13/04/2011 | Notícias
O I Seminário Sobre Florestas Plantadas e Critérios Socioambientais, tem como objetivo discutir critérios socioambientais envolvidos nos processos de Certificação Florestal com ênfase nas Relações Comunitárias e Direito dos Trabalhadores.
O evento será realizado no dia 05 de maio de 2011, sendo direcionado para representantes das empresas florestais que participam ou não do Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, representantes do terceiro setor e demais interessados no tema.
A programação do seminário será pautada nas seguintes palestras:
– O Diálogo Florestal e o Fórum Florestal PR e SC.
Palestrante: Edilaine Dick (Secretária executiva do Fórum PR e SC).
– Iniciativas socioambientais desenvolvidas por empresas participantes do Fórum Florestal PR e SC.
Palestrantes:
Programa Semear de Responsabilidade Socioambiental Maristela da Silva (Arauco).
Programas de Educação Ambiental Antonio Tsunoda (Rigesa).
Mecanismos de Comunicação Ivone Namikawa (Klabin).
– Relações do setor florestal com os movimentos sociais e direitos dos atores envolvidos.
Palestrante: Décio Zylbersztajn (Profº da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e membro do Centro de Conhecimento em Agronegócios da USP PENSA).
– Princípios e critérios socioambientais adotados pelo Cerflor.
Palestrante: Maria Tereza (Secretária executiva do Cerflor/Inmetro)
– Princípios e critérios socioambientais adotados pelo FSC.
Palestrante: Fabíola Zerbini (Secretária executiva do FSC Brasil)
O seminário será realizado no Condomínio Business Offices Av. Sete de Setembro, 4214 Curitiba (PR).
Segue em anexo a programação completa.
É necessário confirmar a sua presença, até o dia 29/04/2011, com Edilaine Dick, pelos telefones (47) 88269859/35350119 ou email edilaine@apremavi.org.br.
05/04/2011 | Notícias
No dia 30 de março de 2011, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) promoveu a Oficina de Elaboração do Diagnóstico Inicial do projeto Integração e Capacitação de Conselhos e Comunidades na Gestão Participativa de Unidades de Conservação (UCs).
Realizada no auditório da Unoesc – Campus Xanxerê (SC), a oficina reuniu 45 participantes, entre equipe do projeto, gestores e representantes dos conselhos consultivos de 06 Unidades de Conservação (UCs) do Oeste de SC e Centro Sul do PR: Parque Estadual Fritz Plaumann, Parque Estadual das Araucárias, Estação Ecológica da Mata Preta, Floresta Nacional de Chapecó, Parque Nacional das Araucárias e Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas.
O evento teve como objetivo a integração entre os diversos participantes, a apresentação geral do projeto em desenvolvimento e a elaboração do diagnóstico inicial do projeto, documento utilizado para estabelecer um retrato da situação atual dos conselhos consultivos de cada UC, o qual servirá de base para a avaliação das mudanças geradas a partir da implementação do projeto.
O projeto de integração e capacitação tem como objetivo principal o fortalecimento dos conselhos consultivos das UCs envolvidas. As atividades tiveram início em janeiro de 2011 e serão realizadas até julho de 2012 pela Apremavi, com apoio do PDA Mata Atlântica, anuência do ICMBio e FATMA e parceria com a Adami S/A Madeiras, Cinco Reinos Pesquisas e Serviços Ambientais, ECOPEF, INCRA, Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais, Prefeitura de Ponte Serrada (SC), Prefeitura de Palmas (PR), Unochapecó e Unoesc Xanxerê.
Durante a manhã, Marcos Alexandre Danieli, Técnico Ambiental da Apremavi, apresentou o contexto e motivação do projeto, destacando ainda o público alvo envolvido e as atividades previstas.
Na sequência, Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, apresentou o Plano de Monitoria do projeto, documento que auxiliará no monitoramento, avaliação e sistematização das ações a serem realizadas. Tendo como base este plano, através da aplicação de um questionário especifico, foram levantadas informações junto aos representantes dos conselhos consultivos das UCs, visando fornecer uma base referencial para as ações de monitoramento.
O período da tarde esteve voltado à discussão sobre gestão participativa em UCs. A partir de trabalhos em grupo, os representantes de cada UC conversaram sobre a situação de seu conselho, orientados pelas seguintes perguntas: O que o conselho entende por gestão participativa? Quais são os principais pontos positivos e pontos negativos que influenciam o funcionamento do conselho?
Em seguida, cada grupo apresentou as informações em plenária, num importante momento de integração entre UCs e socialização de experiências, as quais enriqueceram a análise de cada conselheiro sobre o andamento das atividades onde ele está inserido.
