19/04/2009 | Notícias
No dia 18 de abril, foi realizada mais uma Assembleia Geral Ordinária da RPPN Catarinense, desta vez na cidade de Atalanta. Desde setembro de 2008 a associação não realizava uma reunião aberta a todos em virtude das catástrofes que assolaram parte do estado e afetaram diretamente vários associados.
O evento ocorreu durante a I Ecofest de Atalanta onde a RPPN Catarinense marcou presença através do seu presidente, Lauro Bacca, que proferiu palestra sobre "As RPPNs em Santa Catarina" para um auditório lotado de aproximadamente 120 pessoas. Antes dele, também palestraram o Promotor da Comarca de Ituporanga, Jadson Javel Teixeira e o diretor do Núcleo de Mata Atlântica do Ministério do Meio Ambiente, Wigold Schäffer.
Após as palestras, os associados se reuniram para iniciar a assembléia que contou com a presença de três novos proprietários de RPPNs: Irimar José da Silva, da Vale das Pedras (Alfredo Wagner), Elizabeth de Siervi, da Sertão do Pantanal (Florianópolis) e Adriana Ern (Ken), da RPPN TUN (Rancho Queimado), além dos representantes das RPPN Chácara Edith, Morro dos Zimbros, Morro das Aranhas, Leão da Montanha e Bugerkopf.
Além da aprovação dos novos sócios, na assembleia foram apresentados os resultados do Edital do Programa de Incentivo às RPPN da Mata Atlântica e também foram apresentadas as atividades realizadas pela Diretoria no ano de 2008.
Um dos projetos aprovados dentro do edital do programa de RPPNs, foi o da elaboração do Plano de Manejo das RPPNs Chácara Edith e Caetezal. Para dar início a elaboração dos referidos Planos de Manejo dessas RPPNs, acontecerá no dia 02 de maio de 2009, a primeira reunião de planejamento, na RPPN Chácara Edith, em Brusque. Esta é uma grande oportunidade para troca de informações e aprendizado para todos, já que mais cedo ou mais tarde, todas as RPPNs terão que elaborar o seu Plano de Manejo.
No período da tarde, os anfitriões Wigold e Edegold Schäffer levaram todos a um passeio para conhecer a RPPN Serra do Pitoco.
A próxima assembleia da RPPN Catarinense está agendada para o dia 04 de julho em local ainda a confirmar.
Visita à RPPN Serra do Pitoco, em Atalanta (SC). Fotos: Arquivo RPPN Catarinense.
28/10/2008 | Notícias
Após a visita para reconhecimento de campo do PARNA das Araucárias feita em julho deste ano, pesquisadores e estagiários retornaram aos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia para fazer o levantamento biótico da área, dando continuidade às atividades de elaboração do plano de manejo da UC e seu entorno.
Foram 11 dias de campo, de 16 a 27 de outubro, com muito trabalho e dedicação de toda a equipe. Os pesquisadores, que estavam sob a orientação da APREMAVI e tiveram o apoio do ICMBio, realizaram os mais diversos levantamentos. Importante registrar também o enorme apoio recebido por parte dos proprietários das áreas onde foram montados os acampamentos.
Foi através de atividades como o levantamento da avifauna, instalação de redes de captura de aves e mamíferos voadores, montagem de armadilhas fotográficas para registrar mamíferos, realização de coletas de invertebrados aquáticos e anfíbios, análise da água dos rios, e coleta de rastros, pegadas e fezes de mamíferos, que a equipe pode obter vários registros que contribuíram para resultados positivos em relação a quantidade de espécies de animais ainda encontrados na região.
Mais de 200 espécies de aves, entre elas o ameaçadíssimo Pica-pau-de-cara-canela (Dryocopus galeatus), o Gavião-Pato (Spisaetus melanoleucus) e a Gralha-Azul (Cyanocorax caeruleus), se juntaram com os 26 registros de espécies de anfíbios e com os 19 registros de mamíferos, como o Tatu-Peludo, o Macaco-Prego, o Ratão-do-Banhado, o Veado-Mateiro, o Veado-Birá e o Veado-Bororó, este último ameaçado de extinção na categoria vulnerável. Também foram encontrados Jaguatirica e o Gato-do-Mato-Pequeno, ambos ameaçados de extinção.
Todos esses registros serão agora sistematizados num banco de dados que será utilizado na elaboração do Plano de Manejo e também na elaboração dos materiais de educação ambiental. Uma próxima etapa para levantamento de dados bióticos será realizada no início de 2009.
A equipe só sentiu certa tristeza com a identificação também de algumas ameaças à integridade do Parque, entre elas: a invasão de javalis, a dispersão do pinus em algumas áreas nativas e o desmatamento para abastecer fornos de carvão. Mas, se os dias de chuva e frio não conseguiram desanimar o pessoal, não serão alguns desafios causados por intempéries humanas que irão conseguir. A equipe e as organizações envolvidas no projeto trabalharão arduamente em prol da conservação da integridade do Parque Nacional das Araucárias.
