Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Apremavi e Bloom Bits iniciam parceria para plantar bosques de árvores nativas

Parceria com a Bloom Bits, firmada  no início do segundo semestre de 2019, prevê o plantio de bosques de árvores nativas da Mata Atlântica. 

De Balneário Camboriú (SC), a Bloom Bits é uma marca de superalimentos para pessoas que buscam nutrição inteligente e um estilo de vida cada vez mais consciente. Irmã mais nova da Ocean Drop, uma marca de vitaminas a base de algas e microalgas para pessoas que buscam alimentos de qualidade nutricional avançada e sustentável, a Bloom Bits tem como propósito investir 5% dos seus lucros na proteção da natureza.

E é aí que entra a parceria com a Apremavi. Interessados em doar parte desses lucros para a Apremavi, a Bloom Bits aderiu ao Clima Legal, um projeto da Apremavi que promove o plantio de árvores nativas para sequestro de carbono. A parceria tem como objetivo principal o plantio de mudas de árvores, com potencial inclusão de atividades de educação ambiental e campanhas de distribuição de mudas em escolas da região do Alto Vale do Itajaí (SC).

Para João Becker, diretor da marca, a expectativa é aproximar a Bloom Bits cada vez mais de movimentos que atuam de forma prática em contribuições positivas para o meio ambiente. “Nossa vontade é de estreitar os laços entre Bloom e Apremavi ao longo do tempo para que consigamos fortalecer ainda mais as atividades relacionadas ao tema. Como marca que trabalha com produtos vindos da natureza, onde a proposta é fornecer benefícios ao ser humano, nada mais justo do que retribuir à natureza de igual forma, realizando trabalhos que também forneçam benefícios ao meio ambiente“, complementa João.

É evidente que os projetos e ações da Apremavi são fortalecidos graças ao apoio de parceiros, patrocinadores e doadores, mas em cada nova parceria o ganho da Apremavi vai muito além do fortalecimento das ações ambientais que desenvolvemos. A cada nova parceria criamos uma verdadeira rede de amigos que lutam pela mesma causa e estão em busca da conservação e restauração das nossas florestas“, comenta Edinho Schäffer, presidente da Apremavi.

Parceria entre a Apremavi e a Bloom Bits prevê o plantio de bosques de árvores nativas no âmbito do Clima Legal, um projeto da Apremavi criado em 2007. Foto: Arquivo Apremavi.

Sobre o Clima Legal

Com mais de 110 mil mudas de árvores plantadas ao longo dos últimos 12 anos, o Clima Legal é um projeto que tem como objetivo realizar plantios de árvores nativas visando a neutralização de emissões de CO2, amenizando os efeitos das mudanças climáticas e contribuindo com a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica.

Dividido em 6 modalidades, cada uma com os seus benefícios e quantidades de mudas plantadas, podem aderir ao projeto tanto pessoas físicas quanto jurídicas​.

Saiba mais aqui.

Autora: Carolina Schäffer.

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Maior mobilização da história foi em prol do meio ambiente

Mais de 4 milhões de pessoas invadiram as ruas na última sexta-feira, dia 20 de setembro de 2019, para participar de atos em prol do meio ambiente. A Greve Global Pelo Clima (#GlovalClimateStrike), inciativa do movimento Fridays for Future (Sextas pelo Futuro), foi liderada por jovens e estudantes, mas contou com a adesão de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, pesquisadores e até empresas.

Ao redor do globo, um total de 170 países organizaram mais de 6.631 protestos exigindo ações para impedir o avanço do aquecimento global. A mobilização partiu do pressuposto que estamos vivendo numa era de emergências climática e política e que, para que seja possível garantir um futuro para humanidade, é necessário que todos comecem a apoiar, defender e optar por políticas e ações que nos livrem do colapso que estamos vivendo nos dias atuais.

Carolina Schäffer, colaboradora da Apremavi, esteve em Nova York e acompanhou de perto a mobilização que contou com a participação da jovem ativista sueca, Greta Thunberg, fundadora do movimento Fridays for Future. “A luta pela causa climática e ambiental não é de hoje, meus pais já batalham a favor dessa causa há mais de 35 anos. Por crescer num ambiente aonde ativismo é palavra de ordem, e por ter acompanhado de perto muitas lutas ambientais do Brasil, é indescritível a sensação que toma conta de mim ao ver que nós jovens conseguimos mobilizar tantas pessoas para irem as ruas e dar voz ao meio ambiente e toda a sua biodiversidade. Mais emocionante ainda é poder participar da maior mobilização da história da humanidade e poder dizer que ela foi em favor da causa ambiental. Sei que estamos longe de dizer que a luta chegou ao fim, mas definitivamente o dia 20 de setembro de 2019 marca um vitória nessa batalha que garantir um futuro para chamar de nosso“, disserta Carolina que também concedeu uma entrevista ao Estadão durante a mobilização.

