Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

Fridays for Future lança canção e se prepara para nova greve global dia 29/11

No dia 20 de setembro de 2019, mais de 4 milhões de pessoas participaram de protestos climáticos ao redor do mundo. Influenciada pelos jovens do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), a maior greve da história da humanidade foi só o começo. “A crise climática já é uma realidade e por isso nosso ativismo não pode parar. Governos e sociedade precisam juntos criar ações imediatas para conter o colapso ambiental, doutra forma não haverá futuro para o nosso planeta e nem para a humanidade“, relata Carolina Schäffer, ativista ambiental e sócia da Apremavi.

Novas manifestações globais foram convocadas para o próximo dia 29 de novembro. A 4 #GreveGlobalPeloClima espera reunir milhares de pessoas novamente, no Brasil algumas cidades já agendaram os seus protestos. Você tá esperando o quê para participar desse movimento?

A 4a Greve Global pelo Clima acontecerá dia 29 de novembro. Banner: Arquivo Fridays for Future Brasil..

Worldwide Unity

Recentemente o movimento #FridaysforFuture lançou um vídeo clipe mundial para a canção Unity, escrita por Mark Long e Andrew Charlewood do Fridays for Future de Viena. Inspirada na força e no potencial dos jovens que fazem parte do movimento, a canção traz um chamado para pessoas de todas as idades também aderirem a causa e lutarem por um futuro para o Planeta.

Com versos marcantes o vídeo clipe é ilustrado com imagens de manifestações, ações e atividades desenvolvidas pelos jovens do Fridays for Future ao redor do mundo. As imagens brasileiras foram gravadas em Atalanta (SC) por uma iniciativa da Apremavi e do Plantando o Futuro.

É muito gratificante para nós, jovens de Atalanta, fazermos parte do movimento e ver que nossas ações aqui no interior de Santa Catarina estão sendo divulgadas ao redor do mundo. Estamos todos juntos lutando em prol de justiça climática e da preservação do meio ambiente“, relata Jacson Floresti, ativista jovem e participante do Plantando o Futuro.

Veja trechos da canção e também o vídeo o clipe abaixo:

Listen up as we say | Ouça o que estamos dizendo
Our future’s now it starts today | O nosso futuro é agora, ele começa hoje
Stand with us side by side | Fique conosco, lado a lado

Change is always possible | Mudar sempre é possível
Cause we are unstoppable | Porque nós somos invencíveis

Now the youth planet wide | Agora a juventude de todo o planeta
Take a stand on our mother’s side | Toma uma posição em favor da mãe terra
We’ll earn more by taking less | Ganharemos mais ao tomar menos
And now it’s time to give our best | E agora é hora de dar nosso melhor

“Change is always possible, ‘cause we are instopable – Mudar é sempre possível porque nós somos invencíveis” esse é o refrão que embala a música Unity, lançada recentemente pelo movimento Fridays for Future. Reparem que imagens feitas aqui em Atalanta (SC) estão incluídas no clipe. Vídeo: Arquivo Fridays for Future.

Autora: Carolina Schäffer.

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

Cânion do Funil pode ser afetado por complexo eólico

O Cânion do Funil, um dos patrimônios geológicos brasileiros, pode ter sua beleza cênica única e selvagem afetada pela instalação iminente de um complexo eólico com 28 torres aerogeradoras no entorno do Parque Nacional (PARNA) de São Joaquim – a torre mais próxima fica a 60 metros dos limites do PARNA. Encravado no parque, em Bom Jardim da Serra, o cânion é uma das principais atrações turísticas da região junto com o Morro da Igreja.

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina abriu inquérito civil para apurar irregularidade no licenciamento prévio para instalação da usina eólica adjacente ao PARNA de São Joaquim, depois de receber representação da Comissão de Defesa dos Aparados da Serra e de organizações não governamentais que pedem a relocalização do empreendimento de modo a afastar as torres aerogeradoras dos limites do parque e das bordas do cânion, um dos cartões postais da Serra Catarinense.

