12/06/2009 | Notícias
Durante a Semana do Meio Ambiente, de 01 a 05 de junho, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) desenvolveu uma série de atividades no município de Atalanta (SC), vinculando a disseminação de conhecimento com a prática. Em Atalanta funciona o viveiro de mudas Jardim das Florestas da instituição. Desde quando se instalou no município, no ano de 1992, até os dias atuais, a Apremavi vêm implantando projetos piloto de recuperação e conservação da natureza, educação ambiental e planejamento de propriedades e paisagens. Tais trabalhos contribuíram de forma significativa para o município receber os títulos de Cidade Jardim da Mata Atlântica e Capital Ecológica do Estado de Santa Catarina.
Uma das ações desenvolvidas durante a semana foi a distribuição e o plantio de mudas nativas que enriqueceram três áreas e mobilizaram diversas pessoas. Foram doadas à Escola Municipal de Ensino Fundamental Ribeirão Matilde aproximadamente 40 mudas nativas da Mata Atlântica para enriquecer o bosque da escola, local onde no ano de 1999 foram plantadas 2.000 mudas pela Apremavi. Outra área enriquecida foi a propriedade do Sr. Valmor Chiquetti, na comunidade de Dona Luiza, onde aproximadamente 800 mudas de árvores nativas foram plantadas por alunos e professores da Escola de Educação Básica Dr. Frederico Rolla.
Na sexta-feira, 05 de junho, dia mundial do meio ambiente e data em que o Parque Natural Municipal da Mata Atlântica comemorou seus nove anos de criação, a Apremavi em parceria com a empresa Scheller Madeiras realizou um seminário voltado aos estudantes do ensino fundamental da E.E.B.Dr. Frederico Rolla, agricultores e gestores municipais. O evento foi realizado nas dependências do parque, e contou com a participação de aproximadamente 230 pessoas.
As palestras do seminário tiveram a abordagem dos seguintes temas: Áreas de Preservação Permanente (APP), ministrada pelo Presidente da Apremavi, Edegold Schäffer, que enfatizou a importância de manter as APPs preservadas, principalmente nas margens dos rios, encostas e morros e as consequências desastrosas que a falta das APPs pode causar; em seguida a funcionária da Apremavi, Jaqueline Pesenti, tratou do tema O turismo como ferramenta para o desenvolvimento sustentável, mostrando ao público as diversas atividades que podem ser desenvolvidas através do uso racional dos recursos naturais e culturais de uma localidade; a empresa Scheller Madeiras, realizou uma apresentação institucional, falando sobre seus produtos, política de qualidade e responsabilidade ambiental da empresa. Além das palestras, o público também assistiu aos vídeos Parque Mata Atlântica e Mata Atlântica Uma grande Oportunidade e também prestigiou as apresentações culturais dos alunos da E.M.E.F Vila Gropp e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Durante a semana, a Apremavi também participou da sessão da Câmara de Vereadores de Atalanta, a fim de lembrar o papel que os legisladores devem desempenhar com relação à questão ambiental, e também cobrar o compromisso que os mesmos assumiram ao assinar um documento durante o período eleitoral, onde comprometeram-se com o desenvolvimento de algumas ações em prol do meio ambiente.
Na mesma ocasião foi levado ao conhecimento dos legisladores a situação do lixo produzido pela população Atalantense. O município possui um centro de triagem que no passado já foi considerado uma referência dentro do estado de Santa Catarina e infelizmente, quem visita o local hoje, não encontra a mesma situação. O lixo não é separado e muitas vezes até seringas são encontradas no meio do lixo, colocando em risco a saúde dos funcionários que hoje trabalham no centro de triagem, além de outros fatores que criam condições para a proliferação de diversos mosquitos, inclusive os transmissores de doenças graves.
O que vêm ocorrendo no Centro de Triagem, além de ser crime ambiental, é uma situação desumana. Além de comunicar ao Poder Legislativo Municipal a Apremavi, também realizou a explanação do problema em um evento realizado na Escola de Educação Básica Dr. Frederico Rolla, onde estavam presentes estudantes e representantes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente, Saúde Assistência Social. A instituição se colocou a disposição do município para discutir possíveis soluções para este problema.
Para concluir com chave de ouro a Semana do Meio Ambiente em Atalanta, no sábado, dia 06 de Junho, o grupo da catequese familiar do município de Atalanta, realizou o plantio de 650 árvores em uma área localizada no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica. Foi um momento onde os pais deram um tempo da correria do dia-a-dia para ensinar seus filhos a cuidar do meio ambiente. Todos os plantios contaram com a colaboração de funcionários da Apremavi.