Liderados por Greta Thunberg, jovem ativista climática, #greveglobalpeloclima reuniu cerca de 250 mil pessoas em Nova York (EUA) no último dia 20 de setembro de 2019. Fotos: Carolina Schäffer.

Atalanta na #GreveGlobalPeloClima

No Brasil jovens de várias cidades organizaram manifestos e invadiram as ruas.

Em Atalanta quem esteve a frente da programação foi o grupo Plantando o Futuro, que na sexta-feira (20/09), mesmo debaixo de muita chuva, reuniu os jovens na frente da Prefeitura Municipal de Atalanta (SC) com seus cartazes que traziam mensagens e pedidos de atenção para com a causa ambiental e climática. Os jovens aproveitaram a ocasião para entregar uma carta com demandas do movimento para o prefeito do município.

Nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar os jovens de Atalanta no último dia 20 de setembro, que levaram os seus cartazes para a Prefeitura de Atalanta em ato pela #greveglobalpeloclima. Fotos: Arquivo Plantando o Futuro.

Semana do Clima

A #greveglobalpeloclima abriu a Semana do Clima de Nova York (NYC Climate Summit), tradicionalmente organizada para coincidir com a Assembleia Geral da ONU, que ocorreu no dia 23 de setembro (terça-feira). Um dia antes da Assembleia, a Cúpula do Clima, mediada pelo o secretário-geral António Guterres, realizou uma reunião para que os países pudessem anunciar suas intenções de aumentar as metas de redução de gases de efeito estufa no Acordo de Paris.

No discurso de abertura do encontro, Guterres disse que “estamos perdendo a corrida da emergência climática, mas ainda podemos vencê-la“. Diante da urgência citada por Guterres, a ONU negou tempo de fala para países que estão trabalhando com novas fontes de combustíveis fósseis ou que não estão cumprindo seus compromissos a respeito da emissão de carbono. Brasil e Estados Unidos não discursaram, por exemplo. Por outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou a liberação de cerca de US$ 500 milhões em ajuda financeira para proteção de florestas tropicais, inclusive a Amazônia.

Ainda que o presidente Jair Bolsonaro não tenha participado do evento, por ter perdido seu direito de fala ao não cumprir com os compromissos climáticos assumidos anteriormente pelo Brasil, a brasileira Paloma Costa Oliveira, de 27 anos, esteve ao lado de António Guterres na abertura do evento e enfatizou que o que “precisamos agora é que os gestores públicos nacionais e locais transformem as soluções que já existem em políticas públicas“.

Além dela, outra jovem que marcou presença na abertura da Cúpula de Clima foi a ativista sueca Greta Thunberg, fundadora do movimento #fridaysforfuture. Com uma fala emocionante e enfática, ela responsabilizou a corrida incansável do eterno crescimento econômico pela emergência climática que estamos enfrentando e disse que não compreende como os adultos insistem em roubar o futuro das crianças mesmo sabendo que nos últimos 30 anos a ciência tem sido clara e direta sobre as ameaças da crise climática para a humanidade. Assista o discurso na íntegra.

Discurso da ativista sueca Greta Thunberg na abertura da Cúpula de Clima da ONU no último dia 22 de setembro, em Nova York (EUA). Vídeo: Mídia Ninja.

Amazonia além da Crise

Iniciativa da Rainforest Alliance, o evento “Amazonia Beyond the Crisis” (Amazonia além da Crise), que aconteceu em Nova York (EUA) no dia 21 de setembro de 2019 e antecedeu à Semana do Clima da ONU, reuniu cientistas, empresários, sociedade civil e representantes do setor público para discutir os cenários de crise na Amazônia como uma forma de prevenir novos desastres de direitos humanos, ambientais e econômicos e uma tentativa de transmitir ao mundo uma mensagem para que não se esqueçam da floresta amazônica quando as queimadas terminarem.

Carolina Schaffer, colaboradora da Apremavi, que acompanhou o evento como parte da delegação do Youth Climate Leaders, menciona que “apesar dos setores terem diferentes opiniões, há uma expectativa comum de que os investimentos de médio e longo prazo sejam imperativos e que são necessários compromissos reais do setor público e privado para interromper o desmatamento e promover uma economia florestal sustentável e diversificada“.

Evento “Amazonia Beyond the Crisis” discutiu urgência de grandes mudanças para evitar desmatamentos e incêndios na Amazônia, bem como para proteger e promover os direitos humanos da população local. Foto: Carolina Schäffer.

Autora: Carolina Schäffer.

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Plantio de bosque celebra parceria da Apremavi com a Ellepot

Na Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) gostamos mesmo é de plantar florestas, por isso já estamos ansiosos para ver como vão estar as mudas que plantamos hoje no Bosque Ellepot. Em quanto tempo será que as primeiras sombras aparecerão?

