Colégio Ruy Barbosa visita a Apremavi

Alunos do Colégio Sinodal Ruy Barbosa fazem trabalho sobre os projetos da Apremavi.

Os alunos da 5º série 1 do Colégio Sinodal Ruy Barbosa de Rio do Sul, Guilherme Miguel Müller, Guilherme Pedroso Vargas, Matheus Schmidt Rossini, Thiago Elias Zanis Dias de Oliveira e Vitor Santini Müller, realizaram uma visita ao Viveiro Jardim das Florestas em Atalanta, com o objetivo de conhecer a estrutura física do viveiro e os projetos e programas desenvolvidos pela Apremavi.

Os alunos puderam ver os canteiros, a escola, os viveiros, tendo em especial a oportunidade de ver as últimas sementeiras que foram semeadas, bem como sementes de timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) que haviam sido colhidas recentemente.

O grupo está realizando um trabalho sobre a Apremavi, com o tema principal "Qualidade de Vida", e que será apresentado na VII Feira Multi e Interdisciplinar do Colégio Sinodal Ruy Barbosa, nos dias 24 e 25 de setembro, no ginásio de esportes do colégio.

O objetivo da Feira é apresentar os projetos desenvolvidos pelos alunos no decorrer do ano letivo de 2004, nas diversas áreas do conhecimento.

Os alunos ficaram conhecendo o trabalho da Apremavi em palestra realizada pelo biólogo Carlos Augusto Krieck naquele colégio.

Fica registrado aqui o convite para todos visitarem o evento no próximo mês, aproveitando para agradecer o esforço e dedicação dos alunos no desenvolvimento de trabalhos e discussões tão relevantes para a sociedade.

Apremavi terá RPPN

Nesta 4a feira, a Apremavi realizou visita à sua nova propriedade no município de Papanduva (SC). No início deste mês, uma área de cerca de 260 ha foi definitivamente escriturada no nome da Instituição.

Já em 1996, a Sra. Irmgard Grimm ( 1910 –  1999) doara à Associação o terreno, situado no município de Papanduva (SC). Devido a dificuldades fiscais, apenas recentemente pôde-se realizar a escrituração da propriedade.

A falecida senhora Irmgard, filha de Otto Grimm e irmã de Emmy Kirchgarte, herdara o referido terreno no qual a firma Grimm & Cia Ltda de Agrolândia extraía canela-sassafrás (Ocotea pretiosa) até o início da decada de 1980. Com essa nova propriedade, a Apremavi passou a ser "dona de terra", poder-se-ia pensar… Uma afirmação um bocado provocativa, uma vez que não se pretende usar o terreno de forma tradicional, já que a entidade não têm fins lucrativos. Mas o que poderia se chamar de "mas que baita terreno!" não tem um futuro improdutivo pela frente.

A Apremavi pretende tornar a área uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), assegurando com isso a preservação de raras espécies de árvores e animais que ainda ocorrem na região.

Sr. Davide, membro da diretoria, os funcionários Edegold Schäffer, Carlos A. dos Santos Krieck (biólogo), Leandro Casanova e Philipp Stumpe (Engenheiros florestais) foram conduzidos à área pelo Sr. José, antigo funcionário da empresa Grimm. O Sr. José conhecia bem a área, por ter trabalhado alguns anos para a empresa Grimm no local.

Em entrevista para aprenews, Leandro conta:

    Visitamos hoje com uma equipe da Apremavi esta área de mais de 200 ha para conhecer e fazer uma vistoria geral. Queríamos ver o estado dos fragmentos florestais da área, com o objetivo de realizar um levantamento de áreas que possam vir a ser recuperadas com o plantio de espécies florestais nativas, a exemplo do que a entidade já fez com o seu projeto de enriquacimento de florestas secundárias.

    Ficamos surpresos em encontrar partes da área com significativa cobertura florestal, pouco impactadas pela exploração comercial do passado. Uma das principais espécies existentes no local é a canela-sassafrás, hoje espécie ameaçada de extinção. Esta espécie foi muito explorada no passado, para a exploração de óleo, gerando um ciclo econômico na região do Alto Vale. Além dessa espécie existem no local outras espécies igualmente listadas como ameaçadas de extinção, como a canela-preta (Ocotea catharinensis), além de cedros, perobas, canjeranas.