Já no município de Ponte Serrada (SC), distante mais de 400 km de Atalanta, a Apremavi participou no dia 05 de junho, do Seminário Municipal Por uma vida melhor, realizado pela prefeitura Municipal e pela Epagri. O evento que contou com a presença de cerca de 400 estudantes do ensino médio, teve como assuntos principais: água e desenvolvimento e a importância do Parque Nacional das Araucárias na preservação dos recursos hídricos.
Os técnicos da Apremavi, Edilaine Dick e Marcos Alexandre Danieli, apresentaram os principais resultados obtidos no âmbito do projeto de elaboração plano de manejo e formação do conselho consultivo do Parna das Araucárias, desenvolvido desde julho de 2007, e as perspectivas de continuidade dos trabalhos da Apremavi no próximo ano, nas comunidades localizadas na zona de amortecimento do Parna e rede de ensino municipal e estadual.
Ainda na semana do Meio Ambiente, a Apremavi também participou da Exposição Mostra Científica Ambiental 3ª Semana do Meio Ambiente, realizada em Otacílio Costa (SC), juntamente com a Klabin. O evento contou com várias atrações, onde mais de 3.000 alunos da rede pública e particular do município de Otacílio Costa puderam participar, além da comunidade em geral. Durante o evento, Apremavi e Klabin fizeram uma exposição sobre o programa Matas Legais e o jogo Fique Legal.
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24/04/2009 | Notícias
Nos dias 17, 18 e 19 de abril aconteceu em Atalanta (SC) a I Festa Ecológica. O evento foi organizado pela Prefeitura Municipal de Atalanta e aconteceu no Parque de Exposições Vergílio Scheller. A festa foi denominada de Ecofest por Atalanta ser considerada Capital Ecológica do Estado de Santa Catarina e também conhecida regionalmente como Cidade Jardim da Mata Atlântica.
Um dos grandes motivos de Atalanta obter estes títulos, se deve ao trabalho de preservação e recuperação da natureza que a Apremavi desenvolve no município. Grande parte dos trabalhos da instituição tiveram início em Atalanta, como o projeto Enriquecimento Ecológico de Florestas Secundárias da Mata atlântica apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente e o Projeto Planejando Propriedades e Paisagens, apoiado pela Fundação O Boticário, entre vários outros.
Durante os três dias da festa, a Apremavi pode divulgar e apresentar ao público as principais atividades que desenvolve em prol do meio ambiente e os materiais de educação ambiental que dispõe para a conscientização de toda a população.
Outras organizações também puderam expor seus trabalhos, como a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, estabelecimentos comerciais que fazem parte do CDL de Atalanta, Secretaria da Agricultura, Projeto Microbacias, Associação de Produtores Agroecológicos Semente do Futuro, entre outras.
A Apremavi também auxiliou na organização do ciclo de palestras que aconteceu no auditório do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica. O Seminário contou com a participação de mais de 120 pessoas, vindas de todo o estado.
A primeira palestra, com o tema Legislação Ambiental, foi proferida pelo promotor de justiça Jadson J. Teixeira. O promotor explicou sobre a legislação ambiental e as penalidades que poderão ser impostas aos agricultores que não regularizarem as suas propriedades em relação a Reserva Legal e também para quem descumprir a legislação federal, referindo-se à inconstitucionalidade de artigos do código ambiental catarinense, recém aprovado na Assembléia. O Promotor mencionou ainda que gostaria que todas as pessoas preservassem o meio ambiente de forma voluntária.
Posteriormente, foi a vez de Wigold B. Schäffer, Coordenador dos Núcleos da Mata Atlântica e Pampa do Ministério do Meio Ambiente, falar sobre Parcerias possíveis com o Ministério do Meio Ambiente. Wigold falou sobre a legislação ambiental em vigor, destacando que mais de 80% das propriedades rurais de Atalanta estão de acordo com a legislação. Algumas propriedades precisam de pequenos ajustes que não comprometem a produtividade do agricultor. Wigold mostrou imagens recentes de satélite do município de Atalanta que mostram que a maioria dos agricultores tem área de floresta suficiente em suas propriedades, basta apenas que o agricultor faça a averbação. A realidade é parecida no Alto Vale do Itajaí, salvo a questão da rizicultura na região. O problema maior ainda é em relação às Áreas de Preservação Permanente (APPs), cuja recuperação é necessária, tanto em Atalanta, quanto no estado de Santa Catarina.
Lauro Bacca, Presidente da Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) falou sobre a Utilização Sustentável das Florestas informando questões relativas às RPPNs no Brasil e em Santa Catarina.
Por fim, Agostinho Senem, secretário executivo da Amavi, falou sobre a Proposta da Amavi para a Averbação das Reservas Legais nos Municípios do Alto Vale do Itajaí. Agostinho comentou que a Amavi está firmando uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente para isentar os agricultores dos custos de elaboração dos mapas.