Equipe
Adrian Eisen Rupp Acaprena
Angelo de Lima Francisco – ICMBio
Bruna Broering Savi estagiária pela Acaprena
Carlize Pasquali estagiária pela Apremavi
Carolina Cátia Schaffer estagiária pela Apremavi
Cintia Gisele Gruener Acaprena
Edegold Schaffer – Presidente Apremavi
Elaine M. Lucas Gonsales UNOChapecó
Edilaine Dick Apremavi
Erikcsen A. Raimundi UNOChapecó
Fábio Rafael Hillesheim – Voluntário Apremavi
Hellen José Florez Rocha ICMBio
Jean Marcel Bernadon – Estagiário Unoesc – São Miguel d’Oeste
João Carlos Morroco estagiário pelo UNOChapecó
Levi Beckhauser estagiário pela Acaprena
Luís Esser Apremavi
Marcos Alexandre Danieli Apremavi
Para saber mais sobre o projeto que tem apoio do PDA clique aqui.
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06/10/2008 | Notícias
Os Conselhos Consultivos das Unidades de Conservação (UCs) de Proteção Integral, tem como objetivo garantir a gestão participativa das mesmas, através das seguintes atividades: acompanhar a elaboração, implementação e revisão dos planos de manejo; buscar a integração da unidade de conservação com outras unidades e espaços territoriais protegidos e com o seu entorno; e propor diretrizes e ações para compatibilizar, integrar e otimizar a relação com a população do entorno ou do interior, conforme for o caso.
Através do projeto Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica (ESEC) da Mata Preta e do Parque Nacional (Parna) das Araucárias a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) está desde julho de 2007, trabalhando na formação dos conselhos consultivos dessas UCs.
O projeto prevê três etapas para formação dos conselhos: identificação dos atores governamentais e da sociedade civil, mobilização dos atores e formação dos conselhos consultivos.
A primeira etapa, que teve como objetivo identificar entidades potenciais para participar do referido conselho e verificar como a sociedade encontra-se organizada, foi realizada entre o período de agosto/2007 a agosto/2008. Para isso, foram realizadas reuniões com os prefeitos dos municípios onde as UCs estão localizadas e também com organizações da sociedade civil. Além disso, também são realizadas reuniões com moradores das comunidades da zona de amortecimento das UCs e coletados dados através das entrevistas realizadas para a composição dos diagnósticos socioeconômicos das UCs.
A segunda etapa, que se refere à mobilização dos diversos atores sociais, acontecerá de 06 a 25 de outubro, através do lançamento de editais específicos para cada Unidade de Conservação.
Os critérios de cadastramento, o cronograma do processo e as informações adicionais ao presente documento, encontram-se disponíveis nos anexos abaixo.
15/09/2008 | Notícias
A elaboração do Diagnóstico Socioeconômico da Estação Ecológica da Mata Preta é uma das atividades a serem desenvolvidas para o Plano de Ação da referida ESEC. Esse Plano de Ação está previsto dentro das ações desenvolvidas pelo projeto Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica (ESEC) da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias. O projeto está sendo executado pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), desde julho de 2007, com o PDA Mata Atlântica e parcerias com várias instituições.
A metodologia de elaboração do Plano de Ação para Unidades de Conservação (UC) foi desenvolvida pela The Nature Conservancy (TNC). Este plano constitui-se numa importante ferramenta para o monitoramento de áreas de conservação, uma vez que pode servir de base para o seu zoneamento e é aplicável durante todos os níveis de planejamento. Aliado a estes fatores, junto à ESEC da Mata Preta fornecerá a base para a posterior elaboração do plano de manejo, documento este que irá orientar a gestão da UC. Auxiliará ainda no estabelecimento de metas e prioridades de conservação, bem como no direcionando dos investimentos a serem aplicados e geridos pelo futuro chefe da unidade.
A elaboração do Plano de Ação será feita de forma participativa, envolvendo moradores da zona de amortecimento da UC, dos líderes comunitários, dos representantes das entidades governamentais e da sociedade civil dos municípios envolvidos e demais entidades que contribuam com o estudo.
Neste sentido, durante os dias 08 a 11 de setembro de 2008, o técnico ambiental da Apremavi, Marcos Alexandre Danieli, a estagiária Suiana Cristina Pagliari, a consultora Franciele Oliveira Dias e o analista ambiental do ICMBio Angelo Francisco Lima, iniciaram a elaboração do diagnóstico socioeconômico da ESEC da Mata Preta, através da realização de entrevistas com moradores localizados na zona de amortecimento da UC, das comunidades Barro Preto, Pagliosa e Sítio Barrichello.
O resultado das entrevistas dará um panorama geral da UC, com a identificação do número de pessoas que moram nessas áreas, o tipo de uso que fazem da terra, as características da população como: faixa etária, sexo, escolaridade, modo de vida, fontes de subsistência, estrutura familiar, entre outros.
Vai também identificar os alvos de conservação, ou seja, quais as peculiaridade da UC para as quais se deve dar mais atenção, e fontes que causam a degradação desse alvos.
Para o técnico ambiental da Apremavi, Marcos Alexandre Danieli, o contato com os moradores é um importante momento para conhecer a realidade das comunidades e para informá-los sobre os objetivos e necessidade da criação da unidade. Também é um espaço para abordar a importância da participação dos moradores no conselho consultivo que encontra-se em processo de formação.