    Segundo depoimento de antigo caseiro da área, existe na região uma fauna bastante diversificada, ocorrendo espécies raras e ameçadas de extinção, como puma, veados, catetos, tamanduá-mirim e até onça-pintada.

    Também nos chamou a atenção a grande quantia de nascentes com águas cristalinas, coisa que hoje em dia já é até coisa rara…

    Além disso, a região é de grande beleza panorâmica. A diferança de altitudes vai de 600 até mais de 900 metros acima do nível do mar, assim que na área toda encontramos diferentes micro-climas, que propiciam diferentes condições de desenvolvimento à vegetação.com características próprias …

    A Apremavi pretende realizar diferentes trabalhos nesta área e no entorno da região, como o enriquecimento da floresta e programas de educação ambiental.

Equipe que vistoriou o terreno

Criado Parque Nacional da Serra do Itajaí

Na noite de 6a feira, dia 04 de junho, dia nacional do meio-ambiente, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto de criação do Parque Nacional da Serra da Itajaí, uma reinvindicação conjunta das instituições que trabalham na Mata Atlântica.

Pelos levantamentos feitos, com seus 57.100 hectares, será o terceiro maior Parque Nacional em Mata Atlântica, ficando em termos de extensão de área apenas atrás do PN da Serra da Bocaina e do PN de Iguaçu.

Miriam Prochnow,
coordenadora geral da RMA e também presidente da Apremavi

    Lula assina criação do Parque Serra do Itajaí
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou sexta-feira à noite a criação do Parque Nacional Serra do Itajaí. O anúncio oficial será feito sábado, Dia Mundial do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, pela ministra Marina Silva. A área de 57 mil hectares de Mata Atlântica ocupa parte da extensão de oito municípios.
    (…) Com o parque, Santa Catarina passar a ter 2,6% do território preservado. Antes, as reservas representavam 2% das terras do Estado.
    BLUMENAU –
    (…) A principal mudança do projeto apresentado há duas semanas está no ajuste da área de entorno, que passou a ser de 500 metros. Sem esta medida, a área de entorno seguiria a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que prevê uma preservação nos 10 quilômetros em relação à área. Neste sábado, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ministra Marina Silva vai anunciar oficialmente a criação do parque em um evento a ser realizado na cidade do Rio de Janeiro.

    "O parque é importante do ponto de vista nacional, pois preserva uma das poucas áreas verdes e que ainda estavam sem conservação", explicou o coordenador do núcleo da Mata Atlântica do Ministério do Meio Ambiente, Wigold Schaffer. Além do ajuste da área de entorno, Schaffer informou que houve mudanças no campo de treinamento do Exército, que fica excluída do parque, e também na região de Botuverá, por causa de torres de energia e uma estrada.

    Com os 57 mil hectares do Parque Nacional Serra do Itajaí, Santa Catarina passa a ter 2,6% de seu território como áreas de preservação. Antes, as reservas representavam 2% das terras do estado. "Outro ponto fundamental é que era uma área pouco povoada", ressaltou Schaffer, ao explicar que 11 famílias moram na área do parque. Schaffer comparou que em regiões da Amazônia há reservas com maior densidade de moradores.

    Outra importância, previu Schaffer, é a alta biodiversidade que está presente na área agora preservada pelo governo federal. Segundo um levantamento feito pelo Ibama, das 169 espécies de mamíferos existentes em Santa Catarina, 121 podem ser encontrados na área do Parque. "As principais nascentes dos rios da região nascem no parque", observa Schaffer. Com as águas do parque, segundo o Ministério do Meio Ambiente, seria possível abastecer a uma população de 2 milhões de pessoas. Nas oito cidades do parque vivem aproximadamente 500 mil pessoas.

    Fonte: Jornal de Santa Catarina – 05 de Junho de 2004

Leia mais:
PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento): Parque nacional em SC terá 50 mil hectares

360 Graus: A criação do Parque Nacional da Serra do Itajaí, em Santa Catarina, foi tema de três audiências públicas realizadas…

Alemães investirão na conservação da Mata Atlântica

Nesta quinta-feira, no dia da Mata Atlantica, foram realizadas varias solenidades em Brasilia. A primeira foi no Senado e a segunda no Palácio do Planalto, com a presença do Presidente em exercício, José Alencar.

