Programa Matas Legais comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia.

Através do Decreto Federal 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também estabeleceu que neste período, em todo território nacional, se promovesse a Semana Nacional do Meio Ambiente, que tem por finalidade apoiar a participação da comunidade nacional na preservação do patrimônio natural do país.

Em todo o mundo, muitas ações foram realizadas para comemorar essa data.  Nas Escolas Municipais Francisco Bertelli e Amália Demarchi Lunelli do município de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, não foi diferente. Foram organizadas várias atividades comemorativas durante a semana.

O Engenheiro Florestal do município, Otávio Georg Junior, realizou palestras nas escolas e a Coordenadora do Programa Matas Legais em Santa Catarina, Tatiana Arruda, falou sobre as ações desenvolvidas pela Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) em parceria com a Klabin, distribuiu as cartilhas do programa que trazem informações sobre as boas práticas de conservação da natureza.

Durante as atividades, os alunos puderam participar do jogo “Fique Legal”, que fez com que as crianças se integrassem em prol da conservação do meio ambiente. Ao final do jogo, os alunos puderam levar para casa mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. 

A educação ambiental faz parte do cotidiano dos estudantes das escolas do município de José Boiteux, comenta a professora Marise, diretora da Escola Francisco Bertelli. Ela salienta a importância da prática diária de comportamentos ambientalmente corretos: “a maioria das nossas crianças vivem no meio rural e estão muito ligadas à natureza. Mostramos no dia a dia da escola, quais os comportamentos que são primordiais para a conservação dos recursos naturais”.

Em Lages, para comemorar o dia do Meio Ambiente, o SESC, juntamente com o Centro Ambiental Ida Schmidt organizaram uma grande festa que aconteceu no último dia 03 de junho, no Parque Jonas Ramos, onde várias instituições foram parceiras, entre elas estavam o Batalhão Ferroviário, Instituto Federal Catarinense e a Apremavi, através do Programa Matas Legais.

Foram realizadas várias atividades como oficinas de reciclagem, exposição de maquetes de animais, apresentação de vídeos, distribuição de mudas nativas, jogos e distribuição de livros sobre a Mata Atlântica e o Programa Matas Legais, entre outras atividades. Passaram pelo parque aproximadamente 1.300 crianças.

No município de Correia Pinto, as comemorações começaram com palestras no dia 02 de junho e seguiram durante o final da semana com exposições de várias instituições como o Corpo de Bombeiros, APAE, Klabin, entre outras.

Essas atividades comemorativas, são direcionadas para capacitar as pessoas a se tornarem agentes do desenvolvimento sustentável e conscientes dos seus atos em prol da conservação da natureza.

O programa Matas Legais iniciou em Santa Catarina em 2005, e em consequência do sucesso, foi inserido do Estado do Paraná em 2008. O programa tem como objetivo desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

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Matas Legais apoia Pedágio Verde

No dia 21 de abril, a Associação de Moradores e Amigos de Ventania (AMAVE) em parceria com o Colégio Estadual Alberto Silva Paraná (CEASP) realizou o “Pedágio Verde” em frente à Praça Central do município de Ventania (PR). O evento, contou com o apoio da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e da Polícia Militar de Ventania.

O programa Matas Legais, parceria entre Apremavi e Klabin, possui intercâmbios de projetos com a AMAVE e para o evento “Pedágio Verde” colaborou com a doação de mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

O evento teve como principais objetivos, lançar oficialmente no município de Ventania atividades relacionadas à educação ambiental numa parceria entre AMAVE, Programa Matas Legais e escolas do município; chamar a atenção dos motoristas e famílias em geral para o Ano Internacional das Florestas (2011), determinado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que tem como principal objetivo esclarecer sobre a importância das florestas e seu manejo sustentável na redução da pobreza e arrecadar doações para realização de obras de melhorias na sede da AMAVE, que dará suporte a este projeto de educação ambiental e a outros em desenvolvimento pela instituição.

Das 1.000 mudas nativas da Mata Atlântica doadas à AMAVE pelo programa Matas Legais, 750 foram usadas para distribuição no pedágio. Sendo que as 250 mudas restantes serão plantadas na sede, recém-inaugurada, da AMAVE. A arrecadação obtida no evento  será utilizada nas obras de melhorias na sede da AMAVE.

