#AçãoPeloClima marcará a participação do Alto Vale na 2ª Greve Mundial pelo Clima

#AçãoPeloClima marcará a participação do Alto Vale na 2ª Greve Mundial pelo Clima

#AçãoPeloClima marcará a participação do Alto Vale na 2ª Greve Mundial pelo Clima

 O movimento mais conhecido por Greve Mundial pelo Clima ou Sextas Pelo Futuro, é um movimento de jovens que surgiu com a iniciativa de Greta Thunberg, uma adolescente sueca, que passou a se manifestar todas as sextas-feiras em frente ao Parlamento da Suécia, para exigir de seus governantes mais proatividade e reais soluções diante do aquecimento global.

No dia 24 de maio de 2019 acontecerá a 2ª Greve Mundial e a Apremavi vai apoiar as atividades da #AçãoPeloClima que serão realizadas pelo Grupo Plantando o Futuro na Escola de Educação Básica Doutor Frederico Rolla, em Atalanta. Será um dia de conscientização e confecção de materiais para mobilização pelo clima.

O Plantando o Futuro é um grupo de jovens criado em 2016 por alunos e professores da E.E.B. Dr. Frederico Rolla, de Atalanta, com o intuito de levar à comunidade a conscientização necessária para que uma real mudança de atitudes em relação ao meio ambiente surja. O Grupo desenvolve ações para encontrar novas maneiras de viver e se desenvolver, maneiras que preservem a vitalidade da Terra e que sejam, portanto, sustentáveis no longo prazo.

A Apremavi também vai fazer o lançamento de uma página especial sobre Ativismo “#AtivismoSim”, para mostrar a importância da mobilização social para as causas do bem comum e repassar informações sobre mobilizações que estão sendo realizadas, principalmente na área ambiental.

O Grupo Plantando o Futuro desenvolve ações para encontrar novas maneiras de viver e se desenvolver, maneiras que preservem a vitalidade da Terra e que sejam, portanto, sustentáveis a longo prazo. Foto: Miriam Prochnow.

As atividades do Grupo Plantando o Futuro terão início às 8h e se estenderão por todo o dia, dentro dos seguintes momentos:

Momento 1
Encontro e aquecimento.

Momento 2
Apresentação das ações do Grupo Plantando o Futuro.

Momento 3
Conversa sobre ativismo com a ambientalista Miriam Prochnow, presidente da Apremavi.

Momento 4
Seção cinema – “Aos ativistas da Mata Atlântica”

Momento 5
Oficina de Comunicação Ativa: confecção de cartazes e faixas sobre a emergência climática e como os jovens podem ser voz ativa, mudar a realidade e garantir um futuro. Os materiais produzidos serão utilizados pelo Grupo na próxima #SextapeloFuturo #AçãoPeloClima #GrevePeloClima.

– Local da atividade: Colégio Dr. Frederico Rolla, Atalanta – SC.
– Horário: turno escolar (matutino, vespertino e noturno).
– Participantes: alunos do ensino fundamental (7° ao 9° ano) e ensino médio (1° ao 3° ano).

Contato

Apremavi
Presidente | Miriam Prochnow – 47 988407072

Grupo Plantando o Futuro
Coordenador Institucional | Jacson Floresti – 47 989228071
Coordenador de Ações | Vitor Zanellatto – 47 988154086
Coordenadora de Comunicação | Ana Steinheuser – 47 988887750

Autora: Miriam Prochnow.

Foto de capa: Michael Campanella.

Código Florestal sob ataque: NÃO à MP 867/2018

Código Florestal sob ataque: NÃO à MP 867/2018

Código Florestal sob ataque: NÃO à MP 867/2018

Editada no apagar das luzes do governo Temer, a ideia da Medida Provisória (MP) 867/2018 era prorrogar o cumprimento do Código Florestal e dar mais um ano de prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) pelo proprietário ou posseiro rural inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Entretanto, não bastasse o freio que a medida representa para o PRA, o relator da matéria, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), acatou uma série de outras emendas de deputados e senadores ao texto que está na mesa. Foram cerca de trinta emendas, a maioria sobre temas alheios ao objeto original da proposta. São os chamados “jabutis”, já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 5127/DF).

Uma das emendas, por exemplo, altera a reserva legal na Caatinga, no Cerrado, no Pampa e no Pantanal, reduzindo a proteção ambiental. De acordo com a mudança, os proprietários que desmataram ilegalmente e têm passivo de reserva legal, para se regularizarem, não precisarão recompor a vegetação em 20% da propriedade, como determina a Lei Florestal.

Veja um breve histórico de tramitação da MP 867/2018:

Histórico de tramitação da MP 867/2018 que propõe alterações no Código Florestal (Lei no 12.651/2012). Para ver a análise completa acesse a Nota Técnica. Fonte: Observatório do Código Florestal.

Nota de Repúdio

O Observatório do Código Florestal – OCF, organização que que reúne 29 instituições da sociedade civil (incluindo a Apremavi) para monitorar a implantação da Lei no 12.651/2012, publicou no início de maio uma Nota de Repúdio à MP 867.

Na nota, o OCF afirma que, se aprovada, a MP significará o rompimento do pacto que a sociedade fez ao aprovar o Código Florestal em 2012, “além de diminuir drasticamente a eficiência administrativa e aumentar exponencialmente a insegurança jurídica, com a ampliação da judicialização e do comprometimento do ambiente de negócios”.​

Entretanto, mesmo com o alerta dos especialistas e após enorme pressão da sociedade, no dia 08 de maio, a Comissão Mista de deputados e senadores aprovou o relatório do deputado Sérgio Souza (MDB-PR) à Medida Provisória 867/2018 e agora, o texto ( Projeto de Lei de Conversão da MP 867) vai para votação nos plenários da Câmara e Senado. A vigência da MP expira em 3 de junho.

Até lá nosso ativismo continua: confira 6 motivos listados pelo Observatório do Código Florestal para pressionar o seu deputado e senador a votar contra essa barbárie que é a MP 867/2018.

6 motivos para dizer não à MP 867

Eis o primeiro motivo para dizer não a essa legislação. A MP 867 encaminhada ao Congresso Nacional tinha um único objetivo: ampliar o prazo para que os produtores rurais pudessem aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), já que houve uma demora em sua implantação por parte dos estados. (1) Houve, no entanto, diversos “contrabandos” durante a discussão da MP e foram incluídas emendas de assuntos estranhos à proposição inicial — são os chamados “jabutis”, na linguagem parlamentar. Isso é inconstitucional, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (5127). E são esses “jabutis” que desconfiguram o Código Florestal.

O Código Florestal foi publicado em maio de 2012 –está para completar 7 anos de existência no dia 25. Chancelada recentemente pelo STF, essa legislação exigiu muito debate, disputa e concessão tanto por parte dos produtores quanto dos ambientalistas. A versão final, embora não tenha agradado inteiramente nenhum dos setores envolvidos, virou um ponto de equilíbrio e possibilitou alianças inéditas entre esses setores. (2) Se o Código Florestal for novamente modificado, antes de ser plenamente implementado, haverá um completo desrespeito a um processo democrático que levou 5 anos para ser construído. Além de anti-democrático, é improdutivo e danoso à estabilidade jurídica.

Com isso, a MP 867 abre novamente uma discussão que já havia se encerrado e cria uma conflagração totalmente desnecessária na sociedade, premiando os pouquíssimos proprietários rurais que não têm compromisso com o meio ambiente e prejudicando a grande maioria  que acreditou na lei e já começou a adotar medidas para sanar seus passivos ambientais. Já são mais de 5,6 milhões de Cadastros Ambientais Rurais (CAR). Ao nivelar por baixo todo o setor, (3) a aprovação da MP 867 colará no agronegócio brasileiro a imagem de viciado em desmatamento e anistias, manchando a imagem do produtor brasileiro nos mercados internacionais.

O ponto mais preocupante é o que altera o art.68 do Código Florestal –se aprovada como está, a MP ampliará a anistia já concedida pela lei hoje em vigor, que dispensou a recuperação de 41 milhões de hectares em todo o país, área maior que a do Mato Grosso do Sul. (4) Sob a falsa alegação de “aprimoramento” da regra hoje existente, ela permitirá que a anistia seja ampliada para os grandes produtores rurais, dispensando-os de recuperar algo entre 5 e 6 milhões de hectares, ou duas vezes a área do Estado de Sergipe. Essa nova regra impactará principalmente as regiões mais degradadas do país, justamente nas quais vêm ocorrendo rotineiramente problemas com falta de água por falta de florestas, caso da cidade de São Paulo e da reserva da Cantareira.

