Apremavi participa de reportagem especial sobre Araucária no Globo Rural

Apremavi participa de reportagem especial sobre Araucária no Globo Rural

Apremavi participa de reportagem especial sobre Araucária no Globo Rural

Em comemoração aos 43 anos do Globo Rural uma matéria especial sobre a Araucária foi feita na região Sul do Brasil com a participação da Apremavi.

A reportagem mostra a história da Araucária, também conhecida como Pinheiro Brasileiro (Araucaria angustifolia) e como a exploração da sua madeira a levou a figurar na lista de espécies ameaçadas de extinção. Uma história parecida com a da etnia indígena Xokleng que quase foi dizimada pelo desbravamento do Sul do Brasil durante o tropeirismo. A Floresta com Araucárias e os Xokleng têm histórias interligadas.

O programa também  apresentou o resultado de pesquisas desenvolvidas com a espécie e a importância dela para agricultores da região Sul do Brasil, com a coleta do pinhão. Mostraram em detalhes todo o processo de coleta e beneficiamento, receitas tradicionais como o entrevero e a novidade da utilização do pinhão para produção de farinha e outros alimentos.

Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, concedeu uma entrevista no bloco de apresentação do Parque Nacional das Araucárias, apresentando o trabalho desenvolvido pela Apremavi na criação do parque, na elaboração do Plano de Manejo e junto aos agricultores na área de amortecimento do Parque, este último trabalho oriundo do Projeto Araucária. “A Unidade de Conservação apresenta um ganho para a propriedade, uma vez que há uma melhora na qualidade de água”, comenta Edilaine.

 Confira a entrevista no Globo Play.

A Apremavi tem trabalhado arduamente pela conservação da Floresta com Araucárias, desde o combate ao desmatamento e o apoio à criação e implementação de Unidades de Conservação, até a restauração de seu ecossistema, que vai da produção de mudas, até o plantio. Por conta do risco de extinção, o corte da araucária está proibido desde 2000. Somente é permitido o corte de araucárias comprovadamente plantadas, com fins econômicos e em áreas que não sejam de preservação permanente. 

Atualmente, a Apremavi está desenvolvendo o projeto + Floresta, que tem como objetivo restabelecer populações de espécies ameaçadas de extinção, sendo uma delas a Araucária.

 

Projeto Araucária

Teve como objetivo promover a conservação e recuperação de remanescentes florestais e espécies-chave da Mata Atlântica, através da implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas e enriquecimento de florestas secundárias, possibilitando o uso sustentável dos recursos naturais.

Com 2 anos de duração, entre 2013 e 2015, o projeto foi realizado em Santa Catarina abrangendo 13 municípios inseridos na Mata Atlântica. O público alvo envolveu escolas, ONGs, universidades, prefeituras, comitês de bacia, lideranças comunitárias e agricultores familiares.

O Projeto Araucária teve apoio da Petrobras por meio do programa Petrobras Socioambiental.

 

A Floresta com Araucárias

A floresta com araucárias, chamada cientificamente de Floresta Ombrófila Mista, é um ecossistema da Mata Atlântica, característico da região sul do Brasil e de algumas áreas da região Sudeste, que abriga uma grande variedade de espécies, algumas das quais só são encontradas neste ecossistema. Sua fisionomia natural é caracterizada pelo predomínio da Araucaria angustifolia, uma árvore de grande porte popularmente conhecida como pinheiro-brasileiro.

Originalmente ocupava 200.000 km², estando presente em 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Também ocorria em maciços descontínuos nas partes mais elevadas das Serras do Mar, Paranapiacaba, Bocaina e Mantiqueira, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também na Argentina.

Gravado em 2005, durante a Semana da Mata Atlântica realizada em Campos do Jordão (SP), o depoimento do professor Dr. Paulo Nogueira Neto (em memória) fala da importância e urgência de se proteger os remanescentes da Floresta com Araucárias e da necessidade de se criar Unidades de Conservação em todos os ecossistemas. 

Autoras: Thamara Santos de Almeida e Miriam Prochnow com informações do Globo Rural.
Revisão: Carolina Schäffer

Apremavi inspira casal na implantação de agrofloresta com o apoio do projeto Matas Legais

Apremavi inspira casal na implantação de agrofloresta com o apoio do projeto Matas Legais

Apremavi inspira casal na implantação de agrofloresta com o apoio do projeto Matas Legais

Paulo Zanetti e Bárbara Sicuro, proprietários do Vale Mandaçaia em Urubici (SC) na Serra Catarinense, estão implantando uma agrofloresta na propriedade com o apoio do Matas Legais.

Tudo começou, segundo eles, quando avistaram uma placa em uma propriedade vizinha, que continha informações sobre área de amortecimento do Parque Nacional de São Joaquim, onde era possível visualizar logo de instituições parceiras, dentre elas, a da Apremavi.

Desde então, o casal acompanha o trabalho da instituição pelas mídias sociais e foi por meio da história de outro casal da Serra Catarinense, que também contou com o apoio do projeto Matas Legais para implantar uma agrofloresta, que a aproximação foi feita e a parceria para o plantio de 100 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica foi concretizada.

 

Vale do Mandaçaia após o plantio de 100 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para implantação da agrofloresta. Foto: Paulo Zanetti e Bárbara Sicuro (Vale Mandaçaia)

Vale do Mandaçaia após o plantio de 100 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para implantação da agrofloresta. Foto: Paulo Zanetti e Bárbara Sicuro (Vale Mandaçaia)

Paulo Zanetti, proprietário do Vale Mandaçaia, relatou como ocorreu o contato com a Apremavi, bem como a parceria com o programa Matas Legais:

“E foi assim, vendo uma das publicações sobre o projeto Matais Legais em uma propriedade bem aqui, pertinho da gente, que encontramos o ponto desse cruzamento. Foi muito legal ver que seria possível, ainda que propondo um projeto pequeno, participar desse programa.

Rapidamente os dedos foram às teclas, e pela página sobre o Matas Legais, pude aprender sobre o projeto, realizado já há muitos anos pela Klabin e Apremavi. Gostei muito do conceito do projeto, dos objetivos e dos resultados. Entrei em contato pelas redes sociais e a equipe da Apremavi rapidamente nos respondeu, passando todas as orientações sobre como participar, e quando menos percebemos estávamos lá, a caminho para conhecer a Associação”.

Com o apoio do Matas Legais, a propriedade rural localizada em Urubici recebeu, além das mudas nativas, assistência técnica e apoio para realizar as primeiras etapas da restauração. 

No caminho, a paisagem que a gente já está bem acostumado: monocultura de Pinus, cebola e milho. Alguns fragmentos de mata nativa em terrenos acidentados faziam com que a imaginação fosse longe. Como será que é o viveiro? Como será que eles conseguem produzir tantas mudas? Onde coletam as sementes? Como é que funciona esse lance do vasinho biodegradável?

Fomos recebidos com muita hospitalidade pelo Leandro e Daiana, que nos contaram desde como tudo começou, as conquistas, evoluções, aumento e melhoria dos espaços da Associação até os detalhes das mudas, dicas de plantio, beneficiamento das sementes e outras curiosidades que iam surgindo no meio da conversa. Me impressionei com a organização e tamanho. Não só do volume de mudas produzidas, mas do que conquistaram com muito suor para chegar naquele ponto. Escritório amplo, alojamento para os programas de estágio, espaço para cursos, eventos e muito mais. Tudo impecável. 

Depois da pausa para o almoço, fomos direto ao assunto. No nosso caso, iríamos selecionar 100 mudas de espécies nativas para ajudar na implantação do nosso primeiro sistema agroflorestal. E vou contar para vocês… não é nada fácil escolher as espécies entre as mais de 200 produzidas pelo viveiro que iriam compor esse plantio. Sorte a nossa que a experiência do pessoal é tamanha, que foram direto indicando aquelas mais aptas para sobreviver ao clima da serra catarinense.

Na hora da despedida, praticamos um pouco a identificação das espécies que estávamos levando. Mais um tanto enorme de aprendizado! São tantos detalhes que só o olhar treinado para diferenciar a Cereja do Rio Grande da Uvaia. Aos poucos a gente vai aprendendo, e um dia a gente chega lá!

Chegando no Vale Mandaçaia, foi hora de colocar a mão na terra e mesmo debaixo de chuva, plantar cada uma das 100 futuras árvores em sua nova casa. Cansados e cheios de esperança, a gente foi dormir, sonhando com o dia em que mais uma floresta estaria enfim, de pé novamente.”

 

Muda de Uvaia plantada pelo casal no Vale Mandaçaia. Foto: Paulo Zanetti e Bárbara Sicuro (Vale Mandaçaia)

Muda de Uvaia plantada pelo casal no Vale Mandaçaia. Foto: Paulo Zanetti e Bárbara Sicuro (Vale Mandaçaia)

O programa Matas Legais

É uma iniciativa da parceria entre a Apremavi e a Klabin que acontece em Santa Catarina e no Paraná. Busca desenvolver ações de conservação, educação ambiental e fomento florestal, que ajuda a preservar e recuperar os remanescentes florestais nativos, a melhorar a qualidade de vida da população e a aprimorar o desenvolvimento florestal, tendo como base o planejamento de propriedades e paisagens.

A palavra legal procura traduzir dois sentidos: o de cumprimento da legislação ambiental e o de expressão de um lugar agradável, bonito e bom para viver.

O Vale Mandaçaia se junta às outras mais de 1.300 propriedades rurais apoiadas pelo programa em atividades de restauração e planejamento da paisagem, buscando a restauração, conservação e uso sustentável dos recursos.

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer, Vitor Lauro Zanelatto e comunicação da Klabin.