Após os trabalhos em grupo, Juliano Rodrigues Oliveira, analista ambiental do ICMBio e gestor do Parque Nacional das Araucárias, prosseguiu os trabalhos com uma apresentação sobre Gestão Participativa em UCs, destacando as características e a importância dos conselhos de UCs como espaços estratégicos de participação e envolvimento na gestão de Unidades de Conservação.
Para este oficina foram convidados 07 representantes de cada conselho de UC, envolvendo uma amostra representativa de instituições governamentais e da sociedade civil, tendo em vista que o evento foi conjunto para as 06 UCs envolvidas.
Nas oficinas de capacitação dos conselhos, previstas para o segundo semestre de 2011, serão envolvidos todos os conselheiros das UCs, em eventos que serão realizados nos municípios onde as UCs estão inseridas.
Fotos: Edilaine Dick e Marcos A. Danieli
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05/04/2011 | Notícias
No dia 02 de abril de 2011, representantes da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) participaram de um mutirão de limpeza do local onde está sendo instalada a sede da Associação de Moradores e Amigos de Ventania (Amave), no município de Ventania (PR).
A Amave é uma instituição sem fins lucrativos com caráter essencialmente comunitário, concebida como órgão representativo dos moradores. Seu objetivo fundamental é motivar a sociedade civil a se organizar de fato, contribuindo assim para que sua comunidade melhore em todos os setores.
A sede cedida em comodato pelo poder público local é a antiga Escola Municipal Irineu Gobbo, localizado na BR 153 (Transbrasiliana). O espaço esteve fechado e abandonado por aproximadamente 10 anos, e, no último sábado, juntou várias pessoas da comunidade num mutirão de limpeza e organização do local.
Segundo a Presidente da Amave Silvana Fontana: A participação das pessoas é fundamental no início de um trabalho como o que a Amave está propondo, que é a de transformação efetiva na comunidade. É preciso que todos vejam e participem de todo o processo de reconstrução, assim, sentem-se de fato parte da associação e de suas conquistas. O que aconteceu no sábado, na entrada da sede, foi o início de um processo de muito trabalho. Quem estava ali, estava de corpo, alma e coração acreditando que a partir dali é possível fazer mudanças para melhor. É preciso trabalhar com a auto-estima do ser humano. Quando as pessoas percebem que são necessárias, por mais simples que pareça, elas crescem em presença e em contribuição. Esse é o espírito que move a Amave. Queremos que a nova sede abrigue cursos, serviços permanentes, horta comunitária, o início de um viveiro de árvores, local para encontros, conhecimento, lazer e muito trabalho.
O programa Matas Legais desenvolvido pela Apremavi em parceria com a Klabin está há três anos no estado do Paraná, sendo Ventania um dos municípios de atuação. Neste período o programa tem promovido intercâmbio com diversas instituições com o objetivo de colaborar com projetos socioambientais. Um exemplo é o trabalho do programa em conjunto com a Amave no sentido de aumentar a articulação e a disponibilização de conhecimentos para o recém formado Conselho Municipal de Meio Ambiente, com o objetivo de fortalecê-lo e com isso torná-lo atuante no município. Outros trabalhos conjuntos estão sendo discutidos para serem implementados ainda em 2011.
O município de Ventania fica localizado na região Centro Oriental Paranaense, ou Campos Gerais do Paraná, na microregião de Telêmaco Borba. Sua população, segundo IBGE senso 2010, é de 9.967 habitantes e sua área é de 759,366 Km². No século XIX, onde hoje é o município de Ventania, havia uma fazenda agrícola denominada Fazenda Fortaleza. Em 1870 um violento tufão assolou uma extensa área da fazenda, deixando um enorme rastro de destruição na Mata Virgem e desde então o lugar ficou conhecido como Invernada da Ventania.
21/03/2011 | Notícias
No mês de março de 2011, na cidade de Campinas (SP), a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), junto com outras 48 instituições, participou de uma Oficina de Monitoramento de Projetos de Restauração, promovido pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica.
O objetivo do evento foi reunir representantes técnicos de empresas, governos, sociedade civil e comunidade científica para construir e validar um protocolo padrão de monitoramento de projetos de restauração a ser sugerido aos membros do Pacto para melhorar a qualidade, quantidade e eficiências das estratégias e ações de restauração florestal na Mata Atlântica.
O evento proporcionou aos participantes uma visita à fazenda Guariroba, no município de Campinas, onde pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da ESALQ/USP estão conduzindo um projeto de restauração florestal numa área com mais de 300 hectares, que inclui uma diversidade muito grande de espécies de plantas nativas da região.