Miriam Prochnow, coordenadora geral da Rede de Ongs da Mata Atlântica e também presidente da Apremavi entregou mudas de Pau-Brasil produzidas no Viveiro Jardim das Florestas da Apremavi, enquanto pedia a criação do Parque Nacional da Serra do Itajaí e a aprovação do PL da Mata Atlântica no Senado.

    Programas de preservação da Mata Atlântica recebem R$ 70 milhões de banco alemão (…)
    Por
    Ana Paula Marra, Repórter da Agência Brasil
    (…) o governo alemão vai doar 17,69 milhões de euros, o equivalente a R$ 70 milhões, para o desenvolvimento de programas de preservação da Mata Atlântica. O contrato foi firmado hoje, no Palácio do Planalto, entre Banco Alemão de Crédito para Reconstrução (KfW-Group), o Banco do Brasil e Ministério do Meio Ambiente, na solenidade em comemoração ao Dia Nacional da Mata Atlântica. Os projetos serão implementados por organizações não-governamentais.

    O presidente em exercício, José Alencar, lembrou a importância de o país preservar o pouco que ainda resta da área. “No passado, a Mata Atlântica já representou 15% do território nacional. Hoje, representa apenas 1% desse território. Aquela grande floresta é uma verdadeira imagem do passado, tendo em vista o que já se devastou”, disse Alencar.

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cobrou, em regime de urgência, a aprovação no Senado Federal do projeto de lei da Mata Atlântica, que tramita há 11 anos no Congresso Nacional. “Durante os 11 anos que o projeto ficou na Câmara, foram destruídos um milhão de hectares de Mata Atlântica, dos 7% que ainda restam. A sociedade não pode esperar mais 11 anos para o projeto ser aprovado no Senado”, alertou.

    Hoje o governo brasileiro também anunciou a liberação de US$ 800 mil pelo Banco Mundial, para apoiar as ações de planejamento e implementação das políticas do governo para a Mata Atlântica.

(fonte: http://www.radiobras.com.br/materia.phtml?materia=187318&editoria=)

Serra da Abelha

Serra da Abelha

Serra da Abelha

A ÁREA de Relevante Interesse Ecológico da Serra da Abelha foi criada por motivação da Apremavi, através da Resolução 005 de 17.10.90 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente e referendada por decreto Presidencial Publicado no Diário Oficial da União no dia 28 de maio de 1996.

Localizada no município de Vitor Meirelles, é uma área de 4.604 hectares de Mata Atlântica. Abrange uma zona de transição entre florestas ombrófila mista e ombrófila densa, o que confere grande importância científica, por sua biodiversidade e característica fitossociológicas.

Na área existem aproximadamente 8.000 araucárias adultas, com idade superior a 200 anos. O sub bosque é formado por espécies como a canela sassafrás, canela amarela, canela fogo,canela preta, canela garuva, cedro, palmito, pau óleo, pindabuna, angico, casaca danta, andrade, e nos locais onde já houve interferência humana surgem vassourões, canela guaica e bracatinga. Essas características lhe conferem o status de inigualável banco de sementes, que podem ser usadas para reprovar com espécies nativas, áreas já degradadas em toda a região do entorno.

Na área existem centenas de nascentes que abastecem espécies nativas, áreas já degradadas em toda a região do entorno.

Na área existem centenas de nascentes que abastecem vários ribeirões com belas cachoeiras, dentre os quais se destacam o Rio Deneke, o Rio da Prata e o Rio Varaneira, que desembocam no Rio Itajaí do Norte. A altitude varia de 400 a 800 metros, com existência de vales estreitos e profundos, além de pequenas cavernas. Existem também áreas planas, principalmente nas margens dos rios e no planalto onde ocorre a araucária.

A Serra da Abelha é rica em fauna, guardando espécies ameaçadas de extinção como o papagaio de peito roxo, tucano, gralha azul, gavião pombo, tesourinha do mato e pavó. Além destes podem ainda ser observados na região, ouriços, pacas, quatis, cachorros do mato, e dezenas de outras espécies de aves, répteis e anfíbios.
A ARIE da Serra da Abelha faz parte dos remanescentes de Mata Atlântica de Santa Catarina e é um dos últimos redutos da Araucária augustilofia, da que lá restam apenas 3% da área que existia originalmente.