Prazo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) é prorrogado

Prazo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) é prorrogado

Prazo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) é prorrogado

Prazo de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) foi prorrogado no último dia 26 de dezembro através da publicação da Medida Provisória n° 1.150

O PRA compreende o conjunto de ações a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização do imóvel e de firmar o compromisso do proprietário em manter, recuperar ou recompor as Áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e as áreas de uso restrito do imóvel rural, ou ainda o compromisso de compensar áreas de Reserva Legal quando for necessário. Junto com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o PRA é uma ferramenta do Código Florestal, Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012.

De acordo com essa nova Medida Provisória, o proprietário ou possuidor do imóvel rural terá 180 dias para aderir ao PRA após ser convocado pelo órgão competente estadual ou distrital. Pelo Código Florestal, o prazo de adesão terminaria no próximo dia 31 de dezembro de 2022.

“É evidente que a MP mais uma vez beneficia quem não cumpriu a lei e dificulta o trabalho de quem segue a legislação e trabalha pela conservação e restauração dos ecossistemas, além de trazer novas inseguranças jurídicas”, comenta Wigold Schäffer, conselheiro e fundador da Apremavi.

A medida provisória ainda será analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado e pode ter seu texto alterado.

Autora: Carolina Schäffer.
Revisão: Miriam Prochnow.

Santa Catarina estabelece Corredor Ecológico Caminho das Nascentes

Santa Catarina estabelece Corredor Ecológico Caminho das Nascentes

Santa Catarina estabelece Corredor Ecológico Caminho das Nascentes

O Governo de Santa Catarina criou o Corredor Ecológico Caminho das Nascentes, que liga as nascentes dos Estados de Santa Catarina às do Rio Grande do Sul e Paraná.

O Decreto 2.367/2022, publicado no Diário Oficial no dia 22 de dezembro, instituiu o Corredor Ecológico Caminho das Nascentes com 1.519 km de extensão. Ele é composto predominantemente por Áreas de Preservação Permanente (APP) contemplando 46 municípios do Estado. O objetivo é proteger as nascentes, conservar a biodiversidade e recuperar as áreas degradadas, beneficiando também a população de Santa Catarina.

 

Mapa da localização do Corredor Ecológico Caminho das Nascentes. Figura:   Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável do Governo de Santa Catarina<br />

Mapa da localização do Corredor Ecológico Caminho das Nascentes. Figura: Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável do Governo de Santa Catarina

Decreto de criação do corredor

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,  no  uso  das  atribuições  privativas  que  lhe  conferem  os  incisos  I  e  III  do  art.  71  da Constituição do Estado, conforme o disposto na Lei federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e de acordo com o que consta nos autos do processo nº IMA 52817/2022,

 

DECRETA:

 

Art.  1º  Fica  instituído  o  Corredor  Ecológico  Caminho  das Nascentes, que segue no sentido norte-sul do Estado de Santa Catarina. 

 

Parágrafo único. A área do Corredor Ecológico Caminho das Nascentes engloba a linha de cumeada, em território catarinense, da Serra Geral e da Serra do Mar, respeitando a largura de 1.000 m (mil metros) para cada lado do eixo estabelecido pelo divisor de águas, que inclui as nascentes dos principais rios formadores das bacias contidas na vertente do Interior e na vertente do Atlântico, incluindo 2 (duas) derivações ao longo do Corredor Ecológico Caminho das Nascentes, uma ligando a Serra do Mar e a Estação Ecológica do Bracinho, localizada nos Municípios de Joinville e Schroeder, e outra ligando a Serra Geral até o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

> Confira o decreto completo

 
Apresentação da iniciativa

Representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), fizeram uma apresentação do Corredor Ecológico recém criado.

> Confira a apresentação

 
Participação da Apremavi

A Apremavi participou de diversas reuniões presenciais e virtuais sobre o assunto e manifestou apoio para criação do Corredor desde o início da proposta. “A criação do corredor é um importante passo para a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos de uma região prioritária de Santa Catarina. A expectativa é que novos projetos de proteção ambiental sejam implantados na área“ comenta Wigold Schaffer, conselheiro e fundador da Apremavi.

Autora: Thamara Santos de Almeida com informações da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável do Governo de Santa Catarina.
Revisão: Miriam Prochnow.

Apremavi participa do Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros

Apremavi participa do Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros

Apremavi participa do Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros

Nos dias 01 e 02 de dezembro a Apremavi apresentou projetos e participou do Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros: União pela Conservação em Itá (SC).

A iniciativa teve como objetivo fomentar ações, acordos de cooperação e integração referentes à conservação e uso racional do Rio Uruguai e aquíferos relacionados, de acordo com os princípios da Carta de Itá. A programação incluiu a participação de instituições de vários setores em mesas redondas e apresentações individuais, promovendo a integração das cidades e sociedades civis, parlamentos e autoridades por meio de pessoas físicas, jurídicas, entidades públicas e privadas que atuam na bacia do rio Uruguai. 

Entre as atividades do evento houve o lançamento do livro “Peregrinos del Río”, do Fórum Permanente de Conservação e Uso Racional de Rio Uruguai e Aquífero Guarani, e a apresentação do Plano de Uso do Entorno dos Reservatórios das Usina Hidrelétrica de Itá.

Foi promovido pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), Instituto do Meio Ambiente (IMA) – Governo de Santa Catarina, União de Parlamentares Sul-americanos e do Mercosul (UPM), Fórum Permanente de Conservação e Uso Racional do Rio Uruguai e Aquífero Guarani, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS) e Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Participação da Apremavi

Representando a Apremavi, a coordenadora de projetos Edilaine Dick apresentou a instituição e os projetos desenvolvidos, dando ênfase à atuação da Apremavi na região hidrográfica do Rio Uruguai. Edilaine também divulgou a “Campanha de adesão ao PRA”, liderada pela Apremavi através do projeto Implementando o Código Florestal, chamando a atenção dos presentes para o prazo de adesão ao PRA que está em curso, e solicitou apoio da divulgação da campanha junto aos agricultores.

 

Apremavi participa do Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros. Foto: Marluci Pozzan

Apresentação do trabalho da Apremavi durante o Simpósio Internacional Rio Uruguai dos Encontros. Foto: Marluci Pozzan

O projeto Conservador das Araucárias também fez parte da apresentação, tendo Edilaine destacado o potencial de implementação do projeto e contribuição do mesmo para a restauração e conservação de florestas na bacia do Rio Uruguai. 

A participação no evento abriu portas para muitas parcerias que podem ser formadas, além de possibilitar levar informação em tempo sobre a necessidade de adesão ao PRA até 31/12/2022, visto que ao final do evento várias foram as solicitações do material da campanha para auxiliar na divulgação”, comenta Edilaine.

Um dos encaminhamentos do evento foi a assinatura da ratificação da Carta de Itá, documento firmado em 2012 pelos participantes da Terceira Reunião do Fórum de Conservação do Rio Uruguai, da União dos Parlamentares Sul-americanos e Mercosul (UPM).

Autora: Marluci Pozzan.
Revisão: Edilaine Dick, Thamara Santos de Almeida e Carolina Schäffer.

Programa Clima Legal da Apremavi planta 6429 novas árvores

Programa Clima Legal da Apremavi planta 6429 novas árvores

Programa Clima Legal da Apremavi planta 6429 novas árvores

Em 2022 a Apremavi realizou diversos plantios do programa Clima Legal, que contaram com a colaboração de agricultores, instituições e escolas. 

No segundo semestre de 2022, a equipe da Apremavi se empenhou para a realização de plantios referentes às adesões ao programa Clima Legal. No total, foram plantadas 6429 mudas de espécies de árvores nativas da Mata Atlântica. Os plantios aconteceram em 10 cidades de Santa Catarina: Agrolândia, Agronômica, Angelina, Atalanta, Ituporanga, Lebon Régis, Pouso Redondo, Rio do Oeste e Rio do Sul. 

Entre os locais escolhidos para o plantio estão a Escola de Educação Básica 30 de Outubro e a Prefeitura Municipal de Atalanta, além de propriedades rurais. Agricultores, cidadãos e instituições, colaboraram com a participação em mutirões de plantio e também no interesse em recuperar suas áreas, ao todo, contamos com a parceria de 12 famílias e/ou instituições.

“O Programa Clima Legal deu oportunidade para vários agricultores e outros proprietários de terras recuperarem suas nascentes e córregos dentro das propriedades. Além de fornecer as mudas sem nenhum custo, a Apremavi ainda auxilia no plantio. Durante o ano de 2022 foram plantadas milhares de mudas em várias propriedades do Alto Vale do Itajaí e outras regiões”, comenta Edegold Schäffer, um dos coordenadores do Viveiro da Apremavi.

Os plantios foram possíveis graças aos aderentes de 2022, são eles: Pinheiro Neto Advogados Associados, adesão por intermédio da empresa Bravo Consultoria, Ambev, adesão por intermédio da empresa Bravo Consultoria, Intrínseca Perfumaria e Cosméticos, Andicrose Wooden Bikes Indústria e Comércio Ltda, Mormaii Emotors e Plant For the Planet (através da The Plant For The Planet Platform).

Plantio do Clima Legal. Foto: Edegold Schaffer

Plantios do Clima Legal de 2022. Fotos: Edegold Schäffer, Taís Fontanive e Edilaine Dick

Clima Legal

O Programa Clima Legal foi idealizado pela Apremavi com o objetivo de realizar plantios de árvores nativas visando a neutralização das emissões de CO2, amenizando os efeitos da crise climática e contribuindo com a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica, e, para estimular o ativismo climático na sociedade.