Os participantes discutiram critérios de monitoramento de projetos de restauração florestal dentro de quatro princípios: o ecológico, o social, o econômico e o de gestão de projetos. Estes princípios, considerados fundamentais ao sucesso da restauração, foram os pilares para a construção e validação, pelos membros do Pacto, de um protocolo padrão para o monitoramento dos projetos de restauração florestal, em áreas cadastradas no Pacto. Assim todas as áreas cadastradas pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica receberão monitoramento padronizado, para que, além de receberem orientações técnicas de boas práticas também sirvam de modelo para novas observações e produção de conhecimentos e que esses conhecimentos sejam registrados e disponibilizados a todos os membros.
O técnico que representou a Apremavi foi Evilásio Puttkamer Jr., Coordenador do programa Matas Legais no Paraná. Segundo ele o evento foi muito bom, pude interagir com outros técnicos da área, outras ONGs, entidades públicas e empresas. Acredito que o custo para a realização do monitoramento dos projetos será o maior desafio, mas será vantajoso economicamente, pois é uma garantia que o dinheiro empregado nos projetos seja aplicado de forma eficiente, que trarão realmente os resultados esperados.
A Apremavi com o intuito de cada vez melhorar seus métodos e conceitos nos projetos de restauração e de transmitir seus conhecimentos a outros projetos está unida ao Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que é um movimento coletivo que tem como objetivo integrar indivíduos e instituições para restaurar a Mata Atlântica em larga escala, onde a meta é restaurar 15 milhões de hectares até 2050, que elevará dos atuais 7% de Mata Atlântica existentes para mais de 30% de cobertura florestal, considerando o território original do bioma.
A Apremavi, ao longo dos seus 23 anos de sua existência, vem realizando muitos projetos de Restauração Florestal na Mata Atlântica, em diferentes municípios do estado de Santa Catarina e, há três anos, também em municípios do estado do Paraná.
Os principais programas com atividades de restauração florestal da Apremavi são o Matas Legais e o Clima Legal.
O programa Clima Legal é desenvolvido em parceria com diferentes empresas, pessoas físicas e jurídicas e tem o objetivo de promover o plantio de árvores para o seqüestro de carbono, a fim de amenizar os efeitos do aquecimento global. Também é uma estratégia para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica.
Já o programa Matas Legais, desenvolve suas ações em parceria com a empresa Klabin S/A, nos estados de Santa Catarina e Paraná. Tem o objetivo de desenvolver ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal, que ajudem a preservar e recuperar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens. E só no estado do Paraná, nos últimos três anos, iniciou projetos de restauração florestal em mais de 400 hectares em diversas propriedades rurais.
A restauração florestal ou ecológica de uma área degradada significa retirar o agente impactante (ocupação por gado, agricultura, etc.) e manejar a área propiciando o retorno da vegetação (que pode ser com o simples abandono da área, com o plantio de mudas de árvores nativas, ou a associação das duas coisas). Esse procedimento deve ter o acompanhamento técnico por no mínimo dois anos, para garantir o desenvolvimento inicial das plantas regenerantes. Contudo, o monitoramento contínuo dos projetos de restauração é, em muitas situações, determinante para o sucesso da restauração, principalmente em áreas à restaurar onde, por exemplo, estejam muito distantes de florestas remanescentes fornecedoras de sementes e pólen poderão ter dificuldades para se perpetuarem no tempo e de desempenharem seu verdadeiro papel ecológico.
É muito importante aplicar, nos projetos de restauração, os conhecimentos sobre a ecologia da restauração, obtidos e disponibilizados nos últimos anos e divulgar os novos conhecimentos adquiridos para que cada projeto desenvolva a melhor metodologia de restauração e assim, com o menor custo traga o melhor resultado com relação à funcionalidade ecológica da área restaurada.
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01/03/2011 | Notícias
Entre os dias 22 e 24 de fevereiro de 2011, os funcionários da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Marcos Alexandre Danieli e Geraldine Marques Maiochi, participaram em Brasília, da Oficina de Capacitação Inicial para execução do projeto financiado pelo Subprograma Projetos Demonstrativos – PDA Mata Atlântica.
A oficina envolveu representantes das 11 ONGs que tiveram seus projetos selecionados na chamada 9 do PDA, além de representantes do PDA, Ministério do Meio Ambiente e ICMBio.
O primeiro dia esteve pautado na capacitação financeira, que envolveu a apresentação e trabalho prático com o novo sistema financeiro do PDA e o esclarecimento de dúvidas relacionadas a gestão deste sistema.
No segundo dia, representantes do MMA apresentaram informações sobre o contexto atual da Mata Atlântica e os esforços que estão sendo empreendidos para auxiliar na recuperação e conservação dos remanescentes florestais existentes.
Na sequência, as atividades estiveram focadas na analise técnica dos projetos, a partir de trabalhos em grupos envolvendo as três linhas temáticas abrangidas na chamada 09. Para enriquecer a discussão, foram apresentadas palestras de subsídio para os grupos, prosseguindo com a apresentação e socialização das propostas aprovadas.