O empreendimento, da Vilco Energias Renováveis, obteve licença prévia para instalar o parque eólico cujas torres podem interferir na paisagem e na experiência de avistamento do cânion pelos visitantes. O inquérito objetiva apurar, entre outros aspectos, a falta de discussão de alternativa locacional, conforme exige a legislação ambiental.

Por afetar área de um parque nacional, o Ministério Público Federal também recebeu a representação e abriu procedimento de investigação. Além da Comissão, assinam o documento junto com a Apremavi, a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), a Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (Agapan.), o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) e o Instituto Curicaca.

O turismo é um grande ativo econômico na região. Cidades como Urubici, em SC, e Cambará do Sul, no RS, tiveram grande impulso na economia devido a visitação dos parques. Esta última recebeu, em 2018, 217 mil visitantes aos cânions e outros atrativos dos parques nacionais, segundo a Secretaria Municipal de Turismo de Cambará do Sul.

O empreendimento, que envolve a terraplanagem e a construção de estradas e de linhas de transmissão, também pode afetar a biodiversidade e nascentes de mananciais que abastecem a região. O parque localiza-se sobre os divisores de águas de quatro diferentes bacias hidrográficas e é o refúgio de espécies ameaçadas de extinção, como o puma (Puma concolor) e o veado-campeiro (Ozotoceros bezoartuicus), além de aves migratórias.

O Cânion do Funil, localizado dentro do Parque Nacional de São Joaquim (SC), faz parte do mais extenso conjunto de cânions da América do Sul com cerca de 200 km. Sua beleza cênica e biodiversidade estão ameaçadas pela instalação iminente de um complexo eólico e também pela proposta de retirada desta área de dentro dos limites do PARNA. Fotos: Carolina Schäffer.

Ameaça de redução

Ao mesmo tempo em que pode ser afetado pelo empreendimento de geração de energia, a área do cânion do Funil sofre ainda a ameaça de ser retirada do PARNA de São Joaquim. Medidas provisórias fracassaram em alterar a lei 13.273, que passou 15 anos em discussão, e aprovou a ampliação do parque. No entanto, a redução de 20% da área do Parque, que incluiria o monumento e foi proposta por parlamentares catarinenses, continua em discussão em Grupo de Trabalho criado pelo ICMBio.

Sobre o Funil

Com mais de 1400 de altitude, o Cânion do Funil faz parte do mais extenso conjunto de cânions da América do Sul com cerca de 200 km. A feição funil, cone de rocha que dá nome ao cânion, é a mais impressionante das escarpas erosivas basálticas de que se constituem os Aparados da Serra – notável quebra de relevo em paralelo à costa atlântica cuja origem está relacionada a abertura e separação dos continentes.

Publicado em 2017, este curta fala sobre a importância do Parque Nacional de São Joaquim e faz um alerta sobre a ameaça que o parque está sofrendo, inclusive a região do Cânion do Funil. Vídeo: Arquivo Apremavi.

Autora: Sandra Damiani.

Lançado novo manifesto contra o PL 6.268/2016 e a caça de animais silvestres

Lançado novo manifesto contra o PL 6.268/2016 e a caça de animais silvestres

Lançado novo manifesto contra o PL 6.268/2016 e a caça de animais silvestres

A caça de animais silvestres no Brasil está proibida desde 1967. Entretanto, Valdir Collato (PMDB-SC), um dos “maiores expoentes” da bancada ruralista no Congresso Nacional, sempre disposto a apresentar ou apoiar projetos de lei que enfraqueçam a legislação ambiental e permitam desmatamento e degradação, apresentou no ano passado o Projeto de Lei 6.268/2016, na qual ele pretende revogar a lei que protege a fauna silvestre e legalizar a caça.

Para combater essa atrocidade a ONG catarinense Hachi organizou um novo manifesto contrário ao Projeto de Lei 6.268/2016 e contou com a adesão de outras 229 instituições de todo o Brasil, dentre elas a Apremavi. Veja o manifesto aqui.

