Matas Legais recupera nascentes e leva alunos para visitar áreas restauradas

Matas Legais recupera nascentes e leva alunos para visitar áreas restauradas

Matas Legais recupera nascentes e leva alunos para visitar áreas restauradas

No dia 27 de setembro o Programa Matas Legais recebeu a visita de alunos, professores e do diretor do Colégio Pedro Marcondes Ribas, situado no Distrito Barro Preto, município Ventania (PR). Os 21 estudantes do Ensino Médio realizaram, juntamente com os professores, o diretor e a equipe do projeto, um plantio de mudas de árvores nativas.

O Programa Matas Legais é uma parceria da Apremavi e com a empresa Klabin e tem o objetivo de desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

O plantio das mudas nativas ocorreu na propriedade de Nelson Manys, localizada no município Ventania (PR). A propriedade faz parte do Grupo de Produtores do Médio Rio Tibagi (GPMT 3) de Certificação Florestal – FSC, e possui diversas nascentes, que com a ajuda do Programa Matas Legais, estão sendo restauradas. O objetivo da realização de plantios com estudantes é demonstrar na prática como se implanta um projeto de restauração florestal – desde a abertura dos berços (buracos), o coroamento em volta dos berços, o processo de nutrição (adubação), o plantio das mudas e explicações sobre as futuras manutenções de limpeza.

Curiosidade

Nelson Manys, além de gostar de preservar e recuperar as nascentes da sua propriedade, também é conhecido por ser uma atração cultural no seu bairro: desde 2014, na véspera do Natal, ele se transforma no Papai Noel do Barro Preto. Vestido a caráter e com seu trenó sobre rodas ele percorre o bairro distribuindo presentes e balas para a criançada. “Iniciei esse trabalho há quatro anos a pedido da diretora de uma creche aqui do bairro e, desde então, não consigo mais parar. Fico impressionado com a alegria das crianças ao me ver”, comenta Nelson.

Na véspera de Natal, Nelson Manys, um amante da natureza, se transforma no Papai-noel do Barro Velho. Foto: Arquivo Apremavi.

Visita às propriedades

A segunda etapa da visita aconteceu no dia 19 de outubro, quando a equipe do Programa Matas Legais levou a turma de alunos e professores para conhecer duas propriedades do município de Curiúva (PR) que estão em processo de restauração a mais tempo.

Restauradas há cerca de 5 anos, as propriedade de João Bento Alves e de Andréia de Fátima Oliveira ajudaram a demonstrar o processo de crescimento das mudas, algumas inclusive já estavam começando a frutificar. Além disso, os estudantes puderam perceber a relação das diversas espécies dentro do ecossistema e os desafios da restauração de áreas degradadas, principalmente nos três primeiro anos.

É muito importante poder mostrar para os alunos o trabalho que foi feito aqui na propriedade e, orgulhosamente, o resultado e as vantagens que vem junto com esse trabalho. Temos que cuidar da natureza como se fosse uma criança, ela precisa de zelo, carinho e muita conversa, mas compensa, o resultado é indescritível”, comentou Valdir, irmão da proprietária Andréia.

Autor: Maurício Reis.
Revisão: Carolina Schäffer.

Bosques de Heidelberg chega ao Planalto Norte Catarinense

Bosques de Heidelberg chega ao Planalto Norte Catarinense

Bosques de Heidelberg chega ao Planalto Norte Catarinense

Nos dias 24 e 25 de setembro a Apremavi implantou os primeiros “Bosques de Heidelberg” no município de Canoinhas, localizado na região do Planalto Norte de Santa Catarina.

O Projeto Bosques de Heidelberg é fruto da parceria entre a Apremavi e a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde. O BUND é uma organização sediada em Heidelberg, no sul da Alemanha, que trabalha desde 1976 pela proteção e conservação ambiental desenvolvendo projetos com foco especial na educação e conscientização de jovens e adultos.

A implantação dos Bosques foi feita através do plantio de mudas de árvores nativas. Um dos Bosques foi plantado em uma área no Quartel da Policia Militar Ambiental, e o outro Bosque foi plantado na propriedade do Selmo Steilein. Ao todo foram plantadas 1.100 mudas de árvores nativas.

Coordenado por Edegold Schaffer e Maíra Ratuchinski, funcionários da Apremavi, os plantios contaram com a participação do prefeito municipal de Canoinhas, do secretário de obras do município, de professores do Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, de professores da rede pública municipal, de estudantes e ambientalistas mirins, da equipe da Polícia Ambiental, de alguns servidores municipais, e, com a família do Selmo Steilein, proprietário do terreno aonde o plantio foi feito.

O Major Froehner, comandante da 3ª Companhia da Policia Militar Ambiental (PMA), e o Sargento Leonardo Joriel de Quadros, agradeceram imensamente a implantação dos Bosques de Heidelberg em Canoinhas e informaram que esses plantios vão ajudar a potencializar os projetos de educação ambiental já desenvolvidos pela PMA, como o Programa Unidos pelo Meio Ambiente (PUMA) e o Programa Protetor Ambiental Mirim.

Após o plantio dos Bosques, Edegold e Maíra visitaram seis famílias de agricultores, dos municípios de Canoinhas e Bela Vista do Toldo, que aderiram ao Projeto Restaura Alto Vale e irão realizar, com o apoio do projeto, a restauração das Áreas de Preservação Permanente (APPs) de suas propriedades.

Para Edilaine Dick, coordenadora do projeto Restaura Alto Vale, a restauração de APPs nessas propriedades em Bela Vista do Toldo é de extrema importância. “As áreas a serem restauradas são vizinhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo, de propriedade da Apremavi, e sua restauração possibilita a ampliação do fragmento florestal ali encontrado“, complementou Edilaine.

Autores: Edegold Schaffer, Maíra Ratuchinski e Edilaine Dick.
Revisão: Carolina Schäffer.
Fotos: Edegold Schaffer e Maíra Ratuchinski.

Apremavi realiza Encontro com ONGs do Paraná e de Santa Catarina

Apremavi realiza Encontro com ONGs do Paraná e de Santa Catarina

Apremavi realiza Encontro com ONGs do Paraná e de Santa Catarina

A Apremavi foi sede do 1º Encontro de ONGs do Paraná e Santa Catarina com projetos apoiados pelo edital BNDES Restauração Ecológica – Foco 01/2015. O encontro foi realizado nos dias 13 e 14 de setembro de 2018, contou com a participação das ONGs Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais, Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e Apremavi.

O encontro teve como objetivo criar um espaço para troca de experiências entre os projetos apoiados pelo BNDES no sul do Brasil, sobre metodologias utilizadas, êxitos edificuldades. E, promover uma conversa mais ampla sobre restauração, cenários futuros, ganho de escala na restauração, replicação de iniciativas de êxito, conectividade e estratégias de ganho de escala de conservação no território, entre outros.

Durante o encontro participantes visitaram propriedades do Projeto Restaura Alto Vale. Foto: Maira Ratuchinski.

Além de muito diálogo, o encontro proporcionou aos participantes, visita de campo as propriedades dos senhores Nilton Hubler e Valmor Gonçalves localizada em Agrolândia e do senhor Sergio Buzana localizada em Trombudo Central. Ambas são beneficiarias do projeto Restaura Alto Vale.

O encontro com as ONGs e o Seminário foram acompanhados por Marcos Ferran, gestor do projeto e representante do BNDES, que destacou o encontro como uma troca de experiências enriquecedora sobre aspectos e questões associadas a projetos dessa natureza. Foram discutidas soluções para problemas em comum e sinergias que podem ser trabalhadas.

Autora: Edilaine Dick.

