09/07/2014 | Código Florestal, Notícias
No dia 08 de julho de 2014 foi realizado o Seminário Técnico sobre a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Alto Vale do Itajaí, organizado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), em parceria com o Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento aconteceu nas dependências do Centro Ambiental Jardim das Florestas da Apremavi, localizado em Alto Dona Luiza – Atalanta-SC.
O Seminário, teve como objetivo discutir a integração do Sistema de Cadastro Ambiental Rural – CAR desenvolvido pela Amavi e o SICAR – Sistema de Cadastro Ambiental Nacional e definir formas de apoio técnico aos proprietários rurais na implementação do CAR e dos Planos de Recuperação Ambiental (PRAs).
Os organizadores iniciaram com uma apresentação destacando as implicações da revisão do Código Florestal e o desafio de implementar o CAR, configurando-o como verdadeiro instrumento de gestão ambiental, ressaltando a importância da participação da sociedade civil organizada no processo, assim como a relevância do CAR no aprimoramento de politicas de conservação da biodiversidade, notadamente quanto a possibilidade de utilização do CAR como ferramenta para criação de corredores de biodiversidade.
O representante do MMA, Hélio Pereira, fez uma detalhada apresentação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), explicando suas distintas funcionalidades e as possibilidades de integração de informações. Destacou a importância de ampliar a participação de diferentes atores na implementação do CAR e a necessidade de operacionalizar a entrada de dados no sistema de forma integrada, buscando aproveitar ao máximo as iniciativas já implementadas, e colocando a equipe técnica do SICAR a disposição para orientação e treinamento dos técnicos envolvidos para, se necessário, promover ajustes que viabilizem a migração de dados para o SICAR.
Helio dos Santos Pereira afirmou que o Sistema de Cadastro Ambiental Rural – CAR desenvolvido pela Amavi deverá ser integrado ao SICAR Nacional e para isso já deixou com os técnicos da Amavi o Manual de Integração dos sistemas. Segundo Hélio, o próximo passo vai ser a ida de técnicos da Amavi até a Universidade Federal de Lavras em Minas Gerais, responsável pelo desenvolvimento do SICAR, para fazer a integração dos sistemas e tão logo isso seja feito, a Amavi poderá transmitir diretamente os dados dos imóveis já cadastrados para o cadastro nacional. Depois da integração dos sistemas, os proprietários de terra que fizerem seu cadastramento nas prefeituras do Alto Vale, terão os dados imediatamente transferidos para o SICAR Nacional.
Representantes da AMAVI e da Prefeitura de Atalanta fizeram a exposição das experiências já acumuladas na região do Alto Vale, destacando que o trabalho já desenvolvido na região pode agilizar bastante o processo de cadastramento.
São diversas as vantagens do Sistema CAR da Amavi para os proprietários e também para as prefeituras:
a) o agricultor será atendido no seu município, perto de sua casa e por pessoas que ele conhece;
b) eventuais dificuldades ou problemas no cadastramento serão resolvidos diretamente na prefeitura, evitando assim perda de tempo e gastos;
c) as prefeituras, por força da Lei 12.651/12, prestarão, de forma gratuita, toda assistência técnica e jurídica aos proprietários ou posseiros com até 4 módulos fiscais;
d) para as prefeituras a maior vantagem do CAR da Amavi é que elas ficarão com a base de dados e poderão com isso desenvolver inúmeras políticas públicas nas áreas de agricultura, meio ambiente, saúde, infraestrutura, etc;
A atuação do Governo do Estado de Santa Catarina na implementação do CAR foi apresentada pelo Diretor de Saneamento e Meio Ambiente, Luiz Antônio Garcia Corrêa e por Bruno Henrique Beilfuss, ambos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. Na apresentação destacaram o investimento feito na configuração de parcerias e no treinamento de multiplicadores e facilitadores para implementação do CAR no estado.
Na avaliação de João de Deus Medeiros, Diretor do Departamento de Botânica da UFSC, o evento, que contou a participação de cerca de 80 pessoas, incluindo prefeitos, vereadores, técnicos, ambientalistas, estudantes e proprietários rurais, foi bastante proativo: foram tirados encaminhamentos oportunos, capitalizando a participação das diferentes esferas do governo, e indicando alternativas para que dados já cadastrados no sistema da AMAVI possam migrar para o SICAR, formas de aproveitamento das imagens disponibilizadas pelo Governo de Santa Catarina para a operacionalização dos cadastros, bem como indicação objetiva de dialogo entre técnicos das instituições para viabilização da operação colaborativa e integrada, o que por certo resultará em maior eficácia e ganho de escala no processo de registro dos imóveis rurais no CAR.
O prefeito de Agrolândia e Presidente da Amavi, José Constante, lembrou que os prefeitos dos 28 municípios do Alto Vale deliberaram por unanimidade que a Amavi deveria desenvolver um Sistema de Cadastro Ambiental Rural para auxiliar os agricultores e proprietários rurais na região na regularização ambiental de seus imóveis. Constante também falou que o Governo do Estado repassou para a Amavi e para as prefeituras as imagens de alta resolução (aerofotografias) que vão ajudar muito nos trabalhos.
