Apremavi presente na mostra Ecos da Terra

Entre os dias 23 e 30 de abril de 2008, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), participou do evento que faz parte do Projeto SESCiência, em espaço cedido pelo CEDUP “Renato Ramos da Silva” em Lages/SC.

A engenheira agrônoma Adelina Berns da Apremavi, esteve presente durante os sete dias do evento, explanando aos visitantes detalhes sobre os trabalhos desenvolvidos pela Apremavi nas área de preservação e recuperação do meio ambiente.

A mostra teve como objetivo, levar aos participantes a importância da conservação e uso consciente dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo; através da exploração de maquetes que abordaram o conhecimento da energia eólica, energia solar, erosão, enchentes e também através de espaços onde foram simulados uma floresta com espécies de árvores nativas em equilíbrio com os animais, mostrando a importância destas florestas para a sobrevivência da fauna e para o equilíbrio do ambiente, um mini viveiro para produção de mudas florestais e uma tenda onde havia contadores de histórias.

A Apremavi colaborou no evento com a doação de mudas florestais de espécies nativas, além de mostrar um pouco mais do seu trabalho na preservação do meio ambiente, enfocando o Programa Matas Legais em parceria com a Klabin e os trabalhos com educação ambiental.

O evento teve a participação de aproximadamente 3.800 alunos de 25 escolas da rede de ensino municipal, estadual e particular do município de Lages (SC).

Conhecer a importância da preservação é o primeiro passo para que os seres vivos continuem usufruindo os recursos que os mesmos proporcionam e garantam esses benefícios às gerações futuras. O ser humano não pode esquecer que faz parte da natureza e a contribuição para a conservação da mesma é essencial para sua própria existência.

Alunos do município de Lages (SC), recebendo orientação educacional.

Apremavi no Projeto Rondon 2008

O mês de fevereiro foi especial para a funcionária Jaqueline Pesenti da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi). Ela participou do Projeto Rondon, na Operação Retorno Verão 2008, no município de Mâncio Lima (AC), como estutande de turismo, da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi).

O Projeto Rondon foi criado em 11 de julho de 1967, quando trinta estudantes e dois professores partiram do Rio de Janeiro para o território de Rondônia, para trabalhar em benefício das comunidades carentes daquela região. O projeto tem como principal objetivo desenvolver atividades voluntárias de universitários e aproximar esses estudantes da realidade do país, além de contribuir com o desenvolvimento das comunidades. É coordenado pelo Ministério da Defesa e conta com a colaboração da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação – MEC. O nome atribuído ao projeto foi inspirado no trabalho do militar e humanista, Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

Em 2008 a operação verão, também chamada de “operação retorno”, oportunidade em que as equipes regressaram a cidades já visitadas para darem continuidade aos projetos desenvolvidos em operações anteriores, contou com a participação de 215 estudantes universitários de 22 instituições de diferentes localidades do país, que atuaram em 23 municípios distribuídos em oito estados brasileiros.

Jaqueline levou na bagagem o jogo gigante “Fique Legal” e vários materiais do projeto “Planejando Propriedades e Paisagens”, da Apremavi, para realizar atividades de educação ambiental junto às comunidades em Mâncio Lima. “A Apremavi sempre possibilita aos seus funcionários adquirir um amplo conhecimento e foi esse conhecimento, referente à utilização racional dos recursos naturais e culturais, planejamento de propriedades e paisagens, sustentabilidade nas atividades que são desenvolvidas no município, entre outros temas, que tentei transmitir para as comunidades. A participação em um projeto social como o Rondon é de suma importância, pois além de você transmitir, também agrega muito conhecimento e é uma lição de vida e cidadania para toda vida”, comenta a rondonista Jaqueline.

Os trabalhos da equipe catarinense no município, de Mâncio Lima, se concentraram em torno da elaboração do Plano de Desenvolvimento Turístico Municipal, saídas a campo para elaboração do diagnóstico turístico, oficinas de capacitação profissional para o turismo, educação ambiental, ecoturismo, plano diretor, lixo e hortas escolares.

O Projeto Rondon proporciona aos estudantes o contato direto com outras realidades do Brasil e segundo Jaqueline, conhecer culturas e histórias de vidas diferentes, colaborar com o desenvolvimento sustentável do país e ver nos olhos de um povo que apesar das dificuldades nunca perde a esperança, é um trabalho gratificante. “A realidade de vida das comunidades ribeirinhas, fizeram as lágrimas correr no rosto de muitos rondonistas, porém brotou no coração daquela população a esperança e a vontade de mudar essa situação”, comenta a estudante.

Outro comentário é de Lais Abreu, também acadêmica do curso de turismo: “O conhecimento que foi adquirido nessa viagem, nunca conseguiríamos ter dentro de uma sala de aula. Por isso que o Projeto Rondon se faz tão importante, além de levarmos nosso conhecimento, também adquirimos, e as pessoas que realmente se identificam com o projeto nunca mais vão querer parar de desenvolver trabalhos sociais. Se pudesse, voltaria hoje para o Acre e faria tudo outra vez”.

