14/05/2014 | Notícias, RPPN Serra do Lucindo
RPPN Serra do Lucindo é cenário para reunião do Projeto Araucária
Caminhar pela trilha Das Onze Voltas, desfrutando das belezas cênicas que a RPPN Serra do Lucindo oferece, foi uma das dinâmicas de integração, do evento para técnicos da Apremavi, realizado de 07 a 09 de maio de 2014, em Bela Vista do Toldo (SC).
O animado grupo percorreu oito, dos catorze km de percurso da trilha. O caminho tem um importante enfoque cultural, histórico e religioso na comunidade. Relatos indicam que o mesmo foi utilizado pelo Monge João Maria durante a Guerra do Contestado. Todos os anos no dia 01 de maio, romeiros sobem até o topo da serra, para celebrar aos pés da cruz de cedro e beber água da fonte. Em 2014, 87 pessoas fizeram o percurso.
O evento realizado na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo teve como objetivo a integração entre os técnicos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), para a socialização de resultados, avaliação e planejamento das atividades previstas no Projeto Araucária. Técnicos do Programa Matas Legais do Paraná também participaram do evento, proporcionando também a troca de experiências entre projetos.
Durante o encontro, os técnicos tiveram como tarefa apresentar dinâmicas de grupo que podem ser realizadas nas atividades previstas no projeto, especialmente nas atividades de educação ambiental, cursos e seminários.
Uma das dinâmicas apresentadas foi uma espécie de Amigo Secreto ambiental chamada de Ambiente de Presente, onde o presente não tinha nada de tradicional,. Durante a trilha, cada participante teve que observar uma paisagem ou detalhe, que foi entregue sob a forma de um desenho, ao respectivo amigo ao final do encontro.
Outra atividade do evento foi a apresentação de resultados do Projeto Araucária pelas equipes de trabalho das regiões Oeste e Alto Vale do Itajaí. Ficou constatado que o projeto está tendo resultado positivo, realizando com sucesso as suas atividades. Existe uma grande demanda de agricultores das duas regiões em fazer parte do projeto, assim houve a necessidade de se discutir as metas e o planejamento de trabalho para os próximos meses.
Para finalizar as atividades, num momento de confraternização, houve o sorteio de livros e produtos artesanais oriundos de alguns dos 13 municípios que o projeto atende. Os vizinhos da RPPN, Dona Iraci e Seu João, participaram da confraternização.
O Projeto Araucária iniciado em 2013 é executado pela Apremavi e tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e apoio do Governo Federal.
O Programa Matas Legais é realizado em parceria com a Klabin nos estados de Santa Catarina e Paraná desde o ano de 2005.
A RPPN Serra do Lucindo é de propriedade da Apremavi, tem 316 hectares, tendo sido criada no ano de 2010.
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Autoras: Edilaine Dick, Marluci Pozzan e Miriam Prochnow.
13/05/2014 | Guia de Espécies, Nativas da Mata Atlântica, Para fauna, Para paisagismo, Para restauração, Secundárias
Feijoa, a nossa goiaba-da-serra
A goiaba-da-serra, também conhecida como feijoa, goiaba-serrana, goiaba-crioula ou araçá-do-rio-grande é uma frutífera nativa da Mata Atlântica do Sul do Brasil, encontrada na floresta com araucárias. Suporta bem o frio, sendo uma espécie importante para plantios de restauração.
A goiaba-da-serra tem formato arbustivo, com altura variando de 2 a 5 metros de altura, o que facilita a colheita dos frutos. Seu fruto verde possui casca bastante espessa e em geral é consumido in natura e de “colherinha” como se diz na região meio oeste de Santa Catarina. O fruto doce-acidulado e com excelente aroma também serve para a produção de sucos, geleias e sorvetes.
As flores da goiaba-da-serra são muito vistosas, com pétalas
carnudas e estames vermelhos. As pétalas das flores podem ser utilizadas em saladas. Como são muito saborosas são bastante apreciadas pelas aves, que funcionam como polinizadores da planta. Ao se “sujarem” de pólem acabam levando o pólem de uma planta para outra. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chegaram a observar nove espécies de pássaros se alimentando em um único pé de goiaba-da-serra, em Gramado (RS), entre eles o sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca) e a saíra-preciosa (Tangara preciosa). O sanhaço foi avistado alimentando os filhotes no ninho com os pedacinhos de pétalas.
As flores vistosas fazem com que a espécie seja muito usada para ornamentação. A goiaba-da-serra também tem sido apontada como uma espécie de grande potencial ecológico, exatamente por ser muito atrativa à avifauna.
Apesar de ser nativa do Brasil, as raras frutas que podem ser encontradas nos mercados, são normalmente provenientes de plantações feitas na Colômbia. Mesmo tendo um enorme potencial econômico, os plantios para fins comercias no Brasil ainda são raros, por conta da fragilidade do fruto, cuja armazenagem não pode ultrapassar de 2 a 3 semanas, e pelo fato da espécie ainda não estar completamente domesticada.
O viveiro Jardim das Florestas da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) produz mudas de goiaba-da-serra para serem utilizadas em projetos de recuperação de áreas e paisagismo. Um dos projetos executados pela Apremavi que utiliza essa espécie é o Projeto Araucária, patrocinado pela Petrobras.

Sanhaçu de encontro azul (Thrapis cyaniptera), um dos apreciadores da goiaba-da-serra. Foto: Acervo Apremavi.
Goiaba-da-serra
Nome científico: Acca sellowiana (O. Berg.) Burret.
Família: Myrtaceae.
Utilização: Madeira utilizada para lenha e obras em geral. Seus frutos são comestíveis e podem ser transformados em geleias, sucos, doces, etc. Muitos animais se alimentam desta espécie que pode também ser utilizada para o paisagismo urbano.
Coleta de sementes: Diretamente da árvore quando começa a queda espontânea dos frutos.
Fruto: O fruto é classificado como um pseudofruto do tipo pomo, casca verde, baga com formato oblongo, polpa cor gelo, tem diâmetro de 3 a 5 cm.
Frutificação: Fevereiro a Maio.
Flor: Vermelha com branco
Crescimento da muda: Médio.
Germinação: Normal.
Plantio: Mata ciliar, área aberta.
Autora: Marluci Pozzan.
Colaboração: Edilaine Dick e Miriam Prochnow.
Fontes Consultadas:
AMARANTE, C .V. T.; SANTOS, K. L. Goiabeira-serrana (Acca sellowiana). Rev. Bras. Frutic. vol.33 no.1 Jaboticabal Mar. 2011.
BARNI, E.J.; DUCROQUET, J.P.; SILVA, M.C.; NETO, R.B.; PRESSER, R.F.Potencial de mercado para goiabeira-serrana catarinense. Florianópolis: Epagri, 2004. 48p. (Documento, 212).
DEGENHARDT, J. et al. Morfologia floral da goiabeira serrana (feijoa sellowiana) e suas implicações na polinização. Rev. Bras. Frutic. vol.23 no.3 Jaboticabal Dec. 2001.
LORENZI, H. Eugenia uniflora L. In: LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. p. 254.
MONDIN, C. A., EGGERS, L. FERREIRA, P. M. A. (Org). Catálogo ilustrado de plantas – espécies ornamentais da PUCRS. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010.
PROCHNOW, M. (Org.). No Jardim das Florestas. Rio do Sul. Apremavi: 2007.