Já o Prefeito de Atalanta Tarcisio Polastri disse que as imagens cedidas pelo Governo do Estado estão com muito melhor resolução e do que as imagens disponibilizadas pelo Ministério do Meio Ambiente, por isso ele defende que o CAR da Amavi utilize as imagens do Governo do Estado. Polastri também destacou que os técnicos da Prefeitura de Atalanta já fizeram diversos trabalhos com ajuda das imagens cedidas pelo Governo do Estado como por exemplo o mapeamento de toda a vegetação nativa do município e de todos os reflorestamentos, o mapeamento de todos os lotes urbanos e o mapeamento das nascentes e cursos dágua que são utilizadas por mais de uma família no meio rural, este último por exigência de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado no Ministério Público.
O representante do MMA esclareceu que as imagens disponibilizadas pelo Governo Federal tem resolução espacial de 5 metros, que é inferior à resolução das imagens do Governo do Estado de Santa Catarina. Isso se deve em função de que foram as únicas imagens disponíveis para todo o território nacional. Segundo Pereira, é perfeitamente possível e desejável, como no caso do Alto Vale de do Estado de SC, que tem imagens de melhor resolução, que estas sejam utilizadas no CAR. Para isso, solicitou, durante o Seminário, que a Amavi e o Governo do Estado enviem técnicos para Lavras e lá façam a compatibilização das imagens com o SICAR Nacional.
Wigold Schaffer, Coodernador do Conselho Consultivo da Apremavi avalia que o seminário foi um sucesso e que possibilitou o encaminhamento de ações que podem de fato transformar o CAR em realidade no Alto Vale do Itajaí e em outras regiões de Santa Catarina e disse que a Apremavi vai continuar trabalhando para que isso aconteça no menor prazo possível.
A Apremavi também irá desenvolver atividades relacionadas ao CAR, junto aos proprietários rurais parceiros do Programa Matas Legais e do Projeto Araucária.
02/06/2014 | Notícias
As semana da Mata Atlântica (última de maio) e a semana do Meio Ambiente (primeira de junho, sendo o dia 5 de junho o Dia Mundial do Meio Ambiente) normalmente são bastante agitadas para quem trabalha com Educação Ambiental. Para a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) tem sido assim todos os anos. Desde 2012 também se tem como referência o dia 03 de junho, instituído como Dia Nacional da Educação Ambiental.
Em 2104, o Dia da Mata Atlântica (27 de maio) foi comemorado com o plantio de um canteiro de Dyckias (espécie de bromélia), no jardim do Centro Ambiental Jardim das Florestas, da Apremavi. O plantio tem como objetivo resgatar algumas espécies de Dyckias ameaçadas de extinção, em especial a Dyckia Ibiramensis, a Dyckia distachya e a Dyckia Brevifolia. O grau de ameaça de algumas é muito grande. Da Dyckia Ibiramensis existem apenas cerca de 15 exemplares na natureza. Ela é restrita a uma pequena parte do Rio Hercílio, no município de Ibirama (SC), exatamente num local onde está prevista a construção de uma PCH (Central hidrelétrica). A Dyckia distachya e a brevifolia também são ameaçadas por hidrelétricas, desta vez no Rio Pelotas/Uruguai, sendo que a distachya inclusive foi considerada extinta da natureza pela construção da hidrelétrica de Barra Grande. Outras espécies da flora ameaçada de extinção devem ser plantas no jardim do Centro Ambiental, contribuindo assim para a conservação ex-situ (fora do local de origem) das espécies. A atividade foi destaque na Rede Bela Aliança de TV a RBA.
Ainda no dia da Mata Atlântica acompanhamos de perto a divulgação dos novos dados do desmatamento do Bioma, um trabalho conjunto da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Infelizmente as notícias falam em retomada do desmatamento e o estado de SC é o quinto na lista dos que mais desmataram (Os dados completos podem ser acessados aqui). É muito triste constatar que a Mata Atlântica continua sendo ameaçada. A Apremavi sempre trabalhou denunciando desmatamentos e continuará fazendo isso. Ao mesmo tempo tem desenvolvido cada vez mais, atividades de restauração da Mata Atlântica e espera-se que isso seja intensificado com a aplicação na prática do novo Código Florestal, que prevê que todos as propriedades rurais que tenham áreas para restaurar executem Planos de Recuperação Ambiental (PRAs).
No dia 29 de maio palestras agitaram o Planalto Serrano. Em Lages, na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), Miriam Prochnow falou no Seminário Regional de Meio Ambiente. O tema abordado foi Planejamento e Embelezamento de Propriedades e Paisagens. As mais de 120 pessoas estavam muito interessadas em saber mais sobre como tornar a paisagem do Planalto Serrano mais sustentável. Já em Otacílio Costa e Correia Pinto, cerca de 120 colaboradores da Klabin, assistiram a apresentação de Leandro da Rosa Casanova sobre meio ambiente e o Programa Matas Legais. As palestras na Klabin fazem parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat).
Atividade do Programa Matas Legais. Foto: Divulgação.