Neste sentido, Marcos Alexandre Danieli, representando a Apremavi, apresentou o projeto Integração e Capacitação de Conselhos e Comunidades na Gestão Participativa de UCs Federais e Estaduais Oeste de SC e Centro Sul do PR que tem como objetivo principal o fortalecimento dos conselhos consultivos das UCs abrangidas no projeto.
O terceiro dia foi destinado à elaboração do Plano de Monitoria de cada projeto e socialização no grupo de trabalho. Este documento será usado para o monitoramento, avaliação e sistematização das ações realizadas no decorrer dos trabalhos e as informações geradas a partir do Plano serão usadas para a posterior publicação de materiais de educação ambiental, visando a replicação das experiências.
A socialização entre os projetos durante os dias da oficina foi importante para estreitar as relações entre os diferentes atores envolvidos. Durante as apresentações foi possível perceber muitos pontos em comum, e, considerando que os trabalhos serão realizados no mesmo período, será importante o contato contínuo e a integração entre os projetos, como forma de potencializar e qualificar as ações de cada território, destaca Marcos Alexandre Danieli.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, implementa o Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA), desde 1995. Atualmente o PDA está vinculado a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. Os recursos são oriundos da Cooperação Financeira da República Federal da Alemanha, por meio do KfW, com a contrapartida do Ministério do Meio Ambiente e com o apoio da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ).
Fotos: Arquivo PDA.
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08/10/2010 | Notícias
A ambientalista catarinense Miriam Prochnow, Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi, participará da reunião do Diálogo Florestal Internacional (The Forests Dialogue – TFD), que acontece de 12 a 17 de outubro na Indonésia. Miriam integra o Comitê Executivo do Diálogo Internacional representando o Brasil.
Nesta reunião o Diálogo Florestal Internacional discutirá as plantações florestais e sua relação com as populações indígenas e tradicionais e realizará uma reunião ordinária do Comitê Executivo. Em Pekanbaru serão visitadas algumas comunidades onde existem ou existiram conflitos entre as atividades das populações tradicionais e as atividades da silvicultura, visando a elaboração de diretrizes internacionais de resolução desse tipo de conflito. Já a reunião do Comitê Executivo será em Bali e complementará as visitas de campo, com encaminhamentos para os trabalhos futuro do Diálogo.
A Indonésia foi escolhida para sediar este evento do Diálogo Internacional por ser hoje um dos países que tem o maior índice de desmatamento de florestas no mundo, contribuindo substancialmente para as emissões de gases do efeito estufa e onde ainda existem muitos conflitos sociais por conta do uso e ocupação do solo, entre elas a implantação de áreas para agricultura e plantações florestais. Uma das iniciativas do governo para reduzir a emissão de CO2 é a implantação de projetos de REDD (desmatamento evitado), que é também uma das áreas de interesse do Diálogo Florestal.
Miriam entende que esta viagem será importantíssima para a troca de experiências e para o encaminhamento de ações conjuntas visando cada vez mais o entrosamento entre o setor florestal, as comunidades e a conservação do meio ambiente. A experiência brasileira tem mostrado que isso não só é possível, como fundamental. Uma das experiências bem sucedidas é o Programa Matas Legais, que é desenvolvido numa parceria da Apremavi com a Klabin.
O Diálogo Florestal Internacional surgiu em 2000 e conta com a participação das maiores empresas do setor florestal mundial, grandes organizações ambientalistas, pesquisadores das ciências ambientais e representantes de movimentos sociais. Sua secretaria executiva está baseada na Universidade de Yale (EUA).
O primeiro encontro do The Forests Dialogue no Brasil foi em outubro de 2003, com o tema biodiversidade. Neste evento, realizado em Santa Cruz Cabrália (BA), os convidados brasileiros começaram a conversar sobre a ideia de implantar uma iniciativa similar no Brasil, reunindo empresas e organizações ambientalistas.
A iniciativa brasileira também chamada de Diálogo Florestal existe desde 2005 e reúne empresas do setor florestal e organizações ambientalistas com o objetivo de construir uma visão comum entre esses setores que leve a ações economicamente viáveis e aumente a escala dos esforços e os resultados para a conservação do meio ambiente, gerando benefícios para os participantes do Diálogo e para a sociedade em geral. Atualmente o Diálogo Florestal atua na Mata Atlântica, no Pampa e no Cerrado.
Miriam Prochnow é a secretária executiva do Diálogo Florestal brasileiro, cargo do qual está licenciada desde julho em função do processo eleitoral, devendo retomar suas atividades após o retorno desta viagem de trabalho.