No relatório entregue à Apremavi e que se encontra em anexo, está registrada uma frase que parece sintetizar toda a emoção vivida nesta expedição: ”A operação 2008 do Projeto Rondon chegou ao fim! Porém, nossa missão como cidadãos brasileiros ainda não. Temos certeza que todos ainda continuam sendo rondonistas de coração e que esta foi apenas a primeira missão de muitas que podemos realizar. A lição que nos foi passada durante essa operação ficará marcada para o resto de nossas vidas”.

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Apremavi realiza oficina de comunicação

A Oficina

Funcionários e diretores da Apremavi participaram nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, de oficina de comunicação para o planejamento das atividades de 2008. O encontro foi realizado no viveiro Jardim das Florestas em Atalanta e contou com a moderação da jornalista Silvia Franz Marcuzzo que tem experiência de 14 anos na área.

A oficina reuniu equipes de vários municípios. De Rio do Sul participaram servidores da secretaria executiva; de Atalanta, equipe do viveiro de mudas nativas e do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica; de Abelardo Luz e Ponte Serrada, técnicos responsáveis pela elaboração do plano de manejo do Parque Nacional das Araucárias e da Estação Ecológica da Mata Preta.

A Apremavi que vem aprimorando o trabalho de planejamento estratégico, que vem sendo realizado desde 2002 e incluiu neste ano uma oficina específica para a área de comunicação. Urbano Schmitt Junior avalia que foi um evento muito produtivo. “Constatamos que, cada vez mais, a comunicação é fundamental para a consolidação do trabalho da Apremavi e para a busca de novos parceiros”, acrescenta o vice-presidente da Apremavi.

Para a jornalista o trabalho foi produtivo principalmente pelas diferentes experiências de cada participante. “Aprendi várias coisas e a entidade tem um tremendo potencial para desenvolver ações de comunicação, tem a faca e o queijo na mão”, comenta Silvia, consultora de comunicação da entidade.

O dia 13 foi reservado para uma apresentação detalhada do novo site da Apremavi, feita pelo publicitário Fábio Pili, de Brasília, que foi o responsável pelo desenvolvimento do site. Fábio também capacitou a equipe no uso correto das ferramentas do site, o que irá possibilitar um incremento na comunicação da Apremavi com a comunidade.

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Universitários visitam Apremavi

A Apremavi recebeu no último sábado a visita de 90 acadêmicos da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajai – UNIDAVI.Os alunos fazem parte do Curso de Formação de Agentes para o Desenvolvimento Regional, que integra acadêmicos dos mais diversos cursos oferecidos pela Universidade. A visita à Apremavi teve por objetivo a verificação "in loco" de práticas integradas de desenvolvimento regional.

A viagem foi organizada pela professora Marilei Kroetz, e devido ao grande número de alunos o grupo foi dividido em duas turmas. Enquanto uma turma visitava o Parque Mata Atlântica, onde foram recepcionados pelos acadêmicos e funcionários da Apremavi, Edinho e Jaqueline, a outra turma foi recepcionada no viveiro da Apremavi, pelo presidente da entidade Edegold Schäffer. No período da tarde houve o revesamento das turmas.

Os alunos ouviram do presidente da Apremavi um breve histórico da entidade, em seguida uma explanação sobre o Programa de Planejamento de Propriedades e Paisagens e o conceito de Propriedade Legal desenvolvidos pela Apremavi.
Após a explanação os alunos foram convidados a conhecer a propriedade piloto onde está localizada a Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Serra do Pitoco- onde puderam ver na prática que, se bem planejada, uma pequena propriedade pode respeitar a legislação e ser produtiva ao mesmo tempo.

Em seguida os estudantes dirigiram-se à propriedade conhecida como Paraíso das Trutas, onde tiveram a oportunidade de conhecer umas das mais importantes nascentes d’água do município de Atalanta, como também viram na prática que quando os recursos naturais são preservados, podem fornecer além de qualidade de vida, renda para o produtor rural.
Ao meio dia um grupo almoçou na Propriedade Paraíso das Trutas e o outro grupo na Propriedade Kuchen Haus Conservas Agroecológicas.

Nas propriedades visitadas, o principal aspecto observado pelos estudantes foi a harmonia e integração entre homem e natureza e uma grande preocupação com o meio ambiente e os aspectos paisagísticos.

Na visita ao Parque Mata Atlântica, os acadêmicos receberam informações sobre o histórico da área, o processo de implantação do projeto no município, as atividades que vem sendo desenvolvidas no Parque e foram alertados sobre a importância da criação de Unidades de Conservação e da preservação/conservação da biodiversidade no planeta Terra.

Os grupos percorreram a trilha principal do Parque, denominada “Trilha da Lontra”, podendo observar ao longo do percurso a mata preservada e algumas árvores com identificação, sendo a maioria delas já ameaçadas de extinção como o Pinheiro Araucária e a Canela Sassáfras.

O Parque é um grande exemplo, de que muitas vezes nossos municípios dispõem de belos e riquíssimos recursos naturais, que não estão sendo explorados de uma forma correta, e que poderiam estar sendo utilizados como forma de alavancar o turismo municipal e regional como também servir de centro de referência em Educação Ambiental.

