série Casos de Sucesso “Recursos Hídricos e Florestas Plantadas“. A publicação é resultado de uma chamada pública, organizada pelo Diálogo Florestal, que selecionou casos de sucesso vinculados a projetos que atestam o bom manejo florestal em nível de microbacia, evidenciando o antes e o depois no que tange aos recursos hídricos.

Neste primeiro volume da série são apresentados três casos, sendo que dois deles dizem respeito a trabalhos de restauração florestal realizados através de programas desenvolvidos pela Apremavi em parceria com a Klabin. Restauração florestal, formação de corredores ecológicos e conservação de recursos hídricos, caso 2 da publicação, apresenta os resultados do trabalho realizado em sete propriedades rurais no município de Reserva (PR), com apoio do Programa Matas Legais. Restauração de manancial de abastecimento público e educação ambiental, caso 3 da publicação, conta um pouco da trajetória e dos resultados dos trabalhos de restauração florestal realizados pelo Programa Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis.

Para Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, é muito gratificante ter dois projetos da instituição escolhidos para figurarem nesta primeira publicação do Diálogo Florestal. “Me sinto muito feliz em fazer parte dessa instituição e colaborar com projetos que tenham resultados tão positivos e de fato geram impacto nas comunidades aonde atuamos“, completa Edilaine.

O evento de lançamento da publicação aconteceu em Curitiba (PR) durante o Seminário Regional organizado pelo Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina. O Fórum PR e SC está pautado nos princípios do Diálogo Florestal e busca discutir e encaminhar em nível local os temas que dizem respeito à silvicultura e à conservação. A Apremavi compõe o Fórum desde a sua abertura, em 2008, exercendo hoje sua Secretaria Executiva.

Com o objetivo de promover a troca de experiências e a discussão sobre a gestão de recursos hídricos, o seminário teve como público alvo empresas do setor florestal, ONGs, plantadores de florestas, agricultores, extensionistas rurais, órgãos ambientais e poder público municipal, conselhos municipais de meio ambiente, comitês de bacia hidrográfica, empresas de consultoria, estudantes e demais interessados no tema.

Sueli Ota, diretora técnica da Taoway – Sustentabilidade Socioambiental, comenta que “o seminário, além de proporcionar conhecimento técnico de alta qualidade, imprimiu a importância do estabelecimento de parcerias para a gestão com seriedade, inovação e numa visão sistêmica que leva em conta a complexidade das ações para a sustentabilidade ambiental“.

Você pode acessar a versão digital do volume 1 dos Casos de Sucesso: Recursos Hídricos e Florestas Plantadas aqui.

Imagens do Seminário Regional do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina que aconteceu em Curitiba (PR) no último dia 30 de novembro de 2019. Fotos: Marcos Rosa Filho.

Autora: Carolina Schäffer.

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Os primeiros Bosques de Heidelberg no Brasil estão completando 20 anos. Um deles é o bosque da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, em Atalanta, onde em 1999 foram plantadas 2.000 mudas de árvores da Mata Atlântica. Para comemorar a data a escola promoveu um concurso de desenhos e elaborou uma cartilha de colorir com ilustrações, textos e poemas escritos pelos alunos. Os alunos também confeccionaram cartões postais e escreveram cartas para a parceira da Apremavi no projeto, a ONG BUND da cidade de Heidelberg, na Alemanha.

Para deixar o local ainda mais bonito e biodiverso, no dia da árvore foi realizado um plantio de enriquecimento ecológico do bosque, que já conta com mais de 70 espécies diferentes, muitas delas frutíferas nativas. O plantio foi realizado pelos alunos e professores com apoio da Apremavi e do grupo Plantando o Futuro.

Nestes 20 anos as árvores cresceram e o bosque tornou-se o lugar favorito dos alunos. Ele é usado para desenvolver atividades multidisciplinares, para lazer e para o contato com a natureza.

O projeto do bosque foi um dos vencedores do I Prêmio de Educação Ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina. Um merecido reconhecimento por todo empenho em ajudar a cuidar da natureza.

Confira tudo neste vídeo.

Confira a história do Bosque de Heidelberg plantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde, em Atlanta (SC). Vídeo: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

ONGs pedem fim de sigilo sobre ações contra óleo no Nordeste

ONGs pedem fim de sigilo sobre ações contra óleo no Nordeste

ONGs pedem fim de sigilo sobre ações contra óleo no Nordeste

Organizações não-governamentais entregaram nesta quinta-feira (17) ao Senado uma carta aberta pedindo o fim do sigilo sobre a investigação do derramamento de petróleo que afeta o Nordeste.