Outra alteração no Código Florestal que é bastante grave está no art. 59. As mudanças propostas acabam com a regra de que só poderão fazer jus aos benefícios da lei (anistia de multas e áreas a serem recuperadas) aqueles produtores que forem proativos e aderirem ao Programa de Regularização Ambiental até determinada data. (5) É um desrespeito aos 5,6 milhões de produtores que acreditaram que as regras aprovadas em 2012 eram para valer e já se apresentaram para cumprir a lei. 

No conjunto, a MP 867, que se tornou PLV 9 ao ter o relatório aprovado na Comissão Mista, traz riscos ao meio ambiente, enfraquecimento da legislação ambiental, desrespeito ao processo democrático, além de (6) provocar insegurança jurídica no campo, uma vez que pode ocasionar novas contestações judiciais por parte de quem, corretamente, já cumpriu a lei.

Os deputados têm a chance de livrar o país dos danos que essa legislação pode causar, em nome uma pequena parte do setor do agro de mentalidade atrasada e predatória, que ainda pensa que quem produz precisa destruir. O Brasil pode se consolidar como o país do agro sustentável, apostando nos produtores modernos que sabem que proteger o meio ambiente é parte necessária de seu negócio!

Nos ajude a pressionar o congresso, contate os seus deputados e senadores e cobre um posicionamento contra essa barbárie que é a MP 867/2018. Foto: Observatório do Código Florestal.

Fonte: Observatório do Código Florestal.

Grupo Ambiental Plantando o Futuro realiza assembleia geral para aprovar estatuto

Grupo Ambiental Plantando o Futuro realiza assembleia geral para aprovar estatuto

Grupo Ambiental Plantando o Futuro realiza assembleia geral para aprovar estatuto

O Grupo Plantando o Futuro realizou sua assembleia geral de aprovação de estatuto no dia 04 de maio de 2019. Criado em 2016 por alunos da Escola Frederico Rolla, com apoio da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), o grupo promove ações de preservação e educação ambiental com o protagonismo dos jovens.

No mesmo dia os membros realizaram a reunião de planejamento, como é feito todos os anos, no Centro Ambiental Jardim das Florestas da Apremavi. Na reunião aprovou-se o Estatuto do Grupo Ambiental e também foram eleitos os novos membros da Coordenadoria e Conselho Consultivo. A coordenação ficou com a seguinte composição:

  • Coordenador Institucional: Jacson Floresti;
  • Coordenador de ações: Vitor Zanellatto;
  • Coordenador Comunicativo: Ana Steinheuser.

Participantes do Grupo Plantando o Futuro. Foto: Arquivo Apremavi.

Além disso, os membros contaram com a presença da ambientalista e pedagoga Miriam Prochnow que abordou o assunto do ativismo e lançou um desafio aos integrantes do grupo: se unirem ao movimento fridaysforfuture, liderado pela jovem sueca Greta Thunberg. Greta é uma ativista do clima, conhecida por protestar em frente ao parlamento sueco, pedindo compromentido dos governantes com o combate ao aquecimento global. Desde agosto de 2018, todas as sextas feiras, ela faz greve para divulgar a causa. Seu empenho já está mobilizando milhões de outros jovens ao redor do mundo, tendo sido realizada uma greve mundial no dia 15 de março de 2019. A próxima ação mundial está programada para o dia 24 de maio.

O grupo ficou bem empolgado com a ideia e já está fazendo planos de ações que podem ser realizadas todas as sextas feiras e também no dia 24 de maio.

Carolina Schaffer, colaboradora da Apremavi, está organizando uma seção sobre ativismo no site da Apremavi, onde poderão ser divulgadas as ações realizadas no âmbito deste movimento global, bem como conteúdos sobre mudanças climáticas, a maior crise ambiental do planeta.

Para finalizar, Taís Fontanive guiou uma visita às novas instalações do viveiro de mudas, onde todos puderam conhecer a máquina Ellepot que vai aumentar a produção de mudas da Apremavi e que produz embalagens biodegradáveis!

MUDE O MUNDO: COMECE POR VOCÊ!

Autores: Taís Fontanive e Jacson Floresti.
Revisão: Miriam Prochnow.

Viveiro Jardim das Florestas inicia nova fase

Viveiro Jardim das Florestas inicia nova fase

Viveiro Jardim das Florestas inicia nova fase

Dia 27 de abril de 2019 marca o início de uma nova fase para o Viveiro Jardim das Florestas da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi). O evento de inauguração das novas instalações e do Sistema Ellepot de enchimento de embalagens de mudas, que moderniza e revoluciona a produção da Apremavi, contou com a presença de amigos, parceiros, ativistas, ambientalistas históricos e autoridades do município de Atalanta e do Estado.

A presença animada e emocionada de inúmeros parceiros que já restauraram áreas em projetos com a Apremavi foi um dos pontos altos do evento. Ney Stolf, plantador de florestas que tem um sítio no município de Imbuia, recitou inclusive um poema em homenagem ao que ele chamou de família Apremavi.

Urbano Schmitt, diretor da Apremavi, acredita que em meio a tanta ameaça e violência contra o meio ambiente e a vida das pessoas, a solenidade de lançamento do Portal Ambiental e a inauguração das novas instalações do Jardim das Florestas, com o auditório lotado se apresenta como esperança. “É a certeza de que haveremos de ter dias melhores“, completa Urbano.

Além disso, no mesmo dia foi lançado o Portal Ambiental da Apremavi, uma plataforma de dados geográficos que vai aprimorar o monitoramento das atividades de restauração efetuados pela organização. Quem acessar o portal vai poder conferir o mapa de atuação dos projetos da Apremavi, tendo acesso a dados como: áreas e metodologias de restauração, informações sobre as mudas utilizadas, dados, mapas e croquis das propriedades trabalhadas, além de fotos das diferentes etapas dos projetos em execução.

Para Odair Andreani, conselheiro da Apremavi, o evento foi grandioso e representativo. “É a demonstração de reconhecimento pelos 32 anos de ativismo da Apremavi na luta pela preservação ambiental“, informa Odair.

Imagens da inauguração das novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas. Fotos: Arquivo Apremavi.

A modernização do Viveiro é possível por conta do apoio do BNDES, através do projeto Restaura Alto Val e de investimentos da própria Apremavi, economizados ao longo dos anos, para concretizar este antigo sonho.

Maurício Reis, coordenador de projetos da Apremavi, acredita que a modernização do Viveiro é uma grande conquista não só pelo fato de melhorar a ergonomia de trabalho dos colaboradores envolvidos, mas também porque representa um aumento muito significativo na capacidade de produção de mudas e sem perder a qualidade. “Com certeza será de extrema importância para conseguirmos ganhar escala em restauração de áreas degradadas“, acrescenta Maurício.

Nesta época difícil, em que assistimos horrorizados ao desmonte da política ambiental e dos seus órgãos gestores no âmbito federal, a Apremavi, com suas ações de educação e restauração ambiental e sua inovadora produção de mudas de espécies florestais nativas, constitui um oásis, onde pudemos nos regozijar por algumas horas no sábado, dia 27 de abril“, avalia Beate Frank, professora aposentada da FURB que considera que a participação de muita gente de Atalanta, de outros municípios do Alto Vale do Itajaí, e de fora da região, atesta que muitos compartilham deste mesmo sentimento de satisfação e de alegria.

Pensando nas futuras gerações e em garantir uma oportunidade para que elas conheçam a Mata Atlântica e toda a sua diversa biodiversidade a Apremavi aproveitou o evento para coletar assinaturas para a campanha contra os projetos que querem liberar a caça. Além disso, as crianças e jovens também deram um recado muito importante, conclamando todos os presentes a plantarem muitas árvores e a cuidarem da natureza, pois só assim haverá futuro.

Reportagem da RBA TV sobre as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas veiculada no dia 01 de maio de 2019. Fonte: RBA TV.

A tecnologia Ellepot

Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses.

Esse sistema elimina o uso de saquinhos ou tubetes plásticos na produção de mudas, possibilita o plantio direto sem retirada da embalagem otimizando o tempo de plantio, evita deformação das raízes propiciando ganho de altura das árvores, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis e facilita plantios manuais e mecanizados.

Quer ser um parceiro da Apremavi? Entre em contato!

Autoras: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow.