O Diálogo Florestal realizou seu VI Encontro Nacional, em Itu (SP), entre os dias 25 a 27 de agosto de 2010. No encontro foi decidido que haverá uma terceira fase, de quatro anos, focada nos seguintes temas prioritários:
1 – Conservação e silvicultura (mosaicos e corredores ecológicos, restauração, planejamento da paisagem).
2 – Legislação ambiental (Código florestal, ICMS Ecológico e serviços ambientais e zoneamento ecológico/econômico).
3 – Florestas como vetor de desenvolvimento
4 – Florestas e mudanças climáticas
5 – Fomento florestal
O Diálogo Florestal conta com um Fórum Nacional, um Conselho de Coordenação, uma Secretaria Executiva e sete Fóruns Regionais, sendo uma deles o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, cuja secretaria executiva está sob a responsabilidade da Apremavi.
O atual Conselho de Coordenação do Diálogo é composto pelas seguintes organizações: Amda, Apremavi, Instituto Bioatlântica, Instituto Ecosolidário, The Nature Conservancy, Cenibra, Fibria, Klabin, Rigesa e Suzano.
09/09/2010 | Notícias
Entre os dias 30 de agosto e 03 de setembro de 2010, Edilaine Dick e Marcos Alexandre Danieli, técnicos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), participaram do IV Simpósio Sul de Gestão e Conservação Ambiental, evento que abrange, ainda, o V Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental, o Encontro do Coletivo Educador do Alto Uruguai, e a XIX Semana Alto Uruguai do Meio Ambiente, promovido pela Universidade Regional Integrada URI Campus Erechim (RS).
Segundo a professora Sônia Balvedi Zakrzeveski, do Coletivo Educador do Alto Uruguai, o evento teve como principais objetivos proporcionar aos estudantes, educadores e pesquisadores, espaços de diálogo e trocas de experiências em educação ambiental, gestão e conservação da biodiversidade; além de identificar e analisar as tendências e perspectivas da produção científica sobre as temáticas no país.
O evento foi composto pela realização de diversas palestras com temas relacionados à educação ambiental, gestão participativa em unidades de conservação, políticas públicas, conservação da biodiversidade e relatos de experiências em projetos ambientais desenvolvidos na região sul do país. Também foram realizados diversos minicursos envolvendo essas temáticas.
A participação do público alvo do evento se deu através de apresentações orais e banners com explanação de trabalhos realizados por diferentes instituições e pesquisadores. Os técnicos da Apremavi estiveram nesse espaço expondo o banner Desafios e perspectivas no processo de formação do conselho consultivo do Parque Nacional das Araucárias, que teve como foco relatar a metodologia adotada pela Apremavi para criação do referido conselho e as conquistas, assim como foram apresentados os desafios e as perspectivas frente à consolidação deste conselho.
Para Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, um dos principais pontos positivos do evento foi a possibilidade de integração com outras instituições e a troca de experiências com técnicos e estudantes, que tem em comum o trabalho em prol da conservação ambiental aliado à integração do homem com a natureza.
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14/04/2010 | Notícias
A rádio 93,3 FM e a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) se uniram para lançar uma campanha de conscientização ambiental que visa a mudança de hábitos cotidianos. O lema da campanha é: A gente muda o mundo com a mudança da nossa mente. O evento de lançamento aconteceu na manhã de sábado, 10 de abril de 2010, na praça central de Rio do Sul (SC).
Durante o evento foram distribuídos materiais sobre meio ambiente, além do folder da campanha. A população também pode contar com a distribuição de mudas nativas doadas pela Apremavi e pela ONG Mãe dÁgua.
Sobre a campanha
Nos próximos seis meses os ouvintes da rádio 93,3 FM receberão informações sobre questões ambientais e dicas de como contribuir para um mundo mais sustentável. De acordo com Rodrigo Horst, coordenador de Jornalismo da Rádio "as cidades precisam de pessoas com atitudes que provoquem mudanças nos hábitos dos nossos semelhantes".
A campanha irá ao ar de abril a setembro de 2010 e tem como objetivo, sensibilizar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente através de pequenas atitudes na nossa vida diária. Atitudes que nos tornem consumidores conscientes.
Os temas a serem trabalhados durante a campanha são:
Preservar a água é preservar a Vida – Dados e informações sobre a escassez, uso consciente, preservação da mata ciliar, saneamento, consequências prováveis de morar em locais de risco, mutirão de limpeza em rios e Averbação da Reserva Legal.
Reduzir a quantidade de lixo é um compromisso de todos – Dados e informações sobre a produção de lixo pela população e a importância na redução do consumo e consequentemente do lixo produzido, coleta seletiva, destino final do lixo e as consequências que o lixo causa para o meio ambiente.
É necessário ter consciência das ações do dia-a-dia, respeitando a natureza e também plantar árvores – Dados e informações sobre o aquecimento global, causas, consequências, modos de combater e dicas de como contribuir para reverter esse quadro com pequenas atitudes diárias.