QUADROS, K. E. et al. Estudo anatômico do crescimento do fruto em Acca sellowianaBerg. Rev. Bras. Frutic. vol.30 no.2 Jaboticabal June 2008.
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/biodiversa/feijoa-guardem-bem-este-nome/
06/05/2014 | Notícias
Neste mês de maio o novo Código Florestal completa dois anos. A sua aplicação pode promover a regularização de 5,2 milhões de imóveis rurais por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e efetivar a recuperação de áreas degradadas. Porém, a falta de implementação da nova Lei Florestal está prejudicando as empresas, os agricultores, a sociedade e o país.
Só no dia 5 de maio o governo publicou o Decreto que regulamenta o CAR e no dia 6 de maio a respectiva Instrução Normativa (textos em anexo). Resta saber se os textos estão adequados para a aplicação imediata e efetiva da nova Lei Florestal.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Associação das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove), não há como garantir a origem dos produtos do campo sem a regularização ambiental e isso faz com que o Brasil perca competitividade e mercado. O Diálogo Florestal também emitiu nota (vide box) pedindo urgência na implantação do Código Florestal e destacou que prazos e formas para regularização ambiental das propriedades rurais dependem da edição e implantação de instruções normativas federais, que podem também ser editadas por estados e municípios.
O maior problema dessa indefinição é que ela mantém vários setores em situação de irregularidade e insegurança jurídica. No Alto Vale do Itajaí podemos dizer que estamos numa situação privilegiada, por termos em andamento a iniciativa da Associação do Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) que já possui em funcionamento um sistema que permite que o CAR seja implementando. O sistema está apenas à espera do apoio das Câmaras de Vereadores da região, para operar com força total. É um exemplo de como o agronegócio, proprietários rurais, governos municipais e ambientalistas podem trabalhar em conjunto pelo bem comum.
Diálogo Florestal pede urgência na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
À semelhança de nota publicada em 31 de julho de 2013, o Diálogo Florestal, iniciativa que integra empresas do setor de base florestal e organizações socioambientalistas, manifesta novamente preocupação com o atraso na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e pede urgência na sua implementação.
Entendemos que o CAR é o instrumento básico para implantação da nova lei florestal e das políticas a ela relacionadas e sua implantação deve ser tratada como prioritária, por ser uma ferramenta fundamental para a regularização ambiental das propriedades rurais e à integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais. Por meio dele será possível planejar e regularizar os imóveis rurais para que produzam e ao mesmo tempo conservem a natureza, cumprindo sua função social/ambiental, prevista na Constituição. Além disso, será a base para o controle, monitoramento e planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
O conhecimento público da forma atual de ocupação do solo brasileiro é uma informação que beneficia diversos setores. Trata-se de uma informação necessária à orientação de políticas públicas, ao desenvolvimento das diversas regiões do país, além de ser estratégica para o setor privado, uma vez que garante o controle de sua cadeia de produção e fornecimento. É preocupante o fato de que passados quase dois anos da aprovação da nova lei florestal, o processo de implementação ainda não esteja concluído. Neste sentido, ao mesmo tempo em que o Diálogo Florestal vem a público externar novamente o seu compromisso em apoiar a implantação da nova lei florestal, em especial o CAR, através de ações a serem executadas por parte de suas organizações, solicitamos a implantação urgente e imediata da nova legislação e cumprimento dos prazos estabelecidos na lei 12.651/2012.
28 de abril de 2014.
Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal
Cenibra, CMPC (RS), Fibria, Klabin, Suzano Papel e Celulose, Amda, Apremavi, Conservação Internacional, Instituto BioAtlântica, The Nature Conservancy
O Espaço Apremavi é publicado quinzenalmente no Jornal Diário do Alto Vale.
29/04/2014 | Notícias
Faltando apenas um mês que a nova lei florestal complete dois anos de aprovação, as empresas e organizações socioambientalistas do Diálogo Florestal manifestam novamente preocupação com o fato do processo de sua implementação ainda não estar concluído. Em nota, as instituições que fazem parte do Diálogo pedem urgência na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Diálogo Florestal pede urgência na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
À semelhança de nota publicada em 31 de julho de 2013, o Diálogo Florestal, iniciativa que integra empresas do setor de base florestal e organizações socioambientalistas, manifesta novamente preocupação com o atraso na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e pede urgência na sua implementação.
Entendemos que o CAR é o instrumento básico para implantação da nova lei florestal e das políticas a ela relacionadas e sua implantação deve ser tratada como prioritária, por ser uma ferramenta fundamental para a regularização ambiental das propriedades rurais e à integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais.
Por meio dele será possível planejar e regularizar os imóveis rurais para que produzam e ao mesmo tempo conservem a natureza, cumprindo sua função social/ambiental, prevista na Constituição. Além disso, será a base para o controle, monitoramento e planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
O conhecimento público da forma atual de ocupação do solo brasileiro é uma informação que beneficia diversos setores. Trata-se de uma informação necessária à orientação de políticas públicas, ao desenvolvimento das diversas regiões do país, além de ser estratégica para o setor privado, uma vez que garante o controle de sua cadeia de produção e fornecimento. É preocupante o fato de que passados quase dois anos da aprovação da nova lei florestal, o processo de implementação ainda não esteja concluído.
Neste sentido, ao mesmo tempo em que o Diálogo Florestal vem a público externar novamente o seu compromisso em apoiar a implantação da nova lei florestal, em especial o CAR, através de ações a serem executadas por parte de suas organizações, solicitamos a implantação urgente e imediata da nova legislação e cumprimento dos prazos estabelecidos na lei 12.651/2012.
28 de abril de 2014.
Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal
Cenibra, CMPC (RS), Fibria, Klabin, Suzano Papel e Celulose, Amda, Apremavi, Conservação Internacional, Instituto BioAtlântica, The Nature Conservancy
Acesse aqui a nota emitida em 31 de julho de 2013.
29/04/2014 | Notícias
Um grupo de produtores florestais do Médio Rio Tibagi (PR), composto por 41 proprietários e 74 propriedades rurais, está prestes a obter o selo internacional do FSC. Eles tem o apoio da Klabin e a parceria do Programa Matas Legais. Será o primeiro grupo a ser certificado pelo FSC na Região Sul do Brasil. No total serão 6.900 hectares de área total certificada, com 3.600 hectares de efetivo plantio de eucaliptos e pínus. A certificação em grupo está sendo feita através do padrão de certificação SLIMF para florestas plantadas, que é um padrão apropriado para pequenas propriedades.
As propriedades estão distribuídas em oito municípios: Telêmaco Borba, Tibagi, Imbaú, Reserva, Ortigueira, Curiúva, Figueira e Ventania. A certificação permitirá ao grupo comercializar madeira com maior valor agregado e com as melhores práticas de manejo.
A auditoria do Imaflora para vistoriar as propriedades, com vistas a obtenção do selo, aconteceu de 24 a 28 de fevereiro de 2014. Os técnicos do Programa Matas Legais acompanharam a equipe do fomento florestal da Klabin e da Tree consultoria e os auditores do Imaflora, na visita às propriedades. O Matas Legais, programa da parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Klabin, que já atua na região desde 2008, vem trabalhando a adequação ambiental das propriedades, facilitando o processo de certificação.
Desde 2008 o Matas Legais já atendeu mais de 500 propriedades na região de Telêmaco Borba no Paraná. Emílio André Ribas, técnico do programa, comenta que 2013 foi uma ano de excelentes resultados: "fechamos o ano com 80.000 mudas de árvores nativas plantadas, correspondendo a 48ha de áreas degradadas em processo de restauração. isso é muito bom", conclui.
