Agentes de Saúde de Atalanta passam por capacitação na Apremavi

Agentes de Saúde de Atalanta passam por capacitação na Apremavi

Agentes de Saúde de Atalanta passam por capacitação na Apremavi

Unindo esforços com a Prefeitura Municipal de Atalanta, a Apremavi está promovendo ações visando a conservação dos recursos hídricos do município e para que a conscientização da população sobre a causa ambiental aconteçam de forma efetiva.

Ao longo de sua existência a Apremavi já desenvolveu vários projetos que visam a recuperação de áreas degradadas localizadas especialmente em áreas de preservação permanente. Entre os projetos atuais estão o Restaura Alto Vale, o Bosques de Heidelberg e o Clima Legal. Atualmente a Prefeitura de Atalanta está desenvolvendo o Programa Água Boa que tem como objetivo auxiliar os proprietários de imóveis na realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), na restauração de áreas degradadas e em outras ações que visam a conservação dos recursos hídricos.

Uma importante atividade realizada no âmbito da parceria entre a Apremavi e a Prefeitura foi a realização de uma oficina de capacitação com as agentes de saúde do município de Atalanta, no dia 17 de março de 2020, no Centro Ambiental Jardim das Florestas. Durante a oficina aconteceu uma visita ao Viveiro de Mudas Jardim das Florestas e uma capacitação onde foram tratados assuntos como a importância da Mata Ciliar e o cumprimento do Código Florestal. Além disso, como técnicas que realizam o contato direto com os proprietários, as agentes também receberam orientações sobre melhores abordagens para instruir os moradores a participar dos projetos da Apremavi e da Prefeitura.

Para Tatiana Vogelbacher, técnica do projeto Restaura Alto Vale essa capacitação é de suma importância. “As agentes de saúde realizam visitas em todas as residências do município e serão responsáveis por passar as orientações sobre a importância dos cuidados com os recursos hídricos e restauração das áreas degradadas”, destaca Tatiana.

Com essa parceria teremos água boa e qualidade de vida para a toda comunidade de Atalanta, e consequentemente a diminuição das doenças vinculadas a água não tratada”, comenta Juarez Miguel Rodermel, prefeito do município.

Em Atalanta, o Projeto Restaura Alto Vale já beneficiou 44 proprietários rurais, que correspondem a 5,41% das propriedades do município. Já foram restaurados 13,51 hectares que correspondem a 16,66% do passivo ambiental, conforme dados cadastrados no CAR.

Capacitação com as agentes de saúde do município de Atalanta (SC) aconteceu no dia 17 de março de 2020 no Centro Ambiental Jardim das Florestas. Foram abordados temas como a importância dos recursos hídricos e do cumprimento do Código Florestal​. Fotos: Arquivo Apremavi.

Autora: Edilaine Dick.
Revisão: Carolina Schäffer.

Apremavi e Bloom Bits realizam primeiro plantio de mudas da parceria

Apremavi e Bloom Bits realizam primeiro plantio de mudas da parceria

Apremavi e Bloom Bits realizam primeiro plantio de mudas da parceria

No final de fevereiro a Apremavi e a Bloom Bits deram o ponta-pé inicial e plantaram as primeiras 141 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica no âmbito da parceria, firmada em 2019. As árvores foram plantadas no loteamento Bauer, em Agrolândia (SC).

De Balneário Camboriú (SC), a Bloom Bits é uma marca de superalimentos para pessoas que buscam nutrição inteligente e um estilo de vida mais consciente. O plantio de árvores nativas é o principal objetivo da parceria com a Bloom Bits, que destina parte dos seus lucros para a realização da atividade.

Para João Becker, responsável pela Causa de Proteção ao Meio Ambiente na empresa, a participação na atividade e a vinda até Atalanta foram memoráveis. “Praticamente toda a vegetação que nos circundava era resultado das atividades de plantio e reflorestamento da equipe da Apremavi, criando uma energia incrível no local. Nosso dia foi preenchido por muitas histórias, trocas de experiência e, claro, o registro do plantio das primeiras mudas da nossa parceria. Foram momentos memoráveis que nos estimulam à fortalecer cada vez mais essa parceria e a proteção do Meio Ambiente“. Confira o depoimento completo no Instagram da marca.

Para acompanhar a evolução do plantio, os dados da atividade foram inseridos no Portal Ambiental, um sistema de planejamento, monitoramento e transparência da Apremavi, e podem ser acessados através desse link.

Todas as ações da parceria acontecem no âmbito do Clima Legal, um projeto da Apremavi criado em 2007 que tem como objetivo o plantio de árvores nativas visando a neutralização de emissões de CO2 e que já plantou mais de 138 mil árvores.

Parceria com a Bloom Bits, firmada no início do segundo semestre de 2019, prevê o plantio de bosques de árvores nativas da Mata Atlântica. Fotos: Edinho P. Schäffer.

Autores: Edinho P. Schäffer e Carolina Schäffer.

Equipe de sustentabilidade da Klabin visita a Apremavi e reforça parceria que completa 15 anos

Equipe de sustentabilidade da Klabin visita a Apremavi e reforça parceria que completa 15 anos

Equipe de sustentabilidade da Klabin visita a Apremavi e reforça parceria que completa 15 anos

No dia 03 de março a Apremavi recebeu a visita da equipe de sustentabilidade da Klabin. Foi um importante dia, uma vez que em 2020 as duas instituições completam 15 anos de parceria, através dos projetos Matas Legais e Matas Sociais. O Projeto Matas Legais iniciou em 2005 no estado de Santa Catarina e em 2008 foi também para o estado do Paraná. Em 2015, no Paraná, teve início o projeto Matas Sociais.

Nestes 15 anos de trabalho conjunto foram envolvidas 1.662 propriedades, num total de mais de 530 hectares restaurados com plantio de mudas nativas e 2.717 hectares remanescentes em conservação e regeneração natural. Foram plantadas/doadas 1.7000.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica (dados de 2019).

Dentro da parceria são desenvolvidas ações de apoio ao fomento florestal; orientações para adequação ambiental de propriedades; auxílio na restauração da Mata Atlântica; apoio no processo de certificação florestal; educação ambiental e capacitação; diagnósticos socioambientais; elaboração de Planos da Mata Atlântica; e planejamento de paisagens sustentáveis.

Equipes da Apremavi e Klabin na Trilha da Restauração, localizada nas proximidades do Viveiro Jardim das Florestas, em Atalanta (SC). Foto: Wigold B. Schäffer.

Para Julio Cesar Batista Nogueira, Gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin, a visita foi uma grata satisfação e oportunidade de conhecer a equipe e as instalações da  Apremavi: “reforçamos mais ainda a nossa parceria de 15 anos com trabalhos em propriedades rurais de pequenos e médios produtores, de preservação ambiental, conservação das propriedades, educação ambiental, diversificação da produção, adequação ambiental das propriedades, incentivo ao associativismo/cooperativismo. Buscamos identificar novas oportunidades para ampliar ainda mais esta parceria que tem obtido excelentes resultados para os participantes dos nossos programas ambientais e sociais”, complementou Julio.