No dia 04 de setembro de 2019 a Apremavi iniciou a implantação do Bosque Ellepot, na localidade de Santo Antônio, em Atalanta (SC). O plantio de 4.000 mudas de árvores nativas tem como objetivo celebrar a parceria com a empresa Ellepot, responsável pela tecnologia de mesmo nome, inaugurada pela Apremavi junto com as novas instalações do Viveiro Jardim das Florestas, em abril desde ano.

No último dia 4 de setembro a Apremavi e parceiros realizaram o plantio de 4.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica no Bosque do Ellepot. Fotos: Arquivo Apremavi.

A implantação do novo viveiro foi possível graças ao apoio do BNDES, através do projeto Restaura Alto Vale, de investimentos da própria Apremavi e da parceria com a empresa Ellepot, que produz um sistema de produção de mudas de mesmo nome. O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses.

Esse sistema elimina o uso de saquinhos ou tubetes plásticos na produção de mudas, possibilita o plantio direto sem retirada da embalagem otimizando o tempo de plantio, evita deformação das raízes propiciando ganho de altura das árvores, aumenta a sobrevivência das mudas mais sensíveis e facilita plantios manuais e mecanizados. Com essa tecnologia a Apremavi caminha para uma produção de mudas mais sustentável, diminuindo sua própria pegada ecológica.

O Ellepot é um sistema de produção de mudas numa embalagem de papel biodegradável, certificado pela Rainforest Alliance e pelo FSC, composto de fibras de celulose, cuja decomposição varia de 5 a 18 meses. Foto: Miriam Prochnow.

O plantio foi realizado com a participação de integrantes do Grupo Plantando o Futuro e da equipe e diretoria da Apremavi. Representando a Ellepot estiveram presentes Darci Wernek, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Ricardo Forneris Junior, Gerente de Vendas para a América do Sul.

Na oportunidade os representantes da Ellepot visitaram o viveiro para conferir as mudas produzidas no novo sistema e constataram que a produção está de vento em popa e com mudas de excelente qualidade. Eles também visitaram a Trilha da Restauração, que fica ao lado do Centro Ambiental Jardim das Florestas e conheceram o Portal Ambiental, plataforma onde são cadastrados e estão disponíveis os dados das áreas em restauração com apoio da Apremavi.

Representantes da empresa Ellepot durante visita ao Viveiro Jardim das Florestas e caminhada na Trilha da Restauração, na Apremavi. Fotos: Miriam Prochnow.

Autora: Miriam Prochnow.

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Associada da Apremavi faz parte de grupo de Jovens Líderes em Clima

Ao longo dos dois últimos meses a associada e colaboradora da Apremavi, Carolina Schäffer, participou do Curso de Desenvolvimento de Lideranças para o Século XXI. Organizado pelo YCL Brasil, a iniciativa representa o capítulo brasileiro do programa internacional YCL – Youth Climate Leaders (Jovens Líderes em Clima) e tem como principal objetivo capacitar jovens de todo o mundo para desenvolverem suas habilidades de liderança e empreendedorismo e criar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

Composto por 3 partes: imersão, field placement e formação de delegação para COP24, o curso teve um currículo focado no desenvolvimento de habilidades para liderança, como Teoria U, escuta ativa e escrita reflexiva. Especialistas em ciência do clima, cooperação internacional, gestão de projetos e transição de carreira também foram convidados a apresentar suas trajetórias e projetos para inspirar o gupo de líderes.

Carolina agora é parte do YCL Network e junto com os demais líderes em clima está pensando soluções para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, além, é claro, de ter acesso exclusivo a oportunidades de intercâmbios profissionais e mentoria de profissionais da área socioambiental.

Imersão prática

Após 6 semanas de encontros para discussão teórica, o curso foi finalizado com uma imersão prática de quatro dias no Sinal do Vale, em Duque de Caxias (RJ), um lugar idealizado para regenerar ecossistemas, comunidades e indivíduos através de relacionamentos inspiradores e experiências de aprendizado. No famoso modelo do “aprender fazendo”, o Sinal do Vale sugere aos visitantes um mergulho em práticas que propõe soluções para a restauração das florestas e a regeneração dos solos, a importância das trocas entre as comunidades e a sugestão de novos sistemas e hábitos alimentares.

Além da oportunidade de mergulhar nas práticas oferecidas pelo Sinal do Vale, foram criados espaços interativos e rodas de conversas onde os jovens puderam compreender a importância e o funcionamento de diferentes iniciativas como a Plant for The Planet, a Mancha Tintas Orgânicas, e a plataforma Compras do Bem, todas engajadas no mesmo propósito de construir um planeta mais sustentável. Também foram elaboradas dinâmicas que ajudaran os líderes em clima a aprofundar o seu estudo nos planos de carreira e na conexão com o propósito de vida e suas missões.