Um dos objetivos do Parque é fazer com que os visitantes retornem para seus municípios de origem e desenvolvam ações em prol da conservação dos recursos naturais lá existentes. Vários alunos demonstraram um profundo encantamento com o que viram e ouviram no municipio de Atalanta, fazendo elogios e comentários muito positivos a respeito do modelo de desenvolvimento sustentavel pregado pela Apremavi e que vem sendo praticado nas propriedades visitadas por eles.
Ao final da visita o presidente da Apremavi fez a doação de dois exemplares do livro “No Jardim da Florestas” para ser sorteado entre os estudantes.

Acadêmicos no Parque Mata Atlântica
Foto: Janilde Maria Lenzi

Planejamento Estratégico

Primeira Oficina

Nos dias 19, 22 e 23 de Outubro, a equipe da Apremavi se reuniu em Atalanta para realizar uma oficina de Planejamento Estratégico da instituição.

A Apremavi sempre realizou atividades de planejamento, mas foi a partir de 2002, através de um apoio da The Nature Conservancy e da Fundação Avina, para o desenvolvimento institucional, que a instituição começou a realizar atividades de planejamento estratégico mais detalhadas. Foi o planejamento estratégico realizado em 2003, por exemplo, que determinou que as atividades da Apremavi estivessem organizadas nos seguintes programas: Conservação da Biodiversidade, Planejamento de Propriedades e Paisagens, Informação e Educação Ambiental, Políticas Públicas, Ação Climática e Desenvolvimento Institucional.

Nos 20 anos de existência, a Apremavi passou de um pequeno número de voluntários a uma organização que cresceu muito, e hoje conta com equipe de profissionais e parceiros com visibilidade em nível nacional e internacional. Hoje percebemos que não temos mais como deixar de planejar nossas atividades, pois nelas elencamos os novos desafios que precisam ser enfrentados para que a Apremavi possa continuar desempanhando com eficiência o seu papel, enquanto organização da sociedade civil.

A coordenação desta oficina de planejamento foi da conselheira Miriam Prochnow, que iniciou as atividades com o vídeo dos 20 anos da Apremavi. Assim, toda a equipe pode relembrar e refletir sobre a história da instituição e como tem sido sua trajetória. Logo após foi feita uma avaliação das atividades realizadas entre 2003 e 2007, onde foram apontados os avanços, as lacunas e também o que não foi possível fazer. A avaliação geral é que a Apremavi tem conseguido atingir seus objetivos, mesmo tendo que, muitas vezes, atuar num cenário não muito favorável.

Outro momento importante foi a discussão sobre a conjuntura, onde foram apontadas as oportunidades e ameaças que a Apremavi pode enfrentar nos próximos anos. Algumas das oportunidades levantadas pelo grupo foram: o grande interesse que os vários setores tem demonstrado pelos materiais editados pela Apremavi; a qualidade das mudas produzidas no viveiro; a importância das parcerias que tem sido firmadas entre a Apremavi e o setor privado; e o fortalecimento da Apremavi enquanto instituição não governamental. Entre as ameaças, o que mais preocupa são os efeitos das mudanças climáticas,que podem interferir inclusive nas atividades de produção de mudas e plantio de árvores e também a atual ausência de uma política ambiental positiva por parte do governo de Santa Catarina.

A equipe da Apremavi também teve momentos de descontração, entre eles, quando todos foram convidados a jogar o jogo “Fique Legal”. A lona gigante foi estendida no gramado, a equipe dividiu-se em duplas e enquanto um da dupla jogava o dado o outro andava pelas casas do jogo. O jogo “Fique Legal” tem a finalidade de conscientizar as pessoas, mostrando de uma forma descontraída como se faz para planejar propriedades e paisagens, com ações positivas e negativas que fazem com que os jogadores avancem ou recuem no tabuleiro são também ensinados conceitos de recuperação de matas ciliares e áreas degradadas, enriquecimento de florestas secundárias e agricultura orgânica.

O viveiro de mudas “No Jardim das Florestas” e o Parque Natural Municipal da Mata Atlântica também vão receber atenção especial. No dia 16/11 haverá um planejamento específico para analisar as atividades desenvolvidas por eles e a elaboração de novas metas a serem alcançadas.

Também está programada uma outra oficina que vai acontecer no mês de dezembro e que vai discutir o Plano de Comunicação da Apremavi para o ano de 2008.

Equipe refletindo sobre os passos a serem dados

Eventos de Setembro

Arte e Vida Verde

Equipe da Apremavi e Klabin orientam crianças sobre como proteger o meio ambiente

A Apremavi participou do projeto Arte e Vida Verde, promovido pelo Serviço Social do Comércio (SESC). O evento aconteceu de 04 a 06 de setembro, na Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), em Lages (SC). A participação foi em parceria com a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, onde foi apresentado o Programa Matas Legais. O Matas Legais é realizado pela Apremavi e Klabin. O programa ajuda pequenos agricultores a planejar suas propriedades rurais de forma a recuperar e manter as áreas de preservação permanente, além de aumentar as matas nativas no estado de Santa Catarina.

