Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Projetos da Apremavi

Os primeiros Bosques de Heidelberg no Brasil estão completando 20 anos. Um deles é o bosque da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, em Atalanta, onde em 1999 foram plantadas 2.000 mudas de árvores da Mata Atlântica. Para comemorar a data a escola promoveu um concurso de desenhos e elaborou uma cartilha de colorir com ilustrações, textos e poemas escritos pelos alunos. Os alunos também confeccionaram cartões postais e escreveram cartas para a parceira da Apremavi no projeto, a ONG BUND da cidade de Heidelberg, na Alemanha.

Para deixar o local ainda mais bonito e biodiverso, no dia da árvore foi realizado um plantio de enriquecimento ecológico do bosque, que já conta com mais de 70 espécies diferentes, muitas delas frutíferas nativas. O plantio foi realizado pelos alunos e professores com apoio da Apremavi e do grupo Plantando o Futuro.

Nestes 20 anos as árvores cresceram e o bosque tornou-se o lugar favorito dos alunos. Ele é usado para desenvolver atividades multidisciplinares, para lazer e para o contato com a natureza.

O projeto do bosque foi um dos vencedores do I Prêmio de Educação Ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina. Um merecido reconhecimento por todo empenho em ajudar a cuidar da natureza.

Confira tudo neste vídeo.

Confira a história do Bosque de Heidelberg plantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde, em Atlanta (SC). Vídeo: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Projetos da Apremavi

No dia 09 de outubro de 2019 foi lançada a cartilha ecológica de colorir “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela Natureza”, uma iniciativa da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde (EMEF Ribeirão Matilde). O lançamento aconteceu durante o I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC), ocorrido no salão da igreja católica no centro da cidade.

A cartilha foi confeccionada pelos alunos durante as aulas de língua portuguesa que, ao usarem o gênero textual da poesia (quadrinha), relatam a história da EMEF Ribeirão Matilde e do Bosque de Heidelberg plantado em 1999 nos fundos da escola numa parceria com a Apremavi. Nas aulas de língua inglesa os alunos fizeram a tradução dessas poesias para o inglês e nas aulas de arte soltaram a imaginação e criaram desenhos para ilustrar os versos escritos. A capa da publicação é ilustrada com o desenho vencedor de um concurso de desenhos sobre o bosque.

A cartilha tem como principal objetivo destacar a importância desse bosque para toda a comunidade escolar e também comemorar os 20 anos de implantação do Bosque de Heidelberg na escola em parceria com a Apremavi e a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde.

O festival esteve ainda repleto de atividades para as crianças, com oficinas de dobradura, contação de histórias, pintura facial, robótica, jogos e um show de mágica, além de uma feira de livros.

Esta é a segunda cartilha neste formato organizada pela escola. Em 2015 a escola lançou a cartilha “Memórias do Nosso Ribeirão” que conta a história do Ribeirão das Pedras e a importância de se restaurar a mata ciliar.

A edição e impressão da cartilha contou com o apoio da Apremavi e sua versão digital pode ser acessada aqui.

Cartilha “O Bosque da Escola” é lançada durante I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC). Fotos: Arquivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde.

Autoras: Miriam Prochnow e Rosane Jochen Herbst.

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Projetos da Apremavi

Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro aconteceu em Curitiba (PR) o XXV Congresso Mundial da IUFRO. Com o tema “Pesquisa e Cooperação Florestal para o Desenvolvimento Sustentável“, o evento, sediado pela primeira vez na América Latina, foi uma ótima oportunidade para trocar experiências e conhecimentos sobre as mais recentes descobertas e tendências da pesquisa com florestas e silvicultura.

A Apremavi esteve no evento e acompanhou de perto as discussões e alguns eventos paralelos. Além disso teve a oportunidade de apresentar o resumo de dois projetos que desenvolve em parceria com a Klabin, o Programa Matas Legais e o Programa Matas Sociais. Maurício Reis, Coordenador Regional do Programa Matas Legais no Paraná, descreve o IUFRO como o maior congresso de pesquisa florestal do mundo: “foi uma excelente oportunidade para troca de experiências, divulgação das ações dos projetos que estamos desenvolvendo e adquirir dicas sobre como tornar nossas atividades mais eficientes“.

Durante o congresso, o Diálogo Florestal Brasileiro e o Diálogo Florestal Internacional (The Forest Dialogue – TFD) promoveram um evento paralelo, dia 30 de setembro, com espaço para divulgar e debater as atividades da iniciativa conhecida como Diálogo do Uso do Solo – Land Use Dialogue (LUD). Além disso, na ocasião também foi lançado o volume nove da publicação Cadernos do Diálogo.

A apresentação de resumos sobre os Programas Matas Legais e Matas Sociais durante o Congresso Mundial da IUFRO foram feitas pela equipe da Apremavi e da Klabin.

Lançamento do novo Cadernos do Diálogo

No dia 30 de setembro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 9 do Cadernos do Diálogo “O Diálogo do Uso do Solo: planejando paisagens sustentáveis”. A publicação traz uma apresentação conceitual e histórica sobre paisagens e como a humanidade tem se relacionado com o tema, passando por exemplos de projetos concretos que podem motivar ações em outras regiões. Apresenta também um roteiro sobre os elementos essenciais para conduzir iniciativas de diálogo do uso do solo.

Um dos capítulos da publicação é dedicado inteiramente a explicar o projeto Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, que surgiu a partir de uma parceria entre o Diálogo Florestal, o TFD, a Apremavi e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como piloto para esse projeto, em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O evento de lançamento do Caderno, organizado pela parceria entre o Diálogo Florestal e o TFD, aconteceu paralelamente ao Congresso Mundial da IUFRO e contou com a participação de representantes dos Fóruns Florestais do Diálogo, além de estudantes, empresários, sociedade civil e demais participantes do congresso.

Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal, abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes. Na sequência, Gary Dunning, do TFD, apresentou o modelo do LUD e contou sobre a experiência de aplicação da iniciativa ao redor do mundo. Desde que foi lançado, o LUD já produziu uma série de resultados importantes tendo sido replicado na região do Alto Vale do Itajaí (SC), na Amazônia Brasileira, em GanaUgandaRepública Democrática do Congo e na Tanzânia. “O LUD é uma ferramenta de liderança local com um enorme potencial de apoiar a resolução de conflitos nos territórios e de assegurar a sustentabilidade nas regiões aonde é implantado“, comentou Fernanda.

Com o intuito de divulgar e debater as atividades relacionadas ao LUD, Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, apresentou as principais lições aprendidas no Alto Vale do Itajaí (SC), e Ivone Namikawa, consultora de Sustentabilidade Florestal na Klabin, contou um pouco sobre as perspectivas da realização do LUD na Amazônia e no Brasil. Para completar a programação, Márcio Braga, secretário executivo do Fórum Florestal Extremo Sul da Bahia, trouxe para o debate o tema das Plantações Florestais na Paisagem, e Sérgio Adeodato, jornalista da Página 22, expôs o conceito de Paisagem, ainda em evolução.

Miriam, que também é co-organizadora da publicação, comenta que ajudar a organizar o caderno e apresentar a experiência do AVI no evento paralelo do Congresso da IUFRO foi muito gratificante. “Estou muito feliz em estar nesse evento de lançamento do caderno sobre LUD, porque ele apresenta de fato uma metodologia de pensar e implementar paisagens sustentáveis e isso é fundamental para nosso futuro“, completa Miriam.