Para Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, essa visita foi muito importante: “ao mesmo tempo em que é um momento de celebração dos resultados, é também uma oportunidade para aprofundar os trabalhos e causar um impacto positivo ainda maior nas comunidades, uma vez que além de na parceria estarem representados os objetivos de cada instituição, o objetivo maior é apoiar ações de sustentabilidade com ganhos para a sociedade como um todo”.

A Apremavi e a Klabin também se encontram e atuam nas seguintes iniciativas: 

Diálogo Florestal Brasileiro, Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, Diálogo Florestal Internacional (The Forests Dialogue), Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, FSC Brasil e FSC Internacional.

Durante o ano de 2020 serão desenvolvidas várias atividades para comemorar os 15 anos dessa parceria de sucesso, que pode servir de exemplo para outras organizações e setores.

Além de visitarem a Trilha da Restauração, a equipe da Klabin conheceu a estrutura do Viveiro Jardim das Florestas e do Centro Ambiebtal. Fotos: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Apremavi instala energia solar

Apremavi instala energia solar

Apremavi instala energia solar

O dia 04 de março de 2020 vai entrar pra história da Apremavi como um dia muito especial. O dia em que a Apremavi se solarizou. A partir de agora, toda a energia consumida nas suas dependências será advinda da energia solar. Com isso, a Apremavi se torna uma das primeiras ONGs ambientalistas do Brasil a ter uma estrutura sustentável e adaptada ao combate à crise climática.

A Apremavi já contava com placas solares para aquecimento de água, e agora com a implantação dos painéis fotovoltaicos, completa-se o ciclo de produção de energia limpa, sem emissão de carbono .

Ao lado do plantio de árvores, atividade que a Apremavi realiza desde sua fundação, o uso de energias alternativas e limpas, como a solar, é uma das formas mais eficientes de se combater o aquecimento global.

Instaladas ao lado do Centro Ambiental Jardim das Florestas, num espaço que será utilizado como estacionamento, as 80 placas solares têm uma capacidade de produção mensal estimada em 2660 KWh. Isso suprirá a demanda energética de toda a estrutura da Apremavi – sua sede, Viveiro de Mudas e Centro Ambiental em Atalanta, o escritório em Rio do Sul e outras bases em Santa Catarina.

O sistema fotovoltaico tem um aplicativo que pode ser instalado no celular e mostra a quantidade de energia produzida, bem como um demonstrativo da quantidade de árvores que deixam de ser cortadas.

As 80 placas solares instaladas tem capacidade de produzir 2.660 KWh/mês, energia mais do suficiente para alimentar a sede, o Viveiro de Mudas e o Centro Ambiental da Apremavi. Fotos: Arquivo Apremavi.

Para Edinho Pedro Schaffer, presidente da Apremavi, esse é um momento de celebração: “desde a construção do Centro Ambiental Jardim das Florestas, em 2013, que já foi pensado num conceito de sustentabilidade, se sonhava com um sistema fotovoltaico. Com a instalação das placas solares vamos passar a produzir nossa própria energia, gerando auto suficiência na questão energética. Além disso vamos auxiliar na redução da emissão de CO2, pois a energia que estaremos produzindo é limpa e renovável”, complementa Edinho.

O fundador e conselheiro da Apremavi, Wigold Schaffer, aponta a implantação da energia solar como um grande passo pela sustentabilidade: “é pura poesia para quem defende um planeta habitável e desenvolvimento com qualidade de vida”. Ele Lembra que nos tempos atuais vamos precisamos cada dia mais de poesias como essa.

Ainda não esteve na Apremavi? Conhecer o novo sistema de energia solar é mais um motivo para agendar uma visita.

Autora: Miriam Prochnow.

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Parceria com a Bloom Bits, firmada  no início do segundo semestre de 2019, prevê o plantio de bosques de árvores nativas da Mata Atlântica. 

De Balneário Camboriú (SC), a Bloom Bits é uma marca de superalimentos para pessoas que buscam nutrição inteligente e um estilo de vida cada vez mais consciente. Irmã mais nova da Ocean Drop, uma marca de vitaminas a base de algas e microalgas para pessoas que buscam alimentos de qualidade nutricional avançada e sustentável, a Bloom Bits tem como propósito investir 5% dos seus lucros na proteção da natureza.

E é aí que entra a parceria com a Apremavi. Interessados em doar parte desses lucros para a Apremavi, a Bloom Bits aderiu ao Clima Legal, um projeto da Apremavi que promove o plantio de árvores nativas para sequestro de carbono. A parceria tem como objetivo principal o plantio de mudas de árvores, com potencial inclusão de atividades de educação ambiental e campanhas de distribuição de mudas em escolas da região do Alto Vale do Itajaí (SC).

Para João Becker, diretor da marca, a expectativa é aproximar a Bloom Bits cada vez mais de movimentos que atuam de forma prática em contribuições positivas para o meio ambiente. “Nossa vontade é de estreitar os laços entre Bloom e Apremavi ao longo do tempo para que consigamos fortalecer ainda mais as atividades relacionadas ao tema. Como marca que trabalha com produtos vindos da natureza, onde a proposta é fornecer benefícios ao ser humano, nada mais justo do que retribuir à natureza de igual forma, realizando trabalhos que também forneçam benefícios ao meio ambiente“, complementa João.

É evidente que os projetos e ações da Apremavi são fortalecidos graças ao apoio de parceiros, patrocinadores e doadores, mas em cada nova parceria o ganho da Apremavi vai muito além do fortalecimento das ações ambientais que desenvolvemos. A cada nova parceria criamos uma verdadeira rede de amigos que lutam pela mesma causa e estão em busca da conservação e restauração das nossas florestas“, comenta Edinho Schäffer, presidente da Apremavi.

Parceria entre a Apremavi e a Bloom Bits prevê o plantio de bosques de árvores nativas no âmbito do Clima Legal, um projeto da Apremavi criado em 2007. Foto: Arquivo Apremavi.

Sobre o Clima Legal

Com mais de 110 mil mudas de árvores plantadas ao longo dos últimos 12 anos, o Clima Legal é um projeto que tem como objetivo realizar plantios de árvores nativas visando a neutralização de emissões de CO2, amenizando os efeitos das mudanças climáticas e contribuindo com a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica.

Dividido em 6 modalidades, cada uma com os seus benefícios e quantidades de mudas plantadas, podem aderir ao projeto tanto pessoas físicas quanto jurídicas​.

Saiba mais aqui.

Autora: Carolina Schäffer.

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

Projetos desenvolvidos pela Apremavi são divulgados em nova publicação do Diálogo Florestal

No último dia 30 de outubro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 1 da Série Casos de Sucesso “Recursos Hídricos e Florestas Plantadas“. A publicação é resultado de uma chamada pública, organizada pelo Diálogo Florestal, que selecionou casos de sucesso vinculados a projetos que atestam o bom manejo florestal em nível de microbacia, evidenciando o antes e o depois no que tange aos recursos hídricos.

Neste primeiro volume da série são apresentados três casos, sendo que dois deles dizem respeito a trabalhos de restauração florestal realizados através de programas desenvolvidos pela Apremavi em parceria com a Klabin. Restauração florestal, formação de corredores ecológicos e conservação de recursos hídricos, caso 2 da publicação, apresenta os resultados do trabalho realizado em sete propriedades rurais no município de Reserva (PR), com apoio do Programa Matas Legais. Restauração de manancial de abastecimento público e educação ambiental, caso 3 da publicação, conta um pouco da trajetória e dos resultados dos trabalhos de restauração florestal realizados pelo Programa Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis.

