Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Diálogo Florestal

Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro aconteceu em Curitiba (PR) o XXV Congresso Mundial da IUFRO. Com o tema “Pesquisa e Cooperação Florestal para o Desenvolvimento Sustentável“, o evento, sediado pela primeira vez na América Latina, foi uma ótima oportunidade para trocar experiências e conhecimentos sobre as mais recentes descobertas e tendências da pesquisa com florestas e silvicultura.

A Apremavi esteve no evento e acompanhou de perto as discussões e alguns eventos paralelos. Além disso teve a oportunidade de apresentar o resumo de dois projetos que desenvolve em parceria com a Klabin, o Programa Matas Legais e o Programa Matas Sociais. Maurício Reis, Coordenador Regional do Programa Matas Legais no Paraná, descreve o IUFRO como o maior congresso de pesquisa florestal do mundo: “foi uma excelente oportunidade para troca de experiências, divulgação das ações dos projetos que estamos desenvolvendo e adquirir dicas sobre como tornar nossas atividades mais eficientes“.

Durante o congresso, o Diálogo Florestal Brasileiro e o Diálogo Florestal Internacional (The Forest Dialogue – TFD) promoveram um evento paralelo, dia 30 de setembro, com espaço para divulgar e debater as atividades da iniciativa conhecida como Diálogo do Uso do Solo – Land Use Dialogue (LUD). Além disso, na ocasião também foi lançado o volume nove da publicação Cadernos do Diálogo.

A apresentação de resumos sobre os Programas Matas Legais e Matas Sociais durante o Congresso Mundial da IUFRO foram feitas pela equipe da Apremavi e da Klabin.

Lançamento do novo Cadernos do Diálogo

No dia 30 de setembro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 9 do Cadernos do Diálogo “O Diálogo do Uso do Solo: planejando paisagens sustentáveis”. A publicação traz uma apresentação conceitual e histórica sobre paisagens e como a humanidade tem se relacionado com o tema, passando por exemplos de projetos concretos que podem motivar ações em outras regiões. Apresenta também um roteiro sobre os elementos essenciais para conduzir iniciativas de diálogo do uso do solo.

Um dos capítulos da publicação é dedicado inteiramente a explicar o projeto Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, que surgiu a partir de uma parceria entre o Diálogo Florestal, o TFD, a Apremavi e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como piloto para esse projeto, em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O evento de lançamento do Caderno, organizado pela parceria entre o Diálogo Florestal e o TFD, aconteceu paralelamente ao Congresso Mundial da IUFRO e contou com a participação de representantes dos Fóruns Florestais do Diálogo, além de estudantes, empresários, sociedade civil e demais participantes do congresso.

Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal, abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes. Na sequência, Gary Dunning, do TFD, apresentou o modelo do LUD e contou sobre a experiência de aplicação da iniciativa ao redor do mundo. Desde que foi lançado, o LUD já produziu uma série de resultados importantes tendo sido replicado na região do Alto Vale do Itajaí (SC), na Amazônia Brasileira, em GanaUgandaRepública Democrática do Congo e na Tanzânia. “O LUD é uma ferramenta de liderança local com um enorme potencial de apoiar a resolução de conflitos nos territórios e de assegurar a sustentabilidade nas regiões aonde é implantado“, comentou Fernanda.

Com o intuito de divulgar e debater as atividades relacionadas ao LUD, Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, apresentou as principais lições aprendidas no Alto Vale do Itajaí (SC), e Ivone Namikawa, consultora de Sustentabilidade Florestal na Klabin, contou um pouco sobre as perspectivas da realização do LUD na Amazônia e no Brasil. Para completar a programação, Márcio Braga, secretário executivo do Fórum Florestal Extremo Sul da Bahia, trouxe para o debate o tema das Plantações Florestais na Paisagem, e Sérgio Adeodato, jornalista da Página 22, expôs o conceito de Paisagem, ainda em evolução.

Miriam, que também é co-organizadora da publicação, comenta que ajudar a organizar o caderno e apresentar a experiência do AVI no evento paralelo do Congresso da IUFRO foi muito gratificante. “Estou muito feliz em estar nesse evento de lançamento do caderno sobre LUD, porque ele apresenta de fato uma metodologia de pensar e implementar paisagens sustentáveis e isso é fundamental para nosso futuro“, completa Miriam.

 

Diálogo Florestal lança publicação sobre Diálogo do Uso do Solo durante Congresso da IUFRO.

Autora: Carolina Schäffer.

Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia lança novo edital para Monitoramento da Cobertura Vegetal na Bahia

Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia lança novo edital para Monitoramento da Cobertura Vegetal na Bahia

Diálogo Florestal

Tendo como objetivo principal dar continuidade ao Programa de Monitoramento Independente da Cobertura Vegetal do Extremo Sul da Bahia. O Fórum Florestal torna público o interesse em contratar um novo processo de monitoramento da cobertura vegetal em 21 municípios do extremo sul e dois municípios do sul.

