Apremavi inicia atividades nos PEs das Araucárias e Rio Canoas

De 14 a 16 de maio de 2013 a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) realizou as primeiras reuniões do projeto “Planejamento e Capacitação em Unidades de Conservação (UCs)“. O projeto foi aprovado na Chamada 04/2012 do TFCA – Tropical Forests Conservation Act, realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), na linha de Ação Temática Manutenção de Áreas Protegidas.

As reuniões tiveram por objetivo a apresentação das atividades previstas no projeto, focando neste momento em duas das quatro metas, sendo: Revisão do plano de manejo do Parque Estadual (PE) das Araucárias e Formação e capacitação do conselho consultivo do PE Rio Canoas. As atividades foram conduzidas pelos técnicos da Apremavi, Marcos Alexandre Danieli e Edilaine Dick.  

Para a revisão do plano de manejo do PE Araucárias, destaca-se a realização da “Oficina de integração com a equipe do projeto e parceiros”, realizada na Prefeitura de São Domingos, com representantes desta Prefeitura, Apremavi, Grupo de Apoio à Gestão do PE Araucárias (GRIMPEIRO) e Unoesc. Fez parte da pauta da reunião a apresentação do cenário atual da UC pelos representantes da Fundação de Meio Ambiente (FATMA), Eduardo Mussatto e João Luiz Godinho, seguido da apresentação do projeto e planejamento das atividades previstas.

Nas “Oficinas de Integração com as Comunidades” vizinhas ao PE Araucárias, foram envolvidos moradores da Vila Milani e Nova Limeira, de São Domingos e em outra reunião moradores da Linha Manfroi, Valendorff e Berthier, de São Domingos e Linha Divino, do município de Galvão. Nestes contatos foi realizada apresentação do cenário do Parque e dos objetivos e metas previstas na revisão do plano de manejo. Representantes da ONG GRIMPEIRO também estiveram presentes, os quais destacaram seu objetivo principal de apoiar a implantação do Parque, por meio da fala do presidente desta instituição, Angelo Milani. Foi um encontro para tirar dúvidas, ouvir as expectativas dos moradores sobre o Parque, sobre o projeto e, amparado pelas representações comunitárias que fazem parte do conselho, reforçar a importância deste no acompanhamento das etapas de revisão do plano de manejo.

O conselho consultivo do PE Araucárias tomou posse na semana em que ocorreram estas reuniões e nesse momento foram identificados demais representantes que participarão mais ativamente do processo de revisão do plano de manejo.

Para a formação e capacitação do conselho consultivo do PE Rio Canoas, foi realizada reunião no município de Campos Novos (SC) para apresentação do projeto e meta específica, contando com a presença da Apremavi, FATMA e Associação de Preservação Ambiental Leão Baio, em processo de criação, e que entre os seus objetivos visa apoiar a implantação do Parque.

No Oeste de Santa Catarina, a Apremavi possui sede regional na Unochapecó, local onde foi realizada reunião com representantes do Curso de Ciências Biológicas e do Mestrado em Ciências Ambientais para fortalecimento da parceria e onde foi selecionada acadêmica de biologia que atuará no projeto.

Apremavi inicia novo projeto com unidades de conservação

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) iniciou, em abril de 2013, o projeto “Planejamento e Capacitação em Unidades de Conservação (UCs)”, que terá dois anos de duração. O projeto foi aprovado na Chamada 04/2012 do TFCA – Tropical Forests Conservation Act, realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), na linha de Ação Temática Manutenção de Áreas Protegidas.

O projeto tem como objetivo principal contribuir com a implementação, manutenção e gestão participativa de Unidades de Conservação, através do apoio aos seus principais instrumentos de gestão, como o plano de manejo, plano de ação para conservação e o conselho consultivo. Tem como público alvo os gestores dos órgãos ambientais, conselheiros e comunidades vizinhas das UCs e a sociedade em geral interessada em contribuir com as UCs e com o projeto.

A área de atuação abrange oito municípios de Santa Catarina, localizados nas regiões do Alto Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste e dois municípios do Centro Sul do Paraná, tendo como foco três UCs Federais e duas Estaduais, que juntas conservam significativos remanescentes de Floresta com Araucárias, alguns em transição com Campos Nativos ou Floresta Ombrófila Densa.

A motivação para este novo projeto reflete a necessidade de ações que ampliem os esforços de conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, por meio do apoio às UCs. Dá continuidade ainda às atividades que vem sendo realizadas pela Apremavi na região, visando o apoio à criação, planejamento e gestão participativa de UCs.

As atividades previstas no projeto envolvem a revisão do plano de manejo do Parque Estadual (PE) das Araucárias; formação e capacitação do conselho consultivo do PE Rio Canoas; elaboração do plano de ação para conservação da Área de Relevante Interesse da Serra da Abelha e apoio à gestão do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas e do Parque Nacional das Araucárias.

O projeto conta com a anuência e parceria da Fundação de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (FATMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e parceria do Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (GRIMPEIRO) a Prefeitura Municipal de Vitor Meireles e a Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÒ).

Participação social no planejamento de UCs é debatida

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), representada pelo técnico ambiental Marcos Alexandre Danieli, participou nos dias 29 e 30 de janeiro de 2013, em Brasília (DF), de Reunião Técnica "Participação Social na Elaboração de Planos de Manejo de Unidades de Conservação (UCs)", um evento promovido pela Comunidade de Ensino e Aprendizagem no Planejamento de Unidade de Conservação.

Esta Comunidade foi criada no ano de 2009, no âmbito do Programa ARPA, com a cooperação técnica entre a WWF, GIZ e ELAP, reunindo diferentes representantes de órgão públicos e da sociedade civil, que buscam ampliar e aprofundar a discussão sobre o planejamento de UC, gerando aprendizados voltados à qualificação deste planejamento face à dinâmica do contexto onde estão inseridas.