O objetivo era sensibilizar estudantes do ensino fundamental e médio, acadêmicos, professores e a comunidade para as questões ambientais e aumentar o seu conhecimento em relação à utilização racional dos recursos naturais, através da promoção de debates sobre as possibilidades de ampliação das nossas responsabilidades individuais, institucionais e coletivas, almejando uma melhor qualidade de vida.

Participaram do evento cinco mil estudantes de duzentas escolas dos municípios de Lages e outros do planalto catarinense e das universidades da região. O stand montado pela Apremavi e pela Klabin foi um dos destaques. Foram distribuídos materiais educativos e mudas de árvores nativas, além de feitas explanações sobre meio ambiente em geral e principalmente sobre o conceito de Propriedade Legal. Estas atividades foram feitas pelo presidente da entidade Edegold Schäffer e pela bióloga Adriana Branco colaboradora da ONG.

O evento foi uma grande oportunidade para a Apremavi mostrar o seu trabalho e se tornar mais conhecida na região serrana. Essa iniciativa despertou um interesse muito grande entre os acadêmicos e professores das universidades da cidade, em especial a UNIPLAC e a UDESC.

Capacitação do PDA

Equipe da Apremavi recebe capacitação

De 03 a 06 de setembro, a Apremavi através da coordenadora de projetos Edilaine Dick, da auxiliar administrativa Grasiela Andrade Hoffmann e do coordenador regional do projeto PDA Valdecir Luiz Teston, participou de um curso de Capacitação do Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA) do Ministério do Meio Ambiente, na cidade de Florianópolis (SC).

Estiveram presentes outras 07 instituições ligadas à preservação do meio ambiente:
– Cooperativa Ecológica de Agricultores, Consumidores e Artesãos da Região Serrana de Santa Catarina;
– Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Anita Garibaldi;
– Associação da Fundação Lagoa;
– Instituto os Guardiões da Natureza (ING);
– Instituto Maytenus para o desenvolvimento da agricultura sustentável;
– Instituto Equipe de Educadores Populares (IEEP);
– Associação Vianei de Cooperação e intercâmbio no trabalho, educação, cultura e saúde (AVICITEC ).

A Apremavi, com o apoio do PDA, está executando o projeto “Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias”. O projeto tem como objetivo contribuir com a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, através do auxílio à formação dos Conselhos Consultivos e elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias localizados nas cidades de Abelardo Luz, Ponte Serrada e Passos Maia.

O PDA foi criado em 1995, entrando em operação em 1996, quando iniciou o apoio aos primeiros projetos. A sua construção resultou de um processo de negociação envolvendo Governo Brasileiro, organismos de cooperação internacional representando os países do G7 e as redes de Ongs e Movimentos Sociais da Amazônia (GTA) e Mata Atlântica (RMA). Implementado pelo Ministério do Meio Ambiente no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais PPG7, recebe o apoio principalmente da Cooperação Internacional Alemã.

Retiro Espiritual

Jovens apreciam beleza da natureza no Parque Mata Atlântica

No dia sete de setembro, um grupo de 40 jovens do ensino confirmatório da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, localizada no Bairro Velha Central em Blumenau (SC), visitou o município de Atalanta. Segundo o pastor Dieter J. Thiel, o objetivo da visita era fazer o tradicional retiro espiritual que todos os anos acontece nesta data e despertar nos jovens um interesse maior sobre as questões ambientais, mostrando a eles a exuberância da natureza e o que cada um pode fazer para contribuir com a preservação.

O pastor salientou que escolheu o município de Atalanta para fazer esse retiro pelo trabalho exemplar que a Apremavi vem fazendo em prol do meio ambiente neste município e por ser uma referência em todo estado nas questões ambientais. Os jovens tiveram um dia cheio de atividades: no período da manhã visitaram o Parque Mata Atlântica onde assistiram ao vídeo “A natureza de quem faz a diferença”, em seguida ouviram uma palestra do presidente da Apremavi Edegold Schäffer sobre “Consumo consciente e uso racional dos recursos naturais”.

Os funcionários da Apremavi Edinho Schäffer e Jaqueline Pesenti, acadêmicos do curso de Turismo e Hotelaria, fizeram uma explanação sobre a criação do Parque e as atividades nele exercidas, logo após aconteceu o momento mais esperado por todos, ou seja, a descida da trilha até à cachoeira Perau do Gropp. Era visível a satisfação e encantamento dos jovens sobre as belezas naturais do local.

Ao meio dia foi servido um almoço no Paraíso das Trutas e no período da tarde conheceram o viveiro de mudas nativas da Apremavi, onde todos ganharam uma muda de Ipê amarelo, árvore símbolo do Brasil, e ipê rosa, para comemorar o dia da Pátria. A visita foi encerrada com um banho de cachoeira na RPPN Serra do Pitoco. Ao se despedir, o pastor fez uma avaliação positiva do retiro espiritual e ecológico e sugeriu que outras comunidades religiosas copiassem essa iniciativa, se dizendo extremamente feliz por ter proporcionado aos jovens uma atividade integrada entre espiritualidade e natureza.