Para Ivone Namikawa, coordenadora de Sustentabilidade Florestal da Klabin, auxiliar o desenvolvimento de pequenos produtores nas regiões onde atuamos é um trabalho que a Klabin tem orgulho de desenvolver: ser uma das empresas responsáveis pelo auxílio à conquista da certificação FSC faz com que a companhia contribua para o desenvolvimento de um mercado de melhor valor agregado, ao mesmo tempo que tem participação ativa na melhoria da gestão da propriedade rural, com resultados ambientais e sociais significativos , afirma.
O padrão SLIMF é o resultado de um trabalho que foi realizado por empresas do setor de papel e celulose, FSC Brasil, WWF Brasil e Universidade Federal de Viçosa. O seu principal objetivo foi desenvolver o padrão para implantar o manejo adequado para plantios de pinus e eucalipto, simplificando o processo para pequenos produtores, facilitando o acesso a certificação FSC e estimulando a abertura de novos mercados.
Saiba mais acessando a matéria no site do FSC.
Vistoria de área plantada com eucalipto, área demarcada para restauração e remanescente nativo. Foto: Emília André Ribas.
23/04/2014 | Notícias
No dia 07 de abril de 2014 a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) participou em parceria com o Grupo de apoio à gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro) da 4ª Feira Agropecuária, Artesanal, Industrial e Comercial de São Domingos (FAIC), no município de São Domingos (SC).
No estande compartilhado entre as duas ONGs, o público teve acesso a informações sobre diversas atividades, entre elas o Projeto Araucária patrocinado pela Petrobras, e o projeto Gestão Participativa em Unidades de Conservação, financiado pelo Tropical Forest Conservation Act (TFCA), por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
A participação na feira propiciou o contato com vários proprietários rurais, moradores no entorno do Parque Estadual (PE) das Araucárias, interessados em participar do Projeto Araucária.
Os visitantes do estande receberam de presente mudas de espécies nativas, cedidas pela Apremavi e pela Universidade Comunitária da Região Oeste de Santa Catarina (Unochapecó).
O Prefeito Municipal de São Domingos, Alcimar de Oliveira, visitou o estande e recebeu uma camiseta do Grimpeiro. Na ocasião, a equipe da Apremavi teve a oportunidade de explicar em detalhes as atividades desenvolvidas no município.
23/04/2014 | Notícias
Através da parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), o Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro) e a Cooperativa dos Produtores de Mate e Ervas Medicinais (Coopamater), foram construídos dois viveiros para produção de mudas florestais nativas, nos municípios de São Domingos (SC) e Santa Terezinha (SC).
Cada viveiro terá capacidade para produzir 25.000 mudas/ano de diversas espécies nativas da Mata Atlântica, como a araucária, gabiroba, erva-mate, araçás, ipês, canelas, entre outras.
A construção desses viveiros faz parte das atividades do Projeto Araucária, que é desenvolvido pela Apremavi e patrocinado pela Petrobras. Para saber mais sobre o projeto, acesse aqui.
Cada viveiro conta com uma estufa com canteiros internos, sementeiras, canteiros externos, sistema de irrigação, além de galpão para armazenagem de materiais, enchimento das embalagens e repicagem das mudas.
As mudas produzidas serão utilizadas para o desenvolvimento das atividades previstas no projeto em 13 municípios de Santa Catarina, além de servir como apoio para a realização de atividades de educação ambiental.
Elcio Zavadniak, associado da Coopamater, comentou que acredita que o viveiro vai ser muito importante para o município e região: vai ser importante para a cooperativa, porque através do viveiro conseguiremos a implantação de mudas de erva mate, ervas medicinais e outras mudas nativas, destaca Elcio.
As orientações para a construção dos viveiros foram dadas pelo viveirista da Apremavi Luiz Esser, que contou com auxilio dos membros das organizações parceiras. Todos colocaram a mão na massa e auxiliaram na construção.
A manutenção dos viveiros e a produção das mudas será realizada pelo Grimpeiro e pela Coopamater e após o período de realização do Projeto Araucária Agosto de 2013 a Agosto de 2015 os viveiros serão doados as respectivas organizações, para que a comunidade possa continuar a fazer uso dos espaços.
A construção dos viveiro foi destaque na mídia. Confira a matéria veiculada na TV RIC MAIS, filiada da REDE Record: http://ricmais.com.br/sc/meio-dia-xanxere/videos/viveiro-florestal-inaugurado-em-sao-domingos-fornecera-gratuitamente-25-mil-mudas-nativas/
Fotos: Edilaine Dick e Marcos Alexandre Danieli
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Sobre o Grimpeiro
O Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro), com sede em São Domingos (SC) foi criado em 2011 com o objetivo de auxiliar na gestão do Parque Estadual (PE) das Araucárias.
O auxílio à gestão é feito através da realização de ações de educação ambiental, apoio à pesquisa científica e a integração da comunidade local com a unidade de conservação, entre outras ações.
A parceria da ONG com a Apremavi, através do Projeto Araucária, tem como obejtivo o apoio à mobilização dos moradores das comunidades vizinhas do PE das Araucárias e demais localidades de São Domingos, além de abrigar o viveiro de mudas nativas.
Sobre a Coopamater
A Cooperativa dos Produtores de Mate e Ervas Medicinais (Coopamater) com sede em Santa Terezinha (SC), conta com 28 cooperados. Foi criada em 2013 com a missão de apoiar o associativismo, o fortalecimento familiar com a participação de jovens e mulheres na decisão dos negócios, a agregação na geração da renda familiar e o estímulo às boas práticas na cultura da erva-mate e plantas medicinais.
Através do projeto Araucária está sendo realizado o planejamento ambiental das propriedades rurais das famílias associadas à cooperativa e a doação de mudas para a recuperação de áreas degradadas e implantação de sistemas agroflorestais.
22/04/2014 | Notícias
No dia 22 de abril é comemorado mundialmente o Dia da Terra. Uma oportuna ocasião para refletir sobre o que estamos fazendo para cuidar desse planeta que é a nossa casa. Apesar da recente descoberta do novo planeta que pode abrigar vida, o Kepler 186f, este novo planeta, primo da Terra está longe de poder ser habitado por nós seres humanos. Até porque ele fica a 500 anos luz de distância. Por isso precisamos cuidar muito bem do planeta onde vivemos. Um dos documentos mais importantes para nos orientar sobre o que podemos fazer é a Carta da Terra.
A Carta da Terra é uma espécie de código de ética planetário, semelhante à Declaração Universal dos Direitos Humanos, só que voltado à sustentabilidade, à paz e à justiça socioeconômica. Este documento nasceu para conscientizar as pessoas da necessidade de prestar atenção às ameaças que pesam sobre o planeta e sobre a necessidade de agirmos para cuidar da Terra.
Idealizada pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, em 1987, a Carta da Terra ganhou impulso na Rio/92, durante a Conferência Mundial de Meio Ambiente. O documento ficou pronto no ano 2000, foi traduzido para 40 idiomas e atualmente é apoiado por milhares organizações ao redor do mundo. A Carta contém 16 princípios básicos agrupados em quatro grandes tópicos: respeitar e cuidar da comunidade de vida; integridade ecológica; justiça social e econômica; democracia, violência e paz.
Uma forma de você colocar em prática os valores da Carta da Terra é disseminar seu conteúdo entre amigos, familiares e comunidade e pressionar governo, empresas, escolas e demais organizações da sociedade civil a se guiar por seus princípios.