O evento dos dias 29 e 30 de janeiro foi permeado por palestras, mesas redondas, debates e trabalhos em grupo, numa diversidade de participantes e metodologias que propiciou o ambiente favorável ao diálogo, socialização de experiências e sistematização de informações sobre o que se quer com a participação social no planejamento de UC e quais são as boas práticas e aprendizados com este processo.

As discussões da Comunidade estão sendo realizadas por meio de oficinas virtuais e presenciais, as quais subsidiaram a sistematização das lições aprendidas (Caderno 5 e 6), que já estão sendo compartilhadas, juntamente com demais publicações relacionadas ao tema publicadas pela série cadernos ARPA (acesse os pdfs neste link):

Caderno 1 – Planejamento de UCs (2009)
Caderno 2 – Conselhos Gestores de UCs (2009)
Caderno 3 – A Experiência do Programa de Gestão para Resultados (2009)
Caderno 4 – Técnicas e Ferramentas Participativas para a Gestão de UCs (2009)
Caderno 5 – Lições Aprendidas sobre Planos de Manejo (2010)
Caderno 6 – Aprendizados para Aprimorar a Prática: A Experiência da Comunidade de Ensino e Aprendizagem em Planejamento de Unidades de Conservação (2012)

A próxima publicação será “Lições Aprendidas sobre a Elaboração de Diagnósticos em Planos de Manejo, ainda em impressão.

A Apremavi participou do evento por atuar em diversos projetos focados no apoio à criação e planejamento de UCs, como o projeto de Gestão Participativa em UCs, que teve como objetivo geral o fortalecimento de 06 unidades de conservação da região Oeste de Santa Catarina e Centro Sul do Paraná, em experiência contada na publicação “Gestão Participativa em UC: uma experiência na Mata Atlântica”, lançada no VII Congresso Brasileiro de UCs e premiada no 20º Prêmio Expressão de Ecologia.

Para outras informações sobre a Comunidade de Ensino e Aprendizagem em Planejamento de Unidades de Conservação, entrar em contato com Andrea Carrillo, pelo e-mail andreacarrillo@uol.com.br.

Elaboração de Planos de Manejo de RPPNs é tema de oficina

Elaboração de Planos de Manejo de RPPNs é tema de oficina

Elaboração de Planos de Manejo de RPPNs é tema de oficina

Nos dias 28 e 29 de agosto a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) juntamente com outros 14 proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) de Santa Catarina se reuniram na RPPN Morro das Aranhas em Florianópolis (SC) para participar da 5ª Oficina sobre Planos de Manejo de RPPNs.

A oficina, organizada pela Associação de Proprietários de Santa Catarina (RPPN Catarinense) e pela Confederação Nacional de Proprietários de RPPN (CNRPPN), teve como objetivo incentivar, sensibilizar e demonstrar como elaborar um plano de manejo, baseado no Roteiro Metodológico para elaboração de Plano de Manejo para RPPN publicado pelo ICMBio.

A Apremavi participou da oficina por ser proprietária da RPPN Serra do Lucindo, a primeira reserva particular da instituição e que recentemente teve seu Plano de Manejo elaborado e aprovado. Além dessa RPPN, a Apremavi já iniciou o processo para a criação de uma outra RPPN no município de Papanduva (SC). A representante da Apremavi na oficina foi a Coordenadora de Projetos Edilaine Dick.

Carolina Schaffer participou do evento representando a RPPN Serra do Pitoco, reserva localizada no município de Atalanta(SC), onde a Apremavi também tem desenvolvido atividades de Educação Ambiental.

Para saber mais sobre a importância das RPPNs, acompanhe a matéria abaixo elaborada por Fernanda B. Muller, do Instituto Carbono Brasil.

Reservas Particulares são Alternativas para Preservação

Em uma época negra para a preservação do patrimônio da sociobiodiversidade brasileira, com mudanças retrógradas na legislação e desrespeitos aos povos tracionais, muitas pessoas querem atuar por si próprias, não esperando ações do governo para salvaguardar ecossistemas ameaçados.

Uma das alternativas para tal empreitada foi trazida há mais de uma década pela Lei 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Já que, no caso da Mata Atlântica, cerca de 80% dos remanescentes estão em propriedades privadas, a figura das Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPN) constitui uma ferramenta excelente para os donos de áreas com beleza cênica ou atributos de diversidade biológica significativos.

Muitas destas áreas já são atualmente alvo de proteção jurídica, caracterizadas como Áreas de Preservação Permanente ou Reserva Legal, porém, com a designação como RPPN, elas passam a ter alguns benefícios extras.

Um deles é a garantia de que a área será preservada perpetuamente, podendo ser revogada apenas através de decreto ou lei específicos.

A RPPN pode ser utilizada para o desenvolvimento de pesquisas científicas e visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais, o que pode resultar em renda para o seu proprietário se bem administrada.

Outros benefícios da criação de uma RPPN são a isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e a prioridade na demanda por recursos em instituições financeiras e em programas federais e estaduais, como o Fundo Nacional do Meio Ambiente.

A possibilidade de se obter apoio dos órgãos ambientais para fiscalização da área também é um dos pontos positivos que muitos proprietários enxergam, já que sofrem com a caça ilegal em suas terras.

Já são mais de mil RPPNs ao redor do Brasil, com 68% na Mata Atlântica e 18% no Cerrado. Em termos de área, 690 mil hectares de áreas nativas estão sendo protegidos, com 38% desta área no Pantanal, 24% no Cerrado e 19% na Mata Atlântica.

Minas Gerais e Paraná, com 242 e 217 respectivamente, são os estados com maior número de RPPNs. Isto, segundo especialistas, se dá principalmente devido ao maior incentivo que estes estados dão à criação destas áreas.

O Paraná, por exemplo, foi o primeiro a reconhecer as RPPNs em suas políticas públicas estaduais, inclusive com a regulamentação do ICMS Ecológico. A tendência é justamente esta, que o número de reservas criadas aumente de acordo com a regulamentação e apoio fornecido pelos estados, que estão mais perto dos proprietários do que o ICMBio, cujo departamento responsável pelas RPPNs se encontra em Brasília.