Além do plantio de árvores, feito principalmente para restaurar e proteger áreas de nascentes, mananciais e margens dos rios, são desenvolvidas atividades voltadas à conscientização e educação ambiental como aulas temáticas, palestras, oficinas e mobilizações sobre a importância da preservação da natureza.

O Clima Legal é um projeto permanente da Apremavi e, por ter diferentes modalidades de adesão, é uma excelente opção para pessoas que querem transformar o ativismo climático numa ação prática, faça parte você também!

> Saiba mais

Autoras:  Taís Fontanive e Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.
Foto de capa: Taís Fontanive.

Apremavi participa de cerimônia de premiação das Melhores ONGs

Apremavi participa de cerimônia de premiação das Melhores ONGs

Apremavi participa de cerimônia de premiação das Melhores ONGs

No dia 25 de outubro, a Apremavi participou da cerimônia oficial de premiação das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, realizada no Unibes Cultural, em São Paulo (SP). 

Pela primeira vez, a Apremavi é reconhecida como uma das 100 melhores organizações da Sociedade Civil brasileira, fruto do impacto dos projetos, robustez nas estratégias de administração e transparência e relevância das estratégias de comunicação.  A lista das finalistas do ano havia sido anunciada em outubro, ocasião em que ficamos muito felizes ao descobrir que a Apremavi estava entre as premiadas; esse prêmio é um reconhecimento positivo do trabalho em prol da Mata Atlântica”, comenta a vice-presidente da instituição, Carolina Schäffer.

Durante a cerimônia oficial, transmitida ao vivo no Canal Futura, além da entrega dos troféus, foram divulgados os nomes das organizações destaque por estado, causa, as dez melhores de pequeno porte e a melhor ONG do ano.Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi, e Wigold Schaffer, co-fundador e conselheiro da Apremavi, participaram da cerimônia representando a Apremavi.

“O Prêmio Melhores ONGs representa o reconhecimento de um trabalho que começou há mais de 35 anos, um trabalho de respeito à natureza e a todos os seres, sejam plantas ou animais, que dissemina esperança, amor e paz, que planta e restaura ecossistemas, um trabalho que planta um futuro viável para a humanidade, feito a muitas mãos e com muitos parceiros. Parabenizo a todos que fizeram e fazem a Apremavi”, destaca Wigold Schäffer.

No site da iniciativa é possível conhecer o nome de todas as organizações reconhecidas por suas boas práticas em quesitos como governança, transparência, comunicação e financiamento.

Premiação das Melhores ONGs 2022. Foto: Melhores ONGs

Membros da Apremavi participando da premiação das Melhores ONGs 2022. Fotos: Wigold Schäffer e Melhores ONGs

O Prêmio Melhores ONGs

O Prêmio Melhores ONGs é realizado desde 2017, num esforço coletivo do Instituto O Mundo que Queremos, pelo Instituto Doar e pelo Ambev VOA, com apoio de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Instituto Humanize e da Fundação Toyota do Brasil. Ele tem como missão reconhecer e divulgar as ONGs do Brasil que mais se destacam anualmente pela sua excelência em gestão, governança, sustentabilidade financeira e transparência.

Além disso, incentiva boas práticas, contribuindo também para a melhoria na gestão de todas as participantes, incluindo as que não são premiadas, que também recebem um feedback detalhado da avaliação.

Doare Melhores ONGs

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto.

Mata Atlântica é tema de palestras da Apremavi na Alemanha

Mata Atlântica é tema de palestras da Apremavi na Alemanha

Mata Atlântica é tema de palestras da Apremavi na Alemanha

Entre os dias 21 e 25 de novembro de 2022, a Mata Atlântica foi tema de palestras ministradas pela Apremavi em escolas de Heidelberg, cidade localizada no sul da Alemanha.

Na semana passada, representantes da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Carolina Schäffer e Miriam Prochnow, estiveram em Heidelberg, na Alemanha, e ministraram 10 palestras na língua alemã para 729 alunos, com idade entre 07 e 15 anos, de nove escolas diferentes da cidade. Elas estavam acompanhadas de Brigitte Heinz, representante da ONG alemã BUND – Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland, parceira da Apremavi na ação.

Com duração de 1 hora e 30 minutos, as palestras abordam temas relacionados com a Mata Atlântica no Brasil, suas riquezas e belezas naturais e também os problemas e ameaças que afetam a sua biodiversidade. Um dos pontos altos do encontro foi a apresentação de um filme sobre os biomas brasileiros, elaborado pela Apremavi especialmente para este intercâmbio, além da distribuição de materiais de Educação Ambiental.

“Carolina, Miriam e eu corremos de escola em escola por cinco dias e mostramos às crianças como nossos hábitos cotidianos na Alemanha podem estar diretamente conectados com o estado de conservação da Mata Atlântica; da carne no nosso prato às cadeiras de jardim feitas com madeira tropical, nosso comportamento de consumidor pode fazer a diferença e é isso que tentamos mostrar para as crianças que sempre ficam maravilhadas com o tema”, comenta Brigitte ao mesmo tempo em que se diz orgulhosa da parceria e do projeto. 

Realizada desde 2008, a ação “Der Regenwald kommt in die Klassenzimmer (nome em alemão para “a Mata Atlântica vai à sala de aula”), faz parte do projeto Bosques de Heidelberg no Brasil, da parceria entre a Apremavi, o BUND e a cidade de Heidelberg.

“Essa ação in loco na Alemanha é uma excelente oportunidade para trazer consciência ambiental para as crianças e jovens, pois expõe a imensa biodiversidade da Mata Atlântica e também a importância da sua preservação para o Brasil e o mundo. Além disso, incentiva os estudantes a tomarem ação no enfrentamento dos problemas ambientais globais”, comenta Carolina, atual vice-presidente da Apremavi.

Mata Atlântica é tema de palestras da Apremavi na Alemanha. Foto: Miriam Prochnow

Registros das palestras ministradas pela Apremavi em escolas de Heidelberg. Fotos: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow

Inspirados na Mata Atlântica

Numa das escolas, High School English Institute, além de abrir as portas da sala de aula para a semana sobre a Mata Atlântica, os alunos também desenvolveram uma atividade artística e se inspiraram nas belezas da floresta tropical mais ameaçada do Brasil para criar desenhos que são verdadeiras obras de arte.

Além disso, também está nos planos desenvolver uma ação ainda este ano, provavelmente no Natal, para arrecadar fundos para o projeto. No âmbito do projeto, a cada dois euros arrecadados pelos alunos na Alemanha, uma árvore nativa é plantada num bosque no Brasil.

Pinturas feitas pelos alunos em uma escola da Alemanha sobre as belezas da Mata Atlântica. Fotos: Carolina Schäffer e Miriam Prochnow

Os Bosques de Heidelberg

Um dos primeiros Bosques de Heidelberg foi plantado no Brasil em 1999, na EMEF Ribeirão Matilde, depois do início da parceria firmado em 1998 numa reunião entre representantes da Apremavi, do BUND e da Prefeitura de Heidelberg.

Desde então, o projeto, conhecido em alemão como “Heidelberger Wäldchen in Brasilien”, já soma 169.045 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica plantadas em Santa Catarina e em São Paulo com a ajuda de estudantes da região. Este ano o projeto também recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia na categoria Parcerias pelo Clima.

Miriam Prochnow, conselheira e sócia fundadora da Apremavi, saiu da semana bastante animada: “ver que um projeto que ajudei a construir quase 25 anos atrás ainda está caminhando e gerando tantos resultados positivos reforça que um trabalho em parceria é muito valioso para as instituições e sobretudo para o Planeta”, comenta.

 Bosques de Heidelberg no Brasil, mais de 20 anos de parceria entre a Apremavi e a ONG alemã Bund Für Umwelt und Naturschutz Deutschland.

Autora: Carolina Schäffer.
Revisão: Thamara Santos de Almeida.

Relatório aponta redução de 69% nas populações de animais no planeta nos últimos 48 anos

Relatório aponta redução de 69% nas populações de animais no planeta nos últimos 48 anos

Relatório aponta redução de 69% nas populações de animais no planeta nos últimos 48 anos

O novo relatório “Planeta Vivo 2022: em prol de uma sociedade positiva” publicado em outubro deste ano pela WWF em colaboração com o Instituto de Zoologia ZSL (Sociedade Zoológica de Londres), buscou compreender como as espécies  espécies de animais ao redor do planeta estão respondendo às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade causada por mudanças em seus ambientes. 

Foi observado um declínio de 69% na abundância de 32.000 populações de 5.230 espécies de mamíferos, peixes, répteis, aves e anfíbios monitorados entre 1970 e 2018 ao redor do mundo, sendo que, a América Latina é a região com a maior taxa de redução, cerca de 94%. A destruição de habitats ou fragmentação de ambientes naturais de muitas espécies, ocasionada pela mudança de uso e cobertura do solo, é a principal ameaça apontada pela publicação.

A avaliação ocorre desde 1998 e a atual confirma que estamos em meio a uma dupla emergência global: a da biodiversidade e a climática. A publicação também traz oportunidades para agirmos em conjunto. “Todos têm um papel a desempenhar no tratamento dessas emergências, e atualmente a maioria reconhece que as transformações são necessárias. Agora, esse reconhecimento precisa ser transformado em ação” aponta o relatório.

Mata Atlântica ameaçada

Uma nova análise, que utiliza os dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas publicada pela IUCN (sigla em inglês para International Union for Conservation of Nature), permitiu sobrepor ameaças como agricultura, caça, exploração madeireira, poluição, espécies invasoras e mudanças climáticas aos vertebrados terrestres do mundo todo. Essa avaliação identifica locais que precisam de prioridade de conservação por possuírem uma intensidade maior de ameaças.