As entrevistas nas demais comunidades estão previstas para acontecer de 29 de setembro a 03 de outubro de 2008.
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03/09/2008 | Notícias
O movimento ambiental do Piauí reagiu incrédulo a atitude do governador Wellington Dias em pedir ao Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que não crie o Parque Nacional da Serra Vermelha. A impressão é que o governador está comprometido com a empresa JB Carbon, responsável pela destruição de rica biodiversidade da região, criticou o Coordenador da Rede Ambiental do Piauí (REAPI), Avelar Amorim.
Para Avelar, diante do crime comprovado que a JB vinha praticando na área e contrariando estudos realizados pelo Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Marina Silva, que apontam a necessidade de proteger a área, não justifica o governador ficar contra a preservação dos ecossistemas que ali vinham sendo ceifados para virar carvão e abastecerem as siderúrgicas nacionais.
Francisco Soares, presidente da ONG Fundação Rio Parnaíba (Furpa), demonstra sua indignação e diz não querer acreditar que o governador do Piauí teve uma atitude tão retrógada, ficando contra a criação de uma unidade de conservação na Serra Vermelha, onde está a maior floresta do semi-árido do Nordeste. Só pode existir um jogo de interesse muito grande. Não justifica querer impedir a proteção de uma área que já foi alvo de vários processos judiciais, todos impedindo a continuidade do projeto, disse o ambientalista. Vale ressaltar que a Companhia Siderúrgica Nacional, foi uma das doadoras da campanha do governador em 2006 disponibilizando 150 mil reais, bem como a JB Carbon. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral, disponível no site Congresso em Foco.
Justiça
Soares se refere a uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal do Piauí, onde a JB perdeu. Também há um parecer da Procuradora Federal, Selene Almeida, da 2° Vara da Justiça Federal, em Brasília, que decidiu pelo fim do projeto e a conservação da floresta, além de outra Ação do Ministério Público Estadual, através da Curadoria do Meio Ambiente. Sem falar nos fortes indícios de grilagem das terras, onde a empresa não consegue provar que as mesmas não são públicas devolutas.
Se não bastasse, uma nota técnica do Ministério do Meio Ambiente, que já foi transformada em lei, assegura a existência da vegetação de Mata Atlântica na Serra Vermelha. Felizmente, uma lei bastante em vigor no país protege a Mata Atlântica. No caso da região são três os biomas presentes: cerrado, caatinga e mata atlântica, caracterizando a última floresta do Piauí e do nordeste que forma o ecótono.
De acordo com Soares, todas estas provas serão encaminhadas ao ministro Carlos Minc, que, segundo ele, certamente nada sabe do que está por trás da tentativa do governo e empresários em querer destruir vários ecossistemas. Além de a região ser rica do ponto de vista biológico, ainda está em avançado processo de desertificação. Nesse caso, com tantas irregularidades e ameaças ao futuro daquela região, parece loucura querer deixar os interesses econômicos sobrepor aos ambientais, comentou.
O Caso
A problemática da Serra Vermelha teve início em 2006 quando ambientalistas constataram que a empresa carioca JB Carbon estava transformando em carvão a última floresta do semi-árido nordestina, de aproximadamente 300 mil hectares. A ação chamou a atenção da imprensa nacional e o IBAMA em Brasília mandou suspender o projeto imediatamente. Diante do escândalo, a Procuradoria da República entrou com uma Ação Civil Pública para acabar de vez com o projeto.
O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, autorizou estudos objetivando salvar o que ainda restava na área. Tão logo obteve o levantamento, a então ministra Marina Silva, determinou a criação de um Parque Nacional na região e ainda duas reservas extrativistas para garantir emprego e renda as famílias tradicionais da região que vinham sendo escravizadas pela indústria do carvão com seus subempregos.
O movimento ambiental do Piauí acredita que a JB Carbon, embora proibida, nunca desistiu do projeto de produzir carvão na Serra Vermelha e que estaria terceirizando áreas para o fim. Um exemplo é a Carvoaria Rocha, na Serra Negra, vizinha a Serra Vermelha onde 200 mil hectares estão se transformando em carvão com licença ambiental expedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente-Semar.
Dados da Curadoria do Meio Ambiente apontam que o órgão já licenciou mais de 3000 mil fornos no Sul do Estado, em áreas de mata nativa. Não vamos mais tolerar essa situação. Estamos solicitando o apoio da Polícia Federal para ajudar a combater o crime, diz Francisco Soares, acrescentando que tem esperança em que, diante de tão rico patrimônio, o governador volte atrás e passe a defender o meio ambiente, sob o risco de entrar para a história como um incentivador da destruição da natureza.
Manifestação da RMA
No dia 03 de setembro, a Coordenação da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), encaminhou o ofício abaixo solicitando a tomada de providências por parte do Ministério do Meio Ambiente.