Muitas vezes, algumas informações errôneas impedem que os proprietários decidam pela criação de RPPNs.

Uma dúvida recorrente é se a área deixa de ser de sua propriedade e passa para o domínio público por ser uma Unidade de Conservação (UC). Como o próprio nome diz, este é um tipo de UC particular, portanto, o domínio continua a ser privado e o dono tem responsabilidade sobre a área, podendo vendê-la, se assim desejar.

Porém, mesmo com a venda, a área não deixa de ter a característica de uma RPPN e o próximo proprietário também tem o dever de preservá-la e, por isso mesmo, muitas pessoas decidiram criar a sua reserva.

Como funciona

Para criar uma RPPN, o proprietário precisa primeiramente pesquisar e decidir qual o melhor caminho: seguir as diretrizes federais, sob a responsabilidade do ICMBio, estaduais ou municipais, estas últimas variando caso a caso. São dezesseis estados brasileiros que já têm leis aprovadas para a criação de RPPNs.

O próximo passo é reunir os documentos exigidos pelos órgãos ambientais, como o certificado de cadastro do imóvel rural, certidões negativas de débito do imóvel (na Receita Federal), documentos cartoriais e peças cartográficas (plantas do imóvel e da área da reserva proposta). O proprietário precisa assinar um termo de compromisso no registro de imóveis.

No geral, se a documentação exigida pelos órgãos ambientais estiver completa, o processo de homologação de uma RPPN leva cerca de seis meses, podendo se prolongar se houver necessidade de complementação.

Nesta etapa inicial, os custos envolvidos são apenas os referentes aos documentos exigidos, como as cobranças de cartório e para a elaboração das plantas do terreno.

O ICMBio produziu o Roteiro para Criação de RPPN Federal que visa guiar os interessados.

Após a criação, o proprietário precisa realizar um Plano de Manejo, a base para que possa gerir a sua Unidade de Conservação. Um documento técnico, o plano estabelece o zoneamento da RPPN e as normas que devem guiar o uso da área e o manejo dos recursos naturais.

O Instituto Ambiental do Paraná elaborou um roteiro detalhado para o planejamento de RPPNs, dividindo em três modelos de elaboração de Planos de Manejo de acordo com o estado de conservação da área e as atividades que se pretende desenvolver em seu interior.

Relatando a sua experiência na elaboração do Plano de Manejo da RPPN Serra do Lucindo, recém-criada em Santa Catarina pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Marcos Alexandre Danieli pondera que o documento não é fechado, portanto, sua primeira versão não precisa ser exaustiva, por exemplo, ao tratar do diagnóstico da biodiversidade presente na área.

Neste caso, ressalta Danieli, o Plano de Manejo teve custos pouco superiores a 40 mil reais, sendo que a metade foi financiada por editais específicos para tal. Os custos do plano também podem ser totalmente cobertos por estes editais.

Incentivos financeiros

O fluxo de recursos para a criação e efetivação das RPPNs é diverso, porém nem sempre tão óbvio.

A fonte mais utilizada pelos proprietários é o edital anual do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica, uma parceria entre a Conservação Internacional-Brasil, a Fundação SOS Mata Atlântica e a The NatureConservancy (TNC). O programa é alimentado por recursos de doações.

Seu objetivo é contribuir para a conservação in situ da biodiversidade da Mata Atlântica, fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), as RPPNs existentes e fomentar o engajamento de proprietários de terras na criação e implementação das reservas privadas no bioma.

“Não queríamos ser burocratas, mas sim que o próprio proprietário pudesse acessar os recursos”, comentou Mônica Fonseca, coordenadora de Serviços Ecossistêmicos na Conservação Internacional.

Além de apoiar diretamente as RPPNs, o programa também auxilia no fomento a políticas públicas voltadas para as Unidades de Conservação, incluindo recursos para instrumentos econômicos como Pagamentos por Serviços Ambientais e ICMS Ecológico e no fortalecimento de lideranças, a exemplo das associações estaduais de RPPNistas.

Até agora, 303 projetos, sendo 225 na área de criação e 78 de gestão de RPPNs, foram apoiados pelo Programa.

Tendo encerrado recentemente o seu 11° edital, o programa também oferece recursos por demanda espontânea, porém geralmente apenas projetos de grande porte são beneficiados por este tipo de financiamento (nove até o momento).

Outras fontes de recursos são o Fundo Nacional de Meio Ambiente, fundos de reparação de bens lesados (Ministério Público), compensações ambientais (órgãos licenciadores), parcerias com empresas e ONGs, ICMS Ecológico e Pagamentos por Serviços Ambientais (PSAs) (nos estados que têm leis específicas).

Iniciativas regionais

No caso dos PSAs, o Projeto Oásis, pioneiro no estado de São Paulo, já beneficia os proprietários de RPPNs. Para receber os PSAs, o proprietário de áreas verdes recebe uma pontuação de acordo com as características naturais da sua área, sendo o estabelecimento de uma RPPN um dos critérios de maior bonificação (Saiba mais sobre PSAs).

“Com isso esperamos reconhecer quem tem RPPN e estimular quem não tem a ter. O projeto de PSA se encaixa muito bem com as RPPNs, pois quem as cria está conservando os serviços ambientais”, comentou André Ferretti, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, criador do Projeto Oásis.

No âmbito governamental, o estado de São Paulo está trabalhando em esquemas de apoio às RPPNs através dos PSAs como parte da sua política estadual de mudanças climáticas, esquema ainda não implementado.

O fomento às RPPNs vindo da conservação dos estoques de carbono ainda é tímido, mas presente no Brasil. No Paraná, existe o exemplo do Programa de Desmatamento Evitado da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

Algumas iniciativas isoladas e independentes também se destacam, como a RPPN Serra do Lucindo, de Santa Catarina, que através de uma parceria com a ONG espanhola Acciónatura realizou o inventário de carbono dos seus 316 hectares e pode vender as cotas de neutralização de emissões resultantes.

