Agrofloresta terá Manual

Durante os dias 28 a 30 de março de 2007, 18 entidades situadas na Mata Atlântica da região nordeste , sudeste e sul do Brasil, discutiram o conteúdo preliminar para a elaboração de um Manual Agroflorestal para a Mata Atlântica.

O projeto MANUAL AGROFLORESTAL PARA MATA ATLÂNTICA – “Capacitação participativa de agricultores familiares e formação de agentes de desenvolvimento agroflorestal para difusão de experiências com práticas agroflorestais no bioma da mata atlântica” é financiado pelo MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário e além de proporcionar a elaboração do próprio manual pretende realizar a capacitação participativa de agricultores familiares e a formação de agentes de desenvolvimento agroflorestal nas regiões de abrangência das entidades parceiras.

A Oficina Técnica de Capacitação foi realizada no CBBC – Centro Brasileiro de Biologia da Conservação, centro de capacitação do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, localizado em Nazaré Paulista, no estado de São Paulo.

As 18 entidades colaboradoras deste projeto são: Instituto Floresta Viva, IESB e Centro de Desenvolvimento Terra Viva da Bahia; Fundação Cepema do Ceará; APTA do Espírito Santo; Fundação Rureco do Paraná; Centro Sabiá de Pernambuco; Centro Litoral Norte eEcocitrus do Rio Grande do Sul; GAE/UFRuralRJ, Instituto Ipanema e REBRAF do Rio de Janeiro; Apremavi, Ipereté e Vianei de Santa Catarina e Ipê, Proter e Mutirão Agroflorestal de São Paulo.

Para o Engenheiro Florestal da Apremavi, Leandro Casanova, que participou da oficina, este projeto será muito impotante não só para o conjunto das iniciativas de agrofloresta na Mata Atlântica, mas também para o trabalho da Apremavi, pois será uma grande oportunidade de divulgar e discutir os trabalhos que a instituição vem desenvolvendo ao longo de seus 20 anos de exsistência.

A Apremavi irá abordar os modelos de agrofloresta que desenvolve na região, o enriquecimento de florestas secundárias e também o planejamento de propriedades e paisagens. Além disso, para aumentar a qualidade dos trabalhos, serão envolvidos os proprietários com os quais a Apremavi já trabalha e que já desenvolvem experiências em suas propriedades. Também será oferecida uma capacitação específica em agrofloresta para esses proprietários.

Maiores informações: http://www.rebraf.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=211&sid=10

Foto da oficina: Marcos Copacheski

Programa Caiubi em Santa Catarina

Contribuir para a conscientização sobre a importância da fauna e flora regional é o propósito do Programa Caiubi de Educação Ambiental, desenvolvido pela Klabin e oferecido a professores e alunos de escolas públicas das comunidades onde a empresa atua. O Programa foi lançado em Santa Catarina, primeiramente no município de Bocaina do Sul, nos dias 29 e 30, e seguirá para outras cidades do estado.

Para despertar o interesse dos envolvidos, o Caiubi realiza seminários, palestras, cursos teóricos e práticos, além de diversas ações que têm o meio ambiente como tema.

O Caiubi capacita professores a desenvolverem atividades de educação ambiental com seus alunos, que se tornam multiplicadores das informações.

O objetivo é conscientizar as crianças para que elas tenham um comportamento ambientalmente correto e contribuam para a melhoria da qualidade de vida de suas famílias e de toda a comunidade.

Realizado em parceria com a Secretaria de Educação do município catarinense, o lançamento do programa aconteceu em duas etapas. No dia 29 a Klabin realizou evento com 30 professores da rede municipal e estadual.

Nesse primeiro dia de treinamento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer assuntos relacionados às áreas florestais da Klabin, o sistema de Gestão Ambiental Industrial e Controle de Incêndios florestais da empresa, entre outras ações da companhia voltadas para a preservação da natureza.

O evento contou com a participação da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí – Apremavi que através do seu presidente Edegold Schäffer que realizou palestra com os temas: educação ambiental e legislação e apresentou os trabalhos realizados pela instituição.

Já a apresentação do programa Matas Legais foi feita pelo técnico da Apremavi, Edinho Pedro Schaffer e pela estagiária Leoniria Assing através de uma atividade lúdica, utilizando o joguinho "Fique Legal", em formato gigante. Após o jogo foram distribuídos Kits e mudas do programa.

No dia 30, os professores seguiram para a Unidade da Klabin em Correia Pinto para visitarem a unidade e participarem, juntamente com coordenadores e gerentes, do evento de reabertura da Trilha Araucária Klabin. Localizada nas proximidades da empresa, com 1.260 metros, a trilha é entremeada pela mata nativa das áreas florestais da Klabin e foi restaurada com o apoio do projeto Planejando Propriedades e Paisagens executado pela Apremavi.

Criado em outubro de 2001, o Programa Caiubi já está em atuação nas cidades de Telêmaco Borba (PR) e Ponte Nova (MG), municípios onde a Klabin está presente. Em 2006, o Programa comemorou o número de 107 mil alunos beneficiados e 401 professores capacitados. Os colaboradores da empresa também recebem treinamento em educação ambiental com enfoque semelhante ao que é utilizado para os professores.

A Apremavi já é colaboradora do Caiubi desde 2005, quando Miriam Prochnow proferiu palestra em Telêmaco Borba e conheceu de perto o programa e as atividades que a Klabin desenvolve no Paraná.

Saiba tudo sobre hidrelétricas

O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais com o apoio da Fundação Avina lança nesta sexta-feira, dia 30 de março, um site sobre monitoramento das hidrelétricas pela sociedade civil (www.maternatura.org.br/hidreletricas).

No site são encontradas informações sobre os principais empreendimentos hidrelétricos projetados ou em construção na região sul do Brasil. O intuito é oferecer bases para que a sociedade compreenda as implicações que a construção de barragens traz, especialmente sobre a biodiversidade regional, e mostrar os caminhos para que a população possa se mobilizar contra estes impactos.

O Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, com sede em Curitiba/PR. Desde a sua fundação, em 1983, atua na formulação e implementação de projetos e políticas públicas para o meio ambiente.

A Fundação Avina é uma associação sem fins lucrativos com sede na Suíça, cuja missão é o fortalecimento de lideranças da sociedade civil e empresariado para o desenvolvimento sustentável da América Latina.

A iniciativa conta com a parceria de outras ONGs, como a APREMAVI – Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí, que possui reconhecido trabalho em defesa de ecossistemas afetados por hidrelétricas, a exemplo da recente área de floresta com araucária inundada pelo reservatório da UHE Barra Grande.

Segundo Paulo Pizzi, presidente do Mater Natura o site atuará como instrumento de apoio às instituições da sociedade civil que atuam em prol da não instalação de usinas hidrelétricas em regiões que possam ocasionar graves impactos ambientais e socioeconômicos. Ele cita como exemplos, no Estado do Paraná, as lutas capitaneadas pelas ONGs Liga Ambiental para evitar a implantação de UHEs no rio Tibagi e CEDEA (Centro de Estudo, Defesa e Educação Ambiental) contra as hidrelétricas no rio Ribeira de Iguape, divisa com o Estado de São Paulo.

Pizzi ressalta que “o objetivo não é simplesmente ser contra a implantação de todo e qualquer empreendimento hidrelétrico, mas sim alertar para que os poderes públicos e os empreendedores tenham maior responsabilidade e critérios na escolha dos locais para implantação destes projetos, para minimizar os impactos ambientais e sociais”. Ele defende que o conjunto destes impactos deve ser levando em conta para, inclusive, justificar o não licenciamento de projetos cujo custo x benefício seja prejudicial à manutenção da qualidade de vida de comunidades e da biodiversidade em ecossistemas regionais.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Cláudia Divinoou Paulo Pizzi (41)3013-7185

E-mails: Ascom@maternatura.org.br eInfo@maternatura.org.br

Luz, Câmera, Ação: Dyckias em Extinção

A TV Cultura de Santa Catarina, lançou na quarta-feira, 14/3, às 17h30min, no Plenarinho da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis o documentário vencedor do edital nacional do Ministério da Cultura DOC TV em 2006, "Dyckias" – Tempos em Extinção, dirigido por Yur Gomes e Jonas Edson Pinto. O documentário retrata a construção da Usina Hidrelétrica de Barra Grande e seu impacto ambiental, apresentando as diferentes abordagens dos custos do desenvolvimento econômico do país.