Para Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, é muito gratificante ter dois projetos da instituição escolhidos para figurarem nesta primeira publicação do Diálogo Florestal. “Me sinto muito feliz em fazer parte dessa instituição e colaborar com projetos que tenham resultados tão positivos e de fato geram impacto nas comunidades aonde atuamos“, completa Edilaine.

O evento de lançamento da publicação aconteceu em Curitiba (PR) durante o Seminário Regional organizado pelo Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina. O Fórum PR e SC está pautado nos princípios do Diálogo Florestal e busca discutir e encaminhar em nível local os temas que dizem respeito à silvicultura e à conservação. A Apremavi compõe o Fórum desde a sua abertura, em 2008, exercendo hoje sua Secretaria Executiva.

Com o objetivo de promover a troca de experiências e a discussão sobre a gestão de recursos hídricos, o seminário teve como público alvo empresas do setor florestal, ONGs, plantadores de florestas, agricultores, extensionistas rurais, órgãos ambientais e poder público municipal, conselhos municipais de meio ambiente, comitês de bacia hidrográfica, empresas de consultoria, estudantes e demais interessados no tema.

Sueli Ota, diretora técnica da Taoway – Sustentabilidade Socioambiental, comenta que “o seminário, além de proporcionar conhecimento técnico de alta qualidade, imprimiu a importância do estabelecimento de parcerias para a gestão com seriedade, inovação e numa visão sistêmica que leva em conta a complexidade das ações para a sustentabilidade ambiental“.

Você pode acessar a versão digital do volume 1 dos Casos de Sucesso: Recursos Hídricos e Florestas Plantadas aqui.

Imagens do Seminário Regional do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina que aconteceu em Curitiba (PR) no último dia 30 de novembro de 2019. Fotos: Marcos Rosa Filho.

Autora: Carolina Schäffer.

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Bosques de Heidelberg uma história de parcerias

Os primeiros Bosques de Heidelberg no Brasil estão completando 20 anos. Um deles é o bosque da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, em Atalanta, onde em 1999 foram plantadas 2.000 mudas de árvores da Mata Atlântica. Para comemorar a data a escola promoveu um concurso de desenhos e elaborou uma cartilha de colorir com ilustrações, textos e poemas escritos pelos alunos. Os alunos também confeccionaram cartões postais e escreveram cartas para a parceira da Apremavi no projeto, a ONG BUND da cidade de Heidelberg, na Alemanha.

Para deixar o local ainda mais bonito e biodiverso, no dia da árvore foi realizado um plantio de enriquecimento ecológico do bosque, que já conta com mais de 70 espécies diferentes, muitas delas frutíferas nativas. O plantio foi realizado pelos alunos e professores com apoio da Apremavi e do grupo Plantando o Futuro.

Nestes 20 anos as árvores cresceram e o bosque tornou-se o lugar favorito dos alunos. Ele é usado para desenvolver atividades multidisciplinares, para lazer e para o contato com a natureza.

O projeto do bosque foi um dos vencedores do I Prêmio de Educação Ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina. Um merecido reconhecimento por todo empenho em ajudar a cuidar da natureza.

Confira tudo neste vídeo.

Confira a história do Bosque de Heidelberg plantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde, em Atlanta (SC). Vídeo: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

Cartilha ecológica é lançada durante Festival Literário em Atalanta

No dia 09 de outubro de 2019 foi lançada a cartilha ecológica de colorir “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela Natureza”, uma iniciativa da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde (EMEF Ribeirão Matilde). O lançamento aconteceu durante o I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC), ocorrido no salão da igreja católica no centro da cidade.

A cartilha foi confeccionada pelos alunos durante as aulas de língua portuguesa que, ao usarem o gênero textual da poesia (quadrinha), relatam a história da EMEF Ribeirão Matilde e do Bosque de Heidelberg plantado em 1999 nos fundos da escola numa parceria com a Apremavi. Nas aulas de língua inglesa os alunos fizeram a tradução dessas poesias para o inglês e nas aulas de arte soltaram a imaginação e criaram desenhos para ilustrar os versos escritos. A capa da publicação é ilustrada com o desenho vencedor de um concurso de desenhos sobre o bosque.

A cartilha tem como principal objetivo destacar a importância desse bosque para toda a comunidade escolar e também comemorar os 20 anos de implantação do Bosque de Heidelberg na escola em parceria com a Apremavi e a ONG Alemã BUND – Freunde der Erde.

O festival esteve ainda repleto de atividades para as crianças, com oficinas de dobradura, contação de histórias, pintura facial, robótica, jogos e um show de mágica, além de uma feira de livros.

Esta é a segunda cartilha neste formato organizada pela escola. Em 2015 a escola lançou a cartilha “Memórias do Nosso Ribeirão” que conta a história do Ribeirão das Pedras e a importância de se restaurar a mata ciliar.

A edição e impressão da cartilha contou com o apoio da Apremavi e sua versão digital pode ser acessada aqui.

Cartilha “O Bosque da Escola” é lançada durante I Festival Literário da rede municipal de ensino de Atalanta (SC). Fotos: Arquivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde.

Autoras: Miriam Prochnow e Rosane Jochen Herbst.

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Apremavi participa de Congresso Mundial da IUFRO

Entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro aconteceu em Curitiba (PR) o XXV Congresso Mundial da IUFRO. Com o tema “Pesquisa e Cooperação Florestal para o Desenvolvimento Sustentável“, o evento, sediado pela primeira vez na América Latina, foi uma ótima oportunidade para trocar experiências e conhecimentos sobre as mais recentes descobertas e tendências da pesquisa com florestas e silvicultura.

A Apremavi esteve no evento e acompanhou de perto as discussões e alguns eventos paralelos. Além disso teve a oportunidade de apresentar o resumo de dois projetos que desenvolve em parceria com a Klabin, o Programa Matas Legais e o Programa Matas Sociais. Maurício Reis, Coordenador Regional do Programa Matas Legais no Paraná, descreve o IUFRO como o maior congresso de pesquisa florestal do mundo: “foi uma excelente oportunidade para troca de experiências, divulgação das ações dos projetos que estamos desenvolvendo e adquirir dicas sobre como tornar nossas atividades mais eficientes“.

Durante o congresso, o Diálogo Florestal Brasileiro e o Diálogo Florestal Internacional (The Forest Dialogue – TFD) promoveram um evento paralelo, dia 30 de setembro, com espaço para divulgar e debater as atividades da iniciativa conhecida como Diálogo do Uso do Solo – Land Use Dialogue (LUD). Além disso, na ocasião também foi lançado o volume nove da publicação Cadernos do Diálogo.

A apresentação de resumos sobre os Programas Matas Legais e Matas Sociais durante o Congresso Mundial da IUFRO foram feitas pela equipe da Apremavi e da Klabin.