Tal manifesto foi entregue no último dia 11 de setembro ao deputado Nilto Tatto (PT-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Social (CMADS) da Câmara dos Deputados e relator do PL da Caça nessa comissão, pela promotora da Justiça do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo Urbano (GECAP) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Vania Maria Tuglio.

Além disso, o jornalista e pesquisador da USP, Dimas Marques, integrante da Aliança Pró Biodiversidade (APB), entregou também ao deputado a “Relação de Documentos e Manifestos da Sociedade Civil, de eleitores e de Órgãos de Governo contra o PL 6.268/2016”, que também foi protocolada na Câmara para ser juntado ao projeto de lei em tramitação. Este documento relaciona todas as atividades que a APB desenvolveu, de forma direta ou indireta, desde janeiro de 2017 – inclusive um manifesto contra o PL assinado por 193 ONGs e pesquisadores e técnicos que atuam na área ambiental no início do ano.

Momento da entrega do manifesto ao Deputado Nilto Tatto.

A Apremavi repudia, de forma veemente, todas as iniciativas que pretendem alterar a legislação federal brasileira, a fim de autorizar a caça de animais silvestres. Diga não ao projeto de lei que autoriza a caça de animais silvestres – participe da Campanha em defesa dos animais nativos do Brasil: contra a caça, aprisionamento e tráfico.

Autor: Carolina Schäffer

Fonte: MaterNatura

Campanha da Fraternidade 2017 defende os Biomas Brasileiros e a Vida

Campanha da Fraternidade 2017 defende os Biomas Brasileiros e a Vida

Campanha da Fraternidade 2017 defende os Biomas Brasileiros e a Vida

Anualmente, desde 1962, a igreja católica no Brasil promove, no período quaresmal, que vai da quarta-feira depois do carnaval até a Páscoa, a Campanha da Fraternidade. Com o objetivo de despertar o espírito comunitário, educar para a vida fraterna e renovar a consciência de responsabilidade do cristão em relação às questões internas da igreja, à vida pessoal e às situações existenciais do povo brasileiro.

No total, já houveram sete CF abordando temas ambientais. Fato significativo é que, pela primeira vez, o tema ambiental se repete em dois anos consecutivos – 2016 “Casa comum, nossa responsabilidade”, e 2017 “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Este fato se junta a outro mais significativo ainda, qual seja, a Carta Encíclica do Papa Francisco, “Laudato Si”, abordando a grave situação do nosso planeta, consequência do modelo econômico predador da natureza e das relações humanas.

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2017

A CF 2017 convida-nos a conhecer e cuidar dos biomas brasileiros e de toda a vida neles existentes. Chama a atenção sobres o grave problema do aquecimento global e suas consequências na vida dos biomas e do planeta. Busca comprometer a sociedade, principalmente os cristãos, na busca de mudanças pessoais e institucionais em vista da preservação e respeito à toda criação. Tudo o que existe foi criado por amor e colocado aos cuidados do ser humano, por mandado do próprio Criador. Toda vida é “sopro do Espírito. Essa, pelo menos, é a fé cristã.

A CF 2017, bem como a “Laudato Si, colocam claramente que as crises ambientais e sociais são uma única crise socioambiental. As pessoas precisam rever e melhorar as relações com os seus irmãos humanos e com cada ser criado de todas as espécies, respeitando os direitos de cada um à vida e vida com qualidade. Da mesma forma, o uso dos recursos naturais deve levar em conta o direito das gerações futuras.

Para isso precisamos sair da cultura do antropocentrismo que considera como único ser de direitos o homem, e que tudo o mais existe só para servi-lo. Dessa mentalidade vem o consumismo, o individualismo, a ganância, as guerras, … que, em última análise, são as causas da situação extremamente preocupante por que passa o nosso planeta.