Seminário Regional – Restaura Alto Vale é realizado pela Apremavi

Seminário Regional – Restaura Alto Vale é realizado pela Apremavi

Seminário Regional – Restaura Alto Vale é realizado pela Apremavi

Cento e cinquenta pessoas, entre técnicos, estudantes, professores, agricultores, e demais interessados no tema da Restauração, participaram do Seminário Regional – Restaura Alto Vale realizado pela Apremavi no dia 13 de setembro de 2018, em Rio do Sul (SC).

Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, abriu o seminário explicando o que é e quais são os abjetivos do projeto Restaura Alto Vale, além de falar da importância do projeto para a região do Alto Vale do Itajaí.

Em seguida o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Biológicas da ESALQ/USP, falou sobre a “Importância da restauração florestal nas propriedades rurais da Mata Atlântica”, apresentou exemplos práticos, resultados de plantios de restauro e ressaltou o papel e responsabilidades do proprietário rural com a restauração de áreas degradadas.

Leandro da Rosa Casanova, assessor florestal da Apremavi, concluiu o seminário falando sobre a “Legislação ambiental aplicada a pequena propriedade rural” e destacou a importância do projeto Restaura Alto Vale como apoiador no cumprimento da legislação ambiental.

Ricardo Rodrigues, professor da ESALQ/USP, falou sobre a importância da restauração florestal nas propriedades rurais. Foto: Marcos A. Danieli.

Para Marcos Ferran, gestor do projeto e representante do BNDES, a programação promovida pela Apremavi foi excelente, “no Seminário as apresentações tiveram caráter bastante esclarecedor e foram acompanhadas por rodadas de perguntas e respostas que complementaram positivamente o tema“.

O seminário foi muito bem organizado e agregou conhecimentos valiosos à nós, técnicos da SPVS. Toda a equipe da APREMAVI está de parabéns pelo sucesso do encontro e principalmente pelo Projeto Restaura Alto Vale“, ressaltou Maria Vitória Yamada Müller, coordenadora do projeto Conexão Araucária, executado pela SPVS.

Projeto Restaura Alto Vale

Tem como principal objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica, contribuindo com a adequação de propriedades rurais e a conservação de mananciais hídricos e da biodiversidade no Alto Vale do Itajaí, SC. São parceiros do projeto a AMAVI, a UNIDAVI, a EPAGRI, a Prefeitura Municipal de Atalanta e o ICMBio, assim como vários outros atores locais.

Com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, o Restaura Alto Vale é uma ótima oportunidade para o agricultor familiar recuperar as áreas de preservação permanente de sua propriedade e adequar-se à legislação ambiental.

Agricultores interessados em participar do projeto podem entrar em contato da seguinte forma:

  • Comunicando interesse a um técnico da Epagri; ou,
  • Diretamente com a Apremavi pelos telefones (47) 3521-0326 e 3535-0119 ou pelo e-mail: [email protected].

Autora: Edilaine Dick.

Projeto Matas Sociais recebe Troféu Onda Verde

Projeto Matas Sociais recebe Troféu Onda Verde

Projeto Matas Sociais recebe Troféu Onda Verde

O Projeto Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis é um dos vencedores do 25º Prêmio Expressão de Ecologia e foi premiado nesta sexta-feira, dia 31 de agosto, com o Troféu Onda Verde.

A cerimônia de premiação aconteceu durante o Fórum de Gestão Sustentável de 2018 na sede da Fiesc, em Florianópolis (SC). Durante o evento a Editora Expressão também lançou o livro “Trajetória Ambiental do Sul” que conta a história dos 25 anos do Prêmio Expressão de Ecologia e faz uma retrospectiva com todos os ganhadores do prêmio ao longo desse um quarto de século.

Este ano 126 projetos se inscreveram no edital e junto com a Apremavi outras 28 instituições/entidades foram premiadas. Acesse aqui o case do Projeto Matas Sociais e confira abaixo uma galeria com imagens da cerimônia de premiação.

O Projeto Matas Sociais

O Projeto Matas Sociais é uma iniciativa da Klabin, em parceria com a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), a The Nature Conservancy (TNC) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O Programa é realizado nos municípios de Imbaú, Ortigueira, Telêmaco Borba e Reserva, no Paraná. Tem como objetivo o fortalecimento ambiental, social e econômico de pequenas e médias propriedades rurais.

As ações auxiliam o produtor rural na recuperação de áreas degradadas, na adequação ambiental, legal e paisagística da propriedade e no planejamento e diversificação da produção, fortalecendo iniciativas de associação e cooperativismo e facilitando o acesso às novas oportunidades de mercado e de desenvolvimento regional.

A equipe do Programa Matas Sociais acredita que é possível planejar propriedades e construir cenários para implementar paisagens produtivas sustentáveis que permitam organização social, aumento de produtividade e conservação da biodiversidade.

Atividades de Educação Ambiental estão no escopo do Projeto Matas Sociais. Foto: Arquivo Apremavi.

O Prêmio Expressão de Ecologia

É a maior premiação ambiental do Sul e de maior longevidade no país, com a participação de 2.643 cases inscritos das principais empresas, ONGs, prefeituras e entidades da região durante esses 25 anos.

O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão, um ano após a Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro – Eco 92. A ideia do prêmio era divulgar as ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil e incentivar que outras seguissem o mesmo caminho.

Os projetos vencedores desta edição e também das edições anteriores do Prêmio serão publicados no Livro Trajetória Ambiental do Sul. Esta publicação especial da Editora Expressão circula em julho e será lançada no evento de premiação.

Conheça aqui os projetos vencedores  da 25ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia.

A Apremavi já foi premiada outras 8 vezes (1998, 2002, 2007, 2008, 2013, 2016 e em 2 vezes em 2017) e é hoje uma das entidades mais premiados do Estado.

Autores: Carolina Schäffer e Marcos Alexandre Danieli.

Apremavi promove Seminário sobre Restauração Florestal

Apremavi promove Seminário sobre Restauração Florestal

Apremavi promove Seminário sobre Restauração Florestal

No dia 13 de setembro de 2018 a Apremavi realizará, no Campus da Unidavi em Rio do Sul (SC), o Seminário Regional – Restaura Alto Vale.

O seminário tem o objetivo de divulgar o projeto Restaura Alto Vale para diferentes públicos da região do Alto Vale do Itajaí e sensibilizá-los sobre a importância da conservação e restauração da Mata Atlântica em pequenas propriedades rurais.

São convidados a participar do seminário prefeitos municipais, secretários de agricultura e meio ambiente, técnicos e extencionistas rurais, lideranças locais, agricultores, estudantes e público em geral.

A Restauração Florestal é uma aliada dos agricultores no cumprimento do Código Florestal. Foto: Arquivo Apremavi.

Programação

13:30 Recepção e inscrições.

13:45 Boas vindas e abertura do seminário com parceiros do projeto.

14:00 Apresentação do projeto Restaura Alto Vale com Edilaine Dick – coordenadora do projeto / Apremavi.

14:30 Importância da restauração florestal nas propriedades rurais da Mata Atlântica com Ricardo Ribeiro Rodrigues – professor do Departamento de Ciências Biológicas da ESALQ/USP.

15:45 Intervalo e café.

16:00 Legislação ambiental aplicada à pequena propriedade rural com Leandro da Rosa Casanova – assessor florestal / Apremavi.

17:15 Encerramento.

Não há custo com a inscrição para participação no seminário.

Mais informações e/ou inscrições devem ser realizadas até o dia 06/09/2018, com Edilaine através do e-mail [email protected] ou com Taís através dos telefones (47) 98855-7323 ou 3535-0119.

Nos ajude a divulgar o evento! Compartilhe o convite nas suas redes sociais. Foto: Arquivo Apremavi.

Inscrição

As inscrições estão encerradas.