O ICMS Ecológico, um instrumento que beneficia os municípios com grandes áreas de conservação, é uma forma consistente de incentivo às RPPNs, porém poucos estados e municípios aprovaram suas legislações, entre eles Paraná e Minas Gerais.

“Existe na lei a possibilidade de que parte do recurso que vai para a prefeitura possa ser direcionado para o proprietário de uma RPPN. Em cada município há necessidade de os vereadores aprovarem uma lei para tal. Há municípios no Paraná onde metade da receita vem de ICMS Ecológico. O recurso pode ser repassado ao proprietário diretamente ou indiretamente, por exemplo, fazendo benfeitorias no entorno da RPPN”, explicou Ferretti.

Devido a toda esta colcha de retalhos, é essencial que o interessado na criação da sua reserva analise bem qual a instância – federal, estadual ou municipal.

“Por exemplo, os municípios de Curitiba e São Paulo têm RPPN Municipal, com alguns benefícios estabelecidos. Em Curitiba, o proprietário de RPPN tem o direito de negociar parte do potencial construtivo do imóvel com construtoras que vão usar este índice em outras regiões estabelecidas no Plano Diretor como prioritárias para tal. São Paulo vai na mesma linha, mas são poucos os municípios que têm estas leis.”

“No caso do ICMS Ecológico, o Instituto Ambiental do Paraná quando avaliado pontua mais as RPPNs estaduais do que federais. Isso não é muito interessante, afinal todas são RPPNs. Portanto, é essencial avaliar a instância de criação”, conclui Ferretti.

Ainda falta muita organização nos diversos níveis federativos para que o estímulo à proteção de áreas naturais seja real e efetivo, porém as alternativas existem e já auxiliam muitos proprietários de RRPN ao redor do Brasil.

“Hoje, em geral, há ainda muito pouco beneficio perto do que poderia ter, o que se divulga muito é a isenção de ITR, mas esse imposto é baixo, então na maior parte das vezes acaba não sendo um grande incentivo. Além disso, existem outros incentivos na legislação que nem sempre são cumpridos, como a priorização para créditos agrícolas. Muitas vezes o próprio Banco do Brasil, o agente financiador, nem sabe que isto está na Lei. Então é importante utilizar e conhecer os benefícios que estão dentro da lei e demandar do poder público que sejam realmente oferecidos”, enfatiza Ferretti.

ICMBio aprova Plano de Manejo da RPPN Serra do Lucindo

ICMBio aprova Plano de Manejo da RPPN Serra do Lucindo

ICMBio aprova Plano de Manejo da RPPN Serra do Lucindo

Conservar a diversidade biológica e os recursos naturais da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo, possibilitando a realização de pesquisa científica e visitação com objetivo educacional, é o objetivo geral definido no seu plano de manejo, aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através da Portaria nº 80, de 05 de julho de 2012.

A RPPN Serra do Lucindo é a primeira Unidade de Conservação oficialmente criada do município de Bela Vista do Toldo (SC). Responsável pela conservação de 316,05 ha da Mata Atlântica, a área pertence à Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi).

O plano de manejo foi elaborado durante o período de janeiro a dezembro de 2011, por uma equipe qualificada em diversas áreas de conhecimento, formada por técnicos da Apremavi e colaboradores.

A elaboração do documento contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Bela Vista do Toldo, da Associação de Proprietários de RPPNs de Santa Catarina e apoio financeiro do Programa de Incentivos as RPPNs da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy.

A área da RPPN é constituída por florestas primárias pouco exploradas, e secundárias em diferentes estágios de regeneração e apresenta espécies ameaçadas de extinção como o pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia) e a imbuia (Ocotea Porosa), e diversas espécies raras e endêmicas da Floresta Ombrófila Mista.

A RPPN Serra do Lucindo conta com uma avifauna muito rica e muito específica, característica de áreas não perturbadas. O papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea) e a araponga (Procnias nudicollis) são algumas das espécies identificadas, assim como 02 novos registros para o Estado de Santa Catarina, o peixe-frito-verdadeiro (Dromococcyx phasianellus) e da coruja-do-mato (Strix virgata).

Além de conservar um importante remanescente de floresta, a RPPN Serra do Lucindo preserva um importante marco histórico da região. A “Trilha do Monge” ou “Trilha das Onze Voltas”, marca a passagem do Monge João Maria pela região, bem como a crença e a fé que os moradores ainda mantém. Através deste exemplo é possível observar que a conservação da natureza pode auxiliar também na preservação histórico cultural das populações.

A RPPN Serra do Lucindo conta com uma sede que já está mobiliada e que serve como centro de referência e abrigo para pesquisadores e demais interessados em contribuir com a implantação do Plano de Manejo desta Unidade de Conservação.

A Apremavi agradece a todas as pessoas que participaram e contribuíram com a elaboração do Plano de Manejo da RPN Serra do Lucindo, especialmente aos financiadores do projeto, às instituições parceiras, aos pesquisadores e aos moradores do entorno da RPPN.

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Salvando o papagaio-de-peito-roxo

Não faz muito tempo que os papagaios-de-peito-roxo (Amazona vinacea) cruzavam os ares de nossas matas em bandos calculados em dezenas de exemplares. Essas inteligentes aves vivem em grupo. Alimentam-se de frutos, folhas, sementes e flores, contribuindo na dispersão de uma grande variedade de sementes. Podem viver até 30 anos.

O papagaio-de-peito-roxo é uma espécie endêmica da Mata Atlântica, e prefere florestas e campos onde ocorre a araucária. O pinhão é um dos alimentos consumidos por esse papagaio!