Os motoristas que pararam no Pedágio Verde se mostraram colaborativos e interessados, tanto aos objetivos do evento, como também à causa ambiental.

As mudas foram para várias regiões do Paraná, e muitas ficaram no próprio município de Ventania. As pessoas da cidade foram até o local e adquiriram as mudas. Isso foi bastante importante, pois chamou a atenção de grande parte da população local.

Os alunos que participaram do evento demonstraram bastante empenho e comprometimento. Esse é um fato marcante, pois são eles que darão continuidade aos trabalhos de educação ambiental.

O programa Matas Legais iniciou em Santa Catarina em 2005, e em consequência do sucesso, foi inserido do Estado do Paraná em 2008. O programa tem como objetivo desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

Apremavi apoia ação comunitária em Ventania

No dia 02 de abril de 2011, representantes da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) participaram de um mutirão de limpeza do local onde está sendo instalada a sede da Associação de Moradores e Amigos de Ventania (Amave), no município de Ventania (PR).

A Amave é uma instituição sem fins lucrativos com caráter essencialmente comunitário, concebida como órgão representativo dos moradores. Seu objetivo fundamental é motivar a sociedade civil a se organizar de fato, contribuindo assim para que sua comunidade melhore em todos os setores.  

A sede cedida em comodato pelo poder público local é a antiga Escola Municipal Irineu Gobbo, localizado na BR 153 (Transbrasiliana). O espaço esteve fechado e abandonado por aproximadamente 10 anos, e, no último sábado, juntou várias pessoas da comunidade num mutirão de limpeza e organização do local.           

Segundo a Presidente da Amave Silvana Fontana: “A participação das pessoas é fundamental no início de um trabalho como o que a Amave está propondo, que é a de transformação efetiva na comunidade. É preciso que todos vejam e participem de todo o processo de reconstrução, assim, sentem-se de fato parte da associação e de suas conquistas. O que aconteceu no sábado, na entrada da sede, foi o início de um processo de muito trabalho. Quem estava ali, estava de corpo, alma e coração acreditando que a partir dali é possível fazer mudanças para melhor. É preciso trabalhar com a auto-estima do ser humano. Quando as pessoas percebem que são necessárias, por mais simples que pareça, elas crescem em presença e em contribuição. Esse é o espírito que move a Amave. Queremos que a nova sede abrigue cursos, serviços permanentes, horta comunitária, o início de um viveiro de árvores, local para encontros, conhecimento, lazer e muito trabalho”.

O programa Matas Legais desenvolvido pela Apremavi em parceria com a Klabin está há três anos no estado do Paraná, sendo Ventania um dos municípios de atuação. Neste período o programa tem promovido intercâmbio com diversas instituições com o objetivo de colaborar com projetos socioambientais. Um exemplo é o trabalho do programa em conjunto com a Amave no sentido de aumentar a articulação e a disponibilização de conhecimentos para o recém formado Conselho Municipal de Meio Ambiente, com o objetivo de fortalecê-lo e com isso torná-lo atuante no município. Outros trabalhos conjuntos estão sendo discutidos para serem implementados ainda em 2011.

O município de Ventania fica localizado na região Centro Oriental Paranaense, ou Campos Gerais do Paraná, na microregião de Telêmaco Borba. Sua população, segundo IBGE senso 2010, é de 9.967 habitantes e sua área é de 759,366 Km². No século XIX, onde hoje é o município de Ventania, havia uma fazenda agrícola denominada Fazenda Fortaleza. Em 1870 um violento tufão assolou uma extensa área da fazenda, deixando um enorme rastro de destruição na Mata Virgem e desde então o lugar ficou conhecido como “Invernada da Ventania”.

Apremavi e Klabin promovem I Seminário de Integração das Mulheres Agricultoras do Alto Vale do Itajaí e Planalto Serrano

A ideia de um seminário direcionado às mulheres agricultoras foi pensada há algum tempo dentro do Programa Matas Legais, parceria da Apremavi e Klabin, tendo em vista que a cada ano já era organizado um seminário sobre temas ambientais e sobre a  silvicultura do eucalipto, no entanto,  o público era representado predominantemente por homens.