Sobre os palestrantes

Ricardo Ribeiro Rodrigues possui Graduação em Ciências Biológicas, é mestre e doutor em Biologia Vegetal. É professor titular do Departamento de Ciências Biológicas da ESALQ/Universidade de São Paulo. Atua na área de Ecologia e Restauração Florestal e é coordenador do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/LCB/ESALQ/USP). No LERF coordena o Programa de Adequação Ambiental e Agrícola de Propriedades Rurais. É coordenador do projeto Restauração Ecológica de Florestas Ciliares, de Florestas Nativas de Produção Econômica e de Fragmentos Florestais Degradados (em APP e RL), com Base na Ecologia de Restauração de Ecossistemas de Referência.

Leandro da Rosa Casanova é formado em Engenharia Florestal e é especialista em Gestão de Recursos Hídricos em Áreas Urbanas. Possui mais de 20 anos de experiência na coordenação e execução de projetos ambientais com o envolvimento do agricultor familiar na conservação e restauração florestal. É assessor florestal da Apremavi. Possui ampla experiência em cursos de capacitação e realização de palestras na área ambiental e florestal.

Autora: Edilaine Dick.

Projeto Restaura Alto Vale no Planalto Norte

Projeto Restaura Alto Vale no Planalto Norte

Projeto Restaura Alto Vale no Planalto Norte

Nove municípios de Santa Catarina, pertencentes à região denominada como Planalto Norte, serão beneficiadas pelo projeto Restaura Alto Vale. No mês de junho de 2018, a equipe da Apremavi, participou de eventos e realizou reuniões para divulgar o projeto e falar sobre conservação e restauração florestal.

No dia 06 de junho, a Apremavi participou da I Jornada Agroecológica do Planalto Norte Catarinense, que ocorreu no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Câmpus Canoinhas. O objetivo do evento foi reunir agricultores, estudantes, pesquisadores, entidades públicas e privadas para refletir sobre o fortalecimento da produção sustentável da agricultura familiar.

No período da tarde, Leandro Casanova da Apremavi ministrou uma palestra abordando sobre a Floresta e a exploração de recursos não madeiráveis, e explicou também sobre o projeto Restaura Alto Vale.

Visita de campo do Projeto Restaura Alto Vale. Foto: Arquivo Apremavi.

No dia seguinte, Leandroe a Técnica Maíra, visitaram a propriedade do senhor Claudio Dranka Pasienski, localizada na comunidade de Arroios, município de Canoinhas (SC), onde realizaram uma primeira conversa, mencionando e esclarecendo dúvidas sobre o projeto, e realizando o planejamento das atividades a serem realizadas nesta propriedade.

Visita na propriedade de Claudio Dranka. Foto: Arquivo Apremavi.

Já no dia 15 de junho, uma equipe do Planalto Norte, formada pelo professor Lauro William Petrentchuk, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC Campus Canoinhas) e os Policias Militares Ambientais da 3º Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar Ambiental de Canoinhas, Sargento Leonardo Joriel de Quadros e do Cabo Luís Mateus Moreschi, visitaram a sede da Apremavi em Atalanta (SC).

O objetivo da visita foi buscar uma maior aproximação entre as instituições e discutir parcerias para a região do Planalto Norte, entrando o projeto Restaura Alto Vale na pauta da reunião, bem como um planejamento futuro para realização de seminário, cursos e exposição sobre a Mata Atlântica naquela região.

Visita da equipe do Planalto Norte em Atalanta. Foto: Arquivo Apremavi.

Autoras: Maira Ratuchinski e Edilaine Dick.

Apremavi participa da 29ª edição do Programa Caiubi

Apremavi participa da 29ª edição do Programa Caiubi

Apremavi participa da 29ª edição do Programa Caiubi

Nos dias 07 e 08 de maio a Apremavi participou da 29ª edição do Programa Caiubi de Educação Ambiental. O programa é promovido pela Klabin em parceria com as Secretarias de Educação dos municípios de Lages, Correia Pinto e Campo Belo do Sul.

O objetivo do evento foi promover, de forma dinâmica, a conscientização dos professores sobre a importância da preservação do meio ambiente, tornando-os multiplicadores sobre o tema no ambiente escolar e, consequentemente, instigar aos alunos a serem jovens cada vez mais críticos, atuantes e conscientes de seu papel na comunidade. O evento contou com a presença de mais de 40 professores da rede municipal de Lages, Correia Pinto e Campo Belo do Sul.

Os educadores puderam usufruir de uma programação bastante diversa. No primeiro dia de curso os temas da pauta foram relacionados às áreas florestais da Klabin, além disso foram realizadas dinâmicas para desmistificação de conceitos e saberes populares acerca de serpentes sob coordenação do médico veterinário Max Raffi da empresa Sumatra. O evento proporcionou também uma conversa bem interessante com o representante da Polícia Militar Ambiental do município de Frei Rogério, que compartilhou suas principais experiências no departamento, especialmente com aves apreendidas pelo tráfico de animais silvestres, prática que segundo ele, movimenta milhões de reais no Brasil.

Leandro Casanova ministra palestra sobre o Programa Matas Legais. Foto: Arquivo Apremavi.

O Coordenador de Projetos da Apremavi, Leandro Casanova, esteve no evento apresentando o Programa Matas Legais. Para ele, a edição desse ano do Caiubi foi muito exitosa “tivemos a participação de 03 municípios da região, isso retrata muito bem as potencialidades de replicação das lições aprendidas junto as escolas”, comenta.

Além da apresentação do Programa Matas Legais, a Apremavi também coordenou um momento de diversão com o Jogo da Memória – Biodiversidade da Mata Atlântica, um jogo educativo, em tamanho A4, que contém 50 pares de espécies da Mata Atlântica.

No segundo dia do Programa Caiubi, a palestra inicial foi voltada ao Sistema de Gestão Ambiental da Klabin e na sequencia os participantes puderam fazer uma visita à fábrica da empresa. Posteriormente, os educadores colocaram, literalmente, a mão na massa com a oficina sobre reciclagem de papel e a dinâmica da cadeia alimentar.

Uma marca registrada do Caiubi é a distribuição de mudas de árvores nativas da mata atlântica que sempre cai no gosto dos participantes. As espécies escolhidas foram as frutíferas: araçá-vermelho, cereja, guabiju, pitanga e uvaia.

Durante o evento foram distribuídas mudas de árvores nativas. Foto: Arquivo Apremavi.

O destaque dessa edição foi a degustação de picolés de araçá-vermelho e butiá, ambas frutas da mata atlântica, cordialmente doadas pela SuperFrut, empresa sediada em Lages-SC.

Na oportunidade, além da seção educativa com vídeos de educação ambiental, foram distribuídos kits de materiais de educação ambiental, com livros da Apremavi, que podem servir como material de apoio aos professores.

Para encerrar a tarde e fechar o evento de forma descontraída, funcionários da Klabin conduziram os participantes do evento pela Trilha Ecológica Araucária, localizada na área pertencente à Klabin na unidade de Correia Pinto. O trajeto é dentro de um remanescente conservado de Floresta Ombrófila Mista localizado nas proximidades dos rios Tributos e Canoas.

A Apremavi já é colaboradora do Caiubi desde 2005, quando Miriam Prochnow proferiu palestra em Telêmaco Borba e conheceu de perto o programa e as atividades que a Klabin desenvolve no Paraná.

Autores: Leandro Casanova e Daiana Tânia Barth.

Restaura Alto Vale em Campo

Restaura Alto Vale em Campo

Restaura Alto Vale em Campo

No dia 03 de maio foi realizada uma capacitação e reunião inicial com toda a equipe que fará parte do projeto Restaura Alto Vale e alguns parceiros, com estudo detalhado da legislação vigente como o Código Florestal (Lei nº 12.727/2012), que embasará a adequação ambiental das propriedades que serão atendidas neste projeto.