 

Diálogo Florestal lança publicação sobre Diálogo do Uso do Solo durante Congresso da IUFRO.

Autora: Carolina Schäffer.

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Projetos da Apremavi

Mais de 4 milhões de pessoas invadiram as ruas na última sexta-feira, dia 20 de setembro de 2019, para participar de atos em prol do meio ambiente. A Greve Global Pelo Clima (#GlovalClimateStrike), inciativa do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), foi liderada por jovens e estudantes, mas contou com a adesão de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores e até empresas.

Ao redor do globo, um total de 170 países organizaram mais de 6.631 protestos exigindo ações para impedir o avanço do aquecimento global. A mobilização partiu do pressuposto que estamos vivendo numa era de emergências climática e política e que, para que seja possível garantir um futuro para humanidade, é necessário que todos comecem a apoiar, defender e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso que estamos vivendo nos dias atuais.

Carolina Schäffer, colaboradora da Apremavi, esteve em Nova York e acompanhou de perto a mobilização que contou com a participação da jovem ativista sueca, Greta Thunberg, fundadora do movimento Fridays for Future. “A luta pela causa climática e ambiental não é de hoje, meus pais já batalham a favor dessa causa há mais de 35 anos. Por crescer num ambiente aonde ativismo é palavra de ordem, e por ter acompanhado de perto muitas lutas ambientais do Brasil, é indescritível a sensação que toma conta de mim ao ver que nós jovens conseguimos mobilizar tantas pessoas para irem as ruas e dar voz ao meio ambiente e toda a sua biodiversidade. Mais emocionante ainda é poder participar da maior mobilização da história da humanidade e poder dizer que ela foi em favor da causa ambiental. Sei que estamos longe de dizer que a luta chegou ao fim, mas definitivamente o dia 20 de setembro de 2019 marca um vitória nessa batalha que garantir um futuro para chamar de nosso“, disserta Carolina que também concedeu uma entrevista ao Estadão durante a mobilização.

Liderados por Greta Thunberg, jovem ativista climática, #greveglobalpeloclima reuniu cerca de 250 mil pessoas em Nova York (EUA) no último dia 20 de setembro de 2019. Fotos: Carolina Schäffer.

Atalanta na #GreveGlobalPeloClima

No Brasil jovens de várias cidades organizaram manifestos e invadiram as ruas.

Em Atalanta quem esteve a frente da programação foi o grupo Plantando o Futuro, que na sexta-feira (20/09), mesmo debaixo de muita chuva, reuniu os jovens na frente da Prefeitura Municipal de Atalanta (SC) com seus cartazes que traziam mensagens e pedidos de atenção para com a causa ambiental e climática. Os jovens aproveitaram a ocasião para entregar uma carta com demandas do movimento para o prefeito do município.

Nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar os jovens de Atalanta no último dia 20 de setembro, que levaram os seus cartazes para a Prefeitura de Atalanta em ato pela #greveglobalpeloclima. Fotos: Arquivo Plantando o Futuro.

Semana do Clima

A #greveglobalpeloclima abriu a Semana do Clima de Nova York (NYC Climate Summit), tradicionalmente organizada para coincidir com a Assembleia Geral da ONU, que ocorreu no dia 23 de setembro (terça-feira). Um dia antes da Assembleia, a Cúpula do Clima, mediada pelo o secretário-geral António Guterres, realizou uma reunião para que os países pudessem anunciar suas intenções de aumentar as metas de redução de gases de efeito estufa no Acordo de Paris.

No discurso de abertura do encontro, Guterres disse que “estamos perdendo a corrida da emergência climática, mas ainda podemos vencê-la“. Diante da urgência citada por Guterres, a ONU negou tempo de fala para países que estão trabalhando com novas fontes de combustíveis fósseis ou que não estão cumprindo seus compromissos a respeito da emissão de carbono. Brasil e Estados Unidos não discursaram, por exemplo. Por outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou a liberação de cerca de US$ 500 milhões em ajuda financeira para proteção de florestas tropicais, inclusive a Amazônia.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro não tenha participado do evento, por ter perdido seu direito de fala ao não cumprir com os compromissos climáticos assumidos anteriormente pelo Brasil, a brasileira Paloma Costa Oliveira, de 27 anos, esteve ao lado de António Guterres na abertura do evento e enfatizou que o que “precisamos agora é que os gestores públicos nacionais e locais transformem as soluções que já existem em políticas públicas“.

Além dela, outra jovem que marcou presença na abertura da Cúpula de Clima foi a ativista sueca Greta Thunberg, fundadora do movimento #fridaysforfuture. Com uma fala emocionante e enfática, ela responsabilizou a corrida incansável do eterno crescimento econômico pela emergência climática que estamos enfrentando e disse que não compreende como os adultos insistem em roubar o futuro das crianças mesmo sabendo que nos últimos 30 anos a ciência tem sido clara e direta sobre as ameaças da crise climática para a humanidade. Assista o discurso na íntegra.

Discurso da ativista sueca Greta Thunberg na abertura da Cúpula de Clima da ONU no último dia 22 de setembro, em Nova York (EUA). Vídeo: Mídia Ninja.

Amazonia além da Crise

Iniciativa da Rainforest Alliance, o evento “Amazonia Beyond the Crisis” (Amazonia além da Crise), que aconteceu em Nova York (EUA) no dia 21 de setembro de 2019 e antecedeu à Semana do Clima da ONU, reuniu cientistas, empresários, sociedade civil e representantes do setor público para discutir os cenários de crise na Amazônia como uma forma de prevenir novos desastres de direitos humanos, ambientais e econômicos e uma tentativa de transmitir ao mundo uma mensagem para que não se esqueçam da floresta amazônica quando as queimadas terminarem.

Carolina Schaffer, colaboradora da Apremavi, que acompanhou o evento como parte da delegação do Youth Climate Leaders, menciona que “apesar dos setores terem diferentes opiniões, há uma expectativa comum de que os investimentos de médio e longo prazo sejam imperativos e que são necessários compromissos reais do setor público e privado para interromper o desmatamento e promover uma economia florestal sustentável e diversificada“.

Evento “Amazonia Beyond the Crisis” discutiu urgência de grandes mudanças para evitar desmatamentos e incêndios na Amazônia, bem como para proteger e promover os direitos humanos da população local. Foto: Carolina Schäffer.

Autora: Carolina Schäffer.

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projetos da Apremavi

Durante o período de agosto de 2018 a julho de 2019, o pesquisador Robson Carlos Avi do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI), realizou expedições em 30 municípios localizados no Alto Vale do Itajaí (SC), região de abrangência do projeto Restaura Alto Vale.

O objetivo do trabalho foi realizar o levantamento florístico e fitossociológico das matas ciliares da região. Esta base de dados fornecerá informações básicas que poderão contribuir com a implantação de programas de proteção, enriquecimento e recuperação de matas ciliares, especialmente da região.

O resultado do estudo foi surpreendente, em 60 pontos amostrados, de áreas em estágio médio ou avançado de regeneração, foram catalogados 7.269 indivíduos, pertencendo a 426 espécies e 60 famílias botânicas.

Esse resultado mostra a grande diversidade de espécies presentes na região, visto que o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, identificou 823 espécies para o estado.

O estudo realizado é uma das atividades previstas no projeto Restaura Alto Vale, e em breve o estudo será publicado pelo pesquisador por meio de artigos científicos e outros meios de comunicação.