A Sua Excelência a Senhora
IZABELLA MONICA VIEIRA TEIXEIRA
Ministério do Meio Ambiente
Brasília – DF
Assunto: Solicita criação do Parque Nacional de Serra Vermelha – PI
Prezada Senhora,
O Conselho de Coordenação Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica, reunido em Brasília nos dias 2 e 3 de setembro de 2008, solicita e reivindica a continuidade do processo de criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, no Piauí. A criação do Parque foi um dos temas tratados em reunião com o Senhor Ministro do Meio Ambiente, a partir do ofício nº025/08/RMA enviado no último dia 16 de junho, e assinado pela RMA e outras 18instituições.
Essa reivindicação do movimento ambientalista se iniciou em janeiro de 2007, após a identificação de desmatamentos na área a partir do projeto EnergiaVerde.
É importante lembrar que quase toda a área da Serra Vermelha integra o Bioma Mata Atlântica, conforme definição dada pelo Decreto 750/93 e mantida pelanova Lei da Mata Atlântica, sancionada em dezembro de 2006:
Art. 2o Para os efeitos desta Lei, consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas delimitações estabelecidas em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, conforme regulamento: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais, as vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste.
Para maior conhecimento da historicidade deste processo, encaminhamos em anexo, os entendimentos e ofícios mantidos com o Ministério do Meio Ambiente sobre o assunto em questão.
Certos de contar com o apoio desta administração, ante a relevância da criação desta unidade de conservação para o bioma Mata Atlântica,despedimo-nos, e colocamos à disposição para o caso de dúvidas.
ELIZETE SHERRING SIQUEIRA
Coordenadora Geral
C/C
Maria Cecilia Wey de Brito – Secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA
Joao de Deus Medeiros – Diretor do DAP/SBF/MMA
Rômulo José Fernandes Barreto Mello – Presidente do ICMBio
13/08/2008 | Notícias
O projeto que prevê a Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias completou no mês de julho de 2008, o seu primeiro ano de execução.
O projeto é uma iniciativa da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), apoiada pelo PDA Mata Atlântica, e realizado com a colaboração da The Nature Conservancy (TNC), Grupo Condor, Universidade Federal de Santa Catarina, Prefeitura Municipal de Ponte Serrada, Câmara de Vereadores de Ponte Serrada, Câmara de Vereadores de Abelardo Luz, ICMBio
Recentemente conta com a colaboração da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc Xanxêre), Universidade Comunitária de Chapecó (UNOChapecó), Adami S.A e Associação de Preservação da Natureza (Acaprena).
As ações do projeto estão voltadas para o estímulo da gestão participativa das Unidades de Conservação (UCs), através da formação dos conselhos consultivos das mesmas e no envolvimento da população na elaboração dos respectivos planos de manejo.
Um dos principais resultados alcançados nesse primeiro ano, foi a criação de espaços de diálogo com as comunidades do entorno das UCs, entidades governamentais e da sociedade civil possibilitando desta maneira a discussão e o levantamento de informações relevantes para subsidiar ações do projeto.
Outro ponto importante está sendo a sensibilização da população quanto à importância das Unidades para a região, bem como o entendimento de que o Parque Nacional (PARNA) das Araucárias e a Estação Ecológica (ESEC) da Mata Preta estão sendo fundamentais para a manutenção da floresta com araucárias na região.
Neste primeiro ano foram mobilizadas mais de 400 pessoas, através de reuniões realizadas com lideranças de entidades governamentais e da sociedade civil com atuação na região de abrangência do projeto, e através de 12 reuniões abertas realizadas com as comunidades, localizadas nas zonas de amortecimento do Parna das Araucárias e da ESEC da Mata Preta.
A realização de parcerias com entidades do terceiro setor, empresas privadas e instituições de ensino da região e de outras regiões do estado, também foi um ponto alto das atividades desenvolvidas.
Através das saídas de campo foi possível observar de perto a realidade do Parna das Araucárias, onde se constatou a existência de uma exuberante floresta primária, além de diferentes estágios de regeneração da floresta.
A Parna das Araucárias e a Esec da Mata Preta, além de terem belíssimos e representativos remanescentes de floresta Ombrófila Mista, constituem-se em importantes fragmentos para reprodução e manutenção das espécies animais nativas, além de estarem localizados em regiões com forte vocação para o desenvolvimento de atividades turísticas, com enfoque para o desenvolvimento de esporte de aventura, como rapel, canoagem, rafting, trekking entre outros.
Em anexo, é possível acessar o Relatório de Avaliação Semestral (Rais) referente ao 2º semestre de execução do projeto.
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16/07/2008 | Notícias
Desde julho de 2007 a Apremavi está desenvolvendo o Projeto Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias, Unidades de Conservação situadas na região oeste de Santa Catarina, criadas em outubro de 2005. O referido projeto está sendo desenvolvido em parceria com várias instituições, com o apoio do PDA Mata Atlântica e anuência do ICMBio.
De 08 a 10 de julho de 2008, 17 pessoas estiveram na área do Parque Nacional das Araucárias e seu entorno, nos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia, para uma visita de reconhecimento de campo.
