MapBiomas aponta aumento de 22% no desmatamento em 2022

MapBiomas aponta aumento de 22% no desmatamento em 2022

MapBiomas aponta aumento de 22% no desmatamento em 2022

O Relatório Anual de Desmatamento de 2022 do MapBiomas aponta aumento no desmatamento, a maioria da área desmatada é devido a agricultura e em áreas privadas, além de ser ilegal e seguir impune

O MapBiomas teve início em 2015 como uma rede colaborativa, formada por ONGs, universidades e empresas de tecnologia. Desde então, a iniciativa fornece informações detalhadas e atualizadas sobre a dinâmica da cobertura do solo no Brasil, permitindo o acompanhamento das mudanças ao longo do tempo. 

Os resultados do MapBiomas estão disponíveis gratuitamente para toda sociedade. A plataforma permite a visualização dos mapas gerados, bem como o acesso a dados e estatísticas sobre desmatamento, regeneração florestal, expansão urbana, agricultura, entre outros temas relacionados ao uso da terra.

O projeto vem colaborando para o aprofundamento e entendimento sobre onde, quando, quanto e como foi a evolução do desmatamento em todos os biomas brasileiros, agregando novos sistema de detecção e aprimorando os cruzamentos territoriais para melhor caracterização do desmatamento. Assim, desde 2019 eles validam e elaboram relatórios anuais de desmatamento em todos os biomas brasileiros.

RAD 2022 MapBiomas

O quarto Relatório Anual de Desmatamento (RAD2022), publicado pelo projeto, analisou os alertas de desmatamento detectados no Brasil no ano de 2022 e foi lançado oficialmente no dia 12 de junho em um webinar on-line. O relatório é fruto do projeto MapBiomas Alerta, que visa contribuir para o fim do desmatamento no Brasil a partir de um sistema de validação, refinamento e geração de laudos de alertas de desmatamento em todo o país.

Os sistemas de detecção incluem imagens de satélite diárias de alta resolução espacial de diversos sistemas de alertas (ex. DETER/INPE, SAD/Imazon, GLAD/UMD, SAD Caatinga, SAD Mata Atlântica, SAD Pantanal, SAD Pampa e SIRAD-X/ISA).

O RAD aponta que em 2022, foram 20.572 km² (2.057.251 ha) desmatados, isso significa que houve um aumento de 22,3% na área desmatada no Brasil em relação ao ano de 2021. 

Alertas de desmatamento pelo Brasil em 2022. Fonte: RAD 2022 MapBiomas

Mapa dos alertas de desmatamento distribuídos ao longo dos biomas brasileiros em 2022. Fonte: RAD2022 MapBiomas

Por quê?

A principal causa do desmatamento apontada pelo relatório ao longo do Brasil é a agropecuária, que respondeu por quase 96% do desmatamento no Brasil em 2022, consolidando-se como o principal vetor de supressão de vegetação nativa, seguida de outros vetores como garimpo, mineração, causa natural, expansão urbana, dentre outros. 

Infográfico dos vetores (causas) de desmatamento distribuídos ao longo dos biomas brasileiros em 2022. Fonte: RAD2022 MapBiomas

Infográfico dos vetores (causas) de desmatamento distribuídos ao longo dos biomas brasileiros em 2022. Fonte: RAD2022 MapBiomas

Onde?

Quando olhamos para os distintos recortes territoriais em todo Brasil, a maioria das áreas são privadas: 56,8% da área desmatada recaiu sobre áreas de domínio privadas, e mais 14,1% em assentamentos, 9,5% em terras públicas não destinadas.

Por outro lado, quilombos e terras indígenas e Unidades de Conservação são os mais conservados: 3,1% nas Unidades de Conservação, principalmente em UCs de Uso Sustentável, e TIs representaram 1,4% da área total. 

Em relação as áreas privadas que foram desmatadas, 83% delas (1.729.099 ha) ocorreram em imóveis declarados no CAR. Quando considerado os últimos 4 anos, foram 212.884 imóveis rurais que tiveram alertas de desmatamento detectado.

Todos os biomas tiveram um aumento de área desmatada em Reserva Legal em 2022 em relação a 2021, com exceção do Cerrado. O número de alertas que têm sobreposição com Áreas de Preservação Permanente (APP) declaradas no CAR chegou a 9% (6.867 alertas) do total (em área 1,1%, 23.839 ha). Em todos os biomas, houve aumento da área desmatada em APPs em 2022 quando comparado a 2021. 

 

Ranking de desmatamento por bioma:
  • 1° Amazônia: 58% do total (1.192.635 ha) dos alertas;
  • 2° Cerrado: 32,1% da área (659.670 ha);
  • 3° Caatinga: 7% de área (140.637 ha);
  • 4° Mata Atlântica: mesmo com a maior parte da sua área florestal desmatada, restando menos de 29% da sua cobertura florestal, na Mata Atlântica foram desmatados 30.012 ha, o que representa 1,5% da área total desmatada no país;
  • 5° Pampa: apesar de responder pela menor área de alertas (0,2% do total), o Pampa teve um aumento de 27,2% na área desmatada de 2021 para 2022;
  • 6° Pantanal: observou-se uma diminuição no número de alertas validados (-8,9%), mas um aumento de 4,4% na área desmatada entre 2021 e 2022.

 

Santa Catarina ocupa o 22° lugar no ranking do desmatamento em comparação com os demais Estados do Brasil em relação a sua área desmatada. Contudo, houve um aumento de 58% de área desmatada em 2022 em relação a 2021. Já em relação ao número de eventos de desmatamento, SC está em 15° lugar, com um aumento de 151% de eventos, em 2022 comparando com 2021. E segundo os dados do Atlas da Mata Atlântica, Santa Catarina ocupa, pelo quarto ano seguido, a lista dos Estados com índices recordes de desmatamento da Mata Atlântica.

 

Desmatamento ilegal

Quando analisadas as autorizações de supressão de vegetação registradas no SINAFLOR/IBAMA ou nos sistemas estaduais consultados descobriu-se o que já se imaginava que esses dados se tratam de desmatamento ilegal, pois 99% dos alertas de desmatamento (95% da área total desmatada) no Brasil não possuem autorização para tal.

E pior: a impunidade domina o desmatamento. As ações de autuação e embargo realizadas pelo IBAMA e ICMBio até maio de 2023 atingiram 2,4% dos alertas de desmatamento e 10,2% da área desmatada identificada de 2019 a 2022

 

Ações possíveis

O monitoramento do desmatamento é fundamental para prevenir, controlar e penalizar o desmatamento ilegal. Contudo,além de monitorar é primordial atacar a impunidade dos desmatadores, conforme apontado no relatório do MapBiomas “o risco de ser penalizado e responsabilizado pela supressão ilegal da vegetação nativa precisa ser real e devidamente percebido pelos infratores ambientais”. O cumprimento do Código Florestal e a fiscalização são medidas fundamentais para combater o desmatamento ilegal. 

O relatório, ainda sugere três frentes de atuação em prol do combate ao desmatamento:

  1. garantir que todo desmatamento seja detectado e reportado;
  2. garantir que todo desmatamento reportado sendo de natureza ilegal receba ação para responsabilização e punição dos infratores (ex. autuações, embargo); e
  3. assegurar que o infrator não se beneficie da área desmatada ilegalmente e receba algum tipo de penalização (ex. suspensão do CAR, cancelamento de regularização fundiária, exclusão de cadeias produtivas).
Resumo executivo RAD2022 MapBiomas

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.

Com apoio da Apremavi, município de Salete é pioneiro na implementação do Código Florestal

Com apoio da Apremavi, município de Salete é pioneiro na implementação do Código Florestal

Com apoio da Apremavi, município de Salete é pioneiro na implementação do Código Florestal

O projeto “Políticas, Práticas, Transparência e Governança para Implementação do Código Florestal” busca apoiar proprietários rurais na implementação do Código Florestal, a partir da análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da verificação da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

A Apremavi, em parceria com a Prefeitura Municipal de Salete e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), realizou mobilizações para cadastro de proprietários rurais interessados na adequação das propriedades à legislação ambiental e na verificação do CAR e adesão ao PRA. Reuniões estratégicas e visitas de planejamento nas propriedades ocorreram entre os meses de maio, agosto, junho e outubro de 2022. 

A partir dessas visitas foi feita uma checagem das informações declaradas pelo proprietário no Cadastro Ambiental Rural. E em parceria com o proprietário, foi elaborada uma proposta para regularização ambiental da propriedade, atualização do mapa de uso do solo da área, foram dadas orientações para a retificação do CAR, bem como foram elaborados os projetos técnicos de restauração e feita a entrega das mudas para os plantios de restauração. As mudas foram doadas aos proprietários com apoio do Projeto Matas Legais, que é realizado pela Apremavi em parceria com a Klabin. O monitoramento das áreas em restauração também é previsto no projeto.

Marcos Kniess, proprietário rural, agradece a Apremavi pelo auxílio no cumprimento do Código Florestal sem custo para o proprietário: “Fiquei muito satisfeito com o trabalho realizado, que contribuiu para o bem do meio ambiente e a legalização da minha propriedade. O trabalho foi feito com muita dedicação e profissionalismo, agora a minha propriedade está legal no CAR. Muito obrigada, pra mim representa muito, e não teve nenhum custo”.

Baseado no trabalho de campo, o mapa é disponibilizado ao proprietário, para que possa realizar a retificação do CAR, fase essa que a Apremavi conta com a parceria da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (AMAVI). Para um melhor detalhamento nos mapas de uso do solo o mesmo é confeccionado com imagens produzidas com a utilização de drone.

Levi José Lenzi, ex Secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Salete (SC), relata como foi a procura pela parceria em prol do cumprimento do Código Florestal: “Em 2022, preocupado com as propriedades rurais de Salete que deveriam se adequar ao Programa de Regularização Ambiental – PRA, procuramos a Apremavi que, com seus parceiros, desenvolveu o projeto piloto aqui no município, dando suporte aos agricultores e as mudas para recuperação das áreas degradadas”.

Além disso, Levi relata que também foi um dos proprietários rurais que aderiu ao projeto “Como proprietário de área rural e apicultor também aderi ao projeto executando a restauração de duas áreas que precisavam ser recuperadas”. Ainda, ele ressalta a importância da parceria “Gostaria de dizer que são iniciativas como esta  que facilitam a recuperação de áreas degradadas a custo zero para os participantes”.

Como resultados, em Salete (SC), 19 propriedades foram atendidas, ocorreu o planejamento de restauração de 5,12 hectares, foram doadas 4.100 mudas, todos os proprietários aderiram ao CAR e ao PRA e três deles já tiveram o CAR retificado.

 

Iniciativa pioneira inspira outros municípios de Santa Catarina

A iniciativa pioneira em Salete (SC) inspirou outros municípios a fazerem o mesmo. No dia 28 de março deste ano, esse modelo de cumprimento do código, em parceria entre os três setores: governamentais, empresas e terceiro setor, foi levado para reuniões de aproximação com os escritórios locais da Epagri de Santa Terezinha (SC) e de Rio do Campo (SC). O que representa o início do trabalho de mobilização a ser realizado nesses municípios.  

Em parceria com estes setores a Apremavi mostra na prática como é possível cumprir o Código Florestal, além de colaborar para a restauração ecológica, preservação dos recursos hídricos e conservação da biodiversidade.

Essa ação está relacionada com os ODS:

 

Autoras: Edilaine Dick e Maíra Ratuchinski.
Revisão: Thamara Santos de Almeida, Vitor Lauro Zanelatto e Carolina Schäffer.
Foto da capa: Maíra Ratuchinski.