No dia 3 de junho Leandro estará novamente em Otacílio Costa, falando sobre o Matas Legais para os colaboradores da Blumeterra. Ao final de cada palestra são distribuídas mudas nativas e cartilhas educativas. No dia 05 de junho será a vez de Edilaine Dick participar da Semana Ambiental de Lages, falando sobre a importância das Unidades de Conservação. No Paraná, o Mata Legais estará desenvolvendo atividades de vistoria de propriedades rurais, visando a certificação das mesmas.
Na cidade de Rio do Sul também serão desenvolvidas atividades. Já no dia 02, Edegold Schaffer concedeu entrevistas aos meios de comunicação local. No dia 05 a Apremavi participa do plantio de mudas para a recuperação de área verde no bairro Taboão, no loteamento Jardim D’Itália, ação que será realizada em conjunto com as instituições integrantes do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema). No dia 8 (domingo) serão distribuídas mudas de árvores nativas no Parque Harry Hobus. A Apremavi também estará no município de Vidal Ramos proferindo palestra na Votorantim. As atividades em Rio do Sul estão sendo coordenadas por Grasiela Hoffmann e Maria Luiza S. Francisco.
O Projeto Araucária também estará na estrada na semana do meio ambiente. Palestras, plantios educativos, distribuição de mudas e dinâmicas de integração serão algumas das atividades desenvolvidas, com o objetivo de chamar atenção da comunidade local para a necessidade da conservação ambiental.
A semana iniciou com atividades em Braço do Trombudo, com a realização de mobilização no centro da cidade no dia 02 de junho, aonde a comunidade local foi convidada pelo grupo de jovens Eco Patrulha a participar de um plantio de árvores nativas em um bosque localizado atrás da prefeitura, com o objetivo de recuperar e enriquecer a área e permitir o desenvolvimento de atividades pedagógicas e recreativas.
Atividade do Projeto Araucária em Braço do Trombudo. Foto: Edilaine Dick.
No dia 02 o Projeto Araucária também já iniciou atividades no Oeste de Santa Catarina, com ações na Escola Zumbi dos Palmares, em Passos Maia, próximo ao Parque Nacional das Araucárias. As próximas atividades no Oeste serão dia 04, com a Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, da Comunidade Rincão Torcido, em Clevelândia (PR), perto da Estação Ecológica Mata Preta e dia 06, com a Escola de Educação Básica Professora Gênova Palma Nunes, de São Domingos, próxima ao Parque Estadual das Araucárias. As atividades, conduzidas por Eloisa Donna, Marluci Pozzan e Francieli Delazeri, incluem uma conversa sobre a importância da preservação, jogos educativos relacionados a temática e um plantio de espécies nativas no entorno de cada escola. Ainda no Oeste, no dia 05 Marcos Alexandre Danieli será guia em atividades no Parque Nacional das Araucárias, com estudantes de Ponte Serrada.
No dia 04 de junho, na escola da comunidade Ribeirão Matilde em Atalanta, serão realizadas, para todos os estudantes, palestras sobre as características das espécies de árvores existentes no bosque da escola e aplicação de jogo da memória com espécies nativas. Será também realizado plantio educativo com a participação dos grupos ambientais Patrulha das Sementes e RM Ambiental, formados por alunos desta escola.
Em Santa Terezinha, no dia 05 de junho, com ajuda de moradores locais, acontece distribuição de mudas nativas e repasse de informações ambientais em frente à escola da comunidade do Rio da Anta, para quem estiver passando pelo local. A equipe do projeto Araucária também realizará palestra sobre mudanças climáticas durante o seminário de Educação em Meio Ambiente organizado pela Prefeitura Municipal de Braço do Trombudo.
Para finalizar, no dia 06 de junho, a Prefeitura Municipal de Atalanta estará promovendo um ciclo de palestras sobre Reciclagem e Meio Ambiente, onde serão envolvidos todos os alunos das escolas municipais e estaduais, e ao final do evento acontecerá a distribuição de mudas de árvores nativas.
As atividades do Projeto Araucária no Alto Vale do Itajaí estão sendo conduzidas por Edilaine Dick, Morgana da Silva de Freitas, Daiana Tânia Barth e Ariana Hammes.
O Projeto Araucária é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e apoio do Governo Federal.
Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas na Apremavi: Email: info@apremavi.org.br ou fone: (47) 3521-0326.
Atividades do Projeto Araucária no Oeste. Foto: Marluci Pozzan.
14/05/2014 | Notícias, RPPN Serra do Lucindo
RPPN Serra do Lucindo é cenário para reunião do Projeto Araucária
Caminhar pela trilha Das Onze Voltas, desfrutando das belezas cênicas que a RPPN Serra do Lucindo oferece, foi uma das dinâmicas de integração, do evento para técnicos da Apremavi, realizado de 07 a 09 de maio de 2014, em Bela Vista do Toldo (SC).
O animado grupo percorreu oito, dos catorze km de percurso da trilha. O caminho tem um importante enfoque cultural, histórico e religioso na comunidade. Relatos indicam que o mesmo foi utilizado pelo Monge João Maria durante a Guerra do Contestado. Todos os anos no dia 01 de maio, romeiros sobem até o topo da serra, para celebrar aos pés da cruz de cedro e beber água da fonte. Em 2014, 87 pessoas fizeram o percurso.