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Apremavi fala sobre a importância da Mata Atlântica para alunos da Alemanha

Na semana de 08 a 12 de abril de 2019 a colaboradora e sócia da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Carolina Schäffer, esteve na cidade de Heidelberg, Alemanha, para conversar com estudantes alemães sobre a importância da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Acompanhada de Brigitte Heinz, representante da ONG alemã BUND – Freunde der Erde, que é parceira da Apremavi, Carolina realizou atividades e palestras, ministradas na língua alemã, em 9 escolas diferentes, envolvendo 20 turmas e mais de 550 alunos, com idade entre 7 e 15 anos.

A ação desenvolvida pela Apremavi e pelo BUND, faz parte do projeto Bosques de Heildelberg no Brasil e é um excelente processo para trazer consciência ambiental para as crianças e jovens, pois expõe a imensa biodiversidade da Mata Atlântica e também a importância da sua preservação para o Brasil e o mundo. Além disso, incentiva os estudantes a tomarem ação no enfrentamento dos problemas ambientais globais.

O projeto

A ação “A Mata Atlântica vai às salas de aula – Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer” faz parte do projeto Bosques de Heidelberg no Brasil e é realizada desde 2008 em parceria com a ONG ambientalista BUND – Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland, a cidade de Heidelberg e a Apremavi.

O projeto e o intercâmbio entre as instituições acontece desde 1999 e tem como principal objetivo restaurar a Mata Atlântica no Brasil e apoiar ações de educação ambiental.

Os Bosques de Heidelberg no Brasil – Heidelberger Wäldchen in Brasilien já somam mais de 117 mil árvores nativas plantadas com a ajuda de estudantes da região do Alto Vale do Itajaí em Santa Catarina.

Além das atividades nas escolas a Apremavi teve a oportunidade de participar da Assembleia Geral do BUND e pode prestar contas sobre o andamento do projeto e mostrar as principais conquistas do último ano. Foto: Carolina Schaffer.

1000 árvores antes dos 30

Em dezembro do ano passado a sócia e colaboradora da Apremavi, Carolina Schaffer, lançou um desafio para si mesma: plantar 1000 árvores em um ano. Desde então ela tem participado de vários plantios de árvores junto com a equipe da Apremavi aqui em Santa Catarina. Não contente em plantar árvores no Brasil, Carolina aproveitou a oportunidade e enquanto esteve em Heidelberg ela conseguiu plantar duas árvores nativas da floresta de coníferas tão típica da Europa.

Para Carolina ter a oportunidade de plantar árvores ao redor do mundo é especial,  “plantar árvores é uma das ações mais altruístas que o ser humano pode fazer, afinal é incrível saber que as sementes que plantamos agora serão as árvores que no futuro garantirão sombra, água e alimento para a humanidade” comenta Carolina.

Autora: Carolina Schäffer.

Apremavi celebra Dia da Terra com viveiro novo

Apremavi celebra Dia da Terra com viveiro novo

Apremavi celebra Dia da Terra com viveiro novo

Como forma de celebrar o Dia da Terra, que é comemorado no dia 22 de abril, a Apremavi vai inaugurar, no dia 27 de abril, as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas.

Com 32 anos de experiência na produção de mudas de árvores nativas, a Apremavi está investindo em modernização tecnológica, para atender cada vez melhor os seus clientes e a natureza. A construção de um novo galpão, estufa e estrutura de canteiros teve o apoio do BNDES, no âmbito do projeto Restaura Alto Vale e de investimentos da própria Apremavi.

Em parceria com a Ellegard, foi instalada uma máquina de enchimento de embalagens de papel, que traz agilidade e sustentabilidade ao processo de produção de mudas, bem como melhores condições de trabalho.

Com a nova tecnologia, a Apremavi passa a utilizar o Ellepot no lugar dos antigos saquinhos plásticos. Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses.

Esse sistema elimina o uso de saquinhos ou tubetes plásticos na produção de mudas, possibilita o plantio direto sem retirada da embalagem otimizando o tempo de plantio, evita deformação das raízes propiciando ganho de altura das árvores, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis e facilita plantios manuais e mecanizados.

 

Participe da inauguração

Dia: 27 de Abril de 2019
Horário: 09h30
Local: Viveiro Jardim das Florestas, Apremavi, Alto Dona Luiza, Atalanta (SC)
Programação: Abertura + Apresentação e visitação às novas instalações + Café com prosa.

Confirme presença até o dia 25 de abril nos fones 47 3535-0119 ou 3521-0326.

Mudas produzidas no sistema Ellepot. Foto: Edinho Schaffer

Confira o vídeo da máquina em funcionamento

Autora: Miriam Prochnow

Alunos do IFSC visitam a Apremavi

Alunos do IFSC visitam a Apremavi

Alunos do IFSC visitam a Apremavi

No último dia 2 de abril a Apremavi recebeu a visita das turmas de Agroecologia e Análises Químicas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) do campus de Lages (SC).

Idealizada pela Engenheira Agrônoma e professora do IFSC, Luciane Costa, que desde 2011 tem realizado visitas técnicas com estudantes do instituto, a experiência de campo buscou agregar mais informações sobre as espécies da Mata Atlântica com potencial para uso em Sistemas Agroflorestais (SAFs) e restauração de áreas degradadas, além de aprimorar o conhecimento sobre as técnicas de produção de mudas nativas.

Para Leandro Casanova, técnico da Apremavi que acompanhou a visita, é fundamental que os jovens tenham a oportunidade de viver dias de campo, pois grupos bem capacitados tecnicamente possuem melhores condições para se tornar empreendedores agroecológicos no futuro. “Esses jovens tem, inclusive, mais chances de permanecer no meio rural”, complementa.

O comentário geral dos estudantes é que o trabalho desenvolvido pela Apremavi com conservação e recuperação de áreas degradadas contribui positivamente com uma produção sustentável, o que vai de encontro com os princípios da Agroecologia.

“Há uma nova geração que busca na sustentabilidade maneiras de produzir alimentos gerando qualidade de vida para as pessoas”, comenta Daiana T. Barth.

Autores: Daiana T. Barth e Leandro Casanova.

Não à liberação da caça no Brasil

Não à liberação da caça no Brasil

Não à liberação da caça no Brasil

No último dia 26 de março de 2019, a Aliança Pró Biodiversidade (APB) juntamente com outros coletivos, redes de entidades, organizações sociais e formadores de opinião lançaram o manifesto intitulado SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL!. O documento, que explica cada um dos quatro projetos pró-caça em tramitação na Câmara dos Deputados e os problemas de cada um, foi elaborado para angariar o apoio de instituições, ambientalistas, pesquisadores e formadores de opinião (atores, cantores, escritores, jornalistas, etc.).

Veja a íntegra do documento abaixo.

 

Manifesto

Não é de hoje que parlamentares ligados à bancada da bala, que defendem interesses da indústria de armas e munições no Brasil, e à bancada ruralista têm se manifestado e trabalhado para legalizar as caças comercial e esportiva no Brasil. Ambas as práticas são proibidas desde 1967, quando entrou em vigência a Lei 5.197. 

A onda pró-caça ganhou força e destaque em dezembro de 2016, quando o então deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), hoje responsável pelo Serviço Florestal Brasileiro, apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 6.268 (que ficou conhecido como PL da Caça). Engrossaram o movimento outros três projetos.

Desde a proposta do PL da Caça, o coletivo de ambientalistas e pesquisadores Aliança Pró Biodiversidade (APB) tem atuado contra as tentativas de tornar a caça comercial e esportiva práticas legalizadas no Brasil. E o Fauna News sempre apoiou e participou da iniciativa da APB.

Com o aumento da pressão favorável à caça no parlamento brasileiro, a Aliança Pró Biodiversidade está lançando o manifesto intitulado SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL!. O documento, que explica cada um dos quatro projetos pró-caça em tramitação na Câmara dos Deputados e os problemas de cada um, foi elaborado para angariar o apoio de instituições, ambientalistas, pesquisadores e formadores de opinião (atores, cantores, escritores, jornalistas, etc.). A intenção é enviá-lo aos parlamentares solicitando a REPROVAÇÃO dos projetos nas comissões em que são analisados, bem como no plenário caso sejam votados.

Conheça um pouco de cada projeto pró-caça:

1) PL 6.268/2016 – Entre outros impactos para a fauna silvestre, ele estabelece a possibilidade da criação de fazendas de caça (art. 15), legaliza no Brasil as modalidades de caça desportiva e comercial; retira o direito de os agentes de fiscalização do Ibama e do ICMBio trabalharem armados durante ações de fiscalização contra caça, retira o status dos animais silvestres como sendo de propriedade do Estado o que lhes concede maior proteção do ente público, não possui previsão de penalidades para crimes em atividades de caça, apanha e manejo da fauna realizadas sem a devida autorização do órgão ambiental. Seu autor, deputado Valdir Colatto (MDB/SC), não foi reeleito em 2018, mas o projeto vai continuar em tramitação na Câmara graças ao Deputado Alexandre Leite (DEM/SC) que tem o PL 7.129/2017 apensado (tramita em conjunto) ao do Colatto, tendo este último o objetivo de regulamentar a caça de controle aos animais exóticos invasores. Em fevereiro, o deputado Alexandre Leite requereu o desarquivamento de seu PL e o do Colatto, tendo sido atendido em ambos os pedidos pela Mesa Diretora da Câmara.