O "Reconhecimento de Campo é uma das etapas previstas no roteiro metodológico para elaboração dos Planos de Manejo de Parques Nacionais, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas e tem como objetivo fazer um reconhecimento local da Unidade de Conservação, com identificação de pontos positivos e negativos que afetam a área, bem como, identificar áreas relevantes para a coleta de informações para os diagnósticos bióticos e abióticos.
A saída de campo contou com a participação das seguintes pessoas:
Adelino dos Santos Neto Consultor autônomo
Adrian Eisen Rupp Acaprena
Carlos H. Salvador de Oliveira Caipora Cooperativa
Celia Lontra ICMBio
Cintia Gisele Gruener Acaprena
Elaine M. Lucas Gonsales UNOChapecó
Edilaine Dick Apremavi
Erasmo Nei Tiepo Caipora Cooperativa
Erikcsen A. Raimundi UNOChapecó
Fábio André Faraco ICMBio
Franciele Oliveira Dias Acaprena
Gilsa Mª de Souza Franco UNOChapecó
Hellen José Florez Rocha ICMBio
Jaqueline Pesenti Apremavi
Marcos Alexandre Danieli Apremavi
Miriam Prochnow Apremavi
Suiana Cristina Pagliari Apremavi
Durante a visita foram realizados contatos com vários proprietários que possuem áreas dentro do parque e também na zona de amortecimento. Os proprietários acompanharam as visitas aos locais. A empresa Adami inclusive cedeu um dos seus alojamentos para servir como base de apoio da equipe.
Para a Coordenadora do Projeto, Edilaine Dick, a visita conseguiu atingir plenamente o seu objetivo: "Foi possível fazer um amplo reconhecimento da região, com a identificação dos pontos que servirão como base para a coleta científica, próxima etapa dentro do roteiro metodológico, visando a elaboração do Plano de Manejo do Parna", comenta a coordenadora de projetos da Apremavi.
A visita serviu também para confirmar que a criação e a implantação do Parque Nacional das Araucárias é uma grande oportunidade para a região, tanto do ponto de vista ambiental, quanto do ponto de vista de desenvolvimento econômico. As áreas bem conservadas dentro do parque são fundamentais para a conservação da Floresta com Araucárias, que é a mais ameaçada da Mata Atlântica e os atrativos naturais, dentro e fora do parque, representam potenciais para o turismo ecológico e rural.
Foram identificadas também algumas das ameaças à integridade do Parque, entre elas: a invasão de javalis, a dispersão do pinus para áreas nativas e o desmatamento para abastecer fornos de carvão.
As próximas etapas de campo com esta equipe de pesquisadores estão previstas param serem realizadas até outubro de 2008.
Fotos: Miriam Prochnow
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16/05/2008 | Notícias
No dia 15 de maio de 2008, através da realização de consulta pública, o município de Imbuia deu um importante passo para criação do Parque Natural Municipal Trilha dos Bugres, uma Unidade de Conservação (UC) de proteção integral.
O evento contou com a presença de aproximadamente 70 pessoas, entre, proprietários de terras da área de abrangência da UC e da zona de amortecimento, representantes de entidades governamentais e não-governamentais da região do Alto Vale do Itajaí.
A consulta pública foi coordenada pelo prefeito municipal, Neri Fermino, e a apresentação da proposta foi realizada por Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e Dulciani Terezinha Allein Schilikmann, ecóloga, da Secretaria de Agricultura, Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Imbuia. Ambas foram responsáveis pela coordenação dos estudos que subsidiaram a proposta.
Foi visível a preocupação da população presente, para que se realizem ações de conservação na área proposta, com muitos posicionamentos favoráveis à criação do parque. Várias pessoas da comunidade também levantaram a necessidade de incluir na área do Parque Natural Municipal Trilha dos Bugres, uma área localizada acima do manancial águas cristalinas, ponto em que Casan capta a água para o abastecimento da população urbana do município.
A área proposta para o parque é de 104,6 hectares, sendo que cerca de 70% da mesma possui remanescentes florestais nativos em diferentes estágios de regeneração. É uma área importante na região do Alto Vale do Itajaí, pois abriga espécies ameaçadas de extinção, como a araucária, a imbuia, a canela-sassafrás e o xaxim-bugio, além de diversas espécies de animais.
Além de proteger a biodiversidade e manter o patrimônio natural e genético, a área representa a garantia da qualidade e disponibilidade de recursos hídricos da região, influenciando o regime de clima e de chuva.
A proteção da área é fundamental porque ao mesmo tempo em que ainda mantém todos esses atributos, sofre forte pressão pelo plantio de culturas agrícolas e reflorestamento de espécies exóticas em áreas de preservação permanente, caça de animais silvestres e desmatamento para retirada de lenha para secagem de fumo, entre outros.
Os estudos para a criação do Parque Natural Municipal Trilha dos Bugres, também contou com o apoio do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Imbuia, Ministério Público comarca de Ituporanga, Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e o Instituto de Pesquisas Ambientais da Furb.
Para Edegold Schäffer, presidente da Apremavi, é uma alegria imensa ver mais um parque se concretizando, uma vez que o apoio à criação de Unidades de Conservação é um dos objetivos da Apremavi: trabalhamos muito, em conjunto com a prefeitura de Atalanta, para a criação e implantação do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica e sabemos o quanto essas áreas são importantes para o bem estar da população e também para o equilíbrio ambiental. A Apremavi está de portas abertas para apoiar outras iniciativas desse tipo, complementa Edegold.