Semana do Meio Ambiente é marcada por diversas ações na Apremavi

Semana do Meio Ambiente é marcada por diversas ações na Apremavi

Semana do Meio Ambiente é marcada por diversas ações na Apremavi

A Semana do Meio Ambiente é uma das mais movimentadas na Apremavi. Visitas no Centro Ambiental e Viveiro Jardim das Florestas, palestras em escolas, doação de mudas, participação em eventos foram algumas das ações comemorativas deste ano.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, inaugurado há mais de 50 anos, faz um chamado para as possibilidades e responsabilidades que cada indivíduo possui para promover as cobranças que estão ao seu alcance e cobrar por aquelas que são possíveis apenas através de ações sistêmicas e institucionais. Com os debates socioambientais cada vez mais qualificados e valorizados sobre o tema, são muitas as estratégias para sequestro da pauta para estratégias de promoção, como o greenwashing

Por isso, é oportuno observar o Dia do Meio Ambiente como uma oportunidade de tocar o solo, plantando árvores e observando o direito que é concedido a todos os brasileiros pela constituição Cidadã, no artigo 225: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, cabendo ao Poder Público e à sociedade o dever de defender e preservar para que as futuras gerações possam dele desfrutar”. Em 2023, o trabalho na Semana do Meio Ambiente buscou conectar e inspirar mais pessoas a defender o meio ambiente para além das efemérides. Confira as principais atividades: 

 

Atividades em Atalanta 


O Centro Ambiental, localizado em Atalanta (SC), recebeu a visita de cerca de sessenta alunos, que passaram o dia observando as cores e texturas da mata por onde passa a Trilha da Restauração, aprendendo sobre o cuidados com as sementes e mudas no viveiro e conhecendo a história de ativismo da Apremavi pela conservação e restauração da Mata Atlântica. O Centro de Educação Infantil Uta Kriese de Agrolândia (SC) e a Escola Erci Dick, de Monte Carlo (SC), foram atendidas através do programa de visitas guiadas da Apremavi. 

Visita guiada no Centro Ambiental. Foto: Taís Fontanive

Visita guiada na Trilha da Restauração localizada no Centro Ambiental da Apremavi. Foto: Taís Fontanive

O Viveiro Jardim das Florestas recebeu o programa Vale Agrícola, produzido e apresentado pela jornalista Aline Leonhardt, do município de Aurora, no Alto Vale do Itajaí (SC). Aline veio até Atalanta para a gravação das principais orientações e cuidados para quem busca transformar um pinhão numa muda de araucária.

Confira o vídeo, gravado com Wigold B. Schäffer, co-fundador da Apremavi: 

 

Atividades em centros de ensino

Mudas produzidas no viveiro foram utilizadas para o plantio de uma nova floresta, em Lages (SC). Alunos do Instituto Federal Catarinense (IFSC) de Lages plantaram 100 mudas doadas pela Apremavi em uma das ações da Semana do Meio Ambiente da organização.  No total, 54 pessoas do Câmpus fizeram parte das atividades. A ação envolveu os cursos técnicos em Meio Ambiente, Agroecologia, Análises Químicas, além do curso superior de Gestão do Agronegócio.

Ações de Educação Ambiental em escolas foram realizadas pela Apremavi no âmbito dos Projetos Matas Legais e Matas Sociais no Paraná:

A equipe do Matas Legais realizou ações de Educação Ambiental em duas escolas em Curiúva (PR), uma no Colégio Estadual Jandira Ferreira Rosas e outra no Colégio Estadual Professor Gabriel Rosa. Cerca de 400 estudantes e professores do ensino fundamental e médio participaram das atividades. Os temas abordados envolveram a importância da preservação e recuperação do meio ambiente, mudanças climáticas, dentre outros. 

Após as palestras os alunos participaram do jogo educativo “Fique Legal com o Clima” desenvolvido pela Apremavi. O engajamento dos alunos foi tão grande que foram jogadas várias rodadas. Ao final das atividades foram doadas cerca de 350 mudas de espécies nativas, dentre elas frutíferas e de paisagismo. 

 

Atividade do jogo “Fique Legal com o Clima” executada com os alunos do ensino fundamental e médio. Foto: Pedro Ferreira

Atividade do jogo “Fique Legal com o Clima” executada com os alunos do ensino fundamental e médio. Foto: Pedro Ferreira

Já os técnicos do Matas Sociais ministram ações em duas escolas, uma em Telêmaco Borba (PR) e outra em Reserva (PR), que envolveram cerca de 90 alunos.

Na cidade de Telêmaco Borba, as ações foram desenvolvidas na Escola Municipal Gonçalves Lêdo, em parceria com as secretarias de meio ambiente e educação. A atividade foi o plantio de mudas com o intuito de recuperar uma nascente. Foram plantadas 200 mudas e na ocasião os alunos também tiveram a oportunidade de entender na prática como é feito o trabalho de restauração ecológica. O projeto de recuperação desta Área de Preservação Permanente (APP) de uma nascente de zona urbana com 0,6 hectares prevê o plantio de aproximadamente 1.600 mudas.

Plantio de mudas em área de APP urbana junto aos alunos da Escola Municipal Gonçalves Lêdo pelo projeto Matas Sociais. Foto: William Villar de Castro Ribas

Plantio de mudas em área de APP urbana junto aos alunos da Escola Municipal Gonçalves Lêdo pelo projeto Matas Sociais. Foto: William Villar de Castro Ribas


Já em Reserva (PR),
foram ministradas palestras na Escola Municipal Evangelina Bittencourt dos Santos com o objetivo de elucidar a importância da preservação das florestas para recuperação dos recursos hídricos e preservação do meio ambiente. Além disso, ocorreu um plantio de espécies nativas no entorno da escola para a melhoria do aspecto paisagístico com a distribuição de cerca de 400 mudas de árvores nativas. 

Wiliam de Castro Ribas, Técnico Ambiental da Apremavi, comenta sobre a importância das ações para a comunidade: “Os trabalhos de educação ambiental e a preservação da água e da natureza são de extrema importância para o aumento da qualidade de vida dos moradores locais”.

Palestra de educação ambiental ministrada pelo projeto Matas Legais na Escola Municipal Evangelina Bittencourt em Reserva (PR). Foto: William Villar de Castro Ribas

Palestra de educação ambiental ministrada pelo projeto Matas Legais na Escola Municipal Evangelina Bittencourt em Reserva (PR). Foto: William Villar de Castro Ribas

 

Participação em eventos 

Entre os dias cinco e sete de junho Florianópolis recebeu o XI Encontro de Sustentabilidade em Projeto (ENSUS 2023). A iniciativa reúne, anualmente, professores, técnicos, alunos e comunidade que buscam pela sustentabilidade integrada aos projetos e ao desenvolvimento de novos produtos, nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design.  

A Apremavi esteve no evento, apresentando a tecnologia Ellepot, aplicada na produção de mudas do Viveiro Jardim das Florestas desde 2019. Também foram compartilhados os objetivos e saberes produzidos pela Apremavi em sua atuação para a restauração de áreas degradadas, materializados na cartilha “Planejando Propriedades e Paisagens”, distribuída aos participantes do evento.

Além das publicações, mudas de espécies nativas da Mata Atlântica produzidas pelo Viveiro Jardim das Florestas também foram doadas ao público participante do evento, que pôde conhecer mais sobre a produção e utilização de espécies nativas em projetos de restauração ambiental e entender na prática os benefícios da tecnologia Ellepot, conforme destaca Gabriela Goebel, Técnica Ambiental da Apremavi: “Participar de um evento de inovação como o Ensus, apresentando a qualidade das mudas e os benefícios da tecnologia Ellepot,  como a substituição de materiais plásticos na produção de mudas e um rápido crescimento das raízes, foi muito valioso para os participantes e também para nós”

Exposição da Apremavi no XI Encontro de Sustentabilidade em Projeto (ENSUS 2023) em Florianópolis (SC). Foto: Vitor Lauro Zanelatto

Exposição da Apremavi no XI Encontro de Sustentabilidade em Projeto (ENSUS 2023) em Florianópolis (SC). Foto: Vitor Lauro Zanelatto

Essa ação está relacionada com os ODS:

 

Autores: Pedro Ferreira, William Villar de Castro Ribas, Thamara Santos de Almeida e Vitor Lauro Zanelatto
Revisão: Carolina Schäffer
Foto da capa: Plantio de mudas em área de APP urbana na Escola Municipal Gonçalves Lêdo em Telêmaco Borba (PR). Foto: William Villar de Castro Ribas

Apremavi participa da reunião do Conselho do Pacto Mata Atlântica

Apremavi participa da reunião do Conselho do Pacto Mata Atlântica

Apremavi participa da reunião do Conselho do Pacto Mata Atlântica

O Conselho de Coordenação do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica se reuniu no último dia 31 de maio, na sede da Fundação SOS Mata Atlântica, em São Paulo, para definição das linhas de ação da rede e dos grupos de trabalho para o biênio 2023-2024.

Composto por 27 membros, o Conselho de Coordenação do movimento conta com sete representantes da iniciativa privada, dez representantes da sociedade civil, dois centros de pesquisas, três associações e colegiados, e quatro órgãos de governo.

O novo Conselho tomou posse durante a primeira reunião ordinária do mandato no dia 11 de abril, ocasião em que os novos coordenadores do Pacto, Rubens Benini (TNC Brasil) e João Augusti (Bracell), também acolheram a Apremavi que compõe essa instância pela primeira vez. Junto com outras 26 instituições, o biênio 2023-2024 trouxe como novidade a participação de 12 representantes mulheres, totalizando um percentual de 46% dos integrantes. Além disso, o conselho conta com uma renovação de 38%, visto que foram eleitos 10 membros que não faziam parte da gestão anterior.

Engajar produtores, destravar recursos e melhorar a qualidade da restauração estão entre os principais objetivos do Pacto nessa gestão”, afirma Rubens Benini na fala de boas-vindas ao Conselho.

Reunião do Conselho do Pacto Mata Atlântica. Foto: Dap Web<br />

Participantes da reunião do Conselho de Coordenação do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. Foto: Dap Web

O Pacto Mata Atlântica

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica é um movimento nacional que tem a missão de articular e integrar atores interessados na restauração do bioma, induzindo ações e resultados em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Estabelecido em abril de 2009, o Pacto atua estrategicamente articulando instituições públicas e privadas, governos, empresas, comunidade científica e proprietários de terras para integrar seus esforços e recursos na geração de resultados em restauração e conservação da biodiversidade nos 17 estados do bioma.

Sua atuação se dá através das unidades regionais que têm como função atuar no diagnóstico da cadeia de restauração, auxiliando na identificação dos cenários e dos atores locais, bem como na identificação das lacunas de informações e dos elos dessa cadeia.

Autora: Carolina Schäffer

Formações em geoprocessamento aprimoram a análise da restauração feita pela Apremavi

Formações em geoprocessamento aprimoram a análise da restauração feita pela Apremavi

Formações em geoprocessamento aprimoram a análise da restauração feita pela Apremavi

Aprimorar continuamente a capacidade técnica, formar profissionais, promover a colaboração entre pessoas, a fim de qualificar o monitoramento e planejamento de ações de restauração ecológica, é fundamental para impulsionar a Década da Restauração de Ecossistemas, conforme postulado pela ONU no Plano de Ação para a Restauração de Ecossistemas na América Latina e no Caribe. 