Mas as coisas mudaram muito nos últimos anos. A caça para o comércio ilegal de animais silvestres, o desmatamento e a coleta exagerada de pinhão são alguns dos motivos que levaram ao desaparecimento dessa incrível ave de grande parte das regiões que habitava. A espécie se tornou ameaçada de extinção no Brasil e no mundo.

Mas existe um projeto para reintroduzir o papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias, situado em Passos Maia e Ponte Serrada (SC), local onde essa espécie foi extinta! Este projeto coloca em prática ações previstas no Plano de Manejo do Parque, elaborado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) com anuência do ICMBio e apoio do PDA Mata Atlântica e contribui para o conhecimento desta Unidade de Conservação.

Iniciado em 2010 com a soltura e monitoramento de um lote de 13 animais na região, o projeto traz novidades para o segundo semestre. Um novo lote de 34 papagaios já passou por mais de 20 exames clínicos e laboratoriais e estão nos últimos estágios da preparação comportamental pré-soltura, onde estão sendo treinados à procurar alimentos naturais, evitar humanos e voar diariamente. Todos os animais possuem anilhas metálicas do  Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres e rádio-colares que auxiliam a identificação e o monitoramento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e do Espaço Silvestre-Instituto Carijós. A soltura está prevista para o segundo semestre de 2012.

A ajuda de toda a comunidade é fundamental para que os papagaios sobrevivam e possam se reproduzir e formar uma nova população! Assim o papagaio-de-peito-roxo poderá ser considerado parte integrante do Parque novamente!

Caso encontre um papagaio-de-peito-roxo:

Não ofereça comida. Eles estão aptos à procurarem seus próprios alimentos.
Evite contato direto com o animal.
Se possível fotografe, anote a data e o local e entre em contato com a equipe do Parque e os pesquisadores do projeto: Juliano Rodrigues Oliveira juliano.oliveira@icmbio.gov.br, (46) 3262-5099, Palmas (PR); Vanessa T. Kanaan vanessakanaan@gmail.com, (48) 8424-8590, Florianópolis (SC).

Lembre-se que é crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, ter a posse ou manter em cativeiro espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.

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REVIS dos Campos de Palmas elabora seu Plano de Manejo

O Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) dos Campos de Palmas é uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral, situada nos municípios de Palmas e General Carneiro (PR), criada em 2006, abrangendo uma área de 16.582 hectares.

A elaboração do seu Plano de Manejo (PM) iniciou em abril de 2012, com previsão de finalização em julho de 2013. Este será o primeiro Plano de Manejo de um Refúgio de Vida Silvestre federal, demonstrando o empenho de toda a equipe envolvida para o efetivo planejamento e implementação desta UC.

Como parte das atividades de elaboração do PM, nos dias 09 a 13 de abril de 2012, foi realizada a Primeira Reunião Técnica entre a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de Palmas e Brasília (DF), empresa de consultoria contratada e representante dos proprietários de áreas, com o objetivo de organizar o planejamento para a elaboração do PM.

Os trabalhos de campo referentes aos dados socioeconômicos foram realizados de 11 a 21 de junho de 2012, envolvendo o diagnóstico da área e reuniões abertas com as comunidades dos assentamentos Colina Verde e Recanto Bonito, e proprietários do entorno e interior da UC.

Outro importante evento foi a Oficina de Planejamento Participativo (OPP), realizada em Palmas nos dias 26 e 27 de junho de 2012. O evento reuniu representantes do conselho, proprietários e demais representantes de entidades governamentais e da sociedade civil interessadas em contribuir com o planejamento da UC.

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) participa do conselho consultivo do REVIS e esteve representada na OPP pelo técnico ambiental Marcos Alexandre Danieli. Além da participação no conselho, outras ações vem sendo desenvolvidas pela Apremavi no apoio à implementação desta UC, como as atividades do projeto de Gestão Participativa em UCs, focadas no fortalecimento de seu conselho e apoio à elaboração do Plano de Manejo.

No âmbito do conselho consultivo do REVIS, a Apremavi também participa da Câmara Técnica (CT) sobre o Uso do Fogo em Campos, que tem por objetivo discutir e propor ações a esta atividade adotada nas propriedades inseridas na UC, considerando a categoria de manejo. A primeira reunião desta CT será realizada no dia 11 de julho de 2012, na sede do ICMBio em Palmas, e além dos conselheiros que a integram, contará com a apoio técnico e científico de pesquisadores externos com amplo conhecimento no tema.

Segundo a equipe do REVIS, o “Refúgio de Vida Silvestre” é uma categoria complexa de Unidade de Conservação. Ela tem, basicamente, a missão de conciliar a proteção integral do ambiente no interior de propriedades privadas que possuem atividades econômicas diversas – sendo este o grande desafio da gestão do REVIS dos Campos de Palmas.

Veja outras informações no blog do REVIS

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FLONA de Chapecó resgata sua história

Vamos fazer um Fogo de Chão,
com mateada e pinhão…
Pra ouvir dos mais antigos
as histórias da FLONA de Chapecó,
a intenção de seu começo
e desenvolvimento na região
Prá fechar, um carreteiro…
Contamos com sua participação!

O convite acima resume o sentimento do encontro promovido pela gestão da Floresta Nacional (FLONA) de Chapecó, neste dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

O encontro foi realizado na sede desta Unidade de
Conservação (UC), em Guatambu (SC), e teve como objetivo reunir seu conselho consultivo, moradores da comunidade e funcionários mais antigos, proporcionando um momento de integração e aproximação com a história da FLONA, contada por quem ajudou a construí-la.

Entre conversas e contação de histórias, em volta de um Fogo de Chão acompanhado de pinhão e chimarrão, em referência à cultura local e para amenizar o frio, os participantes puderam “viver e reviver” a história da FLONA em seus momentos iniciais, a partir de “causos” contados pelos Srs. Oscar Ribeiro de Melo, José Celias Vaz, e Alcides Machado da Silva, primeiros funcionários da FLONA, e Sr. Onório Heuko e João Chaves que trabalham na área desde a criação da FLONA, em 1968, e tem profundo conhecimento desta.