Analisando o contexto atual, onde a presença e a importância da mulher no meio rural é impar e o seu papel na administração e geração de renda se faz tão presente; considerando também que o Programa Matas Legais tem como objetivo incentivar que nas pequenas propriedades rurais se diversifique as atividades agrícolas, trazendo com isso um caminho importante na geração da renda familiar, o seminário trouxe palestrantes que trataram sobre empreendedorismo, alternativas de renda a partir de atividades como artesanato, agricultura orgânica, agroindústria caseira, intercâmbio de experiências na área rural, bem como a motivação para que tudo isso possa acontecer.

A abertura do evento foi realizada por Ivone Satsuki Namikawa, responsável pelo setor de sustentabilidade florestal da Klabin, que destacou a importância da mulher na tomada de decisão e promoção da sustentabilidade da propriedade rural.

Na seqüência, Alessandro Zimmermam Córdova, da Klabin, falou sobre o Programa de Fomento  e em seguida Leandro da Rosa Casanova, da Apremavi, apresentou o contexto do Programa Matas Legais.

Com o tema Motivação, Autoestima e Vida de Qualidade, o palestrante Ainor Lotério abordou questões importantes sobre a sustentabilidade dos nossos comportamentos e hábitos, como forma de buscar o equilíbrio e restauração no trabalho, família e meio ambiente.

A participação de Ainor Lotério mostrou que mais do que em qualquer lugar, o meio rural tem todos os motivos para que as pessoas se sintam felizes e motivadas, porque é lá que existe qualidade de vida, ar puro, água de boa qualidade, sem contato com a violência, enfim, a harmonia mais íntima com a natureza. Mas às vezes, esse entendimento por parte do ‘Homem rural’ (inclui-se aqui o gênero feminino) se perde, influenciado quer seja pela mídia, políticas públicas, etc. Dessa forma é preciso relembrar que o melhor lugar é aquele onde se vive, sendo necessário, através de ações e autoestima, fazer o nosso melhor para que isso se torne algo real.

Motivação é o que grande parte da humanidade precisa. Pensando nisso é que o seminário teve como ponto focal mostrar às mulheres agricultoras o seu grande papel na família, na propriedade e na sociedade, demonstrando que o sentimento de estar no campo, em sua casa, é bom, é saudável, pois precisamos viver a cada dia com motivação.

Para a Apremavi e a Klabin, essa integração das agricultoras do Alto Vale do Itajaí e Planalto Serrano foi muito rica, onde foi possível trocar muitas ideias acerca dos trabalhos realizados através dos Clubes de Mães, das Cooperativas, das Epagris, do Senar, do Centro Vianei de Educação Popular de Lages, do Grupo Arte do Campo de Otacílio Costa e outros. Experiências como a agroindustrialização de alimentos e de artefatos rurais, com características artesanais como os doces, as geléias, e a produção e comercialização de alimentos de forma orgânica, bem como os trabalhos com lã de ovelha, mostraram que o papel da mulher na manutenção da propriedade rural é fundamental e este trabalho precisa e deve ser valorizado todos os dias.

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Ambientalista catarinense representará o Brasil em reunião sobre florestas na Indonésia

A ambientalista catarinense Miriam Prochnow, Coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi, participará da reunião do Diálogo Florestal Internacional (The Forests Dialogue – TFD), que acontece de 12 a 17 de outubro na Indonésia. Miriam integra o Comitê Executivo do Diálogo Internacional representando o Brasil.

Nesta reunião o Diálogo Florestal Internacional discutirá as plantações florestais e sua relação com as populações indígenas e tradicionais e realizará uma reunião ordinária do Comitê Executivo. Em Pekanbaru serão visitadas algumas comunidades onde existem ou existiram conflitos entre as atividades das populações tradicionais e as atividades da silvicultura, visando a elaboração de diretrizes internacionais de resolução desse tipo de conflito. Já a reunião do Comitê Executivo será em Bali e complementará as visitas de campo, com encaminhamentos para os trabalhos futuro do Diálogo.

A Indonésia foi escolhida para sediar este evento do Diálogo Internacional por ser hoje um dos países que tem o maior índice de desmatamento de florestas no mundo, contribuindo substancialmente para as emissões de gases do efeito estufa e onde ainda existem muitos conflitos sociais por conta do uso e ocupação do solo, entre elas a implantação de áreas para agricultura e plantações florestais. Uma das iniciativas do governo para reduzir a emissão de CO2 é a implantação de projetos de REDD (desmatamento evitado), que é também uma das áreas de interesse do Diálogo Florestal.