Somado a isso, em 2017 o Brasil assumiu o compromisso político, por meio do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG) de restaurar pelo menos 12 milhões de hectares até 2030.

Dar escala à restauração é primordial e o processo de mensurar os avanços da restauração pode ser facilitado utilizando tecnologias de ponta. O geoprocessamento é a ciência que une a geografia com a tecnologia para coletar, analisar e exibir dados geográficos usando dispositivos eletrônicos. As fotografias aéreas de áreas restauradas obtidas por meio de drones e as imagens das propriedades rurais obtidas por satélite, são excelentes fontes de informação para a elaboração de mapas por meio de ferramentas de geoprocessamento. 

 

Equipe técnica da Apremavi, no Centro Ambiental, pilotando o drone usado para mapeamento das propriedades. Foto: Vitor Lauro Zanelatto

Equipe técnica da Apremavi, no Centro Ambiental, pilotando o drone usado para mapeamento das propriedades. Foto: Vitor Lauro Zanelatto

Uma das ferramentas do geoprocessamento são os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) como o ArcGis, software desenvolvido pela Esri (Environmental Systems Research Institute), que permite visualizar, questionar, analisar e interpretar dados para compreender relações, padrões e tendências.

O desenho de mapas, com uso do ArcGis, qualifica a implantação dos projetos de restauração e o monitoramento das áreas restauradas. À luz da legislação ambiental, especialmente o Código Florestal, são analisadas as áreas dentro de uma propriedade que precisam ser restauradas, avaliadas as mudanças ao longo do tempo e identificadas novas áreas que necessitam de intervenção. 

 

Mapa de uso do solo elaborado no ArcGis e sendo utilizado em campo na semana de campo no Paraná que ocorreu no início de maio de 2023 e ao fundo uma Área de Preservação Permanente em processo de restauração. Foto: Thamara Santos de Almeida

Mapa de uso do solo elaborado no ArcGis e sendo utilizado em campo na semana de campo no Paraná que ocorreu no início de maio de 2023 e ao fundo uma Área de Preservação Permanente em processo de restauração. Foto: Thamara Santos de Almeida

Apremavi promove troca interna de saberes sobre geoprocessamento

Um dos compromissos da Apremavi é formar e incentivar processos de aprendizado e capacitação da equipe, sobretudo sabendo dos desafios relacionados ao uso de novas tecnologias para ganhar escala na restauração. Uma importante etapa de capacitação interna em geoprocessamento ocorreu entre os dias 20 a 24 de junho de 2022, no Centro Ambiental da Apremavi em Atalanta (SC). A equipe técnica dos projetos que a Apremavi executa teve um contato inicial com o ArcGis e outros softwares para a criação de mapas de uso do solo por meio da explanação dos Coordenadores de Projeto da Apremavi, Edinho Schäffer e Maurício Reis.

Uma nova fase de capacitação ocorreu entre os dias 23 a 26 de agosto, e teve como objetivo aprofundar o conhecimento acerca das técnicas relacionadas à elaboração desses mapas. “Foi um processo maravilhoso poder ministrar essa formação para os nossos colegas de trabalho, pois também já passamos por essa etapa do aprendizado e tivemos as mesmas dúvidas e desafios”, relata Maurício Reis. 

Recentemente, a equipe contou com mais uma capacitação, que ocorreu entre os dias 28 fevereiro a 3 de março de 2023. Dessa vez, as Técnicas Ambientais, Daiana Tânia Barth e Maíra Ratuchinski, junto com Leandro Casanova, Coordenador de Projetos, tiveram a oportunidade de capacitar novos colegas que desconheciam as ferramentas e os conhecimentos compartilhados durante o ano passado.

O momento de troca de conhecimentos oportunizou de modo prático capacitar novos membros da equipe que desconheciam a ferramenta do ArcGis. Foi uma experiência gratificante e ao mesmo tempo desafiadora, mas de aprendizado mútuo para todos os envolvidos. Além de proporcionar o desenvolvimento e aprimoramento de comunicação verbal e didática da equipe”, relata Maíra sobre os momentos de capacitação.

Maíra Ratuchinski, Técnica Ambiental da Apremavi, pilotando o drone no monitoramento de áreas restauradas. Foto: Arquivo Apremavi

Maíra Ratuchinski, Técnica Ambiental da Apremavi, pilotando o drone no monitoramento de áreas restauradas. Foto: Arquivo Apremavi

Autores: Thamara Santos de Almeida e Vitor Lauro Zanelatto.
Revisão: Carolina Schäffer.

Apremavi divulga Relatório de Atividades de 2022

Apremavi divulga Relatório de Atividades de 2022

Apremavi divulga Relatório de Atividades de 2022

Lançado hoje, o Relatório de Atividades de 2022 pode ser uma fonte de inspiração para continuarmos com as mãos-na-massa e a boca-no-trombone em prol da conservação dos ecossistemas e sua biodiversidade e pela manutenção da qualidade de vida de todas as espécies do Planeta.

Em 2022, junto com a celebração dos 200 anos do naturalista e botânico Fritz Müller – chamado por Darwin de Príncipe dos Observadores, comemoramos os 35 anos de fundação da Apremavi.

Mesmo com uma caminhada por vezes árdua e cheia de desafios, até aqui podemos dizer que temos uma trajetória de sucesso, sobretudo na consolidação de parcerias duradouras e na transformação de sementes em novas florestas.

Para o plantio de cada uma das mudas que compõem essas florestas, a colaboração de muitas pessoas foi necessária. E por isso, o maior ativo da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida segue sendo, sem dúvidas, a poderosa rede diversa, dispersa em vários territórios e com múltiplas habilidades, mas que se une em doação para contribuir com os projetos e praticar o constante ativismo socioambiental necessário para enfrentar as muitas crises do mundo de hoje.

A inovação, também constante ao longo desses 35 anos, e a responsabilidade ao superar os muitos desafios que surgiram, também oportunizaram os espaços ocupados no presente: em iniciativas de impacto pela restauração e conservação da Mata Atlântica, em eventos e discussões sobre o futuro do Planeta e no coração de milhares de parceiros, que ajudam a sonhar e fazer a diferença.

O ano de 2022 também marcou o início de uma nova era da instituição na agenda da restauração, tendo a Apremavi sido reconhecida parceira oficial das Nações Unidas (ONU) para a Década da Restauração de Ecossistemas (2020 – 2030) e assumindo metas ambiciosas de restauração no âmbito dos projetos que executa, como o Conservador das Araucárias, que pretende, até 2030, restaurar 7 mil hectares de áreas degradadas sobretudo na região da tão ameaçada Floresta com Araucárias.

Além da continuidade do trabalho para restaurar os ecossistemas da Mata Atlântica, esperamos que em 2023 possamos criar ainda mais oportunidades de diálogo com as comunidades locais, ocupar espaços de compartilhamento de conhecimento e experiências, e também avançar nos trabalhos de conservação e estudo da biodiversidade, que são importantes indicadores de sucesso da restauração.

Confiamos em nossas raízes, originadas na semente plantada em 1987, e estamos crescendo, um processo contínuo de superação dos ventos desafiadores e produção de novas sementes de esperança; como uma das nove milhões de árvores que plantamos ao longo desse tempo.

Vamos juntos construir as parcerias de sucesso dos próximos 35 anos de instituição?

Relatório de atividades 2022

Autora: Carolina Schäffer.

Reflexões e inspirações para dar sentido ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Reflexões e inspirações para dar sentido ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Reflexões e inspirações para dar sentido ao Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. A celebração deste dia completa seu 50º aniversário este ano, após ter sido instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas (a ONU), em 1972. Mundialmente, as ações em prol desse dia são lideradas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mas diversas ONGs, comunidades, governos, empresas e celebridades de 150 países utilizam a data para defender as causas ambientais.

Neste ano o tema da campanha mundial é “soluções para a poluição plástica” com o uso da hashtag e slogan #CombataAPoluiçãoPlástica.

Plantios de mudas em áreas públicas, apresentações teatrais, debates e produções de textos sobre a temática ambiental. O Dia do Meio Ambiente concentra as discussões sobre a temática nas escolas e a oportunidade da realização de atividades de educação para o tema conectadas com as disciplinas do ensino básico. Essa oportunidade valiosa precisa ser aproveitada.

Nesse sentido, é preciso valorizar as potencialidades dos territórios e escutar as demandas dos estudantes. Atividades podem ser co-construídas em parques, praças e outras áreas naturais, buscando uma observação e interpretação da importância da conservação da Natureza. Além da análise em nível local, também é possível debater desafios globais, como a emergência climática e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

As crises que o Planeta enfrenta são múltiplas, e muitas delas estão longe de terem solução. Por isso, para além das discussões possíveis, é preciso que a data seja encarada como um momento de transformação e empoderamento dos sujeitos, para que a responsabilidade com o Meio Ambiente seja também vista como oportunidade de empreender novas soluções.

Com o intuito de inspirar atividades práticas em sala de aula e em espaços não formais de educação, a Apremavi separou uma lista de obras inspiradoras com temáticas relevantes e disponíveis gratuitamente para a Semana do Meio Ambiente de 2023.

Aborda o que são mudanças climáticas, suas causas e efeitos, principalmente sobre os artrópodes e doenças.

Pode ser utilizado para consulta sobre o impacto da nossa espécie sobre a biodiversidade, a economia, segurança alimentar, suas causas e o que podemos fazer com foco em soluções baseadas na natureza.

Nesse livro infantil, as crianças são convidadas pela Ararajuba (espécie de ave rara e brasileira) a conhecerem uma espécie de mamífero ameaçada de extinção em cada bioma brasileiro.

O livro traz de forma didática vários conceitos sobre espécies ameaçadas de extinção e uma lista de espécies brasileiras com ilustrações feitas pelas crianças.

O guia aborda as relações que envolvem doenças, agentes infecciosos, vetores e hospedeiros, impactos e hábitos das pessoas que podem melhorar a saúde da população.

Um guia rápido especialmente desenvolvido para educadores e alunos, que contribui para a descoberta da Mata Atlântica, sua história, localização, biodiversidade, seus benefícios e a importância de protegê-la e recuperá-la para nossa qualidade de vida e de centenas de outras espécies. 

  • Educação Ambiental: atividades práticas alinhadas aos objetivos do desenvolvimento sustentável – vol 1, 2 e 3

As cartilhas convidam a pensar e a aplicar, em sala de aula, atividades práticas relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

 

Publicações da Apremavi

Na aba publicações em nosso site é possível encontrar diversos livros, cartilhas e folders que a Apremavi já publicou sobre a temática ambiental, tais como:

Lançado em 2004, este livro traz informações importantes sobre o ecossistema mais ameaçado da Mata Atlântica, a Floresta com Araucárias. Fala do histórico da destruição, da situação da floresta em Santa Catarina, das ameaças atuais, das oportunidades e medidas necessárias para sua preservação.

Lançado em 2002, este livro é uma espécie de guia, que reúne informações para ajudar pessoas que querem preservar, recuperar e obter benefícios da Mata Atlântica. Contempla informações sobre o Bioma: o que é, onde se localiza, qual sua importância, sua situação atual, quais as ameaças e quais as leis que o protegem.

Lançado durante a festa de comemoração do vigésimo aniversá­rio da Apremavi, dia 13 de julho de 2007, a edição conta a história do viveiro de mudas Jardim das Florestas e traz informações sobre o plantio adequado de árvores nativas, tanto na área rural como na urbana. A publicação ainda exibe um guia com espécies de árvores nativas.