A carta, que até o final da tarde era assinada por cerca de cem organizações e pessoas físicas, como os atores Marcos Palmeira, Maitê Proença, Mateus Solano e vários cientistas, repudia a falta de transparência na apuração das causas do desastre e pede a abertura dos dados sobre a apuração e as ações do governo para conter o óleo.

Os ambientalistas também lembram que, até agora, o Plano Nacional de Contingência para incidentes com petróleo, de 2013, “não foi executado e/ou acionado na forma proposta”.

O Ministério Público Federal entrou com ação contra a União pelo não acionamento do plano, determinando que este ocorra em 24 horas. O comitê executivo do Plano Nacional de Contingência, que seria o responsável pelo acionamento, foi extinto em abril pelo “revogaço” do governo federal.

Também nesta quinta-feira, o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Fabiano Contarato (Rede-ES), pediu que o governo decretasse emergência ambiental pelo desastre. O óleo já afeta 2.250 km de costa no Nordeste brasileiro, do Maranhão a Salvador. Até agora, 132 praias em 61 municípios e 14 unidades de conservação já foram atingidas. Segundo o chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais da Marinha, Alexandre Rabello de Faria, este é o maior desastre desse tipo já ocorrido no Brasil, tanto em extensão de dano quanto em duração.

Na quarta-feira, a Associação dos Servidores do Ministério do Meio Ambiente publicou uma carta, na qual afirma que a tragédia no Nordeste é sintomática do que virou o MMA: “Um órgão sem gestão e planejamento estratégico (…), totalmente centralizado (…) onde os servidores são silenciados e o conhecimento técnico não é levado em conta”.

Os primeiros relatos de praias nordestinas contaminadas por petróleo ocorreram no final de agosto na Paraíba e foram tratados como um incidente local. Nas últimas semanas, porém, o óleo se espalhou pelos nove Estados da costa nordestina, afetando algumas das principais destinações turísticas do país, como Jericoacoara (CE), Praia dos Carneiros (PE), Maragogi (AL) e Praia do Forte (BA). Na quarta-feira, após 24 horas sem registro de novo óleo, uma mancha de grandes proporções foi avistada em Japaratinga, uma praia paradisíaca da Costa dos Corais, em Alagoas, próxima a um santuário de peixe-boi marinho, espécie ameaçada de extinção.

Ninguém sabe a origem do vazamento, embora estudos de modelagem feitos pela Universidade de São Paulo apontem para um navio a cerca de 400 km da costa, que teria ou afundado, ou sofrido um acidente, ou despejado intencionalmente uma carga de óleo bruto no mar. O comportamento da mancha, que se espalhou tanto para norte quanto para sul, sugere que o derrame tenha ocorrido na região onde a corrente Sul-Equatorial se bifurca.

Ontem, no Senado, o almirante Rabello de Faria, comparou o derrame a uma “bala perdida” que se espalhou por toda a costa nordestina. “Agora estamos procurando a arma”. Mais de mil navios são investigados. A Marinha trata o incidente como crime, já que, em caso de acidente ou naufrágio, a obrigação do dono do navio é reportar às autoridades internacionais. É possível que o navio acidentado estivesse transportando petróleo comercializado ilegalmente.

Segundo a carta dos ambientalistas, o Estado brasileiro “pecou em não reconhecer de imediato a dimensão do problema” e “na falta de transparência pública e celeridade em tomar as devidas medidas emergenciais de contenção”.

“Passaram-se 39 dias entre o primeiro relato e a primeira agenda do ministro do Meio Ambiente relacionada com o petróleo”, disse o oceanógrafo Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico da USP. Ele também critica o sigilo nas investigações. “Não consigo entender por que está sob sigilo uma investigação que é de interesse do Brasil, de algo que aconteceu fora das nossa zona econômica exclusiva”, afirmou.

O Ministério do Meio Ambiente foi procurado pelo OC para comentar a carta. Como é praxe desde janeiro, não respondeu.

Fonte: Observatório do Clima.
Foto de capa: Voluntários limpam Praia dos Carneiros, em Tamandaré (PE). Autoria: PCR/APACC.

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

No dia 09 de outubro de 2019 foi lançada a cartilha ecológica de colorir “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela Natureza”, uma iniciativa da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde (EMEF Ribeirão Matilde). O lançamento aconteceu durante o I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC), ocorrido no salão da igreja católica no centro da cidade.