Confira algumas fotos da imersão na galeria abaixo.

Prática em Agrofloresta

No penúltimo dia da imersão do YCL no Sinal do Vale, Felipe Villela, da reNature., e Eraldo Nagual, da Ecovila El Nagual, ministraram uma prática em agrofloresta para os jovens líderes do YCL.

A agrofloresta é uma prática agrícola sustentável que produz alimentos de forma natural. É caracterizada por misturar várias árvores, arbustos, hortaliças, gramíneas e culturas que se complementam, conseguindo assim uma maior variedade de rendimentos e mantendo o equilíbrio natural do ecossistema. Essas plantações simultâneas garantem um fornecimento contínuo de alimentos, bem como alto retorno econômico.

Confira algumas fotos da prática na galeria abaixo.

Jovens Líderes em Clima

A rede de Jovens Líderes em Clima, ou Youth Climate Leaders (YCL), é uma organização brasileira que forma jovens do mundo todo com potencial de assumir cargos de liderança (seja em empresas, governos ou organizações sociais) e chefiar projetos e organizações na área de mudanças climáticas e sustentabilidade.

O YCL oferece a oportunidade para que os jovens passem por formações online e off-line, incluindo aulas, visitas de campo e coaching e consigam se inserir profissionalmente no mercado de trabalho, seja começando ou avançando suas carreiras, unindo propósito e impacto social na área das mudanças climáticas/sustentabilidade através da educação e fazendo a ponte com organizações que já atuam no setor.

O primeiro piloto do YCL incluiu 10 dias de formações teóricas com profissionais da área em Paris (em parceira com a Universidade de Columbia) e visitas técnicas seguidas por um mês de imersão em projetos no Quênia. A imersão termina agora com a participação de uma delegação do YCL na COP-24, na Polônia.

Grupo Brasileiro de Jovens Líderes em Clima. Foto: Gabriel Carvalho.

Declaração de Futuro

Ao cursar as trilhas propostas pelo programa, os participantes foram convidados a construir uma declaração de futuro na qual deveraim buscar caminhos e soluções para responder a seguinte pergunta:

Qual a realidade futura que eu hoje escolho criar, e como a manifestarei na prática?

“Oi, eu sou a Carolina. Sou bióloga e artista. Aprendi desde cedo a amar e respeitar a natureza. Compreendo que todas as formas de vida merecem respeito e cuidado. Entendo que no mundo em que vivemos todos somos parte de um todo, não há pensamento solitário. Sei que o futuro aonde quero viver é influenciado diretamente pelos meus hábitos e minhas escolhas e também pelos hábitos dos meus amigos, parentes e vizinhos. Por isso, e pelo amor que as florestas me ensinaram a ter, a realidade que eu escolho construir hoje é baseada na expansão da consciência, na multiplicação do conhecimento, na difusão das ideias. Quanto mais pessoas se reconcetarem com a natureza, maior será a chance de salvarmos a humanidade. Eu acredito que cada movimento é importante e conta: uma foto do momento decisivo, uma conversa com o amigo não convertido, um filme emocionado, um livro escrito na folha de bambu, uma poesia musicada, uma comida preparada com afeto, uma árvore semeada com amor. Vamos [email protected]

Autora: Carolina Schäffer.

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Observatório do Clima realizou reunião anual em Atalanta (SC)

Integrantes e parceiros celebraram os 15 anos da rede e debateram a estratégia para o aumento da ambição das propostas brasileiras no Acordo de Paris.

O Observatório do Clima (OC), a maior rede de entidades da sociedade civil dedicada ao debate do clima no Brasil, reuniu suas entidades integrantes e parceiros para a sua assembleia anual, na cidade de Atalanta (SC), de 10 a 12 de abril de 2017, nas dependências do Centro Ambiental Jardim das Florestas da Apremavi. Reuniu 43 participantes, representando 21 membros e organizações observadoras.

O encontro marcou os 15 anos do OC e também os 30 anos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), havendo oportunidade para uma celebração conjunta. A celebração incluiu um jantar com membros do Conselho da Apremavi e autoridades locais e um plantio de mudas, ampliando uma faixa de mata ciliar no local.

Edegold Schäffer, Presidente da Apremavi, mostrando o Viveiro de Mudas Jardim das Florestas. Foto: Arquivo Apremavi

O OC nasceu em 2002 para posicionar a questão florestal no debate do Protocolo de Kyoto. Em 2009, participou ativamente da Política Nacional de Mudanças Climáticas. Mais recentemente passou a gerar dados com a criação do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o SEEG, em 2012.