Paralelo ao seminário aconteceu a Assembleia Geral Ordinária da RPPN Catarinense. Posteriormente, o presidente da Apremavi Edegold Schäffer e o fundador da instituição Wigold B. Schäffer, conduziram os participantes da assembleia a uma visita a RPPN Serra do Pitoco, localizada na comunidade de Alto Dona Luiza no município de Atalanta.
As fotos abaixo mostram atividades do evento e também algumas imagens da palestra proferida por Wigold B. Schaffer, mostrando a realidade do município de Atalanta, com relação às APPs e a Reserva Legal.
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15/04/2009 | Notícias
Nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2009, acontecerá no município de Atalanta (SC), a 1ª Ecofest, a festa ecológica municipal. Organizada pela Prefeitura Municipal, juntamente com diversos apoiadores o evento acontecerá no Parque de Exposições Virgílio Scheller. Estão sendo esperados milhares de visitantes. Atalanta resolveu fazer uma Ecofest, por ser considerada a Capital Ecológica de Santa Catarina.
O público poderá desfrutar de uma programação especial com várias atividades relacionadas ao meio ambiente. No sábado, acontecerá, no auditório do Parque Mata Atlântica, o seguinte ciclo de palestras:
Legislação Ambiental – Jadson J. Teixeira
Proposta da Amavi para a Averbação das Reservas Legais nos Municípios do Alto Vale do Itajaí – Agostinho Senem
Parcerias com o Ministério do Meio Ambiente – Wigold B. Schäffer
Utilização Sustentável de Florestas – Lauro Bacca
Também no sábado, nas salas de apoio do Parque Mata Atlântica, será realizada a Assembléia Geral Ordinária da Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN Catarinense).
Além disso, as pessoas que participarem da festa terão a oportunidade de plantar uma árvore nativa no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, localizado ao lado do Parque Virgílio Scheller. Será mais um plantio do Programa Clima Legal da Apremavi. O Clima Legal tem o objetivo de promover a implantação de plantios para seqüestro de carbono ajudando a amenizar os efeitos do aquecimento global tanto no planeta, como em Santa Catarina. É também uma estratégia para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. Este plantio será o primeiro a ser feito com as doações da festa de Bodas de Prata do casal Miriam Prochnow e Wigold Schäffer.
No local do evento também haverá uma exposição com estandes de várias empresas e organizações, como o CDL de Atalanta, a Epagri, a Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, a Associação dos produtores agroecológicos Sementes do Futuro, a Associação dos Piscicultores do município de Atalanta, entre outros. A Apremavi também terá um estande durante os três dias de realização da festa, para mostrar as atividades que desenvolve em prol da preservação e recuperação do meio ambiente.
A festa também terá outras atrações como bailes e shows e a oportunidade de se fazer o passeio na trilha ecológica do Parque Mata Atlântica, com destino à cachoeira Perau do Gropp com 41 metros de queda livre.
Maiores informações no fone: (47) 3535 0101
14/04/2009 | Notícias
Em dezembro de 1988, nascia em Santa Catarina a Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC). Fundada com o objetivo de congregar, estimular e otimizar o trabalho voluntário das ONGs ambientalistas das diferentes regiões do estado, buscando constituir uma referência de integração e organização política dessas entidades.
A FEEC possui diversas entidades filiadas, que durante 20 anos foram parceiras, repassando denúncias de agressão ambiental e informações que permitiram que fossem elaborados e encaminhados moções, informações aos Ministérios Públicos, aos governos, aos legislativos e aos órgãos ambientais e cobrado ações imediatas. Tem atuado em diferentes conselhos e instâncias de gestão e decisão das políticas públicas ambientais, como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Reserva da Biosfera, Fundo Estadual de Preservação do Meio Ambiente (FEPEMA), entre outros.
Também premiou pessoas físicas ou jurídicas que se destacaram por desenvolver boas práticas ambientais, e também aquelas que se destacaram por desenvolver ações contrárias ao meio ambiente. Desenvolveu cursos de capacitação com as ONGs filiadas e também produziu materiais de educação ambiental que serviu como base para atuação das mesmas.
A primeira Coordenadora Geral da FEEC foi a atual Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi, Miriam Prochnow e uma das primeiras ações realizadas foi a elaboração e a coleta de assinaturas da primeira emenda popular protocolada na então Assembléia Constituinte, contedo um texto para o capítulo do Meio Ambiente para a Constituição do Estado de Santa Catarina.
Visando promover a integração e definição de estratégias para atuação compartilhada frente às questões ambientais do estado, assim como apresentação do relatório anual de atividades realizadas em 2008, articulação e fortalecimento institucional, a FEEC estará realizando Assembléia Geral e evento comemorativo aos 20 anos, no dia 25 de abril de 2009.