Autores: Thamara Santos de Almeida e Vitor Lauro Zanelatto.
Revisão: Carolina Schäffer.

Agir para reconstruir a biodiversidade é urgente

Agir para reconstruir a biodiversidade é urgente

Agir para reconstruir a biodiversidade é urgente

Em meio a sexta extinção em massa de espécies, causada pela ação humana, é preciso agir com urgência para frear a perda de biodiversidade na Terra.

Em 22 de maio é celebrado o Dia Internacional da Diversidade Biológica, ou da Biodiversidade. A data foi criada pelas Nações Unidas (ONU) para comemorar a adoção do texto da Convenção da Diversidade Biológica, que busca a conservação de todos os elementos da biodiversidade, desde as espécies até os componentes abióticos necessários para a manutenção das diferentes formas de vida. Desde 2002 a ONU organiza campanhas temáticas de sensibilização em prol da data ao redor do mundo. Em 2023 o tema é “do acordo à ação: reconstruir a biodiversidade”, onde uma das mensagens chave é:

“Precisamos de uma abordagem de todo o governo e toda a sociedade.
Todos devem estar engajados. Todos devem estar envolvidos”

A biodiversidade pode ser definida como a diversidade de formas de vida que existem no planeta, desde animais, plantas, fungos até bactérias e outros microrganismos. O termo também engloba os diversos níveis de organização biológica, desde os genes até os ecossistemas.

Atualmente, o planeta vive uma dupla crise: a perda da biodiversidade e a crise climática. Segundo a IUCN, cerca de 42.000 espécies estão correndo o risco de desaparecer do planeta, ao mesmo passo que a emergência climática já afeta de forma desigual as pessoas e a biodiversidade ao longo do mundo.

 

Acordo histórico em prol da Biodiversidade

No final do ano passado, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15),  que ocorreu em Montreal, no Canadá, terminou com a definição do Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF em inglês), um acordo histórico para proteger a biodiversidade do planeta.

Ao todo, a convenção recomendou 23 metas que devem ser adotadas com urgência até 2030, algumas delas são ambiciosas, prevendo 30% dos ecossistemas restaurados ou com início de restauração ao longo do mundo e, outros 30% dos ecossistemas devem ser protegidos.

 

Restauração ecológica: uma chance para a biodiversidade

A restauração ecológica pode dar uma segunda chance para que a biodiversidade prospere ao reconstruir habitats que foram perdidos. Muitos ecossistemas estão fragmentados ou foram perdidos devido ao desmatamento; ao recuperarmos esses ambientes e reconectarmos paisagens fragmentadas, criamos corredores ecológicos que permitem a movimentação de espécies e o fluxo gênico. 

Há mais de 35 anos a Apremavi colabora para a conservação da biodiversidade por meio da execução de projetos de restauração e conservação da Mata Atlântica, sobretudo apoiando a criação e a implantação de Unidades de Conservação. 

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer e Vitor L. Zanelatto.

Apremavi avalia guia de monitoramento de áreas restauradas em propriedades no Paraná

Apremavi avalia guia de monitoramento de áreas restauradas em propriedades no Paraná

Apremavi avalia guia de monitoramento de áreas restauradas em propriedades no Paraná

Entre os dias 8 a 11 de maio a equipe técnica da Apremavi realizou uma série de atividades de campo no Paraná para testar o Guia de Monitoramento de Projetos de Restauração de Áreas Degradadas e Alteradas desenvolvido em parceria com a Klabin

Desde o ano passado a Apremavi é parceira oficial da  Década da ONU da Restauração de Ecossistemas (2021 – 2030). O objetivo da Década é inspirar e apoiar governos, organizações multilaterais, sociedade civil, empresas do setor privado, jovens, grupos de mulheres, povos indígenas, agricultores, comunidades locais e indivíduos para colaborar, desenvolver e catalisar iniciativas de restauração em todo o mundo.

Em 2021, o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), lançaram o “Plano de Ação para a Restauração de Ecossistemas na América Latina e no Caribe”, durante a XXII Reunião do Fórum de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe.

Uma das barreiras apontadas pelo documento para alcançar as metas de restauração diz respeito ao investimento limitado em pesquisa científica e monitoramento de áreas restauradas e aponta a necessidade de métodos avaliativos de monitoramento. Uma das sugestões apontadas pela publicação é a promoção de uma nova geração de profissionais e técnicos que participem no planejamento, implementação, avaliação e monitoramento de projetos e programas de restauração de ecossistemas. A restauração vai além do plantio de árvores, é um esforço interdisciplinar, por isso, se faz necessário monitorar e avaliar a efetividade dessas atividades nos diversos projetos de restauração desenvolvidos e treinar a equipe técnica para isso.

Pensando nisso, há alguns anos a Apremavi está trabalhando na elaboração de um protocolo de monitoramento de áreas restauradas e degradadas. A primeira versão do guia de monitoramento foi elaborada considerando principalmente as particularidades do Projeto Restaura Alto Vale

O “Guia de Monitoramento de Projetos de Restauração de Áreas Degradadas e Alteradas” foi elaborado a partir de uma extensa pesquisa bibliográfica, inúmeras reuniões realizadas com a equipe técnica e testes realizados em campo. Ele foi embasado no “Protocolo de Monitoramento para Programas e Projetos de Restauração Florestal (2013)” do Pacto Pela Restauração da Mata Atlântica, no “Guia para Monitoramento de Reflorestamentos para Restauração (Melo, 2010)” e na Portaria n° 170 de 01 de Junho de 2020 do Instituto Água e Terra (IAT) do Governo do Estado do Paraná.

O guia foi elaborado no contexto de propriedades restauradas pelos programas Matas Legais e Matas Sociais e em áreas de Área de Preservação Permanente da própria Klabin. Contudo, o mesmo pode ser modificado e aplicado para a realidade dos demais projetos que a Apremavi executa em conjunto com seus parceiros, apoiadores e financiadores.

Os projetos de restauração são realizados com apoio do proprietário rural e/ou parceiro, sendo que a maioria deles são desenvolvidos em Áreas de Preservação Permanente (APP). Para elaboração do guia foram consideradas três estratégias ou metodologias principais adotadas nos projetos de restauração, sendo:

– Condução da regeneração natural;

– Introdução de espécies nativas em área total (plantio de mudas);

– Enriquecimento de florestas secundárias.

 

 

Equipes técnicas da Apremavi se reúnem no Paraná para testar o guia de monitoramento

Entre 8 e 11 de maio, às equipes técnicas dos programas Matas Legais e Matas Sociais de Santa Catarina e do Paraná, acompanhados de integrantes da Diretoria e da Coordenação de Comunicação e Informação, estiveram nas cidades de Curiúva e Imbaú, no Paraná, visando testar em campo o guia de monitoramento.

Para isso, foram amostradas propriedades de distintas áreas, metodologias de restauração e localidades de ambos os projetos. A equipe testou na prática a aplicação da pesquisa de monitoramento no aplicativo Survey 123 do ArcGis.

A pesquisa envolvia uma série de perguntas relacionadas a fase de implantação dos projetos (fase I) e pós implantação (fase II). O primeiro passo era preencher a pesquisa com o nome do proprietário, da propriedade, área restaurada, fase e a metodologia de restauração. Após isso, parcelas eram avaliadas aleatoriamente ao longo dos projetos de restauração, onde a quantidade de regenerantes, diversidade de espécies, dentre outros fatores, eram amostrados. Por fim, a partir da pesquisa, o projeto de restauração era classificado em “em adequação”, “ satisfatório” ou “adequado”.

Apremavi avalia guia de monitoramento de áreas restauradas em propriedades no Paraná. Foto: Carolina Schäffer

Equipes técnicas dos programas Matas Legais e Matas Sociais de Santa Catarina e do Paraná, acompanhados de integrantes da Diretoria e da Coordenação de Comunicação e Informação avaliando em campo o guia de monitoramento de áreas restauradas. Fotos: Carolina Schäffer.

Para finalizar a semana, a equipe se reuniu na Biblioteca Pública Municipal Paulo Freire, de Imbaú (PR), para discutir as necessidades de alterações no guia e dividir a execução das próximas etapas de elaboração do mesmo.

“A avaliação do guia em campo foi muito esclarecedora, foi possível ver que o trabalho em prol da restauração não é mecânico, é preciso ter um treinamento e olhar clínico junto aos colegas a fim de traduzir da melhor forma possível o real; o que não é tarefa simples”, relata Leandro Casanova, Coordenador de Projetos da Apremavi.

Tatiane Arruda Correia, Coordenadora de Projetos da Apremavi, destaca a importância da semana para conhecer as distintas realidades das propriedades atendidas: “Foi muito bom conhecer um pouco mais da realidade do Paraná e compreender as dificuldades de mensurar e ter informações mais aproximadas do monitoramento da restauração. Ao longo da semana visitamos propriedades grandes, como as atendidas pelo Matas Legais, e também foi importante trazer a realidade da agricultura familiar por meio das pequenas propriedades do Matas Sociais”.

 

Matas Legais

É uma iniciativa da parceria entre a Apremavi e a Klabin que ocorre em Santa Catarina e no Paraná. O projeto desenvolve ações para o planejamento de propriedades e paisagens, estratégias de conservação e sustentabilidade para o fomento florestal, que ajudam a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, e a melhorar a qualidade de vida da população.

A palavra legal procura traduzir dois sentidos: o de cumprimento da legislação ambiental e o de expressão de um lugar agradável, bonito e bom para viver.

> Conheça o Matas Legais

 

Matas Sociais

É uma parceria entre a Klabin, a Apremavi e o Sebrae que também ocorre em Santa Catarina e no Paraná. O objetivo é contribuir para o fortalecimento social, econômico e ambiental de pequenas e médias propriedades rurais em benefício da agricultura familiar e do desenvolvimento sustentável.

> Conheça o Matas Sociais

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.

Pesquisa da Apremavi aponta lacunas na adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)

Pesquisa da Apremavi aponta lacunas na adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)

Pesquisa da Apremavi aponta lacunas na adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA)

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) são ferramentas do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) que garantem que, em propriedades privadas, uma parcela da área seja destinada à conservação da vegetação nativa, buscando garantir a qualidade de vida de toda a sociedade.

A inscrição do imóvel rural no CAR é obrigatória para todas as propriedades e posses rurais. No entanto, apenas os proprietários e possuidores dos imóveis que se inscreveram no CAR têm direito à adesão ao PRA.

O PRA compreende o conjunto de ações e/ou iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais visando adequar e promover a regularização do imóvel e de firmar o compromisso do proprietário em manter, recuperar ou recompor as Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal e as áreas de uso restrito do imóvel rural, ou ainda o compromisso de compensar áreas de Reserva Legal quando for necessário.

Os instrumentos do PRA são:

  • O Cadastro Ambiental Rural – CAR;
  • O termo de compromisso;
  • O Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas.

Uma das diversas vantagens do PRA é o direito que ele concede aos proprietários de imóveis a continuarem com atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas em APPs.

 

Pesquisa sobre o PRA junto aos proprietários rurais

Sabendo da importância dos instrumentos do Código Florestal para a conservação e para os proprietários rurais, a Apremavi realizou em 2022 uma pesquisa para compreender o entendimento dos proprietários acerca do PRA. 

O estudo foi feito nas regiões catarinenses do Alto Vale do Itajaí e do Planalto Norte, com participantes do projeto Restaura Alto Vale. A pesquisa foi norteada pelas seguintes questões: 

  1. Se os proprietários já tinham ouvido falar sobre o PRA,
  2. Se entendiam o que era o programa e haviam aderido; 
  3. Se tinham conhecimento da obrigatoriedade de restauração das APPs existentes no imóvel.