Rota Mata Atlântica é um sucesso

O dia 15 de Agosto de 2007 ficará marcado na história de Atalanta. Neste dia ocorreu o lançamento do circuito de agroturismo municipal denominado “Rota Jardim da Mata Atlântica”. A rota recebeu este nome porque é assim que o município é conhecido por ser uma referência em preservação e conservação ambiental em especial do Bioma da Mata Atlântica.Cerca de 40 pessoas vindas de vários municípios do Alto Vale do Itajaí participaram das atividades.

O lançamento se deu através do Projeto Acolhida na Colônia, que é uma iniciativa de uma associação de agricultores familiares que abrem as portas de suas propriedades para acolher e compartilhar com seus visitantes o "saber fazer" do homem do campo, sua cultura, gastronomia e o aconchego do seu lar. (www.acolhida.com.br ).

O projeto vem sendo executado no município a dois anos e conta com o apoio da APREMAVI, da Prefeitura Municipale Câmara de Vereadores de Atalanta, daAssociação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), daUniversidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), doMinistério do Desenvolvimento Agrário, daSecretária de Estado Cultura e Turismo (SANTUR), do Ministério do Turismo, da 13ª Secretaria Desenvolvimento Regional de Ituporanga e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI). Os coordenadores do projeto são Thaise Guzzatti e Ricardo Clasen.

Atualmente o município possui oito propriedades inseridas no projeto, sendo que cinco já estão preparadas para receber visitantes e as demais estão em processo de planejamento.
“O projeto Acolhida na Colônia através do agroturismo esta trazendo novas alternativas de renda para os agricultores, principalmente para o jovem, que hoje em dia não quer mais continuar no campo”. disse o jovem agricultor do município Alexandre Nunes, que participa do Projeto e pretende implantar uma pousada rural em sua propriedade.

Durante o dia foram percorridos os seguintes atrativos do município:

– Recepção e abertura oficial do evento no auditório do Parque Mata Atlântica : Unidade de Conservação Municipal com 54 ha onde se localiza uma das mais belas cachoeiras da região, conhecida como “Perau do Gropp” com 41 m de queda livre.

– Localidade de Ribeirão Matilde: Os participantes do evento assistiram a apresentações culturais, conheceram um dos maiores patrimônios arquitetônicos religiosos do município e tomaram um delicioso café da manhã. Um verdadeiro exemplo de organização, ajuda mútua e preservação cultural.

– Família Sieves: O casal Teobaldo e Norma Sieves são um dos pioneiros em produção agroecologica no município, fazem parte da “Associação Sementes do Futuro” e comercializam seus produtos na feira na cidade de Blumenau. A propriedade também trabalha com hospedagem.

– APREMAVI: Grande parceira e responsável pelo desenvolvimento do Projeto dentro do Município a Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí – APREMAVI vemhá 20 anos desenvolvendo ações em prol da conservação e preservação do meio ambiente e levando alternativas de renda sustentáveis para os agricultores da região. Trabalha com produção de mudas nativas e vários programas de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável.

– Propriedade Paraíso das Trutas: Propriedade modelo em cumprimento da legislação ambiental, oferece serviços de alimentação, hospedagem, pesque e pague, criação de trutas e trilha ecológica em meio a Mata Atlântica. Quem visita a propriedade encontra paz, conforto e qualidade de vida.

– Família Berschinock: O casal Emil e Ursula Berschinock também pioneiros em produção agroecologica no município e fazem parte da “Associação Sementes do Futuro”. A escolha pela produção agroecologica se deu pelo fato que quando plantavam de forma convencional, o lucro é baixo e era comum o casal ficar doente, hoje em termos financeiros e de qualidade de vida vivem muito melhor do que antes. Quem visita a propriedade tem uma verdadeira aula de como e porque produzir de forma agroecologica.

– Haras Serra do Pitoco: Propriedade Parceira da Acolhida na Colônia, oferece serviço de doma Indiana e Racional, venda de cavalos, espaço para lazer, cavalgadas sob agendamento, espaço onde servem café colonial e almoço e também alugam para realização de diversos eventos.

– Propriedade Kuchen Haus: Conhecer essa propriedade é um deleite para os olhos e para o estomago. A família tem na culinária típica alemã seu maior destaque.Oferecem serviços de alimentação, hospedagem e produção agroecologica. Dentre muitos, o prato principal oferecido na propriedade é o Marreco Recheado com repolho roxo!

“A Acolhida na Colônia é muito mais que um projeto que beneficia os agricultores familiares, para pequenos municípios como é o caso de Atalanta, é através desse projeto que toda a população, ONG’s, poder público e privado estão se unindo e despertando para as formas de explorar de maneira sustentável todas as nossas potencialidades. Se realmente o que queremos é que a nossa agricultura seja valorizada, que a nossa população tenha qualidade de vida e que o êxodo rural se miniminize, são ações como essa que devem ser desenvolvidas.” Completa Jaqueline Pesenti – Monitora do Parque Mata Atlântica, acadêmica de Turismo e Multiplicadora do Projeto do município de Atlanta.