O evento realizado na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Lucindo teve como objetivo a integração entre os técnicos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), para a socialização de resultados, avaliação e planejamento das atividades previstas no Projeto Araucária. Técnicos do Programa Matas Legais do Paraná também participaram do evento, proporcionando também a troca de experiências entre projetos.
Durante o encontro, os técnicos tiveram como tarefa apresentar dinâmicas de grupo que podem ser realizadas nas atividades previstas no projeto, especialmente nas atividades de educação ambiental, cursos e seminários.
Uma das dinâmicas apresentadas foi uma espécie de Amigo Secreto ambiental chamada de Ambiente de Presente, onde o presente não tinha nada de tradicional,. Durante a trilha, cada participante teve que observar uma paisagem ou detalhe, que foi entregue sob a forma de um desenho, ao respectivo amigo ao final do encontro.
Outra atividade do evento foi a apresentação de resultados do Projeto Araucária pelas equipes de trabalho das regiões Oeste e Alto Vale do Itajaí. Ficou constatado que o projeto está tendo resultado positivo, realizando com sucesso as suas atividades. Existe uma grande demanda de agricultores das duas regiões em fazer parte do projeto, assim houve a necessidade de se discutir as metas e o planejamento de trabalho para os próximos meses.
Para finalizar as atividades, num momento de confraternização, houve o sorteio de livros e produtos artesanais oriundos de alguns dos 13 municípios que o projeto atende. Os vizinhos da RPPN, Dona Iraci e Seu João, participaram da confraternização.
O Projeto Araucária iniciado em 2013 é executado pela Apremavi e tem o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e apoio do Governo Federal.
O Programa Matas Legais é realizado em parceria com a Klabin nos estados de Santa Catarina e Paraná desde o ano de 2005.
A RPPN Serra do Lucindo é de propriedade da Apremavi, tem 316 hectares, tendo sido criada no ano de 2010.
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Autoras: Edilaine Dick, Marluci Pozzan e Miriam Prochnow.
29/04/2014 | Notícias
Um grupo de produtores florestais do Médio Rio Tibagi (PR), composto por 41 proprietários e 74 propriedades rurais, está prestes a obter o selo internacional do FSC. Eles tem o apoio da Klabin e a parceria do Programa Matas Legais. Será o primeiro grupo a ser certificado pelo FSC na Região Sul do Brasil. No total serão 6.900 hectares de área total certificada, com 3.600 hectares de efetivo plantio de eucaliptos e pínus. A certificação em grupo está sendo feita através do padrão de certificação SLIMF para florestas plantadas, que é um padrão apropriado para pequenas propriedades.
As propriedades estão distribuídas em oito municípios: Telêmaco Borba, Tibagi, Imbaú, Reserva, Ortigueira, Curiúva, Figueira e Ventania. A certificação permitirá ao grupo comercializar madeira com maior valor agregado e com as melhores práticas de manejo.
A auditoria do Imaflora para vistoriar as propriedades, com vistas a obtenção do selo, aconteceu de 24 a 28 de fevereiro de 2014. Os técnicos do Programa Matas Legais acompanharam a equipe do fomento florestal da Klabin e da Tree consultoria e os auditores do Imaflora, na visita às propriedades. O Matas Legais, programa da parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Klabin, que já atua na região desde 2008, vem trabalhando a adequação ambiental das propriedades, facilitando o processo de certificação.
Desde 2008 o Matas Legais já atendeu mais de 500 propriedades na região de Telêmaco Borba no Paraná. Emílio André Ribas, técnico do programa, comenta que 2013 foi uma ano de excelentes resultados: "fechamos o ano com 80.000 mudas de árvores nativas plantadas, correspondendo a 48ha de áreas degradadas em processo de restauração. isso é muito bom", conclui.
Para Ivone Namikawa, coordenadora de Sustentabilidade Florestal da Klabin, auxiliar o desenvolvimento de pequenos produtores nas regiões onde atuamos é um trabalho que a Klabin tem orgulho de desenvolver: ser uma das empresas responsáveis pelo auxílio à conquista da certificação FSC faz com que a companhia contribua para o desenvolvimento de um mercado de melhor valor agregado, ao mesmo tempo que tem participação ativa na melhoria da gestão da propriedade rural, com resultados ambientais e sociais significativos , afirma.
O padrão SLIMF é o resultado de um trabalho que foi realizado por empresas do setor de papel e celulose, FSC Brasil, WWF Brasil e Universidade Federal de Viçosa. O seu principal objetivo foi desenvolver o padrão para implantar o manejo adequado para plantios de pinus e eucalipto, simplificando o processo para pequenos produtores, facilitando o acesso a certificação FSC e estimulando a abertura de novos mercados.
Saiba mais acessando a matéria no site do FSC.
Vistoria de área plantada com eucalipto, área demarcada para restauração e remanescente nativo. Foto: Emília André Ribas.
03/01/2014 | Notícias
O programa Matas Legais, uma parceria entre Apremavi e Klabin, começou desde outubro de 2013 a auxiliar proprietários parceiros do fomento florestal no Paraná a conquistarem a certificação pelo FSC (Forest Stewardship Council) de suas propriedades.
Estima-se que pelo menos 50 propriedades sejam certificadas até junho de 2014. Um diferencial é que as certificações serão realizadas em grupos, o público beneficiário do projeto são pequenos e médios produtores florestais da região de atuação da Klabin.