Em relação à primeira pergunta, se já tinham ouvido falar do PRA, 60% dos entrevistados responderam que não. Já na segunda questão, acerca do entendimento do assunto: 58% não entendiam, 27% declararam entenderam “mais ou menos” e 15% informaram que entendiam. Ainda em relação à adesão, 77% dos entrevistados não lembravam de ter aderido ao programa quando realizaram o CAR, 14% declararam que aderiram e 9% não. Por fim, em relação à obrigatoriedade de restauração das APPs existentes no imóvel onde ocorreu supressão da vegetação: 89% tinham conhecimento da lei, enquanto 11% não.

Os resultados foram apresentados a atores da agenda da restauração, representantes de governos locais e pesquisadores na IV Conferência Brasileira de Restauração Ecológica realizada pela Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), em Vitória (ES), em novembro de 2022 pela Gabriela Goebel, Técnica Ambiental da Apremavi.

 

Atuação da Apremavi no cumprimento do Código Florestal 

Dentre as diversas ações da Apremavi em prol do cumprimento do Código Florestal, no último ano a instituição, em parceria com o Observatório do Código Florestal e diversas outras instituições, realizou uma campanha de comunicação para alertar os proprietários rurais sobre o processo de adesão ao PRA.

A ideia surgiu a partir da lacuna de compreensão por parte dos proprietários, apontada na pesquisa, e a pouca divulgação sobre o assunto por parte do Poder Público. O objetivo foi divulgar as informações sobre o CAR e o PRA, além de atentar para o prazo de adesão, que antes do retrocesso da Medida Provisória n° 1.150 era até dia 31 de dezembro de 2022.

“A pesquisa realizada permitiu ter um retrato do entendimento que os proprietários rurais têm sobre o que significa o PRA, assunto que ficou obsoleto nos 10 anos de implantação do Código Florestal. Também permitiu traçar estratégias para a campanha realizada pela Apremavi, que teve alcance nacional, falando da importância do PRA e orientando os proprietários sobre como realizarem a adesão“, relata Edilaine Dick, Coordenadora de Projetos na Apremavi, sobre a importância da pesquisa.

 

MP 1.150 ataca o Código Florestal 

Uma proposta do ainda governo Bolsonaro, a Medida Provisória (MP) 1.150, aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 30 de março, fragiliza o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica.

Especificamente em relação ao PRA a aprovação da MP adiaria pela 6ª vez o prazo de adesão. Segundo a Nota Técnica do Observatório do Código Florestal: “esse é um processo que pode demorar anos para cada imóvel e décadas para os mais de 6,9 milhões de imóveis já inscritos no CAR. Pior: após a convocação pelo órgão ambiental, o proprietário ainda terá 1 ano para aderir ao PRA e dar início à adequação ambiental do imóvel”.

Com a aprovação dessa MP, a busca voluntária do titular do imóvel rural pela regularização do seu passivo ambiental é eliminada, cabendo apenas ao Estado analisar, identificar e convocar o proprietário ou possuidor do imóvel rural irregular para aderir ao PRA. Do ponto de vista da aplicação da lei isso é deixar as áreas desmatadas ilegalmente sem prazo para a restauração, já que apenas 0,6% dos imóveis inscritos no CAR estão em processo de análise concluída, segundo os dados do Boletim do CAR de fevereiro de 2023. 

“A MP representa um retrocesso para a efetiva implantação do Código Florestal e mais ainda para a restauração das florestas ao estender novamente o prazo de adesão ao PRA, o que pode fazer com que novamente o programa fique esquecido pelos proprietários rurais e gestores”, comenta Edilaine.

 

Implantando o Código Florestal

As ações aqui relatadas são em decorrência do projeto “Políticas, Práticas, Transparência e Governança para Implementação do Código Florestal”, que tem como objetivo geral reverter e reduzir a perda de florestas no Brasil.

É executado por um consórcio de organizações que integram o Observatório do Código Florestal, sob a coordenação dos Amigos da Terra Amazônia. A Apremavi é uma das organizações que compõem o consórcio. O Observatório do Código Florestal (OCF) é um rede de 39 organizações da sociedade civil que atuam com o propósito de articular pessoas, na implementação do Código Florestal, para gerar um impacto socioambiental positivo. 

O projeto é apoiado pelo Governo da Noruega e pela Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD) via Iniciativa Internacional de Clima e Floresta da Noruega – NICFI. Será executado entre 2021 e 2025.

 

Autoras: Thamara Santos de Almeida e Gabriela Goebel.
Revisão: Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto.
Foto de capa: Welinton Oliveira.

Pauta ambiental é tema de reuniões da Apremavi em Brasília

Pauta ambiental é tema de reuniões da Apremavi em Brasília

Pauta ambiental é tema de reuniões da Apremavi em Brasília

Na semana de 24 a 28 de abril, Miriam Prochnow e Wigold Schaffer, co-fundadores e conselheiros da Apremavi, estiveram em Brasília para uma semana de eventos relacionados à pauta ambiental. 

Acampamento Terra Livre

Cerca de 6 mil indígenas participaram da 19ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), com o tema “O futuro indígena é hoje, sem demarcação não há democracia”. Os representantes da Apremavi tiveram a oportunidade de acompanhar uma das marchas, visitar o acampamento e também, a pedido do Deputado Estadual Marquito de Santa Catarina, participaram de uma audiência com a Ministra Sônia Guajajara. A ministra recebeu uma delegação Xokleng da TI Ibirama-La Klãnõ, de Santa Catarina, com reivindicações de apoio às atividades do grupo da juventude indígena e outras pautas gerais.

O momento alto da mobilização foi o anúncio, por parte do governo federal, da conclusão dos processos de reconhecimento oficial de seis territórios: Terras Indígenas (TIs) Kariri-Xocó, em Alagoas; Tremembé da Barra do Mundaú, no Ceará; Arara do Rio Amônia, no Acre; Uneiuxi, no Amazonas; Rio dos Índios, no Rio Grande do Sul; e Avá-Canoeiro, em Goiás. Essas áreas estavam entre as treze destacadas pelo Grupo de Trabalho de Povos Indígenas da transição de governo como aptas para a homologação. Aguarda-se ainda a conclusão dos processos restantes, entre eles os das TIs catarinenses Toldo Imbu, em Abelardo Luz, e Morro dos Cavalos, em Palhoça.

 

Celebrando o Dia da Caatinga

O Dia da Caatinga é celebrado no dia 28 de abril e durante a semana foram realizadas várias atividades em prol da conservação desse que é o único bioma totalmente brasileiro.

No dia 26 aconteceu uma audiência na Câmara dos Deputados, na qual foi lançado o livro “Piauí – Terra querida, filha do Sol do Equador” do fotógrafo e produtor André Pessoa, e também a retomada da luta pela proteção da Serra Vermelha, região de encontro da Caatinga com a Mata Atlântica.

Já no dia 27 ocorreram reuniões no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), uma com o secretário executivo, João Paulo Capobianco, e a outra com a Ministra Marina Silva. Todos assumiram compromissos de trabalhar pela conservação dessa biodiversidade endêmica da região brasileira. Existe a expectativa de que a Serra Vermelha seja incluída no Parque Nacional da Serra das Confusões. Inclusive existe uma determinação judicial para que isso aconteça.

 

Discutindo o Pagamento de Serviços Ambientais 

Uma pauta importante, especialmente por conta das ações de conservação e restauração, é a questão dos serviços ecossistêmicos. Nesse sentido, a Apremavi está dedicando esforços para que seus projetos possam também ter algum componente de pagamento de serviços ambientais (PSA). Como esse tema ainda não está equacionado no país, é fundamental participar dos debates sobre esse assunto. Na semana em Brasília, os representantes da Apremavi participaram de duas reuniões, uma no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e outra com organizações da sociedade civil. O assunto permanece no radar para os próximos desdobramentos. 

Acampamento Terra Livre. Foto: Wigold Schäffer e Miriam Prochnow

Registros da semana de mobilização em Brasília em prol das políticas públicas ambientais. Fotos: Miriam Prochnow e Wigold Schäffer.

“A semana em Brasília foi de grande importância, o clima esteve em todas as reuniões, o que gerou uma grande esperança na retomada da agenda ambiental,mas também de muita seriedade, diante do tamanho dos desafios”, relata Miriam Prochnow.

 

Políticas públicas é uma das áreas temáticas de atuação da Apremavi

Semanas de reuniões como essa em Brasília fazem parte da atuação da Apremavi na área temática de Políticas Públicas. O objetivo dessa atuação é propor e influenciar a aprovação de legislação específica e políticas públicas ambientais que promovam e garantam o desenvolvimento sustentável no país.

Ao mesmo tempo em que desenvolve projetos em parceria com órgãos governamentais, a Apremavi atua para aprimorar essas políticas públicas dirigidas aos recursos naturais em geral e à Mata Atlântica em particular. Desde sua origem, a Associação identifica problemas, faz denúncias, confecciona laudos sobre delitos ambientais, propõe soluções e opera junto ao Poder Público visando a implementação de políticas que propiciem a conservação e a recuperação dos ecossistemas atlânticos, bem como o aperfeiçoamento da ação dos órgãos governamentais, federais e estaduais, na gestão do meio ambiente em Santa Catarina. Para ampliar essa atuação e fortalecer o terceiro setor,  a Apremavi também participa de diversas redes e coletivos no Brasil e no mundo.

 

Autora: Miriam Prochnow.
Revisão: Thamara Santos de Almeida e Carolina Schäffer.

Apremavi participa da celebração dos 50 anos da Acaprena

Apremavi participa da celebração dos 50 anos da Acaprena

Apremavi participa da celebração dos 50 anos da Acaprena

A Acaprena (Associação Catarinense de Preservação da Natureza), primeira ONG ambientalista de Santa Catarina, completou 50 anos na data de hoje (5/5). Para celebrar e marcar essa data tão importante, um livro que conta sua história e trajetória foi lançado hoje, em Blumenau (SC), e contou com a participação da Apremavi.

A obra “Acaprena – 50 anos da primeira entidade ambiental catarinense”, produzida pela Editora Expressão, conta os detalhes da história da instituição e das suas cinco décadas de atuação. 

 

Obra “Acaprena - 50 anos da primeira entidade ambiental catarinense"

Miriam Prochnow, co-fundadora e coordenadora de projetos da Apremavi, relata a emoção que foi presenciar o lançamento da obra: “Foi um momento de grande felicidade participar da celebração dos 50 anos da Acaprena, a ONG que inspirou e apoiou a criação da Apremavi. Muito além de um intercâmbio de organizações com propósitos comuns, é uma verdadeira rede de pessoas amigas que trabalham em prol de uma vida de qualidade para todas as espécies e profunda conexão com a natureza. Essa energia será muito necessária ainda para superarmos todos os desafios que a humanidade tem pela frente, para se manter na Terra”.

 

Evento de comemoração dos 50 anos da Acaprena e lançamento do livro “Acaprena – 50 anos da primeira entidade ambiental catarinense”. Fotos: Acervo Apremavi.

Apremavi saúda os 50 anos da Acaprena

Logo no início  do livro aparece  a sessão “Apremavi saúda os 50 anos da Acaprena”, onde Miriam Prochnow e Wigold Schäffer, co-fundadores da Apremavi, saúdam a instituição e compartilham detalhes de como a história da ONG está relacionada com a história da Apremavi.