A cartilha foi confeccionada pelos alunos durante as aulas de língua portuguesa que, ao usarem o gênero textual da poesia (quadrinha), relatam a história da EMEF Ribeirão Matilde e do Bosque de Heidelberg plantado em 1999 nos fundos da escola numa parceria com a Apremavi. Nas aulas de língua inglesa os alunos fizeram a tradução dessas poesias para o inglês e nas aulas de arte soltaram a imaginação e criaram desenhos para ilustrar os versos escritos. A capa da publicação é ilustrada com o desenho vencedor de um concurso de desenhos sobre o bosque.

A cartilha tem como principal objetivo destacar a importância desse bosque para toda a comunidade escolar e também comemorar os 20 anos de implantação do Bosque de Heidelberg na escola em parceria com a Apremavi e a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde.

O festival esteve ainda repleto de atividades para as crianças, com oficinas de dobradura, contação de histórias, pintura facial, robótica, jogos e um show de mágica, além de uma feira de livros.

Esta é a segunda cartilha neste formato organizada pela escola. Em 2015 a escola lançou a cartilha “Memórias do Nosso Ribeirão” que conta a história do Ribeirão das Pedras e a importância de se restaurar a mata ciliar.

A edição e impressão da cartilha contou com o apoio da Apremavi e sua versão digital pode ser acessada aqui.

Cartilha “O Bosque da Escola” é lançada durante I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC). Fotos: Arquivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde.

Autoras: Miriam Prochnow e Rosane Jochen Herbst.

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro aconteceu em Curitiba (PR) o XXV Congresso Mundial da IUFRO. Com o tema “Pesquisa e Cooperação Florestal para o Desenvolvimento Sustentável“, o evento, sediado pela primeira vez na América Latina, foi uma ótima oportunidade para trocar experiências e conhecimentos sobre as mais recentes descobertas e tendências da pesquisa com florestas e silvicultura.

A Apremavi esteve no evento e acompanhou de perto as discussões e alguns eventos paralelos. Além disso teve a oportunidade de apresentar o resumo de dois projetos que desenvolve em parceria com a Klabin, o Programa Matas Legais e o Programa Matas Sociais. Maurício Reis, Coordenador Regional do Programa Matas Legais no Paraná, descreve o IUFRO como o maior congresso de pesquisa florestal do mundo: “foi uma excelente oportunidade para troca de experiências, divulgação das ações dos projetos que estamos desenvolvendo e adquirir dicas sobre como tornar nossas atividades mais eficientes“.

Durante o congresso, o Diálogo Florestal Brasileiro e o Diálogo Florestal Internacional (The Forest Dialogue – TFD) promoveram um evento paralelo, dia 30 de setembro, com espaço para divulgar e debater as atividades da iniciativa conhecida como Diálogo do Uso do Solo – Land Use Dialogue (LUD). Além disso, na ocasião também foi lançado o volume nove da publicação Cadernos do Diálogo.

A apresentação de resumos sobre os Programas Matas Legais e Matas Sociais durante o Congresso Mundial da IUFRO foram feitas pela equipe da Apremavi e da Klabin.

Lançamento do novo Cadernos do Diálogo

No dia 30 de setembro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 9 do Cadernos do Diálogo “O Diálogo do Uso do Solo: planejando paisagens sustentáveis”. A publicação traz uma apresentação conceitual e histórica sobre paisagens e como a humanidade tem se relacionado com o tema, passando por exemplos de projetos concretos que podem motivar ações em outras regiões. Apresenta também um roteiro sobre os elementos essenciais para conduzir iniciativas de diálogo do uso do solo.

Um dos capítulos da publicação é dedicado inteiramente a explicar o projeto Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, que surgiu a partir de uma parceria entre o Diálogo Florestal, o TFD, a Apremavi e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como piloto para esse projeto, em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O evento de lançamento do Caderno, organizado pela parceria entre o Diálogo Florestal e o TFD, aconteceu paralelamente ao Congresso Mundial da IUFRO e contou com a participação de representantes dos Fóruns Florestais do Diálogo, além de estudantes, empresários, sociedade civil e demais participantes do congresso.

Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal, abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes. Na sequência, Gary Dunning, do TFD, apresentou o modelo do LUD e contou sobre a experiência de aplicação da iniciativa ao redor do mundo. Desde que foi lançado, o LUD já produziu uma série de resultados importantes tendo sido replicado na região do Alto Vale do Itajaí (SC), na Amazônia Brasileira, em GanaUgandaRepública Democrática do Congo e na Tanzânia. “O LUD é uma ferramenta de liderança local com um enorme potencial de apoiar a resolução de conflitos nos territórios e de assegurar a sustentabilidade nas regiões aonde é implantado“, comentou Fernanda.