Lembrando que, ao final de uma legislatura (quatro anos do mandato do parlamentar), todas as proposições de projetos de lei são arquivadas. No caso da legislatura 2015-2018, ela se findou em 31.01.2019, e na nova legislatura (2019-2022), que começou em 1º de fevereiro de 2019, os deputados reeleitos solicitam o desarquivamento de seus projetos para continuarem a tramitar no ponto em que estavam antes do arquivamento.

Ambos os projetos supracitados foram designados para análise e votação em três Comissões temáticas na Câmara, antes de serem apreciados no plenário da Câmara. Apesar de ter recebido Parecer pela Reprovação dos PLs por parte de seu Relator na Comissão do Meio Ambiente, o deputado Nilto Tatto (PT-SP), eles ainda não foram votados em nenhuma das comissões.

2) PLP 436/2014 – Apresentado pelo deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC) ele visa alterar a Lei Complementar 140/2011, para permitir que a “caça, apanha e manejo da fauna” possam ser autorizados por atos administrativos em cada um dos estados da União. Lembrando que, atualmente, somente a União (Ibama) pode autorizar a caça. O PLP foi designado para apreciação em três comissões, tendo sido aprovado em uma e rejeitada em outra, sendo que em 2019 pode ser analisada na última, a de Constituição e Justiça, e se aprovada nesta irá para votação no plenário da Câmara.

3) PL 7.136/2010 – Apresentado em 2010 pelo deputado Onyx Lorenzoni (atual chefe da Casa Civil do Governo Bolsonaro), ele foi votado e rejeitado na Comissão de Meio Ambiente em 2011, tendo sido arquivado em junho daquele ano, pois esta comissão era a de mérito da proposta. Em 7 de fevereiro de 2019 o deputado licenciado requereu o desarquivamento do PL, cabendo à Mesa Diretora da Câmara decidir se ele será desarquivado para voltar a tramitar na Câmara. O PL pretende retirar a exclusividade da União (IBAMA) em liberar a caça de animais, se “peculiaridades regionais assim o permitirem”, e repassar essa decisão para cada um dos 5.570 municípios brasileiros, mediante atos administrativos.

4) PL 1.019/2019 – Foi apresentado em 21 de fevereiro de 2019 pelo deputado Alexandre Leite, que se utiliza do subterfúgio de “criar o Estatuto dos CACs – Colecionadores, Atiradores e Caçadores” (na teoria o “C” de Caçadores deveria ser exclusivo da caça de controle de espécies exóticas invasoras), mas na prática ele acaba por liberar a atividade da caça de forma geral. Em momento algum, no âmbito deste projeto, é apresentada a definição ou menção de que a liberação da caça será apenas para a de controle, restrita unicamente para animais exóticos invasores. Ao contrário, em seu artigo 23, cria situações típicas de temporadas de caça desportiva, definindo que o órgão ambiental irá definir quais espécies podem ser caçadas, a quantidade de animais a abater, o período de tempo da temporada e sua abrangência geográfica. A Câmara ainda não definiu em quais comissões o projeto deverá tramitar.

Apoie

Para apoiar o manifesto, entidades, pesquisadores e formadores de podem solicitar adesão através do e-mail [email protected]. ONGs e coletivos devem apresentar o nome completo, a cidade e Estado de sua sede. Já os formadores de opinião (atores, cantores, escritores, jornalistas, etc.) devem enviar o nome completo e a área de atuação. Técnicos e pesquisadores, além do nome, têm de enviar a descrição da formação e titulação acadêmica.

Divulgue e colabore na luta contra a legalização da caça no Brasil.

A Apremavi repudia, de forma veemente, todas as iniciativas que pretendem alterar a legislação federal brasileira, a fim de autorizar a caça de animais silvestres. Diga não ao projeto de lei que autoriza a caça de animais silvestres – participe da campanha em defesa dos animais nativos do Brasil: contra a caça, aprisionamento e tráfico. Foto: Wigold B. Schäffer.

Autor: Dimas Marques.
Fonte: Fauna News.

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

Restaura Alto Vale realiza dia de campo sobre agricultura orgânica e restauração florestal

No último dia 12 de março o Centro Ambiental Jardim das Florestas, em Atalanta (SC), sediou uma atividade de campo do projeto Restaura Alto Vale que teve a participação de agricultores e técnicos dos municípios de Alfredo Wagner, Chapadão do Lageado e Imbuia (SC).

Edilaine Dick, coordenadora do projeto, destacou que o dia de campo foi criado para ser um espaço de troca de experiências sobre restauração florestal e agricultura orgânica. “Para nós também é importante que os participantes do projeto entendam a importância do monitoramento das áreas restauradas para avaliação do reestabelecimento dos processos ecológicos e funções do ecossistema“, completou Edilaine.

Afonso Klopel, agricultor do município de Ituporanga (SC) e um dos primeiros agricultores orgânicos da região do Alto Vale do Itajaí, foi um dos convidados do evento e compartilhou sua trajetória na agricultura orgânica, desafios enfrentados e a importância de superá-los. “A conservação das sementes para perpetuação das espécies é de extrema importância na agricultura“, destacou Afonso ao dar dicas sobre melhores técnicas para conservar as sementes.

Além das rodas de conversa sobre restauração florestal e agricultura orgânica, o dia de campo também teve visitas ao Viveiro Jardim das Florestas, a algumas áreas restauradas pela Apremavi e uma ida à propriedade da Ursula e Emil Berschinock, produtores orgânicos de Atalanta (SC).

Para Tatiana Possani, agente da vigilância sanitária de Imbuia (SC), a troca de experiências foi muito proveitosa e não poderia ter sido num lugar melhor. “O Alto Vale é privilegiado por ter a Apremavi visto que a maioria de suas atividades são em benefício do pequeno agricultor, o auxiliando na restauração das matas ciliares e no planejamento de suas propriedades“, comentou Tatiana.

Autoras: Edilaine Dick e Carolina Schäffer.

Apremavi apoia as manifestações dos jovens pelo clima

Apremavi apoia as manifestações dos jovens pelo clima

Apremavi apoia as manifestações dos jovens pelo clima

Um ano atrás a estudante Greta Thunberg, de 16 anos, começou a faltar às aulas todas as sextas-feiras para protestar em frente ao parlamento sueco contra a crise climática.

Na mente de Greta não fazia sentido frequentar aulas num mundo onde as possibilidades de futuro são cada vez mais escassas, considerando o agravamento da destruição causada pelas mudanças climáticas. Ela se perguntou: por que gastar esforços e recursos para ser educado, se nossos governos não estão antenados no que realmente importa, que é reverter o aquecimento global e dar uma chance de futuro para nós?

Os questionamentos e protestos de Greta ganharam proporções globais e nesta sexta (15), estudantes de centenas de cidades de todos os continentes irão aderir ao movimento Fridays for Future, sextas-feiras pelo futuro, em prol de um futuro sustentável para o planeta.

Apesar de o Brasil ainda não preparar os jovens para o entendimento climático, o Engajamundo, uma organização de liderança jovem que atua para abrir caminhos para a participação da juventude nas decisões políticas internacionais, está por traz da organização de vários dos 24 protestos agendados para hoje. “O nosso país não tem nenhuma política educacional sobre clima aplicada nas nossas escolas, os nossos jovens não são formados sobre a importância de falar sobre o tema, e acima de tudo, são minados todos os momentos dos seus direitos de manifestação e pensamento crítico”, afirma um dos coordenadores do Engajamundoo, o cientista social Iago Hairon.

Jejum climático

Ainda na lógica da necessidade de conscientização, o parceiro da Apremavi, Clovis Horst Lindner, escreveu um texto sobre o tema. Confere aí:

Eis um desafio à altura dos dias que vivemos no planeta. As igrejas estão propondo uma ação de jejum durante o tempo da Quaresma que dê uma contribuição significativa na redução dos graves problemas climáticos que já atingem nosso planeta e que seguramente irão se agravar nos próximos anos. A ação iniciou na quarta-feira de Cinzas, dia 6 de março, e se estende até a Páscoa e pretende fazer com que repensemos nosso próprio jeito de agir em relação ao meio ambiente.