Agende a sua visita:

(47)3535-0015 – Prefeitura Municipal / (47)3535-0229 – Parque Mata Atlântica.
Ou no e-mail:
prefeitura@atalanta.sc.gov.br
www.atalanta.sc.gov.br

Fotos: Ricardo Clasen

Festa do Colono

De 21 a 25 de Julho o município de Atalanta realizou a tradicional Festa do Colono e Motorista. O evento ocorreu no Parque Municipal de Exposições Virgílio Scheller.

Durante todos esses dias a Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí – Apremavi, esteve presente expondo materiais de Educação Ambiental (DVDs, folhetos, livros e jogos), distribuindo mudas de árvores nativas aos participantes e divulgando os trabalhos que vem desenvolvendo em prol do meio ambiente e também dos agricultores, no sentido de levar novas alternativas de renda e sustentabilidade para as propriedades agrícolas.

No primeiro dia da festa, o prefeito municipal Brás Bilck inaugurou várias obras municipais, uma delas onde está inserido o projeto de paisagismo na entrada do município de Atalanta e que foi desenvolvido numa parceria entre a Apremavi e a Prefeitura Municipal.

Durante a festa acontece no auditório do Parque Natural Municipal Mata Atlântica o Seminário Municipal da Agricultura Familiar, voltado para agricultores e técnicos da região. Os temas abordados foram os seguintes: Sistema Avançado de Pastoreio em Piquete (Pastoreio Voisin) – Palestrante: Carlos Noriler (CEMEAR); Aspectos da Legislação no setor agrícola – Palestrante: Promotor da Justiça Adalberto Exterkötter; Reflorestamento, Mercado e perspectivas – Palestrante: Alessandro Zimmermann Cordova (KLABIN); e, Plantio Direto e resultados recentes nas culturas como: melancia, tomate, milho – Palestrante: Jamil Abdala Fahiad (Pesquisador da EPAGRI Estação Experimental de Ituporanga.).

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A APREMAVI foi uma das instituições que apoiou as atividades da Força Tarefa, que aconteceu no ultimo dia festa. A Força Tarefa é um programa do governo do Estado de Santa Catarina que tem por objetivo principal garantir a população o acesso aos bens e serviços que lhes é de direito, garantindo o exercício da cidadania, por meio de ações conjuntas, contando com a parceira de ONG’s e iniciativa privada.

A equipe da APREMAVI parabeniza todos os agricultores e motoristas, pela sua luta diária e trabalho que garantem alimento às populações e a todos que já implantaram belas propriedades legais.

Erva-mate artesanal

Erva-mate artesanal

Erva-mate artesanal é uma ótima alternativa para o agricultor familiar

A Apremavi e o Centro Vianei de Lages, entidades executoras do projeto Agrofloresta Familiar, realizaram no mês de junho intercâmbio com agricultores do Alto Vale do Itajaí e Planalto Serrano em Ipê no Rio Grande do Sul. O objetivo da viagem foi visitar o sistema de produção e industrialização artesanal de erva-mate sombreada e orgânica.

Considerando as potencialidades que alguns municípios das regiões onde é desenvolvido o projeto de Agrofloresta, por conta de sua relação a cadeia produtiva da erva-mate, é intenção das entidades executoras do projeto mostrar a viabilidade de agregar valor ao produto, mediante o beneficiamento artesanal.

Segundo depoimento do agricultor visitado no município de Ipê, Flávio Zanotto, hoje a erva-mate é responsável por 50% da geração da renda da sua propriedade. Como o agricultor trabalha de forma orgânica e já está articulado com uma associação de agricultores, a comercialização da erva-mate é feita em feiras agroecológicas nos municípios próximos a Ipê e em Porto Alegre, capital gaúcha.

Em um segundo momento do intercâmbio os agricultores e técnicos assistiram a uma palestra de um agrônomo especialista em erva-mate, que enfatizou que no futuro, uma boa potencialidade para a erva-mate na agricultura familiar é o processamento (cancheamento) e destinação da erva-mate, para indústrias extraírem princípios ativos e extratos.

O modo artesanal e correto do processamento da erva-mate é muito importante porque sendo um processo lento e gradual permite que uma série de elementos nutricionais da erva-mate não sejam eliminados, ao contrário do que acontece nos sistemas industriais modernos, que necessitam de rapidez na produção e com isso há a eliminação de componentes nutricionais importantes.

Capacitar para conscientizar

Nos meses de maio e junho a equipe da Apremavi esteve bem atarefada, com a realização de diversas reuniões e seminários. Confira alguns deles.

II Seminário Regional do Programa Matas Legais

O II Seminário Regional do Programa Matas Legais realizado no dia 08 de maio, no Parque Mata Atlântica em Atalanta, contou com a presença de mais de 100 pessoas entre secretários de agricultura, técnicos, proprietários rurais e representantes de empresas de 20 municípios da região do Alto Vale do Itajaí. O objetivo da Apremavi e Kabin organizadoras do evento foi apresentar o Programa Matas Legais, que visa o planejamento do plantio de exóticas e o aumento da área de florestas nativas em Santa Catarina.