Este Programa, que teve início em 2010, está iniciando assim sua terceira fase, buscando oferecer para a região uma base de dados confiável e em escala compatível com as diversas necessidades regionais, sejam estes para o planejamento da paisagem, ordenamento territorial, conservação, proteção e, educação ambiental, dentre outros possíveis usos.

Os sistemas de monitoramento geram dados valiosos, que auxiliam a tomada de decisões, contribuindo assim para a gestão e a fiscalização dos recursos florestais e a consequente manutenção da biodiversidade, sendo ferramenta indispensável para a adoção de políticas públicas para a conservação e preservação dos recursos naturais. As informações geradas pelo estudo serão disponibilizadas em formato de mapas em ambiente web, com acesso gratuito, e atualizadas a cada três anos.

É objeto de concorrência a seleção da melhor proposta técnica e comercial para este monitoramento.

Estão habilitadas para participar deste edital organizações sem fins lucrativos, institutos de pesquisa, universidades e empresas, individualmente ou por meio de consórcios ou acordos de parceria estabelecidos entre estas. Os candidatos deverão demonstrar conhecimento da região de monitoramento, principalmente no que se refere às fisionomias da vegetação e à dinâmica do uso do solo regional.

As propostas deverão ser encaminhadas até 17 horas do dia 10 de maio de 2018, por meio de mensagem eletrônica para o endereço de e-mail [email protected]

Autor: Oscar Artaza.

Seminário comemora os 10 anos do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina

Seminário comemora os 10 anos do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina

Diálogo Florestal

No ano de 2018 o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina está completando 10 anos. Como parte da comemoração, no dia 27 de março de 2018 este Fórum realizou o Seminário – Planejamento da Paisagem e Conservação, na sede do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Campus Lages (SC).

O evento reuniu 115 participantes, incluindo representantes de empresas do setor florestal, ONGs, plantadores de florestas, agricultores, extensionistas rurais, órgãos ambientais e poder público municipal, conselhos municipais de meio ambiente, comitês de bacia hidrográfica, empresas de consultoria, estudantes e demais interessados no tema.

O seminário teve início com as boas vindas dadas pelo Prof. Vilson Heck Junior, da direção de ensino do IFSC Câmpus Lages, que enalteceu a importância destes eventos e do papel do Instituto na geração e difusão do conhecimento.

Marcos Alexandre Danieli, secretário executivo do Fórum Florestal PR e SC, abordou sobre o Diálogo Florestal e ações deste Fórum. Enalteceu o diálogo que vem sendo promovido e fortalecido nos 10 anos de existência do Fórum e a importância desse processo para buscar solucões que aliem  produção florestal com conservação da biodiversidade.

Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, trouxe a importância do planejamento de paisagens para ambientes sustentáveis, citando o exemplo do arranjo estabelecido entre Prefeitura de Lages e Programas Matas Legais, parceria da Apremavi e Klabin, que viabilizou a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Restauração da Mata Atlântica (PMMA).

O PMMA, instituído pela Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006) e regulamentado pelo Decreto 6.660/2008, é um instrumento de política pública e tem por finalidade diagnosticar e mapear os remanescentes de vegetação nativa; indicar os vetores de desmatamento e destruição da vegetação nativa; indicar áreas prioritárias para conservação e recuperação da vegetação nativa; e indicar ações preventivas aos desmatamentos ou destruição da vegetação nativa e de conservação e utilização sustentável da Mata Atlântica no âmbito do Município.

Lages, terra da festa do pinhão e capital do turismo rural, é o maior município catarinense e está integralmente na Mata Atlântica com dois tipos de vegetação: Floresta Ombrófila Mista e Campos de Altitude. A elaboração do plano mostrou que o município preserva mais de 173 mil hectares (66%) de sua vegetação nativa, sendo 18% de florestas e 48% de campos de altitude naturais. Para Miriam, “este dado aumenta a responsabilidade dos moradores do município de continuar protegendo, recuperando e utilizando de forma sustentável esse patrimônio para as presentes futuras gerações. As autoridades públicas e a população em geral agora passam a contar com uma importante ferramenta para orientar a conservação e recuperação da Mata Atlântica no município de Lages, para as presentes e futuras gerações”, conclui Miriam.

Michelle Pelozato, bióloga da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages, agradeceu e enalteceu as parcerias para a elaboração do Plano da Mata Atlântica no município. “O plano vai nortear toda a política pública e gestão ambiental e precisará do apoio de toda a população para a sua implementação após aprovação”, destaca.

Ivone Namikawa, responsável pelo setor de sustentabilidade florestal da Klabin, falou sobre a certificação florestal como estratégia para o planejamento de propriedades e paisagens.