Wigold Schäffer e Urbano Schmitt gravando imagens para o vídeo da CF 2017. Foto: Arquivo Apremavi

A igreja produziu uma série de materiais impressos e um vídeo para a Campanha da Fraternidade 2017.

Um desses vídeos retrata o trabalho de 30 anos que a Apremavi desenvolve no apoio a comunidades tradicionais e pequenos produtores rurais para que recuperem as áreas de preservação permanente (APPs) e protejam os recursos hídricos. Um dos destaques é a participação do agricultor Antonio Pesenti de Atalanta, que fala sobre a importância de plantar árvores para proteger os mananciais hídricos.

A Apremavi também contribuiu com imagens e informações para o material da CF 2017, que poder ser encontrado no sítio da CNBB – www.campanhadafraternidade2017.com.br/

Benvinda a CF 2017. Que ela possa transformar-nos em homens e mulheres melhores. Que os nossos biomas tenham uma oportunidade para sobreviverem e se restaurarem. Que a nossa ecologia seja INTEGRAL.

Autor: Urbano Schmitt Junior

Diga não à liberação da caça no Brasil

Diga não à liberação da caça no Brasil

Diga não à liberação da caça no Brasil

Projeto de Lei de Valdir Collato revoga lei que protege a fauna silvestre no Brasil para legalizar a caça

A caça de animais silvestres no Brasil está proibida desde 1967. Não se pode dizer que tenha acabado, mas de certa forma tem diminuído, principalmente nos estados onde a atuação das polícias ambientais é mais forte e a educação ambiental se faz presente na gestão pública.

Valdir Collato é um dos “maiores expoentes” da bancada ruralista no Congresso, sempre disposto a apresentar ou apoiar projetos de lei que enfraqueçam a legislação ambiental e permitam desmatamento e degradação. Ele é autor do PL 6268/16, que legaliza a caça de animais silvestres. Seu  principal argumento é que “o exercício da caça, desde que controlada, pode ajudar a combater espécies exóticas que oferecem riscos ao ecossistema”, citando o caso do javali, que tem a caça liberada pelo Ibama desde 2013. O deputado, convenientemente, esquece-se que isto é exceção e que, mesmo assim, caçadores certamente aproveitam a oportunidade para matar outros animais.

O javali não é nativo da fauna brasileira e por isso não existem predadores naturais no Brasil. Estes animais europeus foram introduzidos no Rio Grande do Sul na década de 90 e tiveram sua criação permitida por órgãos do governo, a princípio para servir como carne “exótica”. A carne do javali não foi bem recebida pelos brasileiros, e por isso, sem medidas preventivas de controle e fiscalização eficientes, os javalis eram soltos por antigos criadores ou fugiam e encontravam um ambiente favorável para reprodução, ao longo dos anos, a população de javalis cresceu massivamente. Agora a espécie é considerada uma “praga invasora” e como resultado, milhares de animais agora são injustamente submetidos à perseguição e a uma morte cruel como “solução” para um problema que foi causado e perpetuado pelo homem.

Reconhecemos que, ainda assim, este é um problema ambiental, sanitário e social crítico e que precisa ser atendido. No entanto, incentivar que a população pratique a caça é uma medida arriscada e imoral que vai contra os esforços do país para promover práticas de bem-estar animal. A crueldade da matança estende-se não só a esses animais, como também aos cães, que estão sendo criados para matar esse animais silvestres, muitos cães morrem durante a caçada ou são abandonados pelos caçadores, por não terem mais utilidade. Além de ser desumana, a matança de animais silvestres também prejudica outras espécies. O restante da fauna também está ameaçado pelas armadilhas, perseguição por cães e ferimentos de bala e muitas vezes, enfrentando horas de sofrimento antes de morrer. A arara azul, a onça pintada, o mico leão dourado, a capivara e tamanduá são alguns dos integrantes de uma lista com mais de 350 animais nativos que estão ameaçados.