Walter de Paula Lima discursou sobre “As Florestas plantadas e a água”. Segundo ele, os impactos sobre os recursos hídricos existem em qualquer atividade de uso da terra, o que precisa mudar são as ações de manejo que podem também causar estragos e degradações hidrológicas.

Para a coordenadora de pesquisa e desenvolvimento, qualidade e ambiência florestal da Klabin, Ivone Fier, o fomento florestal é uma oportunidade para que as propriedades rurais dessa reforma possam ter uma oportunidade de diversificação de renda. O percentual da área que pode ser plantada como floresta vai significar um percentual a mais como renda para o proprietário como se fosse uma poupança.

O seminário discutiu também a questão da legislação ambiental. Para Eduardo Piazera, representante, o programa Matas Legais tem demonstrado o respeito ao código florestal. É a primeira vez que uma empresa do setor de base florestal brasileira se une a uma ONG ambientalista para estimular o planejamento da propriedade rural, o cumprimento da legislação ambiental, a recuperação e a conservação das áreas de preservação permanente.

A Legislação que rege as Áreas de Preservação Permanente, sua importância e relação com a biodiversidade foi apresentada pela advogada Rode Martins.

Apremavi e Centro Vianei, realizam Oficina para Elaboração de Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica

Após a capacitação recebida por técnicos da Apremavi e do Centro Vianei em Nazaré Paulista-SP, para elaboração de Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica, foi realizada no dia 23/05/07 uma oficina com agricultores das regiões do Alto Vale do Itajaí e Planalto Serrano, no Parque Mata Atlântica, no município de Atalanta-SC.

O evento teve como objetivo demonstrar várias formas de implementação de Sistemas Agroflorestais na agricultura familiar dentro de um contexto técnico e também divulgar a elaboração do Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica. Segundo os participantes da oficina a idéia do Manual foi bem vinda, visto que, algumas técnicas sobre sistemas agroflorestais são conceitualmente pouco conhecidas na região, embora muitas práticas agroflorestais já são utilizadas pelos agricultores familiares. Como exemplo temos os chamados “faxinais”, onde a cultura de erva-mate sombreada é consorciada com criação de animais de forma coletiva. Leandro Casanova, da Apremavi, afirma que a implementação de SAFs na região ajudará no resgate de algumas práticas culturais utilizadas na agricultura em tempos anteriores, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.

Um jeito diferente de construir uma nova agricultura

A Apremavi participou de encontro realizado na localidade de Ribeirão Klauberg, município de Ituporanga-SC no dia 25/05/07, entre agricultores da comunidade, técnicos da Epagri e do projeto microbacias 2, para discutir novas metodologias de plantio, visando o desenvolvimento de uma agricultura sustentável.

O trabalho desenvolvido na comunidade denominado SPDH (Sistema de Plantio Direto de Hortaliças), foi iniciado pelo eng. agrônomo Jamil Abdalla Fayad, da Estação Experimental de Ituporanga/Epagri, e traz como premissa o desenvolvimento de práticas agrícolas não agressivas ao meio ambiente. O processo é de inclusão, ou seja, o agricultor entra no programa de forma espontânea e pode começar no sistema de forma gradativa. De acordo com depoimento de alguns agricultores que já estão avançados no sistema de plantio direto, além da produtividade estar respondendo bem, a vantagem desse tipo de agricultura está na redução de custos, por abrir mão de certos agroquímicos (adubos químicos, herbicidas, inseticidas) bem como também na melhoria da qualidade de vida.

Segundo Urbano Schmitt Júnior, da Apremavi, o evento foi importante para deixar claro que a preservação ambiental e a produção não só podem, como devem andar juntas. Além disso, a produção só será viável no médio e longo prazos, se a preservação ambiental for levada em consideração.

Convidado a palestrar sobre o tema Corredores Ecológicos, o eng. florestal Leandro Casanova procurou relacionar e integrar o papel das florestas nas propriedades rurais. “Considerando o fato dos agricultores terem uma visão positiva sobre a prática de uma agricultura natural, é fácil deles perceberem as vantagens dos corredores ecológicos, como agentes de proteção das águas, em especial as matas ciliares, e também como uma fonte natural de controle biológico para as lavouras. As idéias estão sendo semeadas em campo fértil”, finaliza Leandro.

Palestra sobre o Programa Matas Legais

Em comemoração a semana do Meio Ambiente, o curso de Ciências Biológicas da Uniplac promoveu, no dia 05 de junho, uma série de palestras ligadas à temática ambiental. A Apremavi participou do evento apresentando o Programa Matas Legais. A palestra foi direcionada aos alunos do curso de ciências biológicas e da engenharia da madeira.

A palestra salientou que para o desenvolvimento de uma silvicultura sustentável é preciso que sejam levadas em consideração além das questões sociais e econômicas, os aspectos ambientais, principalmente os que se referem ao respeito às áreas de preservação permanente (beira de riachos, rios e nascentes).