Durante os três dias de reunião houve discussões em plenária e trabalhos em grupos, tratando dos seguintes temas:

  • Adaptação e resiliência climática
  • Comunicação
  • Florestas e REDD
  • Governança
  • Monitoramento de Políticas Públicas
  • NDC de 1,5ºC
  • Ataque sistemático (governo e congresso) à governança socioambiental do Brasil

Momento do plantio de árvores durante o encontro. Foto: Arquivo Apremavi

Como resultado das discussões foi lançada a Carta de Atalanta, um documento em protesto contra o ataque coordenado do Congresso Nacional e do governo de Michel Temer à proteção ambiental e aos direitos dos povos tradicionais.

A carta lista a série de retrocessos promovidos pelo governo e por seus aliados parlamentares nos últimos meses, no que talvez seja a maior ofensiva antiambiental desde a Constituição de 1988. E alerta que o movimento põe em risco as metas climáticas do país, além da segurança de toda a sociedade.

Entre as vítimas estão as unidades de conservação – comissões especiais do Congresso reduziram a proteção de 1,1 milhão de hectares em apenas dois dias, votando propostas enviadas pelo próprio Palácio do Planalto na forma de Medidas Provisórias; as terras indígenas, com a nomeação de Osmar Serraglio (PMDB-PR), um radical da bancada ruralista, para o cargo de ministro da Justiça; as terras públicas, com a proposta da MP 759; e o licenciamento ambiental.

“Após avanços significativos na redução da taxa de desmatamento e na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação na década passada – mantendo ao mesmo tempo forte crescimento econômico, safras recorde e geração de empregos –, o Brasil parece retroceder à década de 1980, quando era um pária internacional devido à destruição acelerada de seu patrimônio natural e à violência no campo”, diz a carta.

“O país que gosta de se vender ao mundo como parte da solução da crise do clima voltou a ser um problema. A mesma agropecuária propagandeada como a mais sustentável do mundo é a responsável pela grilagem de terras públicas, pela retirada de direitos de povos e comunidades tradicionais e pequenos agricultores e por rasgar os compromissos domésticos e internacionais de redução de emissões.”

Participantes do OC em momento de reunião. Foto: Arquivo Apremavi

Acompanhe abaixo a matéria realizada pela RBA TV sobre o encontro.

http://www.rbatv.com.br/noticia-rban/acoes-serao-este-ano-22220

 

A carta de Atalanta pode ser encontrada aqui. Leia abaixo sua íntegra:

Nenhum hectare a menos!

Carta do Observatório do Clima contra os retrocessos na agenda socioambiental

Em meio à instabilidade política atual, segmentos do governo e do Congresso avançam rapidamente para desfigurar leis e políticas socioambientais consolidadas a partir da Constituição de 1988. Evidencia-se um esforço concentrado e organizado para a aprovação de um conjunto de medidas que colocam em risco o bem-estar e a segurança da sociedade e nossos compromissos contra as mudanças climáticas.

Na última terça-feira (11/4), uma comissão do Congresso Nacional retalhou um conjunto de unidades de conservação na Amazônia e na Mata Atlântica, liberando para grilagem 660 mil hectares de terras públicas que haviam sido ilegalmente ocupadas e vêm sendo desmatadas. A redução, sem precedentes, foi inicialmente pedida pelo próprio Presidente da República, Michel Temer, por meio da Medida Provisória 756. Na quarta-feira (12/4), em sete minutos, outra comissão especial do Congresso aprovou a Medida Provisória 758, que reduz outros 442 mil hectares de unidades de conservação na Amazônia – em dois dias, 1,1 milhão de hectares.

A redução de áreas protegidas por MP, proposta inicialmente pela ex-presidente Dilma Rousseff e posta em prática por Temer, é uma sinalização do governo de que o crime compensa. A prática vem animando segmentos empresariais e parlamentares a formular propostas visando extinguir, reduzir ou alterar o status de proteção de parques nacionais, reservas extrativistas e outras áreas protegidas. No exemplo mais recente, políticos do Amazonas articulam com a Casa Civil a redução de cerca de 1 milhão de hectares de unidades de conservação no sul do Estado. Tramitam no Congresso Nacional e em várias assembleias legislativas estaduais outros projetos com esses objetivos.

O presidente também editou a MP 759/2016, que, a pretexto de promover a regularização fundiária, incentiva a grilagem de áreas públicas, perenizando o caos urbano e rural, o aumento do desmatamento e a concentração de terras e de renda.

Esses movimentos ocorrem em meio à forte elevação do desmatamento da Amazônia. A devastação cresceu 60% nos últimos dois anos, pondo em risco a meta brasileira de chegar a 2020 com uma redução de 80% na taxa, lançando dúvidas sobre a seriedade do compromisso do governo brasileiro com o Acordo de Paris.