Na década de 1980, na região da Serra da Abelha, a Terra Indígena Laklãnõ, em Ibirama (SC), estava sendo devastada por madeireiros que atuavam sem restrições. A situação levou Miriam Prochnow e Wigold B. Schäffer a procurar orientações junto a Lauro E. Bacca e Lúcia Sevegnani, representantes da Acaprena.

Os dois foram os primeiros a mostrar para Miriam e Wigold o que era uma Organização Não Governamental (ONG) e a incentivá-los a criar uma organização no Alto Vale do Itajaí, dedicada à causa ambiental da região. Assim nasceu a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi)

 

 

Grupo diante de araucária. A segunda da esquerda para a direita é Miriam Prochnow, pioneira da Apremavi, que na época ainda não havia sido fundada. Com echarpe branco no centro da foto, a professora Lúcia Sevegnani, da Acaprena. Foto: Wigold B. Schäffe

Grupo diante de araucária. A segunda da esquerda para a direita é Miriam Prochnow, pioneira da Apremavi, que na época ainda não havia sido fundada. Com echarpe branco no centro da foto, a professora Lúcia Sevegnani, da Acaprena. Foto: Wigold B. Schäffer

A Acaprena

A Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena) foi fundada em 05 de maio de 1973 por um grupo de estudantes de Biologia da Universidade Regional de Blumenau (FURB). A ONG tem uma importante atuação na área de educação ambiental e participou de diversas discussões ambientais em Santa Catarina e no Brasil como um todo.

Desde a sua fundação desenvolveu amplo trabalho de educação ambiental, e participou de diversas discussões ambientais em Blumenau, no Estado de Santa Catarina e pelo Brasil. Foi modelo para outras associações criadas em todo Estado que continuam a luta pela conservação da natureza e desenvolvimento sustentável. 

Autora: Thamara Santos de Almeida, com informações da Apremavi e do livro de 50 anos da Acaprena.
Revisão: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow.

Matas Legais proporciona troca de experiências entre proprietários rurais no Paraná

Matas Legais proporciona troca de experiências entre proprietários rurais no Paraná

Matas Legais proporciona troca de experiências entre proprietários rurais no Paraná

A história de restauração protagonizada por Renato dos Santos Moreira e Maria Dilce Moreira começa em 1986, em conjunto com a fundação do Assentamento São Luiz II, na cidade de Sapopema (PR). Naquele ano o casal plantou 10 sementes de Araucária, apenas uma germinou.

Em 2012, quase trinta anos depois da germinação da primeira mudinha, a propriedade passou a ser atendida pelo Programa Matas Legais, contando com auxílio e orientações técnicas para diversificar a produção. Hoje o sistema produtivo está dividido entre agricultura orgânica, Sistemas Agroflorestais (SAFs), pecuária, apicultura, piscicultura e silvicultura. Todas as atividades são para subsistência da família. 

Além desse auxílio, a Klabin, o Matas Legais doou 2.090 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica produzidas no Viveiro Jardim das Florestas, da Apremavi, que foram usadas tanto na restauração da Área de Preservação Permanente (APP) da propriedade como na implantação dos SAFs.

Devido ao amor e a dedicação que Renato e Dilce têm pela terra, pela água cristalina e pelo consumo de alimentos sem agrotóxicos, hoje a propriedade é uma referência e recebe visitas de universidades, colégios técnicos agropecuários e do público em geral.

Imagem área da propriedade do Renato dos Santos Moreira e Maria Dilce Moreira em Sapopema (PR). Foto: Weliton Machado

Imagem área da propriedade do Renato dos Santos Moreira e Maria Dilce Moreira em Sapopema (PR). Foto: Weliton Machado

Ações no Assentamento São Luiz II inspiram outros proprietários

Douglas Bedore de Alcântara e Selma Alcantara adquiriram há cerca de 2 anos uma propriedade rural no município de Japira (PR), onde pretendem implantar um sistema sustentável de produção. Dentre as ações previstas está a implantação de Sistemas Agroflorestais e turismo rural. Como o casal Renato e Dilce já possuem SAFs implantados há aproximadamente 12 anos, conquista impulsionada pelo investimento e apoio que a Klabin disponibiliza na região, e trabalham com turismo rural, a Apremavi articulou um encontro de troca de saberes entre os produtores.

Essa experiência presencial demonstrou na prática que é possível conciliar a subsistência, a sustentabilidade da propriedade e estabelecer conexões”, contou Douglas após o dia de transferência de saberes.

Renato, parceiro de longa data do Matas Legais, também relatou a importância da troca de experiências: “a visita foi maravilhosa, pudemos trocar experiências e ideias, fico feliz em ver esse casal voltando para a propriedade rural e contando com o apoio do Matas Legais na doação de mudas e assistência técnica. Assim como nós, tudo isso começa com uma semente“, comenta Renato.

Maurício Reis, coordenador de projetos da Apremavi, comenta que foi uma oportunidade fantástica poder intermediar esse encontro; “casais que até então não se conheciam, porém foram unidos por um fato em comum: a paixão em cuidar do meio onde vivem. Esperamos que o início dessa história possa motivar outras pessoas que também amam, cuidam e defendem a natureza”, relata Maurício.

 

Troca de experiências entre proprietários rurais no Paraná. Foto: Maurício Reis

Encontro de troca de saberes entre proprietários rurais articulado pela Apremavi. Fotos: Maurício Reis e Weliton Machado

Desenvolvendo o Ecoturismo

O Assentamento São Luiz II, onde a propriedade de Renato e Dilce está inserida, possui uma paisagem natural exuberante que desperta interesse para o desenvolvimento de turismo ecológico no Assentamento. Além de ser o território com maior estrutura para receber esse tipo de atividade, Renato e seu filho Rodrigo atuam como guias turísticos locais e fornecem uma oportunidade de imersão na cultura e costumes locais aos visitantes.

 

O Matas Legais

É uma iniciativa da parceria entre a Apremavi e a Klabin que acontece em Santa Catarina e no Paraná. Além de ações para o planejamento e propriedades e paisagens, como as que ocorrem no Assentamento São Luiz II, o projeto desenvolve estratégias de conservação e sustentabilidade para desenvolvimento do negócio florestal para parceiros da Klabin, o fomento florestal, que ajudam a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e aprimorar o manejo florestal sustentável, que é reconhecido por diferentes certificações internacionais.

A palavra legal procura traduzir dois sentidos: o de cumprimento da legislação ambiental e o de expressão de um lugar agradável, bonito e bom para viver.

> Conheça o Matas Legais

Autor: Maurício Reis.
Revisão: Thamara Santos de Almeida, Vitor L. Zanelatto, Carolina Schäffer e Elder Monteiro.

Pau-brasil, árvore símbolo do Brasil

Pau-brasil, árvore símbolo do Brasil

Pau-brasil, árvore símbolo do Brasil

O Pau-brasil (Paubrasilia echinata) é uma árvore nativa da Mata Atlântica. Ocorre na Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) e Restinga, a partir do nordeste do Brasil (Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia) até o Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Em alguns lugares a árvore é popularmente conhecida como ibirapitanga em tupi-gurani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. A espécie é símbolo do nosso país, segundo a Lei 6.607 de 7 de dezembro de 1978, que também declara o dia do Pau-brasil.

Antes da colonização a árvore era tradicionalmente utilizada pelos povos indígenas para diversas produções bioculturais, como ,a confecção de arcos, flechas, instrumentos musicais e produção de tintura vermelha para pintura corporal. 

Quando os colonizadores chegaram no país, eles se referiram à árvore como “bersil”, que significava “brasa” na época, devido ao vermelho vívido. Aos poucos, ela acabou sendo chamada de pau-brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta.

A extração do pau-brasil pelos portugueses foi uma história que envolveu exploração das florestas e escravização dos povos indígenas, que eram forçados a trabalhar nas matas para a retirada de madeira. Devido a essa exploração histórica, desde 1992 ela encontra-se na lista de espécies ameaçadas de extinção.

 

Árvore do Pau-brasil (Paubrasilia echinata). Foto: Wigold Schäffer

Detalhes da Árvore, sementes e flores do Pau-brasil. Fotos: Miriam Prochnow e Wigold Schäffer

Pau-brasil

Nome científico: Paubrasilia echinata Lam.

Família: Fabaceae

Utilização: possui potencial ornamental e paisagístico.

Flor: As flores do pau-brasil, apresentam pétalas e sépalas amarelas, com exceção de uma sépala verde e uma pétala com mancha vermelha.

Frutificação: novembro a janeiro.

Floração: a partir de setembro até meados de outubro.

Coleta de sementes: outubro a novembro.

Status de conservação: Em perigo segundo a Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção publicada em 2022 pelo MMA

 

Referências:

Lorenzi, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992.

Gagnon, E.; Lewis, G.P.; Lima, H.C. Paubrasilia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB602728>. Acesso em: 03 mai. 2023

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer e Vitor L. Zanelatto.

Bromélia-poço-de-jacó, beleza ameaçada da Mata Atlântica

Bromélia-poço-de-jacó, beleza ameaçada da Mata Atlântica

Bromélia-poço-de-jacó, beleza ameaçada da Mata Atlântica

A bromélia-poço-de-jacó (Billbergia alfonsi-joannis) é uma espécie da família Bromeliaceae que só existe na Mata Atlântica. Ela ocorre nas fitofisionomias da Floresta Ombrófila e Estacional Semidecidual dos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Por sua exuberante beleza, a poço-de-jacó, como é popularmente conhecida, foi declarada flor símbolo do município de Atalanta (SC).

Ilustração botânica das estruturas morfológicas da bromélia-poço-de-jacó. Figura: retirada da publicação GAIOTTO, Daniel Ferraz; TARDIVO, Rosângela Capuano; CERVI, Armando Carlos. O gênero Billbergia Thunberg (Bromeliaceæ) no estado do Paraná, Brasil. Fontqueria, 2010.

Ilustração botânica das estruturas morfológicas da bromélia-poço-de-jacó. Figura: retirada da publicação GAIOTTO, Daniel Ferraz; TARDIVO, Rosângela Capuano; CERVI, Armando Carlos. O gênero Billbergia Thunberg (Bromeliaceæ) no estado do Paraná, Brasil. Fontqueria, 2010.

As plantas epífitas, relação ecológica onde uma planta vive sobre a outra, como a bromélia-poço-de-jacó, desempenham papéis fundamentais no ecossistema, como manutenção da umidade, abrigo e alimento para a fauna, ciclagem de nutrientes e regulação climática. 

O nome popular da espécie “poço de jacó” vem justamente de um desses papéis fundamentais, devido às pequenas poças de água que se formam em sua base, que acabam sendo habitats importantes para várias espécies de animais, sobretudo anfíbios e insetos.

Atualmente, a espécie está ameaçada de extinção no estado de Santa Catarina, sendo categorizada como Vulnerável, devido à perda de habitat (desmatamento da Mata Atlântica) e coleta predatória, em decorrência do uso ornamental e econômico da espécie.

Se você vir uma espécie de jacó na natureza, por favor, apenas observe e não colete! A coleta predatória é uma das principais ameaças de extinção para a espécie.