De acordo com Robson “A pesquisa desenvolvida confirma o quanto a região do Alto Vale é rica em biodiversidade e solidifica ainda mais a importância de pesquisas e ações de conservação da sua flora. O conhecimento sobre a comunidade vegetal que ocorre nas áreas ciliares, facilitará programas de restauração e enriquecimento, reduzindo tempo e custos, pois embasados em uma metodologia científica confiável temos conhecimento de espécies mais adaptadas e mais abundantes na vegetação ciliar da região”.

 

Em destaque, área amostrada em Atalanta (SC). Demais imagens são de pontos amostrados para o levantamento florístico e fitossociológico elaborado no âmbito do Projeto Restaura Alto Vale, da Apremavi. Fotos: Robson Carlos Avi.

Autora: Edilaine Dick.

Bosque de Heidelberg: uma inspiração no dia-a-dia da Escola do Ribeirão Matilde

Bosque de Heidelberg: uma inspiração no dia-a-dia da Escola do Ribeirão Matilde

Projetos da Apremavi

O Bosque de Heidelberg plantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC), completa 20 anos este ano. Inúmeras atividades interdisciplinares estão sendo desenvolvidas na escola para comemorar a data. Já rolou concurso de desenho, elaboração de cartilha e até carta escrita pelos alunos para a parceira da Apremavi no projeto, a ONG BUND da cidade de Heidelberg, na Alemanha.

A mais recente das atividade desenvolvidas foi a elaboração de cartões postais. A ideia surgiu numa aula sobre gêneros textuais, na qual os alunos  receberam orientações a respeito do gênero e suas características e aprenderam a elaborar e personalizar o seu cartão. Para ilustrar o cartão os alunos registraram elementos do Bosque da Escola, fizeram desenhos e colagens.

Os alunos também escreveram redações com o tema “As árvores do bosque” que foram expostas no hall de entrada da escola, criaram histórias em quadrinho e tem coletado sementes das árvores do bosque.

Múltiplas atividades interdisciplinares estão sendo realizadas para comemorar os 20 anos do Bosque de Heidelberg plantado na Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC). Foto: Arquivo Apremavi.

Entrega das cartilhas

No dia 13 de setembro a Apremavi foi até a Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde em Atalanta (SC) para entregar as recém impressas cartilhas “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela Natureza”. A cartilha é uma iniciativa da Escola, tem o apoio da Apremavi e do BUND, e contém desenhos e poemas elaborados pelos alunos que fizeram do bosque sua fonte de inspiração artística.

Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, relata que foi um momento muito especial. “Ver a felicidade dos alunos e das professoras recebendo o fruto de um importante trabalho de educação ambiental foi gratificante“, complementa Miriam.

O lançamento oficial da cartilha será realizado ainda este ano.

Apremavi entrega as cartilhas “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela natureza” para os alunos e professores da Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde. Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Carolina Schäffer.

Projeto Restaura Alto Vale na RPPN Serra do Lucindo

Projeto Restaura Alto Vale na RPPN Serra do Lucindo

Projetos da Apremavi

Em setembro as atividades do projeto Restaura Alto Vale iniciaram na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo, localizada em Bela Vista do Toldo (SC).

Entre os dias 02 a 04 foram plantadas 1.200 mudas de 30 espécies nativas da Mata Atlântica, em especial clímax e secundárias. Araucária, Imbuia, Cedro, Canjerana, Erva-mate, Peroba, Tarumã, Guabiroba, Pinheiro-bravo, foram algumas das espécies utilizadas para enriquecer uma área de 4,28 hectares de floresta secundária que no passado era utilizada para agricultura.

O plantio foi realizado pela equipe do projeto Restaura Alto Vale, estagiários e moradores locais. Além do plantio das mudas outras ações como corte e controle de espécies exóticas, roçadas e manutenção de cercas foram realizadas para complementar a metodologia utilizada.

E, para auxiliar ainda mais na conservação da RPPN, três proprietários de áreas rurais vizinhas à RPPN irão recuperar as áreas de preservação permanente localizadas em afluentes e nas margens do rio Barra Mansa, ação essa apoiada pelo projeto Restaura Alto Vale e pelo projeto Clima Legal.

O estagiário Luan Ferreira dos Santos, que auxiliou no plantio, comenta que conhecer a RPPN e ver a sua evolução através das fotos e relatos dos moradores locais, faz ter a certeza da importância da unidade de conservação e do trabalho que está sendo realizado. “A comunidade está engajada nas ações e está despertando o interesse de fazer o mesmo. Além disso, contribuir no enriquecimento da reserva é gratificante, pois tenho certeza que será mantida para as futuras gerações”, complementa Luan.

Projeto Restaura Alto Vale realiza plantio de recuperação de 4,28 hectares de área degradada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo. Foto: Edilaine Dick.

Autora: Edilaine Dick.

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Projetos da Apremavi

Na Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) gostamos mesmo é de plantar florestas, por isso já estamos ansiosos para ver como vão estar as mudas que plantamos hoje no Bosque Ellepot. Em quanto tempo será que as primeiras sombras aparecerão?

No dia 04 de setembro de 2019 a Apremavi iniciou a implantação do Bosque Ellepot, na localidade de Santo Antônio, em Atalanta (SC). O plantio de 4.000 mudas de árvores nativas tem como objetivo celebrar a parceria com a empresa Ellepot, responsável pela tecnologia de mesmo nome, inaugurada pela Apremavi junto com as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas, em abril desde ano.

No último dia 4 de setembro a Apremavi e parceiros realizaram o plantio de 4.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica no Bosque do Ellepot. Fotos: Arquivo Apremavi.

A implantação do novo viveiro foi possível graças ao apoio do BNDES, através do projeto Restaura Alto Vale, de investimentos da própria Apremavi e da parceria com a empresa Ellepot, que produz um sistema de produção de mudas de mesmo nome. O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses.

Esse sistema elimina o uso de saquinhos ou tubetes plásticos na produção de mudas, possibilita o plantio direto sem retirada da embalagem otimizando o tempo de plantio, evita deformação das raízes propiciando ganho de altura das árvores, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis e facilita plantios manuais e mecanizados. Com essa tecnologia a Apremavi caminha para uma produção de mudas mais sustentável, diminuindo sua própria pegada ecológica.

O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses. Foto: Miriam Prochnow.

O plantio foi realizado com a participação de integrantes do Grupo Plantando o Futuro e da equipe e diretoria da Apremavi. Representando a Ellepot estiveram presentes Darci Wernek, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Ricardo Forneris Junior, Gerente de Vendas para a América do Sul.

Na oportunidade os representantes da Ellepot visitaram o viveiro para conferir as mudas produzidas no novo sistema e constataram que a produção está de vento em popa e com mudas de excelente qualidade. Eles também visitaram a Trilha da Restauração, que fica ao lado do Centro Ambiental Jardim das Florestas e conheceram o Portal Ambiental, plataforma onde são cadastrados e estão disponíveis os dados das áreas em restauração com apoio da Apremavi.

Representantes da empresa Ellepot durante visita ao Viveiro Jardim das Florestas e caminhada na Trilha da Restauração, na Apremavi. Fotos: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Bosques de Heidelberg completam 20 anos

Bosques de Heidelberg completam 20 anos

Projetos da Apremavi

A história dos Bosques de Heidelberg no Brasil é uma história de parcerias. Tudo começou em 1998, numa primeira visita da Apremavi à cidade de Heidelberg, na Alemanha, onde aconteceu um encontro com representantes da prefeitura e do Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland (BUND), a ONG ambientalista local. A visita foi coordenada por um integrante do BUND, que havia acabado de realizar um estágio na Apremavi.