Outras áreas protegidas também estão sob ameaça. Temer nomeou um ruralista radical, Osmar Serraglio (PMDB-PR), para o Ministério da Justiça, ao qual a Funai está subordinada. Serraglio foi o relator, na Câmara, da PEC 215, que viola direitos constitucionais dos índios ao transferir do Executivo para o Congresso a prerrogativa de demarcar terras indígenas. Premiando um militante da injustiça como ministro, Temer toma partido nos conflitos que o governo deveria mediar.

Encontram-se paralisados todos os procedimentos administrativos de demarcação de terras indígenas, titulação de quilombos e criação de assentamentos da reforma agrária e unidades de conservação. O teto de gastos introduzido na Constituição projeta um longo período de arrocho orçamentário para os órgãos e políticas socioambientais – um exemplo é o corte de 43% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente em pleno período de alta no desmatamento.

Além das ameaças diretas a áreas protegidas e territórios tradicionais, também pode ser votado na Câmara nos próximos dias o desmonte do licenciamento ambiental. A bancada ruralista, juntamente com a Confederação Nacional da Indústria, vem buscando afrouxar o licenciamento, deixando na mão de Estados e municípios a definição das atividades que precisam de licença – e isentando toda a agropecuária. A vitória dessa proposição, que atropela o diálogo entre governo, congresso e sociedade civil para o aprimoramento deste instrumento, aumentará ainda mais o potencial de tragédias como a ocorrida em Mariana em 2015, além de abrir o caminho para grandes obras, como as investigadas pela Operação Lava Jato, sem qualquer avaliação de impacto.

Nesse cenário, cresce a violência contra jovens, mulheres, trabalhadores rurais, extrativistas, quilombolas e índios. Somente em 2015 foram registrados 50 assassinatos relacionados à luta pela terra e por direitos comunitários. O Brasil é o país onde mais se mata ativistas socioambientais.

Após avanços significativos na redução da taxa de desmatamento e na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação na década passada – mantendo ao mesmo tempo forte crescimento econômico, safras recorde e geração de empregos –, o Brasil parece retroceder à década de 1980, quando era um pária internacional devido à destruição acelerada de seu patrimônio natural e à violência no campo.

O país que gosta de se vender ao mundo como parte da solução da crise do clima voltou a ser um problema. A mesma agropecuária propagandeada como a mais sustentável do mundo é a responsável pela grilagem de terras públicas, pela retirada de direitos de povos e comunidades tradicionais e pequenos agricultores e por rasgar os compromissos domésticos e internacionais de redução de emissões.

Em vista desse quadro, o Observatório do Clima: repudia os ataques ao patrimônio nacional e aos direitos da sociedade realizados pelo poder público sob influência de interesses privados; demanda ao Congresso Nacional que não aprove qualquer medida que leve à redução do status de proteção ou eliminação de áreas protegidas, como as Medidas Provisórias 756 e 758, nem qualquer outra medida que fragilize a proteção social e ambiental do país; demanda ao Presidente da República que não recorra mais a MPs para alterar áreas protegidas e vete na íntegra as alterações recentemente propostas pelo Congresso, caso aprovadas; e apoia organizações ambientais e movimentos sociais que juntam forças para fazer frente aos retrocessos, na certeza de que somente o aumento da resistência será capaz de deter e de reverter a atual conjuntura.

Atalanta (SC), 12 de abril de 2017

Assembleia Anual do Observatório do Clima

Autores: Miriam Prochnow e Cláudio Angelo

Coalizão Brasil defende contribuição ambiciosa do Brasil para a Conferência do Clima

Coalizão Brasil defende contribuição ambiciosa do Brasil para a Conferência do Clima

Coalizão Brasil defende contribuição ambiciosa do Brasil para a Conferência do Clima

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, iniciativa da qual a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) é integrante, reafirma que o país pode ter um nível alto de ambição em sua contribuição (INDC) para o acordo mundial relativo a mudanças climáticas, que será firmado em Paris, em dezembro. Um dos principais eventos que antecede o acordo histórico acontece em Nova York, na próxima semana, quando a presidente Dilma Rousseff prometeu lançar a INDC brasileira.

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura — movimento que reúne empresas, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e entidades setoriais — entende que o Brasil pode estabelecer uma INDC ambiciosa, com metas palpáveis, inspiradoras e mobilizadoras para a Conferência da ONU para a Mudança do Clima, a COP-21, que acontece em dezembro, em Paris. A INDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas) é um documento que contém o que cada país pretende fazer para reduzir e remover as emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa). A expectativa é que a presidente Dilma Rousseff anuncie a INDC brasileira na próxima semana, em Nova York, durante a Climate Week, que reunirá lideranças políticas, empresariais e civis do mundo todo.