No período da tarde do mesmo dia, a equipe visitou a primeira propriedade que será atendida pelo projeto, localizada em Trombudo Central (SC). Na propriedade de Sergio e Solange Buzana será realizada a restauração de áreas de preservação permanente hídricas, ao redor de nascentes e cursos da água que fornecem água para a propriedade, tanto para a família e para o gado. Nesta propriedade em questão o projeto irá doar as mudas e fazer o acompanhamento técnico, e a família se responsabilizará pela construção da cerca e plantio das mudas.

Sergio Buzana conta que percebeu a importância da restauração da Mata Ciliar a um tempo atrás, quando restaurou uma pequena área em sua propriedade. “Notei que o rio e a nascente começaram a verter água novamente, e é essa água que abastece a nossa casa hoje ”, comenta Sergio.

Técnicos da Apremavi durante visita de campo realizada em uma das propriedades do projeto. Foto: Arquivo Apremavi.

No dia 04 de maio, a equipe de campo do projeto, realizou visitas aos escritórios locais da Epagri nos municípios de Witmarsun e Vitor Meireles (SC), onde conversaram com os técnicos Pedro Paulo Chiminello e Maíra Elena Borges da Costa a fim de planejar os próximos passos para atendimentos das famílias cadastradas nesses municípios.

A semana do dia 07 a 11 de maio está sendo dedicada as visitas de campo à propriedades de Atalanta, e, capacitação da equipe para utilização da ferramenta CARGEO que permitirá o mapeamento e monitoramento das propriedades atendidas pelo projeto.

 

Entenda o Projeto

O Projeto Restaura Alto Vale, que será executado de 2018 a 2020,  tem como objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica, contribuindo com a adequação de propriedades rurais e a conservação de mananciais hídricos e da biodiversidade no Alto Vale do Itajaí.

Tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, tendo sido aprovado no edital BNDES Restauração Ecológica – Foco 01/2015.  O edital tem como objetivo propiciar o aumento da cobertura vegetal com espécies nativas, além de fortalecer a estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de Restauração Ecológica no Brasil. O edital recebeu mais de 70 propostas, sendo aprovados doze projetos, entre eles o da Apremavi.

São parceiros do projeto a AMAVI, a UNIDAVI, a EPAGRI, a Prefeitura Municipal de Atalanta e o ICMBio, assim como vários outros atores locais.

Autoras: Karen A. Flores; Maíra Ratuchinski e Edilaine Dick.
Fotos: Edilaine Dick e Daiana Tânia Barth.

Apremavi inicia projeto Restaura Alto Vale

Apremavi inicia projeto Restaura Alto Vale

Apremavi inicia projeto Restaura Alto Vale

Restaura Alto Vale é o mais novo projeto da Apremavi. Iniciado em janeiro de 2018 tem como objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica, contribuindo com a adequação de propriedades rurais e a conservação de mananciais hídricos e da biodiversidade no Alto Vale do Itajaí.

O Restaura Alto Vale é uma ótima oportunidade para o agricultor familiar recuperar as áreas de preservação permanente de sua propriedade e adequar-se a legislação ambiental. O projeto conta com o patrocínio do BNDES e tem como parceiros a AMAVI, a UNIDAVI, a EPAGRI, a Prefeitura Municipal de Atalanta e o ICMBio, assim como vários outros atores locais.

Time de parceiros do projeto Restaura Alto Vale. Foto: Arquivo Apremavi.

As atividades práticas já começaram

Durante o mês de janeiro uma equipe de técnicos e viveristas da Apremavi, com apoio do consultor Beto Mesquita, visitou três (03) viveiros no Estado de São Paulo. As visitas serviram para buscar conhecimento e novas tecnologias que podem auxiliar na modernização do processo de produção de mudas nativas do Viveiro Jardim das Florestas.

Já no dia 1º de fevereiro, a equipe da Apremavi participou do “Seminário interno sobre Produção de Mudas e Restauração Florestal” para conversar sobre o conhecimento adquirido pela Apremavi ao longo dos seus 30 anos de experiência e aprofundar o debate a cerca das inovações que devem vir a ser adotadas nos próximos anos.

Beto Mesquita, que também acompanhou o seminário na Apremavi, comenta que para ele foi uma oportunidade única participar deste momento tão importante para a instituição. “Há 30 anos a Apremavi realiza um trabalho fantástico pela proteção e restauração da Mata Atlântica. Raras são as organizações que após três décadas de lutas e resultados se mantêm pujantes e olhando para o futuro. Pouquíssimas tem a estrutura sólida que eles têm. Estou tendo o privilégio de colaborar com este momento, ajudando a planejar as inovações que farão a diferença no Viveiro Jardim da Floresta e nos projetos de restauração que eles executam“, disse Beto.

A reunião técnica de lançamento do projeto ocorreu no dia 06 de fevereiro, no Centro Ambiental Jardim das Florestas em Atalanta (SC) e contou com a presença dos parceiros do projeto.

Para Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, todas as atividades executadas no âmbito do projeto até aqui são de muito aprendizado e integração. “Tenho certeza que os próximos passos serão decisivos para ampliar agenda da restauração no Alto Vale do Itajaí e em Santa Catarina“, comentou.

Como fazer parte do projeto?

A Apremavi já possui um cadastro inicial com uma lista de propriedades que serão as parceiras deste projeto. Entretanto poderemos ampliar nosso cadastro e, por isso, solicitamos que todos os agricultores interessados em participar do projeto entrem em contato da seguinte forma:

  • Comunicando interesse a um agente da Epagri ou da Secretaria de Agricultura do seu município; ou,
  • Diretamente com a Apremavi pelos telefones (47) 3521-0326 e 3535-0119 ou pelo e-mail: [email protected]

Entenda o projeto

O Projeto Restaura Alto Vale, que será executado de 2018 a 2020,  tem como objetivo restaurar áreas degradadas da Mata Atlântica, contribuindo com a adequação de propriedades rurais e a conservação de mananciais hídricos e da biodiversidade no Alto Vale do Itajaí.

Tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, tendo sido aprovado no edital BNDES Restauração Ecológica – Foco 01/2015.  O edital tem como objetivo propiciar o aumento da cobertura vegetal com espécies nativas, além de fortalecer a estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de Restauração Ecológica no Brasil.

O público beneficiário são agricultores familiares, que tenham propriedades com tamanho de até quatro módulos fiscais. A região prioritária será o Alto Vale do Itajaí, mas existe a possibilidade de atuação também no Médio Vale do Itajaí e Planalto Norte de Santa Catarina. Para estarem aptas a receber apoio do projeto, as propriedades deverão estar cadastradas no Cadastro Ambiental Rural, o CAR.

O Restaura Alto Vale é uma ótima oportunidade para o agricultor familiar recuperar as áreas de preservação permanente de sua propriedade e adequar-se a legislação ambiental.

Para saber sobre o projeto clique aqui.

Restauração de áreas degradadas é o objetivo principal do Restaura Alto Vale. Foto: Arquivo Apremavi.

Autoras: Carolina Schäffer e Edilaine Dick.

Diálogo do Uso do Solo é realizado em Imbaú (PR)

Diálogo do Uso do Solo é realizado em Imbaú (PR)

Diálogo do Uso do Solo é realizado em Imbaú (PR)

No dia 04 de outubro de 2017 a Apremavi realizou em Imbaú (PR) a oficina técnica sobre Diálogo do Uso do Solo. Participaram da oficina representantes de diferentes instituições com atuação no território dos municípios de Ortigueira, Imbaú, Telêmaco Borba e Reserva , entre eles agricultores, instituições de ensino e pesquisa, organizações de assistência técnica e comitê de bacia hidrográfica.