A certificação é um meio eficaz de ter reconhecimento público e do consumidor pelo manejo responsável das florestas. Representa um compromisso voluntário com os mais elevados padrões sociais e ambientais do mercado e permite o controle dos produtos florestais ao longo da cadeia de abastecimento, desde a floresta de origem”, frisa Ivone.

Um exemplo é apoio do Programa Matas Legais (parceria Apremavi e Klabin) à certificação de pequenos produtores e fornecedores no Paraná, ação que contou com o trabalho de consultoria especializada, 2Tree Consultoria. De 2014 a 2017 já foram certificados com o selo FSC® (Forest Stewardship Council®) 748 produtores no Paraná, o que perfaz mais de 174 mil hectares, sendo 83 mil de efetivo plantio. Este trabalho também vem sendo realizado em Santa Catarina e contribui para agregar valor ambiental, social e econômico às propriedades certificadas, destaca Ivone.

A Prof. Luciane Costa de Oliveira, docente do IFSC Lages, abordou sobre a importância deste Instituto no avanço na sustentabilidade da agricultura familiar na serra catarinense, citando como exemplo os seis anos de trabalho com a agroecologia.

Ela relembrou a grande mobilização da agricultura familiar serrana para a implantação do curso de agroecologia em Lages e do esforço conjunto para colocá-lo em funcionamento, o que tem contribuído para a realização de diversas pesquisas e cursos de qualificação que apromixam o IFSC da comunidade da região.

A grande maioria dos egressos estão no ensino superior e procuraram os cursos das agrárias para seguir seu itinerário formativo, destaca a Prof. Luciane. “Como ciência, a agroecologia atuará diretamente na formação e atuação profissional de nossos egressos. Em médio prazo, a adoção de práticas e comportamentos sustentáveis devem ser notados na serra”, frisa a Prof. Luciane.

Divulgação de materiais do Diálogo Florestal e instituições parceiras. Foto: Marcos Alexandre Danieli.

Reunião do Fórum

No dia seguinte ao Seminário o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina realizou sua XXIX reunião em Campo Belo do Sul (SC), na sede da empresa Florestal Gateados. Além de discutir assuntos gerais, os participantes puderam conhecer mais sobre a Florestal Gateados na apresentação de Bruna Salami, analista de certificação e meio ambiente. Entre os temas apresentados, Bruna falou sobre a RPPN Emílio Einsfeld Filho, a maior do Estado de Santa Catarina e de propriedade da empresa.

Ao final do encontro foi realizada visita técnica em Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC), percorrendo a trilha da cachoeira e área onde é conduzido o projeto de realocação da bromélia Dyckia distachya, espécie endêmica e ameaçada de extinção que ocorria exclusivamente em ambientes rochosos e de correreiras na Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai e que teve quase todas as suas populações extintas na natureza devido a construção de Usinas Hidreléticas, como a de Barra Grande.

O Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina agradece à equipe do Instituto Federal de Santa Catarina e da Florestal Gateados pelo apoio e parceria na realização destes eventos.

Participe do Fórum Florestal

Você é representante de empresa do setor florestal, de organização ambientalista ou movimento social com atuação no Paraná e Santa Catarina e tem interesse em participar do Fórum? Entre em contato com a secretaria executiva para mais informações: Marcos A. Danieli – [email protected]

Os encontros do Fórum constituem-se em importantes momentos para a troca de experiências entre os participantes, de maneira que experiências bem sucedidas possam servir de exemplos e replicadas para o setor florestal e organizações ambientalistas.

Autor: Marcos Alexandre Danieli.

Plantações Florestais na Paisagem é tema de encontro do Diálogo Florestal

Plantações Florestais na Paisagem é tema de encontro do Diálogo Florestal

Diálogo Florestal

O Diálogo Florestal Internacional (The Forest Dialogue – TFD), em conjunto com o Diálogo Florestal Brasileiro e a plataforma Nova Geração de Plantações (New Generation Plantation – NGP/WWF), realizou no Brasil, um diálogo de campo sobre Plantações Florestais na Paisagem (Tree Plantations in Landscape – TPL). O evento ocorreu de 12 a 16 de março, na região do extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo, com a presença de mais de 50 representantes de empresas, ONGs ambientalistas e sociais, academia e governo de mais de 10 países.

Atualmente o cultivo de árvores representa apenas 7% da área florestal mundial e fornece um terço da madeira industrial do mundo, proporção que deve aumentar expressivamente nas próximas décadas. É conhecido seu potencial para a prestação de serviços ambientais e para a geração de benefícios sociais, a exemplo do combate às mudanças climáticas e aos esforços de conservação. No entanto, diversos aspectos das plantações florestais mundiais ainda são controversos, e geram custos ambientais e sociais correlatos que podem superar os benefícios gerados.