Assim surgiu um projeto para restaurar a Mata Atlântica, o Bosques de Heidelberg em Atalanta, com o objetivo de plantar mudas de árvores nativas e atividades de educação ambiental. Com o passar dos anos e a parceria gerando cada vez mais resultados, o projeto passou a ser chamado de Bosques de Heidelberg no Brasil. Já foram plantadas mais de 110 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, formando mais de 90 bosques, em 17 cidades. Uma verdadeira história de parcerias.

Os primeiros bosques foram plantados em 1999 e este ano completam 20 anos. Um deles fica na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC), que está desenvolvendo várias atividades alusivas à data com seus alunos. Já noticiamos algumas delas aqui no site da Apremavi. Confira os desenhos que os alunos fizeram na Semana da Biodiversidade e as cartas que eles escreveram na Semana do Meio Ambiente.

Outro bosque fica ao lado Krüger Haus em Trombudo Central (SC). Os proprietários da Krüger Haus desenvolvem atividades relativas à história da imigração alemã na região e também ações de educação ambiental com os visitantes. 

Vale a pena conhecer de perto essa história.

Plantado em 1999 no âmbito do Projeto Bosques de Heidelberg no Brasil, o Bosque da Krüger Haus comemora 20 anos esse ano. Confira as fotos e o vídeo que a Apremavi preparou depois da visita realizada pela nossa equipe.

Autora: Miriam Prochnow.

Projeto Restaura Alto Vale capacita agentes de saúde

Projeto Restaura Alto Vale capacita agentes de saúde

Projetos da Apremavi

A preocupação com os recursos hídricos tem sido constante desde o momento da concepção do Projeto Restaura Alto Vale e ganha força à medida que o projeto avança, que agricultores são mobilizados e novas parceiras são desenhadas.

Em fevereiro de 2019, para ampliar suas ações o Restaura Alto Vale somou esforços com o programa “Cuidar da água é cuidar da saúde” que tem por objetivo melhorar a qualidade dos mananciais hídricos da área rural do município de Imbuia – SC. De acordo com a coordenadora do programa, Tatiana Possani, as agentes comunitárias de saúde (ACS), por terem contato direto com os agricultores, são uma das principais interlocutoras do programa e tem a incumbência de levar informação de qualidade à todas as propriedades visitadas no município.

Por tanto, o primeiro passo foi forcener atividades de capacitação para as agentes, que participaram no dia 15 de maio de 2019 de palestras, visita de campo à áreas restauradas pela Apremavi e puderam conhecer o Viveiro de Mudas Jardim das Florestas e acompanhar de perto um pouco do trabalho desenvolvido pela Apremavi.

Por conta da parceria da Apremavi com o município de Imbuia – SC, mais de 30 propriedades já receberam a visita das agentes de saúde e da equipe técnica da Apremavi e agora aguardam o recebimento das mudas de árvores nativas para iniciar a restauração das áreas degradadas previamente identificadas no mapeamento.

Para a ACS Azenir Aparecida Boll é um prazer participar do projeto, “principalmente por estimular e preservar as nossas fontes de água, pois água é sinônimo de qualidade de vida e saúde”. Claudiane Steinheuser Scheidt, comenta que o projeto é uma ótima maneira de acompanhar de perto que acontece nas comunidades e fazer parte da mudança, “mesmo quem não reside na área rural tem interesse em fazer a restauração em seus sítios” enfatiza.

Uma outra ação realizada no âmbito do Restaura Alto Vale aconteceu no dia 05 de julho de 2019 quando uma equipe formada por agricultores, agentes de saúde e funcionários da Secretaria de Agricultura do município de Rio do Campo – SC, participaram de um dia de campo na Apremavi, com o intuito de formalizar parceria com o projeto Restaura Alto Vale e expandir os cuidados com os recursos hídricos.

Para Jony Dey Mertens, agricultor do município de Rio do Campo – SC, a visita na Apremavi foi muito importante “foi perceptível que é possível resgatar as nossas florestas e a biodiversidade, e principalmente, agora podemos aplicar o que foi visto aqui na Apremavi na nossa propriedade e estimular outros proprietários a participarem do projeto”.

Autora: Edilaine Dick.

Na Semana do Meio Ambiente alunos de Atalanta escrevem carta para ONG alemã

Na Semana do Meio Ambiente alunos de Atalanta escrevem carta para ONG alemã

Projetos da Apremavi

O bosque de Heidelberg implantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta, está completando 20 anos. Inúmeras atividades interdisciplinares estão sendo desenvolvidas para comemorar a data. Aproveitando a semana do meio ambiente, os alunos escreverem cartas para a ONG BUND – Freunde der Erde da cidade de Heidelberg, na Alemanha, falando sobre o bosque da escola – o primeiro bosque plantado no âmbito do projeto Bosques de Heildelberg (Heidelberger Wäldchen) .

Foram escritas cartas individuais e uma coletiva, que foi traduzida para a língua inglesa. As atividades foram realizadas nas aulas de português e inglês, com os alunos do terceiro, quarto e quinto anos. Os alunos do primeiro ano trabalharam com a formação de palavras e os do segundo ano com a produção de acrósticos. Os aluninhos da creche elaboraram um bonito cartaz fazendo pintura com as mãos.

As cartas e demais materiais serão enviados ao BUND por intermédio da APREMAVI, que com a ajuda de colaboradores traduziu a carta coletiva para a língua alemã. As atividades que estão sendo realizadas na escola durante este ano são um excelente exemplo de ações de Educação Ambiental que podem ser desenvolvidas em outras escolas.

Carta Coletiva escrita pelos alunos

Ribeirão Matilde, Atalanta(SC) – Brasil, 20 de maio de 2019.

Olá querida Ong de Heidelberg.

Nós somos alunos da escola municipal de Ribeirão Matilde, município de Atalanta, Brasil, onde a 20 anos atrás vocês patrocinaram o plantio de 2 mil mudas de árvores nativas do bioma da Mata Atlântica em nossa escola, formando o Bosque de Heidelberg.

O local aonde foi feito o plantio de árvores era usado pela comunidade para jogar lixo. Ficava atrás do prédio escolar e os alunos e professores da época tiveram uma ideia de escrever uma carta para a Apremavi, pedindo mudas de árvores para serem plantadas no dia da árvore (21 de setembro).

A Apremavi trouxe então a ideia de limpar o local e ali instalar um bosque com as mudas doadas pela Ong da Alemanha. E assim foi feito.

Hoje 20 anos depois, o bosque está um local lindo, com pássaros, árvores, muitas flores, frutos, bancos para descansar e ler, balanços, bromélias… é um espaço de preservação ambiental e de estímulo para nós da escola fazermos projetos, feiras e mostras científicas.

Gostaríamos de agradecer a vocês por ter patrocinado nosso bosque que hoje nos traz tanta inspiração e orgulho em manter um local tão preservado. No bosque nós brincamos, estudamos, lemos, coletamos sementes, replantamos árvores, passeamos, identificamos espécies nativas…

O trabalho que vocês desenvolvem na Ong é muito importante para a preservação do meio ambiente.

Esperamos que vocês continuem ajudando projetos ambientais pelo mundo a fora.

Um forte abraço.

Alunos da EMEF Ribeirão Matilde.