Princípios resumidos na Carta da Terra
1. Respeitar a Terra e a vida em toda a sua diversidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a viver em ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.
Conheça todo o teor da Carta da Terra acessando aqui. Confira também a versão da Carta da Terra para crianças. Curta e compartilhe as notícias da Carta da Terra no Facebook
O Espaço Apremavi é publicado quinzenalmente no Jornal Diário do Alto Vale.
16/04/2014 | Notícias
Entre os dias 02 e 05 de abril de 2014, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) participou do Seminário Nacional de Formação de Multiplicadores em Desenvolvimento Rural Sustentável e Adequação Ambiental nas Propriedades Rurais da Agricultura Familiar.
O seminário é uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (ADEOP), foi realizado em Foz do Iguaçú (PR) e teve como papel principal formar multiplicadores em desenvolvimento rural sustentável.
Com o objetivo de capacitar lideranças e entidades ambientais e rurais no âmbito da Educação Ambiental, dando ênfase na regulamentação ambiental das propriedades rurais de acordo com o Novo Código Florestal – Lei 12.651/2012, foram realizadas palestras e troca de experiências entre os participantes, trabalhos em grupo de acordo com o bioma de cada região, além de uma atividade de campo para conhecer as iniciativas do extremo oeste do Paraná.
Foi elaborado um esboço de cartilha que servirá de guia para os agricultores familiares utilizarem em suas propriedades. Esta cartilha separa as diferentes regiões do Brasil e aponta em cada uma delas o que foi realizado com sucesso no planejamento das propriedades rurais.
Outro resultado do seminário foi a criação de uma rede para troca de informações, essa rede é um espaço virtual para divulgação de atividades, ações e contribuições.
A próxima etapa é a realização dos seminários regionais, que ocorrerão em Recife, Goiânia, Manaus, Belo Horizonte e Curitiba. Com o objetivo de formar 400 multiplicadores que atuarão em suas respectivas regiões. Em Santa Catarina, a Apremavi auxiliará na divulgação e indicação de multiplicadores com atuação na agricultura familiar
Para Edilaine Dick, coordenadora do Projeto Araucária desenvolvido pela Apremavi, a participação da instituição nesse tipo de evento é muito enriquecedora: "pois nos permite conhecer os trabalhos desenvolvidos em outros estados e ver o que pode ser aprimorado nos projetos que vem sendo desenvolvidos em Santa Catarina.
Fotos: Thiago Ribeiro Nogueira
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10/04/2014 | Notícias
Dias 25 e 26 de março de 2014, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) promoveu oficina técnica de revisão do plano de manejo do Parque Estadual das Araucárias. O evento foi realizado em Florianópolis (SC) e contou com a presença de representantes da Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), do Grupo de Apoio à Gestão do Parque Estadual das Araucárias (Grimpeiro) e da Apremavi.
O evento teve como objetivo nivelar informações entre a equipe do projeto e parceiros, planejar atividades, levantar informações disponíveis e analisar o impacto, resultados e implementação do plano de manejo do Parque, compreendendo o período de setembro de 2007 a março de 2014. Este encontro deu continuidade à oficina realizada em São Domingos em novembro de 2013.
A próxima atividade será a realização das oficinas de Planejamento Participativo e de Pesquisadores, previstas para o primeiro semestre de 2014. Depois de compiladas as informações levantadas, serão realizadas as oficinas de estruturação do plano de manejo, culminando com a submissão para aprovação e divulgação, com término do projeto em março de 2015.
Angelo Milani, presidente do Grimpeiro, fala sobre algumas barreiras que devem ser superadas pelo Parque: O desafio é a conclusão da obra existente no Parque e a abertura para a visitação do público, pois isso contribuirá para que muitos objetivos sejam realizados. Sobre a oficina realizada, Milani comenta que ela permitiu uma análise mais aprofundada das atividades realizadas no Parque, especialmente no período da existência dos vigilantes, que atuaram de fevereiro de 2008 a novembro de 2013: Algumas etapas do plano de manejo foram concluídas, e outras parcialmente, e outras não aconteceram, cita Milani.
Para Eduardo Mussatto, da Fatma, o Projeto de Revisão do Plano de Manejo do Parque Estadual das Araucárias possui um contexto ímpar no processo de implantação de uma Unidade de Conservação (UC): "de uma forma geral, as UCs no Brasil carecem até mesmo de um plano de manejo e isto faz deste Projeto um dos poucos exemplos da etapa no processo de implantação de uma Unidade. Também, faz dele um processo ímpar, o fato de estar sendo executado no mesmo momento em que se discute a abertura de uso público na UC. Abertura esta, que é normatizada por um plano distante da realidade encontrada.
Mussatto comenta também que analisar, reconhecer e entender as modificações ocorridas e estabelecer critérios para as alterações necessárias requer o conhecimento do Plano de Manejo em vigor e a organização e identificação das realizações implantadas ao longo do tempo: "Neste sentido, a oficina realizada em Florianópolis foi fundamental para a continuidade das etapas do Projeto de Revisão. Contudo, as próximas etapas, pautadas nos levantamentos técnicos e informações prestadas na oficina acima referida, serão decisivas para a formatação final do Plano de Manejo revisado. Nelas, serão discutidos e elencados os programas que farão parte do Plano de Manejo e nortearão a implantação da UC até a próxima revisão, conclui Mussatto.
Esta meta de revisão do plano de manejo do Parque Estadual das Araucárias integra o Projeto Planejamento e Capacitação em Unidades de Conservação, coordenado pela Apremavi e financiado pelo Tropical Forest Conservation Act (TFCA), por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
Momentos da oficina. Foto: Marcos Alexandre Danieli.
08/04/2014 | Guia de Espécies, Para fauna, Para paisagismo
Butiá, garantia de sabor e diversão
O Butiá é uma palmeira nativa do Brasil e pode ser encontrada principalmente na Mata Atlântica. Quando começa a época de frutificação do butiá, entre novembro e abril, a floresta ganha cor e vida, agradando muitos pássaros e também a população, que adora apreciar o sabor adocicado de seus frutos e as suas castanhas.
No total, existem dezoito espécies do gênero Butia no Brasil. Em Santa Catarina, o Inventário Florístico Florestal apontou a ocorrência de duas espécies, o Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc é encontrado na floresta ombrófila mista (floresta com araucárias) e o Butia catarinensis (Noblick & Lorenzi) é endêmico da restinga, na floresta ombrófila densa.
Essas palmeiras exuberantes podem chegar a 6 metros de altura e seu diâmetro varia de 20 a 40 cm, possuem folhas pinadas longas, com um pecíolo geralmente recoberto, em sua base, por delicados espinhos. No sul do Brasil, o butiazeiro é usado em larga escala para paisagismo urbano.
Os frutos são amarelos, comestíveis e muito apreciados localmente. Podendo ser consumidos in natura ou na forma de sucos, geléias, mousses, adoçante de aguardente, sorvetes, iogurtes e bolos.
Da semente, que possui coloração marrom, pode ser extraído óleo para uso culinário e a castanha do butiá é muito apreciada principalmente por crianças. Seu estipe, de boa durabilidade, é usado em construções rústicas e as fibras das folhas, para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados.
Exigente na sua área de ocorrência é comum encontrar importantes exemplares da espécie associado aos campos do planalto catarinense, nos campos de palmas no PR e associado aos capões de mato da floresta com araucárias.