Coordenada pelos técnicos da Apremavi, Marcos Alexandre Danieli e Edilaine Dick, a oficina faz parte das atividades previstas no Projeto Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis e foi pautada nos seguintes objetivos:

  • reunir o conhecimento existente sobre os municípios de Ortigueira, Imbaú, Telêmaco Borba e Reserva quanto ao uso do solo;
  • conhecer e mapear o território de influência das instituições com atuação nesses municípios;
  • identificar áreas e ações prioritárias para restauração, conservação ambiental e desenvolvimento social e econômico da região; e,
  • aproximar e fortalecer as parcerias entre as instituições envolvidas.

O projeto é uma iniciativa da Klabin em parceria com a Apremavi, a The Nature Conservancy (TNC) e o Sebrae, e conta com o apoio das Prefeituras Municipais de Imbaú, Ortigueira e Telêmaco Borba, no Paraná.

Representantes de Telêmaco Borba apontam áreas no Grupo de Trabalho durante a Oficina. Foto: Marcos Alexandre Danieli.

Principais resultados

A partir da realização dos trabalhos em grupos, foram delimitados para cada município:

  1. áreas rurais prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais;
  2. áreas rurais prioritárias para restauração;
  3. áreas prioritárias com potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável;
  4. áreas urbanas e comunitárias que merecem especial atenção.

Agora, após a oficina, o desafio é levar o conteúdo produzido para os tomadores de decisão de cada município, e, envolver mais atores no processo para a validação das áreas elencadas como prioritárias, identificação de novas áreas e empoderamento da sociedade para que as ações sejam efetivadas.

Autora: Edilaine Dick.
Revisão: Carolina Schäffer.

Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis será tema de workshop

Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis será tema de workshop

Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis será tema de workshop

Nos dias 22 e 23 de agosto de 2017, a Apremavi, em parceria com a EcoAgriculture Partners e o Diálogo Florestal, e apoio da Fundação Mitsubishi, irá promover o Workshop Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis – rede de aprendizagem sobre paisagens, em São Paulo (SP).

O principal objetivo deste workshop é promover a troca de experiências entre os participantes e identificar métodos de trabalho em conjunto que nos permitam avançar significativamente na aprendizagem sobre paisagens para uma abordagem ampla no diálogo, planejamento e gestão integrada da paisagem na Mata Atlântica, incluindo restauração, conservação e desenvolvimento sustentável.

Para a presidente da Apremavi, Miriam Prochnow, o workshop é um momento para “discutirmos com os parceiros as possibilidades reais de trabalhos em conjunto para avançarmos na construção de uma rede de aprendizagem sobre paisagens“.

Louise Buck, Diretora da EcoAgriculture Partners, comentou que “está extremamente entusiasmada com o poder que o grupo de organizações que se reunirão no workshop tem para acelerar os efeitos positivos do diálogo, planejamento e gestão integrada da paisagem. Desta forma, ao unir esforços em redes de aprendizagem de paisagens sustentáveis, antecipamos uma nova multiplicação de sua eficácia e impacto.”

Diálogo do Uso do Solo no Alto Vale do Itajaí

A Apremavi irá aproveitar o workshop para apresentar aos participantes o trabalho que vem sendo desenvolvido no Alto Vale do Itajaí (AVI) e os principais resultados dessa iniciativa.

Para saber mais sobre esse Diálogo, assista ao vídeo abaixo que traz os resultados do projeto Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. O ponto culminante foi a elaboração do primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para o Alto Vale do Itajaí e municípios adjacentes.

Vídeo sobre o projeto Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Fonte: Apremavi.

Na semana que vem iremos compartilhar os principais resultados deste workshop. Nos acompanhe em nossas redes sociais e não perca as notícias!

Autora: Carolina Schäffer

Matas Legais oportuniza visita técnica a estudantes de economia

Matas Legais oportuniza visita técnica a estudantes de economia

Matas Legais oportuniza visita técnica a estudantes de economia

No último dia 28 de julho, cerca de 35 alunos do Curso de Especialização em Economia Ambiental: Valoração, Licenciamento, Auditoria, Educação e Perícia, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), acompanhados da Professora Dra. Irene Domenes Zapparoli, realizaram uma visita técnica no âmbito do Projeto Matas Legais.

O Projeto Matas Legais, uma parceria da Apremavi com a Klabin, tem como objetivo desenvolver ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal, que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

Estudantes do Curso de Economia Ambiental durante visita técnica. Foto: Arquivo Apremavi.

Com o objetivo de mostrar como o Projeto Matas Legais trabalha a conservação e a restauração nas áreas de implantação de silvicultura no sistema de Fomento Florestal, atrelados aos princípios da Educação Ambiental, foi realizada uma visita a uma das propriedades da empresa SLB do Brasil (Grupo de investimento Francês), localizada no município de São Jerônimo da Serra (Paraná). A empresa SLB do Brasil faz parte do Grupo de Produtores do Médio Rio Tibagi (GPMT4) de Certificação Florestal FSC e compõe o Projeto.

Faz parte da política da empresa SLB do Brasil contribuir com a conservação dos recursos naturais, e através disso apresentar para a sociedade, instituições e universidades um pouco do trabalho que desenvolvemos no dia-a-dia. Para nós é um prazer agregar conhecimento na formação dos acadêmicos e futuros profissionais” comentou Juarez Marinhesky, Engenheiro Florestal e Gerente da Empresa.

 

Matas Legais oportuniza visita técnica a estudantes de economia. Foto: Arquivo Apremavi.

Autores: Maurício Reis e Carolina Schaffer

Projeto Matas Sociais: Planejando Propriedades Sustentáveis promove visita técnica com estudantes

Projeto Matas Sociais: Planejando Propriedades Sustentáveis promove visita técnica com estudantes

Projeto Matas Sociais: Planejando Propriedades Sustentáveis promove visita técnica com estudantes

Como parte das ações voltadas à Educação Ambiental do Projeto Matas Sociais – Planejamento de Propriedades Sustentáveis, no dia 27 de abril de 2017 foi realizada uma visita técnica com estudantes do ensino fundamental (3º ao 5º ano) da Escola Municipal Otávio Mendes Batista, do município de Imbaú, à duas propriedades rurais atendidas pelo Projeto Matas Sociais, na Comunidade Jacutinga, deste município.

A atividade promoveu a aproximação entre escola e propriedades rurais com o objetivo de sensibilizar os estudantes sobre os temas trabalhados na oficina, relacionados à agricultura familiar, alimentação saudável e conservação e recuperação ambiental. A oficina foi ministrada pela Apremavi, com apoio da Klabin, Prefeitura de Imbaú, escola envolvida e agricultores visitados e envolveu cerca de 80 participantes.

Na propriedade da Dona Dalva Aparecida dos Santos da Silva e Sr. Carlos Aparecido da Silva, que fazem parte do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), os estudantes conheceram de onde vem e como é produzida a merenda escolar ao visitar a horta da propriedade e ajudar no plantio de mudas de alface.

Plantio de alface. Foto: Emílio Ribas

Já na propriedade da Dona Iraci Conceição Cavalheiro e Sr. Antônio Ramos Cavalheiro, os estudantes plantaram diferentes mudas nativas da Mata Atlântica para a adequação ambiental de uma nascente, contribuindo assim com a conservação da biodiversidade e serviços ambientais associados.

Para a diretora Luciane Moraes, “a saída técnica com os alunos as propriedade rurais foi simplesmente sensacional, pois além de proporcionar aos alunos  conhecimentos de práticas de campo, essa atividade ampliou-lhes o conhecimento e despertou um olhar para além do que o livro didático e as aulas expositivas oferecem”.