Carta coletiva escrita pelos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde que será entregue para a ONG Alemã BUND. Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Bosque de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos

Bosque de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos

Projetos da Apremavi

Em 2019 um dos primeiros Bosques de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos. É o bosque da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, plantado em 1999, dentro da parceria da Apremavi com a ONG alemã Bund.

A professora Rosane Jochem Herbst conta que o bosque foi implantado no ano em que ela começou a lecionar na escola: “tenho o privilégio de participar da implantação deste projeto desde o pedido das mudas de árvores pelos alunos para a Apremavi. O bosque já incentivou muitas ações pedagógicas, ajudando a conquistar prêmios e inspirando muitos projetos interdisciplinares, feiras, mostras científicas, como também se tornou um excelente lugar para lazer, leituras, brincadeiras e estudos”, salienta a educadora.

Uma das atividades desenvolvidas pela escola para comemorar os 20 anos do bosque foi um concurso de desenho “O bosque da escola”, onde os alunos, com a ajuda de seus familiares, puderam se expressar artisticamente sobre esse belo local. O desenho vencedor foi escolhido na semana do Dia da Biodiversidade, 22 de maio, por integrantes da Apremavi, durante visita à escola. Ele estará na capa da cartilha ecológica que está sendo produzida.

Mural de desenhos do concurso “O bosque e a escola”. Foto: Miriam Prochnow.

O desenho vencedor foi feito pelo aluno Nicolas Foss e sua família. Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, conta que foi uma tarefa muito difícil fazer essa escolha, uma vez que todos os desenhos foram muito bem feitos, mostrando a ligação que os alunos tem com esse ambiente natural restaurado. Fica claro também a importância que áreas assim podem desempenhar da educação de nossas crianças e jovens, especialmente nos tempos atuais, onde o contato com a natureza é cada dia mais vital.

Além do concurso de desenhos e da cartilha ecológica, a escola programou outras atividades para comemorar os 20 anos do bosque, entre elas a identificação das espécies plantadas e o enriquecimento com espécies nobres que ainda não se encontram ali. A identificação das espécies já foi iniciada e já foram identificadas 69 espécies.

Para homenagear todos os participantes vamos divulgar aqui todo os desenhos inscritos.

Em destaque: Nicolas Foss, vencedor do concurso, ao lado do desenho que ele fez com sua família. Galeria: 40 desenhos participantes do concurso “O bosque da escola” e jurados em processo de seleção do desenho vencedor do concurso. Fotos: Miriam Prochnow.

Conheça a história dos Bosques de Heidelberg

A parceria da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) com a cidade de Heidelberg, na Alemanha, começou em 1998 com uma visita de Miriam Prochnow à cidade. A visita foi desdobramento de um seminário de intercâmbio entre ONGs brasileiras e alemãs, em Berlim. Após o seminário, Miriam e outros brasileiros foram até Heidelberg para uma série de reuniões com representantes da prefeitura e do Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland (BUND), uma ONG ambientalista local. A visita foi coordenada por Klemens Laschefski do BUND, que havia acabado de realizar um estágio na Apremavi.

O intercâmbio entre as instituições tem como principal atividade a restauração da Mata Atlântica e o primeiro Bosque de Heidelberg foi implantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, em 1999, logo após a parceira ter sido acordada. O projeto ficou conhecido como Heidelberger Wäldchen in Atalanta (Bosques de Heidelberg em Atalanta). Com o passar dos anos e com a parceria gerando cada vez mais resultados, o projeto passou a ser chamado de Bosques de Heidelberg no Brasil. Já foram plantadas mais de 110 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, formando mais de 90 bosques, em 17 cidades.

Grande parte dos recursos arrecadados para possibilitar o plantio desses bosques no Brasil vem de esforços de alunos das escolas municipais de Heidelberg, através da venda de cucas e panquecas, produtos de Natal, entre outros. A concentração da captação acontece no período de Natal, quando os alunos são estimulados a “comprar” mudas de árvores para restaurar a Mata Atlântica e dar de presente o certificado desse plantio, ao invés dos presentes tradicionais.

Desde 2008, representantes da Apremavi realizam em Heidelberg uma semana de palestras com alunos. A ação faz parte do projeto Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer (A Mata Atlântica vai às salas de aula), que acontece em parceria com a BUND, a cidade de Heidelberg e a Apremavi. Dentro da parceria, a Apremavi também já recebeu várias visitas e estagiários de Heidelberg, que tiveram a oportunidade de ajudar nas atividades de produção e plantio de mudas.

A história do Bosque na escola do Ribeirão Matilde é bem interessante, porque partiu de uma ação dos alunos. Estava se aproximando o dia da árvore e os alunos da primeira série fizeram uma carta para a Apremavi pedindo mudinhas para plantar em terreno localizado no pátio atrás da escola, que era usado como lixão. Foram 36 cartinhas, cada uma escrita por uma criança. A professora Rosane Jochem Herbst conta que eles estavam esperando a doação de algumas poucas mudas, mas tiveram uma surpresa, quando a Apremavi sugeriu modificar totalmente o espaço, transformando-o num bosque.

Um mutirão de limpeza foi realizado com pais e alunos e foram retirados caminhões de entulho do local. Um novo mutirão aconteceu para o plantio de 2 mil mudas de espécies nativas. Desde então, o bosque serve para incentivar as atividades ambientais da escola: aulas de ciências, leitura, educação física e educação ambiental. Os alunos ainda colhem frutas e sementes. O bosque que completa 20 anos em 2019 é uma pequena joia de biodiversidade na comunidade, abrigando mais de 60 espécies diferentes da Mata Atlântica.

Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde posam para foto à sombra do Bosque plantado em 1999. Foto: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Projetos da Apremavi

Na semana de 08 a 12 de abril de 2019 a colaboradora e sócia da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Carolina Schäffer, esteve na cidade de Heidelberg, Alemanha, para conversar com estudantes alemães sobre a importância da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Acompanhada de Brigitte Heinz, representante da ONG alemã BUND – Freunde der Erde, que é parceira da Apremavi, Carolina realizou atividades e palestras, ministradas na língua alemã, em 9 escolas diferentes, envolvendo 20 turmas e mais de 550 alunos, com idade entre 7 e 15 anos.

A ação desenvolvida pela Apremavi e pelo BUND, faz parte do projeto Bosques de Heildelberg no Brasil e é um excelente processo para trazer consciência ambiental para as crianças e jovens, pois expõe a imensa biodiversidade da Mata Atlântica e também a importância da sua preservação para o Brasil e o mundo. Além disso, incentiva os estudantes a tomarem ação no enfrentamento dos problemas ambientais globais.

O projeto

A ação “A Mata Atlântica vai às salas de aula – Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer” faz parte do projeto Bosques de Heidelberg no Brasil e é realizada desde 2008 em parceria com a ONG ambientalista BUND – Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland, a cidade de Heidelberg e a Apremavi.

O projeto e o intercâmbio entre as instituições acontece desde 1999 e tem como principal objetivo restaurar a Mata Atlântica no Brasil e apoiar ações de educação ambiental.

Os Bosques de Heidelberg no Brasil – Heidelberger Wäldchen in Brasilien já somam mais de 117 mil árvores nativas plantadas com a ajuda de estudantes da região do Alto Vale do Itajaí em Santa Catarina.

Além das atividades nas escolas a Apremavi teve a oportunidade de participar da Assembleia Geral do BUND e pode prestar contas sobre o andamento do projeto e mostrar as principais conquistas do último ano. Foto: Carolina Schaffer.