O evento será realizado na pousada Recanto Silvestre em Blumenau (SC). A programação será composta por rodas de conversa; em um primeiro momento será feito um resgate da história do movimento ambientalista no estado e traçado diretrizes futuras. Em um segundo momento será realizada uma mesa-redonda na qual serão discutidas as questões atuais e emergenciais do estado. Haverá também troca de experiência entre as ONGs, e apresentação do relatório anual, articulação e fortalecimento institucional.
Maiores informações no convite em anexo ou através do telefone:(47) 35350119 e email: edilaine@apremavi.org.br
01/12/2008 | Notícias
No dia 28 de novembro de 2008 a Klabin e a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), realizaram em Otacílio Costa (SC), a 1ª Festa do Fomento Florestal do Estado de Santa Catarina. O evento contou com a participação de mais de 100 agricultores da região do Alto Vale do Itajaí, além de técnicos da Epagri, sempre parceiros das instituições.
O objetivo do encontro foi promover uma integração entre os fomentados e premiar aqueles que tiveram maior destaque no Programa Matas Legais, uma parceria da Klabin com a Apremavi que já existe há mais de três anos. O objetivo do Programa Matas Legais é promover a adequação ambiental dos fomentados (agricultores parceiros da empresa no plantio de eucalipto) frente à legislação florestal. Essa parceria tem contribuído muito para o desenvolvimento de uma silvicultura sustentável na região de atuação da empresa.
A programação do evento iniciou com uma visita à Fábrica de Papel e Celulose da Klabin, onde todos tiveram a oportunidade de conhecer as etapas do processo produtivo da empresa. Em seguida, reuniram-se no salão da igreja São José, município de Otacílio Costa, para a entrega da premiação e finalizou com um delicioso almoço de confraternização.
Foram premiados 11 agricultores que mais se destacaram no Programa Matas Legais. Alguns critérios utilizados para a premiação foram: Respeito às áreas de preservação permanente (APPs), recuperação de APPs com plantio de árvores nativas, existência de reserva legal averbada na propriedade, entre outras. Critérios silviculturais com relação ao Eucalipto, também foram considerados nessa avaliação.
Amilton Vessel, um dos premiados, expressou sua satisfação: sei que ganhei o prêmio porque plantei as árvores nativas nas minhas nascentes. Isso mostra a consciência ambiental e faz com que parcerias como o Programa Matas Legais tenham tanto sucesso.
Nesse momento de dor pelo qual passa o Estado de Santa Catarina, por conta das enchentes e deslizamentos, é bom lembrar que o cumprimento da legislação ambiental é fundamental para evitar ou minimizar acontecimentos desse tipo.
Almoço de confraternização da 1ª Festa do Fomento Florestal de SC
11/11/2008 | Notícias
Nos dias 6 e 7 de novembro aconteceu o II Encontro do Fórum Regional Paraná e Santa Catarina, do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica e Pampa, uma iniciativa que reúne empresas do setor florestal e organizações ambientalistas e que vêem discutindo e implementando ações destinadas a conservação da biodiversidade associadas às operações da produção florestal.
O II Encontro foi coordenado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), The Nature Conservancy (TNC), Klabin e Rigesa, e contou com a presença de 30 representantes de organizações ambientalistas e empresas do setor florestal. O encontro aconteceu no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica em Atalanta, Santa Catarina.
Os fóruns regionais têm como objetivo discutir e encaminhar soluções em nível local para os temas que dizem respeito à silvicultura e à conservação. Além disso, os fóruns regionais têm mais condições do que o fórum nacional de colocar projetos efetivamente em andamento, comentou Miriam Prochnow, Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi e atual Secretária Executiva do Fórum Nacional do Diálogo.
Neste II Encontro aconteceram as reuniões dos Grupos de Trabalho (GTs) do Projeto Piloto e do Fomento e seus resultados e encaminhamentos foram discutidos em reunião plenária, para a definição das ações regionais.
O GT do Projeto Piloto definiu uma região geográfica onde será realizado um diagnóstico e montado um banco de dados, que servirá para definir as ações a serem implementadas na região. As informações a serem sistematizadas e compiladas são:
- Áreas georeferenciadas de empresas contendo perímetro de fazendas, áreas de preservação permanente, alocação de reservas legais e áreas de vegetação nativa não alocadas como reserva legal;
- Áreas georeferenciadas de atuação das ONGs contendo pontos de atuação e/ou perímetro de projetos (áreas próprias, RPPNs,…), dando sempre preferência para o último;
- Unidades de Conservação e Terras Indígenas;
- Áreas de desmatamento/ameaças
- Existência de ações do Projeto Microbacias
- Dados sobre as Prefeituras (conselhos, fundo de meio ambiente e plano diretor)
- Mapa de planejamento de empreendimentos (hidrelétricos, industriais, infraestutura, etc.)