Miriam entende que esta viagem será importantíssima para a troca de experiências e para o encaminhamento de ações conjuntas visando cada vez mais o entrosamento entre o setor florestal, as comunidades e a conservação do meio ambiente. A experiência brasileira tem mostrado que isso não só é possível, como fundamental. Uma das experiências bem sucedidas é o Programa Matas Legais, que é desenvolvido numa parceria da Apremavi com a Klabin.

O Diálogo Florestal Internacional surgiu em 2000 e conta com a participação das maiores empresas do setor florestal mundial, grandes organizações ambientalistas, pesquisadores das ciências ambientais e representantes de movimentos sociais. Sua secretaria executiva está baseada na Universidade de Yale (EUA).

O primeiro encontro do The Forests Dialogue no Brasil foi em outubro de 2003, com o tema “biodiversidade”. Neste evento, realizado em Santa Cruz Cabrália (BA), os convidados brasileiros começaram a conversar sobre a ideia de implantar uma iniciativa similar no Brasil, reunindo empresas e organizações ambientalistas.

A iniciativa brasileira também chamada de Diálogo Florestal existe desde 2005 e reúne empresas do setor florestal e organizações ambientalistas com o objetivo de construir uma visão comum entre esses setores que leve a ações economicamente viáveis e aumente a escala dos esforços e os resultados para a conservação do meio ambiente, gerando benefícios para os participantes do Diálogo e para a sociedade em geral. Atualmente o Diálogo Florestal atua na Mata Atlântica, no Pampa e no Cerrado.

Miriam Prochnow é a secretária executiva do Diálogo Florestal brasileiro, cargo do qual está licenciada desde julho em função do processo eleitoral, devendo retomar suas atividades após o retorno desta viagem de trabalho.

O Diálogo Florestal realizou seu VI Encontro Nacional, em Itu (SP), entre os dias 25 a 27 de agosto de 2010. No encontro foi decidido que haverá uma terceira fase, de quatro anos, focada nos seguintes temas prioritários:
1 – Conservação e silvicultura (mosaicos e corredores ecológicos, restauração, planejamento da paisagem).
2 – Legislação ambiental (Código florestal, ICMS Ecológico e serviços ambientais e zoneamento ecológico/econômico).
3 – Florestas como vetor de desenvolvimento
4 – Florestas e mudanças climáticas
5 – Fomento florestal

O Diálogo Florestal conta com um Fórum Nacional, um Conselho de Coordenação, uma Secretaria Executiva e sete Fóruns Regionais, sendo uma deles o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, cuja secretaria executiva está sob a responsabilidade da Apremavi.

O atual Conselho de Coordenação do Diálogo é composto pelas seguintes organizações: Amda, Apremavi, Instituto Bioatlântica, Instituto Ecosolidário, The Nature Conservancy, Cenibra, Fibria, Klabin, Rigesa e Suzano.

Matas Legais comemora dia da árvore em Imbuia

Aconteceu no dia 21 de setembro, no município de Imbuia (SC), uma comemoração alusiva ao dia da árvore. A idéia inicial para realização do evento em Imbuia partiu do prof. Ney Germano Stolf, grande entusiasta do meio ambiente, parceiro da Klabin no plantio de eucalipto e junto com a equipe do Matas Legais está colocando em prática a restauração de matas nativas em sua propriedade, cujo planejamento é o plantio de aproximadamente 10.000 árvores.

O evento contou com participação do grupo teatral Choupana, do município de Lages (SC) e a peça apresentada, entitulada ‘Água2 Ó…’, teve como objetivo sensibilizar os estudantes sobre a importância da água. O espetáculo teve duração de aproximadamente uma hora, e viu-se no semblante das crianças uma grande atenção. A trama gira em torno de dois amigos, que o tempo todo entram em conflito em decorrência da falta de água. Enquanto um dos amigos tinha água para matar a sua sede, o outro passava sede, dessa forma a confusão entre os dois sempre estava presente. Por fim, a trama revela a importância da solidariedade nessa hora, e os dois amigos experimentam a sensação da partilha. Daí pra frente existe a percepção de que a água é um essencial recurso natural para a vida, deve ser bem cuidado e administrado e seu acesso deve ser concedido a todos.