1000 árvores antes dos 30

Em dezembro do ano passado a sócia e colaboradora da Apremavi, Carolina Schaffer, lançou um desafio para si mesma: plantar 1000 árvores em um ano. Desde então ela tem participado de vários plantios de árvores junto com a equipe da Apremavi aqui em Santa Catarina. Não contente em plantar árvores no Brasil, Carolina aproveitou a oportunidade e enquanto esteve em Heidelberg ela conseguiu plantar duas árvores nativas da floresta de coníferas tão típica da Europa.

Para Carolina ter a oportunidade de plantar árvores ao redor do mundo é especial,  “plantar árvores é uma das ações mais altruístas que o ser humano pode fazer, afinal é incrível saber que as sementes que plantamos agora serão as árvores que no futuro garantirão sombra, água e alimento para a humanidade” comenta Carolina.

Autora: Carolina Schäffer.

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Projetos da Apremavi

No último dia 12 de março o Centro Ambiental Jardim das Florestas, em Atalanta (SC), sediou uma atividade de campo do projeto Restaura Alto Vale que teve a participação de agricultores e técnicos dos municípios de Alfredo Wagner, Chapadão do Lageado e Imbuia (SC).

Edilaine Dick, coordenadora do projeto, destacou que o dia de campo foi criado para ser um espaço de troca de experiências sobre restauração florestal e agricultura orgânica. “Para nós também é importante que os participantes do projeto entendam a importância do monitoramento das áreas restauradas para avaliação do reestabelecimento dos processos ecológicos e funções do ecossistema“, completou Edilaine.

Afonso Klopel, agricultor do município de Ituporanga (SC) e um dos primeiros agricultores orgânicos da região do Alto Vale do Itajaí, foi um dos convidados do evento e compartilhou sua trajetória na agricultura orgânica, desafios enfrentados e a importância de superá-los. “A conservação das sementes para perpetuação das espécies é de extrema importância na agricultura“, destacou Afonso ao dar dicas sobre melhores técnicas para conservar as sementes.

Além das rodas de conversa sobre restauração florestal e agricultura orgânica, o dia de campo também teve visitas ao Viveiro Jardim das Florestas, a algumas áreas restauradas pela Apremavi e uma ida à propriedade da Ursula e Emil Berschinock, produtores orgânicos de Atalanta (SC).

Para Tatiana Possani, agente da vigilância sanitária de Imbuia (SC), a troca de experiências foi muito proveitosa e não poderia ter sido num lugar melhor. “O Alto Vale é privilegiado por ter a Apremavi visto que a maioria de suas atividades são em benefício do pequeno agricultor, o auxiliando na restauração das matas ciliares e no planejamento de suas propriedades“, comentou Tatiana.

Autoras: Edilaine Dick e Carolina Schäffer.

Restaura Alto Vale dedica semana a construção e fortalecimento de parcerias

Restaura Alto Vale dedica semana a construção e fortalecimento de parcerias

Projetos da Apremavi

A Apremavi acredita que uma das formas de garantir o sucesso de um projeto é através da construção e do fortalecimento de parcerias, por conta disso, nos dias 19 e 20 de fevereiro a equipe do projeto Restaura Alto Vale esteve no Centro de Motivação Ecológica e Alternativas Rurais (CEMEAR) e na Secretaria de Agricultura e Departamento de Meio Ambiente (SADEMA) de Presidente Getúlio, e, se reuniu com o Prefeito Municipal de Rio do Campo e com a agente de Assistência Técnica e Extensão Rural do município. As reuniões tiveram como objetivo a apresentação do projeto Restaura Alto Vale no intuito de unir esforços com projetos já existentes nesses municípios e na região e assim num esforço único tornar as práticas agrícolas mais sustentáveis e incentivar a conservação e recuperação de recursos hídricos.

No dia 21 de fevereiro os parceiros do Restaura Alto Vale se reuniram no Centro Ambiental Jardim das Florestas, em Atalanta, para acompanhar a reunião anual do projeto. Durante o encontro foram apresentados os resultados alcançados com o projeto no ano de 2018, além disso, a equipe conversou sobre eventuais mudanças nos rumos das atividades, estratégias para fortalecimento das parcerias já consolidadas e desenhou o planejamento dos trabalhos para 2019. Ao final do dia os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e obras de ampliação do Viveiro Jardim das Florestas.

Já no dia 22 de fevereiro, a coordenadora do Restaura Alto Vale, Edilaine Dick, apresentou o projeto, seus objetivos e resultados alcançados até o momento durante a Assembleia Geral da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), em Rio do Sul. “O apoio das prefeituras no cadastramento dos agricultores junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e seu engajamento em projetos como o Restaura Alto Vale são de extrema importância para garantir não só o sucesso do projeto, mas também a conservação e recuperação do meio ambiente“, ressaltou Edilaine para os prefeitos presentes no evento.

Antes de encerrar a semana a equipe do projeto ainda conseguiu um tempinho para testar o novo protocolo de monitoramento que está sendo elaborado pela Apremavi para melhor acompanhamento de seus projetos. O teste em questão foi efetuado em propriedades atendidas pela instituição localizadas nos municípios de Dona Emma e Trombudo Central. Em breve traremos mas informações sobre o protocolo, aguardem!

Autoras: Edilaine Dick e Carolina Schäffer.

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Projetos da Apremavi

O Diálogo do Uso do Solo, conhecido em inglês pela sigla LUD (Land Use Dialogue), é uma iniciativa do Diálogo Florestal Internacional (TFD – The Forests Dialogue), desenvolvido em diversos países, envolvendo inúmeras parcerias locais. Já realizou eventos no Brasil, na Tanzânia e em Gana e está programando reuniões em Uganda e na República Democrática do Congo. No Brasil está em andamento desde abril de 2016, sendo coordenado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e pelo Diálogo Florestal Brasileiro. Para saber mais sobre a iniciativa no Brasil acesse a página do projeto.

O objetivo geral do LUD é discutir cenários sustentáveis no longo prazo para os territórios em questão, levando em conta a paisagem e as diferentes formas de uso do solo. A proposta é reunir o conhecimento existente e envolver os diversos setores da sociedade para discutir soluções que permitam uma melhor governança e o desenvolvimento inclusivo em paisagens em risco de destruição, como é o caso da Mata Atlântica no Brasil.

Primeira reunião do Diálogo do Uso do Solo de Gana é realizada no início de dezembro. Foto: Arquivo Apremavi.

Diálogo do Uso do Solo em Gana

Em Gana, a primeira reunião ocorreu de 03 a 07 de dezembro de 2018, na cidade de Asankragwa, onde fica o território de interesse do diálogo: Wassa Amenfi. Sendo a iniciativa apoiada pelo Projeto PLUS (Stabilizing Land Use Project) da IUCN, que pretende melhorar a governança da paisagem dos ecossistemas florestais, influenciando, por sua vez, a tomada de decisões na paisagem e no nível nacional.

O principal debate no território de Wassa Amenfi é sobre como tornar sustentáveis as atividades ali existentes, especialmente a produção de cacau e a extração de madeira, combatendo os desmatamentos e a mineração ilegais e tratando esses assuntos a luz de uma complexa rede de governança e posse de terra.