A base da nossa saúde está na alimentação. Devemos questionar a procedência dos alimentos que adquirimos – Dados e informações sobre o uso de agrotóxicos nas lavouras, a poluição causada, os riscos que eles trazem à saúde dos produtores e consumidores e alternativas de produção.
A melhor estratégia para a conservação da biodiversidade e o equilíbrio do planeta é a criação de Unidades de Conservação – Dados e informações sobre as Unidades de Conservação existentes, o que são, para que servem e como criá-las.
O aproveitamento dos recursos naturais de maneira correta é o mais importante passo para que possamos reverter o quadro das problemáticas ambientais– Definição e dados sobre os benefícios para toda a população e informações sobre as alternativas energéticas ambientalmente sustentáveis.
É preciso um comprometimento permanente da empresa, em adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento global da sociedade – Definição, exemplos práticos do que as empresas podem fazer para contribuir com o meio ambiente e os benefícios que terão com tais atitudes, o que mudou no mundo dos negócios, novas exigências e novas oportunidades.
Além das informações diárias que os ouvintes da rádio 93 FM terão a oportunidade de acompanhar, a campanha contará ainda com pedágio, enquetes, entrevistas e mutirões com a comunidade.
Já está sendo programado o próximo evento de divulgação da campanha e de distribuição de mudas nativas, que deverá acontecer no início do mês de junho.
Todas as mudanças de hábitos, mesmo que pequenas, geram grandes diferenças. Faça você a sua parte! Contribua para a preservação de nosso bem mais valioso, o planeta Terra.
A rádio 93,3 FM, situada na cidade de Rio do Sul, foi uma das primeiras empresas de radiodifusão em freqüência modulada a operar no estado de Santa Catarina, outorgada pela Portaria 819 de 09/08/1977.
A 93.3 FM foi pioneira na adoção de uma programação segmentada e exclusiva para o publico jovem contemporâneo que via nas rádios FMs a alternativa para se atualizar quanto às novas tendências musicais e notícias.
Sua cobertura abrange uma significativa área entre o meio oeste e o litoral do estado de Santa Catarina.
Fotos: Rodrigo Horst
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24/03/2010 | Notícias
Entre os dias 09 e 11 de março de 2010, aconteceu o Seminário Integrado de Agroecologia de iniciativa da empresa Rigesa Celulose Papel e Embalagens Ltda. em celebração ao cumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público de Santa Catarina.
O seminário foi realizado em Canoinhas, Porto União, Mafra e Itaiópolis (Planalto Norte) e em Santa Cecília (Planalto Serrano), comarcas onde a Rigesa possui plantios florestais e fomento florestal.
As palestras foram ministradas por representantes do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, promotores das comarcas locais, Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA), Apremavi e Rigesa.
Em todos os municípios, o seminário teve boa representatividade e a presença significativa de agricultores, técnicos e estudantes.
A participação do Ministério Público Estadual bem como dos promotores das comarcas envolvidas teve papel fundamental, principalmente no esclarecimento de algumas questões relacionadas ao Código Ambiental Catarinense, que gerou impasse no que diz respeito às Áreas de Preservação Permanente (APP) e que está sendo questionado por uma Ação de Inconstitucionalidade.
Os promotores afirmaram categoricamente ao público que a lei que prevalece é a lei federal, ou seja, as diretrizes são regidas pelo Código Florestal Federal. Afirmaram que a lei estadual não pode ser mais flexível que a lei federal, o que caracteriza a inconstitucionalidade.
A FATMA falou sobre os licenciamentos ambientais necessários às atividades inerentes às propriedades rurais. Salientou que para qualquer processo de licenciamento a averbação da reserva legal é obrigatória.
Leandro da Rosa Casanova, coordenador de projetos da Apremavi, falou para o público sobre as alternativas possíveis para se promover a adequação ambiental dos imóveis rurais, no que diz respeito às APPs e Reserva Legal (RL).
Ao contrário do que se imagina, o Código Florestal de 1965 não é estático. Através de Decretos e Medidas Provisórias, houve mudanças que facilitaram a adequação ambiental, principalmente aos pequenos agricultores. A exemplo disso podemos citar a possibilidade do cômputo de APPs para compor a reserva legal, o uso indireto de produtos agroflorestais em APPs em recuperação, possibilidades de compensação da reserva legal em outras áreas, condomínios de reserva legal e servidão florestal.
Além disso, também foram passadas informações referentes a diferentes metodologias possíveis que contribuem para a recuperação de áreas ciliares e reserva legal nas propriedades rurais.
A Rigesa realizou uma apresentação institucional e apresentou os procedimentos adotados pela empresa no que diz respeito às normas de certificação. Explanou sobre as estratégias que estão sendo utilizadas para fazer a adequação de suas propriedades.