Ao final, os 150 estudantes da Escola Básica Municipal Professora Umbelina Lorenzi e Escola Municipal Alto Rio dos Bugres da localidade de Nova Alemanha, receberam uma muda de árvore nativa frutífera, juntamente com uma cartilha e um joguinho de trilha com temática ambiental do Programa Matas Legais. O evento foi mais uma das atividades de educação ambiental desenvolvidas através do Programa Matas Legais, iniciativa da parceria entre Klabin e Apremavi.

Agradecemos a todos que contribuíram para que esse evento pudesse ser realizado, numa data bastante importante, o dia da árvore. Lembramos que, das árvores, muitos benefícios nos são concedidos: sombra, ar puro, regulação do clima, conservação das águas, frutos, madeiras, papel, moradia, etc.
Para encerrar essa matéria não podemos deixar de mencionar essas nobres palavras:

Oração da Árvore      

Antes de erguer o braço contra mim, querendo ferir-me, pense: Deus me ajude a crescer sem que, para isso, seja preciso molestá-lo. Afinal ofereço-lhe a sombra, que o protege do sol. Minhas flores e frutos são o seu alimento, o bosque em que vivo é fonte de saúde e lazer. Assim como você vende a minha madeira, juntando riquezas, minhas folhas adubam suas plantações. O papel do seu jornal vem do meu lenho. Eu, que agasalho, sou a viga que sustenta seu telhado, a toalha de sua mesa e o lençol em que repousa o seu cansaço. Até ao morrer, você precisa de mim. É assim. Meus galhos alimentam o fogo e, com ele, você assa o pão.
Porém, tenho medo do fogo. Proteja-me.
Eu sou o símbolo de força e liberdade, sou sua melhor e mais fiel amiga.
Mas se você não me ama, como mereço, não sou nada.
Defenda-me.

"Estas palavras foram encontradas, inscritas numa tábua, em meio a um bosque da costa Espanhola."

Oração da Árvore extraído de:  http://www.gensmedianeira.com.br/escotismo/Deus/oracao_arvore.htm

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Matas Legais incentiva recuperação de nascentes em assentamentos no Paraná

Recentemente em visita aos trabalhos de campo do Programa Matas Legais desenvolvido na região de Telêmaco Borba (PR), foi possível observar nas comunidades rurais que, quando o assunto é água, há uma seriedade e preocupação com esse importante recurso natural.

O local visitado foi um assentamento de reforma agrária chamado Vale Verde, localizado no município de Ibaiti (PR). O programa Matas Legais, parceria entre Apremavi e Klabin, tem proporcionado às comunidades rurais que trabalham com fomento florestal com a Klabin, possibilidades para a recuperação da vegetação nativa nas suas propriedades, mediante plantio com árvores nativas. O que pode ser presenciado nesse assentamento, foi uma intensa preocupação por parte dos moradores com relação à água.

Durante a visita, um período de estiagem assolava a região, e quando a água começa a faltar lembra-se que urgentemente precisa-se fazer algo. Por esse motivo dentro da comunidade do assentamento Vale Verde, tanto os agricultores que são parceiros da Klabin, quanto aqueles que não plantam florestas comerciais, estão engajados no trabalho de recuperação, principalmente de nascentes, o que na região são popularmente conhecidas por “minas de água”.

A fazenda que hoje se transformou em um assentamento, antigamente era de propriedade de uma usina de cana de açúcar, na qual, no passado, era quase que totalmente utilizada para plantio de cana.

Percebe-se que, considerando ser uma área de grande extensão, existem grandes passivos ambientais em decorrência de seu uso no passado. Por outro lado o interesse e a iniciativa existente por parte dos moradores em recuperar as nascentes de água mostra que a consciência ambiental da comunidade está em alerta.

O objetivo do Programa Matas Legais é desenvolver ações de Conservação, Educação Ambiental e Fomento Florestal que ajudem a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

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Seminário sobre Código Florestal

O seminário “Código Florestal: Brasil celeiro do mundo ou realidade socioambiental?”, que aconteceu em Brasília, no dia 06 de abril de 2010, promovido pelo Ipam, reuniu parlamentares, técnicos e proprietários rurais. Entre os parlamentares presentes, destaque para a Senadora Marina Silva.

A Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida foi representada por Miriam Prochnow que apresentou alguns dos trabalhos da instituição, relacionados à adequação ambiental de propriedades rurais.