Diante da importância ecológica e econômica das espécies nativas da Mata Atlântica, estudos sobre o butiá e outras espécies como araçá, pitanga e uvaia foram iniciados no Rio Grande do Sul. A atenção especial para o butiá se relaciona também aos valores culturais associados pela população à palmeira.
Outro fato relevante sobre o butiá, é que devido ao desmatamento desenfreado ocorrido na Mata Atlântica em função da expansão agrícola, a espécie Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc está oficialmente ameaçada de extinção.
Mudas de butiá estão sendo produzidas no Viveiro Jardim das Florestas em Atalanta para serem utilizadas em processos de recuperação e conservação florestal e paisagismo.
Butiá
Nome científico: Butia sp.
Nome comum: butiazeiro, butiá ou macumá
Família: Arecaceae
Utilização: frutos são utilizados para consumo in natura e/ou em forma de sucos, geleias e bebidas alcoólicas. A espécie também é utilizada para paisagismo urbano.
Coleta de sementes: diretamente do pé
Fruto: frutos pequenos, globosos e de coloração amarela
Flor: amarela
Frutificação: novembro a abril
Floração: outubro a janeiro
Número de sementes por quilo: 200 sementes por quilo

Fontes Consultadas:
LORENZ-LEMKE, A. P.; TOGNI, P. D.; MÄDER, G. ET AL. Diversification of plant species in a subtropical region of eastern South American highlands: a phylogeographic perspective on native Petunia (Solanaceae). Molecular Ecology, v. 19, n. 23, p. 5240-5251, 2010.
LEITMAN, P.; HENDERSON, A.; NOBLICK, L. ET AL. Arecaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: . Acesso em: 13 março 2012.
AUERMANN, S.G. ET AL. Diferenciação polínica de Butia, Euterpe, Geonoma, Syagrus e Thritrinax e implicações paleoecológicas de Arecaceae para o Rio Grande do Sul. HERINGIA, Série Botânica, v. 65, n. 1, p. 35-46, 2010.
LORENZI,H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2 ed. Nova Odessa: Plantarum. 1992.
DAL MAGRO, N. G.; COELHO, S. R. M.; HAIDA, K. S.; BERTÉ, S. D. MORAES, S. S. Comparação físico-química de frutos congelados de Butia eriospatha (Mart.) Becc. do Paraná E Santa Catarina – Brasil. Revista Varia Scientia. V. 06, n. 11, p. 33-42.
VIBRANS, A. C.; SEVEGNANI, L.; GASPER, A. L.; MULLER, J. V. J.; REIS, M. S. Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina : resultados resumidos. Blumenau : Universidade Regional de Blumenau, 2013.37 p.
SAMPAIO, L. K .A. Etnobotânica e Estrutura Populacional do Butiá, Butia catarinensis Noblick & Lorenzi (Arecaceae) na comunidade dos Areais da Ribanceira de Imbituba/SC. Florianópolis, SC: 2011.
Vida na fazenda: Fruticultura. Globo rural. Março de 2014.
04/04/2014 | Notícias
Durante o mês de março de 2014, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), através do projeto Araucária patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental e apoio do Governo Federal, realizou a entrega de 23.000 mudas de árvores nativas para 24 famílias moradoras dos municípios de Braço do Trombudo, Salete e Vitor Meireles.
As mudas foram doadas a partir do trabalho de mapeamento e o planejamento ambiental da propriedade rural, realizado pelos técnicos da Apremavi durante o período de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014.
Ajudar a recuperar a Mata Atlântica com espécies nativas como o ipê, araçá, pitanga, uvaia, jaboticaba, cereja, palmito, araucária, guabiroba entre outras, favorece a disponibilidade de frutas para consumo familiar, sendo que algumas podem ser processadas e transformadas em doces, sucos e geleias. Ajuda também a proporcionar melhor qualidade de vida e garantir disponibilidade de água para uso na propriedade rural.
O agricultor Ildo Eising, morador da comunidade de Santa Margarida em Salete, ao receber as mudas declarou que está muito contente com o projeto e disse que assim é possível recuperar as áreas de mata nativa: hoje com a escassez da própria água vamos tentar proteger as áreas de nascentes e lugares onde não se tem quase uso, onde fiz o projeto o gado quase não vai ali porque é com declive muito acentuado e a área de nascente já era preservada eu só aumentei um pouquinho. Já que eu ia ganhar as mudas vamos aumentar a área. Eu fico feliz por ter recebido ajuda a gente entra com a boa vontade e vocês com as despesas ai já fica bom, destaca o agricultor.
No Alto Vale do Itajaí o projeto conta com o apoio das Prefeituras e Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente dos municípios envolvidos, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão de Santa Catarina (Epagri) e Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI).
Saiba mais sobre o Projeto Araucária.
Fotos: Aline Mayer, Daiana Tânia Barth e Morgana Freitas.
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02/04/2014 | Notícias
Entre os dias 19 e 20 de março de 2014 a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) realizou em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) as primeiras reuniões abertas na Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Serra da Abelha, visando a elaboração do Plano de Manejo da área.
Participaram da reunião em torno de 140 pessoas, entre elas representantes das comunidades de Santa Cruz dos Pinhais, Serra da Abelha II, Colônia Sadlowski e Varaneira, além do Prefeito (Lourival Lunelli), Vice-prefeito (Luiz Lúcio Fossa), Secretário de Agricultura e Meio Ambiente (Marcelo Sadlowski) e representantes do INCRA.
Com o objetivo de aproximar a comunidade do processo de construção do plano de manejo da Arie da Serra Abelha, as reuniões foram pautadas no esclarecimento à população, das atividades que vem sendo e ainda serão realizadas na área e da importância que a construção de um plano de manejo bem elaborado pode trazer para a comunidade abrangida pela Unidade de Conservação (UC).
Edilaine Dick, da Apremavi, pontua a importância desse processo quando diz: um bom plano de manejo deve ter como característica principal a participação da comunidade para que dessa forma sejam apontadas as principais oportunidades e também as soluções para os problemas e contratempos que estão ocorrendo na área.
José Guilherme Dias de Oliveira, representante do ICMBio recém nomeado gestor da ARIE, esclareceu durante as reuniões qual será o papel do ICMBio na construção do plano de manejo e quais vão ser as características da sua gestão. Além disso, auxiliou a comunidade a se localizar dentro dos limites da Arie e levantou questões relacionadas às atividades que são proibidas dentro dos limites de uma UC.
Quando questionado sobre os contratempos relacionados à questão fundiária, José Guilherme comenta: acredito que, uma vez que o Conselho Consultivo da Arie seja implementado, a comunidade terá acesso de forma mais rápida e fácil ao INCRA e à prefeitura para resolver problemas relacionados às posses das terras.
Durante as reuniões o prefeito evidenciou que o povo está bastante apreensivo e preocupado com uma possível saída da rotina em função das propostas que surgirão com elaboração do Plano de Manejo, mas acredita que reuniões vão ajudar no esclarecimento de várias questões: "o trabalho que tem que ser feito é de conscientização e informação e nós estamos cientes do andamento desse processo, complementa o prefeito.
A deliberação da reunião foi a indicação, por parte das comunidades, dos representantes comunitários para que seja iniciada a criação do Conselho Consultivo que auxiliará a implementar e discutir o plano de manejo da Arie.