O vídeo foi muito bem recebido por aproximadamente 100 pessoas que compareceram ao evento. A mesa de solenidade foi composta pelo superintendente da TV Cultura SC – professor Áureo Moraes, o responsável pelo documentário Jonas Pinto, a diretora da ABD-SC/Cinemateca Catarinense – Luiza Lins e o diretor de expansão e documentários da TV Cultura de São Paulo Marco Antonio Coelho Filho.

Ambientado nas usinas hidrelétricas de Barra Grande, Machadinho, Campos Novos e Itá, o documentário conta a saga da bromélia Dyckia distachya, que acabou sendo extinta da natureza com a construção de Barra Grande.

https://apremavi.org.br/news/pnews082.htm

O caso Barra Grande é emblemático e foi objeto de trabalho intenso da Apremavi. Confira o dossiê: https://apremavi.org.br/dossie/pbarragrande.htm

A Apremavi tem participação no documentário com imagens e depoimento de Miriam Prochnow, que contou detalhes importante sobre todo o caso de Barra Grande para os produtores do vídeo. O documentário também conta com depoimentos importante do Professor Dr. João de Deus Medeiros da Universidade Federal de Santa Catarina.

O documentário será lançado em rede nacional no dia 03 de junho, pela TV Cultura. Não deixe de conferir

Campanha da Fraternidade no Alto Vale

A Apremavi prestigiou o "Encontro do Conselho Diocesano de Pastoral” da Diocese de Rio do Sul, realizado no dia 27 de fevereiro, nas dependências da Obra Kolping, em Rio do Sul, realizando uma palestra com o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Amazônia”.

A palestra, que fez uma ligação entre o tema da Campanha da Fraternidade com a realidade do Bioma Mata Atlântica, foi ministrada pelo ex-diretor e atual conselheiro Urbano Schmitt Júnior e a Secretária Executiva Maria Luiza Schmitt Francisco.

Traçar este paralelo entre os biomas é muito importante, uma vez que todas as coisas estão interligadas e que todas as pessoas precisam ter consciência da importância de se preservar a natureza, independentemente de onde ela está.

Também é importante lembrar que mesmo as pessoas que não moram na Amazônia, podem ajudar a cuidar dela. Uma atitude por exemploé não utilizar madeiras provenientes ilegalmente desta floresta.

O tema da Campanha foi discutido pelos 40 representantes de Dioceses da região do Alto Vale que estiveram presentes. A contadora e administradora da diocese de Rio do Sul Eldiria Ventura, ficou encantada com a palestra ministrada e pelo trabalho que a Apremavi vem desenvolvendo na região – “Conhecendo essas iniciativas mais a fundo, é que percebemos sua importância na preservação do Meio Ambiente” relatou Eldiria.

“Maravilhosa a Palestra ministrada pelo Sr. Urbano e pela funcionária da Apremavi Maria Luiza, sobre o Tema da Campanha da Fraternidade deste ano "Fraternidade e Amazônia", trazendo para a realidade do Alto Vale do Itajaí. Fiquei encantada com o trabalho que vem sendo feito pela Apremavi na região. O projeto e desenvolvimento acontece em cima da realidade de nossa região. Além de ser um trabalho de conscientização, é no agir que ele tem o seu grande foco. Conhecendo essas iniciativas mais a fundo, é que percebemos sua importância na Preservação do Meio Ambiente. Sou apaixonada por todas as iniciativas que visam a conscientização do Ser Humano no todo. Precisamos perceber que quando falamos de natureza estamos inclusos nela. Portanto não somos mais ou menos importante, somos parte dela. E que tudo é criação de Deus. Obrigada Urbano, Obrigada Maria Luiza pela oportunidade de conhecer este maravilhoso trabalho, e me conscientizar que preciso fazer a minha parte”.

Por que Arborizar as Cidades?

A recente discussão em torno da retirada das árvores na Avenida Oscar Barcellos, no município de Rio do Sul(SC), fez com que viesse à tona um assunto muito importante para quem vive nas cidades, que é a necessidade da arborização urbana.

Arborização urbana é o conjunto de árvores e arbustos existentes no perímetro urbano de uma cidade, seja em terras públicas ou particulares, que cumprem diversas funções dentro da paisagem, principalmente regulando o microclima das cidades. As áreas de preservação permanente são especialmente importantes, principalmente as margens de rios e as encostas dos morros. Além disso é fundamental observar um bom planejamento para a arborização.

Infelizmente a realidade de nossas cidades não é bem assim. No Brasil, as estimativas mostram que 70% da população vive nos centros urbanos. Com o crescimento das cidades, sem planejamento, as áreas verdes foram substituídas pelas construções e os centros urbanos são hoje caracterizados pela pavimentação e construções, que o impermeabilizam. O município de Rio do Sul não foge à regra.

Os materiais utilizados são vidros, cerâmicas, ferro, asfalto e concreto, que absorvem os raios solares, tornando as cidades muito quentes durante o dia. Além da substituição das áreas verdes pelas construções, há ainda a poluição atmosférica, a hídrica, a visual e a sonora, que torna a qualidade de vida nos centros urbanos, pior do que em ambientes naturais.

Nas áreas construídas a água não penetra no solo, resultando em regiões de baixa umidade relativa do ar. Sem árvores, o clima do centro das cidades se torna bastante árido. As construções, o tráfego intenso de veículos, a queima de combustíveis, madeira e carvão, lançados por pequenas e grandes chaminés, são fontes de poeira e fumaça que continuamente poluem o ar e podem causar doenças.

Por que arborizar?

As plantas proporcionam conforto ambiental, porque interceptam, absorvem e refletem os raios solares. As áreas bem arborizadas apresentam temperaturas mais estáveis e em geral mais frescas. Além disso, podem ser plantadas árvores frutíferas, cujos frutos atraem pássaros. Os pássaros ajudam a espalhar as sementes que produzem novas plantas e ajudam no controle biológico dos insetos.

As árvores são como bombas hidráulicas que, usando as suas raízes, trazem a água do subsolo para a atmosfera. Elas refrescam e tornam a umidade relativa do ar mais apropriada para os seres humanos.

Praças, ruas e residências bem arborizadas, contribuem para a retenção de materiais poluentes. Quando o ar poluído passa pela copa das árvores, diminui a velocidade, permitindo a deposição das partículas sobre a superfície das folhas. Outra vantagem é que as folhas das árvores absorvem gases tóxicos como o dióxido de enxofre e de carbono.

Os benefícios sociais da arborização urbana são uma conseqüência natural. O equilíbrio climático e o controle da poluição não são os únicos resultados, uma boa arborização também ajuda a saúde física e mental da população. O paisagismo bem feito aumenta também o valor das propriedades, pelo conforto e beleza, gerando benefícios na área turística. Felizmente já temos no Brasil alguns exemplos de cidades que estão beneficiando muito pelo fato de terem uma boa arborização associada a um belo paisagismo. Praças e parques arborizados são espaços que convidam e atraem as pessoas para momentos de lazer, descanso e reflexão. Segundo a Associação Brasileira de Arborização Urbana o índice ideal de áreas verdes nas cidades é de 15 m2 por habitante.

A Apremavi espera que a discussão em torno da derrubada das árvores da Avenida Oscar Barcellos, em Rio do Sul, possa servir de ponto de partida para a implantação de um amplo programa de arborização na cidade, para o bem da qualidade de vida de todos os habitantes.

Textos e Fotos: Miriam Prochnow – Pedagoda, Especialista em Ecologia

Bibliografia: Guia Arborização e Paisagismo, editado pela Apremavi em 1997.

A Mata Atlântica da Serra Vermelha

A campanha do Ibama do Piauí e dos defensores do desmatamento na Serra Vermelha, que não admitem a existência da vegetação Mata Atlântica, onde o projeto Energia Verde pretende desmatar 78 mil hectares de floresta, contradiz o estudo feito por pesquisadores da Sociedade Nordestina de Ecologia, da Universidade Federal de Recife em parceria com a Rede de Ongs da Mata Atlântica, que se manifestaram exibindo provas que evidenciam a presença da Mata Atlântica na Serra Vermelha.

O estudo que organizaram e está publicado no livro "Mata Atlântica – Uma rede pela floresta", foi realizado em 2005. A responsável pela área do Piauí, Maria das Dores Melo, afirma ter encontrado vegetação da Mata Atlântica naquela área. "Me surpreendi com a quantidade de Mata Atlântica encontrada no Piauí", garantiu a pesquisadora que trabalha com cartografia.