A adequação ambiental é possível também para propriedades localizadas nas regiões de Mata Atlântica, onde restaram pouco mais de 7% de florestas bem conservadas. Para Miriam, coordenadora de Políticas Públicas da Apremavi: “a aplicação do Código Florestal faz diferença na qualidade de vida e renda da população rural e também na urbana, como pudemos constatar nas recentes tragédias em Santa Catarina (no final de 2008), São Paulo e Angra dos Reis, no início deste ano, e agora no Rio de Janeiro, onde a grande maioria das vítimas estava em Áreas de Preservação Permanente (APPs) que não poderiam ter sido ocupadas”, disse.

Com o objetivo de adequar as propriedades, a Apremavi mantém o prograna Matas Legais, em parceria com a empresa Klabin, através do qual projetos de recuperação e conservação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) estão sendo desenvolvidos em dois assentamentos rurais no Paraná – Paulo Freire (72 famílias) e Banco da Terra (63 famílias) -, nos quais 146 hectares de APPs degradadas estão sendo recuperadas (com a doação de 150.000 mudas nativas). Nos dois assentamentos, foram demarcados 446 ha de APPs e 191 ha de Reserva Legal.

O programa desenvolve ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal. Dentro do programa, a palavra “legal” procura traduzir dois sentidos: o legal do cumprimento da legislação ambiental e o legal da expressão de lugar agradável, bonito e bom de morar e viver.

A coordenadora da Apremavi contou, ainda, que a Apremavi é parceira em um projeto da Associação dos Municípios do Alto Vale Itajaí (Amavi), de Santa Catarina, que está ajudando 25 mil produtores rurais (a maioria com pequenas propriedades) dos 28 municípios da Associação a averbarem suas Reservas Legais. “O mais interessante neste processo é constatar que a maior parte das propriedades tem floresta suficiente para fazer a demarcação e que menos de 5% delas têm alguma dificuldade real para se adequar à legislação ambiental”, diz.

Neste projeto, estão sendo realizados o mapeamento dos remanescentes, a proposição das Reservas Legais formando corredores ecológicos, a capacitação de técnicos das 28 prefeituras, cursos de capacitação para técnicos e proprietários e o apoio na restauração de áreas.

Veja os depoimentos dos participantes do seminário “Código Florestal: Brasil celeiro do mundo ou realidade socioambiental?”

Atividades do Programa Matas Legais no Planalto Serrano

O Programa Matas Legais, uma parceria da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e Klabin,  participou do 3º Encontro de Mulheres Agricultoras da Região Serrana realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O Encontro de Mulheres Agricultoras da Região Serrana, foi realizado no dia 04 de novembro de 2009. O evento, sediado no Clube Caça e Tiro, em Lages (SC), reuniu cerca de 500 agricultoras de 12 municípios da região. Com palestras e atividades lúdicas, o encontro teve como objetivo  promover a troca de experiências entre as mulheres agricultoras, tratando de temas relacionados à qualidade vida no meio rural e à preservação do meio ambiente, além de abordar a importância dos trabalhos organizados na geração de renda para as comunidades.

O Programa Matas Legais teve um espaço para mostrar as atividades que desenvolve nas comunidades rurais, expor os materiais publicados pela Apremavi e Klabin nas atividades de educação ambiental, e mostrar algumas espécies de árvores nativas produzidas no Jardim das Florestas em Atalanta, utilizadas em projetos de restauração de áreas degradadas e enriquecimento de florestas.

“É uma oportunidade de mostrar às agricultoras como é possível gerar renda para sua família de maneira sustentável, conciliando atividades agrícolas rentáveis com o respeito às leis ambientais”, explica Mirelli Pitz, bióloga da equipe Florestal da Klabin. Lançado em 2005, o Programa Matas Legais já distribuiu mais de 250 mil mudas de espécies nativas para cerca de 280 produtores rurais catarinenses.

Nos dias 30 de outubro e 03 de novembro, os alunos da Escola Básica Zulmira e Escola Municipal de Educação Básica Dom Daniel Hostin de Lages, receberam os representantes da Klabin e Apremavi, os quais  promoveram uma gincana ambiental. Entre as atividades elaboradas,  os alunos puderam se divertir e aprender com o jogo "Fique Legal".

Este jogo foi criado com o objetivo de desenvolver em seus participantes conscientização ambiental através dos princípios da sustentabilidade. Para que ficasse mais atraente ao público infanto-juvenil, o "Fique Legal" foi confeccionado em tamanho gigante (42m²) onde os participantes podem ser os pinos.