A iniciativa “TPL” visa explorar a evolução das questões acerca das plantações de árvores no contexto integrado da paisagem, ao envolver as principais partes interessadas a nível internacional, nacional e local; e ao mostrar em campo cases de sucesso e desafiadores.

A iniciativa foi lançada em setembro de 2015, pelo The Forests Dialogue (TFD) durante o XIV Congresso Mundial Florestal, na África do Sul; e o primeiro diálogo de campo foi realizado no Chile, em 2016. A Iniciativa TPL no Brasil se baseou nos resultados da primeira reunião do TFD sobre Silvicultura com Manejo Intensivo (Intensively Managed Planted Forests – IMPF), realizada em 2008, a qual identificou medidas ambientais e sociais prioritárias.

A TPL no Brasil visou revisitar estas medidas para avaliar seu nível de desenvolvimento e implementação efetiva; e propor soluções para os próximos 10 anos, por meio da troca de experiências entre os participantes do diálogo.

 

A seguir compartilhamos uma edição especial feita pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), sobre as visitas realizadas e os pontos prioritários do debate.

Abertura

O Diálogo foi iniciado com uma visita a área da estação ecológica da Veracel, onde Luís Neves Silva, coordenador do NGP Internacional, e Gary Dunning, secretário executivo do TFD, apresentaram as respectivas plataformas, um histórico da discussão sobre as plantações florestais no mundo e as expectativas para a semana de visitas e diálogo.

O presidente da Veracel, Andreas Birmoser, participou da abertura e destacou a importância do histórico do diálogo na região e desta ferramenta como processo de construção conjunta. E reiterou a necessidade de que o diálogo possa trazer soluções e ações concretas para o desenvolvimento da atividade no campo.

Áreas de Conservação – RPPN

A Estação Veracel é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e se soma a outras seis Áreas de Alto Valor de Conservação da empresa, que correspondem a quase 10 mil hectares (ha). O Plano de Plano de Manejo (PM) da RPPN, revisado no último ano, foi o primeiro no Brasil a incorporar a visão de mudanças climáticas.

Algumas comunidades e fazendas habitam o entorno da área e diversos cuidados são tomados para prover renda e disponibilidade de água, entre outras necessidades, às partes interessadas. Parte da RPPN é caracterizada por vegetação “mussununga”, com solo arenoso exclusivo da região.

A área possui monitoramento de fauna e flora e a equipe vai sempre a campo para verificação. A biodiversidade local é rica, podendo chegar a mais de 300 espécies de árvores em um único hectare. São encontradas importantes espécies de fauna como mutum, jaguatirica, bugio, harpia e onça pintada.

O principal desafio enfrentado pela companhia é a caça ilegal. Uma das grandes vantagens de manter este tipo de reserva nas mãos das empresas é a dedicação. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estima que se tenha um colaborador para uma área de 50 mil m² de Unidades de Conservação Federal, enquanto os 10 mil ha da empresa possuem 18 pessoas envolvidas nas atividades ligadas a gestão da área.

A trilha recebe diversos visitantes e está prevista a implementação de uma trilha inclusiva para que a natureza possa ser percebida e valorizada cada vez mais pela sociedade.

A visita visou mostrar áreas de conservação do setor que vão além dos requisitos legais e demandam significativos investimentos. A apresentação dos programas na RPPN, bem como a implementação de corredores ecológicos foram apontados pelos participantes do evento como um progresso notório desde o início do diálogo na região.

Fomento e Restauração

Em visita à fazenda de um fomentado da empresa Veracel, na região de Porto Seguro, os participantes tiveram a oportunidade de entender o modelo de parcerias florestais entre as empresas e produtores. Entre os pontos que chamaram a atenção do grupo, estão os detalhes do contrato de fomento, em especial da formação de preço da madeira.

O processo de certificação também foi destaque na visita: os fomentados da empresa na região passam por um processo de certificação coletiva, que conta com o apoio da empresa, de consultorias, como a 2Tree, e de entidades, como  a Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia (Aspex). O produtor reforçou a importância do apoio da empresa para conseguir a certificação, que seria economicamente inviável de forma independente.

Projeto Assentamentos Agroecológicos

Realizadas visitas a duas áreas pertencentes ao Projeto Assentamentos Agroecológicos, fruto da parceria entre a empresa Fibria e o Movimento dos Sem Terra (MST), na região de Teixeira de Freitas, na Bahia. Foi um momento importante em que os visitantes puderam notar em campo o valor dos processos de diálogo.

Na área visitada, ocupada há 1 ano e 3 meses, cada família possui 10 hectares de área produtiva, em que são realizados plantios integrados como pimenta, banana, coco, mandioca e morango, entre outros.

