Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Diálogo do Uso do Solo

O Diálogo do Uso do Solo, conhecido em inglês pela sigla LUD (Land Use Dialogue), é uma iniciativa do Diálogo Florestal Internacional (TFD – The Forests Dialogue), desenvolvido em diversos países, envolvendo inúmeras parcerias locais. Já realizou eventos no Brasil, na Tanzânia e em Gana e está programando reuniões em Uganda e na República Democrática do Congo. No Brasil está em andamento desde abril de 2016, sendo coordenado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e pelo Diálogo Florestal Brasileiro. Para saber mais sobre a iniciativa no Brasil acesse a página do projeto.

O objetivo geral do LUD é discutir cenários sustentáveis no longo prazo para os territórios em questão, levando em conta a paisagem e as diferentes formas de uso do solo. A proposta é reunir o conhecimento existente e envolver os diversos setores da sociedade para discutir soluções que permitam uma melhor governança e o desenvolvimento inclusivo em paisagens em risco de destruição, como é o caso da Mata Atlântica no Brasil.

Primeira reunião do Diálogo do Uso do Solo de Gana é realizada no início de dezembro. Foto: Arquivo Apremavi.

Diálogo do Uso do Solo em Gana

Em Gana, a primeira reunião ocorreu de 03 a 07 de dezembro de 2018, na cidade de Asankragwa, onde fica o território de interesse do diálogo: Wassa Amenfi. Sendo a iniciativa apoiada pelo Projeto PLUS (Stabilizing Land Use Project) da IUCN, que pretende melhorar a governança da paisagem dos ecossistemas florestais, influenciando, por sua vez, a tomada de decisões na paisagem e no nível nacional.

O principal debate no território de Wassa Amenfi é sobre como tornar sustentáveis as atividades ali existentes, especialmente a produção de cacau e a extração de madeira, combatendo os desmatamentos e a mineração ilegais e tratando esses assuntos a luz de uma complexa rede de governança e posse de terra.

Os participantes tiveram a oportunidade de visitar áreas de agricultura e agrofloresta, inseridas na comunidade local e também uma serraria que explora árvores de concessões florestais governamentais. Durante o evento, ficou claro que uma abordagem de paisagem pode auxiliar em muito para diversificar a renda da comunidade local, esclarecer sistemas de posse e evitar a conversão de novas áreas. Uma abordagem de paisagem também aumentaria a integração de práticas agrícolas/agroflorestais amigáveis para o clima, promovendo a conservação ambiental, a sustentabilidade das cadeias de valor da produção e o desenvolvimento sustentável como um todo.

Todos os participantes se comprometeram com a continuidade da iniciativa.

Para Miriam Prochnow, que representou a Apremavi no evento, a oportunidade foi excelente: “foi um momento de grande aprendizado, mostrando que o planejamento de paisagens sustentáveis através de diálogos desse tipo, será cada mais mais necessário, diante dos cenários ambientais e climáticos que teremos que enfrentar em todo mundo. Vamos ter que trabalhar cada vez mais com plataformas colaborativas nacionais e internacionais”, afirma Miriam. Ela também espera e vai trabalhar para que a iniciativa no Brasil tenha continuidade.

Autora: Miriam Prochnow.

Diálogo do Uso do Solo é realizado em Imbaú (PR)

Diálogo do Uso do Solo é realizado em Imbaú (PR)

Diálogo do Uso do Solo

No dia 04 de outubro de 2017 a Apremavi realizou em Imbaú (PR) a oficina técnica sobre Diálogo do Uso do Solo. Participaram da oficina representantes de diferentes instituições com atuação no território dos municípios de Ortigueira, Imbaú, Telêmaco Borba e Reserva , entre eles agricultores, instituições de ensino e pesquisa, organizações de assistência técnica e comitê de bacia hidrográfica.

Coordenada pelos técnicos da Apremavi, Marcos Alexandre Danieli e Edilaine Dick, a oficina faz parte das atividades previstas no Projeto Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis e foi pautada nos seguintes objetivos:

  • reunir o conhecimento existente sobre os municípios de Ortigueira, Imbaú, Telêmaco Borba e Reserva quanto ao uso do solo;
  • conhecer e mapear o território de influência das instituições com atuação nesses municípios;
  • identificar áreas e ações prioritárias para restauração, conservação ambiental e desenvolvimento social e econômico da região; e,
  • aproximar e fortalecer as parcerias entre as instituições envolvidas.

O projeto é uma iniciativa da Klabin em parceria com a Apremavi, a The Nature Conservancy (TNC) e o Sebrae, e conta com o apoio das Prefeituras Municipais de Imbaú, Ortigueira e Telêmaco Borba, no Paraná.

Representantes de Telêmaco Borba apontam áreas no Grupo de Trabalho durante a Oficina. Foto: Marcos Alexandre Danieli.

Principais resultados

A partir da realização dos trabalhos em grupos, foram delimitados para cada município:

  1. áreas rurais prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais;
  2. áreas rurais prioritárias para restauração;
  3. áreas prioritárias com potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável;
  4. áreas urbanas e comunitárias que merecem especial atenção.

Agora, após a oficina, o desafio é levar o conteúdo produzido para os tomadores de decisão de cada município, e, envolver mais atores no processo para a validação das áreas elencadas como prioritárias, identificação de novas áreas e empoderamento da sociedade para que as ações sejam efetivadas.