Após as atividades, os alunos vencedores de ambas as escolas receberam um exemplar do jogo, livro, cartilha do Programa Matas Legais e mudas nativas.

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Seminário do Matas Legais aborda recuperação de áreas

No dia 9 de outubro, a Klabin e a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) realizaram mais um seminário do Programa Matas Legais, desta vez em Agronômica (SC). O objetivo foi esclarecer os benefícios do planejamento da propriedade rural, integrando o cultivo de florestas plantadas com outras atividades agrícolas, além de trazer maior conhecimento sobre a preservação das florestas nativas.

Os seminários que vem sendo realizados há quatro anos, dentro do Programa em Santa Catarina, têm auxiliado os proprietários rurais a colocarem em prática os conceitos de planejamento das propriedades e de cumprimento da legislação ambiental, promovendo assim o desenvolvimento sustentável das atividades produtivas no campo.

Desta vez, o seminário promoveu a capacitação e o alinhamento de conceitos do programa para cerca de 80 técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em 23 municípios do Alto Vale do Itajaí. Estes profissionais são os responsáveis por orientar os produtores rurais em suas atividades do dia-a-dia. Outro objetivo do seminário foi levar informações aos técnicos sobre os benefícios da integração do fomento florestal com outras atividades agrícolas produtivas e os cuidados que precisam ser tomados em relação ao meio ambiente.

Um dos destaques do evento foi a palestra do professor Ricardo Ribeiro Rodrigues da USP/ESALQ sobre técnicas e benefícios de recuperação de áreas degradadas. Ele falou da importância destas áreas na composição de uma propriedade rural “legal”, permitindo a adequação à lei ambiental. A palestra proferida pode ser acessada no site do LERF, link acima.

Além da presença de representantes da Apremavi e da Klabin, o encontro contou com a participação de líderes da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi) e da Associação Sementes do Futuro, com o Sr. Teobaldo Sieves, expondo seus produtos orgânicos.

Fotos: Tatiana Arruda Correia

Matas legais participa do Programa Caiubi de Educação Ambiental

Nos dias 15 e 16 de setembro aconteceu em Otacílio Costa a nona edição do Programa Caiubi. O Caiubi é um programa de educação ambiental realizado pela Klabin nos estados do Paraná e Santa Catarina, que tem como objetivo principal a capacitação de professores dos ensinos fundamental e médio. Desta edição participaram 50 professores e alunos do município de Ponte Alta do Norte.

A Apremavi participou do evento com uma palestra sobre o programa Matas Legais, que é desenvolvido em parceria com a Klabin e está em execução em Santa Catarina desde 2005 e há um ano no Paraná.

O enfoque da palestra proferida pelo técnico da Apremavi, Leandro Casanova, foi sobre as potencialidades que empresas do setor florestal tem a contribuir para a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental nas suas regiões de atuação. Neste sentido o programa Matas Legais, vem de forma pioneira e inovadora contribuindo para uma melhor conservação dos recursos florestais nativos e um bom planejamento do plantio de florestas exóticas.

A mensagem deixada aos professores durante o curso é que é perfeitamente possível conciliar atividades econômicas no meio rural com os cuidados necessários ao meio ambiente. Também foram abordados aspectos ligados à legislação ambiental, no intuito de desmistificar certas informações sobre a aplicação do código florestal, em especial o caso das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e da Reserva Legal (RL).

Durante o evento houve distribuição de brindes aos participantes, compostos por materiais didáticos do programa Matas Legais, livros, cartilhas e as sempre apreciadas e disputadas mudas de árvores nativas do viveiro Jardim das Florestas. 

Ao final da participação da Apremavi, foi desenvolvido junto aos participantes o Jogão Fique Legal, uma brincadeira lúdica cujo objetivo é mostrar que de forma divertida é possível aprender a importância de conviver em harmonia com a natureza. A versão gigante do Fique Legal, apelidada de “jogão”, é um lona com 40m2, onde está demarcada uma trilha a ser seguida pelos jogadores. O Fique Legal também tem uma versão para ser jogada “on line”.

A estagiária da Apremavi Mila Bryant acompanhou o evento. Mila é espanhola, da cidade de Madri, psicóloga especialista em educação, com mestrado em Educação para Desenvolvimento e Ajuda Humanitária e estará na Apremavi até o final do mês de outubro.