Para a Coalizão, o Brasil pode e deve se comprometer a zerar suas emissões líquidas de carbono o mais cedo possível, dentro de um esforço global onde as economias desenvolvidas zerem até meados do século. Isso se torna viável à medida que o país trilhe caminhos ao alcance dos diferentes setores da economia. A agropecuária brasileira, por exemplo, tem o potencial de reduzir de forma contínua as emissões de GEE.

A medida-chave está no investimento em recuperação de áreas degradadas e de baixa produtividade para expandir a produção“, afirma Luiz Carlos Carvalho, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio). “Com a ampla adoção de tecnologias já disponíveis (como a integração lavoura-pecuária-floresta e da lavoura-pecuária), a agropecuária brasileira teria o potencial de reduzir em 50% a emissão projetada para 2030 em relação ao ano de 2013, considerando um aumento de 30% na produção do setor“, reforça Mauricio Voivodic, secretário executivo do Imaflora.

O Plano ABC (Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixo Carbono na Agricultura) sugere patamares mais modestos, mas, sem dúvida, ele é um recurso fundamental para tornar essa aspiração uma realidade. “O Plano ABC tem de ser priorizado como principal política agrícola nacional”, explica Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira, outra entidade participante da Coalizão. Segundo Junqueira, “para que o produtor migre para o plano e possa apoiar o avanço de sua adoção, é necessário tornar clara a divulgação dos resultados para mitigação de emissões de GEE e seus benefícios econômicos na gestão da atividade rural“.

Contribuições do setor de florestas e agropecuária

O setor relacionado ao uso da terra é responsável por dois terços das emissões brutas de GEE do Brasil e tem, portanto, muito potencial para realizar ações efetivas de mitigação“, diz Tasso Azevedo, coordenador do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa). Assim, a Coalizão vem analisando e endossando iniciativas capazes de colocar o Brasil no caminho de zerar suas emissões líquidas e contribuir para o enfrentamento das questões climáticas. Mais que isso, o setor de uso da terra ajudará a estabelecer e disseminar modelos reais de economia agrícola e floresta sustentável, inclusive para outros países.

Nesse sentido, a efetiva execução do Código Florestal integra os avanços na agenda climática. “A implementação integral do Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa), em consonância com a aplicação do restante da legislação florestal, é fundamental para a recomposição de até 20 milhões de hectares de florestas, que poderão gerar sequestro superior a 1 bilhão de toneladas de carbono e outros serviços ambientais relevantes, impulsionando uma nova economia florestal“, indica Rachel Biderman, diretora do WRI Brasil (World Resources Institute). A finalização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto no Código, é urgente e permitirá gerar os números exatos a serem recuperados.

“É fundamental que propriedades e paisagens sejam planejadas de forma integrada, com a participação dos vários setores. O Brasil pode ser exemplo para o mundo na proteção e restauração de Áreas de Preservação Permanente, como nascentes e matas ciliares”, assinala Miriam Prochnow, secretária executiva do Diálogo Florestal. O ordenamento da atividade florestal traz outros impactos positivos. “E não se pode perder de vista que o cumprimento do Código Florestal também significa eliminar das cadeias produtivas brasileiras o produto oriundo de desmatamento ilegal e de exploração ilegal de recursos florestais madeireiros, e a médio prazo, voluntariamente, de quaisquer desmatamentos, o que representaria outro enorme ganho“, enfatiza Mauro Armelin, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.

Outro ponto de destaque: a elaboração de níveis de referência para incremento de estoques florestais para múltiplos usos, no âmbito das estratégias nacionais de REDD+, incentivaria a preservação e a economia florestal. A sigla, em inglês, refere-se a um mecanismo financeiro e significa redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e degradação florestal, manejo florestal, manutenção e incremento de estoque de carbono. “Além de combater o desmatamento, o sistema REDD+ poderia apoiar efetivamente a restauração de áreas degradadas e a expansão de oferta de madeira por meio do manejo sustentável de florestas nativas ou plantadas, removendo os GEE presentes na atmosfera“, diz Roberto Waack, presidente do Conselho da empresa Amata.

Mecanismos de precificação

A Coalizão preconiza que o Brasil apoie as discussões internacionais para a precificação do carbono durante a COP-21. “Os mecanismos já existentes podem ser aprimorados, e novos mecanismos regulatórios, ou de mercado, podem ser criados para acelerar a transição para soluções econômicas de baixo carbono“, diz José Penido, presidente do Conselho de Administração da Fibria Celulose. Os créditos de carbono provenientes do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), gerados nos períodos pré e pós-2020, por exemplo, poderiam integrar o cumprimento de metas dentro do acordo da COP21. “Insistimos que o Brasil, na INDC, garanta mecanismos de mercado. Principalmente agora, com o novo acordo mundial, em que não haverá mais divisão entre países do Anexo 1 e os demais, todos seriam elegíveis para usarem a mesma metodologia“, avalia Elizabeth Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).