No relatório do seu trabalho, Maria das Dores escreveu que "em mapeamento concluído em 2005, verifica-se que a Mata Atlântica do Piauí abrange uma área de 7.791 Km², correspondendo a 3,10% da superfície do Estado, compreendendo as seguintes formações vegetais: floresta estacional semidecidual, floresta estacional decidual, vegetação de dunas/restinga e manguezal".

Continuando a técnica diz : "as maiores áreas de vegetação estão localizadas nos municípios de Guaribas e Canto do Buriti com a fisionomia de floresta estacional decidual montana e floresta estacional semidecidual submontana, no município de Alvorada do Gurguéia. Além de incluir também os municípios, Morro Cabeça no Tempo, Curimatá, Redenção do Gurguéia, Avelino Lopes e Bom Jesus.

Bem antes deste estudo, o Conselho Nacional do Meio Ambiente-Conama, havia definido na Resolução n° 26 de dezembro de 1994, orientar os procedimentos para licenciamento de atividades florestais no Piauí. O órgão, que tem como presidente a Ministra do Meio Ambiente, Mariana Silva, proíbe a devastação da vegetação no estado primário, ou seja, aquela com diversidade biológica, como é o caso da Serra Vermelha.

No artigo 1º diz: Vegetação primária é aquela de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécies".
Para completar o número de provas que revelam o quanto as leis foram desobedecidas, uma outra resolução do Conama , n° 001 de janeiro de 1986, determina a obrigatoriedade do Estudo de Impacto ambiental em empreendimentos que causam grandes impactos.

No capítulo XIV, diz que uma das atividades que exige o EIA-Rima é a "exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental".

Enquanto a população que vive na região onde a JB Carbon está desmatando só tem o direito de permanecer calada, o governo do estado concede isenção fiscal de 12 anos para que a empresa permaneça destruindo uma floresta que, sem dúvida, poderia ser a redenção da população.

Veja o decreto no link: http://www.sefaz.pi.gov.br/slpi/gui/jsp/consultaDeAtoNormativo.jsp?idAtoNormativo=1595

A área da Serra Vermelha também é considerada uma área de extrema importância biológica para a conservação da biodiversidade, conforme determina a Portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Por esses motivos a transformação da área em uma Unidade de Conservação, é a única maneira de se preservar esses importantes remanescentes e fazer com que seus benefícios ambientais.

Não esqueça de participar da campanha, veja outra matéria neste mesmo site: http://www.apremavi.com.br/pagina.php?codigo=103

Fotos – André Pessoa – Divulgação Furpa

Ajude a Salvar a Serra Vermelha

A Serra Vermelha é uma grande chapada, no Sul do Piauí, totalmente preservada pela última floresta do semi-árido brasileiro, um grande ecótono onde se encontram os Biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Segundo pesquisadores da USP, o lugar abriga uma das maiores biodiversidades do interior nordestino.

Apontada pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das 900 áreas prioritárias para conservação da biodiversidade brasileira, o lugar tem fauna e flora ainda desconhecidas pela ciência. Sua cobertura vegetal exerce importante papel na recarga dos aqüíferos e do lençol freático do Vale do Gurguéia. Várias nascentes estão na chapada da Serra Vermelha, entre elas a do rio Rangel.

Quase toda a área da Serra Vermelha integra o Bioma Mata Atlântica, conforme definição dada pelo Decreto 750/93 e mantida pela nova Lei da Mata Atlântica, sancionada em dezembro de 2006: “Art. 2o Para os efeitos desta Lei, consideram-se integrantes do Bioma Mata Atlântica as seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados, com as respectivas delimitações estabelecidas em mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, conforme regulamento: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e Floresta Estacional Decidual, bem como os manguezais, as vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves florestais do Nordeste.”

Por decisão unânime do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) foi aprovada uma moção solicitando que a região deveria ser transformada num Parque Nacional. Mas, como recentemente foi mostrado no programa Globo Repórter, a região está ameaçada.

http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703,00.html

O Ibama PI aprovou a implantação de um projeto chamado ironicamente de “Energia Verde” e que pretende, nada mais nada menos, do que transformar toda floresta da região em carvão vegetal para abastecer as siderúrgicas mineiras. A meta é produzir 4 bilhões de toneladas de carvão vegetal nos próximos 13 anos. Para isso, 78 mil hectares de matas nativas seriam cortadas.

O referido projeto, disfarçado de “plano de manejo”, se executado até o final significará na realidade o maior desmatamento ocorrido nos últimos 30 anos em uma fitofisionomia da Mata Atlântica, neste caso em floresta estacional, uma das mais ameaçadas do Bioma.

A autorização concedida ao projeto é ilegal sob todos os aspectos, visto que o Decreto 750/93 já não admitia desmatamento ou corte raso de vegetação primária ou em estágio avançado de regeneração da Mata Atlântica. Com a sanção da nova Lei, a referida proibição ficou mantida, bem como qualquer exploração madeireira por corte seletivo.

Após a veiculação da reportagem e as solicitações feitas pelas ONGs da Mata Atlântica ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama Federal, a autorização de desmatamento foi suspensa. Entretanto ainda não foi cancelada definitivamente

Por esse motivo a Rede de ONGs da Mata Atlântica iniciou uma campanha para mobilizar instituições e pessoas, para enviarem cartas à Ministra do Meio Ambiente e ao Presidente do Ibama, solicitando o cancelamento definitivo do desmatamento e a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

A Apremavi apóia integralmente esta ação e para tanto solicita que todas as pessoas que quiserem colaborar, façam a sua parte e enviem suas cartas.

Abaixo os números de fax e endereços de email para os quais as cartas devem ser enviadas e também um modelo de carta.

Ministra Marina Silva: (61) 4009-1755 – marina.silva@mma.gov.br

Marcus Barros: (61) 3316-1025 – marcus.barros@ibama.gov.br

João Paulo Capobianco: (61) 4009- 1213 e 4009-1309 – joao.capobianco@mma.gov.br

Direc: (61) 3035-3468 – marcelo.francozo@ibama.gov.br

Anexos

Proposta de carta a ser enviada ao Ministério do Meio Ambiente

Veja também

Outros dados podem ser obtidos nos seguintes sites:

serravermelha.blog.terra.com.br
www.rma.org.br

Fotos: André Pessoa – Divulgação Furpa

Seminário Estadual enfatiza importância das Unidades de Conservação

O Seminário Estadual “Planejando Propriedades e Paisagens” que aconteceu nos dias 08 e 09 de dezembro, no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica, em Atalanta (SC), contou com a expressiva participação de 90 pessoas, entre estudantes, agricultores, professores, empresários e técnicos de vários municípios de Santa Catarina.

O assunto de maior destaque foi a conservação da biodiversidade, principalmente através da criação e consolidação de Unidades de Conservação, sejam elas públicas ou privadas.

Alexandre Martinez, presidente da Confederação Nacional de RPPNs, explicou aos presentes os procedimentos necessários para se criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural e a contribuição fundamental que o conjunto de RPPNs já criadas tem dado para a preservação da Mata Atlântica. Fez ainda um apelo para que mais proprietários transformem suas propriedades, em áreas protegidas. Cláudio Klems da TNC completou falando sobre como proteger o meio ambiente em propriedades privadas. Veja como criar uma RPPN no site: www.rppncatarinense.org.br

A ecologista Miriam Prochnow falou sobre as metas da convenção da biodiversidade e de como ainda temos trabalho pela frente para atingir os 10% do território transformados em Parques e Reservas, índice necessário, segundo a convenção, para que se tenha uma efetiva garantia da conservação da rica biodiversidade brasileira.

Lauro Eduardo Bacca da Acaprena e Nélcio Lidner do Parque das Nascentes, falaram sobre a importância e a relação das florestas com a conservação da água e do balanço hídrico, enquanto que Edilaine Dick, bióloga da Apremavi e Alessandro Ângelo, professor da UFPR, abordaram a questão do planejamento de propriedades e paisagens e a interação da fauna e flora com a recuperação de áreas degradadas.

O evento faz parte do Projeto Planejando Propriedades e Paisagens, realizado pela APREMAVI em parceria com a Fundação O Boticário de Proteção a Natureza e a Fundação Interamericana e apoio da Prefeitura Municipal de Atalanta e da TNC. O seminário contou ainda com o apoio do Projeto Piava e da Epagri. No dia 08, após a realização das palestras aconteceu uma visita às trilhas do Parque Mata Atlântica , com o objetivo de mostrar a importância da criação de Unidades de Conservação Municipais e no dia 09 os participantes do seminário visitaram o viveiro Jardim das Florestas e a propriedade modelo da APREMAVI, onde puderam verificaram “in loco” que é possível aliar produção com conservação da natureza.