Com o intuito de divulgar e debater as atividades relacionadas ao LUD, Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, apresentou as principais lições aprendidas no Alto Vale do Itajaí (SC), e Ivone Namikawa, consultora de Sustentabilidade Florestal na Klabin, contou um pouco sobre as perspectivas da realização do LUD na Amazônia e no Brasil. Para completar a programação, Márcio Braga, secretário executivo do Fórum Florestal Extremo Sul da Bahia, trouxe para o debate o tema das Plantações Florestais na Paisagem, e Sérgio Adeodato, jornalista da Página 22, expôs o conceito de Paisagem, ainda em evolução.

Miriam, que também é co-organizadora da publicação, comenta que ajudar a organizar o caderno e apresentar a experiência do AVI no evento paralelo do Congresso da IUFRO foi muito gratificante. “Estou muito feliz em estar nesse evento de lançamento do caderno sobre LUD, porque ele apresenta de fato uma metodologia de pensar e implementar paisagens sustentáveis e isso é fundamental para nosso futuro“, completa Miriam.

 

Diálogo Florestal lança publicação sobre Diálogo do Uso do Solo durante Congresso da IUFRO.

Autora: Carolina Schäffer.

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Mais de 4 milhões de pessoas invadiram as ruas na última sexta-feira, dia 20 de setembro de 2019, para participar de atos em prol do meio ambiente. A Greve Global Pelo Clima (#GlovalClimateStrike), inciativa do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), foi liderada por jovens e estudantes, mas contou com a adesão de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores e até empresas.

Ao redor do globo, um total de 170 países organizaram mais de 6.631 protestos exigindo ações para impedir o avanço do aquecimento global. A mobilização partiu do pressuposto que estamos vivendo numa era de emergências climática e política e que, para que seja possível garantir um futuro para humanidade, é necessário que todos comecem a apoiar, defender e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso que estamos vivendo nos dias atuais.

Carolina Schäffer, colaboradora da Apremavi, esteve em Nova York e acompanhou de perto a mobilização que contou com a participação da jovem ativista sueca, Greta Thunberg, fundadora do movimento Fridays for Future. “A luta pela causa climática e ambiental não é de hoje, meus pais já batalham a favor dessa causa há mais de 35 anos. Por crescer num ambiente aonde ativismo é palavra de ordem, e por ter acompanhado de perto muitas lutas ambientais do Brasil, é indescritível a sensação que toma conta de mim ao ver que nós jovens conseguimos mobilizar tantas pessoas para irem as ruas e dar voz ao meio ambiente e toda a sua biodiversidade. Mais emocionante ainda é poder participar da maior mobilização da história da humanidade e poder dizer que ela foi em favor da causa ambiental. Sei que estamos longe de dizer que a luta chegou ao fim, mas definitivamente o dia 20 de setembro de 2019 marca um vitória nessa batalha que garantir um futuro para chamar de nosso“, disserta Carolina que também concedeu uma entrevista ao Estadão durante a mobilização.

Liderados por Greta Thunberg, jovem ativista climática, #greveglobalpeloclima reuniu cerca de 250 mil pessoas em Nova York (EUA) no último dia 20 de setembro de 2019. Fotos: Carolina Schäffer.

Atalanta na #GreveGlobalPeloClima

No Brasil jovens de várias cidades organizaram manifestos e invadiram as ruas.

Em Atalanta quem esteve a frente da programação foi o grupo Plantando o Futuro, que na sexta-feira (20/09), mesmo debaixo de muita chuva, reuniu os jovens na frente da Prefeitura Municipal de Atalanta (SC) com seus cartazes que traziam mensagens e pedidos de atenção para com a causa ambiental e climática. Os jovens aproveitaram a ocasião para entregar uma carta com demandas do movimento para o prefeito do município.

Nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar os jovens de Atalanta no último dia 20 de setembro, que levaram os seus cartazes para a Prefeitura de Atalanta em ato pela #greveglobalpeloclima. Fotos: Arquivo Plantando o Futuro.

Semana do Clima

A #greveglobalpeloclima abriu a Semana do Clima de Nova York (NYC Climate Summit), tradicionalmente organizada para coincidir com a Assembleia Geral da ONU, que ocorreu no dia 23 de setembro (terça-feira). Um dia antes da Assembleia, a Cúpula do Clima, mediada pelo o secretário-geral António Guterres, realizou uma reunião para que os países pudessem anunciar suas intenções de aumentar as metas de redução de gases de efeito estufa no Acordo de Paris.