Autora: Edilaine Dick.
Revisão: Carolina Schäffer.

Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis será tema de workshop

Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis será tema de workshop

Diálogo do Uso do Solo

Nos dias 22 e 23 de agosto de 2017, a Apremavi, em parceria com a EcoAgriculture Partners e o Diálogo Florestal, e apoio da Fundação Mitsubishi, irá promover o Workshop Diálogo, planejamento e gestão integrada de paisagens sustentáveis – rede de aprendizagem sobre paisagens, em São Paulo (SP).

O principal objetivo deste workshop é promover a troca de experiências entre os participantes e identificar métodos de trabalho em conjunto que nos permitam avançar significativamente na aprendizagem sobre paisagens para uma abordagem ampla no diálogo, planejamento e gestão integrada da paisagem na Mata Atlântica, incluindo restauração, conservação e desenvolvimento sustentável.

Para a presidente da Apremavi, Miriam Prochnow, o workshop é um momento para “discutirmos com os parceiros as possibilidades reais de trabalhos em conjunto para avançarmos na construção de uma rede de aprendizagem sobre paisagens“.

Louise Buck, Diretora da EcoAgriculture Partners, comentou que “está extremamente entusiasmada com o poder que o grupo de organizações que se reunirão no workshop tem para acelerar os efeitos positivos do diálogo, planejamento e gestão integrada da paisagem. Desta forma, ao unir esforços em redes de aprendizagem de paisagens sustentáveis, antecipamos uma nova multiplicação de sua eficácia e impacto.”

Diálogo do Uso do Solo no Alto Vale do Itajaí

A Apremavi irá aproveitar o workshop para apresentar aos participantes o trabalho que vem sendo desenvolvido no Alto Vale do Itajaí (AVI) e os principais resultados dessa iniciativa.

Para saber mais sobre esse Diálogo, assista ao vídeo abaixo que traz os resultados do projeto Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. O ponto culminante foi a elaboração do primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para o Alto Vale do Itajaí e municípios adjacentes.

Vídeo sobre o projeto Diálogo do Uso do Solo – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Fonte: Apremavi.

Na semana que vem iremos compartilhar os principais resultados deste workshop. Nos acompanhe em nossas redes sociais e não perca as notícias!

Autora: Carolina Schäffer

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Produzido primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí

Diálogo do Uso do Solo

Ao final de três dias de trabalho, os participantes do “II Seminário Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí”, concluíram o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias de Paisagens Sustentáveis para os 28 municípios do Alto Vale do Itajaí e dos municípios de Alfredo Wagner e Itaiópolis, que concentram inúmeras nascentes do rio Itajaí, e Leoberto Leal e Apiúna que integram as regiões administrativas do Alto Vale.

Momento de trabalho em grupo. Foto: Wigold Schaffer.

Foram intensas discussões de alto nível, entre 90 pessoas (algumas em tempo parcial) de praticamente todos os municípios da região, representando agricultores, empresas, academia, poder público e ONGS, além de representantes de diversas organizações de outros estados brasileiros e representantes internacionais de Portugal e Moçambique. O resultado desse esforço é o primeiro Mapa de Áreas Prioritárias para Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaícom áreas e ações prioritárias nos seguintes temas:

1 – As áreas onde já existe ou tem potencial para o desenvolvimento do turismo rural ou turismo ecológico.

2 – As áreas onde já existem ou tem potencial para o desenvolvimento de atividades de produção sustentável tais como: produção agroecológica, sistemas agroflorestais, cordões vegetais/quebraventos, plantio/exploração de erva-mate, apicultura, etc.

3 – As áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos naturais tais como: belezas cênicas naturais, remanescentes florestais bem conservados, locais de abrigo de fauna e flora ameaçada, endêmica ou rara, nascentes de água e mananciais hídricos, etc.

4 – As áreas prioritárias para restauração tais como: APPs, Reserva Legal e áreas para criar corredores de fauna e flora.

5 – As áreas onde existem agressões ambientais que precisam ser sanadas tais como: poluição, desmatamento, extração ilegal de madeira nativa, caça, etc.

6 – As áreas com potencial de enriquecimento ecológico da vegetação existente com espécies nativas (frutíferas, palmito, erva-mate, etc.)

7 – As áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos e manejo integrado da paisagem.

Versão preliminar do Mapa de Áreas Prioritárias para a Implantação de Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí. Foto: Miriam Prochnow.

Realizado no Parque Universitário Unidavi em Rio do Sul, nos dias 21, 22 e 23 de março de 2017, o seminário foi uma iniciativa da Associacão de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e do Diálogo Florestal, em parceria com o Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), a Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Faculdade Metropolitana de Rio do Sul (Uniasselvi-Famesul), e teve apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Diálogo Florestal Internacional (TFD) e do Programa de Florestas do Banco Mundial (PROFOR).

O Grupo de Trabalho regional deve agora ser ampliado com a participação da empresa Pamplona Alimentos SA, da Cooperativa de Crédito Cresol e outras instituições.

Em breve o GT divulgará detalhes do mapa e os próximos passos que devem ser dados.

Autor: Wigold Schäffer

Pin It on Pinterest