Os participantes ainda aprovaram dois manifestos, um aos Deputados Estaduais da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, pedindo a imediata aprovação do Projeto de Lei que cria o ICMS Ecológico, por se tratar de uma ferramenta fundamental para a conservação ambiental no Estado e o outro à Ministra Marina Silva apoiando e pedindo a criação do Parque Nacional do Campo dos Padres, cujas consultas públicas aconteceram também nos dias 08 e 09 de dezembro.

Fotos: Miriam Prochnow e Edilaine Dick

Mata Atlântica agora tem Lei

Depois de 14 anos tramitando no Congresso, foi finalmente aprovado na Câmara dos Deputados,no dia 29 de novembro, o Projeto de Lei da Mata Atlântica. Símbolo da luta das ONGs pelo Bioma mais ameaçado do Brasil, a Lei é agora uma grande esperança para preservar os remanescentes e recuperar áreas já degradadas. A Apremavi participou intensamente de toda esta luta em prol de uma legislação para o Bioma e parabeniza todos que participaram e nunca desistiram.

Histórico da luta pelo PL da Mata Atlântica

  • Outubro de 1992: o deputado federal Fabio Feldmann (SP) apresenta à Câmara dos Deputados o PL nº 3.285, que trata da utilização e da proteção da Mata Atlântica, com apenas 12 artigos.
  • Fevereiro de 1993: é encaminhada à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (CDCMAM), única comissão de mérito indicada para se pronunciar sobre o assunto. A deputado Rita Camata (ES) indicada relatora da Comissão. Porém, a matéria fica sem ser apreciada até o fim da legislatura 1991- 1994, quando é arquivada.
  • Fevereiro de 1995: reeleito deputado por São Paulo, Fabio Feldmann solicita o desarquivamento do PL nº 3.285/92, que passa a ser o texto principal sobre o tema no âmbito da Câmara dos Deputados.
  • Fevereiro de 1995: a fim de restringir o alcance do Decreto nº 750/93 – então o mais eficaz instrumento legal de proteção à Mata Atlântica -, o deputado Hugo Biehl (SC) apresenta o PL nº 69/95, por meio do qual limita a abrangência da Mata Atlântica ao domínio da floresta ombrófila densa e às formações pioneiras com influência marinha (restingas) e com influência fluviomarinha. O PL nº 69/95 é anexado ao PL nº 3.285/92.
  • Março de 1995: o texto é encaminhado à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (CDCMAM) e tem como relator o deputado Wilson Branco.
  • Junho de 1995: apresentado o PL nº 635/95, de autoria do deputado Rivaldo Macari (SC), que exclui dos limites da Mata Atlântica as florestas ombrófilas mistas, ou florestas de araucária, uma das mais ameaçadas no país. É também anexado ao PL nº 3.285/92.
  • Agosto de 1995: a CDCMAM aprova a proposta de seu relator, deputado Wilson Branco, com o acréscimo de nove emendas ao PL original. São rejeitadas integralmente as teses contidas nos PLs nº 69/95 e nº 635/95, dos deputados Hugo Biehl e Rivaldo Macari. Coordenada pelos deputados Fabio Feldmann e Sarney Filho (MA), presidente da comissão, a aprovação suscita reação furiosa de madeireiros e ruralistas.
  • Setembro de 1995: inconformado com a aprovação do PL na CDCMAM, os deputados Paulo Bornhausen (SC) e José Carlos Aleluia conseguem que o PL seja enviado à Comissão de Minas e Energia (CME), impedindo que a matéria seguisse para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Em sua justificativa, Bornhausen, que assume a relatoria do PL na CME, afirma que o texto aprovado na CDCMAM afeta a geração e o consumo de energia, uma vez que restringe a produção de lenha.
  • Outubro de 1997: no dia 22, a CME aprova o substitutivo ao PL nº 3.285/92, de autoria do deputado Paulo Bornhausen. Os deputados Luciano Zica (SP) e Octávio Elísio (MG) apresentam voto em separado, alegando que o substitutivo “subverte os propósitos do PL 3285/92, vale dizer, ao invés de proteger a Mata Atlântica, vai permitir a destruição dos exíguos remanescentes dessa floresta”. No mesmo dia, o deputado Luciano Zica apresenta recurso à presidência da Câmara dos Deputados, solicitando a rejeição do substitutivo, sob a justificativa de ter havido desrespeito ao Regimento Interno da casa, já que a Comissão abordou questões que não eram de sua competência. A armação é denunciada também em plenário pelos deputados Zica e Octávio Elísio. Na mesma sessão, o relator do substitutivo, Paulo Bornhausen, reconhece o equívoco do procedimento por ele conduzido na Comissão.
  • Novembro de 1997: o presidente da Câmara, Michel Temer decide em favor do recurso apresentando pelo deputado Luciano Zica, sob o argumento de que a Comissão de Minas e Energia “extrapolou os limites regimentais de sua competência” ao aprovar o substitutivo do deputado Paulo Bornhausen. A matéria é devolvida à CME, com a orientação de que seu parecer seja reformulado.
  • Dezembro de 1997: um acordo entre líderes partidários resulta em uma proposta que é enviada para votação no plenário da Câmara dos Deputados em regime de urgência. Porém, diante do temor de ambientalistas quanto aos possíveis efeitos de algumas das mudanças promovidas no âmbito dessa negociação, a proposta é retirada da pauta.
  • Junho de 1998: o deputado Odelmo Leão, da bancada ruralista, solicita a inclusão da Comissão de Agricultura e Política Rural entre as comissões habilitadas a apreciar a matéria; seu pedido é negado.
  • Fevereiro de 1999: com o fim da legislatura 1995-98, o PL nº 3.285/92 é arquivado. Fabio Feldmann não se reelege e o deputado Jaques Wagner (BA) apresenta um novo texto sobre o tema, tomando como base a proposta negociada no final de 1997, que recebe o nº 285/99. No mesmo mês, porém, uma nova interpretação do Regimento Interno da Casa permite o desarquivamento do PL nº 3.285/92, a fim de restabelecer a tramitação de um dos projetos a ele anexados.
  • Junho de 1999: os ruralistas solicitam, pela segunda vez, a inclusão da Comissão de Agricultura e Política Rural entre aquelas habilitadas a emitir parecer sobre o PL nº 285/99. A solicitação, que tinha como objetivo alterar pontos que contrariavam os interesses do setor rural, especialmente os limites do domínio da Mata Atlântica, é negada mais uma vez.
  • Agosto de 1999: a Comissão de Minas e Energia (CME) decide pela “incompetência para se pronunciar sobre o PL nº 3.285/92”.
  • Dezembro de 1999: após meses de debate e de pressão da sociedade civil, a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias aprova o substitutivo do deputado paranaense Luciano Pizzatto ao PL nº 285/99, do deputado Jaques Wagner. O texto aprovado, com 66 artigos, tenta superar o conflito em torno da configuração geográfica da Mata Atlântica adotando o conceito de “Ecossistemas Atlânticos”, sob o qual mantém a descrição contida no texto original. O substitutivo aparece dividido em seis títulos, um dos quais (Título IV) defende que o Poder Público “estimulará, com incentivos econômicos, a proteção e o uso sustentável dos Ecossistemas Atlânticos”, o que suscitará um novo front de oposição ao projeto.
  • Abril de 2000: o substitutivo ao PL nº 285/99 é anexado ao PL nº 3.285/92, que reassume seu estatuto de texto principal. Com isso, a proposta do então deputado Fabio Feldmann passa a ter três PLs anexados – além do substitutivo, os PLs nº 69 e nº 635.
  • Maio de 2001: o relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Fernando Coruja (SC), assina parecer no qual considera o PL nº 3.285/92 “inconstitucional” por “invadir a seara normativa do Presidente da República ao atribuir uma série de competências a órgãos e entidades integrantes da estrutura do Poder Executivo”. Porém, decide pela “constitucionalidade, juridicidade e boa técnica” do substitutivo ao PL nº 285/99, ao qual propõe modificações por meio de subemenda substitutiva, e dos PLs nº 69 e nº 635. Curiosamente, as mudanças do relator ao PL nº 285 apresentam problemas de redação, que interferem no mérito da proposta.
  • Maio de 2002: A CCJ aprova proposta do deputado Inaldo Leitão que dá nova redação ao parecer pelo deputado Fernando Coruja, corrigindo os problemas anteriormente identificados.
  • Junho de 2002: um novo acordo de lideranças permite levar os PLs à votação no plenário da Câmara. Porém, um requerimento da bancada ruralista acaba por retirá-lo da pauta. Na ocasião, circulam informações de que a área econômica do governo também tinha restrições ao capítulo que trata dos incentivos econômicos para a proteção da Mata Atlântica, que desrespeitaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Fevereiro de 2003: o PL nº 285/99 é, mais uma vez, incluído na pauta de votação do plenário da Câmara dos Deputados. Porém, resulta em nova retirada do texto da pauta, já que o governo recém-empossado ainda não havia apreciado a matéria.
  • Março 2003: um acordo entre a liderança do PT na Câmara, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Fazenda resulta em parecer favorável, por parte do governo federal, à aprovação do PL da Mata Atlântica. O texto aguarda nova oportunidade para ser incluído na pauta de votação da Casa.
  • Dezembro de 2003: Finalmente o projeto é aprovado na Câmara dos Deputados.
  • Fevereiro de 2006: O projeto é aprovado no Senado Federal, com emendas, o que significa que deve voltar para a Câmara.
  • Novembro de 2006: O projeto é aprovado na Câmara Federal e seguiu para sanção presidencial.