A região da Serra da Abelha foi considerada como uma das áreas prioritárias para ações de proteção e conservação, no Workshop sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos, realizado nos dias 10 a 14 de agosto de 1999, em Atibaia – SP

Serra da Abelha é prioridade para a preservação da Biodiversidade no Brasil

O trabalho da Apremavi na Serra da Abelha

A APREMAVI vem trabalhando desde 1987 para a preservação desse importantíssimo patrimônio natural. Motivou a criação da ARIE em 1990 e em 1992 produziu o vídeo “Pinheiro Brasileiro”: “Sua Vida, Seu Papel, Seu Destino”, retratando a realidade da área.

Atualmente está realizando o projeto “Educação Ambiental e Conservação dos Recursos Naturais na ARIE da Serra da Abelha”, com o apoio financeiro e técnico do IBAMA e a participação da Prefeitura Municipal de Vitor Meireles e da Associação dos Agricultores José Valentim Cardoso.

P projeto, iniciado em 1999, que tem como objetivo implementar atividades de educação ambiental, junto aos agricultores da ARIE da Serra da Abelha e comunidade do entorno, visa contribuir com a preservação e recuperação dos recursos naturais da área.

Atividades do projeto

1- Realização de diagnóstico socioambiental envolvendo as famílias residentes no interior da ARIE, para possibilitar a elaboração, a partir dos dados levantados, de um plano de manejo para a área.

2- Capacitação das famílias, através de cursos e atividades práticas, em agricultura orgânica, recuperação de áreas degradadas, enriquecimento de florestas secundárias e ecoturismo.

3- Recuperação de áreas degradadas através do reflorestamento de áreas de preservação permanente, com espécies nativas da Mata Atlântica e enriquecimento de florestas secundárias existentes no interior da ARIE.

4- Implantação de áreas piloto de agricultura orgânica.

5- Elaboração de materiais educativos e de divulgação.
O projeto está trazendo grande motivação para a comunidade, principalmente através do curso, e despertando o interesse de alguns jovens, que já estão buscando aperfeiçoamento como guias ecoturismo.

Outra instituição que se integrou ao projeto é o INCRA, que está participando de discussões e negociações junto ao IBAMA, com o objetivo de concretizar um Plano de Manejo para a área e possibilitar o assentamento definitivo das famílias. Este plano busca contemplar a preservação ambiental através de atividades ecologicamente sustentáveis e a busca da melhoria da qualidade de vida dos moradores.

A comunidade ajuda a preservar a floresta

Na ARIE da Serra da Abelha residem 38 famílias que praticam a agricultura familiar e fazem a coleta do pinhão para substência. As famílias estão organizadas na Associação de Agricultores José Valentim Cardoso (Ajovacar), fundada em 1997.
Algumas dessas famílias residem na área desde 1948, época em que começaram as atividades agrícolas e d e coleta de pinhões, praticadas ao longo dos anos pelos moradores da ARIE, apresentam reduzido impacto ambiental, fato que contribui para a conservação da floresta até os dias atuais.

Segundo dados do diagnóstico socioambiental, realizado pela Apremavi e prefeitura municipal de Vitor Meirelles junto a 100% das famílias residentes no interior da ARIE, atualmente 146 há estão sendo utilizados para paisagens, 110 há para lavouras anuais, 14 há com reflorestamento de pinus e eucalipto e três ha estão reflorestados com espécies nativas. Os moradores também informaram que existem aproximadamente 250 ha com capoeiras em estágio médio ou avançado de regeneração.
A área declarada de utilidade pública pelo INCRA, para fins de Reforma Agrária, através de dois decretos, nos anos de 1985 e 1986.

Recentemente, em função da criação da ARIE, o INCRA iniciou negociações junto ao IBAMA, visando à implantação de um projeto de assentamento alternativo que possibilite contemplar a permanência das famílias na área, com a conservação da floresta.

Por abrigar madeiras nobres, a Serra da Abelha sempre foi alvo de conflitos, invasão de madeireiros, caça e também alguns incêndios criminosos. Com a criação da ARIE, os moradores passaram a perceber a importância ambiental da área e começaram a denunciar as tentativas de invasão de madeireiros e o corte ilegal de árvores.

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