Para Mila, esta iniciativa é muito significativa e importante e deve ser replicada. Confira o depoimento de próprio punho: "El curso del Programa Caubi en Klabin, para capacitación de profesores en educación ambiental, me parece una experiencia clave, ya que los profesores participan como testigos directos de una iniciativa en la que una ONG como Apremavi y una empresa papelera son capaces de entablar un diálogo partiendo de la base de que preservar el medio ambiente es cosa de todos, y que se ponen a trabajar de forma coordinada, colaborando en el día a día para que la madera que Klavin precisa de los propiedades de los pequeños productores  puedan extraerse de forma legal y sustentable, a través del asesoramiento en  los programas de reforestamiento.  Estos profesores, que tienen un papel clave en la formación de las actitudes y hábitos de las futuras generaciones, podrán transmitir a sus alumnos que hay caminos para ese entendimiento, y que lo normal y lo lógico es trabajar en ese sentido.  El curso estuvo muy bien planeado y organizando, participando en el los distintos agentes de la comunidad implicados en temas de educación ambiental.  Creo que para los profesores resultó una experiencia muy interesante, que no dejará de tener su efecto en las aulas".

Os bons frutos do Matas Legais

O Programa Matas Legais desenvolve ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal para ajudar a recuperar os remanescentes florestais nativos, melhorar a qualidade de vida da população e minimizar os impactos da produção florestal, levando em consideração o planejamento de propriedades e paisagens.

Dentro do Programa, a palavra “Legal” procura traduzir dois sentidos: o Legal do cumprimento da Legislação Ambiental e o Legal da expressão de lugar agradável, bonito e bom de se viver.

O Programa teve início no Alto Vale do Itajaí em 2005 e foi expandido para o Planalto Serrano e para o Paraná. Foram doadas mais de 400.000 mudas nativas para agricultores recuperarem as APPs (Áreas de Preservação Permanente) e para paisagismo.

Com bons frutos aparecendo a Apremavi vai retratar periodicamente as atividades desenvolvidas dentro do Programa, iniciando com um fomentado que é exemplo de dedicação, agricultor familiar, onde praticamente todas as atividades da propriedade são desenvolvidas por ele e sua esposa.

Valmor Catafesta trocou o ofício de caminhoneiro para seguir a profissão de agricultor como o pai, planta milho, tem horta, e a quatro anos o agricultor tem uma granja de porcos, em Rio do Oeste. Para diversificar a propriedade, ele também apostou no plantio de eucalipto há três anos, são 5 ha com 9.000 mudas,  espera fazer o primeiro desbaste com quatro anos.

Decisões simples fazem a diferença, foi assim que aconteceu em sua propriedade, ao plantar 3.000 mudas de espécies nativas, como a canela sassafrás, aroeira, araçá, guabiroba ao longo do rio que passa na propriedade e perto da casa para embelezamento.

A nova alternativa de renda do agricultor veio do Programa que alia o plantio de árvores para fim comercial e a recuperação de APPs, onde os técnicos visitam as propriedades e orientam sobre o manejo do solo e fazem educação ambiental.

O eucalipto está tendo uma ascensão na região do Alto Vale do Itajaí, mas de fato o diferencial desse plantio na propriedade foi o destaque que o fomentado teve no quesito ambiental. A serenidade, a consciência, e a atenção dispensada pelo Valmor, junto às equipes da Apremavi e Klabin compartilhando de ideias que objetivam o desenvolvimento de uma silvicultura sustentável para a região do Alto Vale do Itajaí, isso lhe valeu o título de fomentado destaque no ano de 2008 e em agosto do mesmo ano o programa Globo Rural da Rede Globo exibiu uma matéria sobre a parceria e o caso de sucesso do seu Valmor.

Na tarde do dia 25 de agosto, os técnicos da Apremavi, Tatiana e Leandro,  receberam Catafesta, esposa e filhos no viveiro Jardim das Florestas. A família conheceu o Parque Municipal Natural Mata Atlântica, fazendo a trilha até a cachoeira do Gropp e também uma visita ao Museu. Depois retornaram ao viveiro onde conheceram a produção das mudas, as espécies disponíveis e o ambiente de trabalho.

Fotos: Leandro Casanova e Tatiana Arruda Correia

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