Lançamento do novo Cadernos do Diálogo

No dia 30 de setembro de 2019 o Diálogo Florestal lançou o volume 9 do Cadernos do Diálogo “O Diálogo do Uso do Solo: planejando paisagens sustentáveis”. A publicação traz uma apresentação conceitual e histórica sobre paisagens e como a humanidade tem se relacionado com o tema, passando por exemplos de projetos concretos que podem motivar ações em outras regiões. Apresenta também um roteiro sobre os elementos essenciais para conduzir iniciativas de diálogo do uso do solo.

Um dos capítulos da publicação é dedicado inteiramente a explicar o projeto Diálogo do Uso do Solo na Mata Atlântica – Planejando Paisagens Sustentáveis no Alto Vale do Itajaí, que surgiu a partir de uma parceria entre o Diálogo Florestal, o TFD, a Apremavi e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O Alto Vale do Itajaí foi escolhido como piloto para esse projeto, em razão do reconhecimento de que o uso do solo na região já atende em grande medida aos preceitos do que se entende como paisagens sustentáveis.

O evento de lançamento do Caderno, organizado pela parceria entre o Diálogo Florestal e o TFD, aconteceu paralelamente ao Congresso Mundial da IUFRO e contou com a participação de representantes dos Fóruns Florestais do Diálogo, além de estudantes, empresários, sociedade civil e demais participantes do congresso.

Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal, abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes. Na sequência, Gary Dunning, do TFD, apresentou o modelo do LUD e contou sobre a experiência de aplicação da iniciativa ao redor do mundo. Desde que foi lançado, o LUD já produziu uma série de resultados importantes tendo sido replicado na região do Alto Vale do Itajaí (SC), na Amazônia Brasileira, em GanaUgandaRepública Democrática do Congo e na Tanzânia. “O LUD é uma ferramenta de liderança local com um enorme potencial de apoiar a resolução de conflitos nos territórios e de assegurar a sustentabilidade nas regiões aonde é implantado“, comentou Fernanda.

Com o intuito de divulgar e debater as atividades relacionadas ao LUD, Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, apresentou as principais lições aprendidas no Alto Vale do Itajaí (SC), e Ivone Namikawa, consultora de Sustentabilidade Florestal na Klabin, contou um pouco sobre as perspectivas da realização do LUD na Amazônia e no Brasil. Para completar a programação, Márcio Braga, secretário executivo do Fórum Florestal Extremo Sul da Bahia, trouxe para o debate o tema das Plantações Florestais na Paisagem, e Sérgio Adeodato, jornalista da Página 22, expôs o conceito de Paisagem, ainda em evolução.

Miriam, que também é co-organizadora da publicação, comenta que ajudar a organizar o caderno e apresentar a experiência do AVI no evento paralelo do Congresso da IUFRO foi muito gratificante. “Estou muito feliz em estar nesse evento de lançamento do caderno sobre LUD, porque ele apresenta de fato uma metodologia de pensar e implementar paisagens sustentáveis e isso é fundamental para nosso futuro“, completa Miriam.

 

Diálogo Florestal lança publicação sobre Diálogo do Uso do Solo durante Congresso da IUFRO.

Autora: Carolina Schäffer.

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Mais de 4 milhões de pessoas invadiram as ruas na última sexta-feira, dia 20 de setembro de 2019, para participar de atos em prol do meio ambiente. A Greve Global Pelo Clima (#GlovalClimateStrike), inciativa do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), foi liderada por jovens e estudantes, mas contou com a adesão de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores e até empresas.

Ao redor do globo, um total de 170 países organizaram mais de 6.631 protestos exigindo ações para impedir o avanço do aquecimento global. A mobilização partiu do pressuposto que estamos vivendo numa era de emergências climática e política e que, para que seja possível garantir um futuro para humanidade, é necessário que todos comecem a apoiar, defender e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso que estamos vivendo nos dias atuais.

Carolina Schäffer, colaboradora da Apremavi, esteve em Nova York e acompanhou de perto a mobilização que contou com a participação da jovem ativista sueca, Greta Thunberg, fundadora do movimento Fridays for Future. “A luta pela causa climática e ambiental não é de hoje, meus pais já batalham a favor dessa causa há mais de 35 anos. Por crescer num ambiente aonde ativismo é palavra de ordem, e por ter acompanhado de perto muitas lutas ambientais do Brasil, é indescritível a sensação que toma conta de mim ao ver que nós jovens conseguimos mobilizar tantas pessoas para irem as ruas e dar voz ao meio ambiente e toda a sua biodiversidade. Mais emocionante ainda é poder participar da maior mobilização da história da humanidade e poder dizer que ela foi em favor da causa ambiental. Sei que estamos longe de dizer que a luta chegou ao fim, mas definitivamente o dia 20 de setembro de 2019 marca um vitória nessa batalha que garantir um futuro para chamar de nosso“, disserta Carolina que também concedeu uma entrevista ao Estadão durante a mobilização.

Liderados por Greta Thunberg, jovem ativista climática, #greveglobalpeloclima reuniu cerca de 250 mil pessoas em Nova York (EUA) no último dia 20 de setembro de 2019. Fotos: Carolina Schäffer.

Atalanta na #GreveGlobalPeloClima

No Brasil jovens de várias cidades organizaram manifestos e invadiram as ruas.

Em Atalanta quem esteve a frente da programação foi o grupo Plantando o Futuro, que na sexta-feira (20/09), mesmo debaixo de muita chuva, reuniu os jovens na frente da Prefeitura Municipal de Atalanta (SC) com seus cartazes que traziam mensagens e pedidos de atenção para com a causa ambiental e climática. Os jovens aproveitaram a ocasião para entregar uma carta com demandas do movimento para o prefeito do município.

Nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar os jovens de Atalanta no último dia 20 de setembro, que levaram os seus cartazes para a Prefeitura de Atalanta em ato pela #greveglobalpeloclima. Fotos: Arquivo Plantando o Futuro.

Semana do Clima

A #greveglobalpeloclima abriu a Semana do Clima de Nova York (NYC Climate Summit), tradicionalmente organizada para coincidir com a Assembleia Geral da ONU, que ocorreu no dia 23 de setembro (terça-feira). Um dia antes da Assembleia, a Cúpula do Clima, mediada pelo o secretário-geral António Guterres, realizou uma reunião para que os países pudessem anunciar suas intenções de aumentar as metas de redução de gases de efeito estufa no Acordo de Paris.

No discurso de abertura do encontro, Guterres disse que “estamos perdendo a corrida da emergência climática, mas ainda podemos vencê-la“. Diante da urgência citada por Guterres, a ONU negou tempo de fala para países que estão trabalhando com novas fontes de combustíveis fósseis ou que não estão cumprindo seus compromissos a respeito da emissão de carbono. Brasil e Estados Unidos não discursaram, por exemplo. Por outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou a liberação de cerca de US$ 500 milhões em ajuda financeira para proteção de florestas tropicais, inclusive a Amazônia.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro não tenha participado do evento, por ter perdido seu direito de fala ao não cumprir com os compromissos climáticos assumidos anteriormente pelo Brasil, a brasileira Paloma Costa Oliveira, de 27 anos, esteve ao lado de António Guterres na abertura do evento e enfatizou que o que “precisamos agora é que os gestores públicos nacionais e locais transformem as soluções que já existem em políticas públicas“.

