Capacitação conecta teoria e prática da Regeneração Natural Assistida na Mata Atlântica
Nos dias 22 e 23 de setembro, a Apremavi participou de uma capacitação em Regeneração Natural Assistida (RNA), realizada em Campo Largo (PR).
Promovida pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), a formação reuniu 33 pessoas de 15 instituições para aprofundar conhecimentos e compartilhar experiências sobre a aplicação dessa abordagem na região Sul.
Os participantes foram recebidos pela Unidade Regional Mater Natura na Sociedade Chauá. Ao longo dos dois dias, palestras, discussões e atividades práticas aproximaram os conceitos da realidade das áreas em restauração. A programação envolveu técnicos e profissionais das Unidades Regionais do Pacto e de instituições como o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN).
A regeneração natural assistida busca favorecer a recuperação da vegetação por meio de intervenções que reduzam os obstáculos ao estabelecimento e ao desenvolvimento das plantas nativas. Para definir essas ações, é fundamental compreender o histórico de uso do solo, identificar a regeneração já existente e avaliar as condições de cada área e de seu entorno.
Esse diagnóstico foi um dos principais temas da capacitação. As atividades abordaram a identificação de regenerantes, a presença de remanescentes florestais que podem contribuir para a dispersão de sementes e o uso de áreas de referência para orientar a restauração. Também foram discutidos o controle de espécies exóticas invasoras, a cobertura do solo e os efeitos de distúrbios recorrentes, como o fogo e a presença de bovinos.
O enriquecimento e o monitoramento das áreas em regeneração integraram a programação, reforçando a importância de acompanhar a recuperação da vegetação e avaliar a necessidade de novas intervenções. As discussões incluíram ainda os desafios da conservação e da restauração diante das mudanças climáticas.
Para Flávia Higino, técnica ambiental da Apremavi que participou da capacitação, a formação ampliou a compreensão sobre como e quando utilizar a regeneração natural assistida. “Os conteúdos abordados contribuíram para relacionar o conhecimento teórico com a realidade das áreas em processo de restauração”, destaca. Segundo ela, uma das principais reflexões foi reconhecer que nem toda área precisa ser totalmente plantada, pois é possível favorecer a regeneração que já está acontecendo naturalmente.
Os conhecimentos adquiridos vão contribuir para a aplicação dessa abordagem nas áreas acompanhadas pela Apremavi. Ao conectar diagnóstico, manejo e monitoramento, a capacitação reforçou a importância de adequar as ações de restauração às características e ao potencial de recuperação de cada local.

Atividades teóricas e práticas da capacitação em Regeneração Natural Assistida, realizada nos dias 22 e 23 de setembro na Sociedade Chauá, em Campo Largo (PR). Fotos: Flávia Higino
Autora: Flávia Higino dos Santos
Revisão: Thamara Santos de Almeida
Foto de capa: Flávia Higino dos Santos