Projeto Matas Sociais conquista Prêmio Expressão de Ecologia

Projeto Matas Sociais conquista Prêmio Expressão de Ecologia

Projeto Matas Sociais conquista Prêmio Expressão de Ecologia

O Projeto Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis, uma iniciativa da Klabin, em parceria com a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), The Nature Conservancy (TNC) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae), com apoio das prefeituras de Imbaú, Ortigueira e Telêmaco Borba, no Paraná, conquistou o 25º Prêmio Expressão de Ecologia, a maior premiação ambiental do Sul do Brasil.

 

O Prêmio Expressão de Ecologia é um dos maiores prêmios do Sul do Brasil. Foto: Arquivo Apremavi.

Iniciado em maio de 2015, o projeto desenvolve ações que auxiliam o produtor rural na adequação ambiental, legal e paisagística da propriedade, no planejamento e diversificação da produção, fortalecendo iniciativas de associação e cooperativismo, e facilitando o acesso às novas oportunidades de mercado e de desenvolvimento regional. É realizado nos municípios de Imbaú, Ortigueira, Telêmaco Borba e Reserva, no Paraná.

Entre as ações, destaque à realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para 690 propriedades do município de Imbaú e 1.888 de Ortigueira e para o atendimento de 337 propriedades rurais que estão em processo de adequação ambiental. Para isso, foram produzidas e doadas mais de 136 mil mudas de diferentes espécies nativas da Mata Atlântica.

Mais de 100 hectares de áreas de preservação permanente e reserva legal estão em processo de conservação e/ou recuperação. Também houve a implantação de sistemas agroflorestais em 15 hectares e a proteção de 17 nascentes a partir da implantação da metodologia Caxambu, incluindo nesse processo mais de 252 visitas de monitoria.

O trabalho de planejamento de propriedades vai ganhando força e escala e é fortalecido com a análise da paisagem. Destaque à realização da oficina técnica participativa sobre Diálogo do Uso do Solo, que permitiu a identificação de 15 áreas rurais prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, 11 para restauração, 16 com potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável e 8 áreas urbanas e comunitárias que merecem especial atenção.

O projeto também promove ações voltadas à Educação Ambiental com a comunidade escolar, por meio de palestras, doação e plantios de mudas nativas, visitas técnicas e oficinas teórico-práticas. Essas atividades abordam os temas trabalhados no projeto para promover a integração entre as escolas e a realidade do campo e já envolveram mais de 450 estudantes e funcionários das escolas.

A assistência técnica e extensão rural é feita em mais de 164 propriedades rurais, buscando o fortalecimento econômico e social. Soma-se a esse trabalho o desenvolvimento de mais de 50 ações de capacitação em questões ambientais, sociais e econômicas; o apoio à conversão para a agricultura orgânica em 20 propriedades rurais e a formação de um grupo de agricultores orgânicos qualificado como Organização de Controle Social (OCS).

Todo esse esforço possibilitou o reconhecimento do Projeto Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis com o Selo SESI Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em 2017, premiação destinada a instituições que possuem práticas voltadas à promoção dos ODS, agenda global da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento sustentável do planeta em suas três dimensões: econômica, social e ambiental.

O programa Matas Sociais é a concretização do que prevê nossa Política de Sustentabilidade: apoiar o desenvolvimento das comunidades onde temos operações”, afirma Uilson Paiva, gerente de Relações com a Comunidade da Klabin.

Rosana de Oliveira Silva, gestora de projetos do SEBRAE/PR, ressalta que a iniciativa contribui para que a Agricultura Familiar da região se organize cada vez mais, melhore sua capacidade produtiva, desenvolva suas ações comerciais e com isso, alcancem melhor qualidade de vida. “Os efeitos do projeto são evidentes na vida de cada um dos produtores envolvidos. Fazer parte das instituições parceiras dessa ação é motivo de honra para nós”, comenta Rosana.