Além dela, outra jovem que marcou presença na abertura da Cúpula de Clima foi a ativista sueca Greta Thunberg, fundadora do movimento #fridaysforfuture. Com uma fala emocionante e enfática, ela responsabilizou a corrida incansável do eterno crescimento econômico pela emergência climática que estamos enfrentando e disse que não compreende como os adultos insistem em roubar o futuro das crianças mesmo sabendo que nos últimos 30 anos a ciência tem sido clara e direta sobre as ameaças da crise climática para a humanidade. Assista o discurso na íntegra.

Discurso da ativista sueca Greta Thunberg na abertura da Cúpula de Clima da ONU no último dia 22 de setembro, em Nova York (EUA). Vídeo: Mídia Ninja.

Amazonia além da Crise

Iniciativa da Rainforest Alliance, o evento “Amazonia Beyond the Crisis” (Amazonia além da Crise), que aconteceu em Nova York (EUA) no dia 21 de setembro de 2019 e antecedeu à Semana do Clima da ONU, reuniu cientistas, empresários, sociedade civil e representantes do setor público para discutir os cenários de crise na Amazônia como uma forma de prevenir novos desastres de direitos humanos, ambientais e econômicos e uma tentativa de transmitir ao mundo uma mensagem para que não se esqueçam da floresta amazônica quando as queimadas terminarem.

Carolina Schaffer, colaboradora da Apremavi, que acompanhou o evento como parte da delegação do Youth Climate Leaders, menciona que “apesar dos setores terem diferentes opiniões, há uma expectativa comum de que os investimentos de médio e longo prazo sejam imperativos e que são necessários compromissos reais do setor público e privado para interromper o desmatamento e promover uma economia florestal sustentável e diversificada“.

Evento “Amazonia Beyond the Crisis” discutiu urgência de grandes mudanças para evitar desmatamentos e incêndios na Amazônia, bem como para proteger e promover os direitos humanos da população local. Foto: Carolina Schäffer.

Autora: Carolina Schäffer.

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Projeto Restaura Alto Vale promove conhecimento científico

Durante o período de agosto de 2018 a julho de 2019, o pesquisador Robson Carlos Avi do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI), realizou expedições em 30 municípios localizados no Alto Vale do Itajaí (SC), região de abrangência do projeto Restaura Alto Vale.

O objetivo do trabalho foi realizar o levantamento florístico e fitossociológico das matas ciliares da região. Esta base de dados fornecerá informações básicas que poderão contribuir com a implantação de programas de proteção, enriquecimento e recuperação de matas ciliares, especialmente da região.

O resultado do estudo foi surpreendente, em 60 pontos amostrados, de áreas em estágio médio ou avançado de regeneração, foram catalogados 7.269 indivíduos, pertencendo a 426 espécies e 60 famílias botânicas.

Esse resultado mostra a grande diversidade de espécies presentes na região, visto que o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina, identificou 823 espécies para o estado.

O estudo realizado é uma das atividades previstas no projeto Restaura Alto Vale, e em breve o estudo será publicado pelo pesquisador por meio de artigos científicos e outros meios de comunicação.

De acordo com Robson “A pesquisa desenvolvida confirma o quanto a região do Alto Vale é rica em biodiversidade e solidifica ainda mais a importância de pesquisas e ações de conservação da sua flora. O conhecimento sobre a comunidade vegetal que ocorre nas áreas ciliares, facilitará programas de restauração e enriquecimento, reduzindo tempo e custos, pois embasados em uma metodologia científica confiável temos conhecimento de espécies mais adaptadas e mais abundantes na vegetação ciliar da região”.

 

Em destaque, área amostrada em Atalanta (SC). Demais imagens são de pontos amostrados para o levantamento florístico e fitossociológico elaborado no âmbito do Projeto Restaura Alto Vale, da Apremavi. Fotos: Robson Carlos Avi.

Autora: Edilaine Dick.

Bosque de Heidelberg: uma inspiração no dia-a-dia da Escola do Ribeirão Matilde

Bosque de Heidelberg: uma inspiração no dia-a-dia da Escola do Ribeirão Matilde

Bosque de Heidelberg: uma inspiração no dia-a-dia da Escola do Ribeirão Matilde

O Bosque de Heidelberg plantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC), completa 20 anos este ano. Inúmeras atividades interdisciplinares estão sendo desenvolvidas na escola para comemorar a data. Já rolou concurso de desenho, elaboração de cartilha e até carta escrita pelos alunos para a parceira da Apremavi no projeto, a ONG BUND da cidade de Heidelberg, na Alemanha.

A mais recente das atividade desenvolvidas foi a elaboração de cartões postais. A ideia surgiu numa aula sobre gêneros textuais, na qual os alunos  receberam orientações a respeito do gênero e suas características e aprenderam a elaborar e personalizar o seu cartão. Para ilustrar o cartão os alunos registraram elementos do Bosque da Escola, fizeram desenhos e colagens.

Os alunos também escreveram redações com o tema “As árvores do bosque” que foram expostas no hall de entrada da escola, criaram histórias em quadrinho e tem coletado sementes das árvores do bosque.

Múltiplas atividades interdisciplinares estão sendo realizadas para comemorar os 20 anos do Bosque de Heidelberg plantado na Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC). Foto: Arquivo Apremavi.

Entrega das cartilhas

No dia 13 de setembro a Apremavi foi até a Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde em Atalanta (SC) para entregar as recém impressas cartilhas “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela Natureza”. A cartilha é uma iniciativa da Escola, tem o apoio da Apremavi e do BUND, e contém desenhos e poemas elaborados pelos alunos que fizeram do bosque sua fonte de inspiração artística.

Miriam Prochnow, vice-presidente da Apremavi, relata que foi um momento muito especial. “Ver a felicidade dos alunos e das professoras recebendo o fruto de um importante trabalho de educação ambiental foi gratificante“, complementa Miriam.

O lançamento oficial da cartilha será realizado ainda este ano.

Apremavi entrega as cartilhas “Desenhando o Bosque da Escola: 20 anos de amor pela natureza” para os alunos e professores da Escola de Ensino Fundamental do Ribeirão Matilde. Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Carolina Schäffer.

Projeto Restaura Alto Vale na RPPN Serra do Lucindo

Projeto Restaura Alto Vale na RPPN Serra do Lucindo

Projeto Restaura Alto Vale na RPPN Serra do Lucindo

Em setembro as atividades do projeto Restaura Alto Vale iniciaram na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo, localizada em Bela Vista do Toldo (SC).

Entre os dias 02 a 04 foram plantadas 1.200 mudas de 30 espécies nativas da Mata Atlântica, em especial clímax e secundárias. Araucária, Imbuia, Cedro, Canjerana, Erva-mate, Peroba, Tarumã, Guabiroba, Pinheiro-bravo, foram algumas das espécies utilizadas para enriquecer uma área de 4,28 hectares de floresta secundária que no passado era utilizada para agricultura.

O plantio foi realizado pela equipe do projeto Restaura Alto Vale, estagiários e moradores locais. Além do plantio das mudas outras ações como corte e controle de espécies exóticas, roçadas e manutenção de cercas foram realizadas para complementar a metodologia utilizada.