Abaixo foto do seminário em Porto União. Arquivo Rigesa.
26/02/2010 | Notícias
A Apremavi participou dos dias 09 a 11 de fevereiro de 2010, na cidade de Itu (SP), da primeira etapa de Capacitação em Planejamento, Monitoramento e Avaliação para a Conservação de Terras Privadas na Mata Atlântica. 30 organizações participaram dessa capacitação que faz parte do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy.
Segundo Mariana machado, da SOS Mata Atlântica, a concepção da capacitação partiu da premissa que as associações, confederações de RPPNs e ONGs que atuam para a conservação do Bioma Mata Atlântica precisam ter conhecimentos e habilidades de forma a gerar resultados, que se convertam na gestão ambiental efetiva, bem como fortalecer o movimento e as entidades ligadas às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
O curso de capacitação está sendo organizado em dois encontros presenciais e um momento não presencial. No primeiro momento, foram ministradas aulas com debates, reflexões e exercícios sobre os conceitos e ferramentas do curso, a fim de favorecer a troca de idéias entre os participantes e a melhor compreensão dos temas.
O segundo momento será dedicado a uma atividade prática em que os participantes deverão elaborar um plano estratégico de forma participativa em suas organizações, sobre a questão do trabalho de áreas protegidas em terras privadas, em especial a criação de RPPNs.
No terceiro momento, todos os participantes se encontrarão novamente para o compartilhamento dessa experiência e para aprimoramento dos planos elaborados pelos participantes, favorecendo a atuação cooperada entre as várias instituições.
Com relação à criação de RPPNs, a Apremavi tem incentivado a criação das mesmas junto a proprietários rurais, em Santa Catarina e está finalizando os processos de criação de duas RPPNs próprias: a RPPN Serra do Lucindo, no município de Bela Vista do Toldo e a RPPN Irmãs Grimm, no município de Papanduva. Os dois processos já foram encaminhados ao ICMBio. A Apremavi espera a homologação da criação dessas duas reservas ainda para o mês de março de 2010.
Para Tatiana Arruda Correia, técnica da Apremavi que participou dessa etapa de capacitação, montar uma estratégia para ampliar o trabalho com a conservação em terras privadas será de grande importância para os objetivos da associação.
Floresta na Serra do Lucindo, na área da Apremavi onde será criada a RPPN. Foto: Wigold B. Schaffer
14/10/2009 | Notícias
No dia 9 de outubro, a Klabin e a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) realizaram mais um seminário do Programa Matas Legais, desta vez em Agronômica (SC). O objetivo foi esclarecer os benefícios do planejamento da propriedade rural, integrando o cultivo de florestas plantadas com outras atividades agrícolas, além de trazer maior conhecimento sobre a preservação das florestas nativas.
Os seminários que vem sendo realizados há quatro anos, dentro do Programa em Santa Catarina, têm auxiliado os proprietários rurais a colocarem em prática os conceitos de planejamento das propriedades e de cumprimento da legislação ambiental, promovendo assim o desenvolvimento sustentável das atividades produtivas no campo.
Desta vez, o seminário promoveu a capacitação e o alinhamento de conceitos do programa para cerca de 80 técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em 23 municípios do Alto Vale do Itajaí. Estes profissionais são os responsáveis por orientar os produtores rurais em suas atividades do dia-a-dia. Outro objetivo do seminário foi levar informações aos técnicos sobre os benefícios da integração do fomento florestal com outras atividades agrícolas produtivas e os cuidados que precisam ser tomados em relação ao meio ambiente.
Um dos destaques do evento foi a palestra do professor Ricardo Ribeiro Rodrigues da USP/ESALQ sobre técnicas e benefícios de recuperação de áreas degradadas. Ele falou da importância destas áreas na composição de uma propriedade rural legal, permitindo a adequação à lei ambiental. A palestra proferida pode ser acessada no site do LERF, link acima.
Além da presença de representantes da Apremavi e da Klabin, o encontro contou com a participação de líderes da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) e da Associação Sementes do Futuro, com o Sr. Teobaldo Sieves, expondo seus produtos orgânicos.
Fotos: Tatiana Arruda Correia
30/09/2009 | Notícias
De 20 a 24 de setembro de 2009 foi realizado o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba (PR). Com o tema Conservação de áreas naturais num mundo em transformação, o evento reuniu cerca de 1200 pessoas, em palestras e discussões pautadas principalmente nos temas: aquecimento global, alterações climáticas, ameaça a conservação e pagamento por serviços ambientais. O Congresso é uma realização da Fundação O Boticário de Conservação da Natureza com apoio e parceria de diversas instituições.