Esta meta de elaboração do plano de manejo integra o Projeto Planejamento e Capacitação em Unidades de Conservação, coordenado pela Apremavi e financiado pelo Tropical Forest Conservation Act (TFCA), por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
Fotos: Carolina C. Schaffer
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31/03/2014 | Notícias
A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) informam que está aberto o processo para formação do Conselho Consultivo do Parque Estadual (PE) Rio Canoas, localizado no município de Campos Novos, em Santa Catarina.
Instituições interessadas devem encaminhar oficio e preencher cadastro específico até o dia 23 de abril de 2014. Os critérios de cadastramento, o cronograma do processo e informações adicionais constam no edital em anexo que também pode ser acessado aqui.
A formação do conselho do PE Rio Canoas envolve atividades de mobilização e capacitação. Iniciou em 2013, durante a identificação de atores interessados, que ocorreu por meio de reuniões de mobilização com moradores, proprietários do entorno do Parque e representantes de instituições do Poder Público e Sociedade Civil.
As reuniões foram um momento importante para esclarecer dúvidas, mostrar a importância do PE Rio Canoas; apresentar as etapas de formação do conselho e para falar sobre o papel do conselheiro no apoio à gestão participativa do Parque.
O conselho será formado por representantes de instituições do Poder Público e Sociedade Civil atuantes na região do PE Rio Canoas. O objetivo do conselho é aproximar a sociedade da gestão deste Parque e funcionar como um fórum de discussão, planejamento e divulgação de atividades. A estrutura do conselho será definida localmente, junto às instituições interessadas, sendo observado o disposto na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
Esta meta de formação do conselho integra o Projeto Planejamento e Capacitação em Unidades de Conservação, coordenado pela Apremavi e financiado pelo Tropical Forest Conservation Act (TFCA), por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
24/03/2014 | Notícias
Gestores da Estação Ecológica (Esec) Mata Preta realizaram, em fevereiro, uma operação de fiscalização com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação, que não permite o plantio de soja geneticamente modificada em uma faixa de 500 metros em torno de unidades de conservação (UCs). Foi a terceira operação desse tipo realizada na Esec nos últimos quatro anos.
A proibição é prevista no Decreto 5.950, de 31 de outubro de 2006 e na Lei 11.460, de 21 de março de 2007. É uma medida de precaução tomada pelo Governo Federal para evitar que genes novos, que foram introduzidos nessa variedade de soja, contaminem espécies de plantas aparentadas, que fazem parte da flora das UCs.
A equipe de fiscalização do ICMBio, após a fase de reconhecimento de campo, coletou 27 amostras nos plantios de soja localizados no entorno da ESEC. Com os resultados da operação de fiscalização ficou evidente o respeito à legislação por parte dos proprietários: nos 27 plantios fiscalizados, apenas um apresentou soja transgênica. Comparando-se com as operações anteriores percebe-se o aumento da conscientização, pois em 2011 foram nove plantios e em 2012 apenas três com detecção de soja transgênica, comenta Antonio de Almeida Correia Jr., analista ambiental do ICMBio envolvido na operação de fiscalização.
Os técnicos do ICMBio, havendo solicitação dos proprietários, fazem visitas às propriedades para indicar as áreas com restrição de plantio de soja transgênica. Para maiores informações, procure o escritório do ICMBio em Palmas-PR, localizado na rua Dr. Bevilaqua nº 863, Centro, ou entre em contato pelo telefone (46) 3262-5099.
Juntamente com as ações de fiscalização, a equipe da Esec Mata Preta vem divulgando informações sobre a unidade de conservação e normas ambientais: Desde 2009 são feitas visitas, conversando e distribuindo material de divulgação entre proprietários de terras, produtores rurais, cooperativas, sindicatos e bancos financiadores com objetivo de conscientizar os envolvidos na cadeia produtiva da soja sobre as áreas onde há proibição de plantio de soja transgênica e sobre a importância da Estação Ecológica Mata Preta, frisou Correia Jr.
Outro momento para conscientização ambiental está sendo realizado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) no âmbito do Projeto Araucária, patrocinado pela Petrobras por meio do programa Petrobras Ambiental com apoio do Governo Federal. O objetivo é a conservação e recuperação da Floresta com Araucária.
Segundo Edilaine Dick, coordenadora do projeto, ao final do ano passado foram promovidas reuniões de planejamento na região da ESEC: Ao longo de 2014 será realizada a recuperação de áreas degradadas do interior da UC, em áreas já indenizadas; o planejamento ambiental de propriedades da zona de amortecimento; o plantio de mudas nativas para recuperação e/ou enriquecimento de áreas e atividades voltadas à educação ambiental, complementou Edilaine.
Agente de fiscalização coletando soja no entorno da ESEC. Foto: Fabio Moreira Corrêa.
17/03/2014 | Notícias
Durante os dias 11 e 12 de março de 2014, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) realizou o curso de produção de mudas nativas, que faz parte da programação de atividades do Projeto Araucária, patrocinado pela Petrobras por meio do programa Petrobras Ambiental com apoio do Governo Federal.
O curso, realizado no Centro Ambiental Jardim das Florestas em Atalanta (SC), contou com a presença de 42 pessoas entre ouvintes e palestrantes e almejou a capacitação de agentes de restauração para implantação de viveiros e produção de mudas nativas.
Entre o público participante estavam lideranças comunitárias dos municípios envolvidos no projeto, além de técnicos, gestores ambientais, estudantes e viveiristas.
No primeiro dia do evento, o público foi recepcionado por Edilaine Dick (coordenadora do Projeto Araucária) com uma dinâmica de apresentação, seguida da recepção do presidente da Apremavi, Edegold Schaffer. Após os cumprimentos, Leandro Casanova palestrou sobre o Funcionamento de um viveiro florestal e no período da tarde Miriam Prochnow falou sobre educação ambiental com a palestra Desafios Ambientais do Século XXI.
Para finalizar as atividades do dia, foram realizadas práticas no Viveiro Jardim das Florestas, sob supervisão de Leandro e dos viveiristas da Apremavi, Geraldo Sauer e Sidnei Prochnow.
No segundo dia de curso, o engenheiro florestal da Epagri, Paulo Floss, palestrou sobre a produção de mudas de erva-mate, espécie nativa de grande importância econômica nos municípios envolvidos no Projeto Araucária. O evento foi finalizado com a estratificação de sementes de erva-mate no Viveiro Jardim das Florestas.
Questionado sobre o curso, João Maria Silva de Oliveira (viveirista de espécies nativas da empresa Celulose Irani) disse que adorou o curso: "gostaria de vir mais vezes, os palestrantes foram bem comunicativos e 100% do aprendizado foi útil. João ainda ressaltou que pretende fazer mais cursos nessa área de jardinagem e paisagismo e agradeceu pela oportunidade, tanto de aprendizagem quanto pelo fato de ser portador de deficiência física (ananismo).
Para Joarez Camera (agricultor e sócio-fundador da ONG GRIMPEIRO) o curso foi muito proveitoso, com o conhecimento de novas técnicas: "Além do ótimo aprendizado e boa estadia, vai contribuir no funcionamento do viveiro do Projeto Araucária em São Domingos, enfatizou Camera.
05/03/2014 | Bichos de Atalanta, Guia de Espécies, Notícias
Não é qualquer bicho que além de ágil em terra é maravilhosamente confortável bailando na água, por isso, sem dúvida, a palavra-chave para definir a lontra (Lontra longicaudis) é graciosidade. Apropriadamente, na tradição Celta, também é conhecida como o principal símbolo de alegria e de energia feminina.