“Estamos diante de uma grande mudança”, pondera Marina Grossi, presidente do Cebds (Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e representante do We Mean Business. “A Coalizão tem expectativa de que se estabeleça no Brasil — e globalmente — novos mecanismos capazes de valorizar nossas florestas e agricultura rumo a uma economia de baixo carbono, incentivando a geração energética renovável e desestimulando a produção de emissores primários de carbono. Esta seria uma grande solução de negócio”, completa.

Uma outra medida para incentivar o manejo legal e sustentável das florestas é a criação de um sistema eficaz de remuneração por serviços ambientais. “Seriam feitos pagamentos diretos aos responsáveis pela manutenção e restauração de florestas e demais ecossistemas, com base em novas fontes de recursos e que não estivessem sujeitos a mecanismos compensatórios“, afirma Beto Mesquita, diretor de Estratégia Terrestre da Conservação Internacional.

Vale ressaltar que dentro da Coalizão também há especialistas dedicados a analisar a matriz energética brasileira. “Afinal, é preciso promover uma política nacional que valorize a produção de biocombustíveis e bioenergia, bem como ações para incentivar o seu contínuo crescimento aqui e em todo o mundo”, pontua Elizabeth Farina, diretora-presidente da Unica. “A COP-21 é um momento oportuno para retomarmos uma adequada política pública e tributária no nosso país, que reconheça as externalidades positivas das energias renováveis e sirva de referência para outras economias.”

Nível de ambição para a INDC

As contribuições da Coalizão para a INDC brasileira foram elaboradas a partir da convergência e aspirações em comum entre lideranças de diferentes tendências. Quatro princípios nortearam esse trabalho: a visão de longo prazo para a redução de emissões de GEE; a definição de uma porção justa de contribuição do Brasil nesse esforço global; a proposição de uma base lógica para o nível de ambição de redução de emissões do país; e indicação de mecanismos, elementos e incentivos que viabilizem os compromissos a serem assumidos na COP 21.

A partir desses princípios, a Coalizão propõe que o Brasil inclua em sua INDC:

• redução efetiva de emissões de GEE para toda a economia (já no primeiro período de compromisso do novo acordo);

• aumento real das remoções de CO2, nos diferentes segmentos;

• zerar as emissões líquidas nacionais, conforme requerido pela ciência (mantendo a concentração de CO2 na atmosfera em 450 ppm);

• manter as emissões per capita brasileiras abaixo da média global.

O cumprimento dessas iniciativas está vinculado a: acesso a políticas públicas e incentivos reais; iniciativas para precificação de carbono; que as economias emergentes assumam compromissos similares aos do Brasil no longo prazo; que os países desenvolvidos zerem emissões líquidas até 2050.

Sobre a Coalizão Brasil

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou como o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e a geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 100 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil.

(11) 9 8294-8794 Karen Tada
[email protected]

(11) 9 8108-7272 Solange A. Barreira
[email protected]

Fonte: Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

Observatório do Clima faz 24 recomendações para governança climática do Brasil

 O Observatório do Clima, do qual a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) é integrante, apresentou na terça-feira (11) uma lista com 24 recomendações para políticas de clima no Brasil. Além de traçar um caminho para o que deve ser a participação brasileira na COP 21 (Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris), o OC indica temas importantes para a agenda estratégica do país, em especial nos setores de energia e uso da terra.

Entre as recomendações estão o aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, ampliação dos planos de agricultura de baixo carbono e investimentos em planos de mobilidade urbana que privilegiem o transporte público e não-motorizado.

O Observatório também pede uma meta ambiciosa para o acordo de Paris, a retomada de planos setoriais de redução de emissões e a transparência de dados de políticas energéticas e de combate ao desmatamento. A lista faz parte do relatório de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, que analisa os dados de emissões entre 1970 e 2013 e faz projeções para os próximos anos.

Para o secretário-executivo do OC, Carlos Rittl, o Brasil precisa transformar vantagens comparativas que tem em relação a outros países em vantagens competitivas. Para ele, a vulnerabilidade do país aos efeitos das mudanças climáticas é desconsiderada na formulação de políticas públicas e na agenda de desenvolvimento.

“No momento em que precisamos firmar compromissos para uma economia de baixo carbono e transformá-la em vantagem competitiva, ainda discutimos desenvolvimento sob a lógica do direito de poluir”, afirma. “O governo não vê nessa agenda uma oportunidade de melhorar a economia e a qualidade de vida da população.”

Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), diz que o Brasil precisa apresentar novidades em sua política de clima e desenvolvimento. “Precisamos ser mais ambiciosos. Não é uma grande vantagem ter reduzido consideravelmente o desmatamento mas continuar entre os países que mais desmatam.”

A lista completa de recomendações está disponível no anexo abaixo.

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