Texto integral do Projeto de Lei da Mata Atlântica

Clique aqui para baixar o arquivo com o texto completo do projeto aprovado.

APREMAVI e Escola Agrotécnica realizam dia de campo

No dia 20 de novembro de 2006, foi realizado em Atalanta, um dia de campo sobre planejamento de propriedades e paisagens; no qual estiveram presentes alunos e professores do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), da escola Agrotécnica Federal do município de Rio do Sul/SC.

O primeiro modulo do PROEJA, é definido como "fundamentos básicos" e apresenta uma matriz curricular integrada, envolve assim, uma equipe multidisciplinar de professores; entre eles; das disciplinas de geografia, matemática, português e zootecnia.

Para a efetivação do trabalho a equipe no decorrer do 2º semestre de 2006, desenvolveu um projeto no qual, os alunos deveriam ter como base a leitura de uma novela de Charles Kiefer “O pêndulo do relógio”, onde o personagem principal vai a falência com a monocultura em seus 10 hectares de terra e a partir dessa história o trabalho final do projeto é construir uma proposta de propriedade sustentável para o personagem em questão.

Nesse sentido o dia de campo teve como objetivo mostrar que na prática e a partir do planejamento da propriedade é possível chegar ao resultado esperado, que é a sustentabilidade do meio rural.

Nesse dia inicialmente os alunos participaram de uma palestra, que foi realizada no Parque Mata Atlântica. Durante a palestra foi apresentado o Projeto Planejando Propriedades e Paisagens, com enfoque aos resultados já alcançados; aos princípios básicos que envolvem o planejamento de propriedades, entre eles os aspectos que devem ser observados na propriedade; quais são os objetivos principais do planejamento, sua importância e resultados esperados; a importância do conhecimento e do entrosamento do proprietário com o local em que vive; a importância da microbacia dentro do planejamento; entre outros assuntos.

Logo após foi realizada uma caminhada pelas trilhas do parque, e falado sobre as unidades de conservação municipais e o seu papel na conservação.

Os alunos visitaram também experiências já implantadas pela APREMAVI e por agricultores do município. Dentre elas: reflorestamento de araucárias consorciada com palmito; recuperação de áreas de preservação permanente, enriquecimento de florestas secundarias, planejamento da propriedade para o desenvolvimento do ecoturismo.

Para encerrar as atividades do dia, o público visitou o a propriedade modelo da APREMAVI, o qual é um exemplo real de que é possível conciliar conservação com produção agrícola.

Fotos: Edilaine Dick

Parque Nacional do Campo dos Padres

O Ministério do Meio Ambiente, publicou esta semana o aviso de realização das Consultas Públicas visando a criação de Unidade de Conservação na região do Campo dos Padres e entorno, no Estado de Santa Catarina.

As consultas estão convocadas para os seguintes horários e locais:

08/12/2006, 14.30 hs, no centro pastoral em Bom Retiro;

09/12/2006, 09:30 hs, no Centro Evangélico de Anitápolis;

09/12/2006, 17:30 hs, na Câmara de Vereadores em Urubici.

Os estudos para a criação desta Unidade de Conservação foram iniciados em meados de 2006, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama e contaram com a participação de técnicos do Governo do Estado, Universidades, prefeituras locais e organizações ambientalistas. Os técnicos da Apremavi participaram dos estudos representando a FEEC – Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses.

A proposta de criação do Parque Nacional Campo dos Padres, abrange parte dos municípios de Urubici, Bom Retiro, Alfredo Wagner, Santa Rosa de Lima, Grão Pará, Anitápolis, Rio Fortuna e Rio Rufino. O novo parque pretende proteger 62.461 hectares, em dois polígonos separados pela SC 430: Area 1 = 57.977 hectares e Area 2 = 4.484 hectares.

A região está inserida no Bioma Mata Atlântica, um dos mais ameaçados em todo o mundo, com apenas 8% da sua área original em bom estado de conservação.

A criação do Parque Nacional do Campo dos Padres justifica-se pela riqueza de ecossistemas e pela grande variedade de espécies de plantas e animais, que faz da região um Ecótono, um lugar de transição, onde esses diferentes ecossistemas se encontram. Ecótonos são lugares de extrema importância para a biodiversidade, que abrigam diversas espécies da fauna e flora que somente ocorrem ali.

De um lado, nos vales e escarpas da Serra Geral, ocorre a Floresta Densa. Nas chapadas, formadas a partir da ruptura do terreno, e nos pontos mais altos, ocorrem os campos naturais. Nos locais de grande altitude e nebulosidade, os campos são delimitados por manchas de florestas, as Matas Nebulares. Nas margens dos rios as matas de galeria, também conhecidas como matas ciliares. Nas depressões do terreno, locais de antigos lagos, surgem as turfeiras, habitat particular de diversas espécies. Já nos vales mais protegidos dos ventos e do frio, a vegetação florestal se desenvolve melhor, formando as típicas Florestas com Araucárias.

No Campo dos Padres existem inúmeras nascentes, contribuindo para a formação dos rios Canoas, Itajaí e Tubarão. A área abriga também o Morro da Boa Vista, com 1827 metros, ponto mais alto do Estado de Santa Catarina. O Campo dos Padres, juntamente com o Parque Nacional de São Joaquim, que fica ao lado, formará uma área protegida de mais de 100.000 hectares, formando assim um dos únicos lugares do sul do Brasil, onde serão mantidas e protegidas populações de Puma, assim como diversas outras espécies de mamíferos e mais de 180 espécies de aves, segundo estudos recentes.

As majestosas esculturas geológicas, a imponência das montanhas, escarpas e chapadas, assim como os magníficos cânions e belas cachoeiras da região, são também um importante testemunho da história geológica do Brasil, podendo gerar oportunidades para alavancar a economia de toda a região através da ampliação e desenvolvimento do ecoturismo, uma das atividades econômicas que mais cresce em todo o mundo.

A formação geológica da região, onde se destaca o afloramento do arenito botucatu, confere ao Campo dos Padres um papel fundamental na recarga do Aquüifero Guarani, um dos maiores reservatórios subterrâneos de água do mundo. As reservas permanentes de água do aqüífero são da ordem de 45 trilhões de metros cúbicos.

Os ricos ecosistemas da região, bem como as plantas e animais, continuam pressionados por desmatamentos ilegais, queimadas de campo e caça. Nos últimos anos tem surgido uma nova e devastadora ameaça aos campos da região: o plantio de espécies de árvores exóticas, principalmente o Pinus. As monoculturas de Pinus eliminam a biodiversidade do local e suas sementes espalham-se pelos campos invadindo áreas naturais vizinhas.

Assim como ocorre em todo o mundo, a criação de uma unidade de conservação é a melhor estratégia para proteger o Campo dos Padres, garantindo a preservação, da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos demais atributos dessa bela região .

A preservação do Campo dos Padres representa mais um passo importante na longa caminhada para salvar da extinção a Mata Atlântica e os seus ecossistemas associados.

Participe das consultas e apóie esta importante iniciativa de conservação.

Fotos de João de Deus Medeiros

Texto adaptado do MMA

Matas Legais Lança Jogo Gigante

O Programa Matas Legais lançou hoje dia 06 de novembro o Jogo Fique Legal, com a montagem de um tabuleiro gigante e a distribuição de joguinhos em tamanho normal para alunos das escolas do município de Otacílio Costa (SC).