Tímida, só o que a lontra nos permite ver aqui em Atalanta são suas pegadas. Pegadas fortes que registram a volta desse animal para o frescor das corredeiras que brotam por entre a Mata Atlântica preservada da Serra do Pitoco.
Na Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), a lontra Mia, virou personagem para ilustrar materiais de Educação Ambiental. Um deles, o folder sobre a importância dos animais nativos, pode ser acessado aqui.
São encontradas por toda América Central e do Sul, desde o México até o norte da Argentina. No Brasil, estão distribuídas ao longo de todo o território, ocupando principalmente regiões próximas a ambientes aquáticos, quer seja de água doce como rios, lagos e lagoas, ou de água salobra, como estuários. Abrigam-se em cavidades rochosas e entre troncos velhos e raízes das grandes árvores localizadas nas margens dos cursos dágua.
São animais de hábitos noturnos e muitos comunicativos, capazes de assoviar, chiar e guinchar. Seus grupos sociais são constituídos pela fêmea adulta e filhotes jovens. O macho não vive em grupos e se junta à fêmea somente em épocas reprodutivas, sobretudo na Primavera e no final do Inverno. A gestação é de 2 meses com o nascimento de até 5 filhotes.
Quando adulta a lontra chega a medir entre 55 e 120 cm de comprimento e pode pesar até 20 kg. São predadores e sua dieta é composta principalmente de peixes, crustáceos, moluscos e répteis, embora também consumam pequenos mamíferos, anfíbios e aves.
É um animal de coloração castanha à exceção da região do ventre, que é mais clara. Sua pelagem espessa e sedosa é constituída por duas camadas, uma externa e impermeável e outra interna usada para o isolamento térmico. O corpo, por sua vez, é hidrodinâmico, preparado para nadar em alta velocidade chegando a alcançar 12 km/h.
Para bailar com graciosidade na água, a lontra tem patas curtas e vigorosas, com cinco dedos unidos por uma membrana interdigital o que propicia uma natação rápida. Além disso, sua cauda longa e levemente achatada na extremidade é musculosa e flexível e constitui o principal órgão propulsor quando se movimenta dentro de água, servindo simultaneamente de leme.
Quando mergulha a lontra fecha seus ouvidos e narinas simultaneamente, podendo ficar submersa por até 6 minutos. Já para se manter à superfície sem ser notada seus pequenos olhos são localizados numa posição mais elevada da cabeça. O focinho apresenta longos pelos sensoriais – as vibrissas, que ajudam a detectar a presença da presa e de seus predadores.
Cruelmente caçada pelo alto valor da sua pele, a lontra também sofre com os efeitos negativos decorrentes da poluição dos recursos hídricos e da destruição de seu habitat. Estes fatores, além de causarem doenças, limitam a disponibilidade de itens alimentares e restringem as áreas de abrigo para o animal. Fatos estes que levam o animal a compor a lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) de espécies criticamente ameaçadas de extinção.
Se você é amigo dos animais e respeita o meio ambiente a Apremavi convida para participar da Campanha Eu respeito os animais da natureza e digo não à caça.
E se você quiser conhecer e ver de perto as peripécias desse animal gracioso que é a Lontra, a Apremavi convida todos para conhecerem o Projeto Lontra, desenvolvido pelo Instituto Ekko Brasil desde 1986. O projeto tem como objetivo principal a recuperação e a conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce com foco no desenvolvimento de estudos científicos sobre a espécie Lontra longicaudis. Para saber mais, acesse.
Lontra
Nome científico: Lontra longicaudis
Ordem: Carnívora
Família: Mustelidae
Habitat: Mata Atlântica
Alimentação: peixes, crustáceos, répteis e ocasionalmente aves e mamíferos
Altura: varia de 55 a 120 cm
Peso: até 20 quilos
Fatores de ameaça: perda do habitat, poluição da água e caça predatória
Fontes consultadas
ALCALAY, N.; DIAS, L.L.; AMARAL, D.M.I.; ANTONIO,M.G.; SAGRILLO, M.; MELLO, S.C.; RAGAGNIN, L.F.M.;SILVA,N.A. da. Informações sobre tecnologia de sementes e viveiro florestal. Porto Alegre: Instituto de Pesquisas de Recursos Naturais Renováveis AP, 1988.
9p. (Publicação IPRNR, 22).
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352p.
04/03/2014 | Notícias
Em janeiro e fevereiro de 2014, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) esteve em Ponte Serrada para realizar reuniões de divulgação e mobilização previstas no Projeto Araucária. O projeto Araucária é executado pela Apremavi e tem patrocínio da Petrobrás, por meio do Programa Petrobrás Ambiental e apoio do Governo Federal.
As reuniões aconteceram em parceria com a Secretaria da Agricultura e Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Santa Catarina (Epagri) do município. A Apremavi foi convidada a acompanhar as reuniões promovidas pela Epagri em todas as comunidades do interior, para apresentar o Projeto Araucária e inscrever os interessados.
A apresentação foi feita pelas técnicas da Apremavi Eloisa Donna e Marluci Pozzan, que falaram sobre os objetivos do projeto e a importância do envolvimento do agricultor familiar na conservação dos recursos naturais. Houve também espaço para esclarecer dúvidas, que em geral estavam relacionadas à legislação ambiental vigente.
Nesses dois meses foram mobilizadas 16 comunidades, com a participação de 100 agricultores familiares e moradores das localidades de Baia baixa, São Lourenço, Linha Fátima, Granja Berté, Rio do Mato, Assentamento 25 de Maio, Fazenda Derrubada, Ressaca Alta, Santa Terezinha, Liberato, Passo Cará, Baia Alta, Serra da Paca, Linha Caratuva, São Valentim e Linha Mayer. 23 famílias já aderiram ao projeto e serão atendidas nos próximos meses.
A mobilização terá continuidade no mês de março, quando também serão iniciados os trabalhos de planejamento de propriedades dos inscritos.
Segundo Genoir Bisatto, secretário municipal da agricultura, o trabalho da Apremavi nas comunidades visitadas foi muito importante: "é uma ajuda muito grande para o pessoal que quer fazer esse trabalho [de adequação ambiental]… A secretaria da agricultura e a Epagri acompanharam as reuniões e sentem que os produtores que já se inscreveram estão divulgando o projeto. O trabalho está sendo muito bem aceito, complementou o secretário.
Para Leila Tirelli, engenheira agrônoma da Epagri, A Epagri é parceira do Projeto Araucária porque converge o trabalho que a entidade vem desenvolvendo com dois projetos [em Ponte Serrada]: o Corredor Ecológico do Rio Chapecó e o trabalho que temos com a Cadeia Produtiva do Leite, mas com a parceria com a Apremavi a gente soma forças e abrange mais famílias. Acredito que quem se inscreveu é porque entendeu o projeto e já tinha intenção de preservar, acredita-se que vai dar um resultado bom.
Reunião na comunidade de Linha Fátima. Foto: Marluci Pozzan.
27/02/2014 | Notícias
A três meses do segundo aniversário do novo Código Florestal, uma séria divergência entre os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura faz mais do que atrasar o processo de regularização ambiental das propriedades. Travada nos bastidores, a disputa pode comprometer o tamanho da recuperação de vegetação nos imóveis rurais do país.
A disputa reproduz parte da queda de braço entre ruralistas e ambientalistas durante a votação do Código Florestal no Congresso. Está concentrada num dos artigos da Instrução Normativa preparada pelo Ministério do Meio Ambiente, que trata do conceito de imóvel rural.