Na atividade da silvicultura, plantio de árvores para fins econômicos, a certificação pelo FSC promove, conforme princípios e critérios estabelecidos o manejo responsável das florestas. Nesse contexto é necessário planejamento das propriedades levando em consideração a paisagem local e seus atributos ambientais.
O selo de certificação florestal possui um diferencial de mercado, atesta garantias sustentáveis dos princípios ambientais, sociais e econômicos, o que vem sendo observado por consumidores que buscam produtos ecologicamente corretos.
Em 5 anos de atividades no PR, o programa Matas Legais já atendeu mais de 500 proprietários rurais, apoiando iniciativas que buscam a adequação ambiental das propriedades frente a legislação. Com relação às Áreas de Preservação Permanentes foram centenas de hectares conservados entre restauração e regeneração.
Julio Cezar Pisani, parceiro fomentado da Klabin e integrante no projeto de certificação, salientou: o programa Matas Legais trouxe uma oportunidade de adequar-me frente à legislação florestal, ao mesmo tempo tive a chance de recuperar as minhas nascentes, contando com o apoio da equipe técnica do programa matas legais concluiu Pisani.
Foram restauradas na propriedade 12 hectares de áreas de preservação permanente entre nascentes e córregos. Até o momento foram plantadas 20.000 mudas nativas da Mata Atlântica.
Equipe de plantio planejando as atividades na propriedade.
Sobre o Programa Matas Legais:
O Programa Matas Legais é uma parceria da Apremavi com a empresa Klabin com o objetivo de desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal, que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.
31/10/2013 | Notícias
A XVII reunião do Fórum Florestal do Paraná e Santa Catarina foi realizada no dia 17 de outubro de 2013, em Lages (SC). A reunião contou com a presença de 10 representantes de organizações ambientalistas e empresas do setor florestal e teve como objetivo discutir a questão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a organização de um seminário sobre comunidades e o planejamento de atividades para 2014.
Definiu-se que em 25 de março de 2014 o Fórum realizará um Seminário sobre o CAR na sede da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), em Atalanta SC.
O CAR é uma exigência prevista em lei e obrigatória para todos os proprietários e possuidores de imóveis rurais. Recentemente o Diálogo Florestal divulgou documento apoiando e cobrando a sua implantação por parte do governo.
Na reunião também ficou definido que em 2014 a Apremavi continuará responsável pelas atividades de secretaria executiva do Fórum, tendo sido criado um grupo de apoio, que auxiliará a secretária executiva em assuntos emergenciais. O grupo de apoio é composto por representantes da Arauco e do Centro Vianei.
No dia seguinte, 18 de outubro, os integrantes do Fórum PR e SC participaram do Seminário do Programa Matas Legais, que abordou os seguintes temas:
A adequação ambiental de pequenas propriedades.
A Certificação do Manejo Florestal em pequenas propriedades.
O Licenciamento de empreendimentos florestais.
O Diálogo Florestal iniciativas para um caminho sustentável
O Matas Legais é um programa de parceria entre a Apremavi e a Klabin, sendo que o evento foi realizado no Auditório Caverna da UDESC e contou com a presença de 185 pessoas entre estudantes, professores, técnicos, agricultores, representantes de ONGs e empresas do setor florestal.
A participação do Fórum neste Seminário faz parte de umas das ações prioritárias do GT Fomento Florestal, que tem como um dos objetivos a aproximação com outras iniciativas que acontecem no Brasil, visando a troca de experiências e o aprendizado. Um dos temas prioritários é a certificação florestal, em especial de pequenas e médias propriedades rurais, cuja certificação tem acontecido em grupo. A palestra sobre certificação foi ministrada por Victoria Rizo, que apresentou o caso da certificação em grupo da ASPEX, no Sul da Bahia.
Abaixo, momento da reunião do Fórum Florestal PR e SC. Foto: Miriam Prochnow
04/10/2013 | Notícias
A Apremavi e a Klabin convidam para o Seminário do Programa Matas Legais, que vai acontecer no dia 18 de outubro de 2013, no auditório da Udesc, em Lages (SC).
Programação:
8h-9h – Inscrições e café com prosa
9h – 9h30 – Abertura
9h30 – Programa Matas Legais – Adequação de Pequenas Propriedades. Apremavi/Klabin.
10h30 – Certificação do Manejo Florestal em Pequenas Propriedades
Estudo de caso – Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia (Aspex) – Tree Consultoria Ambiental/Victoria Riso.
12h – Almoço
13h30 – Como legalizar seu empreendimento florestal? – Empresa Junior – Udesc/Vilmar Picinatto Filho.
14h30 – Diálogo Florestal – Iniciativas para um caminho sustentável. Apremavi-DiálogoFlorestal/Miriam Prochnow.
16h – Café com prosa
16h30 – Encerramento do evento.