E, para auxiliar ainda mais na conservação da RPPN, três proprietários de áreas rurais vizinhas à RPPN irão recuperar as áreas de preservação permanente localizadas em afluentes e nas margens do rio Barra Mansa, ação essa apoiada pelo projeto Restaura Alto Vale e pelo projeto Clima Legal.

O estagiário Luan Ferreira dos Santos, que auxiliou no plantio, comenta que conhecer a RPPN e ver a sua evolução através das fotos e relatos dos moradores locais, faz ter a certeza da importância da unidade de conservação e do trabalho que está sendo realizado. “A comunidade está engajada nas ações e está despertando o interesse de fazer o mesmo. Além disso, contribuir no enriquecimento da reserva é gratificante, pois tenho certeza que será mantida para as futuras gerações”, complementa Luan.

Projeto Restaura Alto Vale realiza plantio de recuperação de 4,28 hectares de área degradada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo. Foto: Edilaine Dick.

Autora: Edilaine Dick.

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Na Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) gostamos mesmo é de plantar florestas, por isso já estamos ansiosos para ver como vão estar as mudas que plantamos hoje no Bosque Ellepot. Em quanto tempo será que as primeiras sombras aparecerão?

No dia 04 de setembro de 2019 a Apremavi iniciou a implantação do Bosque Ellepot, na localidade de Santo Antônio, em Atalanta (SC). O plantio de 4.000 mudas de árvores nativas tem como objetivo celebrar a parceria com a empresa Ellepot, responsável pela tecnologia de mesmo nome, inaugurada pela Apremavi junto com as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas, em abril desde ano.

No último dia 4 de setembro a Apremavi e parceiros realizaram o plantio de 4.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica no Bosque do Ellepot. Fotos: Arquivo Apremavi.

A implantação do novo viveiro foi possível graças ao apoio do BNDES, através do projeto Restaura Alto Vale, de investimentos da própria Apremavi e da parceria com a empresa Ellepot, que produz um sistema de produção de mudas de mesmo nome. O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses.

Esse sistema elimina o uso de saquinhos ou tubetes plásticos na produção de mudas, possibilita o plantio direto sem retirada da embalagem otimizando o tempo de plantio, evita deformação das raízes propiciando ganho de altura das árvores, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis e facilita plantios manuais e mecanizados. Com essa tecnologia a Apremavi caminha para uma produção de mudas mais sustentável, diminuindo sua própria pegada ecológica.

O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses. Foto: Miriam Prochnow.

O plantio foi realizado com a participação de integrantes do Grupo Plantando o Futuro e da equipe e diretoria da Apremavi. Representando a Ellepot estiveram presentes Darci Wernek, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Ricardo Forneris Junior, Gerente de Vendas para a América do Sul.

Na oportunidade os representantes da Ellepot visitaram o viveiro para conferir as mudas produzidas no novo sistema e constataram que a produção está de vento em popa e com mudas de excelente qualidade. Eles também visitaram a Trilha da Restauração, que fica ao lado do Centro Ambiental Jardim das Florestas e conheceram o Portal Ambiental, plataforma onde são cadastrados e estão disponíveis os dados das áreas em restauração com apoio da Apremavi.

Representantes da empresa Ellepot durante visita ao Viveiro Jardim das Florestas e caminhada na Trilha da Restauração, na Apremavi. Fotos: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Bosques de Heidelberg completam 20 anos

Bosques de Heidelberg completam 20 anos

Bosques de Heidelberg completam 20 anos

A história dos Bosques de Heidelberg no Brasil é uma história de parcerias. Tudo começou em 1998, numa primeira visita da Apremavi à cidade de Heidelberg, na Alemanha, onde aconteceu um encontro com representantes da prefeitura e do Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland (BUND), a ONG ambientalista local. A visita foi coordenada por um integrante do BUND, que havia acabado de realizar um estágio na Apremavi.

Assim surgiu um projeto para restaurar a Mata Atlântica, o Bosques de Heidelberg em Atalanta, com o objetivo de plantar mudas de árvores nativas e atividades de educação ambiental. Com o passar dos anos e a parceria gerando cada vez mais resultados, o projeto passou a ser chamado de Bosques de Heidelberg no Brasil. Já foram plantadas mais de 110 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, formando mais de 90 bosques, em 17 cidades. Uma verdadeira história de parcerias.

Os primeiros bosques foram plantados em 1999 e este ano completam 20 anos. Um deles fica na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta (SC), que está desenvolvendo várias atividades alusivas à data com seus alunos. Já noticiamos algumas delas aqui no site da Apremavi. Confira os desenhos que os alunos fizeram na Semana da Biodiversidade e as cartas que eles escreveram na Semana do Meio Ambiente.

Outro bosque fica ao lado Krüger Haus em Trombudo Central (SC). Os proprietários da Krüger Haus desenvolvem atividades relativas à história da imigração alemã na região e também ações de educação ambiental com os visitantes. 

Vale a pena conhecer de perto essa história.

Plantado em 1999 no âmbito do Projeto Bosques de Heidelberg no Brasil, o Bosque da Krüger Haus comemora 20 anos esse ano. Confira as fotos e o vídeo que a Apremavi preparou depois da visita realizada pela nossa equipe.

Autora: Miriam Prochnow.

Projeto Restaura Alto Vale capacita agentes de saúde

Projeto Restaura Alto Vale capacita agentes de saúde

Projeto Restaura Alto Vale capacita agentes de saúde

A preocupação com os recursos hídricos tem sido constante desde o momento da concepção do Projeto Restaura Alto Vale e ganha força à medida que o projeto avança, que agricultores são mobilizados e novas parceiras são desenhadas.

Em fevereiro de 2019, para ampliar suas ações o Restaura Alto Vale somou esforços com o programa “Cuidar da água é cuidar da saúde” que tem por objetivo melhorar a qualidade dos mananciais hídricos da área rural do município de Imbuia – SC. De acordo com a coordenadora do programa, Tatiana Possani, as agentes comunitárias de saúde (ACS), por terem contato direto com os agricultores, são uma das principais interlocutoras do programa e tem a incumbência de levar informação de qualidade à todas as propriedades visitadas no município.

Por tanto, o primeiro passo foi forcener atividades de capacitação para as agentes, que participaram no dia 15 de maio de 2019 de palestras, visita de campo à áreas restauradas pela Apremavi e puderam conhecer o Viveiro de Mudas Jardim das Florestas e acompanhar de perto um pouco do trabalho desenvolvido pela Apremavi.

Por conta da parceria da Apremavi com o município de Imbuia – SC, mais de 30 propriedades já receberam a visita das agentes de saúde e da equipe técnica da Apremavi e agora aguardam o recebimento das mudas de árvores nativas para iniciar a restauração das áreas degradadas previamente identificadas no mapeamento.

Para a ACS Azenir Aparecida Boll é um prazer participar do projeto, “principalmente por estimular e preservar as nossas fontes de água, pois água é sinônimo de qualidade de vida e saúde”. Claudiane Steinheuser Scheidt, comenta que o projeto é uma ótima maneira de acompanhar de perto que acontece nas comunidades e fazer parte da mudança, “mesmo quem não reside na área rural tem interesse em fazer a restauração em seus sítios” enfatiza.