A Mata Atlântica, juntamente com outras florestas e locais ao redor do mundo, foi considerada como uma “áreas de alta prioridade para mitigação de riscos” para todos os grupos taxonômicos em todas as categorias de ameaças. Isso significa dizer que conservar a Mata Atlântica é urgente!

Ainda há tempo de agir, por isso, o relatório buscou trazer vozes, valores e evidências distintas e sugestões de ações individuais e coletivas para mostrar que mudanças diárias e globais podem melhorar a situação de ameaça à biodiversidade, com foco nos sistemas de alimentação, finanças e governança.

> Confira a publicação na íntegra

 

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer.
Foto de capa: Wigold Schäffer.

Mico-leão-dourado, uma história bem-sucedida de conservação

Mico-leão-dourado, uma história bem-sucedida de conservação

Mico-leão-dourado, uma história bem-sucedida de conservação

Provavelmente, você nunca viu um mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) na natureza, mas já deve ter visto ele estampado a cédula de vinte reais. A espécie está ameaçada de extinção e vive nas florestas de baixadas litorâneas da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro. Especificamente na bacia do rio São João, nos municípios de Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Araruama, Rio das Ostras, Cabo Frio e Macaé.  

Nem sempre foi assim, historicamente a espécie habitava todo litoral do Rio de Janeiro.  Séculos de desmatamento, caça e tráfico, entretanto, fizeram com que na década de 1970, sua população estivesse reduzida a menos de 200 indivíduos. Dentre as ameaças, é possível citar a fragmentação do habitat em decorrência do desmatamento da Mata Atlântica como principal. A competição por recursos por espécies invasoras de saguis (Callithrix jacchus e Callithrix penicillata) também ameaça o mico, além do tráfico e da caça.

 

Uma história bem-sucedida de conservação

Com o objetivo de conservar a espécie, em 1974 foi criada a Reserva Biológica de Poço das Antas para proteger a maior população em vida livre de micos-leões-dourados que existia na época. Os trabalhos de pesquisas e educação ambiental passaram a fazer com que ela fosse conhecida nacionalmente e internacionalmente. 

Desde 1992, os esforços para aumentar a quantidade de animais na natureza e reduzir as suas ameaças são liderados pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD). A implantação de corredores florestais para conectar fragmentos de remanescentes de Mata Atlântica existentes na região é uma das principais estratégias da Associação, tanto é que em 2020, por orientações da AMLD, foi construído o primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do Brasil, que permite a conexão entre a Reserva Biológica de Poço das Antas ao local onde hoje é a sede da Associação Mico-Leão-Dourado e o Parque Ecológico do Mico-Leão-Dourado.

Todos estes esforços permitiram que as populações de micos na natureza se recuperassem e chegassem a cerca de 3.700 indivíduos. Entretanto, entre 2016 e 2017, um surto de febre amarela dizimou 1/3 das populações da espécie. Para enfrentar isso, houve o desenvolvimento de uma vacina com esforços da AMLD e da Fiocruz Bio-Manguinhos, que contou com a participação de diversas instituições como o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), a Universidade Estadual Norte Fluminense e o CPB/ICMBio e Centro Brasileiro de Pesquisa e Conservação de Primatas do ICMBio. Até o final de setembro de 2022 a iniciativa já imunizou mais de 300 micos. Confira o documentário produzido pela AMLD sobre a iniciativa.

 

Importância da restauração florestal

A conexão entre as florestas presentes na Mata Atlântica é fundamental para a sobrevivência da espécie. Segundo consta no site da AMLD, “O maior desafio agora é garantir a proteção e conexão das florestas nessa região onde vive o mico. Além da restauração florestal, com plantio de mudas nativas da Mata Atlântica e corredores florestais, a AMLD desenvolve programas de educação ambiental na região”. A Associação, assim como a Apremavi, é uma das unidades regionais do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, em prol justamente da recuperação das florestas não apenas no habitat do mico-leão-dourado, mas em todo o Brasil.

Mico-leão-dourado em vida livre. Foto: Wigold Schaffer

Registros de mico-leão-dourado em vida livre. Fotos: Wigold Schäffer e Carolina Schäffer

Mico-leão-dourado

Nome científico: Leontopithecus rosalia

Família: Callitrichidae

Habitat: Florestas de até 500m de altura, endêmico da Mata Atlântica de baixada costeira do estado do Rio de Janeiro

Alimentação: Onívoros (se alimentam de animais invertebrados como insetos, pequenos vertebrados e frutos)

Peso: 500g a 700g (estimado)

Comprimento: 22 a 30cm

Hábito de vida: monogâmicos e cooperativos

Distribuição: Mata Atlântica (estado do Rio de Janeiro)

Ameaças: tráfico e a caça, fragmentação do habitat, doenças como a febre amarela e espécies invasoras

Status de conservação: Em Perigo de extinção segundo o ICMBio

 

Fontes consultadas:

Associação Mico-leão-dourado 

RAMBALDI, Denise Marçal. Mico Leão Dourado: uma bandeira para proteção da Mata Atlântica. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002.

Autores: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Duda Menegassi e Carolina Schäffer.

Apremavi apresenta série Mulheres que Restauram no VI Vila ConsCiência

Apremavi apresenta série Mulheres que Restauram no VI Vila ConsCiência

Apremavi apresenta série Mulheres que Restauram no VI Vila ConsCiência

No dia 10 de novembro a Apremavi participou de forma virtual do VI Vila ConsCiência em Porto Alegre (RS) com a apresentação do trabalho da instituição e da série Mulheres que Restauram.

O Vila ConsCiência é um evento que tem como objetivo aproximar a comunidade das temáticas relacionadas à ciência, sustentabilidade e educação, a partir da divulgação e socialização de conhecimentos científicos de maneira inclusiva e acessível. Ele é realizado anualmente pela Apoena Socioambiental, uma empresa de inovação e redução de impacto socioambiental.

Neste ano, o Vila ConsCiência voltou a ser realizado em dois dias de forma presencial na Associação Cultural Vila Flores, com a temática: “Mulheres e Sustentabilidade: elas cuidam do planeta, quem cuida delas?” que buscou fazer uma reflexão e crítica em relação a quem mais cuida do planeta, da casa e dos filhos que ainda é realizado majoritariamente por mulheres. 

Como público o Vila contou com a presença de professores e alunos de escolas públicas de Porto Alegre (RS) e região metropolitana, integrantes de cooperativas de reciclagem de Porto Alegre (RS) e de Canoas (RS), pesquisadores da Unisinos e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), além da comunidade local.

Carolina Schäffer, vice-presidente da Apremavi, participou da abertura do evento apresentando a história da Apremavi, bem como, a série Mulheres que Restauram. “As mulheres da série são exemplos de superação, trabalho e também de sucesso na restauração, que é um dos caminhos para atingirmos a sustentabilidade no Planeta”, reflete Carolina.

Em sua fala, a bióloga destacou ainda que as mulheres, sobretudo as periféricas, são as que mais sofrem as consequências das mudanças climáticas, portanto, além de falar de clima sob a perspectiva de gênero, é preciso também falar justiça climática uma vez que os fatores ambientais e os eventos climáticos extremos reforçam ainda mais desigualdades já existentes. 

 

Apresentação do trabalho da Apremavi e da série Mulheres que Restauram no VI Vila ConsCiência. Foto: Thamara Santos de Almeida

Apresentação do trabalho da Apremavi e da série Mulheres na Restauração no VI Vila ConsCiência. Foto: Thamara Santos de Almeida

“Participar do Vila ConsCiência foi super prazeroso porque, além do momento de troca de saberes com os alunos, é saber que se está fazendo parte de um movimento que corrobora com a visão de que é preciso educar meninas e mulheres para entenderem que podem ser o que elas quiserem. Atingir a equidade de gênero na sociedade depende do papel que cada um de nós desempenha, inclusive os homens, e o debate precisa estar em todos os lugares”, comenta Carolina Schäffer.

 

Exposição “Nós cuidamos do planeta. Quem cuida da gente?”

O evento ainda contou com uma exposição relacionada a vida das mulheres na reciclagem, no trânsito e as múltiplas violências que elas sofrem.  

Por meio da fotografia documental a primeira parte da exposição buscou captar almas, dores, alegrias, anseios e esperanças das catadoras de materiais recicláveis das cooperativas de reciclagem acompanhadas pela Apoena Socioambiental. 

Já a exposição do Vida Urgente “Sou boa no Volante” desmistifica o conceito de “Mulher ao volante, perigo constante”. Por fim, a exposição do Projeto Gradiva, clínica de psicanálise que atende gratuitamente mulheres em situação de violência, propiciou uma atividade auditiva com excertos poéticos e literários relacionados a situações de violência com o objetivo de sensibilizar o público. Além de um jogo sobre violência doméstica e familiar contra a mulher conforme as definições da Lei Maria da Penha.

Registro da exposição “Nós cuidamos do planeta. Quem cuida da gente?” Foto: Leilane Rosa da Silva

Registros da exposição “Nós cuidamos do planeta. Quem cuida da gente?” que ocorreu durante o evento. Fotos: Leilane Rosa da Silva e Thamara Santos de Almeida

Mulheres que Restauram

A série foi lançada em 2021 pela Apremavi para a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, com apoio do GT de Gênero e Clima do Observatório do Clima. O objetivo foi divulgar histórias de mulheres protagonistas na restauração e no planejamento de propriedades e paisagens, como forma de conscientizar a sociedade sobre a importância da atuação feminina na mitigação da crise do clima e promover o plantio de árvores nativas e a recuperação de áreas degradadas.

> Confira

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto.