No discurso de abertura do encontro, Guterres disse que “estamos perdendo a corrida da emergência climática, mas ainda podemos vencê-la“. Diante da urgência citada por Guterres, a ONU negou tempo de fala para países que estão trabalhando com novas fontes de combustíveis fósseis ou que não estão cumprindo seus compromissos a respeito da emissão de carbono. Brasil e Estados Unidos não discursaram, por exemplo. Por outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou a liberação de cerca de US$ 500 milhões em ajuda financeira para proteção de florestas tropicais, inclusive a Amazônia.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro não tenha participado do evento, por ter perdido seu direito de fala ao não cumprir com os compromissos climáticos assumidos anteriormente pelo Brasil, a brasileira Paloma Costa Oliveira, de 27 anos, esteve ao lado de António Guterres na abertura do evento e enfatizou que o que “precisamos agora é que os gestores públicos nacionais e locais transformem as soluções que já existem em políticas públicas“.

Além dela, outra jovem que marcou presença na abertura da Cúpula de Clima foi a ativista sueca Greta Thunberg, fundadora do movimento #fridaysforfuture. Com uma fala emocionante e enfática, ela responsabilizou a corrida incansável do eterno crescimento econômico pela emergência climática que estamos enfrentando e disse que não compreende como os adultos insistem em roubar o futuro das crianças mesmo sabendo que nos últimos 30 anos a ciência tem sido clara e direta sobre as ameaças da crise climática para a humanidade. Assista o discurso na íntegra.

Discurso da ativista sueca Greta Thunberg na abertura da Cúpula de Clima da ONU no último dia 22 de setembro, em Nova York (EUA). Vídeo: Mídia Ninja.

Amazonia além da Crise

Iniciativa da Rainforest Alliance, o evento “Amazonia Beyond the Crisis” (Amazonia além da Crise), que aconteceu em Nova York (EUA) no dia 21 de setembro de 2019 e antecedeu à Semana do Clima da ONU, reuniu cientistas, empresários, sociedade civil e representantes do setor público para discutir os cenários de crise na Amazônia como uma forma de prevenir novos desastres de direitos humanos, ambientais e econômicos e uma tentativa de transmitir ao mundo uma mensagem para que não se esqueçam da floresta amazônica quando as queimadas terminarem.

Carolina Schaffer, colaboradora da Apremavi, que acompanhou o evento como parte da delegação do Youth Climate Leaders, menciona que “apesar dos setores terem diferentes opiniões, há uma expectativa comum de que os investimentos de médio e longo prazo sejam imperativos e que são necessários compromissos reais do setor público e privado para interromper o desmatamento e promover uma economia florestal sustentável e diversificada“.

Evento “Amazonia Beyond the Crisis” discutiu urgência de grandes mudanças para evitar desmatamentos e incêndios na Amazônia, bem como para proteger e promover os direitos humanos da população local. Foto: Carolina Schäffer.

Autora: Carolina Schäffer.

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Durante o período de agosto de 2018 a julho de 2019, o pesquisador Robson Carlos Avi do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI), realizou expedições em 30 municípios localizados no Alto Vale do Itajaí (SC), região de abrangência do projeto Restaura Alto Vale.

O objetivo do trabalho foi realizar o levantamento florístico e fitossociológico das matas ciliares da região. Esta base de dados fornecerá informações básicas que poderão contribuir com a implantação de programas de proteção, enriquecimento e recuperação de matas ciliares, especialmente da região.

O resultado do estudo foi surpreendente, em 60 pontos amostrados, de áreas em estágio médio ou avançado de regeneração, foram catalogados 7.269 indivíduos, pertencendo a 426 espécies e 60 famílias botânicas.

Esse resultado mostra a grande diversidade de espécies presentes na região, visto que o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, identificou 823 espécies para o estado.

O estudo realizado é uma das atividades previstas no projeto Restaura Alto Vale, e em breve o estudo será publicado pelo pesquisador por meio de artigos científicos e outros meios de comunicação.

De acordo com Robson “A pesquisa desenvolvida confirma o quanto a região do Alto Vale é rica em biodiversidade e solidifica ainda mais a importância de pesquisas e ações de conservação da sua flora. O conhecimento sobre a comunidade vegetal que ocorre nas áreas ciliares, facilitará programas de restauração e enriquecimento, reduzindo tempo e custos, pois embasados em uma metodologia científica confiável temos conhecimento de espécies mais adaptadas e mais abundantes na vegetação ciliar da região”.