Os participantes tiveram a oportunidade de visitar áreas de agricultura e agrofloresta, inseridas na comunidade local e também uma serraria que explora árvores de concessões florestais governamentais. Durante o evento, ficou claro que uma abordagem de paisagem pode auxiliar em muito para diversificar a renda da comunidade local, esclarecer sistemas de posse e evitar a conversão de novas áreas. Uma abordagem de paisagem também aumentaria a integração de práticas agrícolas/agroflorestais amigáveis para o clima, promovendo a conservação ambiental, a sustentabilidade das cadeias de valor da produção e o desenvolvimento sustentável como um todo.

Todos os participantes se comprometeram com a continuidade da iniciativa.

Para Miriam Prochnow, que representou a Apremavi no evento, a oportunidade foi excelente: “foi um momento de grande aprendizado, mostrando que o planejamento de paisagens sustentáveis através de diálogos desse tipo, será cada mais mais necessário, diante dos cenários ambientais e climáticos que teremos que enfrentar em todo mundo. Vamos ter que trabalhar cada vez mais com plataformas colaborativas nacionais e internacionais”, afirma Miriam. Ela também espera e vai trabalhar para que a iniciativa no Brasil tenha continuidade.

Autora: Miriam Prochnow.

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Projetos da Apremavi

Ao longo dos dois últimos meses a associada e colaboradora da Apremavi, Carolina Schäffer, participou do Curso de Desenvolvimento de Lideranças para o Século XXI. Organizado pelo YCL Brasil, a iniciativa representa o capítulo brasileiro do programa internacional YCL – Youth Climate Leaders (Jovens Líderes em Clima) e tem como principal objetivo capacitar jovens de todo o mundo para desenvolverem suas habilidades de liderança e empreendedorismo e criar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

Composto por 3 partes: imersão, field placement e formação de delegação para COP24, o curso teve um currículo focado no desenvolvimento de habilidades para liderança, como Teoria U, escuta ativa e escrita reflexiva. Especialistas em ciência do clima, cooperação internacional, gestão de projetos e transição de carreira também foram convidados a apresentar suas trajetórias e projetos para inspirar o gupo de líderes.

Carolina agora é parte do YCL Network e junto com os demais líderes em clima está pensando soluções para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, além, é claro, de ter acesso exclusivo a oportunidades de intercâmbios profissionais e mentoria de profissionais da área socioambiental.

Imersão prática

Após 6 semanas de encontros para discussão teórica, o curso foi finalizado com uma imersão prática de quatro dias no Sinal do Vale, em Duque de Caxias (RJ), um lugar idealizado para regenerar ecossistemas, comunidades e indivíduos através de relacionamentos inspiradores e experiências de aprendizado. No famoso modelo do “aprender fazendo”, o Sinal do Vale sugere aos visitantes um mergulho em práticas que propõe soluções para a restauração das florestas e a regeneração dos solos, a importância das trocas entre as comunidades e a sugestão de novos sistemas e hábitos alimentares.

Além da oportunidade de mergulhar nas práticas oferecidas pelo Sinal do Vale, foram criados espaços interativos e rodas de conversas onde os jovens puderam compreender a importância e o funcionamento de diferentes iniciativas como a Plant for The Planet, a Mancha Tintas Orgânicas, e a plataforma Compras do Bem, todas engajadas no mesmo propósito de construir um planeta mais sustentável. Também foram elaboradas dinâmicas que ajudaran os líderes em clima a aprofundar o seu estudo nos planos de carreira e na conexão com o propósito de vida e suas missões.

Confira algumas fotos da imersão na galeria abaixo.

Prática em Agrofloresta

No penúltimo dia da imersão do YCL no Sinal do Vale, Felipe Villela, da reNature., e Eraldo Nagual, da Ecovila El Nagual, ministraram uma prática em agrofloresta para os jovens líderes do YCL.

A agrofloresta é uma prática agrícola sustentável que produz alimentos de forma natural. É caracterizada por misturar várias árvores, arbustos, hortaliças, gramíneas e culturas que se complementam, conseguindo assim uma maior variedade de rendimentos e mantendo o equilíbrio natural do ecossistema. Essas plantações simultâneas garantem um fornecimento contínuo de alimentos, bem como alto retorno econômico.

Confira algumas fotos da prática na galeria abaixo.

Jovens Líderes em Clima

A rede de Jovens Líderes em Clima, ou Youth Climate Leaders (YCL), é uma organização brasileira que forma jovens do mundo todo com potencial de assumir cargos de liderança (seja em empresas, governos ou organizações sociais) e chefiar projetos e organizações na área de mudanças climáticas e sustentabilidade.

O YCL oferece a oportunidade para que os jovens passem por formações online e off-line, incluindo aulas, visitas de campo e coaching e consigam se inserir profissionalmente no mercado de trabalho, seja começando ou avançando suas carreiras, unindo propósito e impacto social na área das mudanças climáticas/sustentabilidade através da educação e fazendo a ponte com organizações que já atuam no setor.

O primeiro piloto do YCL incluiu 10 dias de formações teóricas com profissionais da área em Paris (em parceira com a Universidade de Columbia) e visitas técnicas seguidas por um mês de imersão em projetos no Quênia. A imersão termina agora com a participação de uma delegação do YCL na COP-24, na Polônia.

Grupo Brasileiro de Jovens Líderes em Clima. Foto: Gabriel Carvalho.

Declaração de Futuro

Ao cursar as trilhas propostas pelo programa, os participantes foram convidados a construir uma declaração de futuro na qual deveraim buscar caminhos e soluções para responder a seguinte pergunta:

Qual a realidade futura que eu hoje escolho criar, e como a manifestarei na prática?

“Oi, eu sou a Carolina. Sou bióloga e artista. Aprendi desde cedo a amar e respeitar a natureza. Compreendo que todas as formas de vida merecem respeito e cuidado. Entendo que no mundo em que vivemos todos somos parte de um todo, não há pensamento solitário. Sei que o futuro aonde quero viver é influenciado diretamente pelos meus hábitos e minhas escolhas e também pelos hábitos dos meus amigos, parentes e vizinhos. Por isso, e pelo amor que as florestas me ensinaram a ter, a realidade que eu escolho construir hoje é baseada na expansão da consciência, na multiplicação do conhecimento, na difusão das ideias. Quanto mais pessoas se reconcetarem com a natureza, maior será a chance de salvarmos a humanidade. Eu acredito que cada movimento é importante e conta: uma foto do momento decisivo, uma conversa com o amigo não convertido, um filme emocionado, um livro escrito na folha de bambu, uma poesia musicada, uma comida preparada com afeto, uma árvore semeada com amor. Vamos [email protected]

Autora: Carolina Schäffer.

Apremavi realiza encontro de Viveiristas

Apremavi realiza encontro de Viveiristas

Projetos da Apremavi

Durante o último dia 31 de outubro representantes de cinco viveiros das regiões do Alto Vale do Itajaí e Planalto Norte de Santa Catarina se reuniram no Centro Ambiental Jardim das Florestas, da Apremavi, para participar de um encontro que promoveu a troca de experiências e informações sobre o funcionamento de Viveiros Florestais e sobre o processo de produção de mudas de árvores nativas.

O encontro começou com a palestra do Maicon D. Duffecky, proprietário do Viveiro Florestal Dufatto, sobre a produção de mudas em tubetes e a técnica de enxertia de araucárias. Para Maicon o sucesso do Viveiro Dufatto está baseado em dois pilares:  a inovação e a sucessão. “Estou sempre buscando novas tecnologias e envolvendo a minha família e a de meus colaboradores nas atividades diárias“, disse Maicon que esteve acompanhado do filho, Rian, de apenas 04 anos durante todo o encontro.