O Prefeito de Imbuia, Neri Fermino, destaca a importância da área para a manutenção dos mananciais do município e a grande oportunidade que a criação do Parque representa para o desenvolvimento do turismo ecológico.
As próximas duas semanas serão dedicadas ao fechamento da proposta, levando em conta sugestões feitas durante a consulta. Após essa data o parque poderá ser decretado e o Alto Vale do Itajaí passará a ter mais uma importante Unidade de Conservação.
Prefeito Neri Fermino coordenando a Consulta Pública.
12/05/2008 | Notícias
Para comemorar os oito anos de criação do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e a Prefeitura Municipal de Atalanta(SC), realizaram no dia 09 de maio de 2008, nas dependências do parque, um evento com o objetivo de apresentar ao público a importância das Unidades de Conservação e os resultados e perspectivas para o parque. O evento contou com a presença de cerca de 60 pessoas e foi realizado com o apoio da Metalúrgica Riosulense S/A.
Entre os presentes, estavam representantes do poder público e legislativo de Atalanta e de outros municípios da região do Alto Vale do Itajaí, membros da Apremavi, estudantes das escolas municipais e da escola estadual do município, comunidade local, representantes da Metalúrgica Riosulense e da família Gropp.
O Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, localizado no município de Atalanta (SC), tem 54 hectares e desde 2004 é gerido e administrado pela Apremavi, através de um Termo de Parceria firmado com a Prefeitura Municipal. No passado, a área abrigava uma fecularia pertencente à família Gropp e hoje é a primeira e até o momento, a única área pública oficialmente protegida dentro do município de Atalanta.
Na gestão do parque, a Apremavi conta com o valiosíssimo apoio da empresa Metalúrgica Riosulense S/A desde 2005. Ações como esta, vem provar que a visão empreendedora ultrapassa os limites da empresa e se foca na preservação ambiental local e regional e defende um planeta ecologicamente sustentável e equilibrado.
A primeira palestra da noite foi ministrada por Lucia Sevegnani, que falou sobre a criação de Unidades de Conservação e sua importância, apresentando dados e fotos alarmantes sobre a situação ambiental do planeta terra. Lúcia é mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Dra. em Ecologia pela Universidade de São Paulo, Professora e Pesquisadora em Botânica e Ecologia Florestal, Cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Florestal, professora do Mestrado em Engenharia Ambiental da Universidade Regional de Blumenau FURB.
A segunda palestra da noite foi ministrada pelos funcionários da Apremavi, Leandro Casanova e Jaqueline Pesenti que apresentaram ao público as atividades que foram realizadas desde a criação do parque, relembrando os fatos históricos nos tempos em que ainda funcionava a fecularia. Foi enfatizada a importância do parque para o desenvolvimento da economia local, além de apresentadas algumas idéias de projetos que se pretende desenvolver na área do parque.
O evento contou com a apresentação especial dos alunos da Escola Municipal Vila Gropp, que se localiza nas proximidades do parque. Os estudantes cantaram uma canção e leram trechos da carta escrita pela adolescente canadense Seven Suzuki, apresentada em 1992 aos representantes de quase todos os países do mundo durante a ECO 92. A carta mostra que muitas vezes as crianças podem dizer verdades inconvenientes e que estão preocupadas com o futuro do planeta.
Desde a sua criação, o Parque Mata Atlântica já recebeu cerca de 7 mil visitantes de várias cidades, estados e até de fora do país. A estrutura de recepção e trilhas existentes na área permite que o parque receba e sensibilize crianças desde a pré-escola até grupos de terceira idade, sempre enfatizando e motivando essas pessoas a valorizar e preservar os recursos naturais existente no seu município de origem e região.
É importante salientar que cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade na preservação do meio ambiente. Nós somos os responsáveis pelo ambiente que queremos!
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09/05/2008 | Notícias
No dia 07 de maio de 2008, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), deu mais um passo importante na Elaboração do Plano de Manejo do Parque Nacional das Araucárias. Neste dia foi realizada uma reunião com as comunidades Granja Berté e Rio do Mato, ambas localizadas na zona de amortecimento do Parque Nacional (Parna), no município de Ponte Serrada (SC).
Essa reunião faz parte da etapa reconhecimento de campo, prevista no Roteiro Metodológico de Planejamento Parque Nacional Reserva Biológica e Estação Ecológica (2002), e tem como objetivo informar sobre o Plano de Manejo, obter informações sobre a área, identificar as expectativas, avaliar a visão da comunidadesobre a Unidade de Conservação e identificar os prováveis participantes da Oficina de Planejamento.
Além da presença de aproximadamente 25 agricultores das comunidades, estavam presentes técnicos da Epagri, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Marcos Alexandre Danieli técnico ambiental da Apremavi e as estagiárias Suiana Cristina Pagliari e Françoise Catapan.