Dentre as histórias, contaram sobre o período em que parte da mata nativa existente na área foi cortada para dar lugar aos plantios experimentais de pinus, eucalipto e araucária, por motivação governamental em testá-los sob diferentes condições de cultivo, pois na época (década de 1960), quando a área passou pela administração do Instituto Nacional do Pinho (INP) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), havia a intenção e preocupação com o abastecimento florestal do país.

Relataram que nesta época, o desenvolvimento e instalação das serrarias na região intensificou significativamente a exploração da madeira disponível na mata nativa, com destaque para o pinheiro brasileiro (araucária), que então poderia ser processada, gerando a necessidade de desenvolver espécies de rápido crescimento, num contexto de crescente demanda por madeira, identificando um vínculo com a questão ambiental para FLONA à época.

Partilharam que a produção desenvolvida na FLONA não foi só dos plantios para produção de madeira, mas também a produção de mudas que abastecia a própria FLONA e o mercado da região, e, em alguns períodos a produção de erva mate.

Os plantios de pinus ainda podem ser vistos na FLONA, como os localizados às margens da rodovia SC 283, em sua entrada principal. É importante, contudo, o entendimento de que a existência dessas espécies exóticas na UC está relacionada ao seu contexto histórico, e que atualmente, a FLONA possui outros objetivos, pautados no uso múltiplo dos recursos florestais, na pesquisa científica, com ênfase em métodos de manejo florestal sustentável, além do fomento à educação ambiental e ao uso público.

Esses relatos em roda de conversas, além de outras entrevistas realizadas no dia, foram registrados e farão parte do vídeo que está sendo produzido para contar um pouco da história desta UC, de suas características gerais e importância para a região. O vídeo está sendo produzido pela Sombrero Filmes, no âmbito do projeto de Gestão Participativa em UCs, conduzido pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), tendo como objetivo a divulgação da FLONA para a sociedade em geral, especialmente aos moradores das comunidades vizinhas, escolas e demais pessoas que possuem relação com a UC.

O encontro promovido entrou para a história da FLONA e certamente para as pessoas que participaram do evento, representando a intenção da gestão desta UC em valorizar a história desta área, das pessoas que fizeram parte de sua história e da disponibilidade em ser parceira dos moradores da região onde se insere.

Para Fabiana Bertoncini, gestora da FLONA de Chapecó, a ideia da realização do evento se fundou na oportunidade imperdível que representa a disposição de servidores que acompanharam a FLONA desde o seu início, para socializar suas experiências e vivências, diante dos mais de 50 anos da UC. O Conselho Gestor da FLONA, na busca do entendimento do legado existente na UC e das perspectivas de sua gestão, demandou este entendimento do histórico.

Destaca ainda que o evento possibilitou de maneira fácil e agradável esta apropriação da história, o entendimento de sua missão/vocação desenvolvida ao longo do tempo, frente a diversos contextos políticos e mesmo históricos. O resgate e a valorização da história oral da FLONA nos dá este sentido de realidade dinâmica, não a partir da renegação do passado, mas de sua incorporação num processo de desenvolvimento contínuo de adaptação e aprimoramento diante das mudanças da sociedade e do ambiente.  Esta história partilhada se constitui em bagagem que não representa um fardo, mas sim experiência que nos habilita ao presente e futuro.   

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Parque Nacional das Araucárias renovará seu conselho

Parque Nacional das Araucárias renovará seu conselho

Parque Nacional das Araucárias renovará seu conselho

O Parque Nacional (PARNA) das Araucárias, situado nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada (SC), é uma Unidade de Conservação (UC) criada através do Decreto Federal de 19 de outubro de 2005, abrangendo uma área aproximada de 12.841 hectares.

Esta UC tem como principal objetivo a preservação de importantes remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucárias) e toda a biodiversidade que nela existe, bem como de seus recursos hídricos, que formam a Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó, proporcionando assim, espaço para o desenvolvimento de pesquisas científicas, atividades de educação ambiental, turismo ecológico e o contato direto com a natureza.

O PARNA das Araucárias conta com um conselho consultivo, criado com o objetivo de auxiliá-lo no alcance de seus objetivos. Este conselho é formado por entidades governamentais e da sociedade civil, sendo realizadas três reuniões ordinárias por ano, e extraordinárias sempre que solicitadas, de acordo com seu regimento interno.

Atualmente, encontra-se aberto o processo de renovação do conselho do Parque, no período de 01/05/2012 a 13/07/2012.

Como parte deste processo de renovação, nos dias 09 e 10 de maio de 2012, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveram reuniões com as comunidades vizinhas ao Parque Nacional das Araucárias, para falar sobre este processo de renovação do conselho, bem como, socializar informações sobre a gestão do Parque e esclarecer as dúvidas dos proprietários.

Participaram das reuniões proprietários e moradores das comunidades Santo Antonio, Rio do Poço e assentamentos Conquista dos Palmares, Sapateiro, Zumbi dos Palmares e 29 de Junho, de Passos Maia, e comunidade Granja Berté e Linha Caratuva, de Ponte Serrada.

No convite para participar do processo de renovação do conselho, alguns moradores demonstraram interesse em representar as comunidades, assumindo uma importante responsabilidade, de servir de elo de ligação entre a UC e seu grupo ou entidade de representação.

Desta forma, a Apremavi e o ICMBio convidam as instituições já integrantes do conselho a manifestarem continuidade ou desligamento deste espaço, assim como, convidam demais instituições da sociedade civil, representantes comunitários, dos proprietários de imóveis inseridos na UC e entidades governamentais interessadas e que tenham relação com o Parque a se manifestarem formalmente até o dia 13 de julho de 2012, com Ricardo Castelli Vieira (ICMBio), ricardo.vieira@icmbio.gov.br / (48) 3282-9002; ou Marcos Alexandre Danieli (Apremavi), marcos@apremavi.org.br / (49) 8834-8397.