O assentamento conta com uma escola popular, com um corpo técnico formado por pedagogos e agrônomos, e cujo objetivo é formar a consciência de agroecologia das famílias de assentados. É da escola que saem as principais experiências que serão aplicadas nas áreas produtivas das famílias.

Em apresentações dos coordenadores do projeto do MST para essa área, foi destacado o histórico de conflito com as empresas na região, os principais resultados desta parceria e os desafios que ainda são enfrentados pelos assentamentos, como a ausência de políticas públicas. O coordenador do MST reiterou ao grupo o importante papel das empresas na resolução do parcelamento da terra, de forma que as famílias possam ali se estruturar. Notória tambem a relevância das parcerias entre universidades e estas comunidades, que auxiliam na assistência técnica e no planejamento das propriedades e produção.

Restauração de Áreas

Em visita a áreas de restauração da Suzano foram abordadas as exigências e políticas de uso da terra – federais e estaduais – que demandam a recuperação de áreas, apontadas as dificuldades para o ganho de escala da recuperação, e a importância de parcerias com viveiros locais e institutos de pesquisa para a definição de espécies e modelos a serem implementados.

Além do custo dos processos de enriquecimento e implantação de áreas de florestas nativas, houve grande discussão sobre a necessidade de controle químico de pragas e doenças em áreas de Reserva Legal (RL). Apesar de reconhecerem os esforços do projeto de restauração, ONGs e empresas estrangeiras participantes do diálogo levantaram inúmeras questões quanto ao uso de defensivos químicos.

As ONGs questionaram sobre o impacto ambiental e social das plantações na paisagem (principalmente solo e cursos d’água) e na saúde humana. A empresa defendeu a necessidade contínua de estudos – há alguns ainda inconclusivos – e reiterou seus esforços em pesquisa e estudos para monitorar e mitigar eventuais impactos do uso de defensivos.

Apontados estudos recentes que indicam que estes produtos, na dosagem aplicada no setor, não atingem o lençol freático (não ultrapassam mais que 25 cm do solo). Reiterado que não é possível identificar a origem de alguns dos efeitos – plantio florestal vs cultura agrícola vizinha; e apresentadas as práticas de manejo adotadas para mitigar impactos sociais e ambientais, tanto nos plantios comerciais quanto nas áreas de restauração.

Foi um momento fundamental para a avaliação dos desafios de dar escala aos projetos de restauração no Brasil.

Comunidades tradicionais

No último dia de campo, os participantes visitaram alguns casos de sucesso de programas de relacionamento com as comunidades tradicionais da Fibria: duas comunidades quilombolas e uma aldeia indígena, no Sul da Bahia e no Espírito Santo. Por meio do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial, a empresa atua na busca pelo desenvolvimento de fontes de renda e garantia de alimentação e autossuficiência das comunidades.

Nas comunidades quilombolas, o grupo questionou a atuação do estado, principalmente nas questões de saúde e de água, e a existência de espaço para as empresas preencherem essa lacuna governamental. Outros pontos que chamaram atenção dos participantes foram a demanda por geração de emprego, ao mesmo tempo em que se quer assegurar a manutenção das novas gerações aderentes a cultura da comunidade e fixadas na região.

Apresentado também o relacionamento da empresa com as comunidades indígenas da região de Aracruz (ES): desde a demarcação do território pelo governo brasileiro, há 10 anos, abriu-se espaço para diálogo, cessando o pior momento do conflito. Além da demarcação de terras, outro grande benefício foi a certificação, que incentivou o desenvolvimento de um bom relacionamento entre indígenas e empresas. Considerado notável o trabalho das mulheres nas tribos, responsáveis pela confecção e inovação na comercialização de artesanatos.

Observou-se que tais fatores podem ter criado um ambiente favorável, pois houve aumento significativo da população que habita a comunidade. No entanto, as lideranças indígenas reiteraram que ainda existem disputas, mas que a demarcação foi uma grande conquista.

No aspecto ambiental, foi reiterado que as empresas auxiliam no processo de recuperação das áreas, o que permite o retorno da fauna, mesmo em locais próximos aos centros urbanos. Porém, as lideranças indígenas enfatizaram que nem toda a biodiversidade foi recuperada. Ainda são necessários avanços na conexão da paisagem, hoje fragmentada, com importante papel do planejamento da mesma, para melhor uso da terra e recuperação da vegetação natural.

Os participantes reconheceram que a relação das empresas com as comunidades indígenas foi a maior mudança dos últimos 10 anos, desde a última visita do diálogo a região.