 

bromélia-poço-de-jacó (Billbergia alfonsi-joannis). Foto: Miriam Prochnow

Bromélia-poço-de-jacó (Billbergia alfonsi-joannis). Fotos: Miriam Prochnow e Wigold Schäffer

Bromélia-poço-de-jacó

Nome científico: Billbergia alfonsi-joannis Reitz

Família: Bromeliaceae

Utilização: a espécie possui potencial ornamental

Flor: verdes com brácteas rosáceas

Frutificação: desconhecida

Floração: julho e outubro a dezembro

Status de conservação: Não avaliada na IUCN, não ameaçada na Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção publicada em 2022 e Vulnerável no estado de Santa Catarina segundo a Resolução CONSEMA Nº 51/2014

 

Fontes consultadas:

GAIOTTO, Daniel Ferraz; TARDIVO, Rosângela Capuano; CERVI, Armando Carlos. O gênero Billbergia Thunberg (Bromeliaceæ) no estado do Paraná, Brasil. Fontqueria, 2010.

MARTINELLI, Gustavo et al. Bromeliaceae da Mata Atlântica brasileira: lista de espécies, distribuição e conservação. Rodriguésia, v. 59, p. 209-258, 2008.

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.

Apremavi avança na implementação da Agenda 2030

Apremavi avança na implementação da Agenda 2030

Apremavi avança na implementação da Agenda 2030

A Apremavi recebeu o selo de signatária do Movimento ODS SC em 2023, que reconhece a implementação da agenda 2030 na organização.

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) fazem parte de uma agenda mundial composta por 17 objetivos interconectados e 169 metas a serem alcançadas até 2030. A criação dos ODS foi um processo longo e complexo envolvendo diversos segmentos da sociedade mundial, até que em 2015, os países membros da ONU negociaram um acordo final sobre eles durante uma Assembléia Geral. 

Em 2020 a Apremavi iniciou um movimento de implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a partir de um diagnóstico em todas as áreas da organização. Além disso, foram realizadas e apoiadas diversas organizações realizadas sobre o tema, atividades de educação ambiental, doação de mudas para plantios e realização de lives sobre o tema.

> Conheça a página de ODS da Apremavi 

 

O Movimento ODS Santa Catarina é um movimento social constituído por voluntários, de caráter apartidário, plural e ecumênico criado com o objetivo de facilitar a incorporação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no dia-a-dia das pessoas e na prática das organizações catarinenses. Em SC o Movimento possui 736 signatários, entre pessoas físicas e jurídicas, de 68 municípios que estão articulados em 13 comitês.

A Apremavi é signatária do Movimento ODS SC, por meio do Comitê do Vale Europeu, desde de 2020. No início de abril a organização recebeu o selo de 2023, em reconhecimento ao cumprimento dos compromissos e realizações de ações inerentes os desenvolvimento dos ODS como signatário enviando o Relatório de Compromissos 2022.

Selo Signatário do Movimento ODS SC 2023

Selo signatário do movimento ODS SC de 2023

Os ODS em destaque

Cada vez mais, a Apremavi busca pautar a Agenda 2030 desde o planejamento das ações. Além disso, destacar a presença dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e quais os caminhos para que impactos efetivos sejam realizados nas estratégias de comunicação é uma das formas de ampliar o debate e promover o assunto na comunidade e no público que a organização concentra em seus canais, muitas vezes utilizados como referência por professores, pesquisadores e jornalistas.


A partir das metas previstas em cada ODS, as ações desenvolvidas pela Apremavi em seus projetos e áreas temáticas serão identificados no site, em uma seção dedicada. O símbolo dos ODS presentes nas atividades irão aparecer dessa forma:

Essa ação está relacionada com os ODS:

 

Autores: Thamara Santos de Almeida e Vitor Lauro Zanelatto.
Revisão: Carolina Schäffer.

Apremavi contribui para avanço no debate do extrativismo do pinhão

Apremavi contribui para avanço no debate do extrativismo do pinhão

Apremavi contribui para avanço no debate do extrativismo do pinhão

Nos dias 31 de março a 1 de abril, início da safra do pinhão em Santa Catarina, a Apremavi participou da Festa da Colheita do Pinhão em São Joaquim (SC). O objetivo do evento foi estimular a atuação das entidades que atuam no uso e conservação de recursos naturais para promoção do desenvolvimento da cadeia do pinhão.

Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de São Joaquim e Região (SINTRAF) e o Centro Vianei de Educação Popular, a iniciativa possibilitou discussões sobre o extrativismo do pinhão em território catarinense que, cada vez mais, precisa estar alinhado a urgência da restauração e conservação da Floresta com Araucárias e seus ecossistemas associados.

O primeiro dia do evento ocorreu na Casa da Cultura, no centro de São Joaquim, com o Seminário da Cadeia do Pinhão. O debate apontou a necessidade de ações para  o manejo e o uso sustentável do pinhão na Serra Catarinense. Nesse sentido, o fortalecimento da cadeia produtiva, o desenvolvimento de estratégias para agregar valor; organização social e produtiva da agricultura familiar e das redes de conhecimento integrando as ações de pesquisa, assessoria técnica e capacitação foram apontadas como demandas pelos participantes.

Na oportunidade Wigold Schäffer, co-fundador e conselheiro da Apremavi, ministrou uma palestra sobre a importância e conservação da Araucária angustifolia com foco nos projetos que a instituição desenvolve. Em relação ao status de conservação das florestas de Santa Catarina, Wigold destacou uma das conclusões do Inventário Florístico e Florestal de Santa Catarina: “O empobrecimento das florestas catarinenses decorre das constantes intervenções humanas na floresta, como a exploração indiscriminada de madeira, roçadas e, principalmente no planalto e no oeste catarinense, o pastoreio de bovinos dentro da floresta, surtiram estes efeitos”.

O segundo dia do evento contou com atividades práticas, culturais e de integração. Uma das atividades práticas conduzidas foi a Sapecada de Pinhão, tradicional preparação das sementes da araucária em fogueiras feitas com as grimpas secas dos pinheiros, herança dos tropeiros da região Sul do Brasil.

Fala do Wigold Schäffer na festa da colheita do pinhão. Foto: Edilaine Dick

Registros de diversos momentos da Festa da Colheita do Pinhão. Fotos: Edilaine Dick e Wigold Schäffer

A Floresta com Araucárias

Cientificamente denominada como Floresta Ombrófila Mista, é uma das fitofisionomias constituintes da Mata Atlântica. Abriga uma grande diversidade de espécies, muitas delas encontradas unicamente nessa formação florestal e estão ameaçadas de extinção, como é o caso Araucaria angustifolia, endêmica e predominante desse local, conhecida popularmente como pinheiro-brasileiro.

A espécie surgiu durante o período Jurássico, há cerca de 200 milhões de anos. Nesse período eram abundantes, mas estima-se que atualmente a extensão da Floresta com Araucária em remanescentes bem conservados está reduzida a 3% em Santa Catarina e 0,8% no estado do Paraná, de sua distribuição original.

> Leia: Pintura rupestre inédita de araucária é descoberta no Paraná

Os povos indígenas guaranis e kaingangs, que habitavam a região Sul do Brasil antes da chegada dos europeus, já utilizavam as sementes de araucária (pinhão) como alimento, comestíveis e ricas em nutrientes. A partir da presença de imigrantes europeus no território  a espécie começou a ser explorada comercialmente, sobretudo pela madeira de alta qualidade.

Além da importância para os povos indígenas, a espécie possui uma grande importância ecológica. Uma das principais é a produção de pinhões para a fauna, que são fonte de alimento para espécies de aves, roedores e marsupiais, destacando a cutia, os papagaios como o papagaio-de-peito-roxo, o papagaio charão e a gralha-azul, que além de se alimentarem desse recurso auxiliam em sua dispersão.

A gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) é uma das principais dispersoras de sementes da Araucária. Ao coletar os pinhões para armazená-los, ela os enterra e, acaba auxiliando na germinação e origem de novos pinheiros.

 

Período de defeso do pinhão

O período de defeso do pinhão é um período em que é proibida a coleta e a comercialização dessas sementes. O objetivo é proteger a espécie durante o período reprodutivo, garantindo a restauração natural das florestas e a manutenção da biodiversidade local.

Além da importância para a Araucária o período de defeso é essencial para algumas espécies de animais, já relatadas anteriormente, que dependem dos pinhões como fonte de alimento. Essa proibição da coleta e da comercialização durante o período de defeso ajuda a garantir que essas espécies tenham acesso aos pinhões, contribuindo para a manutenção da cadeia alimentar e da biodiversidade local.

Ao nível federal, a Portaria Normativa 20 de 27/09/1976 emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu a data de 15 de abril para o início da colheita, transporte e comercialização do pinhão.

Contudo, ao nível estadual, o Estado de Santa Catarina, por meio da Lei nº 15.457, de 17 de janeiro de 2011, fixou o início da colheita no dia 1° de abril, data em que a festa da colheita do pinhão foi realizada. Como as portarias têm significância inferior às leis, a data definida pela legislação catarinense é postulada como o início da colheita no estado.

 
Soluções possíveis em prol da conservação da Araucária

Apesar das ameaças que a espécie enfrenta e dos diversos desafios em prol da sua restauração e conservação, é notório que a restrição legal à exploração e corte de Araucária e outras espécies madeireiras, que já perdura por mais de vinte anos, vem dando uma chance para a Florestas com Araucárias, que em algumas regiões está num lento e gradual processo de recuperação de sua estrutura e biodiversidade. 

Essa recuperação deve ainda levar décadas em razão do reduzido percentual de remanescentes espalhados em milhares de fragmentos isolados já altamente degradados por exploração madeireira predatória e conversão de áreas para atividades agropecuárias no passado. 

Atualmente, algumas atividades econômicas são aliadas da recuperação da Floresta com Araucárias, a exemplo do turismo ecológico que está em franco desenvolvimento nas regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e se vale do destaque dos pinheiros na paisagem como atrativo turístico. Outra atividade que contribui para a preservação da araucária é a sua semente, o pinhão, altamente nutritivo e apreciado como alimento. A coleta e venda do pinhão gera renda para muitas famílias de coletadores e também para os proprietários de terras.

Essas atividades econômicas, desde que desenvolvidas com os cuidados ambientais necessários, merecem apoio de políticas públicas e devem ser estimuladas ao mesmo tempo, em que deve ser fortemente combatida qualquer tentativa, sob qualquer pretexto, de reabrir o corte ou a exploração madeireira comercial na Floresta com Araucárias sob risco de extinção dos últimos exemplares de araucária, de canela-preta, de canela-sassafrás, de cedro, de peroba e de centenas de outras espécies vegetais e animais que ainda guardam a carga genética e permitem gradual recuperação da floresta.

Outra atividade que merece ser estimulada é o plantio e reflorestamento com araucária, erva-mate, goiaba-serrana e outras espécies, principalmente as frutíferas. Esses plantios podem ser feitos em sistema agroflorestal, permitindo também o consórcio com espécies agrícolas, ampliando a produção de alimentos nas áreas restauradas.

 

Restaurar é urgente!

A Apremavi atua em ações de conservação e restauração da Floresta com Araucárias. Entre os anos de 2013 e 2015 implementou o Projeto Araucária, que promoveu a restauração de 92 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal em pequenas propriedades rurais, além de plantios em zonas de amortecimento de Unidades de Conservação de Santa Catarina, como o Parque Nacional das Araucárias

Em 2022 a Apremavi iniciou a implantação do Conservador das Araucárias, projeto em parceria com a Tetra Pak que vai restaurar 7.000 hectares prioritariamente na área de abrangência da Floresta com Araucária em Santa Catarina, no Paraná e em São Paulo. 