Já o GT do Fomento, fez uma análise detalhada dos critérios já aprovados no Fórum do Sul e Extremo Sul da Bahia (em anexo) e referendados pelo Fórum Nacional, propondo uma adequação para a realidade local. Os critérios foram revistos pela plenária e agora serão discutidos internamente nas empresas.
Durante o evento também foi apresentado o Programa de Constituição da Reserva legal da Klabin, vide apresentação anexa. A Apremavi também fez a apresentação do Programa Matas Legais, em parceria com a Klabin, e do projeto de Recuperação de APPs, em parceria com a Adami.
Além de todas essas discussões, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto os projetos da Apremavi, em especial o Viveiro de Mudas Nativas Jardim das Florestas , alguns plantios do Programa Clima Legal e o Parque Natural Mata Atlântica.
O próximo encontro acontecerá em março de 2009, na cidade de Caçador e contará com o apoio da ONG Gato do Mato e da empresa Adami, além das organizações que já fazem parte da coordenação do Fórum.
O Diálogo Florestal para a Mata Atlântica e Pampa, em nível nacional, é atualmente coordenado pelas seguintes organizações não-governamentais: Instituto BioAtlântica, The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI), Biodiversitas e Apremavi; e pelas seguintes empresas do setor de papel e celulose: Rigesa/MeadWestvaco, Suzano Papel e Celulose, Veracel Celulose, Cenibra e VCP.
O objetivo geral do Diálogo é construir uma visão comum entre empresas e ambientalistas, para a promoção de ações efetivas em prol da conservação da biodiversidade associadas às operações de produção florestal, e ampliar a escala dos esforços e gerar benefícios tangíveis, tanto para os participantes do Diálogo quanto para a sociedade em geral.
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19/08/2008 | Notícias
Desde julho de 2008 a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Prefeitura Municipal de Atalanta, vem promovendo o curso de Profissionalização para o Turismo, voltado para os jovens do município.
Sábado, dia 16 de agosto de 2008, os alunos que participam do curso, realizaram a primeira saída de campo no município, que teve por objetivo verificar "in loco" o processo de planejamento de uma propriedade rural, visando o desenvolvimento do turismo e de atividades agrícolas, com base na sustentabilidade.
No período da manhã os estudantes conheceram duas propriedades na comunidade de Alto Dona Luiza: A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Pitoco, utilizada pela Apremavi como propriedade modelo, e a Propriedade Paraíso das Trutas.
O grupo foi recepcionado pelo presidente da associação, Edegold Schäffer, que foi uma das primeiras pessoas do município de Atalanta que apostou no desenvolvimento do turismo em propriedades rurais. Edegold, mostrou aos jovens que é possível conciliar o desenvolvimento agrícola e econômico de uma propriedade, respeitando e cumprindo a legislação ambiental.
No período vespertino, os estudantes conheceram a propriedade de Abelino Jochem, na comunidade de São Miguel, que ainda não trabalha com turismo, mas, possui um grande potencial natural ainda a ser planejado.
O proprietário guiou o grupo em seis cachoeiras existentes no local, uma delas com a formação de duas grutas em rocha calcária. O acesso até as cachoeiras ainda é difícil, uma vez que o terreno apresenta declives acentuados e até o momento não existem trilhas planejadas até as mesmas.
A última visita do dia foi na Agroindústria que está sendo implantada na comunidade de Dona Luiza, por iniciativa do Projeto Microbacias 2. Um dos alunos do curso que faz parte do projeto, explicou ao grupo como se dará o processo de produção e comercialização dos produtos.
Com essa saída de campo os estudantes puderam ver na prática a teoria passada em sala de aula. O curso, que termina no final do ano e está sendo ministrado pela funcionária da Apremavi e acadêmica do curso de turismo, Jaqueline Pesenti, prevê mais duas saídas de campo.
As aulas teóricas estão sendo ministradas no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica.
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26/06/2008 | Notícias
O município de Atalanta tem os títulos de Cidade Jardim da Mata Atlântica e Capital Ecológica de Santa Catarina. Com isso vem despontando para a atividade turística, explorando de forma sustentável as suas paisagens naturais e propriedades agrícolas.
O turismo necessita da participação do poder público, privado e comunidade local para atingir a sua sustentabilidade. Tendo em vista essa questão e também a necessidade da qualificação de mão de obra local para o setor, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), juntamente com a Prefeitura Municipal de Atalanta, iniciaram um curso de Capacitação Profissional para o Turismo.