O objetivo é desenvolver uma “ética do suficiente“, ou seja, que sejamos responsáveis e usemos apenas aquilo que realmente necessitamos, reduzindo o consumismo que move a nossa vida. A campanha está debaixo do mesmo lema que foi praticado pelo povo de Israel durante sua travessia do deserto, com relação ao maná: “O suficiente para cada dia…” (Êxodo 16), sem acumular, sem pegar mais do que a necessidade de cada um.

Quem acompanha com um pouco de atenção os nossos hábitos de consumo, sabe que vivemos numa sociedade de amplo exagero. O desperdício de comida gira na faixa dos 30 por cento. Um péssimo hábito é comprar demais, encher a despensa e jogar fora quando a validade vence. Regras básicas aqui seriam: pegar só o que se consegue comer (sem ter que largar comida no prato) e comprar só o que pode ser usado em curto prazo sem ter que jogar fora porque comprou demais. Isso vale para alimentos perecíveis e duráveis (de bananas a arroz e feijão, passando pelas conservas).

Outros hábitos também podem ser mudados: Ir a pé numa distância até um quilômetro (deixar o carro na garagem em pequenas distâncias), ou adotar o uso da bicicleta em trechos mais próximos e, em distâncias até o centro da cidade, por exemplo, usar o transporte coletivo com mais frequência.

Também repense seu hábito em prédios: JAMAIS use o elevador para subir ou descer um único andar. Vá pela escada. Com o tempo, isso pode ampliar-se até para subir até o terceiro andar… Tente, você consegue!

O ar-condicionado deve ser usado apenas em temperaturas acima dos 25 graus, com o botão regulado em 25 graus. Até aí, nós suportamos sem maiores problemas a temperatura ambiente. Não fomos feitos para viver dentro de uma geladeira, não é mesmo? Afinal, somos de carne e osso, mas nem de longe somos tão frágeis quanto um bife ou uma fruta.

Uma atitude super-importante é a redução das suas emissões de CO2. Com nossos hábitos de consumo, nós emitimos 12 toneladas de CO2 por ano. Para reduzir isso, precisamos adotar 12 árvores adultas que sequestram este CO2 (cada árvore adulta sequestra uma tonelada de CO2 por ano). Portanto: PLANTE ÁRVORES! Se você não tem espaço, apoie entidades que fazem isso por você, como a APREMAVI, por exemplo.

Uma última atitude ética com a natureza é o cuidado com os seus resíduos. E, preste atenção, isso NÃO serve somente para esses 40 dias, mas para toda a sua vida. Qual seja: 1) Separe os resíduos (reciclados, compostagem e rejeitos) e destine corretamente; 2) O seu lixo cola em você (nada de atirar em qualquer lugar, leve até a lixeira mais próxima ou fique com ele até encontrar uma!); 3) Seja um inimigo da indústria de embalagem (evite a sacolinha do supermercado, compre produtos com menos embalagens).

Com atitudes simples, movidas pela ética da redução do consumo, você pode fazer a sua parte. E não pense que só você está colaborando e, portanto, nada vai mudar! Tem muita gente que está nessa. Entre nisso com a gente e vamos cuidar da Criação de Deus!

Restaura Alto Vale dedica semana a construção e fortalecimento de parcerias

Restaura Alto Vale dedica semana a construção e fortalecimento de parcerias

Restaura Alto Vale dedica semana a construção e fortalecimento de parcerias

A Apremavi acredita que uma das formas de garantir o sucesso de um projeto é através da construção e do fortalecimento de parcerias, por conta disso, nos dias 19 e 20 de fevereiro a equipe do projeto Restaura Alto Vale esteve no Centro de Motivação Ecológica e Alternativas Rurais (CEMEAR) e na Secretaria de Agricultura e Departamento de Meio Ambiente (SADEMA) de Presidente Getúlio, e, se reuniu com o Prefeito Municipal de Rio do Campo e com a agente de Assistência Técnica e Extensão Rural do município. As reuniões tiveram como objetivo a apresentação do projeto Restaura Alto Vale no intuito de unir esforços com projetos já existentes nesses municípios e na região e assim num esforço único tornar as práticas agrícolas mais sustentáveis e incentivar a conservação e recuperação de recursos hídricos.

No dia 21 de fevereiro os parceiros do Restaura Alto Vale se reuniram no Centro Ambiental Jardim das Florestas, em Atalanta, para acompanhar a reunião anual do projeto. Durante o encontro foram apresentados os resultados alcançados com o projeto no ano de 2018, além disso, a equipe conversou sobre eventuais mudanças nos rumos das atividades, estratégias para fortalecimento das parcerias já consolidadas e desenhou o planejamento dos trabalhos para 2019. Ao final do dia os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e obras de ampliação do Viveiro Jardim das Florestas.

Já no dia 22 de fevereiro, a coordenadora do Restaura Alto Vale, Edilaine Dick, apresentou o projeto, seus objetivos e resultados alcançados até o momento durante a Assembleia Geral da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), em Rio do Sul. “O apoio das prefeituras no cadastramento dos agricultores junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e seu engajamento em projetos como o Restaura Alto Vale são de extrema importância para garantir não só o sucesso do projeto, mas também a conservação e recuperação do meio ambiente“, ressaltou Edilaine para os prefeitos presentes no evento.

Antes de encerrar a semana a equipe do projeto ainda conseguiu um tempinho para testar o novo protocolo de monitoramento que está sendo elaborado pela Apremavi para melhor acompanhamento de seus projetos. O teste em questão foi efetuado em propriedades atendidas pela instituição localizadas nos municípios de Dona Emma e Trombudo Central. Em breve traremos mas informações sobre o protocolo, aguardem!

Autoras: Edilaine Dick e Carolina Schäffer.

Paulo Nogueira-Neto, um guerreiro da natureza

Paulo Nogueira-Neto, um guerreiro da natureza

Paulo Nogueira-Neto, um guerreiro da natureza

É com muito pesar que a Apremavi recebe a notícia do falecimento do ambientalista e professor Dr. Paulo Nogueira-Neto, aos 96 anos. Sócio honorário da Apremavi, Dr. Paulo, como era conhecido, foi um verdadeiro mestre dos ambientalistas. Na Apremavi foi apoiador fundamental da criação da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Serra da Abelha e idealizador das Área de Proteção Especial (Aspes), que deram origem ao Parque Nacional das Araucárias e à Estação Ecológica da Mata Preta.

Em 2007, durante visita ao Viveiro Jardim das Florestas em Atalanta (SC). Na ocasião Dr. Paulo também participou da comemoração dos 20 anos da Apremavi. Foto: Wigold B. Schäffer.

O arquiteto das Unidades de Conservação

Paulo Nogueira-Neto foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente do Brasil (função hoje equivalente à de ministro) e exerceu o cargo por mais de doze anos, de 1974 a 1986, em plena ditadura militar.

Durante este período, trouxe para a esfera governamental discussões como poluição e desmatamento, conceitos ignorados até então. Enfrentou o descaso, a má-vontade e a falta de recursos do governo. E foi o criador das Áreas de Proteção Ambiental, das Estações Ecológicas e o arquiteto das leis de Política Nacional do Meio Ambiente e Impactos Ambientais. Estudioso do comportamento das abelhas, trocou a advocacia pela história natural e tornou-se acadêmico e ambientalista, acumulando títulos e cargos, como membro vitalício do Conama.

Sua primeira luta ambiental foi em 1956, para defender a Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema. Na ocasião, eram 150 mil hectares de florestas contínuas ameaçadas por fazendeiros que invadiram a área, mesmo com a criação de uma Reserva Florestal. Para defender a região, ele e um grupo de amigos criaram uma das primeiras entidades ambientalistas do país, a Associação em Defesa da Fauna e da Flora, que existe até hoje. Embora boa parte do Pontal tenha sido devastado, o movimento conseguiu preservar o Morro do Diabo, que hoje é um Parque Estadual.

Foi presidente da Fundação Florestal do Estado de São Paulo, além de estar nos quadros de várias das mais conceituadas ONGs ambientalistas do país, como a SOS Mata Atlântica e o WWF-Brasil. Entre os vários prêmios que recebeu, estão o Prêmio Paul Getty, láurea mundial no campo da Conservação da Natureza, recebido em 1981, o Prêmio Duke of Edinburgh, da WWF-Internacional, recebido em 1997,  o Prêmio Amigo da Mata Atlântica, da Rede de ONGs da Mata Atlântica, recebido em 2005 e foi o homenageado especial do Prêmio Imbuia, da Apremavi, em 2007. Além disso, foi eleito duas vezes vice-presidente do programa “O homem e a biosfera (MAB)”, da Unesco, e exerceu a presidência dele na sessão de 1983.