 

Autores: Tatiana Arruda Correia, Wigold Schäffer e Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Vitor Lauro Zanelatto e Carolina Schäffer.
Foto de capa: Registro da Pinha da Araucária em uma das atividades da Festa da Colheita do Pinhão, por Wigold Schäffer.

Ecoloja on-line da Apremavi é lançada no Dia Nacional da Botânica

Ecoloja on-line da Apremavi é lançada no Dia Nacional da Botânica

Ecoloja on-line da Apremavi é lançada no Dia Nacional da Botânica

No Dia Nacional da Botânica a Apremavi lança a ecoloja on-line com produtos da biodiversidade da Mata Atlântica

 
História do Dia Nacional da Botânica

A botânica é a ciência que estuda as plantas, desde sua estrutura, fisiologia e evolução, até seu uso econômico e medicinal. É uma área muito importante para a compreensão da biodiversidade do planeta e para a conservação dos ecossistemas naturais.

O Dia Nacional da Botânica, celebrado no dia 17 de abril, foi instituído pela Lei nº 1.147, de 24 de maio de 1994, em homenagem às comemorações dos 200 anos do nascimento do naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868).

Martius chegou no Brasil em 1817, na comitiva de intelectuais que acompanhava a Imperatriz Leopoldina, esposa de Dom Pedro I. Ele realizou expedições científicas no Brasil entre os anos de 1817 e 1820, e depois entre 1823 e 1831, acompanhado do zoólogo Johann Baptiste von Spix. Durante essas viagens, ele coletou e estudou uma grande quantidade de espécies de plantas, animais e minerais, além de fazer observações sobre a geografia e as culturas indígenas brasileiras.

Coletou itens da flora nacional, catalogou e os descreveu na obra Flora Brasiliensis, considerada uma das obras mais importantes da botânica mundial que serve como referência nos dias atuais para a botânica brasileira e encontra-se disponível on-line. 

> Acesse na íntegra a Flora Brasiliensis

Flora Brasiliensis

Uma das ilustrações botânicas presentes na obra Flora Brasiliensis, o exemplo em questão é uma prancha de uma espécie do gênero Billbergia da família Bromeliaceae. Fonte: Flora Brasiliensis.

A importância de exemplos da biodiversidade brasileira

Um estudo publicado em 2021, conduzido com professores brasileiros, mostrou que 57% deles nunca abordam ou raramente abordam a biodiversidade local em aulas de Ciências e Biologia, o que dificulta a compreensão das espécies locais, suas ameaças e a promoção da sustentabilidade. Um dos fatores apontados pelos professores  para essa pouca abordagem foi a falta de conhecimento sobre a biodiversidade local.

No início deste ano publicamos uma matéria sobre a impercepção botânica, que está relacionada com a incapacidade ou tendência que as pessoas têm de não perceberem ou ignorarem a presença das plantas e sua relação ecológica que se soma a importância de atuarmos na falta de conhecimento sobre a biodiversidade local.

 

Ecoloja da Apremavi: uma forma de aproximação com a biodiversidade da Mata Atlântica

Visitar a Apremavi é mergulhar em algumas das mais belas paisagens da Mata Atlântica, onde a  biodiversidade local inspira e motiva o público a contribuir com a restauração das florestas e a conservação da biodiversidade. Além das lembranças, nossos visitantes buscam levar pra casa algum item para materializar essa experiência, assim a Ecoloja da Apremavi surgiu a partir dessa demanda.

Nossos produtos são inspirados no contato direto e intenso com a Mata Atlântica e sua biodiversidade, sem esquecer o ativismo, propósito e utilidade. A Ecoloja on-line, lançada hoje, é uma oportunidade para aqueles que ainda não puderam estar presencialmente na Apremavi, e também para quem se apaixonou por algum dos nossos produtos e quer comprar novamente.

Comprar os nossos produtos contribui efetivamente para a divulgação da biodiversidade local, a agenda da restauração e também para a troca de conhecimentos em prol da conservação da natureza, uma vez que parte da arrecadação é destinada à sustentabilidade da Apremavi, incluindo atividades de manutenção do Viveiro Jardim das Florestas e a oferta dos Programas de Visitas e Estágios em nosso Centro Ambiental. 

 

> Conheça a Ecoloja

Ecoloja da Apremavi

Autores: Vitor Lauro Zanelatto e Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.

Primeiro trimestre é marcado por visitas de instituições de ensino na Apremavi

Primeiro trimestre é marcado por visitas de instituições de ensino na Apremavi

Primeiro trimestre é marcado por visitas de instituições de ensino na Apremavi

Após os anos críticos da pandemia do Covid-19, do recesso escolar e férias, o Programa de Visitas Guiadas da Apremavi voltou com tudo em 2023.

O primeiro trimestre do ano foi marcado pela visita de 168 pessoas de diferentes instituições de ensino do Alto Vale do Itajaí (SC) e do exterior, dentre elas a Fundação do Meio Ambiente de Nova Veneza, o Colégio Unidavi de Rio do Sul, a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) de Ibirama, a Escola de Educação Básica (EEB) Silva Jardim de Alfredo Wagner, a EEB Prefeito Arno Siewerdt de Pouso Redondo, o Centro Educacional (CE) Leandro dos Santos de Ituporanga, a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade de Yale.

As visitas aconteceram na sede da Apremavi, em Atalanta (SC), onde o público conheceu o processo de produção de mudas do Viveiro Jardim das Florestas, as instalações do Centro Ambiental, a Trilha da Restauração, tendo a oportunidade de contemplar as belezas da Serra do Pitoco e conhecer uma das principais nascentes do município. Além disso, alguns grupos visitaram a RPPN Serra do Pitoco, que em 2022 completou 25 anos de existência, e também o principal atrativo turístico do município, a Cachoeira Perau do Gropp, que está localizada dentro do Parque Natural Municipal Mata Atlântica.

Visitação no Parque Mata Atlântica

Visitas no Viveiro Jardim das Florestas, Centro Ambiental da Apremavi e Parque Natural Municipal da Mata Atlântica em Atalanta (SC). Fotos: Arquivo Apremavi

“As visitas técnicas na Apremavi são de fundamental importância, tanto para os estudantes quanto para a própria Apremavi, pois é durante as visitas de campo que os visitantes podem vivenciar na prática o que aprendem na teoria em sala de aula”, relata Edegold Schäffer, Coordenador Geral do Viveiro da Apremavi, que em conjunto com a Taís Fontanive, Auxiliar Administrativo da instituição, conduz a maior parte das visitas guiadas. 

O Programa de Visitas segue com agenda aberta e para grupos com mais de 5 pessoas é necessário fazer o agendamento prévio.

Visite a Apremavi em 2023 você também!

> Agenda a sua visita

 

Autora: Taís Fontanive.
Revisão: Thamara Santos de Almeida, Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto.

Apremavi estrela documentário lançado pela TV alemã

Apremavi estrela documentário lançado pela TV alemã

Apremavi estrela documentário lançado pela TV alemã

Lançado no dia 01 de abril, o documentário da série Plan B, de iniciativa da maior emissora pública alemã, a ZDF, comunica a trajetória e divulga o trabalho da Apremavi. Os filmes da série contam histórias de sucesso e apresentam ideias para resolver problemas, mostrando que há outros caminhos a percorrer.

“Florestas para Cidade - Recuperação contra as Mudanças Climáticas

Urwald für die Stadt – Aufforsten gegen den Klimawandel”, título em alemão para “Florestas para Cidade – Recuperação contra as Mudanças Climáticas”, mostra iniciativas e projetos para um futuro ecológico e sustentável, com tecnologias e atividades que visam a recuperação de florestas. O documentário tem a autoria de Gesine Enwaldt e Ingo Mende, com apoio de Nikolaus Tarouquella-Levitan, que estiveram em Atalanta (SC), em maio de 2022.

Na Apremavi a equipe conheceu todo o processo de produção de mudas, além de participar de um plantio de restauração de uma nascente. Também visitou a Krüger Haus, em Trombudo Central (SC), que desenvolve atividades de resgate da história da colonização alemã e é parceira da Apremavi em vários plantios de restauração. Uma das áreas restauradas junto com eles forma um dos primeiros Bosques de Heidelberg no Brasil.

Gravações da participação da Apremavi em documentário lançado pela TV alemã

Bastidores das gravações da participação da Apremavi em documentário lançado pela TV alemã. Fotos: Miriam Prochnow e Nikolaus Tarouquella-Levitan. 

A co-autora do documentário, Gesine, comenta que as mudanças climáticas estão destruindo nossas florestas, com secas, incêndios e cada vez mais tempestades: “em todo o mundo, as pessoas estão procurando maneiras de impedir a morte das florestas. A própria natureza oferece as melhores receitas para florestas saudáveis: não só no campo, mas também na cidade. Mesmo entre asfalto e concreto, florestas de resfriamento podem ser plantadas nas menores áreas, como é o caso das Tiny Forest, conceito de pequenas florestas desenvolvido pelo japonês Akira Miyawaki principalmente para terrenos baldios nas cidades”, enfatiza Gesine.

 

Plantadores de florestas pelo mundo: uma interação necessária 

O exemplo mostrado no documentário, das 14 pequenas florestas plantadas na Alemanha e na Polônia, com o incentivo do cientista florestal Stefan Scharfe, interage com o trabalho da Apremavi em salvar a Mata Atlântica, como contam no filme os seus fundadores, Wigold Schaffer e Miriam Prochnow. 

“Quando fundamos a Apremavi tivemos que aprender muitas coisas do zero: como produzir árvores nativas, como plantar florestas, como convencer a população a conservar a Mata Atlântica. Hoje, 36 anos e 9 milhões de mudas plantadas depois podemos dizer que a instituição já atingiu alguns objetivos, entretanto, as crises que a humanidade enfrenta hoje nos obrigam a continuar ainda com mais propósito a trabalhar pela nossa missão”, comenta Wigold Schaffer.

Carolina Schaffer, atual vice-presidente da Apremavi, acompanhou as filmagens e comenta que o documentário vem em boa hora por entender que não estamos sozinhos na, por vezes exaustiva, luta pela restauração das áreas degradadas e pela conservação do solo, da biodiversidade e da água, luta que nos enche de energia. “Não importa o lugar nem o tamanho da ação, o importante é que todas as gerações estejam envolvidas e tenham a intenção de fazer algo para garantir o nosso futuro” comenta Carolina. 

“A interação entre essas iniciativas deve continuar”, comenta Miriam Prochnow, que tem ancestrais vindos da região da Pomerânia e quer muito visitar a primeira Tiny Forest da Polônia, “Miyawaki”, plantada nessa região por iniciativa de Agnieszka e Nikolaus Tarouquella-Levitan. A pequena floresta fica na Pomerânia Ocidental, em Rozwarów, no município de Kamień Pomorski, onde voluntários da Fundação Perspektywa plantaram 4,5 mil mudas. “Em recente visita à Alemanha esse foi um dos debates principais com os amigos plantadores de florestas: como fazer para que mais e mais pessoas se sintam estimuladas a plantar árvores e contribuir no combate às mudanças climáticas e ao estabelecimento de um sentimento de solidariedade e paz ao redor do mundo” reflete Miriam.

Gravações na Primeira Tiny Forest na Polônia

Primeira Tiny Forest da Polônia, “Miyawaki”, plantada nessa região por iniciativa de Agnieszka e Nikolaus Tarouquella-Levitan. Foto: Nikolaus Tarouquella-Levitan.

Autoras: Miriam Prochnow e Carolina Schaffer
Revisão: Thamara Santos de Almeida
Foto de capa: extraída do documentário.

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