O curso tem como principal objetivo formar multiplicadores do turismo e capacitar a mão de obra local para oferecer e atender os serviços turísticos do município de Atalanta. Foram disponibilizadas duas vagas para cada localidade do município, totalizando uma turma com vinte e dois alunos.
As aulas serão ministradas no Parque Mata Atlântica, pela funcionária da Apremavi e acadêmica do curso de turismo, Jaqueline Pesenti. Serão realizados onze encontros, abordando temas referentes a planejamento, hospedagem, alimentação, ecoturismo, patrimônio histórico, entre outros. O curso prevê também algumas atividades práticas, como saídas a campo no município para levantamento de dados e reconhecimento de locais com potencial turístico e viagens técnicas.
Jaqueline Pesenti diz que é de extrema importância que a comunidade local participe do desenvolvimento turístico do município. Atalanta vem presenciando o aumento do êxodo rural, com jovens que abandonam as atividades agrícolas e migram para os centros urbanos. Acrescenta ainda que neste cenário o turismo se apresenta como uma atividade que pode minimizar este problema. O município necessita de mão de obra qualificada e esses alunos conhecem o município, são filhos da terra, e não existe ninguém melhor do que eles para atender os serviços do setor turístico municipal.
No final do curso os alunos vão apresentar para autoridades municipais e regionais, projetos turísticos para o município. Para a elaboração destes projetos os alunos contaram com assessoria de técnicos da Apremavi e da Prefeitura Municipal de Atalanta.
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20/06/2008 | Notícias
No dia 19 de junho de 2008, foi lançando em Telêmaco Borba (PR), o Programa Matas Legais, uma parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e Klabin.
O Programa já existe em Santa Catarina desde 2005, onde tem apresentando resultados animadores. No primeiro ano contava com apenas 11 proprietários rurais, já no terceiro ano, esse número subiu para 238 produtores. Desde o início do programa, foram doadas cerca de 258 mil mudas de espécies nativas.
Além da recuperação da mata nativa, o programa estimula o planejamento da propriedade rural, com a adequação das propriedades à legislação, promove educação ambiental e a conservação do meio ambiente, utilizando o conceito da Propriedade Legal, ou seja, aquela que cumpre a legislação e ao mesmo tempo é lugar agradável, bonito, bom de viver e com geração de renda.
Inicialmente, no Paraná, as cidades beneficiadas pelo programa serão Curiúva, Sapopema e São Jerônimo da Serra. Com o decorrer do projeto, outras cidades poderão ser incluídas no programa.
"Os resultados apontados pelo Programa Matas Legais demonstram que é possível colocar em prática os conceitos do cumprimento da legislação, aliados ao desenvolvimento sustentável. Por isso, estamos apostando em sua expansão", afirma Miriam Prochnow, Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi. Assim, incentivamos a melhoria da qualidade de vida da população e do desenvolvimento florestal, com base no planejamento das paisagens, completa. O programa também incentivará a silvicultura com plantas exóticas e nativas, o enriquecimento de florestas secundárias, agricultura orgânica e ecoturismo.
A iniciativa está em sintonia com a Política de Sustentabilidade da Klabin, pela qual a empresa se compromete a assegurar o abastecimento de madeira plantada para suas fábricas de forma sustentada, preservando os ecossistemas naturais associados. A companhia aposta no Programa Matas Legais, em parceria com a Apremavi, e em seus benefícios para o meio ambiente e para as comunidades. Com esta ação, trazemos a sociedade para participar de nossa cadeia produtiva de forma sustentável, enfatiza Carlos Mendes, gerente da Unidade Florestal da Klabin no Paraná.
O evento, que ocorreu no Clube Harmonia, na fazenda Monte Alegre em Telêmaco Borba, foi um sucesso e contou com a presença de mais de 150 pessoas, entre elas proprietários rurais, representantes de prefeituras, do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), do Ministério do Meio Ambiente e de outros parceiros da Apremavi, como a The Nature Conservancy (TNC), a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e o Mater Natura.
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17/06/2008 | Notícias
Representantes de 12 empresas de base florestal e de 15 organizações ambientalistas estiveram reunidos entre os dias 11 e 13, em Brasília, para o V Encontro Nacional do Diálogo Florestal para a Mata Atlântica. O evento marcou o início da segunda fase do Diálogo, estabelecido em 2005 face à importância dos remanescentes florestais localizados nas propriedades das empresas, principalmente nas do setor de papel e celulose.
Nas próximas semanas serão inaugurados fóruns regionais que levarão a campo, em sete áreas prioritárias, as diretrizes nacionais para realização de ações concretas para proteção de remanescentes florestais e restauração do bioma. O setor de base florestal é detentor de mais de 1 milhão de hectares de terras onde não são feitos plantios homogêneos de espécies exóticas como pinus e eucalipto. Além desse território, a iniciativa também tem potencial para influenciar milhares de proprietários de terra, fornecedores de mais de 20% da matéria-prima utilizada pelo setor.