Uma outra ação realizada no âmbito do Restaura Alto Vale aconteceu no dia 05 de julho de 2019 quando uma equipe formada por agricultores, agentes de saúde e funcionários da Secretaria de Agricultura do município de Rio do Campo – SC, participaram de um dia de campo na Apremavi, com o intuito de formalizar parceria com o projeto Restaura Alto Vale e expandir os cuidados com os recursos hídricos.

Para Jony Dey Mertens, agricultor do município de Rio do Campo – SC, a visita na Apremavi foi muito importante “foi perceptível que é possível resgatar as nossas florestas e a biodiversidade, e principalmente, agora podemos aplicar o que foi visto aqui na Apremavi na nossa propriedade e estimular outros proprietários a participarem do projeto”.

Autora: Edilaine Dick.

Na Semana do Meio Ambiente alunos de Atalanta escrevem carta para ONG alemã

Na Semana do Meio Ambiente alunos de Atalanta escrevem carta para ONG alemã

Na Semana do Meio Ambiente alunos de Atalanta escrevem carta para ONG alemã

O bosque de Heidelberg implantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde, em Atalanta, está completando 20 anos. Inúmeras atividades interdisciplinares estão sendo desenvolvidas para comemorar a data. Aproveitando a semana do meio ambiente, os alunos escreverem cartas para a ONG BUND – Freunde der Erde da cidade de Heidelberg, na Alemanha, falando sobre o bosque da escola – o primeiro bosque plantado no âmbito do projeto Bosques de Heildelberg (Heidelberger Wäldchen) .

Foram escritas cartas individuais e uma coletiva, que foi traduzida para a língua inglesa. As atividades foram realizadas nas aulas de português e inglês, com os alunos do terceiro, quarto e quinto anos. Os alunos do primeiro ano trabalharam com a formação de palavras e os do segundo ano com a produção de acrósticos. Os aluninhos da creche elaboraram um bonito cartaz fazendo pintura com as mãos.

As cartas e demais materiais serão enviados ao BUND por intermédio da APREMAVI, que com a ajuda de colaboradores traduziu a carta coletiva para a língua alemã. As atividades que estão sendo realizadas na escola durante este ano são um excelente exemplo de ações de Educação Ambiental que podem ser desenvolvidas em outras escolas.

Carta Coletiva escrita pelos alunos

Ribeirão Matilde, Atalanta(SC) – Brasil, 20 de maio de 2019.

Olá querida Ong de Heidelberg.

Nós somos alunos da escola municipal de Ribeirão Matilde, município de Atalanta, Brasil, onde a 20 anos atrás vocês patrocinaram o plantio de 2 mil mudas de árvores nativas do bioma da Mata Atlântica em nossa escola, formando o Bosque de Heidelberg.

O local aonde foi feito o plantio de árvores era usado pela comunidade para jogar lixo. Ficava atrás do prédio escolar e os alunos e professores da época tiveram uma ideia de escrever uma carta para a Apremavi, pedindo mudas de árvores para serem plantadas no dia da árvore (21 de setembro).

A Apremavi trouxe então a ideia de limpar o local e ali instalar um bosque com as mudas doadas pela Ong da Alemanha. E assim foi feito.

Hoje 20 anos depois, o bosque está um local lindo, com pássaros, árvores, muitas flores, frutos, bancos para descansar e ler, balanços, bromélias… é um espaço de preservação ambiental e de estímulo para nós da escola fazermos projetos, feiras e mostras científicas.

Gostaríamos de agradecer a vocês por ter patrocinado nosso bosque que hoje nos traz tanta inspiração e orgulho em manter um local tão preservado. No bosque nós brincamos, estudamos, lemos, coletamos sementes, replantamos árvores, passeamos, identificamos espécies nativas…

O trabalho que vocês desenvolvem na Ong é muito importante para a preservação do meio ambiente.

Esperamos que vocês continuem ajudando projetos ambientais pelo mundo a fora.

Um forte abraço.

Alunos da EMEF Ribeirão Matilde.

Carta coletiva escrita pelos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental de Ribeirão Matilde que será entregue para a ONG Alemã BUND. Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Miriam Prochnow.

Bosque de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos

Bosque de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos

Bosque de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos

Em 2019 um dos primeiros Bosques de Heidelberg em Atalanta completa 20 anos. É o bosque da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, plantado em 1999, dentro da parceria da Apremavi com a ONG alemã Bund.

A professora Rosane Jochem Herbst conta que o bosque foi implantado no ano em que ela começou a lecionar na escola: “tenho o privilégio de participar da implantação deste projeto desde o pedido das mudas de árvores pelos alunos para a Apremavi. O bosque já incentivou muitas ações pedagógicas, ajudando a conquistar prêmios e inspirando muitos projetos interdisciplinares, feiras, mostras científicas, como também se tornou um excelente lugar para lazer, leituras, brincadeiras e estudos”, salienta a educadora.

Uma das atividades desenvolvidas pela escola para comemorar os 20 anos do bosque foi um concurso de desenho “O bosque da escola”, onde os alunos, com a ajuda de seus familiares, puderam se expressar artisticamente sobre esse belo local. O desenho vencedor foi escolhido na semana do Dia da Biodiversidade, 22 de maio, por integrantes da Apremavi, durante visita à escola. Ele estará na capa da cartilha ecológica que está sendo produzida.

Mural de desenhos do concurso “O bosque e a escola”. Foto: Miriam Prochnow.

O desenho vencedor foi feito pelo aluno Nicolas Foss e sua família. Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, conta que foi uma tarefa muito difícil fazer essa escolha, uma vez que todos os desenhos foram muito bem feitos, mostrando a ligação que os alunos tem com esse ambiente natural restaurado. Fica claro também a importância que áreas assim podem desempenhar da educação de nossas crianças e jovens, especialmente nos tempos atuais, onde o contato com a natureza é cada dia mais vital.

Além do concurso de desenhos e da cartilha ecológica, a escola programou outras atividades para comemorar os 20 anos do bosque, entre elas a identificação das espécies plantadas e o enriquecimento com espécies nobres que ainda não se encontram ali. A identificação das espécies já foi iniciada e já foram identificadas 69 espécies.

Para homenagear todos os participantes vamos divulgar aqui todo os desenhos inscritos.

Em destaque: Nicolas Foss, vencedor do concurso, ao lado do desenho que ele fez com sua família. Galeria: 40 desenhos participantes do concurso “O bosque da escola” e jurados em processo de seleção do desenho vencedor do concurso. Fotos: Miriam Prochnow.

Conheça a história dos Bosques de Heidelberg

A parceria da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) com a cidade de Heidelberg, na Alemanha, começou em 1998 com uma visita de Miriam Prochnow à cidade. A visita foi desdobramento de um seminário de intercâmbio entre ONGs brasileiras e alemãs, em Berlim. Após o seminário, Miriam e outros brasileiros foram até Heidelberg para uma série de reuniões com representantes da prefeitura e do Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland (BUND), uma ONG ambientalista local. A visita foi coordenada por Klemens Laschefski do BUND, que havia acabado de realizar um estágio na Apremavi.

