Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Ao final de três dias de trabalho, os participantes do “II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”, concluíram o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para os 28 municípios do Alto Vale do Itajaí e dos municípios de Alfredo Wagner e Itaiópolis, que concentram inúmeras nascentes do rio Itajaí, e Leoberto Leal e Apiúna que integram as regiões administrativas do Alto Vale.

Momento de trabalho em grupo. Foto: Wigold Schaffer.

Foram intensas discussões de alto nível, entre 90 pessoas (algumas em tempo parcial) de praticamente todos os municípios da região, representando agricultores, empresas, academia, poder público e ONGS, além de representantes de diversas organizações de outros estados brasileiros e representantes internacionais de Portugal e Moçambique. O resultado desse esforço é o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias para Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaícom áreas e ações prioritárias nos seguintes temas:

1 – As áreas onde já existe ou tem potencial para o desenvolvimento do turismo rural ou turismo ecológico.

2 – As áreas onde já existem ou tem potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável tais como: produção agroecológica, sistemas agroflorestais, cordões vegetais/quebraventos, plantio/exploração de erva-mate, apicultura, etc.

3 – As áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais tais como: belezas cênicas naturais, remanescentes florestais bem conservados, locais de abrigo de fauna e flora ameaçada, endêmica ou rara, nascentes de água e mananciais hídricos, etc.

4 – As áreas prioritárias para restauração tais como: APPs, Reserva Legal e áreas para criar corredores de fauna e flora.

5 – As áreas onde existem agressões ambientais que precisam ser sanadas tais como: poluição, desmatamento, extração ilegal de madeira nativa, caça, etc.

6 – As áreas com potencial de enriquecimento ecológico da vegetação existente com espécies nativas (frutíferas, palmito, erva-mate, etc.)

7 – As áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos e manejo integrado da paisagem.

Versão preliminar do Mapa de Áreas Prioritárias para a Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Foto: Miriam Prochnow.

Realizado no Parque Universitário Unidavi em Rio do Sul, nos dias 21, 22 e 23 de março de 2017, o seminário foi uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com o Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e teve apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Grupo de Trabalho regional deve agora ser ampliado com a participação da empresa Pamplona Alimentos SA, da Cooperativa de Crédito Cresol e outras instituições.

Em breve o GT divulgará detalhes do mapa e os próximos passos que devem ser dados.

Autor: Wigold Schäffer

II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica acontecerá de 21 a 23 de março, em Rio do Sul (SC)

II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica acontecerá de 21 a 23 de março, em Rio do Sul (SC)

II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica acontecerá de 21 a 23 de março, em Rio do Sul (SC)

O Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí é uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com a Fundação Universitária para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e tem apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Diálogo do Uso do Solo pretende reunir conhecimento existente sobre a região, nos diversos setores que atuam na paisagem, e a partir disso oportunizar processos de envolvimento da sociedade e seus diversos segmentos e organizações para definir cenários e ações que permitam uma melhor governança, em busca do desenvolvimento sustentável.

O trabalho começou em abril de 2016, num seminário realizado em Atalanta (SC), com a participação de ONGs, agricultores, empresas privadas e públicas, governos locais, cooperativas e associações de produtores e universidades de diferentes países e de vários estados brasileiros e da região do Alto Vale.

Como resultado desse seminário foi criado um Grupo de Trabalho para dar seguimento às discussões na região. O grupo ajudou a produzir e divulgar o vídeo Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, e, ao longo do ano de 2016, realizou diversas reuniões e decidiu fazer um segundo seminário, desta vez para discutir cenários para 2030/2050.

Todos buscamos o desenvolvimento. Mas o desenvolvimento para ser duradouro tem que ser também sustentável nos aspectos ambiental, social e econômico.

Segundo a ONU, tem que ser um processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Por isso é tão importante dialogarmos sobre uso do solo e paisagens sustentáveis, para as presentes e futuras gerações.

O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como área piloto para esse trabalho em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O que se espera do II Seminário no Alto Vale do Itajaí

1. Reunir e tornar analisáveis de forma integrada o maior volume possível de informações disponíveis sobre a região;

2. Reunir especialistas e conhecedores da região para definirem, de forma consensual, as áreas consideradas prioritárias para a conservação, recuperação e uso sustentável da paisagem regional visando alcançar o desenvolvimento sustentável;

3. Estabelecer ações prioritárias para cada área identificada, para os cenários de curto, médio e longo prazos, considerando a pressão antrópica atual e futura e a atuação e desenvolvimento dos principais setores da economia regional (agropecuária, silvicultura, construção civil, indústria e comércio, serviços, turismo).

4 – Elencar ações de caráter geral para os setores público e privado e para a comunidade sobre como melhorar a ocupação e uso do solo nas áreas urbana e rural, visando a prevenção e mitigação dos riscos e efeitos de eventos climáticos extremos, a proteção do solo, a melhoria dos processos produtivos, a proteção e recuperação das florestas e da biodiversidade, a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e a proteção dos recursos hídricos.