 

Em destaque, área amostrada em Atalanta (SC). Demais imagens são de pontos amostrados para o levantamento florístico e fitossociológico elaborado no âmbito do Projeto Restaura Alto Vale, da Apremavi. Fotos: Robson Carlos Avi.

Autora: Edilaine Dick.

Plantando o Futuro tem mês cheio de ações ambientais

Plantando o Futuro tem mês cheio de ações ambientais

Plantando o Futuro tem mês cheio de ações ambientais

Mais de 300 pessoas foram engajadas nas ações do grupo Plantando o Futuro durante o mês de agosto de 2019. Desenvolvidas com o apoio da comunidade escolar da Escola de Educação Básica Dr. Frederico Rolla, de Atalanta (SC), da Apremavi e de integrantes do grupo as atividades englobaram ações de educação e conscientização ambiental, restauração de áreas degradadas, mobilizações no âmbito do movimento #fridaysforfuture e reuniões de planejamento estratégico do grupo.

No dia 6 de agosto, alunos do Projeto Sementinha, iniciativa do Plantando o Futuro voltada para crianças, se reuniram para uma sessão de cinema com o filme “Wall-E”, que conta a história de um dos últimos robôs que existiam na Terra, abandonado pelos humanos após se tornar um planeta inabitável. A partir do enredo do filme e dos questionamentos que foram criados com o longa-metragem, serão desenvolvidas atividades que englobam as disciplinas e conteúdos programáticos do ano letivo, como leitura de gráficos nas aulas de matemática, e, decomposição dos materiais orgânicos nas aulas de ciências.

Já na segunda semana do mês, as crianças participaram da Semana do Caminhar 2019, uma iniciativa que visa unir organizações de todo o Brasil para celebrar o caminhar e trazer à tona questões relacionadas aos caminhantes nas cidades.

Influenciados pelo tema da Semana do Caminhar que é “Aprender caminhando: potencial educativo do caminhar – ruas e cidades como espaço de aprendizado“, a Coordenadoria Executiva do Plantando o Futuro organizou caminhadas pelo centro de Atalanta (SC) com os alunos que participam do Projeto Sementinha, para a observação das paisagens e seus personagens. Na oportunidade, os participantes realizaram ainda a coleta de materiais que foram descartados de maneira incorreta ao longo das vias do município, e aprenderam como podemos tornar o local onde vivemos ou estamos a ser mais belo.

As ações do Plantando o Futuro visam sobretudo o protagonismo dos jovens diante dos temas de relevante interesse da sociedade, como meio ambiente e sustentabilidade. Fotos: Arquivo Plantando o Futuro.

#TodosPelaAmazônia e Canção Unity

Outra importante atividade foi a mobilização em prol da Amazônia que ocorreu dia 23 de agosto em decorrência do número alarmante de queimadas que vem devastando o bioma este ano. Conscientes da crise que a maior floresta tropical do mundo está enfrentando e da relevante importância para o bem-estar climático de toda a humanidade, o Plantando o Futuro organizou em Atalanta uma atividade de reflexão com os alunos e professores para que estes pudessem expressar suas opiniões em relação ao tema. Ao final da discussão o grupo gravou uma mensagem de apoio à Floresta Amazônica, sua biodiversidade e às populações tradicionais que nela habitam.

Lara Tayana Nazário, estudante e fundadora do Plantando o Futuro, menciona que o grupo é sinônimo de orgulho. “Eu me emocionei muito durante a manifestação em prol da Amazônia que aconteceu na nossa escola e em todo o país, principalmente por entender a importância da mobilização em prol da maior floresta tropical do mundo que hoje, em função da ganância, gula e cegueira coletiva, está virando pasto para boi. Juntar o meu grito à tantas outras vozes é gratificante, assim como também é ver a sementinha que eu ajudei a plantar, chamada Plantando o Futuro, hoje produzindo lindos frutos e conquistando seu espaço perante a comunidade.

Outra atividade no âmbito mundial foi a gravação de imagens para o projeto “Unity – Fridays for Future”. Unity é uma canção criada pela equipe do Fridays For Future (Sextas pelo Futuro) de Viena que fez um chamado para que todos os jovens do movimento gravassem imagens de seus protestos e cantassem a canção, que tem como refrão “change ir always possible, cause we are unstoppable – mudar sempre é possível, porque nada pode nos deter”.