Temas prioritários

Os temas considerados prioritários para o desenvolvimento de ações e diálogo no Encontro do TPL no Brasil incluem:

  • Novos modelos de plantações, considerando intensificação sustentável e mudanças climáticas;
  • Engajamento de outros setores produtivos e governo, pensando em modelos de governança;
  • Justiça social na escala da paisagem, considerando aspectos culturais e promoção da autonomia;
  • Novos modelos de restauração florestal, considerando aumento da abrangência;
  • Diversificação na escala da paisagem, com foco em uso da terra, espécies cultivadas e produtos gerados;
  • Plataformas neutras de diálogo, com participação equitativa e equilibrada;
  • Monitoramento e reporte dos resultados alcançados, contemplando aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Soluções potenciais e agenda futura

Após os momentos de diálogo e discussões em grupo dos desafios quanto aos temas prioritários, foram apresentadas potenciais soluções para a implementação de ações. O TFD, o NGP e seus membros têm um papel relevante nesta agenda e as soluções propostas serão tema para os futuros diálogos e projetos destas plataformas. Algumas das soluções apontadas nas discussões incluem:

  • O aprimoramento da comunicação sobre o conceito de intensificação sustentável, considerando os esforços já realizados para reduzir consumo e uso de recursos por parte das empresas, e não negligenciando a crescente demanda por produtos de base florestal;
  • A discussão do papel da intensificação sustentável na conservação, restauração e gestão da paisagem, trazendo para o diálogo os benefícios ambientais e sociais (incluindo geração de empregos, transferência de tecnologias, etc) associados a este modelo de produção e uso de tecnologias;
  • Desenvolvimento de ferramentas de monitoramento para a avaliação da performance de modelos de produção baseados em intensificação sustentável; e também do sucesso e da qualidade das áreas restauradas, incluindo qualidade e disponibilidade da água, aumento da biodiversidade e uso de defensivos;
  • Investimento em pesquisa e desenvolvimento para que se tenha evidências para modelos de produção sustentável e para modelos de restauração;
  • Engajamento de diversos níveis de governo para o estabelecimento de políticas que possibilitem a restauração em escala, a geração de benefícios sociais e o estabelecimento de baselines e metodologias de contabilidade, que permitam o entendimento sobre o papel das florestas na mitigação das mudanças climáticas;
  • Incentivar e expandir modelos de fóruns multistakeholder, a exemplo dos comitês de bacias, que possam discutir modelos e mecanismos criativos para garantir financiamento para os projetos de restauração e seus benefícios associados (biodiversidade, água, estoque de carbono, etc);
  • Engajamento e mobilização de outros setores de uso da terra para a proposição de soluções e ações que considerem a gestão da paisagem;
  • Articulação e engajamento de lideranças comunitárias para garantia de participação nas tomadas de decisão na gestão da paisagem;
  • Dar visibilidade para essa necessidade de promoção de justiça social e atuar junto à sociedade para politicas públicas que priorizem a educação.

Ressalta-se o reconhecimento pelos participantes do diálogo, da evolução das condições ambientais, relacionamento com comunidades e interação dos produtores na cadeia de produção florestal da região.

O próximo encontro do TPL foi anunciado e deve acontecer em outubro, na Nova Zelândia.

Autora: Miriam Prochnow.
Pontos em destaque: Indústria Brasileira de Árvores – IBÁ.

Seminário sobre Planejamento da Paisagem e Conservação será realizado em Lages (SC)

Seminário sobre Planejamento da Paisagem e Conservação será realizado em Lages (SC)

Diálogo Florestal

No ano de 2018 o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina está completando 10 anos. Como parte da comemoração, realizará no dia 27 de março de 2018 o Seminário – Planejamento da Paisagem e Conservação.

Planos municipais de Conservação e Restauração da Mata Atlântica, Certificação Florestal e Agricultura Familiar serão os temas apresentados durante o evento que acontecerá na sede do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Campus Lages (SC).

O seminário é aberto para participação de empresas do setor florestal, ONGs, plantadores de florestas, agricultores, extensionistas rurais, representantes dos órgãos ambientais e poder público municipal, conselhos municipais de meio ambiente e comitês de bacia hidrográfica, estudantes e demais interessados no tema.

Informações sobre o evento

  • Data: 27 de março de 2018 (terça-feira).
  • Hora: das 13h30 às 17h30.
  • Local: Auditório do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Rua Heitor Vila Lobos, 222 – Bairro São Francisco. Lages (SC).
Programação

13h30 Recepção e inscrição.

13h45 Boas-vindas | Prof. Thiago Meneghel, Diretor-geral do Instituto Federal de Santa Catarina/Campus Lages.

14h00 O Diálogo Florestal e os 10 anos do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina | Marcos Alexandre Danieli, Secretário Executivo do Fórum.

14h20 Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica como ferramenta para o planejamento da paisagem | Miriam Prochnow, Presidente da Apremavi.

15h10 Intervalo e café.