Confira a programação

Dia 21.03.2017

13:30 horas

Abertura e contextualização 

Pelo Grupo de Trabalho: Apremavi, Amavi, Epagri, Unidavi, Uniasselvi/Famesul, Cravil, Afubra

Apresentação do vídeo Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”

14:15 horas

Experiência brasileira: Como envolver a comunidade na construção de Corredores Ecológicos e proteção dos recursos naturais: O trabalho do Centro Ecológico Ipê no entorno do Parque Estadual Morro do Diabo – SP – Laury Cullen Jr. Ph.D. – Coordenador de Projetos e Pesquisas

15:00 horas

Experiências Internacionais:

Os trabalhos da Fundação Micaia de Moçambique – Hercília Chipanga

A experiência do WWF internacional com a iniciativa New Generation Plantations – Luis Neves Silva

15:45 horas – café

16:00 horas

Apresentação do resultado do diagnóstico “Qual a sua opinião sobre Cenários para 2030/2050 no Alto Vale do Itajaí?”. Pesquisa realizada junto a pessoas conhecedoras da realidade do Alto Vale do Itajaí.

Unidavi, Apremavi, Epagri, Amavi

17:00 horas debate

Dia 22.03.2017

08:30 horas

Apresentação detalhada da Metodologia para mapeamento das áreas, definição de ações prioritárias e discussão dos cenários futuros. A metodologia vai ser participativa e interativa entre todos os participantes do seminário. Para isso serão constituídos Grupos de Trabalho por região administrativa. Os trabalhos de cada região serão apresentados ao plenário para discussão, validação e incorporação aos trabalhos dos demais grupos.

Marcos Reis Rosa – ARCPLAN-SP

Miriam Prochnow – Diálogo Florestal e Apremavi

09:15 horas – Café

09:30 horas

Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

Os grupos trabalharão na identificação em mapas de áreas críticas/prioritárias por tema (aspectos ambientais e socioeconômicos) com elaboração de mapas temáticos e preenchimento de formulários com características e ações propostas para cada área.

11:30 horas

Apresentações dos resultados dos grupos e debate

12:15 horas – Almoço – no local do evento

13:30 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

15:30 horas – Café

15:45 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

17:00 horas

Apresentações dos resultados dos grupos e debate

Dia 23.03.2017

08:30 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa

Integração de dados ambientais e socioeconômicos (elaboração de mapas regionais)

09:45 horas – Café

10:00 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa

Integração de dados ambientais e socioeconômicos (elaboração de mapas regionais)

12:15 horas – Almoço – no local do evento

13:30 horas

Apresentação dos resultados dos Grupos de Trabalho e debate

15:30 horas – Café

15:45 horas

Plenária final e validação dos resultados.

Debate sobre governança e próximos passos.

Autor: Miriam Prochnow

Apremavi promoveu capacitação em geoprocessamento

Apremavi promoveu capacitação em geoprocessamento

Apremavi promoveu capacitação em geoprocessamento

No período de 23 a 27 de janeiro de 2017, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) promoveu uma semana de capacitação em geoprocessamento e uso sistemas de gerenciamento de projetos ambientais com uso de geotecnologias para integrantes da equipe técnica, na sede da instituição, em Atalanta (SC). Participaram técnicos da Apremavi que trabalham em Atalanta e Chapecó-SC e Imbau e Curiuva-PR.

O objetivo foi a qualificação em ferramentas de geoprocessamento para o uso nos projetos de planejamento de propriedade e paisagens, como o Matas Legais, Matas Sociais e Diálogo do Uso do Solo. O curso abordou o uso de imagens de satélite, drones e plataformas para armazenamento e gerenciamento de projetos e foi ministrado por Fernando Partenost, da Arcplan, de São Paulo, e pelos espanhóis Manuel Sanabria Soto e Borja Terán Pickering, da Green UAV, com sede em Londres, no Reino Unido.

A Arcplan está desenvolvendo um Portal Ambiental, plataforma de gerenciamento de projetos que a Apremavi vai utilizar para gerenciar todos os seus projetos.

Fernando ensinando os técnicos a usarem a plataforma. Foto: Wigold Schaffer

De acordo com Partenost, este Portal foi feito para que as propriedades se adequem a lei do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a partir dele está sendo desenvolvido um módulo de gerenciamento de projetos técnicos, que é o que vai ajudar a Apremavi no planejamento e desenvolvimento dos trabalhos de restauração e conservação dentro das propriedades. Com esta ferramenta “ganha-se em agilidade e escala, pois você consegue ampliar o trabalho para um maior número de pessoas e gerar relatórios de forma automatizada”, frisa.

Manuel Sanabria Soto estagiou na Apremavi em 2009 e 2012 para desenvolver seu trabalho de graduação aplicado a dinâmica de usos do solo e estado de conservação da Mata Atlântica. Seu retorno à Apremavi é marcado pela sua motivação em apoiar voluntariamente a instituição nos trabalhos de geoprocessamento, agora, com a bagagem do mestrado na área e de sua experiência de trabalho.