Apresentação do Maicon Duffecky no Curso de Viveiristas da Apremavi. Foto: Edilaine Dick.

Na sequência, Leondres R. Borges, conhecido popularmente como “Seu Shiluca”, falou sobre o método de produção através da propagação de mudas por raízes. “Aprendi a técnica sozinho, experimentando, testando e aprimorando a produção observando os erros e acertos e, hoje, a ensino para outros viveiritas e interessados“, disse Leondres que produz em seu viveiro particular diversas mudas que são doadas para moradores do município de Lontras (SC).

O encontro foi finalizado com uma visita do grupo às instalações do Viveiro Jardim das Florestas, da Apremavi. Durante a visita foram trocadas experiências sobre o processo de produção de mudas em saquinho, a coleta de sementes, a formação e manutenção de sementeiras, além de uma rápida vistoria nas instalações de ampliação e modernização do Jardim das Florestas que estão em andamento no momento.

Para Sidnei Prochnow, que trabalha na produção de mudas da Apremavi a cerca de 20 anos, o dia foi de muito aprendizado: “pudemos esclarecer várias dúvidas do dia-a-dia como viveiristas e ensinar nossas técnicas para os colegas de ofício“. Robson Avi, do Horto Florestal da Unidavi, destacou a troca de experiências muito válida: “foi possível conhecer técnicas utilizadas em diferentes Viveiros da Região e estabelecer contatos facilitando futuras trocas de informações e materiais“.

Esse intercâmbio entre viveiristas é uma das ações previstas no Projeto Restaura Alto Vale, executado pela Apremavi com financiamento do BNDES.

Autora: Edilaine Dick.

Matas Legais recupera nascentes e leva alunos para visitar áreas restauradas

Matas Legais recupera nascentes e leva alunos para visitar áreas restauradas

Projetos da Apremavi

No dia 27 de setembro o Programa Matas Legais recebeu a visita de alunos, professores e do diretor do Colégio Pedro Marcondes Ribas, situado no Distrito Barro Preto, município Ventania (PR). Os 21 estudantes do Ensino Médio realizaram, juntamente com os professores, o diretor e a equipe do projeto, um plantio de mudas de árvores nativas.

O Programa Matas Legais é uma parceria da Apremavi e com a empresa Klabin e tem o objetivo de desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

O plantio das mudas nativas ocorreu na propriedade de Nelson Manys, localizada no município Ventania (PR). A propriedade faz parte do Grupo de Produtores do Médio Rio Tibagi (GPMT 3) de Certificação Florestal – FSC, e possui diversas nascentes, que com a ajuda do Programa Matas Legais, estão sendo restauradas. O objetivo da realização de plantios com estudantes é demonstrar na prática como se implanta um projeto de restauração florestal – desde a abertura dos berços (buracos), o coroamento em volta dos berços, o processo de nutrição (adubação), o plantio das mudas e explicações sobre as futuras manutenções de limpeza.

Curiosidade

Nelson Manys, além de gostar de preservar e recuperar as nascentes da sua propriedade, também é conhecido por ser uma atração cultural no seu bairro: desde 2014, na véspera do Natal, ele se transforma no Papai Noel do Barro Preto. Vestido a caráter e com seu trenó sobre rodas ele percorre o bairro distribuindo presentes e balas para a criançada. “Iniciei esse trabalho há quatro anos a pedido da diretora de uma creche aqui do bairro e, desde então, não consigo mais parar. Fico impressionado com a alegria das crianças ao me ver”, comenta Nelson.

Na véspera de Natal, Nelson Manys, um amante da natureza, se transforma no Papai-noel do Barro Velho. Foto: Arquivo Apremavi.

Visita às propriedades

A segunda etapa da visita aconteceu no dia 19 de outubro, quando a equipe do Programa Matas Legais levou a turma de alunos e professores para conhecer duas propriedades do município de Curiúva (PR) que estão em processo de restauração a mais tempo.

Restauradas há cerca de 5 anos, as propriedade de João Bento Alves e de Andréia de Fátima Oliveira ajudaram a demonstrar o processo de crescimento das mudas, algumas inclusive já estavam começando a frutificar. Além disso, os estudantes puderam perceber a relação das diversas espécies dentro do ecossistema e os desafios da restauração de áreas degradadas, principalmente nos três primeiro anos.

É muito importante poder mostrar para os alunos o trabalho que foi feito aqui na propriedade e, orgulhosamente, o resultado e as vantagens que vem junto com esse trabalho. Temos que cuidar da natureza como se fosse uma criança, ela precisa de zelo, carinho e muita conversa, mas compensa, o resultado é indescritível”, comentou Valdir, irmão da proprietária Andréia.

Autor: Maurício Reis.
Revisão: Carolina Schäffer.

Bosques de Heidelberg chega ao Planalto Norte Catarinense

Bosques de Heidelberg chega ao Planalto Norte Catarinense

Projetos da Apremavi

Nos dias 24 e 25 de setembro a Apremavi implantou os primeiros “Bosques de Heidelberg” no município de Canoinhas, localizado na região do Planalto Norte de Santa Catarina.

O Projeto Bosques de Heidelberg é fruto da parceria entre a Apremavi e a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde. O BUND é uma organização sediada em Heidelberg, no sul da Alemanha, que trabalha desde 1976 pela proteção e conservação ambiental desenvolvendo projetos com foco especial na educação e conscientização de jovens e adultos.

A implantação dos Bosques foi feita através do plantio de mudas de árvores nativas. Um dos Bosques foi plantado em uma área no Quartel da Policia Militar Ambiental, e o outro Bosque foi plantado na propriedade do Selmo Steilein. Ao todo foram plantadas 1.100 mudas de árvores nativas.

Coordenado por Edegold Schaffer e Maíra Ratuchinski, funcionários da Apremavi, os plantios contaram com a participação do prefeito municipal de Canoinhas, do secretário de obras do município, de professores do Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, de professores da rede pública municipal, de estudantes e ambientalistas mirins, da equipe da Polícia Ambiental, de alguns servidores municipais, e, com a família do Selmo Steilein, proprietário do terreno aonde o plantio foi feito.

O Major Froehner, comandante da 3ª Companhia da Policia Militar Ambiental (PMA), e o Sargento Leonardo Joriel de Quadros, agradeceram imensamente a implantação dos Bosques de Heidelberg em Canoinhas e informaram que esses plantios vão ajudar a potencializar os projetos de educação ambiental já desenvolvidos pela PMA, como o Programa Unidos pelo Meio Ambiente (PUMA) e o Programa Protetor Ambiental Mirim.

Após o plantio dos Bosques, Edegold e Maíra visitaram seis famílias de agricultores, dos municípios de Canoinhas e Bela Vista do Toldo, que aderiram ao Projeto Restaura Alto Vale e irão realizar, com o apoio do projeto, a restauração das Áreas de Preservação Permanente (APPs) de suas propriedades.

Para Edilaine Dick, coordenadora do projeto Restaura Alto Vale, a restauração de APPs nessas propriedades em Bela Vista do Toldo é de extrema importância. “As áreas a serem restauradas são vizinhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo, de propriedade da Apremavi, e sua restauração possibilita a ampliação do fragmento florestal ali encontrado“, complementou Edilaine.

Autores: Edegold Schaffer, Maíra Ratuchinski e Edilaine Dick.
Revisão: Carolina Schäffer.
Fotos: Edegold Schaffer e Maíra Ratuchinski.

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