O tabuleiro gigante foi montado no ginásio de Esportes no bairro Poço Roço. A iniciativa da parceria Apremavi -Klabin com a secretaria municipal de Educação. Participaram da atividade 350 crianças da 4º série do ensino fundamental, de oito escolas municipais e estaduais de Otacílio Costa.

“O jogo, chamado de Fique Legal, é uma forma divertida de ajudar na conscientização das crianças sobre a preservação do meio ambiente e respeito pelos animais”, afirma o gerente Florestal da Klabin de Santa Catarina, Aldezir de Luca Pucci.

Cada escola formou uma equipe com dois representantes, que simularam serem os pinos do tabuleiro. Ao final do jogo, todos os alunos envolvidos receberam um exemplar do Fique Legal em tamanho real.Os alunos também receberam mudas nativas, uma para cada aluno, para plantio nas instituições de ensino.

Além desta atividade lúdica e didática, também serão distribuídos outros 2.000 joguinhos para estudantes da rede municipal. Segundo a coordenadora de Projetos da Apremavi, Miriam Prochnow, o jogo que é voltado para o público infantil vai estender a conscientização para toda a família. “Pretendemos que os produtores pratiquem ações concretas aplicando os conceitos de uma propriedade legal”.

Para Pucci, a criação e distribuição do jogo visam levar às crianças uma forma de divertimento educativo. “Este jogo é mais uma das ações da Klabin dentro de seus conceitos de responsabilidade ambiental, com objetivo de formar futuros cidadãos conscientes da relevância de suas ações no meio que estão inseridos”, destaca. A empresa mantém diversos programas ligados ao desenvolvimento sustentável.

O jogo Fique Legal faz parte do programa Matas Legais lançado em 2005 e que tem como objetivo desenvolver ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal, que ajudem a preservar e recuperar a Mata Atlântica e a melhorar a qualidade de vida da população.

Seminário Estadual sobre Planejamento de Propriedades e Paisagens.

Nos dias 08 e 09 de dezembro de 2006, a APREMAVI realizará o Seminário Estadual "Planejando Propriedades e Paisagens", noParque Municipal Mata Atlântica,em Atalanta – SC.

O evento tem como objetivo difundir metodologias referentes ao Planejamento de Propriedades e Paisagens e sua importância para a conservação da natureza. Serão apresentadas experiências desenvolvidas pela Apremavi e também por outras instituições.

Entre os palestrantes estarão coordenadores e representantes de entidades ambientalistas, professores e pesquisadores das universidades dos estados de Santa Catarina e Paraná.

O seminário é aberto a todos os interessados, estudantes universitários, pesquisadores, professores, gestores ambientais, membros das entidades ambientalistas, técnicos e representantes dos vários setores da sociedade civil.

Confira a programação completa:

Convite e programação (PDF)
Folder (JPG) – frente e verso.

A Tragédia de Barra Grande

Daniel Medeiros, sócio da Apremavi, defende hoje seu trabalho de conclusão do curso de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Ele escreveu um livro-reportagem sobre a hidrelétrica de Barra Grande. Uma história que continua marcando a vida das pessoas e que não pode ser esquecida.

A Apremavi parabeniza o trabalho realizado e tem certeza de que em breve o Livro “A Tragédia de Barra Grande” estará nas livrarias deste país.

Confira a sinopse.

A TRAGÉDIA DE BARRA GRANDE

A história e as histórias da hidrelétrica que afogou a floresta.

O que torna a hidrelétrica de Barra Grande única dentre outras construídas na bacia do rio Uruguai é o impacto ambiental. Conflito entre empreendedor e comunidade atingida existiu em todas as barragens da região e geração de emprego também foi uma conseqüência de todas elas. Mas a destruição de cerca de seis mil hectares de floresta com araucária é exclusividade de Barra Grande. As matas primárias não foram descritas no Estudo de Impacto Ambiental, o órgão federal responsável pelo licenciamento ambiental autorizou a construção da usina e quando o problema veio à tona um muro de concreto com cento e oitenta e cinco metros de altura, que custou R$ 1,36 bilhão, já havia sido construído no leito do rio Pelotas, entre o município catarinense de Anita Garibaldi e o município gaúcho de Pinhal da Serra.

Foi nesse momento que ONGs ambientalistas entraram com ação na justiça para impedir a derrubada da floresta. Simultaneamente, cerca de mil e cem homens partiram de diferentes estados do país para cortar as árvores que estavam no caminho do reservatório de Barra Grande. Acirrando ainda mais o conflito, pessoas que estavam prestes a ter suas terras inundadas acamparam na beira de estradas próximas ao canteiro de obras para impedir o corte das árvores e, conseqüentemente, o fechamento das comportas da barragem. É neste cenário que se desenrola A tragédia de Barra Grande.

A reportagem mostra, do ponto de vista de três personagens, os impactos ambientais, econômicos e sociais da usina hidrelétrica de Barra Grande, construída na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. A narrativa começa em setembro de 2004 quando Lorival Tadeu da Silva, um cortador de árvores, parte do interior do Paraná para trabalhar na obra da usina. Para ele, a hidrelétrica trouxe emprego e a esperança de vida melhor. Para Miriam Prochnow, ambientalista, a mesma usina é uma tragédia, pois vai destruir uma floresta ameaçada de extinção. Para Soli Melo da Silva, a terceira personagem, Barra Grande é uma ameaça: suas terras serão inundadas pelo reservatório formado pela barragem do rio Pelotas. A partir daí, é narrada a trajetória destas três pessoas até maio de 2006.

Entre histórias pessoais são colocados os detalhes que fizeram de Barra Grande uma obra polêmica. As falhas no processo de licenciamento ambiental, as decisões judiciais que embargaram a obra, o assassinato de um trabalhador e o impacto nas comunidades atingidas pelo empreendimento são alguns dos aspectos abordados. Os detalhes são contextualizados com informações históricas a respeito do setor elétrico brasileiro, da devastação da floresta com araucária e da indústria de alumínio, grande interessada na energia gerada pela usina. Dados macroeconômicos, políticos e culturais ajudam a entender a importância da obra e as diferentes concepções a respeito de seus custos e benefícios. Como um todo, a história de Barra Grande é um exemplo de como as questões ambientais, econômicas e sociais são tratadas no Brasil de hoje em dia.

Fotos de Káthia Vasconcelos Monteiro e Miriam Prochnow

Florestas de Setembro

A preservação ambiental esteve em destaque no mês de setembro, mês em que se comemora o dia da árvore e a semana da primavera. A Apremavi aproveitou este mês tão significativo e realizou várias ações de plantio de mudas por toda região. Além de atividades que tiveram como objetivo despertar a consciência ambiental.

Durante o mês de setembro foram retiradas do Viveiro “Jardim das Florestas” em Atalanta, cerca de 120 mil mudas de árvores nativas. Só através do programa Matas Legais que é fruto da parceria entre a Apremavi e a Klabin, 36.000 mudas foram distribuídas com o apoio das prefeituras de Otacílio Costa, Palmeira, Correia Pinto, Ponte Alta do Norte e São Cristóvão. O programa Matas Legais que completou um ano em abril de 2006, oferece também aos proprietários toda a orientação para o plantio e o planejamento das propriedades de forma a se tornarem “legais”.

 

 

 

Outra parceira da Apremavi é o Supermercado Archer do município de Brusque. Este é o Oitavo ano que a empresa auxilia no processo de conscientização sobre a importância de se preservar o meio ambiente Em comemoração ao dia da árvore de 2006, o supermercado adquiriu 26.000 mudas nativas para doar aos seus funcionários e clientes.

Também em comemoração ao dia da árvore, o setor de Gestão de Qualidade e Meio Ambiente da empresa Metalúrgica Riosulense, realizou no dia 23 de setembro, o 5º plantio de mudas nativas, em área da empresa. O plantio foi realizado com o auxílio de integrantes da diretoria e de funcionários da empresa. Integrantes da Apremavi também participaram do plantio. Preocupada com o meio ambiente, a empresa vem sensibilizando seus colaboradores da importância da preservação ambiental. Foram utilizadas 130 espécies diferentes da Mata Atlântica.