15h40 Certificação Florestal como estratégia para o planejamento de propriedades e paisagens | Ivone Namikawa, Setor de Sustentabilidade Florestal da Klabin.

16h30 Importância do IFSC – Campus Lages no avanço da sustentabilidade da agricultura familiar na serra catarinense: 6 anos de Agroecologia | Luciane Costa de Oliveira, Docente do IFSC – Compus Lages.

17h30 Encerramento.

Para confirmar sua inscrição, que é gratuita, ou para mais informações, entre em contato com Marcos até o dia 23/03/18, no e-mail: [email protected].

A discussão sobre o Planejamento da Paisagem e Conservação é imprescindível para garantir o uso adequado do solo e a proteção da biodiversidade. Foto: Arquivo Apremavi.

Sobre o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina

O Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina é fruto do Diálogo Florestal, uma iniciativa que reúne empresas do setor de papel e celulose e organizações ambientalistas dos estados do Paraná e Santa Catarina, com vistas a construir uma visão comum entre esses setores que leve a ações economicamente viáveis, aumente a escala dos esforços e os resultados para a conservação do meio ambiente, gerando benefícios tangíveis para os participantes do Diálogo e para a sociedade em geral.

Este fórum tem como objetivo geral discutir e encaminhar em nível local os temas que dizem respeito à silvicultura e à conservação. Busca influenciar positivamente em ações de conservação de remanescentes florestais e campos nativos, ser um espaço de diálogo e planejamento que influencie políticas públicas voltadas à conservação ambiental e atuar no desenvolvimento e divulgação de boas práticas para conservação de remanescentes da Mata Atlântica.

Diálogo Florestal: construindo soluções, escrevendo uma nova história. Vídeo: Diálogo Florestal.

Autores: Edilaine Dick e Marcos Alexandre Danieli.

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Diálogo Florestal

Ao final de três dias de trabalho, os participantes do “II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”, concluíram o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para os 28 municípios do Alto Vale do Itajaí e dos municípios de Alfredo Wagner e Itaiópolis, que concentram inúmeras nascentes do rio Itajaí, e Leoberto Leal e Apiúna que integram as regiões administrativas do Alto Vale.

Momento de trabalho em grupo. Foto: Wigold Schaffer.

Foram intensas discussões de alto nível, entre 90 pessoas (algumas em tempo parcial) de praticamente todos os municípios da região, representando agricultores, empresas, academia, poder público e ONGS, além de representantes de diversas organizações de outros estados brasileiros e representantes internacionais de Portugal e Moçambique. O resultado desse esforço é o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias para Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaícom áreas e ações prioritárias nos seguintes temas:

1 – As áreas onde já existe ou tem potencial para o desenvolvimento do turismo rural ou turismo ecológico.

2 – As áreas onde já existem ou tem potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável tais como: produção agroecológica, sistemas agroflorestais, cordões vegetais/quebraventos, plantio/exploração de erva-mate, apicultura, etc.

3 – As áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais tais como: belezas cênicas naturais, remanescentes florestais bem conservados, locais de abrigo de fauna e flora ameaçada, endêmica ou rara, nascentes de água e mananciais hídricos, etc.

4 – As áreas prioritárias para restauração tais como: APPs, Reserva Legal e áreas para criar corredores de fauna e flora.

5 – As áreas onde existem agressões ambientais que precisam ser sanadas tais como: poluição, desmatamento, extração ilegal de madeira nativa, caça, etc.

6 – As áreas com potencial de enriquecimento ecológico da vegetação existente com espécies nativas (frutíferas, palmito, erva-mate, etc.)

7 – As áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos e manejo integrado da paisagem.

Versão preliminar do Mapa de Áreas Prioritárias para a Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Foto: Miriam Prochnow.

Realizado no Parque Universitário Unidavi em Rio do Sul, nos dias 21, 22 e 23 de março de 2017, o seminário foi uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com o Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e teve apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Grupo de Trabalho regional deve agora ser ampliado com a participação da empresa Pamplona Alimentos SA, da Cooperativa de Crédito Cresol e outras instituições.

Em breve o GT divulgará detalhes do mapa e os próximos passos que devem ser dados.

Autor: Wigold Schäffer

II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica acontecerá de 21 a 23 de março, em Rio do Sul (SC)

II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica acontecerá de 21 a 23 de março, em Rio do Sul (SC)

Diálogo Florestal

O Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí é uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com a Fundação Universitária para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e tem apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Diálogo do Uso do Solo pretende reunir conhecimento existente sobre a região, nos diversos setores que atuam na paisagem, e a partir disso oportunizar processos de envolvimento da sociedade e seus diversos segmentos e organizações para definir cenários e ações que permitam uma melhor governança, em busca do desenvolvimento sustentável.