Inicialmente, Hellen José Florez Rocha, analista ambiental do ICMbio, fez um breve relato sobre a necessidade da criação do PARNA das Araucárias para a região, haja vista seu contexto de degradação ambiental.
Em seguida, Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, fez uma abordagem sobre os motivos de criação desta Unidade de Conservação, aos problemas identificados em sua área de abrangência, aos passos de construção do plano de manejo, do conselho consultivo e, principalmente, sobre a importância do envolvimento e participação da população do entorno do Parque, como aliados a conservação da área.
Logo após, os participantes foram divididos em 5 grupos de trabalho, onde responderam à algumas questões relacionadas ao conhecimento e visão sobre o Parque, os problemas encontrados e as maneiras de colaborar com o mesmo. Em seguida os grupos apresentaram para os demais participantes.
A realização destes encontros é importante, pois propicia a interação entre os diversos atores do município envolvidos com o Parque, o que é um grande passo para o fortalecimento de suas relações e contribui diretamente para o processo de elaboração do plano de manejo. Outro ponto que merece atenção se refere às informações levantadas a respeito do Parque pelos moradores, as quais podem subsidiar e orientar ações para o planejamento e implantação do plano de manejo.
Estão programadas para acontecer cerca de 10 reuniões abertas envolvendo comunidades e assentamentos do Incra, localizadas na zona de amortecimento do Parque Nacional das Araucárias.
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02/05/2008 | Notícias
Esta semana estão em andamento, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, as consultas públicas para a criação do Refúgio de Vida Corredor do Pelotas. Após a realização de detalhados estudos sobre a região, esta é uma fase importante para a concretização dessa Unidade de Conservação fundamental para a manutenção da biodiversidade e do fluxo gênico da fauna e flora e também da qualidade de vida da população que mora na divisa desses dois estados.
Os processos de consulta pública para criação de Unidades de Conservação, que antes eram feitos pela internet e que agora são feitos de forma a permitir uma ampla participação da comunidade, tem se mostrado um passo importante para o aperfeiçoamento das propostas. Entretanto, infelizmente, certos políticos e autoridades locais nem sempre têm compreendido a importância das consultas e pior, algumas vezes tem trabalhado contra a sua realização utilizando-se para isso de argumentos infundados, prejudicando a própria comunidade local, que tem o maior interesse em ser adequadamente informada, visto que será a grande beneficiária das futuras Unidades de Conservação.
Felizmente a comunidade local começa a perceber os argumentos politiqueiros e infundados de quem defende interesses não declarados. Na consulta ocorrida em Lages, no dia 30 de abril a atuação desses mesmos políticos foi duramente criticada por representantes da comunidade presentes ao evento. Segundo relato de pessoas presentes à consulta, os políticos ocuparam praticamente 2/3 do tempo com um discurso demagogo, numa atuação vergonhosa, e em certos momentos, raivosa, em especial após terem tido negado pela justiça o pedido de suspensão das consultas em Santa Catarina.
Nada disso é de se estranhar, principalmente porque é de autoria do próprio governador do estado, uma ação de inconstitucionalidade sobre a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e, além disso, inúmeras ações para impedir a criação de novas UCs em Santa Catarina. O governador também enviou uma carta à ministra Marina Silva, pedindo o cancelamento das consultas, pelo fato de ter tido, como alegou, conhecimento não oficial sobre os estudos e sobre as consultas. Parece que o governador não tem sido muito bem informado pelos dirigentes de seus órgãos técnicos, os quais tem participado do processo desde o início, ou seja, desde maio de 2006.
O clima raivoso que a classe política tentou impregnar à consulta teve seu auge quando o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional de Lages, Osvaldo Uncini, pregou a desobediência civil, dizendo que se fosse o caso a UC seria impedida à facão, atitude que mereceu imediato reparo por parte do representante do Ministério Público, presente ao evento.
A própria tentativa de impedir que as consultas públicas acontecessem, através de uma ação popular, assinado por diversos políticos e representantes de entidades de classe, demonstra claramente o real interesse por traz dessas ações, que com certeza, não é a conservação do meio ambiente e nem a qualidade de vida da população.
A consulta pública de Lages contou com a participação de cerca de 500 pessoas, que puderam, no terço restante da reunião, não ocupado por discursos dos políticos, fazer questionamentos e receber respostas por parte dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente, sobre a proposta em questão. Segundo João de Deus Medeiros, Diretor de Áreas Protegidas do MMA, a consulta atingiu seus objetivos: estamos verificando através das consultas a importância do processo para esclarecer as pessoas e em contrapartida temos tido um retorno muito rico, com subsídios para aprimorar a proposta
Já para Urbano Schmitt Jr, vice-presidente da Apremavi, que junto com seu pronunciamento fez a entrega oficial do resultado parcial da Campanha SOS Rio Pelotas, a consulta foi muito bem conduzida, com a paciência necessária, para que todos os esclarecimentos pudessem ser feitos: o objetivo das consultas publicas é exatamente poder esclarecer a comunidade sobre dúvidas que ela tenha. Para nós, da Apremavi e da comunidade ambientalista, também foi importante porque tivemos a oportunidade de repassar para o Ministério do Meio Ambiente, toda a documentação da campanha em prol da criação da UC e que tem recebido milhares de apoios.