Entre as diretrizes apontadas durante o encontro estão o fortalecimento e a valorização das equipes de meio ambiente das empresas, a proteção física das áreas de remanescentes e o compartilhamento de dados ambientais para formação de um protocolo comum de monitoramento da conservação da biodiversidade. O grupo também se comprometeu a buscar mecanismos capazes de incentivar os proprietários rurais dispostos a adequar ambientalmente suas terras, além de promover capacitação para os vários atores envolvidos no processo de valoração de serviços ambientais, incluindo as populações de entorno.
As instituições estão todas animadas e acreditando cada vez mais umas no trabalho das outras, diz Miriam Prochnow, secretária-executiva do Diálogo. Para ela, o fato de que todos se comprometeram a cuidar melhor das suas áreas para que, de fato, elas sejam conservadas, pode ser um estímulo para que outros setores que têm ativos florestais façam o mesmo, especialmente, porque não é possível criar unidades de conservação em todos os remanescentes.
Na Mata Atlântica, a gente sabe que todos os fragmentos são importantes e contribuem para a manutenção do equilíbrio ambiental e da biodiversidade, complementa Miriam.
Este tipo de fórum é fundamental para estabelecer marcos referenciais. Enquanto eu vou demonstrar para você a complexidade da questão econômica, você vai me mostrar a complexidade da questão socioambiental, e, assim, a gente consegue visualizar a realidade de forma ampla e concreta, esclarece João Augusti, gerente de meio ambiente da Votorantim Papel e Celulose.
Além de trazer benefícios para a paisagem florestal do bioma, a aplicação das diretrizes do Diálogo deverá trazer impactos positivos também para o setor de silvicultura. Quanto mais próximos os plantios florestais estão das matas nativas, maior o equilíbrio ecológico, menos ataques de pragas, maior produtividade, em uma menor área de plantio, explica Luciano Lisbão Jr., gerente de meio ambiente e segurança florestal da Aracruz Celulose.
Para Miguel Calmon, diretor do programa Mata Atlântica da The Nature Conservancy, o espaço de diálogo está se consolidando como uma das iniciativas mais inovadoras já realizadas no bioma. A execução de ações concretas em campo vai fortalecer o diálogo e influenciar agendas e compromissos assumidos pelo Brasil com relação à biodiversidade e às mudanças climáticas, diz Calmon.
No encontro também foi ratificada a definição de 13 diretrizes para as empresas que fomentam a silvicultura entre proprietários rurais. A partir de agora, todas deverão incluir algumas salvaguardas socioambientais em seus contratos com fomentados, condicionando seu apoio a contrapartidas que deverão ser cumpridas pelos proprietários. As empresas também se dispõem a atuar de forma integrada, com relação ao meio ambiente, nas áreas onde possuem operações florestais geograficamente próximas umas das outras.
Outro resultado importante da reunião foi a inclusão oficial do bioma Pampa na área de atuação do Diálogo. Com isso, o fórum passa a se chamar Diálogo Florestal para a Mata Atlântica e Pampa. "A decisão é uma resposta à demanda conjunta da sociedade civil e das empresas que atuam no Rio Grande do Sul, como uma forma de buscar o equilíbrio entre a conservação ambiental e o desenvolvimento dos negócios de base florestal no extremo sul do país", explica André Guimarães, diretor executivo do Instituto BioAtlântica.
Todas as diretrizes definidas no encontro deverão ser implementadas em nível regional nas áreas de plantio no sul e extremo sul da Bahia, norte do Espírito Santo, vale do Rio Doce (MG e ES), vale do Paraíba (SP), e em regiões específicas dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Thadeu Melo (comunicacao@bioatlantica.org.br)
10/06/2008 | Notícias
A Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), foi criada em 10 de dezembro de 1988, e conta atualmente com aproximadamente 60 entidades filiadas.
Considerando sua finalidade maior, de congregar as entidades ambientalistas, para articular uma ação coordenada visando maior eficácia na defesa do meio ambiente e da qualidade de vida da população, no dia 07 de junho de 2008 os membros da coordenação da entidade, eleitos em assembléia geral no mês de abril de 2008, reuniram-se no município de Garopaba (SC), nas dependências da Fundação Gaia, para planejar as ações da entidade para os próximos anos. A reunião teve como pauta: estratégias de atuação da FEEC, análise do regimento interno, representações institucionais da entidade e deliberações de cada coordenação.
A coordenadora de projetos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Edilaine Dick, é a responsável pela Coordenação de Comunicação da FEEC, assim a Apremavi vai ajudar a FEEC a divulgar os seus trabalhos.