A caça na verdade serve para o gozo dos caçadores, uma verdadeira exteriorização do prazer pelo abate ou simplesmente para o tráfico de material biológico. A caça de animais silvestres nativos de nossa fauna deve ser repudiada, continuar sendo crime e fiscalizada. Nossa fauna, já tão pressionada e devastada, deve ser protegida e não destruída.

“Fundamental lembrar que a aprovação deste PL interessa diretamente a indústria armamentista brasileira e suas congêneres, principalmente americanas, maiores exportadoras de armas do planeta. E será forte estímulo à liberação de venda de armas no país, bandeira constante das mesmas e daqueles que as representam no Congresso. Não há melhor exemplo do que os EUA onde anualmente morrem dezenas de pessoas, inclusive crianças, boa parte delas com “armas de caça”. Liberar a caça significa envolver crianças que aprenderão e assimilarão a crueldade com a morte de animais, numa sociedade em que  a violência já atingiu níveis perigosos. Certamente perseguir, caçar e mata-los num ritual que pode se comparar à Idade Média , não contribui para uma cultura de busca de paz.

Mesmo relevando aspectos éticos e de respeito aos animais, a proposta não tem qualquer base técnica e à semelhança de outros PLs que a todo momento atentam contra as leis ambientais, não é discutido com a sociedade e segmentos importantes como a comunidade acadêmica. Sabemos, que com exceção da floresta amazônica, onde a população de animais silvestres apesar do desmatamento, caça e incêndios ainda é grande, no restante do país, as “florestas vazias” são “marca registrada. Mesmo que ignorássemos a crueldade da caça e o direito dos animais silvestres à vida, o número deles não suportaria esta prática. Mesmo nos parques, onde se pressupõe haver menos caça, avistar animais silvestres, principalmente da mastofauna é pura sorte, pois além de morrerem de medo da espécie humana, sua população é mínima.

Vale ressaltar ainda de que se esta proposta for aprovada, assistiremos ao aceleramento absurdo de extinção de espécies animais no país e, isto é inaceitável.

ASSINE CONTRA O PROJETO DE LEI QUE ATURORIZA CAÇA DE ANIMAIS SILVETRES NO BRASIL:

https://www.change.org/p/assine-contra-o-projeto-de-lei-que-autoriza-a-caça-de-animais-silvestres-do-brasil

Reação

Quatro Redes de ONGs de âmbito nacional estão organizando uma nota de repúdio em relação ao PL, endereçada ao ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filhp; ao secretário de Biodiversidade e Florestas, José Pedro de Oliveira Costa; ao secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Edson Duarte; e ao presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski.

A nota pontua que, na prática, “a proposição abre caminho para a liberação da caça de fauna silvestre em escala nacional, sem dúvida comprometendo os esforços que o Brasil vem desempenhando para a conservação da biodiversidade, em sintonia com a legislação nacional e com acordos internacionais como a própria Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas”. Para as instituições, isto seria  enorme retrocesso na política ambiental do país.

Assinam a nota a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), da qual a Amda faz parte; Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA); Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS); e Rede Nacional Pro Unidades de Conservação (Rede Pro UC).

Manejo de espécies

De acordo com o PL, o manejo de animais silvestres só poderá ser realizado com apresentação de plano aprovado por órgão ambiental competente e elaborado a partir de pesquisas. A comercialização desses animais poderá ocorrer localmente, desde que previsto no plano de manejo de fauna aprovado pelo órgão ambiental competente. Populações tradicionais habitantes de reservas extrativistas ou de desenvolvimento sustentável também poderão comercializar espécie vinda de caça, com autorização. Mais uma vez, o deputado finge não saber que este controle é impossível, pela extensão do país e pela crônica deficiência dos órgãos ambientais. “Se não conseguimos até hoje controlar sequer a poluição da água, fundamental à civilização humana, é hilariante pensar que a fauna, sempre relegada a último plano, passaria a ser tratada com seriedade”, afirma Dalce.