Os representantes das entidades interessadas em integrar o conselho serão convidados a participar da oficina de renovação do conselho, em data e local a serem comunicados, sendo necessário o comprometimento e participação destes nas diversas atividades relacionadas ao conselho e Parque.

Autor: Marcos Alexandre Danieli.
Contribuição: Edilaine Dick e Alanza Mara Zanini.

Conselheiros do PE das Araucárias participam de capacitação

No dia 15 de maio de 2012, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) promoveu Oficina de Capacitação do Conselho Consultivo do Parque Estadual (PE) das Araucárias, na Câmara de Vereadores de São Domingos (SC).

O evento reuniu 31 pessoas, entre eles, conselheiros e gestores do Parque, equipe da Apremavi e outros convidados. A oficina teve como objetivo nivelar o conhecimento dos conselheiros sobre o papel do conselho e do conselheiro na gestão dessa Unidade de Conservação (UC).

Inicialmente, Marcos A. Danieli, Técnico Ambiental da Apremavi, apresentou o contexto do projeto de Gestão Participativa que está sendo conduzido pela Apremavi, falando sobre as atividades que envolveram o PE das Araucárias até o momento, tais como o processo de renovação do conselho consultivo.

Na sequência da manhã, foram esclarecidas dúvidas dos conselheiros sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e o PE das Araucárias. Marcelo Limont, moderador do evento, falou sobre o conceito de UC, Plano de Manejo, Zona de Amortecimento, dentre outros aspectos do SNUC. Em seguida, a chefe do PE das Araucárias, Patrícia M. Soliani, apresentou o contexto do Parque, esclarecendo dúvidas dos conselheiros, relacionadas principalmente ao funcionamento e estrutura da UC. Em seguida foram realizados trabalhos em grupo sobre o conselho gestor e o papel do conselheiro, visando propiciar um momento de reflexão sobre o espaço em que atuam e perceber o que pode ser melhorado no conselho.

À tarde houve a socialização dos trabalhos em grupo e foram apresentadas as principais ferramentas do conselho, como regimento interno, secretaria executiva, plano de manejo, câmaras técnicas, grupos de trabalho, entre outros. Logo depois, a apresentação ficou por conta de Rafael Goidanich Costa e Angelo Milani, envolvidos no grupo de apoio à gestão do PE das Araucárias, o GRIMPEIRO. Rafael falou sobre o processo de criação e formação do grupo, enquanto Angelo, presidente do GRIMPEIRO, apresentou a equipe, missão, objetivos, projetos previstos e atuação desta entidade.  

Segundo a gestora do Parque, Patrícia M. Soliani, a renovação do conselho consultivo do PE das Araucárias fortalece, e muito, a gestão desta UC. A consolidação deste conselho, através da participação das instituições envolvidas, cria condições para a real democratização dos processos decisórios na gestão deste patrimônio natural. Acrescenta ainda, que tudo isto acontece num momento bastante importante para a continuidade das ações de implantação do Parque, renovando também as perspectivas e esperanças de que esta Unidade de Conservação, muito brevemente estará cumprindo com grande parte de seus objetivos de criação.

Fotos de Marcos A. Danieli

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Apremavi promove visita à região do Parque Nacional das Araucárias

No dia 11 de maio de 2011, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) promoveu a visita do conselho consultivo do Parque Estadual (PE) Fritz Plaumann à região do Parque Nacional (PARNA) das Araucárias, situado nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada.

A visita teve como objetivo promover a aproximação entre Unidades de Conservação (UCs), a partir do conhecimento das características gerais do Parque Nacional das Araucárias e sua zona de amortecimento, ação prevista no projeto de Gestão Participativa que está sendo desenvolvido pela Apremavi.

O Parque Nacional das Araucárias foi criado em outubro de 2005 e seu Plano de Manejo e Conselho Consultivo oficializados em 2010. Contudo, o parque ainda não está aberto à visitação, pois ainda não foi realizada a devida indenização da área. A visita em questão, de caráter educacional, foi realizada a partir de contatos aos proprietários de áreas situadas no interior do parque e lideranças locais.

O evento contou com a participação de conselheiros do PE Fritz Plaumann, equipe da Apremavi, representantes do Projeto Filó e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão da UC. Outra convidada inesperada foi a chuva, que acompanhou todo o trajeto e não permitiu a visita ao interior do Parque.

Os visitantes foram recepcionados em Ponte Serrada com um café colonial. Na sequência, Edilaine Dick, da Apremavi, e Antonio de Almeida Correia Jr, do ICMBio, deram as boas vindas e apresentaram os objetivos da visita e o contexto da UC, numa fala enriquecida com o vídeo “O Parque Nacional das Araucárias e a Estação Ecológica Mata Preta”, passado aos participantes contando um pouco da história da UC.

A visita iniciou na comunidade Linha Caratuva, em Ponte Serrada, área que integra a Zona de Amortecimento do Parque. Neste local pode-se ter uma vista do Parque, e discutiu-se principalmente os impactos que os javalis estão causando na área a UC e aos cultivos agrícolas dos moradores das comunidades vizinhas.

Em seguida, o grupo foi recepcionado pelo Sr. Amarildo Zanchett e sua esposa Neuza C. Zanchett, agricultores de Passos Maia que compartilharam suas histórias de vida, relação com a região e sobre a diversidade de produtos de sua propriedade, que abastecem a merenda escolar, moradores da região e a Casa Colonial deste município, a partir da Associação de Agricultores e Produtores Familiares de Passos Maia.

O almoço foi servido pela Associação Amigos do Cavalo, de Passos Maia. O Sr. José Arcari, representando a associação, contou a história de formação da entidade e ressaltou a importância da amizade e companheirismo entre os associados para a garantia de sua existência e continuidade.