 

No mês de setembro a Apremavi também totalizou 30.000 mil mudas plantadas através do projeto Planejando Propriedades e Paisagens, que tem o apoio da Fundação O Boticário de Proteção da Natureza e da Fundação Interamericana. O projeto visa desenvolver e implantar modelos de propriedades e paisagens, aliando a conservação da Mata Atlântica e melhoria da qualidade de vida, com a geração de renda. Uma das atividades especiais realizadas foi na comunidade de Ribeirão Matilde, em parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental da comunidade. Foram dois plantios, o primeiro de caráter paisagístico, e o segundo com fins de recuperação de mata ciliar.

No mesmo momento estava acontecendo na escola um mutirão para limpeza e organização do pátio da escola, incluindo ações como pintura de algumas dependências da escola e poda de condução em algumas árvores do bosque que já existe no local. A escola é uma das mais atuantes no município, porque além da preocupação com a recuperação de áreas, também realiza a coleta seletiva de lixo da comunidade a cada 15 dias.

Além dos projetos já citados, o outro destaque do mês de setembro foi o projeto Piava, uma iniciativa do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí e que apóia a recuperação de matas ciliares na bacia. Neste mês foram mais de 15.000 mudas plantadas.

Setembro sempre é um mês marcante e acreditamos que este ano ele superou as expectativas. Temos certeza de que isso é só o começo e que inúmeras ações em prol da natureza ainda estejam por vir. Com um pouco de boa vontade podemos operar verdadeiros milagres, transformando novamente o meio ambiente naquilo que ele já foi um dia, para o bem das presentes e futuras gerações.

Apremavi lança hotsite sobre Propriedade Legal

Na semana da primavera Apremavi lança hotsite sobre Propriedades Legais. Os materiais de educação ambiental produzidos pela Apremavi para a implantação de “Propriedades Legais” agora estão acessíveis de forma fácil, clara e moderna, num hotsite especialmente produzido para esta finalidade, através do projeto Planejando Propriedades e Paisagens.

Tendo como objetivo a conservação da mata atlântica, a melhoria da qualidade de vida e o incremento de renda, através da adoção e difusão de alternativas econômicas ambientalmente sustentáveis em propriedades rurais, o projeto desenvolvido pela Apremavi, desde 2004, no município de Atalanta (SC), tem apresentado excelentes resultados e já passa seus conceitos para outros municípios no país.

O projeto tem apoio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e da Fundação Interamericana, em parceria com a Prefeitura Municipal de Atalanta, a Epagri e a TNC. Tendo como ferramenta principal a implantação da “Propriedade Legal – legal porque cumpre a lei e legal porque é um lugar bom se viver” – o projeto que inicialmente pretendia envolver 15 propriedades, conta hoje com a participação efetiva de 35 famílias, localizadas em 7 comunidades.

O conceito de propriedade legal foi desenvolvido pela Apremavi com base na experiência acumulada desde 1987 e hoje tem como âncoras algumas propriedades modelo, o viveiro de produção de mudas nativas “Jardim das Florestas” e os materiais educativos que são utilizados nos cursos e seminários.

Entre as atividades desenvolvidas nas propriedades estão: recuperação de matas ciliares, enriquecimento de florestas secundárias, paisagismo, implantação de pomares frutíferos e hortas, recuperação de reservas legais, formação de corredores ecológicos, além de apoio à agricultura orgânica e à coleta seletiva de lixo.

Para a realização dessas atividades os proprietários recebem alguns insumos, como por exemplo: arames para construção de cercas, mudas frutíferas para os pomares, sementes de hortaliças, mudas nativas para recuperação e também fertilizantes orgânicos. Além dos insumos o projeto prevê também todo assessoramento técnico necessário, além de vários cursos específicos e seminários. São também feitas visitas periódicas às propriedades, para a realização dos diagnósticos e o planejamento em conjunto com a família, sobre o tipo de atividade a ser realizada.

Em dezembro de 2005 foi realizado um seminário estadual tratando de assuntos relacionados ao planejamento de propriedades e para este final de ano está sendo programado um seminário que vai discutir a questão da implantação de RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Nacional.

Não deixe de conferir o hotsite.

Fotos: Miriam Prochnow, Leandro Casanova e Edilaine Dick.

Expedição no rio Pelotas

"Quando recordo o passado Nos tempos de minha infância Lembro do rio pelotasQue ficou-me na distância.Vai Rio pelotas sem pararCorrendo vai Caminhando dia e noiteVai formar o rio Uruguai”…

Estas são rimas de uma canção popular que faz parte das tradições do povo que convive com o Pelotas, rio que fica na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e que é o principal afluente do rio Uruguai, formando uma das maiores bacias hidrográficas do Sul do Brasil. Essas águas passam ainda pela Argentina e pelo Uruguai e mais tarde se juntam ao rio Paraná para formar o grande rio da Prata.

É um rio que historicamente esteve presente na vida das pessoas. Foi lugar de passagem dos antigos tropeiros, que nele tinham que atravessar suas mulas. Aliás foi desta maneira que ele ganhou seu nome. Os tropeiros atravessavam a mula guia amarrada numa espécie de botezinho, feito com couro de boi, ao qual davam o nome de pelota.

Nessa “pelota” iam dois remadores. Daí para virar nome de rio foi um pulo. O Passo de Santa Vitória, na foz do rio dos Touros era o local de travessia dos tropeiros e foi também palco de um evento importante da revolução farroupilha, foi lá que aconteceu o combate de Santa Vitória, em 1839, com a presença de Anita Garibaldi lutando para derrubar as forças do império. Mas essa é uma outra história…

A história que queremos contar aqui é sim do Pelotas, mas vista de um outro ângulo. Do ângulo de um grupo de cientistas e ambientalistas aventureiros, que mesmo tendo que enfrentar chuvas de granizo, frio intenso e fortes ventos contrários, cavalgou as corredeiras deste rio numa inédita expedição de rafting, que foi um sucesso e desvendou um rio ainda desconhecido para grande parte da população.

Foram três dias dentro de um bote, no início de setembro, remando e percorrendo 80 km de rio, acampando nas suas margens, registrando dados da fauna, da flora, das condições da água e do ambiente em geral. Os aventureiros eram ambientalistas e técnicos da Apremavi, da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses, da Ativa Rafting, da Universidade Federal de Santa Catarina e do Ministério do Meio Ambiente. O Passo de Santa Vitória, é lógico, estava no roteiro. Foi local de um dos acampamentos, porque não dava para deixar de mergulhar um pouco na história.

Os cientistas aventureiros tiveram a oportunidade de ver e conviver com uma das últimas áreas de transição das florestas ombrófila mista e estacional e também de campos naturais, fato que confere ao local um alto índice de biodiversidade. Foram identificadas árvores bem conhecidas, como a araucária, o cedro e algumas canelas, mas também outras de nomes esquisitos e peculiares daquela região, como o miguel-pintado, a carne-de-vaca, o pau-toucinho e o rabo-de-mico. Nas matas ciliares surgem majestosas as araucárias que se destacam em meio aos açoita-cavalos e branquinhos que nesta época do ano perdem suas folhas e imprimem uma visão deslumbrante à paisagem. O coqueiro jerivá e o pinheiro bravo também aparecem como bordaduras no meio da mata e ainda para enfeitar as cachoeiras dos afluentes, surgem os butiás-da-serra.

É importante ressaltar que em toda a extensão do rio foram identificadas florestas em vários estágios, desde matas virgens, em estágios médio e avançado de regeneração e também algumas em estágio inicial. Um fato impressionante é a regeneração da floresta com araucárias, que em alguns trechos parece até reflorestada. Provavelmente um trabalho feito pelas gralhas e cotias que vivem na região. Mas não é só de cotias e gralhas que vive o rio. Os aventureiros tiveram contatos inesperados com lontras, capivaras, veados e várias espécies de pássaros, que deram um toque especial aos dias passados no rio. Sem falar nas inúmeras estórias sobre os pumas da região, contadas pela população.

Inesperadas também foram as surpresas encontradas nos afluentes que surgem nas curvas do Pelotas, que com suas águas límpidas muitas vezes despencam em cachoeiras belíssimas de se contemplar. Aliás, este é outro aspecto importante do rio que com seu leito rochoso, oferece aos visitantes águas volumosas e transparentes e em vários trechos, paredões de pedra e serras. É sem dúvida um grande corredor ecológico, que pode ser apreciado tanto nos seus remansos, quanto em suas corredeiras.

Falando em corredeiras e paisagens, não podemos deixar de enfatizar que o Pelotas é um rio que tem ainda muitas oportunidades a oferecer, não somente por seu passado e sua história, mas por seu presente e futuro.