Local do evento:
Auditório Caverna – Udesc
Av. Luiz de Camarões, 2.090
Bairro Conta Dinheiro – Lages (SC)
Confirme sua presença até 15/10 pelo telefone (49) 3275-8228 com Kauana ou pelo email: astupp@klabin.com.br
No dia 17 de outubro acontecerá a reunião do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina do Diálogo Florestal, com a seguinte pauta:
15h: Boas vindas e apresentação da pauta
15h20min: Fórum PR e SC e o CAR
15h45 min: Seminário com a comunidade
16h15 min: Programação Fórum para 2014 (técnica e financeira) 16h45 min: Informes da última reunião
17h: Encaminhamentos
Local:ACR.
Endereço: Rua João de Castro, 68, Centro, Lages (SC). Data:17 de outubro de 2013.
Confirme presença com Daiana Tânia Barth: daiana@apremavi.org.br
12/08/2013 | Notícias
Aconteceu em 01/08/2013 em Curiúva PR, o 8º Seminário Regional do Programa Matas Legais, uma realização da parceria Apremavi e Klabin.
Aproximadamente 130 pessoas participaram do evento, entre agricultores, técnicos e estudantes universitários dos municípios de Curiúva, Figueira, São Jerônimo da Serra, Ibaiti, Castro, Piraí, Telêmaco Borba, Imbaú, Sapopema, Ventania, Tibagi, Congoinhas e Ponta Grossa.
O seminário teve como objetivos demonstrar integrações sustentáveis na área florestal, possíveis de implementação nas propriedades rurais da região.
A Apremavi realizou palestra mostrando os principais resultados do programa Matas Legais no PR. Segundo Emilio André Ribas, técnico do programa, em cinco anos foram distribuídas 341.000 mudas de árvores nativas, demarcados 993 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), envolvendo 482 propriedades rurais. O programa tem dado apoio aos parceiros do fomento florestal da empresa Klabin a adequarem passivos ambientais nas propriedades rurais, através da doação de mudas nativas, recuperação de áreas ciliares e orientação técnica aos produtores, oportunizando-os a ficarem legais frente à legislação florestal.
Foram abordadas também pela Apremavi questões relacionadas ao novo código florestal. A palestra mostrou as principais mudanças advindas com a nova lei e também a importância da implantação do Cadastro Ambiental Rural, o CAR.
A diversificação na produção agrícola é hoje na propriedade rural uma importante estratégia na agregação de renda, no seminário a Klabin apresentou experiências realizadas com a integração entre florestas de eucalipto e gado bovino, sistema conhecido como silvopastoril.
A pecuária de corte é uma importante e expressiva atividade desenvolvida na região, justificando esse fato a empresa Facholi contribuiu com o seminário realizando uma palestra sobre as principais espécies de gramíneas adaptadas a região para melhoramento de pastagens.
Nas fotos abaixo uma demonstração de área em restauração, comparando o antes e depois. A área fica na propriedade de Andrea de Fátima de Oliveira, no municipio de Curiúva (PR).
Área em março de 2010
Mesma área em maio de 2013
23/05/2013 | Notícias
A Klabin e a Apremavi realizaram no dia 23 de maio de 2013, em Atalanta (SC), o Seminário Regional do Programa Matas Legais. O evento contou com a presença de mais de 60 participantes, entre prefeitos, agricultores, secretários municipais, técnicos de empresas e ONGs. Na pauta assuntos de grande importância para a região. A programação contou com as seguintes apresentações:
Programa Matas Legais Uma oportunidade de buscar a Adequação Ambiental – Apremavi
Fomento Florestal da Klabin Fortalecendo o setor florestal no Alto Vale do Itajaí Klabin(SC)
– Novo Código Florestal (LEI No 12.651, DE 25 DE MAIO DE 2012), aplicação da Lei referente a APPs e Reserva Legal nas Propriedades Rurais Apremavi
– Reserva Legal – AMAVI
– Perspectivas para o Mercado do Eucalipto Klabin(SC)
– Integrações Sustentáveis Experiências Silvipastoris em parcerias com a Klabin Klabin PR
Para os interessados em conhecer melhor o Matas Legais, é só entrar em contato com a Apremavi no fone: (47) 35350119 ou através do email: leandro@apremavi.org.br
12/11/2012 | Notícias
No dia 26 de outubro de 2012 a Apremavi, através do programa Matas Legais, iniciou a execução do projeto demonstrativo de Restauração Florestal em Área de Preservação Permanente (APP), o qual será utilizado didaticamente para a extensão das técnicas de restauro aos proprietários rurais, técnicos e entidades da região. A APP, com 2.000 m², possui um histórico severo de degradação, trata-se de uma nascente de rio cuja área do entorno encontrava-se desprovida de mata ciliar. A área vinha sendo utilizada como pastagem, e parte desta APP foi transformada em um reservatório de água para dessedentar os animais. O estudo in loco da área, para elaboração do projeto, revelou um avançado processo de erosão do solo, havendo também a presença do capim Brachiaria sp que é extremamente agressivo e impede a regeneração de plantas nativas. Diante deste diagnóstico, técnicos da Apremavi elaboraram o projeto com o objetivo de eliminar os agentes degradantes e iniciar o processo ecológico de restauro florestal.