Paulo Vicente Angelo, da Klabin, destaca que atividades pedagógicas fora das salas de aula são mais ricas e interativas e podem trazer muitas vantagens para a formação das crianças, como a atividade realizada, que ofereceu às crianças a oportunidade de aprender usando os sentidos (visão, tato, audição, olfato). “Seguramente esse aprendizado os acompanhará ao longo da vida no desempenho da cidadania consciente”, destaca.

Segundo Paulo, é muito provável que o evento tenha permitido às crianças compreender a importância de cuidar bem da terra porque dela brotam a comida para o sustento das pessoas, as árvores que protegem as nascentes de água que usamos para sobreviver e as árvores plantadas usadas para tantos fins, como produção do papel dos cadernos, livros, lápis e borrachas usados na escola. “A Klabin acredita e apoia ações como esta”, finaliza.

Em sala de aula, os alunos elaboraram textos e desenhos sobre a atividade prática realizada:

“Eu aprendi que temos que cuidar na natureza porque a maioria dos alimentos que nós comemos vem dela […]” (Estudante 1 – 5ª ano).

“A saída de campo me ensinou a importância da água no nosso planeta e também me ajudou a descobrir que muitos produtos que nós consumimos estão cheios de veneno. E nós também plantamos mudas de alface e muitas mudas de árvores frutíferas bem perto de uma nascente […] para protegê-la” (Estudante 2 – 5ª ano).

Orientações para plantio de árvores nativas. Foto: Marcos A. Danieli

Em continuidade às ações do projeto, será realizada uma oficina envolvendo as merendeiras da escola, onde serão elaboradas receitas que contribuam para uma alimentação saudável e que consideram a vocação agrícola da região.

A experiência da horta, juntamente com a composteira, trabalhada em uma oficina anterior, será levada para a escola com auxílio dos produtores do projeto e dos estudantes, que agora contam com a bagagem das oficinas realizadas.

Para que estas ações na escola fossem possíveis, o Projeto Matas Sociais aproveitou o momento de construção das novas estruturas da escola e, mediante diálogo com a escola e Prefeitura de Imbaú, buscou a delimitação do espaço da composteira e horta, além de ter incentivado a instalação de cisterna para a captação de água da chuva e a manutenção das árvores e gramado do terreno, que funcionarão como espaços de lazer de leitura.

O projeto

O projeto é uma iniciativa da Klabin, em parceria com a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), The Nature Conservancy (TNC) e Sebrae, com apoio das Prefeituras Municipais de Imbaú, Ortigueira e Telêmaco Borba, no Paraná.

O objetivo principal é o fortalecimento econômico, ambiental e social de pequenas e médias propriedades rurais dos municípios envolvidos. O programa auxilia o produtor na adequação ambiental, legal e paisagística da propriedade, no planejamento e diversificação da produção, fortalecendo iniciativas de associação e cooperativismo, e facilitando o acesso às novas oportunidades de mercado e de desenvolvimento regional.

Plantio em área de nascente. Foto: Marcos A. Danieli

Autor: Marcos Alexandre Danieli
Colaboradores: Emílio André Ribas e Marcos José dos Santos

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Integrantes e parceiros celebraram os 15 anos da rede e debateram a estratégia para o aumento da ambição das propostas brasileiras no Acordo de Paris.

O Observatório do Clima (OC), a maior rede de entidades da sociedade civil dedicada ao debate do clima no Brasil, reuniu suas entidades integrantes e parceiros para a sua assembleia anual, na cidade de Atalanta (SC), de 10 a 12 de abril de 2017, nas dependências do Centro Ambiental Jardim das Florestas da Apremavi. Reuniu 43 participantes, representando 21 membros e organizações observadoras.

O encontro marcou os 15 anos do OC e também os 30 anos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), havendo oportunidade para uma celebração conjunta. A celebração incluiu um jantar com membros do Conselho da Apremavi e autoridades locais e um plantio de mudas, ampliando uma faixa de mata ciliar no local.

Edegold Schäffer, Presidente da Apremavi, mostrando o Viveiro de Mudas Jardim das Florestas. Foto: Arquivo Apremavi

O OC nasceu em 2002 para posicionar a questão florestal no debate do Protocolo de Kyoto. Em 2009, participou ativamente da Política Nacional de Mudanças Climáticas. Mais recentemente passou a gerar dados com a criação do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o SEEG, em 2012.

Durante os três dias de reunião houve discussões em plenária e trabalhos em grupos, tratando dos seguintes temas:

  • Adaptação e resiliência climática
  • Comunicação
  • Florestas e REDD
  • Governança
  • Monitoramento de Políticas Públicas
  • NDC de 1,5ºC
  • Ataque sistemático (governo e congresso) à governança socioambiental do Brasil

Momento do plantio de árvores durante o encontro. Foto: Arquivo Apremavi

Como resultado das discussões foi lançada a Carta de Atalanta, um documento em protesto contra o ataque coordenado do Congresso Nacional e do governo de Michel Temer à proteção ambiental e aos direitos dos povos tradicionais.

A carta lista a série de retrocessos promovidos pelo governo e por seus aliados parlamentares nos últimos meses, no que talvez seja a maior ofensiva antiambiental desde a Constituição de 1988. E alerta que o movimento põe em risco as metas climáticas do país, além da segurança de toda a sociedade.

Entre as vítimas estão as unidades de conservação – comissões especiais do Congresso reduziram a proteção de 1,1 milhão de hectares em apenas dois dias, votando propostas enviadas pelo próprio Palácio do Planalto na forma de Medidas Provisórias; as terras indígenas, com a nomeação de Osmar Serraglio (PMDB-PR), um radical da bancada ruralista, para o cargo de ministro da Justiça; as terras públicas, com a proposta da MP 759; e o licenciamento ambiental.

“Após avanços significativos na redução da taxa de desmatamento e na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação na década passada – mantendo ao mesmo tempo forte crescimento econômico, safras recorde e geração de empregos –, o Brasil parece retroceder à década de 1980, quando era um pária internacional devido à destruição acelerada de seu patrimônio natural e à violência no campo”, diz a carta.

“O país que gosta de se vender ao mundo como parte da solução da crise do clima voltou a ser um problema. A mesma agropecuária propagandeada como a mais sustentável do mundo é a responsável pela grilagem de terras públicas, pela retirada de direitos de povos e comunidades tradicionais e pequenos agricultores e por rasgar os compromissos domésticos e internacionais de redução de emissões.”

Participantes do OC em momento de reunião. Foto: Arquivo Apremavi

Acompanhe abaixo a matéria realizada pela RBA TV sobre o encontro.

http://www.rbatv.com.br/noticia-rban/acoes-serao-este-ano-22220

 

A carta de Atalanta pode ser encontrada aqui. Leia abaixo sua íntegra:

Nenhum hectare a menos!

Carta do Observatório do Clima contra os retrocessos na agenda socioambiental

Em meio à instabilidade política atual, segmentos do governo e do Congresso avançam rapidamente para desfigurar leis e políticas socioambientais consolidadas a partir da Constituição de 1988. Evidencia-se um esforço concentrado e organizado para a aprovação de um conjunto de medidas que colocam em risco o bem-estar e a segurança da sociedade e nossos compromissos contra as mudanças climáticas.

Na última terça-feira (11/4), uma comissão do Congresso Nacional retalhou um conjunto de unidades de conservação na Amazônia e na Mata Atlântica, liberando para grilagem 660 mil hectares de terras públicas que haviam sido ilegalmente ocupadas e vêm sendo desmatadas. A redução, sem precedentes, foi inicialmente pedida pelo próprio Presidente da República, Michel Temer, por meio da Medida Provisória 756. Na quarta-feira (12/4), em sete minutos, outra comissão especial do Congresso aprovou a Medida Provisória 758, que reduz outros 442 mil hectares de unidades de conservação na Amazônia – em dois dias, 1,1 milhão de hectares.