Dr. Paulo e a Floresta com Araucárias

Neste documentário, editado em 2006 pelo sócio-fundador da Apremavi, Wigold B. Schäffer, o Professor Dr. Paulo Nogueira-Neto fala sobre a importância e urgência de se proteger os remanescentes da Floresta com Araucárias e da necessidade de se criar Unidades de Conservação em todos os ecossistemas. A entrevista foi gravada em maio de 2005, durante a Semana da Mata Atlântica, realizada em Campos do Jordão (SP). O documentário foi lançado em 2006 durante a COP 6, em Curitiba.

Autoras: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow.

Canal de PCH em Taió volta a romper

Canal de PCH em Taió volta a romper

Canal de PCH em Taió volta a romper

No último dia 23 de fevereiro o canal da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Rudolf Heidrich, do empreendedor Heidrich Geração Elétrica Ltda, localizado no distrito de Passo Manso, comunidade de Ribeirão das Pedras no município de Taió (SC) tornou a romper. Este já é terceiro problema registrado na obra. A Apremavi acompanha o caso desde o início da implantação das usinas e já havia alertado sobre os perigos relacionados à elas, tendo inclusive em 2008 solicitado o indeferimento do licenciamento devido a inviabilidade da obra do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, veja aqui e aqui.

O canal de concreto, que tem cerca de 4 quilômetros de extensão, faz o desvio a céu aberto da água do Rio Itajaí do Oeste para a PCH Rudolf Heidrich e passa na altura da meia encosta por cerca de 28 propriedades. Operando com 100% da capacidade de inundação, o canal havia passado por uma vistoria horas antes do seu rompimento. A Defesa Civil afirmou que os moradores conseguiram sair a tempo e sem lesões, mas o rompimento causou estragos nas propriedades do entorno.

Vale lembrar que desde 2014 famílias se opunham ao modelo implantado para instalar a hidrelétrica. A obra chegou a ficar suspensa até 2017, quando obteve autorização para instalação e operação pela FATMA. Após o início das atividade, em 2017, um rompimento foi registrado, causando também prejuízos para os moradores da região.

Em depoimento ao Jornal Informe Blumenau, o advogado Odair Andreani disse que a obra é um verdadeiro monumento ao absurdo. “O canal desvia o Rio Itajaí do Oeste por 3.6 km, ou seja, cria praticamente um novo rio, que inclusive, em alguns pontos, está 30 metros acima do nível do rio original”, ressalta Odair. Para a Apremavi fica cada vez mais claro que não houve uma avaliação real dos impactos ambientais do empreendimento.

Para complementar o descaso, um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) divulgado em 2017, aponta que metade das 138 barragens catalogadas pela ANA em Santa Catarina não tem planos de segurança, emergência e nem passam por vistorias. Fica a pergunta: quantas vezes mais teremos que ver crimes ambientais dessa natureza não terem seus operadores responsabilizados?

Este já é terceiro problema registrado na PCH de Taió. Foto: Defesa Civil de Taió (SC).

Autora: Carolina Schäffer.
Foto de destaque: Defesa Civil de Taió (SC).

RMA ingressa com Ação Civil Pública contra a Vale

RMA ingressa com Ação Civil Pública contra a Vale

RMA ingressa com Ação Civil Pública contra a Vale

A Rede de Organizações não Governamentais da Mata Atlântica (RMA), da qual a Apremavi é integrante, ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a mineradora Vale, por conta do rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho. A ação pede indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 30 bilhões (10% do valor de mercado da empresa), e com pedido de indenizações de 500 a 1 milhão de reais para familiares de mortos e vítimas que sobreviveram à tragédia. A ACP 5012680-56.2019.8.13.0024 será analisada pela 6 Vara de Belo Horizonte.

O Coordenador Geral da RMA, João de Deus Medeiros, disse que a Rede levou em conta os danos impostos à sociedade, os graves prejuízos materiais, o comprometimento da água do córrego do Feijão e do rio Paraopebas, e as consequências negativas a biodiversidade. Ele explica ainda que, havendo condenação da Vale, a indenização deverá ser revertida ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos de Minas Gerais e aos familiares de vítimas dessa tragédia que poderia ter sido evitada. “A Coordenação da RMA envidará todos os esforços para que esse caso não se transforme em uma Mariana 2, e que o mesmo promova uma real mudança no comportamento de empresas e do Poder Público com vistas a adoção de práticas responsáveis e sustentáveis”, completa João.

Autora: Miriam Prochnow
Foto da capa: TV NBR

Manifesto dos ambientalistas sobre Brumadinho

Manifesto dos ambientalistas sobre Brumadinho

Manifesto dos ambientalistas sobre Brumadinho

O rompimento da barragem de rejeitos no município de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, no último dia 25 de janeiro é o mais novo crime ambiental da mineradora Vale. Aparentemente os erros que levaram à tragédia de Mariana (MG) em 2015 não serviram para que essa nova tragédia fosse evitada, uma vez que empresas e órgãos públicos seguem negligenciando o meio ambiente e a vida de todas as espécies.

As organizações socioambientalistas estão sempre alertas aos retrocessos ambientais. Há muito tempo estamos chamando a atenção para a gravidade da situação no país e temos trabalhado duro, muitas vezes sofrendo ameaças, para que principalmente as próximas gerações, tenham uma oportunidade de sobrevivência e com qualidade de vida. Infelizmente o engajamento da sociedade em geral não condiz com a urgência e a necessidade colocadas.

Fica cada vez mais evidente que enquanto as questões sociais e ambientais não forem elevadas ao mesmo nível de importância das questões econômicas, assistiremos a perda irreparável das pessoas e de seus ambientes.

O mar de lama tóxica: tragédia humana e ambiental. Foto: Fernanda Ligabue / Greenpeace.

Manifesto

Em 26 de janeiro a Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda) publicou um manifesto de pesar e indignação com o rompimento da barragem de rejeitos dos distritos de Mário Campos e Córrego do Feijão em Brumadinho (MG). No manifesto a associação evidencia que a tragédia deve servir de alerta para a sociedade quanto aos processos em curso de flexibilização das leis ambientais e desestruturação técnica e política dos órgãos públicos do setor socioambiental como estratégia para enfraquecer o sistema ambiental e ir na contramão da sustentabilidade.

A Apremavi apoia o manifesto da Amda, lamenta profundamente a perda de vidas de todas as espécies além dos imensuráveis impactos ao meio ambiente e sua biodiversidade, e, conclama a sociedade para que fique vigilante e não permita que o governo invista em condições para agravar ainda mais os danos ambientais no Brasil e potencializar outras tragédias já anunciadas como esta.

Chega de crimes ambientais e tragédias humanas e animais! Chega de impunidade!

Autoras: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow.
Foto de destaque: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Contra o desmonte ambiental, ativismo sim!

Contra o desmonte ambiental, ativismo sim!

Contra o desmonte ambiental, ativismo sim!

O primeiro mês do governo Bolsonaro mostra claramente um desmonte da área ambiental, trazendo grandes preocupações para todos que se dedicam a busca de um futuro comum sustentável. Não é diferente para a Apremavi, que há 32 anos trabalha pela proteção e restauração da Mata Atlântica e outros biomas e pela qualidade de vida de todas as espécies.

Muitas análises já estão sendo feitas e convidamos todos a se inteirarem delas. Uma das análises foi feita por Carolina Schaffer, ambientalista e integrante da Rede Jovens pelo Clima, no texto 17 dias de desgoverno ambiental. Outras análises podem ser acessadas no site do Observatório do Clima (OC) e do Instituto Socioambiental (ISA).

Enquanto integrante da Rede de ONGs da Mata Atlântica, a Apremavi endossou a carta pública aos novos governantes Sem Prescindir do Futuro. Nela, apesar de reconhecer que as medidas tomadas durante os primeiros dias de governo são totalmente previsíveis e sinalizavam retrocessos em várias políticas públicas, sobretudo na área socioambiental, a RMA conclama a todas as suas entidades que se mantenham atentas e firmes na atuação isenta e independente; unidos e não abrindo mão da verdade e de nossos ideais continuaremos firmes na defesa da Mata Atlântica e da democracia.

A Apremavi também assinou o manifesto publicado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) em defesa da Educação Ambiental na atualidade brasileira.