Ele comentou que em sua primeira vinda à Apremavi ficou impressionado com qualidade do trabalho que a instituição desenvolvia com as ferramentas e os recursos disponíveis. “Eu me dei conta, depois, estudando na universidade e um pouco mais tarde trabalhando em uma empresa geoespacial no Reino Unido que muitas das ferramentas que nós estamos usando lá em nossos projetos podem ser utilizadas aqui na Apremavi para aumentar a qualidade e eficiência dos projetos que a Apremavi está desenvolvendo”, cita.

Manuel Sanabria Soto e Borja Koste em atividade prática com o Drone. Foto: Wigold Schaffer

Segundo Sanabria Soto, uma combinação de tecnologias para capturar dados em campo, como aplicativos para o telefone, drones e imagens de satélite podem otimizar o trabalho de campo, utilizando os drones para cobrir áreas maiores e com dificuldade de acesso. “Eu sinto que trabalhar com vocês no passado e poder voltar para ajudar com uma informação que eu tenho e a possibilidade de ensinar a utilizar algumas destas metodologias foi um sonho, estou muito feliz”, ressalta.

Ao final do curso os espanhóis doaram um Drone para a Apremavi. Além do trabalho de mapeamento e planejamento ambiental o Drone serve para capturar fotos e imagens de vídeo e já rendeu imagens belíssimas. Confira na reportagem produzida pela RBA TV, de Rio do Sul.

Wigold Schaffer, fundador e conselheiro da Apremavi, destacou que a semana de capacitações foi fundamental, tanto com a vinda dos espanhóis como pela vinda do Fernando, da Arcplan, que está efetivamente desenvolvendo a plataforma que a Apremavi vai usar.

Segundo Schaffer as ferramentas trabalhadas no curso têm dois objetivos extremamente importantes para a Apremavi. O primeiro deles é melhorar a capacidade da Apremavi de fazer planejamento de uso do solo, planejamento de propriedades e paisagens sustentáveis. “Você poder enxergar o micro na propriedade e o integrado na microbacia, no município, na região, e essas ferramentas permitem isso. Esse é um objetivo final extremamente importante”, frisa. O outro é a partir do uso dessas ferramentas começar a qualificar o trabalho e dar mais escala ao trabalho. “Poder fazer mais com mais qualidade e de uma forma mais rápida”, destacou Schaffer.

Segundo Edegold Schaffer, presidente da Apremavi, a presença simultânea da Arcplan e dos técnicos espanhóis da Green UAV foi extremamente importante para o futuro dos projetos, pois mostrou que existe a possibilidade de integração dos trabalhos e assim melhorar ainda mais as ferramentas que estão sendo desenvolvidas para a Apremavi.

Manuel e Borja presenteando a equipe da Apremavi. Foto: Gabriela Schaffer

Autor: Marcos Alexandre Danieli

Jogo Gigante na Escola Agrotécnica

Jogo Gigante na Escola Agrotécnica

Jogo Gigante na Escola Agrotécnica

No dia 03 de outubro de 2008, 50 alunos do primeiro ano da turma de Agropecuária, da Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul, puderam, através do divertido jogo gigante “Fique Legal”, aprender os conceitos básicos do planejamento ambiental de propriedades. A atividade foi organizada por Eliane Dalmora, professora da escola, e aplicado por Edinho Schäffer, da equipe da Apremavi.

O programa “Planejando Propriedades e Paisagens” da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) vem sendo discutido e estudado por inúmeros professores e alunos em Santa Catarina. A Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul, vem estudando o planejamento da propriedade rural com seus alunos das turmas de agroecologia e agropecuária.

Como a grande maioria dos alunos da escola são filhos de produtores rurais, o objetivo de se estudar o planejamento da propriedade, é para que eles possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos, planejando a propriedade da família quando retornarem às suas residências.

Além das discussões e das oportunidades de capacitação, que incluem cursos e dias de campo nas propriedades “modelo”, a Apremavi desenvolveu vários materiais de educação ambiental voltados à “propriedade legal”, aquela que cumpre a legislação ambiental e também é um local que garante a qualidade de vida e renda. Um desses materiais é o jogo gigante “Fique Legal”, um tabuleiro com uma trilha onde os participantes andam sobre uma lona seguindo os números jogados num dado. É uma maneira divertida de aprender. A partir do jogo os alunos puderam perceber a importância do planejamento da propriedade rural.

Para Eliane Dalmora a educação ambiental contribui de forma fundamental para instituir novas bases para os sistemas agrícolas: “as atividades de educação ambiental rompem com o normativo e desencadeiam nas pessoas novas experiências que sejam realmente significativas. Através de uma oportunidade lúdica como o jogo realiza-se a comunicação sobre os comportamentos desejados e de valorização do capital natural”, ressalta a professora.

Autores: Edinho Pedro Schäffer e Geraldine Maiochi.

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