A redução de áreas protegidas por MP, proposta inicialmente pela ex-presidente Dilma Rousseff e posta em prática por Temer, é uma sinalização do governo de que o crime compensa. A prática vem animando segmentos empresariais e parlamentares a formular propostas visando extinguir, reduzir ou alterar o status de proteção de parques nacionais, reservas extrativistas e outras áreas protegidas. No exemplo mais recente, políticos do Amazonas articulam com a Casa Civil a redução de cerca de 1 milhão de hectares de unidades de conservação no sul do Estado. Tramitam no Congresso Nacional e em várias assembleias legislativas estaduais outros projetos com esses objetivos.

O presidente também editou a MP 759/2016, que, a pretexto de promover a regularização fundiária, incentiva a grilagem de áreas públicas, perenizando o caos urbano e rural, o aumento do desmatamento e a concentração de terras e de renda.

Esses movimentos ocorrem em meio à forte elevação do desmatamento da Amazônia. A devastação cresceu 60% nos últimos dois anos, pondo em risco a meta brasileira de chegar a 2020 com uma redução de 80% na taxa, lançando dúvidas sobre a seriedade do compromisso do governo brasileiro com o Acordo de Paris.

Outras áreas protegidas também estão sob ameaça. Temer nomeou um ruralista radical, Osmar Serraglio (PMDB-PR), para o Ministério da Justiça, ao qual a Funai está subordinada. Serraglio foi o relator, na Câmara, da PEC 215, que viola direitos constitucionais dos índios ao transferir do Executivo para o Congresso a prerrogativa de demarcar terras indígenas. Premiando um militante da injustiça como ministro, Temer toma partido nos conflitos que o governo deveria mediar.

Encontram-se paralisados todos os procedimentos administrativos de demarcação de terras indígenas, titulação de quilombos e criação de assentamentos da reforma agrária e unidades de conservação. O teto de gastos introduzido na Constituição projeta um longo período de arrocho orçamentário para os órgãos e políticas socioambientais – um exemplo é o corte de 43% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente em pleno período de alta no desmatamento.

Além das ameaças diretas a áreas protegidas e territórios tradicionais, também pode ser votado na Câmara nos próximos dias o desmonte do licenciamento ambiental. A bancada ruralista, juntamente com a Confederação Nacional da Indústria, vem buscando afrouxar o licenciamento, deixando na mão de Estados e municípios a definição das atividades que precisam de licença – e isentando toda a agropecuária. A vitória dessa proposição, que atropela o diálogo entre governo, congresso e sociedade civil para o aprimoramento deste instrumento, aumentará ainda mais o potencial de tragédias como a ocorrida em Mariana em 2015, além de abrir o caminho para grandes obras, como as investigadas pela Operação Lava Jato, sem qualquer avaliação de impacto.

Nesse cenário, cresce a violência contra jovens, mulheres, trabalhadores rurais, extrativistas, quilombolas e índios. Somente em 2015 foram registrados 50 assassinatos relacionados à luta pela terra e por direitos comunitários. O Brasil é o país onde mais se mata ativistas socioambientais.

Após avanços significativos na redução da taxa de desmatamento e na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação na década passada – mantendo ao mesmo tempo forte crescimento econômico, safras recorde e geração de empregos –, o Brasil parece retroceder à década de 1980, quando era um pária internacional devido à destruição acelerada de seu patrimônio natural e à violência no campo.

O país que gosta de se vender ao mundo como parte da solução da crise do clima voltou a ser um problema. A mesma agropecuária propagandeada como a mais sustentável do mundo é a responsável pela grilagem de terras públicas, pela retirada de direitos de povos e comunidades tradicionais e pequenos agricultores e por rasgar os compromissos domésticos e internacionais de redução de emissões.

Em vista desse quadro, o Observatório do Clima: repudia os ataques ao patrimônio nacional e aos direitos da sociedade realizados pelo poder público sob influência de interesses privados; demanda ao Congresso Nacional que não aprove qualquer medida que leve à redução do status de proteção ou eliminação de áreas protegidas, como as Medidas Provisórias 756 e 758, nem qualquer outra medida que fragilize a proteção social e ambiental do país; demanda ao Presidente da República que não recorra mais a MPs para alterar áreas protegidas e vete na íntegra as alterações recentemente propostas pelo Congresso, caso aprovadas; e apoia organizações ambientais e movimentos sociais que juntam forças para fazer frente aos retrocessos, na certeza de que somente o aumento da resistência será capaz de deter e de reverter a atual conjuntura.

Atalanta (SC), 12 de abril de 2017

Assembleia Anual do Observatório do Clima

Autores: Miriam Prochnow e Cláudio Angelo

Apremavi faz palestras na Alemanha

Apremavi faz palestras na Alemanha

Apremavi faz palestras na Alemanha

As representantes da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Gabriela Schäffer e Grasiela Hoffmann, estiveram em Heidelberg (Alemanha), de 27 a 31 de março de 2017, para realizar palestras sobre a Mata Atlântica e outros biomas do Brasil e também sobre os trabalhos da Apremavi, especialmente sobre o projeto Bosques de Heidelberg no Brasil.

Foram visitadas e feitas palestras em 9 escolas, envolvendo 22 turmas e mais de 500 alunos, com idade entre 7 e 15 anos.

Grasiela Hoffmann da Apremavi e Brigitte Heinz do BUND conversando com os alunos. Foto: Gabriela Schaffer

Em 1999 a Apremavi iniciou uma importante parceria com a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde, que é uma organização sediada em Heidelberg, que trabalha desde 1976 pela proteção e conservação ambiental desenvolvendo projetos com foco especial na educação e conscientização de jovens e adultos.

O Projeto Bosques de Heidelberg (Die Heidelberger Wäldchen in Brasilien) tem como objetivo estimular o intercâmbio entre as cidades de Heidelberg e de Atalanta (SC), incentivando o plantio de bosques com árvores nativas da Mata Atlântica e apoiando ações de educação ambiental. Desde o início da parceria, que completa 18 anos esse ano, já foram plantadas mais de 106 mil árvores nativas.

Apremavi e BUND ensinando que cada um pode fazer a sua parte. Foto: Arquivo Apremavi

Além das palestras que a Apremavi faz para crianças e jovens na Alemanha, também são realizadas palestras com escolas na região do Alto Vale do Itajaí. Após as palestras os alunos realizam o plantio das árvores junto com o time da Apremavi. O plantio dos bosques são uma verdadeira aula de educação ambiental ao ar livre com as crianças.

Além das palestras os alunos também participaram de atividade recreativas com o Jogo da Memória da Apremavi. Foto: Gabriela Schaffer

A semana não acaba aí, Gabriela vai ficar mais algum tempo para fazer um estágio voluntário na ONG alemã e com isso ainda serão realizadas outras 4 palestras, 3 em inglês e 1 em alemão. Segundo Gabriela, a oportunidade de trabalho voluntário vai trazer ainda mais integração entre as organizações, além de muito aprendizado.

Grasiela ressalta que as palestras são um excelente processo para a Educação Ambiental das crianças, pois ajudam a mostrar a imensa biodiversidade da Mata Atlântica e também a importância da sua preservação. Além das belezas naturais do Brasil.

Autoras: Gabriela Schäffer e Grasiela Hoffmann
Revisão: Miriam Prochnow

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Ao final de três dias de trabalho, os participantes do “II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”, concluíram o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para os 28 municípios do Alto Vale do Itajaí e dos municípios de Alfredo Wagner e Itaiópolis, que concentram inúmeras nascentes do rio Itajaí, e Leoberto Leal e Apiúna que integram as regiões administrativas do Alto Vale.

Momento de trabalho em grupo. Foto: Wigold Schaffer.