RPPN Serra do Pitoco completou 25 anos de existência

RPPN Serra do Pitoco completou 25 anos de existência

RPPN Serra do Pitoco completou 25 anos de existência

Criada pela Portaria Ibama 40/97, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra do Pitoco abriga um pequeno, mas importante remanescente de Mata Atlântica, numa região de transição entre a floresta ombrófila densa e mista. É abrigo para várias espécies de animais. Fica na comunidade de Alto Dona Luiza, município de Atalanta (SC) e é atravessada pelo Rio Dona Luiza e uma de suas principais atrações é uma cachoeira de 10 metros de altura.

Cachoeira da RPPN da Serra do Pitoco

Paisagem da RPPN Serra do Pitoco e registro de ação de Educação Ambiental. Fotos: Arquivo Apremavi

Quando criaram a RPPN, os proprietários Miriam Prochnow e Wigold B. Schaffer, tinham como objetivo mostrar que pequenas propriedades e pequenas RPPNs podem contribuir com a conservação da biodiversidade. A reserva tem apenas 3 hectares, mas é um importante refúgio natural.

A propriedade onde está localizada a RPPN foi utilizada como modelo para o conceito de Propriedade Legal – legal porque cumpre a lei e legal por ser um lugar bom de morar, idealizado pela Apremavi, que também desenvolve atividades de Educação Ambiental na reserva. Na RPPN estão expostas peças da turbina de energia da segunda fábrica de óleo de sassafrás do município de Atalanta, que funcionou até o início da década de 1960.

 

Biodiversidade da RPPN Serra Pitoco. Foto: Wigold Schaffer

Biodiversidade presente na RPPN Serra do Pitoco. Fotos: Wigold Schäffer

Além dos trabalhos que desenvolve na RPPN Serra do Pitoco, a Apremavi também criou e mantém a RPPN Serra do Lucindo, com 316 hectares, no município de Bela Vista do Toldo (SC). A RPPN tem uma base que pode ser utilizada por pesquisadores, estagiários e visitantes.

Na RPPN Serra do Pitoco, a visitação pública para o lazer em contato com a natureza, é livre.

 

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural

A maior parte dos remanescentes florestais em Santa Catarina está em propriedades privadas, inclusive em pequenas propriedades, a maioria delas com menos de 50 hectares. Levando em conta que menos de 3% do território catarinense está protegido sob a forma de Unidades de Conservação de proteção integral, isso aumenta a responsabilidade dos proprietários como importantes parceiros na preservação e recuperação do meio ambiente.

Cada proprietário rural é responsável pela manutenção da Reserva Legal em sua propriedade e também pelas Áreas de Preservação Permanente. Além disso, os proprietários podem optar pela criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são reservas privadas que têm como objetivo preservar áreas de importância ecológica ou paisagística. São criadas por iniciativa do proprietário, que solicita ao órgão ambiental o reconhecimento de parte ou do total do seu imóvel como RPPN. A RPPN é perpétua e também deve ser averbada no cartório, à margem do registro do imóvel.

Diferente da Reserva Legal, onde pode ser feito uso sustentável dos recursos naturais, inclusive de recursos madeireiros, na RPPN só podem ser desenvolvidas atividades de pesquisa científica, ecoturismo, recreação e educação ambiental.

A área transformada em RPPN torna-se isenta do Imposto Territorial Rural (ITR) e o proprietário pode solicitar auxílio do poder público para elaborar um plano de manejo, proteção e gestão da área. Os proprietários também não precisam pagar ITR sobre as reservas legais e áreas de preservação permanente, conforme dispõe a Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996.

Em Santa Catarina, as RPPNs se organizam numa associação, a RPPN Catarinense, que tem como objetivos articular, organizar e assessorar os interesses ambientais e institucionais dos associados, otimizando as importantíssimas ações de proteção da biodiversidade das reservas particulares, no contexto das demais Unidades de Conservação e esforços de proteção da biodiversidade no Brasil e no Mundo. 

> Saiba mais

Autora: Miriam Prochnow. 
Revisão: Carolina Schäffer.

Apremavi ministra palestras sobre restauração florestal no IFC

Apremavi ministra palestras sobre restauração florestal no IFC

Apremavi ministra palestras sobre restauração florestal no IFC

Na última semana de outubro a Apremavi ministrou palestras sobre restauração florestal para alunos do Instituto Federal de Santa Catarina (IFC) nos Campus de Rio do Sul e Abelardo Luz (SC).

O tema foi escolhido pelos estudantes e a palestra no Campus de Rio do Sul fez parte da Semana Acadêmica da Agronomia. Já no Campus de Abelardo Luz, a conversa foi ministrada para técnicos em Agropecuária como parte da programação da II Semana da Agropecuária, além disso, foi feita doação de mudas para recuperação de uma mata ciliar no Campus.

Leandro Casanova, colaborador da Apremavi que ministrou as palestras, percebeu um grande interesse pelo tema por parte dos alunos. “O público foi se encantando com o tema e acredito que isso se dá sobretudo visto que, em alguns casos, a temática pode se tornar campo profissional para futuros técnicos, quer seja pelo domínio das técnicas de restauração ou pela produção de mudas nativas em viveiros florestais”, comenta Leandro.

Palestra sobre restauração florestal ministrada no IFC Campus Rio do Sul. Foto: Daiana Tânia Barth
Palestra sobre restauração florestal ministrada no IFC Campus Rio do Sul. Foto: Daiana Tânia Barth

A restauração florestal deve ser encarada como parte da ciência florestal, considerando que para acontecer o sucesso e o estabelecimento das florestas nativas plantadas há uma série de conhecimentos que devem ser adotados tais como: sucessão ecológica, dispersão de sementes, tratos silviculturais e atratividade à fauna, por exemplo.

Além disso, é importante que a restauração dos ecossistemas seja também sempre considerada uma aliada da produção. “O agronegócio e a agricultura familiar não podem ser dissociados das questões ambientais; para produzir necessitamos de boas práticas e um meio ambiente saudável”, comenta Leandro.

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Doação de mudas do viveiro da Apremavi no IFC Campus Abelardo Luz. Foto: Marluci Pozzan
Doação de mudas do viveiro da Apremavi no IFC Campus Abelardo Luz. Foto: Marluci Pozzan
Autor: Leandro Casanova.
Revisão: Thamara Santos de Almeida e Carolina Schäffer.

Apremavi participa do Programa Klabin Caiubi de Educação Ambiental em Santa Catarina

Apremavi participa do Programa Klabin Caiubi de Educação Ambiental em Santa Catarina

Apremavi participa do Programa Klabin Caiubi de Educação Ambiental em Santa Catarina

A Apremavi esteve presente na 35ª edição do Programa Klabin Caiubi, com professores das cidades de Correia Pinto e São Joaquim (SC) que ocorreu nos dias 25 e 26 de outubro em Correia Pinto. A iniciativa liderada pela Klabin busca capacitar educadores de escolas públicas e privadas em educação ambiental e incentivá-los a disseminar conhecimento em toda a comunidade.

A programação contou com a palestra “Plantações Florestais Sustentáveis”, ministrada por Mireli Moura Pitz, bióloga da Klabin. O grupo ainda aprendeu sobre a fauna catarinense e sua importância na dinâmica dos ecossistemas na apresentação “Mais do que animais!”, feita pelo médico veterinário Max Farjallat Raffi e o biólogo Dionei Ramos, da Sumatra Inteligência Ambiental.

Leandro Casanova e Daiana Tânia Barth, colaboradores da Apremavi, apresentaram o Programa Matas Legais e a importância da educação ambiental em sala de aula. Além disso, por meio do programa, houve a distribuição de 100 mudas de espécies nativas aos participantes.

Registro da palestra da Apremavi na 35ª edição do Programa Klabin Caiubi. Foto: Daiana Tânia Barth

Registro da palestra da Apremavi na 35ª edição do Programa Klabin Caiubi. Foto: Daiana Tânia Barth.

No segundo dia os professores conheceram o sistema de gestão ambiental da Klabin e dentre outras atividades, visitaram a fábrica e a Trilha Araucária. “O Programa Klabin Caiubi é um orgulho para a empresa, pois seu resultado se potencializa a cada edição ao se aproximar de professores e escolas da região onde atua, discutindo sobre o meio ambiente e tecendo junto a esses disseminadores da consciência ambiental uma rede de parcerias para a sustentabilidade do futuro”, comenta Mireli Moura Pitz, bióloga da Klabin.

Cerca de 54 professores participaram dessa edição, que atua em  terras catarinenses desde 2007. Ao longo de 21 anos, o Programa Klabin Caiubi em Santa Catarina já atingiu 679 escolas, 1710 professores e mais de 229 mil alunos.

Registro de doação de mudas na 35ª edição do Programa Klabin Caiubi. Foto: Daiana Tânia Barth.

Registro da doação de mudas para os educadores. Foto: Daiana Tânia Barth.

O Programa Caiubi

Com início em 2001, o Programa busca capacitar professores em temas associados à atuação da Klabin e para a consciência ambiental. As capacitações ocorrem semestralmente, envolvendo, por edição, aproximadamente 50 professores de escolas públicas estaduais e municipais e particulares. 

As edições são guiadas por um tema principal, escolhido após análise das necessidades e potenciais locais. Também buscamos alinhar os temas à Política de Sustentabilidade da Klabin e aos KODS – Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável, ligados à agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. A jornada é desenvolvida em três etapas:

  • Capacitação: especialistas compartilham seus conhecimentos com educadores, tiram dúvidas e orientam quanto à melhor forma de trabalharem a temática com os alunos, na teoria e na prática. Há sempre uma oficina que incentiva o professor a vivenciar os temas tratados.