A atual diretoria parte da premissa de que, atualmente, na mesma proporção em que várias ONGs ambientalistas estão surgindo no Estado, muitas outras estão perdendo força de atuação, logo, a equipe delimitou como objetivos fundamentais da nova diretoria: a promoção da integração e articulação entre essas organizações, visando o fortalecimento do movimento ambientalista no estado de Santa Catarina.
Ficou definido também que, dentre outras estratégias, a FEEC, irá promover a assessoria jurídica e de comunicação às entidades filiadas, servindo ao mesmo tempo de espaço de consulta e de divulgação dos trabalhos das organizações.
Segundo Alexandre Lemos, coordenador geral da entidade estamos em um momento de mostrar a nova fase de atuação, que consiga promover a integração entre os diferentes segmentos da sociedade em favor da melhoria da qualidade de vida, atenuando o antagonismo entre os interesses coletivos, em prol da conservação.
A próxima reunião da coordenação acontecerá no dia 05 de julho e as demais serão realizadas a cada dois meses. A sede dos encontros será intercalada de maneira a acontecer nas sedes das entidades participantes da coordenação da FFEC.
06/06/2008 | Notícias
De 19 a 30 de maio aconteceu em Bonn, na Alemanha, a 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Participaram das duas semanas de encontro, mais de quatro mil pessoas, entre representantes de países, organizações da sociedade civil, empresas e institutos de pesquisa. Na conferência oficial os delegados tomaram 37 decisões, entre as quais a adoção de um "Mapa do Caminho" para orientar a finalização do regime internacional, sobre acesso aos recursos genéticos e repartição de benefícios em 2010, no Japão, onde será realizada a próxima conferência.
Para os representantes da sociedade civil, acompanhar a conferência oficial é sempre um exercício de grande paciência, uma vez que os avanços das discussões são lentos, se comparados à urgência das ações em prol do futuro. Mas levando em conta que essas discussões estão sendo feitas com todo o mundo, resta a esperança de que o que está sendo decidido, de fato seja colocado em prática.
Vários assuntos polêmicos ficaram ainda sem uma definição concreta, como é o caso do financiamento das ações de conservação da biodiversidade, ou seja: quem paga a conta?, a questão da fertilização dos oceanos como estratégia para amenizar os efeitos das mudanças climáticas e a questão das árvores trangênicas, sem falar é claro, nos biocombustíveis.
É sempre bom lembrar que uma das metas da convenção da biodiversidade, é que cada país tenha no mínimo 10% de cada Bioma, protegido em Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral. Para o Brasil esse é realmente um grande desafio. A Amazônia conta hoje com um grande programa de Unidades de Conservação, que é o ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia) e que tem feito um excelente trabalho a caminho da conservação de pelo menos 30% do Bioma.
Se pensarmos na Mata Atlântica, onde temos cerca de 6% do que resta do Bioma em UCs, sendo que destes, 2,5% são de proteção integral, fica evidente que ainda temos muito a fazer. Mas se olharmos para os outros biomas: Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa, vemos que a situação é ainda mais grave e que medidas de conservação precisam ser tomadas imediatamente.
Paralelamente à conferência oficial, foi organizada uma ampla exposição da biodiversidade, onde os países mostraram o que tem feito pela conservação dos recursos naturais ao redor do mundo. Além disso, uma centena de eventos paralelos, os chamados side events fizeram a festa de quem foi para a COP9 para participar de discussões concretas e variadas sobre meio ambiente.
A Mata Atlântica se fez presente com um estande, organizado em conjunto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) e os organismos da Cooperação Internacional Brasil/Alemanha. O estande que representou muito bem a diversidade do Bioma fez muito sucesso, inclusive com as crianças que se divertiram montando o quebra-cabeças gigante, colorindo ilustrações e tirando fotos com o totem do mico-leão-dourado, mascote do Estande.
O side event, realizado no dia 27 de maio (Dia da Mata Atlântica), lotou o auditório do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, com discussões sobre a atual situação do Bioma e ações que ainda precisam ser realizadas para a conservação de uma das florestas mais ricas em biodiversidade do mundo.
Umas das marcas registradas da conferência em Bonn foi o toque irônico das mensagens, presente nos postais, cartazes e grandes painéis. Um dos painéis que fez mais sucesso mostrava um macaco falando para os humanos, que biodiversdiade não é palhaçada: "vielfalt ist kein affentheater". Um outro mostrava uma reunião de animais dizendo: "os humanos estariam melhor protegidos em parques nacionais". Quem sabe esse tom irônico consiga chegar à consciência das pessoas com mais facilidade, para dizer na verdade que a questão do meio ambiente precisa ser tratada sim, com muita seriedade.
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