O trabalho começou em abril de 2016, num seminário realizado em Atalanta (SC), com a participação de ONGs, agricultores, empresas privadas e públicas, governos locais, cooperativas e associações de produtores e universidades de diferentes países e de vários estados brasileiros e da região do Alto Vale.

Como resultado desse seminário foi criado um Grupo de Trabalho para dar seguimento às discussões na região. O grupo ajudou a produzir e divulgar o vídeo Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, e, ao longo do ano de 2016, realizou diversas reuniões e decidiu fazer um segundo seminário, desta vez para discutir cenários para 2030/2050.

Todos buscamos o desenvolvimento. Mas o desenvolvimento para ser duradouro tem que ser também sustentável nos aspectos ambiental, social e econômico.

Segundo a ONU, tem que ser um processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Por isso é tão importante dialogarmos sobre uso do solo e paisagens sustentáveis, para as presentes e futuras gerações.

O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como área piloto para esse trabalho em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O que se espera do II Seminário no Alto Vale do Itajaí

1. Reunir e tornar analisáveis de forma integrada o maior volume possível de informações disponíveis sobre a região;

2. Reunir especialistas e conhecedores da região para definirem, de forma consensual, as áreas consideradas prioritárias para a conservação, recuperação e uso sustentável da paisagem regional visando alcançar o desenvolvimento sustentável;

3. Estabelecer ações prioritárias para cada área identificada, para os cenários de curto, médio e longo prazos, considerando a pressão antrópica atual e futura e a atuação e desenvolvimento dos principais setores da economia regional (agropecuária, silvicultura, construção civil, indústria e comércio, serviços, turismo).

4 – Elencar ações de caráter geral para os setores público e privado e para a comunidade sobre como melhorar a ocupação e uso do solo nas áreas urbana e rural, visando a prevenção e mitigação dos riscos e efeitos de eventos climáticos extremos, a proteção do solo, a melhoria dos processos produtivos, a proteção e recuperação das florestas e da biodiversidade, a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e a proteção dos recursos hídricos.

Confira a programação

Dia 21.03.2017

13:30 horas

Abertura e contextualização 

Pelo Grupo de Trabalho: Apremavi, Amavi, Epagri, Unidavi, Uniasselvi/Famesul, Cravil, Afubra

Apresentação do vídeo Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”

14:15 horas

Experiência brasileira: Como envolver a comunidade na construção de Corredores Ecológicos e proteção dos recursos naturais: O trabalho do Centro Ecológico Ipê no entorno do Parque Estadual Morro do Diabo – SP – Laury Cullen Jr. Ph.D. – Coordenador de Projetos e Pesquisas

15:00 horas

Experiências Internacionais:

Os trabalhos da Fundação Micaia de Moçambique – Hercília Chipanga

A experiência do WWF internacional com a iniciativa New Generation Plantations – Luis Neves Silva

15:45 horas – café

16:00 horas

Apresentação do resultado do diagnóstico “Qual a sua opinião sobre Cenários para 2030/2050 no Alto Vale do Itajaí?”. Pesquisa realizada junto a pessoas conhecedoras da realidade do Alto Vale do Itajaí.

Unidavi, Apremavi, Epagri, Amavi

17:00 horas debate

Dia 22.03.2017

08:30 horas

Apresentação detalhada da Metodologia para mapeamento das áreas, definição de ações prioritárias e discussão dos cenários futuros. A metodologia vai ser participativa e interativa entre todos os participantes do seminário. Para isso serão constituídos Grupos de Trabalho por região administrativa. Os trabalhos de cada região serão apresentados ao plenário para discussão, validação e incorporação aos trabalhos dos demais grupos.

Marcos Reis Rosa – ARCPLAN-SP

Miriam Prochnow – Diálogo Florestal e Apremavi

09:15 horas – Café

09:30 horas

Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

Os grupos trabalharão na identificação em mapas de áreas críticas/prioritárias por tema (aspectos ambientais e socioeconômicos) com elaboração de mapas temáticos e preenchimento de formulários com características e ações propostas para cada área.

11:30 horas

Apresentações dos resultados dos grupos e debate

12:15 horas – Almoço – no local do evento

13:30 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

15:30 horas – Café

15:45 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa (4 grupos)

17:00 horas

Apresentações dos resultados dos grupos e debate

Dia 23.03.2017

08:30 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa

Integração de dados ambientais e socioeconômicos (elaboração de mapas regionais)

09:45 horas – Café

10:00 horas

Continuação dos Grupos de trabalho por região administrativa

Integração de dados ambientais e socioeconômicos (elaboração de mapas regionais)

12:15 horas – Almoço – no local do evento

13:30 horas

Apresentação dos resultados dos Grupos de Trabalho e debate

15:30 horas – Café

15:45 horas

Plenária final e validação dos resultados.

Debate sobre governança e próximos passos.

Autor: Miriam Prochnow

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