No espaço para perguntas o engenheiro florestal Leandro Casanova foi questionado sobre o avanço das florestas exóticas sobre as áreas de campos naturais. Segundo Casanova, as áreas de campos naturais fazem parte do domínio da Mata Atlântica e estão protegidas pela Lei da Mata Atlântica, sancionada em dezembro de 2006. Os campos naturais merecem muita atenção, pois, são importantes ecossistemas que possuem uma fauna típica associada e a sua conversão em florestas exóticas é o equivalente ao desmatamento de florestas nativas para implantação de reflorestamento com pinus ou eucaliptos.

Sabemos que o estado de Santa Catarina tem uma ótima vocação florestal, em contrapartida a tradição florestal pela agricultura familiar é pequena, mas é possível ser conquistada. O programa matas legais tem como um dos objetivos fazer com que essa tradição florestal a ser alcançada tenha como base os princípios da sustentabilidade.

Semana do Meio Ambiente com conscientização

A Escola de Educação Básica Dr. Frederico Rolla, localizada no município de Atalanta(SC), realizou de 28 de maio a 1º de junho a X Mostra Multidisciplinar e I Mostra do Meio Ambiente. Vários trabalhos dos educandos, falando sobre preservação, meio ambiente, água e lixo, ficaram expostos nos ambientes do colégio.

O objetivo foi promover a conscientização ambiental sobre nosso planeta e repensar práticas que agridem o meio ambiente, partindo da idéia de que todos podem contribuir na busca por um mundo em que haja preocupação com o desenvolvimento sustentável. A X Mostra Multidisciplinar contou com a parceria da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí – APREMAVI, que doou mudas de árvores nativas da Mata Atlântica e materiais de divulgação sobre os seus programas e ações em prol do meio ambiente.

Foram proferidas inúmeras palestras de educação ambiental e o dia 29 foi marcado pelo “zôo na escola”, quando alguns animais taxidermizados e também vivos do zoológico de Pomerode foram deslocados, para mostrar a importância de se preservar o habitat de cada espécie.

Uma trilha ecológica da vida foi criada, na qual os educandos de olhos vendados e guiados por um educador puderam sentir a natureza de uma forma mais próxima. A sala ambientalizada contou com barulhos de animais, cascata artificial, som de chuva e cheiro de grama molhada, buscando sensibilizar todos os sentidos para a questão ambiental.

Durante estes dias houve o envolvimento de toda a comunidade, que foi convidada a participar dos ciclos de debates e exposições. A Carta da Terra, as oito metas do milênio criadas pela ONU e a Agenda 21 foram alguns dos muitos temas.

Conhecendo nossas paisagens

Um dos lugares mais bonitos de Santa Catarina é a Serra Catarinense. Cidades turísticas, belos campos nativos cercados com florestas de araucárias enchem os olhos de quem passa pela região. Com o objetivo de mostrar essas paisagens naturais e ao mesmo tempo fazer um passeio de confraternização, a diretoria da Apremavi proporcionou aos seus funcionários, acompanhados de suas famílias, uma viagem no último domingo, dia 06 de maio.

Foram visitados os principais pontos turísticos da Serra. O primeiro lugar foi o Parque Nacional de São Joaquim. Dentro do Parque existe a bela Cascata do Véu da Noiva, com aproximadamente 60 metros de altura. Suas águas geladas descem por um paredão de basalto cercado de mata nativa.

Seguindo em frente, no Morro da Igreja, ponto culminante da Serra Geral, com 1822m de altitude, e onde todos os anos no inverno há ocorrência de neve, foi possível avistar a Pedra Furada.

Neste local, em 1996, foi registrada a temperatura mínima recorde no Brasil: 17,8ºC negativos no termômetro, e 40º C negativos na sensação térmica. Ainda no local está instalado o CINDACTA II do Ministério da Aeronáutica, onde é feita o controle do tráfego aéreo do RS e SC.

A Pedra Furada é uma formação rochosa como uma escultura natural em forma de janela, medindo aproximadamente 30 metros de circunferência. O Parque Nacional de São Joaquim foi criado em 1964.

Após pecorrer estradas do município de uribici se chegou a cidade de Bom Jardim das Serra, onde foi possível conhecer a Serra do Rio do Rastro localizada na divisa desse município com Lauro Muller. Do mirante da serra é possível, em dias de sol, avistar o oceano Atlântico. A serra do Rio do Rastro tem uma estrada de 15 km concretada em rocha natural, contornando um “Cânion” profundo de 1.460 metros em relação ao nível do mar.

Para finalizar, uma paradinha no Mirante de São Joaquim localizado a 1.400 metros de altitude, de onde foi possível apreciar outra belíssima vista panorâmica de São Joaquim da paisagem da região.

Para a equipe da Apremavi, que se divertiu e também aprendeu muito, estes passeios são importantes, porque valorizam tanto nossos recursos naturais e cada vez mais fazem com que exista um compromisso grande com a presevração do meio ambiente.

Fotos: Maria Luiza S. Francisco e Luciano Francisco

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