Reservas de caça

No que diz respeito à caça, o órgão ambiental poderá autorizar a criação de reserva própria para caça de animais em propriedades privadas, desde que estas atendam à legislação sobre áreas de preservação permanente e reserva legal, mas a caça de animais constantes nas listas vermelhas de espécies ameaçadas fica proibida. Ironicamente, pela proposta, 30% do lucro líquido anual da reserva deverá ser aplicado em planos para recuperar e proteger espécies da fauna silvestre brasileira.

Crime ambiental

A proposta também retira da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) o agravamento até o triplo da pena de detenção de seis meses a um ano, e multa, por matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais sem licença se isso for feito durante caça profissional.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Verifique abaixo o Manifesto das ONGs:
Manifesto contra Caça_PL 6.268-2016

Autora: Miriam Prochnow

Polícia Federal e Ibama fazem operação em Santa Terezinha

As denúncias de desmatamento na região da Fazenda Parolim, no município de Santa Terezinha, área onde já deveria ter sido criado o Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata, vêm sendo feitas pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) há vários meses. Também foram enviados ofícios ao Presidente da República, com cópia para outras autoridades, nas datas de 07/05/2009 e 08/06/2009.

A recente operação da Polícia Federal e do Ibama, atendendo aos pedidos da Apremavi e do Ministério Público Federal, operação pela qual externamos nosso agradecimento, constatou a gravidade da situação, como pode ser verificado na matéria em anexo, publicada no jornal Folha do Alto Vale, no dia 07 de outubro de 2009. Só para exemplificar a gravidade, seguem alguns números dessa operação: foram lavrados 65 autos de infração pelo Ibama e 59 procedimentos de infração criminal, pela Polícia Federal.

Nas áreas desmatadas no interior da fazenda, foi encontrado um assentamento ilegal, chamado “Nova Esperança” e vários fornos de carvão. A operação também lacrou uma serraria e apreendeu dezenas de metros cúbicos de madeira de árvores nativas, nove caminhões e quatro tratores.

Um fato gravíssimo é que esses desmatamentos estavam acontecendo exatamente na região onde deveria existir uma Unidade de Conservação, cujo processo encontra-se pronto e paralisado no governo federal desde 2006, por interferência injustificável do Ministério das Minas e Energia e da Casa Civil.

Toda essa situação é na verdade conseqüência da não criação da Unidade de Conservação em questão. O processo de criação do Refúgio, pronto desde 2006, tem “passeado” do Ministério do Meio Ambiente para a Casa Civil e vice-versa, sem o encaminhamento devido, deixando a área e sua rica biodiversidade que inclui árvores nobres e ameaçadas de extinção (Araucárias, canelas, imbuias, sassafrás, xaxins, cedros, etc), além de centenas de nascentes d’aguas à mercê da pilhagem e do crime ambiental, como comprovado na operação de fiscalização.

Lembramos que a Mata Atlântica é Patrimônio Nacional e a sua conservação é uma das  responsabilidades do governo federal, em especial através da criação de Unidades de Conservação, uma vez que o país também se comprometeu com metas da Convenção da Diversidade Biológica e no caso em questão, já investiu inúmeros recursos públicos para a elaboração dos estudos da área visando a criação de um Refúgio de Vida Silvestre. A paralisação desse processo desde 2006, sem qualquer justificativa técnica, torna o governo federal conivente com os desmatamentos em questão.

Por conta de todos esses fatos, a Apremavi enviou novo ofício do Presidente da República e Ministro do Meio Ambiente, REITERANDO mais uma vez o pedido da IMEDIATA CRIAÇÃO do Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata e ao mesmo tempo solicitando que os responsáveis pelos desmatamentos na região sejam exemplarmente punidos e que a fiscalização seja constante.

A Apremavi também está lançando uma campanha para coletar assinaturas de apoio à criação do Refúgio. O abaixo-assinado será posteriormente enviado às autoridades. PARTICIPE da Campanha SALVE o Rio da Prata.

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