  • Desenvolvimento: professores abordam o tema em aulas especiais e colocam os projetos em prática com suas turmas. As ações são planejadas antecipadamente, em reuniões conjuntas entre coordenadores do Programa e profissionais das escolas.
  • Mostra Ambiental: é um dos momentos mais emocionantes da jornada! Nessa etapa, os estudantes compartilham com os colegas das outras turmas, com familiares e toda a comunidade o que aprenderam. As apresentações incentivam o trabalho em equipe e são também uma oportunidade para os alunos exercitarem a autonomia. Crianças e jovens tornam-se verdadeiros multiplicadores de boas práticas ambientais. E a natureza e as gerações futuras agradecem!

> Conheça o Programa

Autora: Daiana Tânia Barth..
Revisão: Thamara Santos de Almeida, Vitor Lauro Zanelatto e Mireli Moura Pitz.

Projeto +Floresta realiza coleta de dados em campo

Projeto +Floresta realiza coleta de dados em campo

Projeto +Floresta realiza coleta de dados em campo

Os meses de julho a outubro foram de muito trabalho para coleta de dados em campo no Projeto +Floresta, que está realizando neste ano os estudos preliminares e planejamento das atividades de restauração de 260 hectares de floresta. 


Nesse período foram levantados os dados para os diagnósticos dos aspectos socioeconômicos (diagnóstico de populações e uso do solo) e do meio físico (hidrografia, morfologia, solo e vegetação) nas unidades de implantação (UIs) do projeto.

As áreas que receberam os estudos estão localizadas nas Reservas Legais de sete Projetos de Assentamento (PAs) da Reforma Agrária e em uma Área de Preservação Permanente da Terra Indígena Toldo Imbu –  Abelardo Luz, na Região Oeste de Santa Catarina.

Diagnóstico das populações

O levantamento de dados foi realizado pela equipe do projeto entre 25 de julho a 22 de setembro de 2022. Foram entrevistados moradores limítrofes às Reservas Legais e Unidades de Implantação do projeto. No dia 08 de setembro foi realizada uma reunião com cerca de 40 moradores da TI Toldo Imbu, visando a construção do mapa falado pela comunidade. Além disso, alguns moradores do Bairro São João Maria também foram visitados e entrevistados, uma vez que são vizinhos à unidade de implantação da TI Toldo Imbu.

 

Registro da entrevista com a população.

Registro da entrevista com a população. Foto: Maíra Ratuschinski

Uso do solo e meio físico

No período de 06 a 10 de setembro foram percorridas todas as unidades de implantação juntamente com a equipe da Bio Teia Estudos Ambientais para checar informações referentes à hidrografia, morfologia e uso do solo. Na oportunidade, ainda foram coletadas amostras de solo para realização de análises físicas e químicas a fim de auxiliar no diagnóstico dos solos.

Edilaine Dick, coordenadora do + Floresta, destacou a importância das atividades de investigação e pesquisa no território: “nesse período de diagnóstico a aproximação com os moradores locais foi muito positiva, permitindo construir um raio-x o mais próximo possível da situação atual das áreas a serem restauradas pelo projeto. O intercâmbio entre as  equipes de diferentes projetos  traz resultados não somente para o + Floresta, mas para os outros projetos desenvolvidos pela instituição, a partir da troca de experiências e metodologias compartilhadas”.

 

 

Levantamento florístico e fitossociológico

No mês de outubro, a equipe do projeto contou com o reforço das equipes da Apremavi e de outros projetos de Santa Catarina e do Paraná para a realização do levantamento florístico e fitossociológico. Todas as UIs foram amostradas com a alocação de parcelas fixas para análise do componente arbóreo e arbustivo, e subparcelas para análise da regeneração natural. Todos os dados coletados serão processados e seus resultados devem embasar a elaboração dos projetos finalísticos de restauração do projeto + Floresta. 

Mesmo com as intempéries climáticas ocorridas nessa atividade, o levantamento fitossociológico foi um momento fantástico, visto a larga experiência de membros da equipe em identificação de espécies. Foi um momento de não somente identificar as espécies, mas entender a qual família essas espécies pertencem, características físicas que auxiliam na sua identificação e sua região de ocorrência, esses conhecimentos me contribuirão nas atividades do projeto no qual trabalho” comenta Maurício Reis, coordenador de Projetos da Apremavi.

Equipe da Apremavi responsável pelas coletas de campo do projeto +Floresta. Foto: Arquivo Apremavi

Registros das coletas de dados em campo do projeto +Floresta. Fotos: Edilaine Dick e Marluci Pozzan

+Floresta

O +Floresta foi lançado para contribuir com a restauração da vegetação nativa na Floresta Ombrófila Mista, no Oeste de Santa Catarina, com o incremento de espécies vegetais ameaçadas de extinção como a araucária, a imbuia e o xaxim, ambas com histórico de intensa exploração no estado.

Será desenvolvido ao longo de oito anos, de 2022 a 2030, no município de Abelardo Luz, em Santa Catarina, sendo que as unidades de implantação estão localizadas nas Reservas Legais de sete Projetos de Assentamento (PAs) da Reforma Agrária – 13 de Novembro, Bela Vista, José Maria, Maria Silverstone, Recanto Olho D’Água, Roseli Nunes e Volta Grande, e em uma Área de Preservação Permanente da Terra Indígena – T.I. Toldo Imbu.

A iniciativa é financiada pelo Ibama através do Acordo de Cooperação Técnica nº 34/2021 e supervisionado pelo Ministério Público Federal de Santa Catarina (MPSC), pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pela Justiça Federal de Santa Catarina, na forma da ação n° 5001458-53.2017.4.04.7200/SC.

Autora: Marluci Pozzan.
Revisão:  Edilaine Dick, Thamara Santos de Almeida e Vitor Lauro Zanelatto.

Apremavi realiza expedição para troca de saberes sobre restauração

Apremavi realiza expedição para troca de saberes sobre restauração

Apremavi realiza expedição para troca de saberes sobre restauração

Entre os dias 18 e 19 de outubro técnicos da Apremavi realizaram uma expedição em cidades de Santa Catarina e de São Paulo para troca de conhecimento sobre coleta e armazenamento de sementes.

O primeiro ponto de parada foi a base do Instituto Socioambiental (ISA), na região do Vale do Ribeira, em Eldorado (SP), para conhecer a iniciativa Caminhos da Semente. Em seguida os técnicos tiveram a oportunidade de conhecer uma área em processo de restauração pela Iniciativa Verde César, na cidade de Cajati (SP), que utilizou a técnica de muvuca de sementes e também as instalações do Viveiro Florestal Duffatto em Monte Castelo (SC).

Além de aprender um pouco mais sobre o dia-a-dia e as rotinas de outros viveiros florestais, o grupo trocou saberes com diferentes atores envolvidos na conservação e restauração da floresta.

Rede de Sementes Vale do Ribeira do ISA

Na manhã do dia 18 de outubro a Apremavi visitou o escritório do ISA em Eldorado (SP) para tirar dúvidas sobre como a rede foi iniciada, como os coletores de sementes são preparados, como são precificadas as sementes, além de aprender como é organizada a atividade de coleta de sementes. 

Recebidos pelo Quilombo Nhunguara, a equipe vivenciou um pouco do processo de armazenamento das sementes da Rede de Sementes do Vale do Ribeira e também ouviu sobre como a comunidade ajuda na coleta das sementes.

 

 

Armazenamento de sementes no Quilombo Nhunguara em Eldorado (SP). Foto: Edilaine Dick

Armazenamento de sementes no Quilombo Nhunguara em Eldorado (SP). Foto: Edilaine Dick

Visita na área restaurada com a técnica de muvuca de sementes

No período da tarde a equipe se deslocou à Cajati (SP) para conhecer uma área em restauração onde foi utilizada a técnica de muvuca de sementes. A atividade foi acompanhada pelo colaborador da Iniciativa Verde César, que guiou o grupo por uma trilha da restauração com explicação em campo do uso da muvuca.

Eles relatam que para implantar o projeto foi utilizado um trator com implementos agrícolas, além da utilização de sementes pioneiras juntamente com espécies de cobertura do solo e o plantio com semeadura direta foi implementado há quatro anos.

Área restaurada com a técnica de muvuca de sementes em Cajati (SP). Foto: Marluci Pozzan

Área restaurada com a técnica de muvuca de sementes em Cajati (SP). Foto: Marluci Pozzan

Visita no Viveiro Florestal Duffato

No segundo dia de expedição, a equipe conheceu o Viveiro Florestal Duffatto em Monte Castelo (SC). Uma visita guiada a estrutura do viveiro foi realizada, especificamente nos departamentos de produção de mudas de espécies exóticas, nativas, erva-mate e araucária enxertada.

Visita ao Viveiro Florestal Duffato em Monte Castelo (SC). Foto: Edilaine Dick

Visita ao Viveiro Florestal Duffato em Monte Castelo (SC). Foto: Edilaine Dick

 

Instituto Socioambiental (ISA)

O ISA atua desde 1994 ao lado de comunidades indígenas, quilombolas e extrativistas, nossos parceiros históricos, para desenvolver soluções que protejam seus territórios, fortaleçam sua cultura e saberes tradicionais, elevem seu perfil político e desenvolvam economias sustentáveis.

 

Caminhos da Semente

A Iniciativa Caminhos da Semente é uma rede com contribuições de mais de 250 atores de 160 organizações, dos setores privado e público, relacionados com a restauração ecológica. O objetivo é dar escala à restauração ecológica no Brasil com foco no método de semeadura direta. 