A música servirá como hino para o movimento #fridaysforfuture e será enredo de um curta-metragem que mostrará a força dos jovens e de seu chamado durante as mobilizações em busca de justiça climática e preservação ambiental. O filme deve ser estreado durante a segunda Mobilização Global pelo Clima.

Na oportunidade o Plantando o Futuro aproveitou os diversos materiais criados e compartilhados com os colegas europeus, e lançou o próprio vídeo embalado com a música Unity.

Enquanto a Amazônia ardia em chamas, o Brasil e o mundo se mobilizaram numa grande campanha de ativismo no dia 23 de agosto e o Grupo Plantando o Futuro também mandou o seu recado. Fotos: Wigold B. Schäffer.

Plantio de mudas

No dia 04 de setembro de 2019 a Apremavi iniciou a implantação do Bosque Ellepot, na localidade de Santo Antônio, em Atalanta (SC). O plantio de 4.000 mudas de árvores nativas tem como objetivo celebrar a parceria com a empresa Ellepot, responsável pela tecnologia de mesmo nome, inaugurada pela Apremavi junto com as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestasem abril desde ano.

O plantio foi realizado com a participação de integrantes do Grupo Plantando o Futuro e da equipe e diretoria da Apremavi.

O plantio de mudas no bosque do Ellepot foi uma ótima oportunidade para o Plantando o Futuro por a mão na massa. Fotos: Arquivo Apremavi.

Mobilização Geral pelo Clima

A Mobilização Global pelo Clima que acontecerá no próximo dia 20 de setembro marca o início da Semana Global pelo Futuro, ou Global #WeekForFuture. Prevista para acontecer entre os dias 20 e 27 de setembro de 2019, a semana é uma iniciativa do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro) que está convocando pessoas do mundo inteiro para, ao lado dos jovens, irem às ruas e apoiar, defender, exigir e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso climático e político que estamos vivendo nos dias atuais sobretudo quando se trata da emergência climática que já afeta a humanidade.

No Brasil jovens de várias cidades estão organizando manifestos, e em Atalanta quem está a frente da programação são os integrantes do grupo Plantando o Futuro. A programação organizada está recheada de atividades, dentre elas oficinas de confecção de brinquedos, mobilização em frente a prefeitura do município e o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica em parceria com a Apremavi.

O ativismo é importante como um todo, mas entre os jovens ele é ainda mais significativo, haja vista que eles é que construirão o futuro do nosso país. Os jovens ativistas buscam dar voz às causas e pessoas que parecem invisíveis dentro da sociedade. Esse trabalho voluntário é magnífico, pois envolve doação e dedicação que geram não só avanços pessoais aos alunos, como também avanços sociais em assuntos importantes. Como educadora, é motivo de grande orgulho saber que alguns de meus alunos são engajados em causas de tamanha relevância social. E o reflexo deste engajamento é visível dentro da sala de aula: alunos mais críticos, questionadores, participativos e interessados em aprender, que contagiam o restante da turma a seguir o mesmo caminho.” Ana Paula Quiquio Wernke, professora de Língua Portuguesa e Literatura da E.E.B. Dr. Frederico Rolla.

A Mobilização Global pelo Clima é uma iniciativa do movimento Fridays for Future (sextas pelo futuro), uma tentativa de chamar a atenção do mundo para a emergência climática. Dia 20 de setembro é a #GreveGlobal. Tem certeza que você vai ficar de fora dessa? Ilustração: @jhoncortesdg.

Autores:  Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto.

Mobilização Global pelo Clima é um chamado para toda a sociedade

Mobilização Global pelo Clima é um chamado para toda a sociedade

Mobilização Global pelo Clima é um chamado para toda a sociedade

O próximo dia 20 de setembro marca o início da Semana Global pelo Futuro e vai entrar para a história!

O movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro) está convocando pessoas do mundo inteiro para, ao lado dos jovens, acompanharem a Mobilização Global pelo Clima. A mobilização parte do pressuposto que estamos vivendo numa era de emergências climática e política e que, para que seja possível garantir um futuro para humanidade, é necessário que todos comecem a apoiar, defender e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso que estamos vivendo nos dias atuais.

A Semana Global pelo Futuro, ou Global #WeekForFuture, prevista para acontecer entre os dias 20 e 27 de setembro de 2019, é uma iniciativa do #fridaysforfuture; um chamado dos jovens para que milhões de pessoas saiam de seus trabalhos e lares para irem às ruas em mobilizações numa semana de ações que vão exigir sobretudo justiça climática para todos.