O projeto demonstrativo está sendo desenvolvido na Estação Experimental da Klabin, situada na localidade do Espigão Baixo, no município de Curiúva (PR). A Estação está localizada na propriedade do casal, parceiros do Programa Matas Legais, Aldivina e Gilberto Parra. O objetivo da estação é demonstrar na prática a outros produtores, técnicos e entidades da região algumas tecnologias silviculturais, tais como o Sistema Silvipastoril (que agrega na mesma área a produção de madeira e a criação de gado); bem como a eficiência dos substratos utilizados. Com a execução deste projeto pela Apremavi, também serão demonstradas as tecnologias aplicadas à restauração florestal em áreas degradadas.
Colocando a "mão na massa" e com muito entusiasmo, o projeto de restauro está sendo executado pelos técnicos do programa Matas Legais da Apremavi em parceria com os agricultores. Dentro do projeto, foram planejadas e estão sendo executadas as seguintes estratégias: para a contenção da erosão foi construído um terraço em curva de nível e a introdução da espécie Mucuna aterrima, que é uma forrageira leguminosa de crescimento rápido que forma grande quantidade de biomassa, fornecendo ao solo, além da matéria orgânica, a fixação de nitrogênio atmosférico pelas rizobactérias. Para proporcionar a cobertura florestal da área foram plantadas 330 mudas de árvores nativas da região, as quais foram produzidas pela Apremavi no viveiro Jardim das Floretas.
Um dos objetivos deste projeto demonstrativo é apresentar aos produtores uma metodologia que propicie um desenvolvimento rápido das mudas plantadas. Fato importante, já que uma das dificuldades encontradas pelos produtores do estado do Paraná na restauração de áreas degradadas, é o alto custo para o controle e erradicação do capim Brachiaria, que é extremamente agressivo e de crescimento rápido, assim, quanto mais rápido for o desenvolvimento das mudas nativas plantadas, menor será o número das intervenções de limpeza da área.
Esta técnica está sendo adotada com o objetivo de substituir o uso de agrotóxicos que normalmente são utilizados no combate da Brachiaria.
Sobre o Programa Matas Legais:
O programa iniciou em Santa Catarina em 2005, e em consequência do sucesso, foi inserido do Estado do Paraná em 2008. O programa tem como objetivo desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.
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03/04/2012 | Notícias
O Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil) iniciou oficialmente em 16 de março de 2012 a consulta pública ao Padrão Nacional Slimf Plantadas(Padrão de Certificação FSC para o Manejo Florestal em Pequena Escala e de Baixa Intensidade para Florestas Plantadas) cujo documento (Versão 1.0) já se encontra disponível em no website FSC Brasil.
Para a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) a elaboração desse padrão será muito importante, especialmente para as atividades do Programa Matas Legais.
A participação no processo de construção do padrão Slimf poderá ser feita de 3 formas:
1 – Acessando nosso website, preenchendo o formulário próprio e enviando para o e-mail:consultapublica@fsc.org.br até o dia 16 de maio.
2 – Acessando o hotsite www.florestascertificadas.org.br, que estará disponível a partir de 09 de abril com informações sobre o processo, os padrões, o público ao qual se destina etc, e, com uma seção para preenchimento online do formulário de comentários e sugestões.
3 – Participando das consultas e reuniões presenciais preparadas para estimular os debates e colher manifestações de partes interessadas no conteúdo e proposta deste novo padrão nacional. Veja a agenda abaixo:
24/04/2012: PR – Telêmaco Borba:
SESI Telêmaco Borba
Av. Vidal de Negreiros, 225 | 84.261-560 | Telêmaco Borba/ PR.
Contato:(42) 3271-4800
HORÁRIO: A definir.
05/05/2012: MG – São João Evangelista:
IFMG São João Evangelista
Av. 1º de Junho Nº 1043 Centro – São João
Evangelista/MG.
Contato: (33) 3412-2900
HORÁRIO: A definir.
08/05/2012: BA Teixeira de Freitas:
Faculdade Pitágoras
Avenida Juscelino Kubitschek 3000 – Br 101 KM 879,4 – Teixeira de Freitas/BA.
Contato: (73) 3011-8300
HORÁRIO: 18:00 horas
O prazo final para manifestações e sugestões é 16 de maio de 2012.
Todos os comentários serão registrados e avaliados pela equipe do FSC Brasil, WWF Brasil e Equipe Técnica responsável na elaboração da versão final do Padrão SLIMF Plantadas, e os resultados amplamente comunicados a toda a comunidade FSC.
Detalhes sobre a consulta Online
Consulta Online Padrão Nacional SLIMF Plantadas
Contamos com a sua participação no processo de consulta pública para a elaboração do Padrão de Certificação FSC para o Manejo Florestal em Pequena Escala e de Baixa Intensidade para Florestas Plantadas, ou como chamaremos daqui em diante, do SLIMF Plantadas.
O Brasil já possui um padrão dirigido a pequenos grupos: o SLIMF Amazônia, para grupos de manejo de florestas nativas, construído por muitas mãos durante cinco anos, e aprovado em 2010 pelo FSC Internacional.
Desde então a demanda por um padrão mais adaptado à realidade dos pequenos produtores de florestas plantadas só fez crescer, e em resposta, iniciamos em 2011 a construção de um documento com indicadores específicos a este público, que complementarão o SLIMF Amazonia sem alterar seu conteúdo original, garantindo a ele uma nova categoria.