Entre os benefícios do método estão menores custos e maior facilidade de implantação, com resultados efetivos para restauração da vegetação nativa em processo similar ao natural. A semeadura direta promove ainda desenvolvimento social e econômico, uma vez que envolve comunidades locais na coleta e venda de sementes, base de sua cadeia produtiva. 

 

“Foi gratificante ver na prática que é possível trabalhar em rede com coletores de sementes, que trazem junto com a coleta todo o seu conhecimento e respeito pela floresta. Assim, como trocar experiências com o viveiro Duffatto sobre manejo de viveiro, coleta, semeadura e tantos outros assuntos agregados. A semente foi literalmente plantada e voltamos com várias ideias a serem colocadas em prática para darmos os primeiros passos para a construção de uma rede de coleta de sementes nas regiões de atuação da Apremavi” comenta Edilaine Dick, coordenadora de projetos da Apremavi.

 

 

 

Autoras: Edilaine Dick, Marluci Pozzan e Thamara Santos de Almeida.
Revisão:
Carolina Schäffer.

Apremavi participa de encontro das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica

Apremavi participa de encontro das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica

Apremavi participa de encontro das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica

Entre os dias 17 e 21 de outubro a Apremavi esteve presente no Encontro das Unidades Regionais (URs) do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica que aconteceu na sede da Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu (RJ).

O primeiro encontro presencial pós-pandemia contou com apresentações de cada UR sobre o trabalho realizado na restauração dos ecossistemas da Mata Atlântica, bem como conversas sobre como ampliar a escala da restauração, o uso de ferramentas de monitoramento como drones e outras metodologias, e ainda visitas de campo para conhecer áreas de restauração e técnicas experimentais para ampliação da escala, como a muvuca.

Vindas de 15 estados onde há ocorrência da Mata Atlântica, além da Apremavi entre as organizações participantes, estavam a APOENA, Associação Ambientalista Copaíba, Associação Mico-Leão-Dourado, Cepan, Dap Web, ECO OCELOT, Grupo Ambiental Natureza Bela, IBAM, Instituto ÇaraKura, Iracambi Centro de Pesquisas, Mater Natura, Reserva Ecológica de Guapiaçu e SAVE Brasil.

Carolina Schäffer, vice-presidente da Apremavi, esteve no encontro e comentou que foi oportuna a troca de saberes: “nada substitui esse contato físico com os ambientes restaurados e com os agentes de restauração; saímos dessas experiências sempre com muita energia e com a certeza de que não estamos sozinhos nos desafios e na busca de soluções”.

 

Apremavi participa de encontro das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica. Foto: Carolina Schäffer

Registros do encontro das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica. Fotos: Carolina Schäffer

Mico-leão-dourado um ator da restauração

No terceiro dia do encontro ocorreu a visita à sede da Associação Mico-Leão-Dourado (AMDL), em Silva Jardim (RJ). Na ocasião foram visitadas áreas restauradas pela instituição, remanescentes florestais de propriedades “parceiras do mico” onde foi possível avistar um banco com 12 indivíduos andando livremente pela mata, e também o primeiro viaduto vegetado do país.

A região de ocorrência do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) está localizada entre a cidade do Rio de Janeiro, segunda maior metrópole brasileira, e a Bacia de Campos/Macaé, a mais importante área de exploração de petróleo do país. Em razão do crescimento industrial e para superar a barreira das rodovias em ampliação na região, a AMLD tem trabalhado na implementação de passagens de fauna e na recomposição de áreas degradadas. 

Micos de populações diferentes precisam se encontrar para se reproduzir, mas isso só vai ocorrer se matas isoladas forem conectadas”, afirma Luís Paulo Marques Ferraz, Secretário-Executivo da Associação.

Visita à sede da Associação Mico-Leão-Dourado. Foto: Carolina Schäffer

Visita à sede da Associação Mico-Leão-Dourado. Fotos: Carolina Schäffer

Cartilha Planejando Propriedades e Paisagens Sustentáveis

Durante o encontro as Unidades Regionais foram apresentadas à nova publicação da Apremavi – a Cartilha Planejando Propriedades e Paisagens Sustentáveis, lançada virtualmente em maio com apoio da Iniciativa Internacional Clima e Floresta da Noruega (NICFI), num consórcio de organizações não governamentais liderado pelo Observatório do Código Florestal (OCF), no âmbito do projeto Implantando o Código Florestal.

A cartilha é uma ferramenta de conscientização e formação que traz informações sobre a Mata Atlântica e sua importância, trata da adequação ambiental de propriedades rurais, especialmente no âmbito do Novo Código Florestal e da Lei da Mata Atlântica e apresenta diversas soluções baseadas na natureza, para serem implementadas nos diversos territórios.

O lançamento da versão física da publicação está previsto para novembro durante a IV Conferência Brasileira de Restauração Ecológica que acontecerá em Vitória (ES).

+++ Acesse a publicação aqui.

Apresentação da cartilha Planejando Propriedades e Paisagens Sustentáveis. Foto: Instituto Çarakura

Apresentação da cartilha Planejando Propriedades e Paisagens Sustentáveis. Foto: Instituto Çarakura

O Pacto Mata Atlântica

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica é um movimento nacional que tem a missão de articular e integrar atores interessados na restauração do bioma, induzindo ações e resultados em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Estabelecido em abril de 2009, o Pacto atua estrategicamente articulando instituições públicas e privadas, governos, empresas, comunidade científica e proprietários de terras para integrar seus esforços e recursos na geração de resultados em restauração e conservação da biodiversidade nos 17 estados do bioma.

Atualmente, o movimento prioriza a atuação em três linhas principais: Territórios Certificados, Comunicação e Capacitação e Monitoramento Multidimensional. E sua atuação se dá através das unidades regionais que têm como função atuar no diagnóstico da cadeia de restauração, auxiliando na identificação dos cenários e dos atores locais, bem como na identificação das lacunas de informações e dos elos dessa cadeia.

Mapa das Unidades Regionais do  Pacto Mata Atlântica. Figura:  Pacto Mata Atlântica

Mapa das Unidades Regionais do Pacto Mata Atlântica. Figura: Pacto Mata Atlântica

Autora: Carolina Schäffer.
Revisão: Thamara Santos de Almeida.

Apremavi participa da Assembleia Geral do FSC

Apremavi participa da Assembleia Geral do FSC

Apremavi participa da Assembleia Geral do FSC

Entre os dias 9 e 14 de outubro de 2022 a Apremavi esteve em Bali, na Indonésia, para acompanhar a Assembleia Geral do Forest Stewardship Council, o FSC. Enquanto o mundo enfrenta um cenário de crises climática, econômica e social, o FSC se propõe a ser uma plataforma que contribui com soluções para a manutenção de florestas resilientes para todos.

A Assembleia Geral é uma oportunidade que os membros têm de trocar experiências e aprender sobre as melhores práticas para a conservação da natureza e o manejo florestal sustentável. Além disso, é na Assembleia que os membros das três câmaras que compõem o sistema FSC – Ambiental, Econômica e Social – discutem os temas prioritários e votam nas moções que definem os rumos e regras do sistema.

Carolina Schäffer, vice-presidente da Apremavi, comenta que o encontro foi inspirador e de muita aprendizagem. “Passar uma semana na companhia de outras 500 pessoas de todas as partes do mundo, 40 do Brasil, e buscam em conjunto soluções baseadas na natureza para as diferentes crises que o mundo enfrenta é um privilégio e, ainda que cada um tenha o seu ponto de vista e a sua opinião, o objetivo de todos é um só e o poder do diálogo sempre prevalece como deveria ser”, comenta.

Assembleia Geral do FSC. Foto: Carolina Schaffer

Registros da Assembleia Geral do FSC em Bali na Indonésia. Fotos: Carolina Schäffer.

O FSC

O FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal, em português) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, criada em 1994 para promover o manejo florestal responsável ao redor do mundo, por meio de um sistema de certificação, pioneiro e único, que incorpora, de forma igualitária, as perspectivas de grupos sociais, ambientais e econômicos. Com sede na Alemanha e no México, está presente em mais de oitenta países.

No Brasil, o FSC foi oficialmente estabelecido em 2002, época em que a Apremavi se tornou parte da organização, mas as primeiras florestas certificadas brasileiras são dos anos 1990. As áreas certificadas de manejo comunitário, concessões públicas e empresariais da Amazônia, bem como de plantações florestais no país inteiro, fornecem matéria-prima para diversos setores da economia, como construção civil, papel e celulose, embalagens, alimentos e cosméticos.

 

Autora: Carolina Schäffer.
Revisão: Miriam Prochnow.

Eco-ansiedade: a preocupação com o futuro do planeta tem nome

Eco-ansiedade: a preocupação com o futuro do planeta tem nome

Eco-ansiedade: a preocupação com o futuro do planeta tem nome

O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), vinculado à ONU, apontou que as ações humanas estão contribuindo para o aquecimento global e que alguns dos efeitos já estão sendo observados no mundo todo.  

Além das mudanças climáticas, que é uma problemática mundial, temos observado nos últimos anos no Brasil a boiada passar com inúmeros retrocessos ambientais, desde o desmatamento, que explodiu em todos os biomas, até o perdão de dívidas ambientais, crescimento de incêndios criminosos, enfraquecimento das instituições ambientais, dentre outros. Sobram motivos para ficarmos com medo frente a incerteza do futuro que nos espera.

Esse medo crônico frente a destruição ambiental tem nome, é chamado de eco-ansiedade. O termo se popularizou devido ao relatório da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, lançado em 2017, que discutiu a saúde mental relacionada às mudanças climáticas. O objetivo da publicação é promover a compreensão sobre as implicações da crise socioambiental e do clima para profissionais da saúde, líderes e demais extratos sociais.