Pela primeira vez na vida, este rio viu um bote de rafting, que cavalgou suas belas corredeiras e proporcionou momentos inesquecíveis aos aventureiros que ousaram enfrentar suas águas geladas de inverno. Foi aprovado, não só pelos aventureiros, mas por profissionais que fazem do turismo de aventura o seu dia-a-dia. O comandante do bote disse em alto e bom tom que ainda não tinha visto um rio dessa magnitude para uma expedição de rafting de dois dias, fora dos limites da Amazônia. Ele é majestoso, por seu volume d’água, pela beleza dos seus afluentes e de suas margens e por suas corredeiras, que mesmo sendo de classe três, não são perigosas. Com toda certeza pode vir a ser um dos destinos mais procurados por admiradores do turismo de natureza e aventura. O comandante chegou até a dizer que com um pouquinho mais de água, quem sabe uma forte chuva, ele vira um Zambezi, o famoso rio da África, um dos paraísos do rafting.

Mas ainda não acabou, os turistas que seguirem os caminhos dos aventureiros e ao final da expedição saírem do rio exultantes mas cansados, irão encontrar a acolhida amistosa da população, poderão se aquecer e saborear uma sapecada de pinhões no fogo de chão, comer um jantar típico, quem sabe dar de cara com um pouco de neve e com sorte, apreciar um belo pôr do sol. Este é talvez um dos mais belos do mundo, quando o sol, ao bailar das curicacas, tenta se esconder por detrás das magníficas copas das araucárias.

Um rio que tem essa história, que faz nascer a cultura, que guarda um ambiente natural de alta qualidade, verdadeiro e único refúgio de vida silvestre ainda preservado naquela região e, que tem um alto potencial turístico, importante para o desenvolvimento sustentável, deve ser protegido e preservado para as presentes e futuras gerações.

Fotos: Miriam Prochnow e Edegold Schaffer

Integrantes da expedição – bote e equipe de terra: 1 – Otto Hassler Comandante e guia do bote – Ativa Rafting 2 – Miriam Prochnow Coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica e integrante da Apremavi – Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto vale do Itajaí 3 – Fábio França Gerente de Projetos da Diretoria de Áreas Protegidas do MMA – Ministério do Meio Ambiente 4 – Julio César Faria Guia da Ativa Rafting 5 – João de Deus Medeiros Dr.em botânica – UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina 6 – Rubens Onofre Nodari Gerente de Recursos Genéticos da Diretoria de Biodiversidade do MMA 7 – Edegold Schaffer Presidente da Apremavi 8 – Edilaine Dick Bióloga da Apremavi 9 – Luiz Antônio Esser Mateiro da Apremavi 10 – Daniela Freitas Guia da Ativa Rafting

Apoio Geral:
11 – Emerson Antônio de Oliveira Assessor Técnico da Diretoria de Áreas Protegidas do MMA 12 – Cosme Poleze Secretário Regional em Lages da FATMA – Fundação de Meio Ambiente de SC 13 – Representantes da Polícia Ambiental de SC 14 – Representantes do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis 15 – Representantes da Fazenda Santo Cristo – Capão Alto

Educação Ambiental uma necessidade

A Apremavi sempre se empenhou muito na produção de materiais de educação ambiental, pois a conscientização das pessoas sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente é fundamental. A educação ambiental é um instrumento de sensibilização e de difusão de informações. Nesta matéria a Apremavi apresenta uma listagem dos materiais produzidos e que estão ao alcance de todos os interessados.

LIVROS

A Mata Atlântica e Você – Como preservar, recuperar e se beneficiar da mais ameaçada floresta brasileira – É inquestionável a importância da Mata Atlântica para o país, por abrigar em seu domínio a maior parte da população brasileira e por possuir um dos maiores índices de diversidade biológica do planeta. Este livro é um importante instrumento para ser utilizado no dia-a-dia de técnicos, proprietários rurais, professores e de todas as pessoas empenhadas na nobre tarefa de conservar e recuperar a mais ameaçada floresta brasileira.

Floresta com Araucárias – Um símbolo da mata atlântica a ser salvo da extinção – Esta publicação é uma das estratégias e esforços para reverter o atual quadro de degradação e destruição de um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. São 82 páginas com o objetivo de contribuir para que as gerações futuras possam usufruir dos grandes benefícios oferecidos pelos recursos naturais dessa fitofisionomia de enorme biodiversidade que faz parte do bioma da Mata Atlântica.

Barra Grande – A hidrelétrica que não viu a floresta – Esta publicação reúne artigos e textos sobre o caso da UHE Barra Grande, alguns já publicados e outros inéditos. É também um registro em memória da luta pela preservação das florestas e da população do vale do rio Pelotas. O resgate dos absurdos, mentiras, fraudes e omissões que nortearam o processo de licenciamento da UHE Barra Grande, deve servir de lição a todos, para que casos como este não se repitam no futuro.

DVDs

2 em 1 – Mata Ciliar e Agricultura Orgânica

1- Mata Ciliar – O vídeo da mata ciliar mostra como o desmatamento, principalmente nas margens dos cursos d’água, traz conseqüências desastrosas ao meio ambiente e a qualidade de vida. Mostra também como é possível recuperar áreas de preservação permanente, utilizando exemplos bem práticos. Este dvd foi classificado como um dos 16 finalistas no primeiro festival de vídeo ecológicos de Palmas em 1995.

2 – Agricultura Orgânica – Este filme traça um paralelo entre a agricultura química e a agricultura orgânica, mostrando as vantagens sociais, econômicas e ecológicas da agricultura orgânica. Ensina também de forma clara e simples o que fazer para mudar de um sistema para outro. A agricultura orgânica tem sido uma das grandes alternativas para melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares

3 em 1 – Mata Atlântica – uma grande oportunidade e Mata Atlântica – o renascer das florestas I e II

1 – Mata Atlântica – uma grande oportunidade – Mostra a situação em Santa Catarina apontando as inúmeras oportunidades de negócios e investimentos que a conservação das florestas pode proporcionar às presentes e futuras gerações. As variadas paisagens de Mata Atlântica podem se tornar um dos pilares do desenvolvimento sustentável em Santa Catarina.

2 – Mata Atlântica – o renascer das florestas I – Retrata a importância das florestas secundárias da mata atlântica e mostra como enriquecê-las com espécies de valor econômico e ecológico. Foi produzido no âmbito do projeto Enriquecimento de Florestas Secundárias, executando pela Apremavi com o apoio do PDA Subprograma de Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente.

3 – Mata Atlântica – o renascer das florestas II – Mostra os métodos utilizados no enriquecimento de florestas secundárias e os resultados já alcançados em três anos de atividades, numa propriedade piloto e em diversas propriedades de pequenos agricultores de Vale do Itajaí (SC), através de projeto Enriquecimento de Florestas Secundárias, iniciado pela Apremavi no ano de 1996.

Barra Grande -Este vídeo mostra um dos maiores crimes cometidos contra a natureza nos últimos tempos. Com base em um estudo de impacto ambiental fraudado foi autorizado e construída uma hidrelétrica que inundará mais de 5.000 hectares de florestas com araucárias, boa parte delas primárias e extinguirá da natureza uma espécie de bromélia Dyckia distachya, além de desalojar centenas de moradores da região do Rio Pelotas, na divisa de SC com o RS. Apesar de todos os esforços feitos pelos ambientalistas, a obra recebeu a licença de operação em junho de 2005, cinco meses depois deste vídeo ter sido editado.

Para aquisição dos materiais entrar em contato com a Apremavi pelo e-mail: info@apremavi.org.br ou pelo fone: (47) 3521-0326.

Apremavi adquire área com Mata Atlântica

Foi assinada no dia de hoje, 21 de agosto de 2006, a escritura que passa para o nome da Apremavi, um terreno de 316 hectares, situado no município de Bela Vista do Toldo, próximo ao município de Canoinhas, em Santa Catarina.

O terreno é coberto por Mata Atlântica primária em quase 80% do seu território. Os outros 20% são florestas em estágio médio e avançado de regeneração.

A exemplo da área da Apremavi, em Papanduva, onde está em fase de implantação a RPPN Irmãs Grimm, também esta área será transformada em umaReserva Particular do Patrimônio Natural. Esta aquisição é fruto de uma parceria com a Fundació Natura da Espanha, que tem como objetivo ampliar a conservação da biodiversidade no nosso estado.

A área foi adquirida do Sr. Guido Piske e agora teremos muito trabalho pela frente para transformá-la num ponto de referência de educação ambiental e um centro de pesquisas aplicadas à conservação.

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