A importância do #AtivismoSim

Diante do avassalador cenário que o Brasil terá que enfrentar nos próximos anos é imprescindível a união e o trabalho dos ativistas em todas as áreas: meio ambiente, educação, direitos humanos, direitos indígenas e quilombolas, direitos dos negros, das mulheres, dos LGBT+ e de todas as minorias. Precisamos manter e consolidar os avanços conquistados nas políticas públicas e na legislação que protege o meio ambiente nas últimas 4 décadas. Esses avanços foram obtidos com muita luta, suor e lágrimas, e deram uma chance à Mata Atlântica (saiba mais no vídeo Aos Ativistas da Mata Atlântica), diminuíram o desmatamento na Amazônia, ampliaram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, demarcaram Terras indígenas e de quilombolas, diminuíram a caça aos animais silvestres e ampliaram a consciência ambiental dos brasileiros.

Manifestação contra o desmonte da área ambiental em frente ao MMA em outubro de 2018. Foto: Gabriela Schäffer.

A Mata Atlântica e os ativistas

Cada ativista, cada professor e cada amante da natureza precisa ficar mais vigilante e autuante do que antes, a voz de cada um de vocês vai ser a arma para combater os desmandos e os retrocessos anunciados. Façam a defesa do meio ambiente, não deixem liberar o desmatamento e a caça. Estimulem também as crianças e os jovens a entrarem nessa luta pois em tempos de aquecimento global eles vão precisar muito dos serviços ecossistêmicos. Lembremo-nos, o que acontecer com as florestas, acontecerá com a humanidade.

Também é de suma importância que seja valorizado e ressaltado o trabalho árduo e a atividade das Organizações não Governamentais (ONGs), que são parte fundamental da resiliência ambiental que precisa ser mantida. Por este motivo convidamos todos a conhecerem de perto o trabalho da Apremavi e de outras ONGs e se integrem nesse trabalho que tem como objetivo um futuro sustentável para todos.

Autora: Miriam Prochnow

Chal-chal, a árvore preferida dos bichos

Chal-chal, a árvore preferida dos bichos

Chal-chal, a árvore preferida dos bichos

O popular chal-chal na língua indígena Guarani é chamado de erembiú e significa “comida de pomba”. Já seu nome científico, Allophylus edulis, vem do latim onde edulis significa comestível. Confirmando a propriedade gastronômica da árvore em questão, sabiás, sanhaçus, bem-te-vis e trinca-ferro-verdadeiros são aves comumente encontradas apreciando seus frutos. Além das aves, quem também faz do chal-chal uma parada obrigatória na hora das refeições são os bugios, veja no vídeo abaixo um flagrante para lá de especial. Apesar dos frutos terem pouca polpa, são produzidos em abundância e além de muito apreciados pela fauna silvestre, são igualmente comestíveis para os humanos.

O chal-chal (Allophylus edulis), também conhecido como fruta-do-pombo, baga-de-morcego, vacum, vacunzeiro, murta-branca, é uma espécie colonizadora de áreas abertas. No entanto, pode ser encontrada no interior de matas primárias mais preservadas, em capoeiras, capoeirões e em beiras de rio. Tem preferência por solos úmidos e tolera bem o calor e o frio. Ocorre na maioria das formações florestais brasileiras, desde a floresta Amazônica até a Mata Atlântica, bem como em outras formações da América do Sul.

Pode ser encontrado como árvore ou arbusto, geralmente tendo entre 6 e 10 metros de altura e até 45cm de diâmetro. É uma espécie de uso ornamental e paisagístico e sua madeira tem valor econômico secundário, sendo utilizada para lenha e também para confecção de cabos de ferramentas. Apresenta tronco ereto, descamante em placas, casca fina de coloração pardo-escura e ramos acinzentados com lenticelas. A copa fechada tem formato piramidal.

Suas folhas são compostas, trifoliadas, apresentando de 10 a 15 centímetros de comprimento, folíolos oblongo-lanceolados, glabros ou pubescentes próximo às nervuras principais, margem serreada, ápice acuminado, pecíolo com canal bem definido, de 3 a 5 centímetros de comprimento. A infusão das folhas é utilizada na medicina popular contra problemas hepáticos, febre, hipertensão, disenteria, icterícia, inflamações da garganta e afecções digestivas e intestinais. Externamente o decocto das folhas serve para limpeza de ferimentos.

Inflorescência composta, com ramos centrais mais longos, terminais ou na axila das folhas do ápice dos ramos vegetativos. As flores são branco-esverdeadas, de 2 a 5 milímetros de comprimento, unissexuais e hermafroditas, e fornecem néctar para as abelhas.

Seus frutos são drupáceos, vermelhos, lisos e glabros e tem até 8mm de comprimento. A frutificação é abundante e de fácil coleta. Como dito anteriormente, embora com pouca polpa, os frutos são comestíveis, doces e podem servir de base para o preparo de sucos, licores e também para a produção de uma bebida indígena fermentada de aspecto vinoso conhecida como “chicha”. Apesar da pequena dimensão dos frutos, a polpa pura também pode ser consumida da mesma forma que o açaí. Algumas tribos também consomen as sementes, após torradas e salgadas.

A Apremavi utiliza esta espécie nos plantio de recuperação e restauração de áreas degradadas.

Além dos pássaros, os bugios também tem a árvore de chal-chal como restauante preferido. Filme: Arquivo Apremavi.

Chal-chal

Nome científico: Allophylus edulis (St.-Hill.) Radlk.
Família: Sapindaceae
Utilização: ornamental, paisagismo e plantios de recuperação de áreas degradadas
Coleta de sementes: diretamente da árvore
Época de coleta de sementes: novembro a dezembro
Fruto: globosos, indeiscentes, pequenos e de cor vermelha
Flor: branco-esverdeadas
Crescimento da muda: rápido
Germinação: normal
Plantio: mata ciliar e áreas abertas

Fontes consultadas

Chal-chal. Disponível em: Ecoloja. Data de acesso: 08jan2019.

Chal-chal. Disponível em: Flora SBS. Data de acesso: 08jan2019.

Chal-chal. Disponível em: WikiAves. Data de acesso: 08jan2019.

D.C.A. ABREU et al. Caracterização morfológica de frutos, sementes e germinação de Allophylus edulis (ST.-HIL.) Radlk. Revista Brasileira de Sementes, vol. 27, no 2, p.59-66, 2005.

Fruta-de-faraó. Disponível em: ESALQ-USP. Data de acesso: 08jan2019.

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 368p.

PROCHNOW. M. No Jardim das Florestas. Rio do Sul: Apremavi, 2007, 188p.

Autora: Carolina Schäffer.

Em planejamento, 2019 vem aí!

Em planejamento, 2019 vem aí!

Em planejamento, 2019 vem aí!

Pensando principalmente nos desafios que o ano de 2019 reserva, mas também no futuro como um todo, a Apremavi realizou nos dias 11, 12 e 13 de dezembro a reunião anual de planejamento da organização com a presença de todos os seus funcionários.

Avaliar sistematicamente o ano que passou listando as principais conquistas de cada projeto e pensar no futuro elencando os desafios não necessariamente é uma tarefa fácil, mas essa é a arte de se planejar, ato que vem se mostrando cada vez mais necessário e eficiente na Apremavi. Planejar de forma sistematizada os trabalhos a serem realizados além de otimizar o tempo da equipe, facilita a visualização macro do que ocorre na entidade e na sua área de atuação e leva a organização a atingir melhores resultados.

Com certo clima de otimismo, também foram discutidos os desafios que a área socioambiental enfrenta diante da trágica conjuntura política nacional. Na discussão foram apontadas, além das oportunidades e ameaças que a Apremavi pode enfrentar nos próximos anos, as ações necessárias para que consigamos cada vez mais envolver a sociedade nas atividades de conservação e restauração da natureza!

Feliz festas e novo ano

Planejar o novo ano também nos deixa a responsabilidade de agradecer às boas e férteis sementes que foram plantadas e germinaram, aos sonhos realizados e às estratégias felizardas que criamos para construir um mundo melhor. Por isso, abrigadecemos a todos que estiveram conosco este ano e contribuíram para que permanecessemos firmes na trilha da nossa missão.

Nesse espírito, a Apremavi deseja que em 2019 sejamos todos ativistas em prol da preservação e restauração da Mata Atlântica e da manutenção da qualidade de vida de [email protected] que nela habitam.

#AtivismoSim

Votos de um Feliz Natal a [email protected] Foto: Arquivo Apremavi.

Autora: Carolina Schäffer.