A publicação desse documento dará início oficialmente à contagem do prazo de dois anos que todas as 5,4 milhões de propriedades rurais do país terão para entrar no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Segundo o texto proposto pela equipe da ministra Izabella Teixeira, imóvel rural é uma ou mais propriedades ou posses rurais, contínuas, pertencente à mesma pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, em regime individual ou comum, que se destine ao uso econômico, à conservação e à preservação dos recursos naturais renováveis.
O Ministério da Agricultura alega que o Meio Ambiente mudou o conceito de imóvel rural definido por lei desde os anos 60, no Estatuto da Terra, e reiterado numa lei federal de 1993 (número 8.629). De acordo com essa lei, imóvel rural é o prédio rústico de área contínua, qualquer que seja a sua localização, que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola, pecuária, extrativista vegetal ou agroindustrial.
Nossa consultoria jurídica defende a tese de que uma Instrução Normativa não tem o poder de alterar uma lei, argumenta o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. Entendemos que o conceito de imóvel rural é o disposto no inciso I do artigo 4º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, respondeu o ministro ao Observatório do Código Florestal.
Na avaliação do Ministério do Meio Ambiente, a Instrução Normativa apenas interpreta o conceito de imóvel rural presente na lei, sobretudo do termo áreas contínuas. O Meio Ambiente entende que deve considerar como um único imóvel áreas contínuas de um mesmo proprietário, ainda que estas áreas tenham matrículas ou registros diferentes. Este mesmo entendimento já vem sendo aplicado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Na prática, faz muita diferença na hora de contabilizar os passivos ambientais das propriedades rurais.
O Observatório do Código Florestal teve acesso a uma simulação dos impactos da aplicação dos dois entendimentos. Uma propriedade rural considerada grande (com área superior a 10 módulos fiscais), de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, pode ser transformada em várias propriedades menores, onde as exigências de recuperação de Áreas de Preservação Permanentes e de compensação de Reserva Legal estabelecidas pelo Código Florestal são menores.
Considere a hipótese de um imóvel rural de 4.200 hectares localizada em município em que cada módulo fiscal corresponde a 100 hectares. Trata-se de um imóvel rural grande, pelos critérios do Ministério do Meio Ambiente. Veja a simulação do CAR desta propriedade:
Já para o Ministério da Agricultura, com apoio da parlamentares ruralistas, a mesma área deve ser tratada como vários imóveis, dependendo do número de matrículas. Os imóveis pequenos, com áreas de até quatro módulos fiscais, simplesmente ficam dispensados de recuperar Reserva Legal, mesmo que tenham desmatado mais do que o limite estabelecido por lei, que varia de acordo com os biomas. A recuperação de Áreas de Preservação Permanentes também poderia ser reduzida à metade, em alguns casos. O Código Florestal prevê que a recuperação da vegetação às margens de rios, por exemplo, varia de acordo com o tamanho da propriedade, no que ficou conhecido como a regra da escadinha: quanto menor a propriedade, menor a exigência. Na simulação por matrículas, o mesmo imóvel teria o direito a fazer quatro cadastros com menos de quatro módulos, como na figura abaixo:
Conversão de multas
Outro tema que provoca divergências na Esplanada dos ministérios trata da possibilidade de conversão de multas aplicadas a proprietários rurais que tenham desmatado até 22 de julho de 2008 dentro dos limites previstos pela lei (80% da propriedade no bioma Cerrado, fora da Amazônia Legal, por exemplo), mas sem a exigida autorização do órgão ambiental. Essa possibilidade de conversão de multas está prevista no artigo 42 do Código Florestal e depende de regulamentação.
A proposta de decreto em análise no Palácio do Planalto prevê que as formas de conversão dessas multas serão definidas pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Advocacia Geral da União. O Ministério da Agricultura defende uma espécie de anistia para essas multas, com a sua conversão em advertência. O do Meio Ambiente rejeita essa proposta.
Nossa proposição é que esse novo decreto traga claramente como isso [a conversão de multas] será realizado, para dar segurança jurídica ao produtor rural, afirma o ministro Antônio Andrade.
As divergências na edição do decreto com normas complementares do Código Florestal já impõe uma demora no início da regularização ambiental das propriedades rurais do país. Em maio, o novo Código Florestal completa dois anos sem que a regularização tenha saído do papel.
Matéria originalmente publicada no site do Observatório do Código Florestal, do qual a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) é integrante.
18/02/2014 | Notícias
A RBA TV (Rede Bela Aliança de Televisão) divulgou no dia 11 de fevereiro de 2014 uma reportagem sobre o Projeto Araucária. O projeto é uma iniciativa da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental e apoio do Governo Federal.
Durante aproximadamente 5 minutos de programa são relatadas as atividades desenvolvidas pelo projeto, com destaque especial para a relevância da recuperação da Floresta com Araucárias e a importância do pinheiro-brasileiro para o desenvolvimento de diversas outras espécies da fauna e da vegetação nativas.
O vídeo pode ser acessado por meio desse link: http://www.rbatv.com.br/noticia-rban/projeto-busca-recuperar-as-florestas-com-araucarias-8749
Recentemente a Rádio Difusora de Rio do Sul e a Rádio 100.7 FM de Passos Maia prestigiaram os seus ouvintes com uma entrevista exclusiva com a coordenadora do projeto, Edilaine Dick, que explicou como funcionam e qual é o atual andamento das atividades do projeto.
Além disso, também foram publicadas matérias de extrema importância para a divulgação do projeto nos jornais das regiões Oeste e Alto Vale do Itajaí (Diário do Vale, Diário do Alto Vale, Diário Alto Vale, Portal Oeste Mais, Oeste Notícias e Portal RBJ), aumentando assim a visibilidade das atividades desenvolvidas pela Apremavi.
O Presidente da Apremavi, Edegold Schaffer, fala da importância dessa divulgação: esse destaque que o Projeto Araucária e a Apremavi estão alcançando na mídia é extremamente importante para contribuir na conscientização ambiental e mobilização de novos interessados em prol da conservação e recuperação da floresta com araucárias, declara Schaffer.
Confira as próximas atividades do Projeto Araucária
A coordenadora do projeto, Edilaine Dick, relata que as atividades estão superando as expectativas: "no município de Passos Maia, por exemplo, onde já foram mapeadas e planejadas 40 propriedades, totalizando mais de 30 hectares de área a serem recuperados, os mutirões de plantio, realizados em três Centros Comunitários do Município, receberam a participação de pessoas de diversas idades incluindo crianças e idosos que enriqueceram o trabalho de campo e ajudaram na divulgação do projeto.
Edilaine informa ainda que durante o mês de fevereiro estão sendo realizadas, em parceria com a Epagri e a Secretaria de Agricultora de Ponte Serrada, reuniões com as comunidades rurais para divulgação do projeto e cadastro de novos interessados. Simultaneamente a isso, novos planejamentos de propriedades estão sendo realizados no município de Salete e Santa Terezinha.
Entre os dias 11 e 12 de março de 2014 a equipe da Apremavi deve realizar o curso sobre produção de mudas nativas no Centro Ambiental Jardim das Florestas, e para o mesmo mês o projeto tem prevista a entrega de aproximadamente 30.000 mudas nativas para as propriedades já planejadas nos municípios de Vitor Meireles, Salete e Braço do Trombudo.
Para saber mais sobre as atividades do Projeto Araucária, acesse o portal do projeto.
Fotos: acervo Apremavi.
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