No Brasil jovens de várias cidades estão organizando manifestos, e em Atalanta quem está a frente da programação são os integrantes do grupo Plantando o Futuro, que na sexta-feira (20/09) se encontrarão em frente à Prefeitura de Atalanta e levantarão seus cartazes com mensagens e pedidos de atenção com a causa ambiental e climática. Na ocasião os jovens pretendem entregar uma carta com demandas do movimento para o Prefeito do município.

A Greve Global pelo Clima, que acontecerá no dia 20 de setembro de 2019, é um chamado dos jovens para que o mundo inteiro se mobilize, passe a agir e ajude a enfrentar a crise climática. Foto: @fridaysforfuture.sc.

Programação dos jovens de Atalanta

A programação organizada pelos jovens do grupo Plantando o Futuro para a Mobilização Global pelo Clima (#GreveGlobalPeloClima), está recheada de atividades, dentre elas oficinas de confecção de brinquedos, mobilização em frente a prefeitura do município e o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

Parceira do grupo, a Apremavi apoiará os plantios de mudas previstos para os dias 21 de setembro (dia da árvore) e 23 de setembro. Além disso, uma das colaboradoras da Apremavi estará em Nova York acompanhando a greve global ao lado da Greta Thunberg, jovem ativista que iniciou o movimento Fridays for Future.

#ChegaDeClimão, é hora de agir para que o mundo tenha um futuro para chamar de seu.

 

20/09 | SEXTA-FEIRA
Abertura da Mobilização Global pelo Clima
Local: em frente à Prefeitura de Atalanta (em caso de chuva será na E.E.B. Dr. Frederico Rolla)
Horário: 9h
Público: evento aberto ao público.

21/09 | SÁBADO – Dia da Árvore
Plantio no Bosque Ellepot
Local: Estrada Geral Santo Antônio, Km 7 (última propriedade)
Horário: 8h30
Público: evento aberto ao público.

23/09 | SEGUNDA-FEIRA
Plantio no Bosque de Heidelberg
Local: E.M.E.F. Ribeirão Matilde
Horário: 8h
Público: comunidade escolar da E.M.E.F. Ribeirão Matilde, membros do Plantando o Futuro e Apremavi.

24/09 | TERÇA-FEIRA
Oficina de placas para os jardins da escola
Local: E.E.B. Dr. Frederico Rolla
Horário: 7h30 e 13h30
Público: alunos do 6° e 7° ano da E.E.B. Dr. Frederico Rolla.

25/09 | QUARTA-FEIRA
Evento GTEA – Agricultura Orgânica e Possibilidades
Local: Auditório da E.E.B. Dr. Frederico Rolla
Horário: 10h e 14h
Público: alunos do 8° e 9° ano da E.E.B. Dr. Frederico Rolla, mas também é aberta ao público.
Obs: esta ação é em parceria com a Apremavi e associada ao GTEA.

26/09 | QUINTA-FEIRA
Oficina de brinquedos com materiais reciclados
Local: E.E.B. Dr. Frederico Rolla
Horário: 8h e 13h30
Público: alunos do 1° a 5° ano da E.E.B. Dr. Frederico Rolla.

27/09 | SEXTA-FEIRA
Oficina de confecção de puffs de pneu
Local: E.E.B. Dr. Frederico Rolla
Horário: 7h45
Público: alunos do Ensino Médio da E.E.B. Dr. Frederico Rolla.

A Semana Global pelo Futuro é uma iniciativa do Movimento Fridays for Future, uma tentativa de chamar a atenção do mundo para a emergência climática. Dia 20 de setembro é a #GreveGlobal, vai ficar de fora dessa? Ilustração: @jhoncortesdg.

Autora: Carolina Schäffer.

Nota sobre incêndios no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é entregue ao governo do Estado

Nota sobre incêndios no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é entregue ao governo do Estado

Nota sobre incêndios no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é entregue ao governo do Estado

A Rede de Ongs da Mata Atlântica (RMA), em conjunto com o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CNRBMA), encaminhou hoje, dia 17 de setembro de 2019, ao Governador de Santa Catarina uma nota alertando-o da precária situação do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

O PE da Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, e foi, mais uma vez, alvo de incêndios criminosos que atingiram mais de 800 hectares do parque, provocando enorme prejuízo a biodiversidade.

Na nota RMA e CNRBMA cobram das autoridades maior empenho para que tenhamos uma adequada gestão desta UC que resguarda importante e significativo remanescente de Mata Atlântica.

Veja a íntegra da nota.

Imagens do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (SC) após incêndio do dia 11/09/2019. Foto: Arquivo RMA.

Autor: João de Deus Medeiros.

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