O intercâmbio entre as instituições tem como principal atividade a restauração da Mata Atlântica e o primeiro Bosque de Heidelberg foi implantado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde, em 1999, logo após a parceira ter sido acordada. O projeto ficou conhecido como Heidelberger Wäldchen in Atalanta (Bosques de Heidelberg em Atalanta). Com o passar dos anos e com a parceria gerando cada vez mais resultados, o projeto passou a ser chamado de Bosques de Heidelberg no Brasil. Já foram plantadas mais de 110 mil árvores de espécies nativas da Mata Atlântica, formando mais de 90 bosques, em 17 cidades.

Grande parte dos recursos arrecadados para possibilitar o plantio desses bosques no Brasil vem de esforços de alunos das escolas municipais de Heidelberg, através da venda de cucas e panquecas, produtos de Natal, entre outros. A concentração da captação acontece no período de Natal, quando os alunos são estimulados a “comprar” mudas de árvores para restaurar a Mata Atlântica e dar de presente o certificado desse plantio, ao invés dos presentes tradicionais.

Desde 2008, representantes da Apremavi realizam em Heidelberg uma semana de palestras com alunos. A ação faz parte do projeto Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer (A Mata Atlântica vai às salas de aula), que acontece em parceria com a BUND, a cidade de Heidelberg e a Apremavi. Dentro da parceria, a Apremavi também já recebeu várias visitas e estagiários de Heidelberg, que tiveram a oportunidade de ajudar nas atividades de produção e plantio de mudas.

A história do Bosque na escola do Ribeirão Matilde é bem interessante, porque partiu de uma ação dos alunos. Estava se aproximando o dia da árvore e os alunos da primeira série fizeram uma carta para a Apremavi pedindo mudinhas para plantar em terreno localizado no pátio atrás da escola, que era usado como lixão. Foram 36 cartinhas, cada uma escrita por uma criança. A professora Rosane Jochem Herbst conta que eles estavam esperando a doação de algumas poucas mudas, mas tiveram uma surpresa, quando a Apremavi sugeriu modificar totalmente o espaço, transformando-o num bosque.

Um mutirão de limpeza foi realizado com pais e alunos e foram retirados caminhões de entulho do local. Um novo mutirão aconteceu para o plantio de 2 mil mudas de espécies nativas. Desde então, o bosque serve para incentivar as atividades ambientais da escola: aulas de ciências, leitura, educação física e educação ambiental. Os alunos ainda colhem frutas e sementes. O bosque que completa 20 anos em 2019 é uma pequena joia de biodiversidade na comunidade, abrigando mais de 60 espécies diferentes da Mata Atlântica.

Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde posam para foto à sombra do Bosque plantado em 1999. Foto: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Na semana de 08 a 12 de abril de 2019 a colaboradora e sócia da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Carolina Schäffer, esteve na cidade de Heidelberg, Alemanha, para conversar com estudantes alemães sobre a importância da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Acompanhada de Brigitte Heinz, representante da ONG alemã BUND – Freunde der Erde, que é parceira da Apremavi, Carolina realizou atividades e palestras, ministradas na língua alemã, em 9 escolas diferentes, envolvendo 20 turmas e mais de 550 alunos, com idade entre 7 e 15 anos.

A ação desenvolvida pela Apremavi e pelo BUND, faz parte do projeto Bosques de Heildelberg no Brasil e é um excelente processo para trazer consciência ambiental para as crianças e jovens, pois expõe a imensa biodiversidade da Mata Atlântica e também a importância da sua preservação para o Brasil e o mundo. Além disso, incentiva os estudantes a tomarem ação no enfrentamento dos problemas ambientais globais.

O projeto

A ação “A Mata Atlântica vai às salas de aula – Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer” faz parte do projeto Bosques de Heidelberg no Brasil e é realizada desde 2008 em parceria com a ONG ambientalista BUND – Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland, a cidade de Heidelberg e a Apremavi.

O projeto e o intercâmbio entre as instituições acontece desde 1999 e tem como principal objetivo restaurar a Mata Atlântica no Brasil e apoiar ações de educação ambiental.

Os Bosques de Heidelberg no Brasil – Heidelberger Wäldchen in Brasilien já somam mais de 117 mil árvores nativas plantadas com a ajuda de estudantes da região do Alto Vale do Itajaí em Santa Catarina.

Além das atividades nas escolas a Apremavi teve a oportunidade de participar da Assembleia Geral do BUND e pode prestar contas sobre o andamento do projeto e mostrar as principais conquistas do último ano. Foto: Carolina Schaffer.

1000 árvores antes dos 30

Em dezembro do ano passado a sócia e colaboradora da Apremavi, Carolina Schaffer, lançou um desafio para si mesma: plantar 1000 árvores em um ano. Desde então ela tem participado de vários plantios de árvores junto com a equipe da Apremavi aqui em Santa Catarina. Não contente em plantar árvores no Brasil, Carolina aproveitou a oportunidade e enquanto esteve em Heidelberg ela conseguiu plantar duas árvores nativas da floresta de coníferas tão típica da Europa.

Para Carolina ter a oportunidade de plantar árvores ao redor do mundo é especial,  “plantar árvores é uma das ações mais altruístas que o ser humano pode fazer, afinal é incrível saber que as sementes que plantamos agora serão as árvores que no futuro garantirão sombra, água e alimento para a humanidade” comenta Carolina.

Autora: Carolina Schäffer.

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

No último dia 12 de março o Centro Ambiental Jardim das Florestas, em Atalanta (SC), sediou uma atividade de campo do projeto Restaura Alto Vale que teve a participação de agricultores e técnicos dos municípios de Alfredo Wagner, Chapadão do Lageado e Imbuia (SC).

Edilaine Dick, coordenadora do projeto, destacou que o dia de campo foi criado para ser um espaço de troca de experiências sobre restauração florestal e agricultura orgânica. “Para nós também é importante que os participantes do projeto entendam a importância do monitoramento das áreas restauradas para avaliação do reestabelecimento dos processos ecológicos e funções do ecossistema“, completou Edilaine.

Afonso Klopel, agricultor do município de Ituporanga (SC) e um dos primeiros agricultores orgânicos da região do Alto Vale do Itajaí, foi um dos convidados do evento e compartilhou sua trajetória na agricultura orgânica, desafios enfrentados e a importância de superá-los. “A conservação das sementes para perpetuação das espécies é de extrema importância na agricultura“, destacou Afonso ao dar dicas sobre melhores técnicas para conservar as sementes.

Além das rodas de conversa sobre restauração florestal e agricultura orgânica, o dia de campo também teve visitas ao Viveiro Jardim das Florestas, a algumas áreas restauradas pela Apremavi e uma ida à propriedade da Ursula e Emil Berschinock, produtores orgânicos de Atalanta (SC).

Para Tatiana Possani, agente da vigilância sanitária de Imbuia (SC), a troca de experiências foi muito proveitosa e não poderia ter sido num lugar melhor. “O Alto Vale é privilegiado por ter a Apremavi visto que a maioria de suas atividades são em benefício do pequeno agricultor, o auxiliando na restauração das matas ciliares e no planejamento de suas propriedades“, comentou Tatiana.

Autoras: Edilaine Dick e Carolina Schäffer.

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