Só para lembrar, os estudos para a criação de uma Unidade de Conservação na região do Rio Pelotas foram determinados pelo Termo de Ajustamento de Conduta de que viabilizou o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, um caso emblemático que todos devem ter na memória. A importância da criação de uma Unidade de Conservação na região está descrita num dos parágrafos do ofício da Apremavi, encaminhado à Ministra Marina Silva: …a criação desta UC é a última oportunidade de se manter de fato um corredor ecológico que permita o fluxo gênico (flora e fauna) e a conservação dos últimos remanescentes da floresta com araucárias e dos campos nativos da divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É também a última oportunidade de se conservar o que restou do próprio Rio Pelotas, que sem a criação da UC e em sendo construída a usina hidrelétrica, vai desaparecer, uma vez que a usina em questão seria a quinta construída em seqüência no Pelotas/Uruguai.
O ofício termina dizendo: O resultado da Campanha SOS Rio Pelotas mostra o apelo real da comunidade e de organizações da sociedade civil pela preservação dessa região e esperamos, mui sinceramente, que este apelo seja ouvido. A natureza não suporta e a sociedade não quer mais uma Barra Grande.
Alertamos que a Campanha SOS Rio Pelotas, continua e quem não aderiu ainda poderá fazê-lo, diretamente na página da campanha.
Araucárias majestosas que vivem às margens do Rio Pelotas
04/02/2008 | Notícias
A trilha da Serra do Pitoco é uma das possibilidades para a prática de caminhadas, agregada ao ecoturismo, em Atalanta. No dia 26 de janeiro de 2007, para conferir de perto a beleza da Serra, que é uma das paisagens que se vê logo de cara quando se chega à cidade, um grupo de pessoas ligado à Apremavi resolveu botar o pé na trilha.
A serra, na realidade é um importante remanescente florestal com aproximadamente 5.000 ha que fica situada nos municípios de Atalanta, Agrolândia e Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí.
Cedinho, Mariluci, Gabriela, Carolina, Jaqueline, Miriam, Uilson, Maicon, Lauro, André e Wigold, escoltados pelo fiel pastor alemão Juninho, começaram o caminho que levaria até o topo da serra. Antes da subida, porém, passaram pelos módulos experimentais do projeto de enriquecimento de florestas secundárias da Apremavi e também por um recente plantio de árvores nativas feito, na propriedade de Ângelo Sardá.
Durante a caminhada, que durou seis horas, uma das perguntas mais freqüentes foi: de onde veio o nome Pitoco?
Existem controvérsias sobre a origem do nome, uns dizem que assim se chama porque na verdade parece ser o final da Serra Geral, ou seja, o pitoco dessa serra. A outra versão é bem mais popular, pois contam os mais antigos da região que o nome vem de um cachorro de nome Pitoco que se perdeu por aquelas bandas e nunca mais foi achado, ficando o local conhecido como, a Serra do Pitoco.
Mas o que importa é que, pitoca ou não, a serra continua lá, como um símbolo de resistência do passado e esperança no futuro. Um passado que não foi nada favorável, porque ela teve que sobreviver ao agressivo processo de exploração pelo qual passou toda a Mata Atlântica.
O extrativismo da madeira, e de algumas espécies para produção de essências (óleo de sassafrás), representou um dos primeiros ciclos econômicos da região, perdurando até a década de 70. Nos anos 80 a Apremavi realizou vistorias e denúncias sobre desmatamentos ilegais, em especial de araucárias e outras madeiras nobres. Mesmo assim, a exploração madeireira na Serra do Pitoco perdura até os dias de hoje. Infelizmente, durante a caminhada, o grupo se deparou com um crime ambiental: a derrubada recente de cinco araucárias. Um trabalho formiguinha escondido no meio da mata.
Mas por que então a Serra do Pitoco é também um símbolo de esperança? É simples. Porque abrigados nos seus remanescentes, em especial em suas encostas, estão exemplares únicos de espécies de árvores nobres da Mata Atlântica, que sobreviveram porque ninguém conseguiu chegar até lá com o machado e a motosserra. Essas árvores são também o refúgio para espécies de animais ameaçados, como o macaco bugio (Allouata fusca), cujo barulho se pode escutar de longe e também de macacos-prego, como os que foram avistados por alguns integrantes do grupo durante a caminhada. Além desses, nessas matas se escondem quatis, cotias, serelepes e outros.
Outra coisa que impressiona, é a quantidade e diversidade de aves. Por todo o caminho havia uma sinfonia em andamento. E para os que se atém a detalhes, é muito grande o número de diferentes fungos que podem ser avistados.
Enfim, como disseram os estudantes de biologia, Carolina e André: o lugar é de uma beleza extraordinária e de fundamental importância ambiental, que merece estudos futuros para fins conservacionistas.
Informações sobre o acesso à trilha podem ser obtidas no viveiro Jardim das Florestas com Edinho ou Edegold: (47) 35350119. (Informação adendada em 06.02.08, após solicitacão via comentário).
Fotos de Miriam Prochnow, Wigold Schäffer e Gabriela Schäffer
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