À tarde, a visita prosseguiu com a visita ao centro de Passos Maia, especialmente a Praça Municipal e a Igreja São Jorge, toda construída em madeira, finalizando com a visita à Casa Colonial de Passos Maia, que comercializa diversos produtos dos agricultores do município.

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Apremavi promove reuniões comunitárias sobre UCs

Em abril de 2012 várias reuniões comunitárias e eventos com os conselhos de Unidades de Conservação foram promovidos pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação de Meio Ambiente (FATMA). São atividades previstas no projeto de Gestão Participativa conduzido pela Apremavi, bem como, ações demandadas pelos conselheiros nos planos de trabalho construídos durante as oficinas de capacitação dos conselhos envolvidos. Tais atividades fazem parte da etapa de enriquecimento prático do projeto, onde algumas ações previstas nos planos voltados ao fortalecimento dos conselhos serão implementadas com apoio da Apremavi.

As reuniões tiveram por objetivo discutir questões gerais relacionadas à Estação Ecológica da Mata Preta, Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, Parque Estadual das Araucárias e Parque Estadual Fritz Plaumann. Especialmente, focaram na aproximação das UCs com as comunidades vizinhas, na socialização de informações, no aprofundamento do conhecimento sobre Plano de Manejo e no destaque à importância dos conselhos de UCs.

Estação Ecológica (ESEC) da Mata Preta
No dia 17 de abril, na Câmara de Vereadores de Abelardo Luz, foi realizada Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo da ESEC da Mata Preta, tendo como objetivo a apresentação dos resultados finais do Plano de Ação para Conservação (PCA) da ESEC. O PCA foi elaborado pela Apremavi em parceria com a empresa de consultoria ambiental Cinco Reinos – Pesquisa e Serviços Ambientais, visando indicar as prioridades de conservação, as ameaças e estratégias para a conservação. O documento foi construído em conjunto com diversos atores de Abelardo Luz (SC) e Clevelândia (PR), a partir de reuniões abertas junto às comunidades vizinhas à ESEC e conversas com instituições atuantes na região.

Além da apresentação do PCA da ESEC da Mata Preta ao conselho, foram realizadas reuniões para apresentação dos resultados às comunitárias ouvidas durante a elaboração do documento, localizadas na zona de amortecimento da UC. No dia 23 de abril a reunião foi no Pavilhão da Comunidade Barro Preto, em Abelardo Luz, reunindo 14 participantes, e no dia 24 no Pavilhão da Comunidade Rincão Torcido, em Clevelândia, PR, com a presença de 35 pessoas.

Desta forma, a partir destes eventos, foram socializados os resultados do PCA da ESEC da Mata Preta às pessoas que contribuíram com a elaboração deste documento, as quais podem ser importantes parceiras na implementação das estratégias de conservação elencadas.

Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) dos Campos de Palmas
No dia 19 de abril foram realizadas reuniões comunitárias com o assentamento Colina Verde e Recanto Bonito, situados no município de General Carneiro (PR), próximos do REVIS, reunindo 28 e 42 moradores, respectivamente.

Estas reuniões foram demandadas durante a oficina de capacitação do conselho do REVIS, realizada em dezembro de 2011, com o objetivo de aproximar estes assentamentos da unidade e do conselho, visando o fortalecimento deste espaço.

Foi criado um importante momento de diálogo, socializando informações sobre o REVIS e esclarecendo as dúvidas dos moradores. Ao final das reuniões, os moradores indicaram algumas pessoas para representar os assentamentos no conselho do REVIS, em cadeiras já existentes, as quais participaram da 3º reunião ordinária deste conselho, realizada no dia 24 de abril, em Palmas (PR).

Nesta reunião foram atendidas outras demandas das oficinas de capacitação, pautadas no nivelamento de informações sobre o REVIS (importância e legislação associada) e construção da missão do conselho, sobre a coordenação do ICMBio e Apremavi, representada por Edilaine Dick.

Parque Estadual das Araucárias
O conselho consultivo do PE das Araucárias foi renovado em março de 2012.  Como encaminhamento desta reunião foram demandadas reuniões com outras comunidades próximas da UC, visando abranger as diferentes representações comunitárias da região e qualificar a estrutura do conselho.

Desta forma, no dia 25 de abril foi realizada reunião na comunidade Nova Limeira, em São Domingos (SC) e na Comunidade Linha Divino, em Galvão (SC), reunindo 12 e 15 moradores, respectivamente. As reuniões propiciaram a aproximação dos moradores com a gestão do Parque, onde puderam ser esclarecidas dúvidas em relação a esta área. Ao final da reunião fez-se o convite às duas comunidades para participarem do conselho, o qual foi aceito, e seguiu-se com a indicação das pessoas que vão representar tais comunidades no conselho.

Com o conselho renovado, será realizada a oficina de capacitação do conselho consultivo do PE das Araucárias, onde serão aprofundados temas gerais relacionados ao papel do conselho e do conselheiro na gestão da UC, enquanto espaço de diálogo e formação continuada.

Parque Estadual Fritz Plaumann
No dia 26 de abril a Apremavi promoveu oficina com o conselho consultivo do PE Fritz Plaumann, na sede desta UC em Concórdia. Esta oficina foi demandada em dezembro de 2011, durante a capacitação do conselho do PE Fritz Plaumann, e teve como objetivo principal nivelar conceitualmente o que é um Plano de Manejo (PM) e demonstrar as possibilidades de envolvimento do conselho no processo de revisão do PM do PE Fritz Plaumann.

Marcos Alexandre Danieli, da Apremavi, apresentou o que é um plano de manejo, qual o papel do conselho em sua elaboração e implementação, mencionando também como foi o a elaboração do Plano de Manejo do Parque Nacional das Araucárias, processo conduzido pela Apremavi.

Na sequência, Eduardo Hermes Silva, da Caipora – Cooperativa para Conservação da Natureza, apresentou informações sobre o projeto aprovado junto ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO, que focará na revisão do Plano de Manejo do PE Fritz Plaumann e no fortalecimento de seus mecanismos de gestão.

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