Os resultados mostram o trabalho e esforço conjunto que vem sendo desenvolvido em campo pela equipe do projeto, parceiros e apoiadores, com destaque aos agricultores da região, num grande time que abraça a ideia, “põem a mão na massa” e acredita que é possível planejar propriedades e construir cenários para implementar paisagens produtivas sustentáveis que permitam organização social, aumento de produtividade e conservação da biodiversidade”, destaca Marcos Alexandre Danieli, coordenador de projetos na Apremavi.

O Prêmio Expressão de Ecologia

É a maior premiação ambiental do Sul e de maior longevidade no país, com a participação de 2.643 cases inscritos das principais empresas, ONGs, prefeituras e entidades da região durante esses 25 anos.

O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão, um ano após a Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro – Eco 92. A ideia do prêmio era divulgar as ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil e incentivar que outras seguissem o mesmo caminho.

Os projetos vencedores desta edição e também das edições anteriores do Prêmio serão publicados no Livro Trajetória Ambiental do Sul. Esta publicação especial da Editora Expressão circula em julho e será lançada no evento de premiação.

O evento de premiação (Fórum de Gestão Sustentável) será realizado no dia 20 de julho de 2018, na sede da FIESC, em Florianópolis (SC).

Conheça aqui os projetos vencedores  da 25ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia.

Autor: Marcos Alexandre Danieli.

Uma primavera de Prêmios

Uma primavera de Prêmios

Uma primavera de Prêmios

Prêmio Gigantes da Ecologia

No último dia 21 de setembro, em Blumenau (SC), a Apremavi foi agraciada com o Prêmio Gigantes da Ecologia. Idealizado pelo Instituto Gigantes da Ecologia (IGE), o Prêmio faz  parte de um programa de educação ambiental que envolve a publicação de um livro chamado “12 Feridas Ambientais do Planeta” com conteúdo didático, relato de casos práticos relevantes na área ambiental e principais problemas ambientais que afetam o mundo.

Além da Apremavi, Lauro Eduardo Bacca, ambientalista histórico de Santa Catarina e integrante do Conselho Consultivo da Apremavi, também recebeu o Prêmio.

Defensores do meio ambiente estiveram presentes e estrelaram a festa sendo homenageados. A cerimônia contou com apresentações de Vanessa Jackson, Fat Family e Banda Nega Fulô. Na ocasião, também, ocorreu a abertura do 3º Fórum Nacional de Jornalistas da Mídia Eletrônica, Meio Ambiente e Turismo, organizado pela MBA – Mídia Brasil Associados, em parceria com o IGE.

Miriam Prochnow e Wigold Schäffer seguram a placa do Prêmio Gigantes da Ecologia. Foto: Acervo Apremavi.

Prêmio Responsabilidade Socioambiental

Além do Prêmio Gigantes da Ecologia, no dia 22 de setembro, a Apremavi também recebeu uma homenagem da revista EKOS Socioambiental, com o Prêmio de Responsabilidade Socioambiental. O Prêmio de Responsabilidade Socioambiental é um reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelas entidades à coletividade.

Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, conta que está muito feliz pois para ela é “muito bom fazer parte de um grupo que apoia a agricultura sustentável orgânica, uma prática que deve ser cada vez mais incentivada e difundida”.

Outras seis entidades também foram homenageadas: Cáritas Diocesana, Cemear, Cooperfavi, Cresol Sicoper, Pró Mover e Fórum de Entidades do Alto Vale do Itajaí.

Lançamento da Revista Ekos Socioambiental

Após a entrega do Prêmio, o jornalista Luiz Carlos Dacol anunciou o lançamento oficial da Revista EKOS Socioambiental.

Essa primeira edição do anuário, editado pelo jornalista Aurio Gislon, focou nas iniciativas de Economia Solidária, destacando o associativismo, o cooperativismo, o ecoturismo e os grupos de agricultores agroecológicos. Traz reportagem sobre as feiras agroecológicas em Rio do Sul.

Também faz um resumo das mobilizações promovidas pelo Fórum de Entidades do Campo e da Cidade do Alto Vale do Itajaí, e aborda as mudanças climáticas, sentidas na Região com vendavais e enchentes.

Representantes das entidades que receberam o Prêmio de Responsabilidade Socioambiental. Foto: João Pedro de Oliveira Gislon.

Autora: Carolina Schäffer

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