A eco-ansiedade é mais suscetível em grupos que lidam com as questões ambientais, como ativistas climáticos, pesquisadores, estudantes universitários e professores, biólogos, comunidades rurais e populações periféricas. A publicação apresenta algumas formas de manifestação dessa condição: 

“A capacidade de processar informações e tomar decisões sem ser desativada por respostas emocionais extremas está ameaçada pelas mudanças climáticas. Alguma resposta emocional é normal, e até mesmo emoções negativas são uma parte necessária de uma vida plena. No caso extremo, no entanto, eles podem interferir com nossa capacidade de pensar racionalmente, planejar nosso comportamento e considerar ações alternativas. Um evento climático extremo pode ser uma fonte de trauma, e a experiência pode causar emoções incapacitantes. Efeitos mais sutis e indiretos das mudanças climáticas podem adicionar estresse à vida das pessoas em diferentes graus. Os efeitos do clima se traduzem em saúde mental prejudicada que pode resultar em depressão e ansiedade”. 


Adaptado de ‘Mental Health and Our Changing Climate: Impacts, Implications, and Guidance’ – American Psychological Association.

 

A eco-ansiedade pode nos paralisar

Um artigo relatou fatores que podem fazer com que sejamos menos capazes de lidar com as mudanças climáticas, onde a eco-ansiedade resulta em sentimento de frustração e impotência para mudar a realidade, sendo até debilitante. Os fatores citados compreendem limitações cognitivas, como dificuldade de lidar com preocupação distantes, ignorância sobre o que fazer, estar habituado com as notícias a ponto de não se importar, subestimar os riscos futuros, sentimento de impotência frente a um problema muito grande, além de questões ideológicas como a ideia de que uma tecnologia ainda não criada vai nos salvar, entre outros.

Além disso, há evidências que sugerem que as mudanças climáticas exacerbam as graves desigualdades de saúde mental existentes dentro das nações. O estudo utiliza como exemplo a comparação de informações sobre saúde mental dos povos originários inuits do Canadá com outros extratos sociais. 

Historicamente, as populações inuítes experimentam disparidades substanciais de saúde mental em comparação com a população canadense não indígena, como consequência dos impactos duradouros da colonização. As consequências podem ser observadas na saúde mental: as taxas de suicídio entre os inuítes são até 11 vezes maiores do que a média canadense.10 Assim, é claro que a pressão já associada a disparidades pré-existentes de saúde mental será ainda mais exacerbada por futuras mudanças climáticas e ambientais.

Como minimizar a eco-ansiedade?

Confira um compilado de recomendações descritas por especialistas*

– Aprender maneiras de aliviar ou prevenir a ansiedade e a depressão como ataques de pânico, catastrofização ou outras formas paralisantes de ansiedade.
Os especialistas concordam que uma certa quantidade de ansiedade e mau humor serão evidentes no momento atual com a soma de várias crises, mas os níveis de ansiedade podem ser diminuídos e fortes sintomas de ansiedade podem ser ajudados pelo apoio de outras pessoas e pelo autocuidado. Muitos autores dão dicas práticas de habilidades e estratégias que ajudam quando os sentimentos de ansiedade começam a aumentar. Isso inclui respirar devagar, tomar uma decisão consciente para evitar catástrofes e usar distrações saudáveis ​​e meios reconfortantes;

– Desenvolver habilidades emocionais ou habilidades de saúde mental com antecedência, como a canalização da energia emocional e construção de rotinas diárias que aumentam o bem-estar do corpo e da mente;

– Aprender a manter o sentido da vida. Isso está intimamente ligado às discussões sobre esperança;

– Encontrar formas de participar na resolução de problemas relacionados com a crise ecológica. Os autores enfatizam que há ações individuais e coletivas. No entanto, costumam enfatizar que a ação coletiva deve ser acentuada para aliviar essa ecoansiedade, que decorre dos limites individuais e do sentimento de desamparo. Muitos especialistas alertam contra o uso apenas da ação como antídoto para a ansiedade ecológica, pois isso pode facilmente levar ao esgotamento ou a visões irreais sobre a real importância das ações individuais.- Encontrar suporte e apoio profissional;

– Desenvolver e manter uma forte ligação com a natureza.

*Traduzido e adaptado de INGLE, Harriet E.; MIKULEWICZ, Michael. Mental health and climate change: tackling invisible injustice. The Lancet Planetary Health, v. 4, n. 4, p. e128-e130, 2020.

Amar e mudar as coisas

Além das sugestões de como lidar com a eco-ansiedade, devemos buscar melhorar a forma como comunicamos as questões ambientais. É preciso compartilhar soluções possíveis e buscar apaixonar as pessoas, indo além da comunicação da tragédia. Pensando nisso, a IUCN lançou há uns anos uma campanha chamada “Love, not loss” (Amor, não perda) que para além do futuro catastrófico mostra como é importante contar histórias que deram certo na conservação da biodiversidade.

A Apremavi, junto com inúmeros parceiros, mostra na prática que é possível mudar a realidade. Ao longo dos nossos 35 anos de existência trabalhamos pelo fortalecimento das políticas públicas ambientais, pela criação de unidades de conservação públicas e particulares, em ações de capacitação e educação ambiental, além de atuarmos diariamente na restauração e recuperação de áreas degradadas. Amar e mudar as coisas nos interessa mais, que possamos juntos colocar a mão na massa, sem ceder a paralisia e a inércia, seguimos juntos!

Referências:

CLAYTON, Susan et al. Mental health and our changing climate: Impacts, implications, and guidance. Washington, DC: American Psychological Association and ecoAmerica, 2017.

INGLE, Harriet E.; MIKULEWICZ, Michael. Mental health and climate change: tackling invisible injustice. The Lancet Planetary Health, v. 4, n. 4, p. e128-e130, 2020.

PIHKALA, Panu. Eco-anxiety and environmental education. Sustainability, v. 12, n. 23, p. 10149, 2020

STANLEY, Samantha K. et al. From anger to action: Differential impacts of eco-anxiety, eco-depression, and eco-anger on climate action and wellbeing. The Journal of Climate Change and Health, v. 1, p. 100003, 2021.

O presente conteúdo serve apenas para informação geral, sem pretensão de fornecer diagnóstico, orientação especializada ou indicação de tratamento. Estudos apresentados são de responsabilidade exclusiva dos autores.

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Vitor Lauro Zanelatto.

Jurubeba-falsa, importante na restauração

Jurubeba-falsa, importante na restauração

Jurubeba-falsa, importante na restauração

A jurubeba-falsa (Solanum variabile), também conhecida como jurubeba ou jurubeba-velame, é uma espécie de arbusto geralmente encontrada em locais úmidos e terrenos elevados. A origem do nome vem do latim “variabile”, variável, pela enorme variação nos pelos e no formato das folhas.

Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil nos biomas Mata Atlântica e Pampa, nas formações de Campo de Altitude, Floresta Ombrófila e Floresta Ombrófila Mista, com maior frequência nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É uma espécie arbustiva que pode atingir de 3 a 4 metros de altura.

Por ser uma espécie zoocórica, ou seja, com a dispersão das sementes feita por animais, é importante em áreas restauradas pelo seu potencial já visto de atração da fauna, com destaque para as abelhas nativas sem ferrão. Além do seu crescimento rápido que auxilia na cobertura do solo e na estruturação da floresta.

Em relação ao seu potencial medicinal, um estudo evidenciou, por meio da experimentação em camundongos, a importância dessa espécie para tratamento de úlcera gástrica*. Além disso, em uma determinada concentração a jurubeba foi eficiente em sua ação repelente ao gorgulho-do-milho, pequeno besouro presente na cultura do milho.

Jurubeba-falsa. Foto: Vitor Lauro Zanelatto

Detalhes da flor, fruto e folhas da Jurubeba-falsa, registrada em Imbaú (PR). Fotos:  Carolina Schäffer e Vitor Lauro Zanelatto

Jurubeba-falsa

Nome científico: Solanum variabile Mart.

Família: Solanaceae

Utilização: Uso medicinal, paisagismo e em áreas de restauração

Fruto: possui uma cor verde esbranquiçada quando jovem e amarela quando maduro. Os frutos se desprendem na maturação e liberam as sementes por decomposição de seus tecidos. Cada fruto encerra cerca de 10 sementes.

Flor: branca.

Floração: setembro e novembro.

Crescimento da muda: rápido.

Status na Lista Vermelha da IUCN: pouco preocupante (Least Concern), ou seja, a espécie não está ameaçada de extinção.

 

* Os dados sobre usos medicinais das espécies nativas são apenas para informação geral, onde os estudos foram feitos com propriedades isoladas em uma quantidade específica. O uso de medicamentos fitoterápicos deve ser seguido de orientações médicas

 

Fontes consultadas

Solanaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB14880>. Acesso em: 12 out. 2022

ANTONIO, Jose Marcelino. Atividade antiulcerogenica do extrato etanolico bruto obtido a partir das folhas de Solanum variabile Mart.

PEDOTTI-STRIQUER, Lara; BERVIAN, Cleberson Inacio Baungaertner; FAVERO, Silvio. Ação repelente de plantas medicinais e aromáticas sobre Sitophilus zeamais (Coleoptera: Curculionidae). Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, v. 10, n. 1, p. 55-62, 2006.

BECHARA, Fernando Campanhã. Unidades demonstrativas de restauração ecológica através de técnicas nucleadoras: Floresta Estacional Semidecidual, Cerrado e Restinga. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, 2006.

 

Autora: Thamara Santos de Almeida.
Revisão: Vitor Lauro Zanelatto.
Foto de capa: Carolina Schäffer.
Identificação da espécie: Leandro Casanova e Gabriela Goebel.

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