E agora iniciamos oficialmente a consulta ao Padrão Nacional Slimf Plantadas, convidando a todos a participarem deste processo enviando seus comentários no documento, ou, participando das reuniões presenciais que acontecerão nos próximos meses.
A consulta pública online ocorre no período de 16 de março de 2012 a 16 de maio de 2012.
Para contribuir com o processo, leia o Padrão V 1.0, preencha o formuláriocom suas sugestões/críticas e envie para o FSC (consultapublica@fsc.org.br).
Alguns esclarecimentos são importantes neste processo:
O padrão interino é dividido em Princípios, Critérios e Indicadores. Os Princípios e Critérios são definidos pelo FSC Internacional e nesta revisão não serão alterados.
O que está em fase de consulta são apenas os indicadores relacionados a florestas plantadas que seguem descritos abaixo de cada princípio/critério. Não transcrevemos todos os indicadores de florestas nativas do documento original, apenas aqueles que podem ser aplicados aos dois concomitantemente: nativas e plantadas. Assim, todos os indicadores que estão no documento podem ser comentados, melhorados etc.
Recomendamos que os comentários sejam feitos em forma propositiva, ou seja, através da sugestão de textos que traduzam a ideia ou a proposta, e que podem ser usados no documento.
30/01/2012 | Notícias
Desenvolvido desde 2005 em Santa Catarina e desde 2008 no Paraná, o programa Matas Legais, uma parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Klabin, tem como objetivo desenvolver ações de conservação e restauração florestal, educação ambiental e fomento Florestal, que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.
O público prioritário do programa são os proprietários rurais que plantam pinus e/ou eucalipto em parceria com a Klabin, os chamados fomentados. Em 2011, em Santa Catarina, onze municípios do Planalto Serrano e do Alto Vale do Itajaí fizeram parte das atividades. Já no Paraná, foram 12 municípios da região do Norte Pioneiro Paranaense.
O trabalho realizado pelos técnicos da Apremavi consiste em visitas técnicas de cunho ambiental nas propriedades parceiras. Nestas visitas são repassadas aos proprietários, as informações sobre o programa e também é feita a demarcação das Áreas de Preservação Permanente (APP), visando sua restauração, uma vez que estas áreas não podem ser utilizadas para o plantio de florestas exóticas com fins econômicos.
No Paraná, o ano de 2012 inicia com números bem promissores pois o programa Matas Legais tem mais de 400 propriedades parceiras cadastradas e o número de mudas de espécies nativas doadas é superior a 270.000. Bons resultados também são observados nas propriedades. Nestes quase quatro anos, muitos agricultores realmente abraçaram a causa e se tornaram ótimos parceiros na restauração de áreas degradadas.
Segundo Evilásio Puttkamer, técnico da Apremavi que atua no projeto no Paraná, é interessante observar a mudança da consciência ambiental destes agricultores que ajudam a conservar a natureza: Eles acreditam que a conservação e restauração das áreas degradadas, principalmente as beiras de nascentes e córregos, são necessárias para sua própria sobrevivência. Esse é caso da agricultora Maria do Carmo Pereira do município de Ibaiti. Sua família utiliza água de uma nascente para consumo, onde as margens estavam completamente degradadas, primeiro pela retirada da vegetação e depois pelo uso do pasto para animais domésticos. O incentivo do programa Matas Legais veio em boa hora, além de financiar o cultivo do eucalipto estamos resolvendo um problema que nós não estávamos enxergando…nossa água está acabando! diz a agricultora Maria do Carmo. A família da agricultora está fazendo um ótimo trabalho dentro do projeto para restaurar esta APP.
Em Santa Catarina o ano de 2011 foi marcado com o II Seminário de Integração das Mulheres Agricultoras no Alto Vale do Itajaí. Neste evento tiveram presentes principalmente esposas de fomentados. A ideia do evento foi ajudá-las a entender como funciona o programa e como elas podem tirar proveito das mudas nativas doadas. Para tal, houve a participação de Ursula Berschinock, agricultora agroecológica do município de Atalanta. Ursula contou sua experiência, trajetória, desafios, erros e acima de tudo mostrou para todas que é possível cultivar produtos de excelente qualidade, sem o uso de agrotóxicos.
Para estimular as mulheres participantes, o evento também contou com a participação de Rafael Sittoni Goelzer, contando sua experiência com a Fazenda Quinta da Estância Grande, em Viamão(RS) e com Ney Germano Stolf, que além de ser fomentado da Klabin, em sua propriedade no município de Imbuia (SC), é um entusiasta da natureza.
Para Leandro Casanova, Coordenador do Projeto, 2012 realmente promete ser um excelente ano de atividades para o programa Matas Legais: no Viveiro Jardim das Florestas já estão preparadas milhares de mudas para serem utilizadas na restauração de matas ciliares e outras áreas importantes, além de estarmos programando todas as atividades de Educação Ambiental e de capacitação de proprietários. Esperamos aumentar bastante o número de parceiros do programa.
Maiores informações sobre o Programa Matas Legais:
Santa Catarina (47) – 88518268 – Leandro Casanova
Paraná (43)3545 1002 Evilásio Puttkamer
Fotos: Evilásio Puttkamer, Leandro Casanova e Vanessa Souza.
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