Paralelo ao evento ocorreu a III Mostra de Conservação da Natureza, reunindo entidades governamentais, não governamentais, empresas e universidades na apresentação de suas ações em prol da conservação ambiental, em um espaço de integração e socialização de experiências. Simpósios sobre diferentes temas ambientais também tiveram espaço no congresso, destacando-se ainda a apresentação de trabalhos técnicos e o lançamento de livros relacionados às UCs.
A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) esteve representada pelo técnico Marcos Alexandre Danieli. Atualmente a Apremavi está desenvolvendo o projeto "Elaboração dos Planos de Manejo do PARNA das Araucárias e da ESEC da Mata Preta", UCs criadas em outubro de 2005 e localizadas no oeste de SC. A elaboração do Plano de Manejo do PARNA das Araucárias está em sua etapa final, e a participação no congresso propiciou o levantamento de informações que auxiliarão no fechamento do plano, servindo ainda para a interação com outras instituições e a divulgação das ações da Apremavi.
O efeito das alterações ambientais sobre a biodiversidade e as alternativas para este problema permearam o evento. A grave situação em que muitos biomas se encontram foi apresentada, os quais sofrem como a redução de seus ambientes e o conseqüente aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera. Este fator é um dos responsáveis pelo aumento no processo de aquecimento global, em um ritmo tão acelerado que atropela o tempo necessário para que as espécies se adaptem, resultando em muitos casos de extinção. Neste contexto todos perdem, pois a conservação da biodiversidade é fundamental para que haja um mínimo de equilíbrio ecológico.
Fatos como furações, enchentes, secas e outros eventos climáticos extremos vem causando fortes impactos na vida das pessoas do Brasil e do mundo. Neste sentido, discutir alternativas para minimizar as mudanças climáticas que ameaçam as diversas formas de vida é essencial, em ações como o seminário As negociações internacionais de mudanças de clima e o Brasil, que contou com a participação da Apremavi e buscou junto com outras entidades discutir e apresentar contribuições a serem levadas pelo Governo Federal à 15ª Conferência das Partes da Convenção (COP 15) Quadro das Nações Unidas para Mudanças no Clima, a ser realizada no início de dezembro.
Dentre os simpósios realizados no congresso, um tratou da invasão das espécies exóticas e seu impacto para a conservação da biodiversidade nas Unidades de Conservação, ameaça esta que é a segunda maior causa de perda da biodiversidade do mundo. Representantes de vários estados destacaram as ações que estão sendo realizadas para minimizar este problema, e no caso específico de Santa Catarina, a representante da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FATMA) informou que está sendo elaborado um Plano Estadual sobre Espécies Exóticas Invasoras em Unidades Conservação, e que no mês de outubro seguirão com seminários regionais em algumas cidades do estado.
Alternativas para os problemas ambientais existem e foram apresentados no congresso, as quais merecem atenção emergencial face ao contexto de interferência ambiental observado. Destaca-se o pagamento por serviços ambientais (PSA), ainda incipientes no Brasil, mas que auxilia na minimização dos conflitos pela terra e contribui para a conservação da biodiversidade. Segundo José A. Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE, a biodiversidade contribui positivamente com diversos bens e serviços essenciais para a sobrevivência humana. Nesta lista estão incluídas as provisões de comida e água, controle climático e polinização das plantas. No entanto, o papel que a biodiversidade ocupa na proteção contra os impactos climáticos é geralmente subestimado.
Uma das ferramentas para pagamento por serviços ambientais é o ICMS Ecológico, que visa contribuir para a conservação da biodiversidade através de incentivos econômicos aos municípios que possuem Unidades de Conservação em seus territórios.
Em face da importância deste instrumento, paralelo ao Congresso de UCs a Apremavi participou do lançamento do site www.icmsecologico.org.br, promovido pela TNC (The Nature Conservancy). O site divulga a situação do ICMS Ecológico nos estados brasileiros que utilizam esta ferramenta, fundamental para incentivar a criação de novas áreas protegidas tendo em vista os serviços que as florestas prestam a coletividade. O Estado de Santa Catarina ainda não possui o ICMS Ecológico e o projeto de lei que prevê sua criação tramita na assembléia legislativa há longos 14 anos.
As Unidades de Conservação se constituem numa das principais ferramentas para a conservação da biodiversidade, tendo em vista o acelerado processo de fragmentação e exploração ambiental. Estas áreas visam manter o pouco do que ainda resta de nossas áreas naturais, e ações em conjunto devem ser empreendidas para seus objetivos de conservação e disseminação de alternativas de renda sejam efetivadas. Neste aspecto, o conselho gestor das UCs é o espaço chave para a discussão destes temas e disseminação de idéias, já que as ações locais, se somadas, geram um grande impacto global. O velho ditado do pensar globalmente e agir localmente nunca esteve tão presente.