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

Diálogo do Uso do Solo realiza primeira reunião em Gana

O Diálogo do Uso do Solo, conhecido em inglês pela sigla LUD (Land Use Dialogue), é uma iniciativa do Diálogo Florestal Internacional (TFD – The Forests Dialogue), desenvolvido em diversos países, envolvendo inúmeras parcerias locais. Já realizou eventos no Brasil, na Tanzânia e em Gana e está programando reuniões em Uganda e na República Democrática do Congo. No Brasil está em andamento desde abril de 2016, sendo coordenado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e pelo Diálogo Florestal Brasileiro. Para saber mais sobre a iniciativa no Brasil acesse a página do projeto.

O objetivo geral do LUD é discutir cenários sustentáveis no longo prazo para os territórios em questão, levando em conta a paisagem e as diferentes formas de uso do solo. A proposta é reunir o conhecimento existente e envolver os diversos setores da sociedade para discutir soluções que permitam uma melhor governança e o desenvolvimento inclusivo em paisagens em risco de destruição, como é o caso da Mata Atlântica no Brasil.

Primeira reunião do Diálogo do Uso do Solo de Gana é realizada no início de dezembro. Foto: Arquivo Apremavi.

Diálogo do Uso do Solo em Gana

Em Gana, a primeira reunião ocorreu de 03 a 07 de dezembro de 2018, na cidade de Asankragwa, onde fica o território de interesse do diálogo: Wassa Amenfi. Sendo a iniciativa apoiada pelo Projeto PLUS (Stabilizing Land Use Project) da IUCN, que pretende melhorar a governança da paisagem dos ecossistemas florestais, influenciando, por sua vez, a tomada de decisões na paisagem e no nível nacional.

O principal debate no território de Wassa Amenfi é sobre como tornar sustentáveis as atividades ali existentes, especialmente a produção de cacau e a extração de madeira, combatendo os desmatamentos e a mineração ilegais e tratando esses assuntos a luz de uma complexa rede de governança e posse de terra.

Os participantes tiveram a oportunidade de visitar áreas de agricultura e agrofloresta, inseridas na comunidade local e também uma serraria que explora árvores de concessões florestais governamentais. Durante o evento, ficou claro que uma abordagem de paisagem pode auxiliar em muito para diversificar a renda da comunidade local, esclarecer sistemas de posse e evitar a conversão de novas áreas. Uma abordagem de paisagem também aumentaria a integração de práticas agrícolas/agroflorestais amigáveis para o clima, promovendo a conservação ambiental, a sustentabilidade das cadeias de valor da produção e o desenvolvimento sustentável como um todo.

Todos os participantes se comprometeram com a continuidade da iniciativa.

Para Miriam Prochnow, que representou a Apremavi no evento, a oportunidade foi excelente: “foi um momento de grande aprendizado, mostrando que o planejamento de paisagens sustentáveis através de diálogos desse tipo, será cada mais mais necessário, diante dos cenários ambientais e climáticos que teremos que enfrentar em todo mundo. Vamos ter que trabalhar cada vez mais com plataformas colaborativas nacionais e internacionais”, afirma Miriam. Ela também espera e vai trabalhar para que a iniciativa no Brasil tenha continuidade.

Autora: Miriam Prochnow.

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Ao longo dos dois últimos meses a associada e colaboradora da Apremavi, Carolina Schäffer, participou do Curso de Desenvolvimento de Lideranças para o Século XXI. Organizado pelo YCL Brasil, a iniciativa representa o capítulo brasileiro do programa internacional YCL – Youth Climate Leaders (Jovens Líderes em Clima) e tem como principal objetivo capacitar jovens de todo o mundo para desenvolverem suas habilidades de liderança e empreendedorismo e criar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

Composto por 3 partes: imersão, field placement e formação de delegação para COP24, o curso teve um currículo focado no desenvolvimento de habilidades para liderança, como Teoria U, escuta ativa e escrita reflexiva. Especialistas em ciência do clima, cooperação internacional, gestão de projetos e transição de carreira também foram convidados a apresentar suas trajetórias e projetos para inspirar o gupo de líderes.

Carolina agora é parte do YCL Network e junto com os demais líderes em clima está pensando soluções para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, além, é claro, de ter acesso exclusivo a oportunidades de intercâmbios profissionais e mentoria de profissionais da área socioambiental.

Imersão prática

Após 6 semanas de encontros para discussão teórica, o curso foi finalizado com uma imersão prática de quatro dias no Sinal do Vale, em Duque de Caxias (RJ), um lugar idealizado para regenerar ecossistemas, comunidades e indivíduos através de relacionamentos inspiradores e experiências de aprendizado. No famoso modelo do “aprender fazendo”, o Sinal do Vale sugere aos visitantes um mergulho em práticas que propõe soluções para a restauração das florestas e a regeneração dos solos, a importância das trocas entre as comunidades e a sugestão de novos sistemas e hábitos alimentares.

Além da oportunidade de mergulhar nas práticas oferecidas pelo Sinal do Vale, foram criados espaços interativos e rodas de conversas onde os jovens puderam compreender a importância e o funcionamento de diferentes iniciativas como a Plant for The Planet, a Mancha Tintas Orgânicas, e a plataforma Compras do Bem, todas engajadas no mesmo propósito de construir um planeta mais sustentável. Também foram elaboradas dinâmicas que ajudaran os líderes em clima a aprofundar o seu estudo nos planos de carreira e na conexão com o propósito de vida e suas missões.

Confira algumas fotos da imersão na galeria abaixo.

Prática em Agrofloresta

No penúltimo dia da imersão do YCL no Sinal do Vale, Felipe Villela, da reNature., e Eraldo Nagual, da Ecovila El Nagual, ministraram uma prática em agrofloresta para os jovens líderes do YCL.

A agrofloresta é uma prática agrícola sustentável que produz alimentos de forma natural. É caracterizada por misturar várias árvores, arbustos, hortaliças, gramíneas e culturas que se complementam, conseguindo assim uma maior variedade de rendimentos e mantendo o equilíbrio natural do ecossistema. Essas plantações simultâneas garantem um fornecimento contínuo de alimentos, bem como alto retorno econômico.

Confira algumas fotos da prática na galeria abaixo.

Jovens Líderes em Clima

A rede de Jovens Líderes em Clima, ou Youth Climate Leaders (YCL), é uma organização brasileira que forma jovens do mundo todo com potencial de assumir cargos de liderança (seja em empresas, governos ou organizações sociais) e chefiar projetos e organizações na área de mudanças climáticas e sustentabilidade.

O YCL oferece a oportunidade para que os jovens passem por formações online e off-line, incluindo aulas, visitas de campo e coaching e consigam se inserir profissionalmente no mercado de trabalho, seja começando ou avançando suas carreiras, unindo propósito e impacto social na área das mudanças climáticas/sustentabilidade através da educação e fazendo a ponte com organizações que já atuam no setor.

O primeiro piloto do YCL incluiu 10 dias de formações teóricas com profissionais da área em Paris (em parceira com a Universidade de Columbia) e visitas técnicas seguidas por um mês de imersão em projetos no Quênia. A imersão termina agora com a participação de uma delegação do YCL na COP-24, na Polônia.

Grupo Brasileiro de Jovens Líderes em Clima. Foto: Gabriel Carvalho.

Declaração de Futuro

Ao cursar as trilhas propostas pelo programa, os participantes foram convidados a construir uma declaração de futuro na qual deveraim buscar caminhos e soluções para responder a seguinte pergunta:

Qual a realidade futura que eu hoje escolho criar, e como a manifestarei na prática?

“Oi, eu sou a Carolina. Sou bióloga e artista. Aprendi desde cedo a amar e respeitar a natureza. Compreendo que todas as formas de vida merecem respeito e cuidado. Entendo que no mundo em que vivemos todos somos parte de um todo, não há pensamento solitário. Sei que o futuro aonde quero viver é influenciado diretamente pelos meus hábitos e minhas escolhas e também pelos hábitos dos meus amigos, parentes e vizinhos. Por isso, e pelo amor que as florestas me ensinaram a ter, a realidade que eu escolho construir hoje é baseada na expansão da consciência, na multiplicação do conhecimento, na difusão das ideias. Quanto mais pessoas se reconcetarem com a natureza, maior será a chance de salvarmos a humanidade. Eu acredito que cada movimento é importante e conta: uma foto do momento decisivo, uma conversa com o amigo não convertido, um filme emocionado, um livro escrito na folha de bambu, uma poesia musicada, uma comida preparada com afeto, uma árvore semeada com amor. Vamos [email protected]

Autora: Carolina Schäffer.

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