Foram intensas discussões de alto nível, entre 90 pessoas (algumas em tempo parcial) de praticamente todos os municípios da região, representando agricultores, empresas, academia, poder público e ONGS, além de representantes de diversas organizações de outros estados brasileiros e representantes internacionais de Portugal e Moçambique. O resultado desse esforço é o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias para Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaícom áreas e ações prioritárias nos seguintes temas:

1 – As áreas onde já existe ou tem potencial para o desenvolvimento do turismo rural ou turismo ecológico.

2 – As áreas onde já existem ou tem potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável tais como: produção agroecológica, sistemas agroflorestais, cordões vegetais/quebraventos, plantio/exploração de erva-mate, apicultura, etc.

3 – As áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais tais como: belezas cênicas naturais, remanescentes florestais bem conservados, locais de abrigo de fauna e flora ameaçada, endêmica ou rara, nascentes de água e mananciais hídricos, etc.

4 – As áreas prioritárias para restauração tais como: APPs, Reserva Legal e áreas para criar corredores de fauna e flora.

5 – As áreas onde existem agressões ambientais que precisam ser sanadas tais como: poluição, desmatamento, extração ilegal de madeira nativa, caça, etc.

6 – As áreas com potencial de enriquecimento ecológico da vegetação existente com espécies nativas (frutíferas, palmito, erva-mate, etc.)

7 – As áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos e manejo integrado da paisagem.

Versão preliminar do Mapa de Áreas Prioritárias para a Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Foto: Miriam Prochnow.

Realizado no Parque Universitário Unidavi em Rio do Sul, nos dias 21, 22 e 23 de março de 2017, o seminário foi uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com o Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e teve apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Grupo de Trabalho regional deve agora ser ampliado com a participação da empresa Pamplona Alimentos SA, da Cooperativa de Crédito Cresol e outras instituições.

Em breve o GT divulgará detalhes do mapa e os próximos passos que devem ser dados.

Autor: Wigold Schäffer

Propriedade Marina Silva

Propriedade Marina Silva

Propriedade Marina Silva

A  propriedade Marina Silva foi restaurada pela Apremavi no âmbito do Projeto Araucária no ano de 2015.

Dados da Propriedade

Área total da propriedade em hectares: 13 ha
Localidade: Assentamento Santa Rosa II
Município: Abelardo Luz
Região: Oeste
Reserva legal Averbada: Não
Cadastro Ambiental Rural: Não
Localizada em zona de amortecimento ou interior de UC: Não
Inserida em Corredor Ecológico: Sim. Corredor Ecológico Chapecó e Corredor das Araucárias

Croqui da área

Dados do Projeto

Categoria: Recuperação de áreas degradadas
Tipo: entorno de nascente, riacho/sanga d’água
Metodologia: plantio de espécies nativas e enriquecimento ecológico
Área em hectares: 0,1241 ha
Espaçamento entre linhas e plantas: 2 x 2
Número de mudas: 320
Data da entrega de arame: 18/05/2015
Data da entrega das mudas: 26/05/2015
Data do plantio: 28/08/2015

Espécies Utilizadas

Araçá-amarelo, araçá-vermelho, angico, baga-de-sabiá, bracatinga, cereja, canjerana, cabriúna, canela-garuva, capororoca-branca, caroba, cedro, canafístula, cortiça, coqueiro-jerivá, guabiroba, goiaba-da-serra, ingá-feijão, ingá-anão, ingá-de-quina, ipê-roxo, ipê-da-serra, ipê-do-brejo, jabuticaba, louro-pardo, louro-cravo, pitanga, pau-andrade, pessegueiro-bravo, tarumã.

Atividades e Monitoramento

(Fotos: Equipe Apremavi)

Croqui da área

Propriedade Denir Pasini

Propriedade Denir Pasini

Propriedade Denir Pasini

A propriedade Denir Pasini foi restaurada pela Apremavi no âmbito do Projeto Araucária no ano de 2014.

Dados da Propriedade

Área total da propriedade em hectares: 96 ha
Localidade: Linha Pagliosa
Município: Abelardo Luz
Região: Oeste
Reserva legal Averbada: Não
Cadastro Ambiental Rural: Não
Localizada em zona de amortecimento ou interior de UC: Sim. Zona de Amortecimento da ESEC Mata Preta
Inserida em Corredor Ecológico: Sim. Corredor Ecológico Chapecó e Corredor das Araucárias

Croqui da área

Dados do Projeto

Área 1

Categoria: Recuperação de áreas degradadas
Tipo: entorno de riacho/sanga d’água
Metodologia: plantio de espécies nativas
Área em hectares: 1,30 ha
Espaçamento entre linhas e plantas: 2×2
Número de mudas: 805

Área 2

Categoria: Conversão de florestas e áreas naturais
Tipo: entorno de riacho/sanga d’água
Metodologia: Regeneração natural
Área em hectares: 0,2477 ha
Espaçamento entre linhas e plantas: 0
Número de mudas: 0
Data da entrega de arame: 20/08/2014
Data da entrega das mudas: 19/05/2015
Data do plantio: 23/06/2015

Espécies Utilizadas

Araçá-amarelo, araçá-vermelho, angico, baga-de-sabiá, bracatinga, cereja, canjerana, cabriúna, canela-garuva, capororoca-branca, caroba, cedro, canafístula, cortiça, coqueiro-jerivá, guabiroba, goiaba-da-serra, ingá-feijão, ingá-anão, ingá-de-quina, ipê-roxo, ipê-da-serra, ipê-do-brejo, jabuticaba, louro-pardo, louro-cravo, pitanga, pau-andrade, pessegueiro-bravo, tarumã.

Atividades e Monitoramento

(Fotos: Equipe Apremavi)

Propriedade Antonio Valentin da Silva

Propriedade Antonio Valentin da Silva

Propriedade Antonio Valentin da Silva

A propriedade Antonio Valentin da Silva foi restaurada pela Apremavi no âmbito do Projeto Araucária no ano de 2014.

Dados da Propriedade

Área total da propriedade em hectares: 11 ha
Localidade: Assentamento Nova Aurora
Município: Abelardo Luz
Região: Oeste
Reserva legal Averbada: Sim (Em condomínio)
Cadastro Ambiental Rural: Não
Localizada em zona de amortecimento ou interior de UC: Sim
Inserida em Corredor Ecológico: Sim. Corredor Ecológico Chapecó e Corredor das Araucárias

Croqui da área

Dados do Projeto

Área 1

Categoria: Recuperação de áreas degradadas
Tipo: entorno de nascente, riacho/sanga d’água
Metodologia: plantio de espécies nativas
Área em hectares: 0,7609 ha
Espaçamento entre linhas e plantas: 3×3
Número de mudas: 800

Área 2

Categoria: Conversão de florestas e áreas naturais
Tipo: entorno de nascente
Metodologia: Regeneração natural
Área em hectares: 0,6248 ha
Espaçamento entre linhas e plantas: plantio na borda
Número de mudas: 0
Data da entrega de arame: 18/05/2015
Data da entrega das mudas: 26/05/2015
Data do plantio: 21/07/2015

Espécies Utilizadas

Araçá-amarelo, araçá-vermelho, angico, baga-de-sabiá, bracatinga, cereja, canjerana, cabriúna, canela-garuva, capororoca-branca, caroba, cedro, canafístula, cortiça, coqueiro-jerivá, guabiroba, goiaba-da-serra, ingá-feijão, ingá-anão, ingá-de-quina, ipê-roxo, ipê-da-serra, ipê-do-brejo, jabuticaba, louro-pardo, louro-cravo, pitanga, pau-andrade, pessegueiro-bravo, tarumã.

Atividades e Monitoramento

(Fotos: Equipe Apremavi)

Pin It on Pinterest